Blog do Cid Benjamin


Frases

“O que realmente incomoda é a perspectiva de não haver outra política econômica possível a não ser essa de terceirizar juros, câmbio e política fiscal para o mercado, temperando-a com bolsas-esmola.”
CLOVIS ROSSI
, jornalista da Folha de São Paulo.

 

“O valor dos autos de infração de ICMS controlados pelo Estado [do Rio de Janeiro], sem considerar a mora, chega a R$ 22 bilhões. Passíveis de cobrança, são cerca de R$ 19 bilhões. É dinheiro que não acaba mais. Você sabe quantos técnicos de Informática atuam no sistema que controla não apenas esses autos, mas também os parcelamentos? Um. Para manter sistemas que controlam valores dezenas de vezes menores, qualquer empresinha tem cinco ou seis analistas.”
FRANCISCO GENU, economista, em entrevista no jornal da Associação dos Fiscais de Renda do Estado do Rio de Janeiro.

 

 

 

“É prematuro e leviano afirmar-se que a segurança do MASP é falha”.
DELEGADO MARCOS ANTONIO GOMES DE MOURA, encarregado do caso, no dia seguinte ao roubo dos quadros de Picasso e Portinari. O alarme estava desligado, as câmeras não têm dispositivos infra-vermelho para que no escuro as imagens sejam aproveitáveis, as portas das salas em que ficam os quadros não são fechadas, na troca de turno dos guardas as duas turmas saem de circulação e vão lanchar no subsolo. Resultado: com um pé-de-cabra e um macaco hidráulico, três ladrões arrombaram a porta principal e roubaram as duas telas, avaliadas em mais de R$ 100 milhões.

 

 

 

"Faço tudo o que o Lula mandar, mas tenho a minha preferência, e ela está nesta mesa".
DEPUTADO INOCÊNCIO DE OLIVEIRA, o mais novo governista de todas as horas, em audiência na Câmara com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, lançado pelo parlamentar pernambucano candidato a presidente.

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h26
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Há mais novos lulistas

Esta nota é do Painel da Folha.

Não foi só o governador Eduardo Campos (PSB) que ajudou o antigo Campo Majoritário a manter o controle do PT de Pernambuco. Em João Alfredo, Severino Cavalcanti (PP), ex-presidente da Câmara, fez de tudo pelo candidato do grupo.

Quais os limites para a decadência do PT?



Escrito por Cid Benjamin às 11h23
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Gastos indefensáveis

Sempre achei que deveriam ser permitidos gastos públicos com propaganda apenas no caso de esclarecimentos de interesse geral da população: campanha contra dengue, vacinação de crianças e idosos, educação no trânsito etc.
Assim, se algum governante quisesse propagandear suas realizações, teria que fazê-lo com recursos próprios ou do partido a que pertence.
Mas esta é daquelas propostas que ninguém ousa combater de público, mas nunca são aprovadas. Agora, Lula vai gastar R$ 150 milhões em propaganda de seu governo (sem falar no dinheiro ainda maior a ser gasto pelas estatais, muitas vezes de propaganda também do governo).



Escrito por Cid Benjamin às 11h23
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Como se esperava, governo e oposição de direita se uniram para aprovar a DRU

A notícia da aprovação da DRU (Desvinculação dos Recursos da União, mecanismo que permite que o governo federal desvie até 20% das receitas com outra destinação no Orçamento) com os votos dos governistas e dos partidos da velha direita não surpreendeu. Afinal, os lucros do sistema financeiro são intocáveis, não?
Mas, se o problema é garantir recursos para a Saúde – como afirmam governistas - por que não cortar pela metade a DRU. Vejam que falei só em cortar pela metade, porque o total desviado (sempre de rubricas da área social) equivale ao dobro dos R$ 40 bilhões perdidos com o fim da CPMF.
A rigor, o que deveria ser feito mesmo era acabar com a DRU e aprovar um orçamento para valer. Mas isso, nem pensar.
Tiraria o poder de compra de parlamentares e partidos pelo Executivo.



Escrito por Cid Benjamin às 11h22
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Pontos para uma reforma tributária

Proposta apresentada pelo líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar, sobre reforma tributária.

O PSOL vai lutar para que o governo e a oposição conservadora, após o fim da CPMF, deixem de lado a disputa retórica e algo cínica, pontuada por incoerências de ambos os lados, para considerar o que se segue:

1) a arrecadação de 2007, até outubro, já foi cerca de 2% superior à de 2006, sem contar a CPMF - nada de "terrorismo fiscal", portanto;
2) a CPMF existe há quase 14 anos - cinco sob a gestão Lula - e nesse período a Saúde Pública só piorou. Há, historicamente, algo de muito errado na gerência desses recursos e a única novidade foi o governo oferecer, na undécima hora, promessas de melhor aplicação futura;
3) uma Reforma Tributária para valer precisa restabelecer, entre outras medidas, o IOF sobre recursos externos aplicados na Bolsa, e aprovar a lei do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), parada no Congresso há anos, que só caminha se a base do governo quiser;
4) acenar com o congelamento da remuneração de servidores e não fazer respeitar o teto nacional nos Três Poderes nem estabelecer limites ao uso dos misteriosos cartões corporativos é inaceitável;
5) superávit primário superior até ao que o FMI recomenda não dá mais, nem pagar de juros e amortização da dívida R$ 152,2 bi (quase quatro CPMFs!), como está na proposta orçamentária para 2008;
6) urge mudar a maneira de negociar com o Legislativo, apresentando propostas concretas desde o início e respeitando sobretudo a Câmara, reduzida hoje à condição de instância homologatória do Executivo;
7) é preciso anunciar, desde já, que as emendas individuais ao Orçamento, cimento de "currais eleitorais", não serão priorizadas e, portanto, sua liberação não será mais objeto de barganha política;
8) é imperioso compreender que "governabilidade de amor remunerado" gera insegurança permanente, e só acaba com Reforma Política, que o governo descartou tanto no primeiro como no início do segundo mandato Lula.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h21
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Lulices



Escrito por Cid Benjamin às 11h20
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De novo, Marco Aurélio, do STF



Escrito por Cid Benjamin às 11h20
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Viva a diminuição do desemprego, mas...

Os jornais destacaram que o índice de desemprego diminuiu para 8,2% e é o menor nos últimos cinco anos, segundo o IBGE. Mas sempre que leio notícias sobre percentuais de desemprego sinto que falta algo: a explicação dos critérios do IBGE para definir quem está e quem não está empregado.
De acordo com esses critérios, se uma pessoa teve alguma atividade remunerada na semana anterior, mesmo que tenha sido um biscate, não é computada como desempregada. Assim, alguém que perca o emprego e ganhe uns trocados como flanelinha não é computado como desempregado.
Uma pessoa que não procurou ativamente emprego na semana anterior à da pesquisa, sai também da categoria de desempregado e é arrolada como desalentada.
Ora, num país como o Brasil, em que o salário-desemprego tem enormes limitações, boa parte dos desempregados acaba fazendo algum biscate para sobreviver. Ou, depois de bater perna semanas ou meses a fio, por vezes fica em casa por falta de perspectivas – até por falta de dinheiro. Nem por isso deixa de estar desempregada.
Por isso, tal metodologia – que pode ser vir para medir o desemprego am países do Primeiro Mundo – no Brasil serve para mascarar a realidade.
Quando morei na Suécia, durante meu período de exílio, tive a oportunidade de recorrer certa vez ao serviço social. Uma vez por semana ia lá receber uns caraminguás, enquanto o Estado sueco tratava de buscar uma ocupação para mim. No momento em que me oferecessem trabalho dentro da minha qualificação (que, no caso, era quase nenhuma, pois ainda não tinha aprendido o sueco e estava buscando um trabalho manual) e eu não aceitasse, perdia o direito à ajuda do serviço social.
Nessa situação, a metodologia do IBGE mostra o real índice de desemprego. Transportá-la para o Brasil leva apenas a que o desemprego seja mascarado.
Aliás, é a diferença de metodologia o que faz com que os índices do Dieese sejam aproximadamente o dobro dos do IBGE.
E muito mais próximos da realidade.



Escrito por Cid Benjamin às 11h19
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O Natal do PMDB



Escrito por Cid Benjamin às 11h18
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Frei Luís precisa viver – artigo de César Benjamin

Ainda que a greve de fome de dom Luís Cappio tenha se encerrado, há muito desconhecimento das razões que o levaram a um gesto tão extremo. Como pano de fundo da polêmica está, mais uma vez, a opção do governo Lula por defender os interesses do grande capital – como mostra César.

Procuro um livro na estante de casa. Na folha de rosto, a dedicatória: “Para o César, que também caminha nas mesmas margens do mesmo rio. Gentio do Ouro, outubro de 2001.” De dentro do livro cai um cartão que já estava esquecido: “César, grato por sua inesperada suavidade, por sua lúcida e firme presença. Grato por você existir. Te abraço. Adriano.” Não consigo conter a emoção.
Entre 1992 e 1993, durante um ano, Adriano e mais três pessoas realizaram uma caminhada de
2.700 quilômetros, das nascentes à foz do rio São Francisco. O livro que ganhei de presente quando os visitei no sertão – Da foz à nascente, o recado do rio, de Nancy Mangabeira Unger – narra poeticamente a empreitada desse grupo de heróis, cujas vidas se confundem com a luta pela vida do rio e das populações sertanejas que dele dependem.
O líder dos peregrinos era um frei franciscano, o mais franciscano de todos franciscanos que conheci, Luís Cappio. Não lembro em que localidade o encontrei – acho que foi em Pintada –, mas nunca o esqueci. É um homem raro. Vive visceralmente o cristianismo, a sua missão. Hoje, é bispo da Diocese da Barra. Continuou o mesmo simples peregrino, um irmão da humanidade, um pobre vivendo entre os pobres. Está em greve de fome há mais de vinte dias e pode morrer. Adriano continua ao seu lado.
Aboletado em Brasília, o presidente Lula acusa frei Luís e seus companheiros, contrários à transposição das águas do rio São Francisco, de não se importarem com a sede dos nordestinos. Para quem conhece os dois personagens, é patético. Um abismo moral os separa. Desse abismo nascem as suas diferentes propostas.
O Semi-Árido brasileiro é imenso: 912 mil km2. É populoso: 22 milhões de pessoas no meio rural. É o mais chuvoso do planeta: 750 mm/ano, em média, o que corresponde a 760 bilhões de metros cúbicos de chuvas por ano. Não é verdade, pois, que falte água ali. A natureza a fornece, mas ela é desperdiçada: as águas evaporam rapidamente, sob o Sol forte, ou vão logo embora, escorrendo ligeiras sobre o solo cristalino impermeável.
Há décadas o Estado investe em obras grandes e caras, que concentram água e, com ela, concentram poder. O presidente Lula quer fazer mais do mesmo. No mundo das promessas e do espetáculo, onde vive, a transposição matará a sede do sertanejo. No mundo real, apenas 4% da água transposta serão destinados ao consumo humano, em uma área equivalente a 6% da região semi-árida. “É a última grande obra da indústria da seca e a primeira grande obra do hidronegócio. Uma falsa solução para um falso problema”, diz Roberto Malvezzi, da Comissão Pastoral da Terra.
Graças a gente como Cappio, Adriano e Malvezzi, o Semi-Árido nordestino experimenta uma lenta revolução cultural. Centenas de organizações sociais, apoiadas pela Igreja Católica e por outras igrejas, adotaram o conceito de convivência com a natureza e desenvolveram in loco cerca de quarenta técnicas inteligentes, baratas e eficientes para armazenar a água da chuva. Ela é suficiente – corresponde a quase 800 vezes o volume d’água da transposição –, mas cai concentrada em um curto período do ano.
Eles lutam por duas metas principais: “um milhão de cisternas” e “uma terra e duas águas”. Combinados, os dois projetos visam a proporcionar a cada família do Semi-Árido uma área de terra suficiente para viver com dignidade, uma fonte permanente de água para abastecimento humano e uma segunda fonte para a produção agropecuária, conforme a vocação de cada microrregião. As experiências já realizadas deram resultados magníficos.
Para oferecer isso à população sertaneja, é preciso realizar a reforma agrária e construir uma malha de aproximadamente 6,6 milhões de pequenas obras: duas cisternas no pé das casas, para consumo humano, uma usual e outra de segurança; mais 2,2 milhões de recipientes para reter água de uso agropecuário. No conjunto, é uma obra gigantesca, mas desconcentrada. A captação de água realizada assim, no pé da casa e na roça, já é também a distribuição dessa mesma água, o que desmonta uma das bases mais importantes do poder das oligarquias locais. Armazenada em locais fechados, ela não evapora. Impulsionado por milhares de pessoas, este poderia ser um projeto mobilizador das energias da sociedade, emancipador das populações sertanejas, se tivesse um apoio decidido do governo federal.
A proposta tem respaldo técnico da Agência Nacional de Águas (ANA), que realizou um minucioso diagnóstico hídrico de 1.356 municípios nordestinos, um brilhante trabalho. O foco é a região semi-árida, mas o diagnóstico inclui grandes centros urbanos, como Salvador, Recife e Fortaleza, abrangendo um universo de 44 milhões de pessoas. As obras propostas pela ANA, as igrejas e as entidades da sociedade civil resolvem a questão da segurança hídrica das populações. Estão orçadas em R$ 3,6 bilhões, a metade do custo inicial da transposição do São Francisco.
Isso não interessa ao agronegócio, um devorador de grandes volumes de água em monoculturas irrigadas, produtoras de frutas para exportação e de cana para fabricar etanol. É para ele e para alguns grupos industriais – grandes financiadores de campanhas eleitorais – que a transposição se destina, pois esses precisam de água concentrada. Ao sertanejo, cada vez mais, restará a opção de migrar ou se tornar bóia-fria.
Para deter a marcha da insensatez, frei Luís entrega a vida, o único bem que possui. Não lhe restou outra opção, pois o governo se esquivou do debate que prometeu. Preferiu apostar na política do fato consumado. Agora, a farsa só poderá prosseguir sobre o cadáver do bispo. O presidente Lula deixou claro que considera essa alternativa aceitável. Porém, antes desse desenlace terrível, o presidente deve meditar sobre as palavras de Paulo Maldos, do Conselho Indigenista Missionário, seu tradicional aliado: “Ao redor do gesto radical do bispo está se formando uma corrente de solidariedade, de apoios, de alianças, de identificação ética, política, social, ideológica, cujos contornos são facilmente identificáveis: trata-se dos movimentos sociais, políticos, pelos direitos humanos, pastorais sociais, personalidades da Igreja Católica, da política, da cultura, que, desde os anos 80, constituíram Lula como liderança de massa em nosso país. (...) Se dom Cappio vier a falecer, será o final dessa história. Não será dom Cappio apenas que morrerá. Morrerá a referência política de Lula e do Partido dos Trabalhadores na história dos movimentos sociais do Brasil. (...) A história da liderança popular de Lula será a história de um fracasso. A morte física de dom Cappio sinalizará a morte política de Lula.”
Suplico que o presidente abra o diálogo com rapidez, por generosidade ou por cálculo: frei Luís precisa viver.

Leia a íntegra em http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=526



Escrito por Cid Benjamin às 11h17
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O legado de 2007 e o nosso futuro – artigo de Paulo Passarinho

O ano de 2007 vai se encerrando, em meio às incertezas, entre outras, quanto ao futuro e a vida de D. Luis Flávio Cappio, Bispo de Barra, na Bahia, em seu prolongado esforço de jejum e orações, pela defesa da vida do Rio São Francisco e de milhares de outras vidas de brasileiros, que deste rio dependem. Neste momento em que escrevo, D. Cáppio encontra-se em seu vigésimo terceiro dia sem alimentação e com os primeiros sinais de risco para a sua própria vida.
2007 é o quinto ano do governo que, eleito em 2002 sob o signo da esperança, a partir de 2003 deu continuidade – para a perplexidade de muitos e a frustração de outros – ao modelo de sociedade brasileira que acredita que a partir dos interesses dos grandes capitalistas, nacionais e principalmente estrangeiros, possamos construir um país desenvolvido, menos desigual, e com condições de vida dignas para a imensa maioria da população.
Em nome da defesa desse modelo, as privatizações realizadas no governo anterior – e até hoje questionadas na justiça – não foram objeto de nenhum tipo de ação que pudesse ser apontada como um risco para àqueles que delas se beneficiaram; o galopante processo de endividamento do Estado brasileiro não sofreu nenhum esforço de auditagem, apesar dos dispositivos constitucionais que exigem tal procedimento; e a política econômica não só não sofreu nenhuma alteração em seus fundamentos básicos, como sacrificou ainda mais o orçamento público, para a sagrada garantia do pagamento de juros aos credores e responsáveis pela própria existência e crescimento de uma lucrativa dívida financeira.
É lógico que os atuais governantes - boa parte oriunda da esquerda brasileira e portadores, até chegarem aos seus atuais postos, de um discurso crítico a esse mesmo modelo – não assumem que mudaram as suas convicções político-doutrinárias. Justificam as suas respectivas condutas, por uma peculiar visão de “governabilidade” e alegam que a correlação de forças da sociedade brasileira os obrigou a esse inusitado e bizarro comportamento.

Leia a íntegra em http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=527

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h17
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Natal de dom Cappio

Até Frei Betto, que sempre evita criticar abertamente seu amigo Lula, tem apimentado suas críticas ao governo que preferiu deixar - como se vê neste artigo.

Lá está o bispo, dom Luiz Flávio Cappio, no sertão da Bahia, decidido em sua greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco.
O rio, que corta o coração do Brasil, leva o nome do santo padroeiro da ecologia, devido ao seu amor à natureza, com a qual mantinha relação de alteridade e empatia: Irmão Sol, Irmã Lua.
O que poucos notam é que o mentor de dom Cappio era, no século XIII, um crítico radical dos primórdios do capitalismo. O feudalismo ruía por sua inércia e os burgos, as futuras cidades, despontavam sob as luzes da redescoberta de Aristóteles e os novos empreendimentos mercantis.
Bernardone, pai de Francisco, rico proprietário de manufatura de tecidos, importava da França as tinturas para colorir seu produto. Sua admiração pela metrópole levou-o a batizar o filho em homenagem à França - Francesco.
A miséria, até então, campeava na Europa em decorrência de guerras e da peste. O mercantilismo gerou, pela primeira vez, relações de trabalho promotoras de exclusão social. Francisco solidarizou-se com as vítimas da nascente manufatura. Ao despir-se na praça de Assis, todos entenderam o gesto para além de simples ato de despojamento. As roupas produzidas pelo pai estavam conspurcadas pela tecnologia que condenava artesãos à perda de seu ofício e, portanto, à miséria.
Hoje, o franciscano dom Cappio se posiciona ao lado das vítimas da transposição das águas do São Francisco. O PT, historicamente, era contrário ao projeto. E também contra a CPMF. Uma vez governo, mudou, como, aliás, mudou em tantas outras coisas. Mudou para não efetivar as mudanças prometidas, como a agrária. Mudou para se desfigurar como partido dos pobres e da ética. Mudou para ficar mais parecido com seus adversários políticos.

Leia a íntegra em http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=525



Escrito por Cid Benjamin às 11h16
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A provocação do Fantástico

Um quadro metido a engraçadinho no Fantástico é a mais nova provocação da TV Globo contra o presidente de Venezuela, Hugo Chávez. Dois “repórteres” fazem entrevistas na fronteira daquele país com o Brasil, ouvindo as pessoas sobre a possibilidade de uma invasão venezuelana ao território brasileiro. O título da “reportagem” é: O Brasil está preparado para uma guerra contra a Venezuela?”
A íntegra pode ser vista em http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM766516-7823-CENTRAL+DE+BOATOS+DEVEMOS+TEMER+A+VENEZUELA,00.html.



Escrito por Cid Benjamin às 11h16
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César Maia e o crime organizado

O prefeito César Maia de vez em quando posa de Mussolini tropical e sai por aí defendendo a política de “tolerância zero” – geralmente contra camelôs ou outros pequenos infratores. Mas sua “tolerância zero” não vale para o crime organizado. Defendeu, em artigos publicados, tolerância mil com as mal-chamadas “milícias”. Segundo o prefeito, elas seriam um mal menor, se comparadas aos traficantes de drogas. Esquece-se César Maia que as “milícias” praticam extorsão, cobrando “proteção” e impostos de moradores e pequenos comerciantes, expulsando de suas moradias – e, em alguns casos, matando – os que não aceitam submeter-se a suas ordens.
Agora, o prefeito acaba de prestar uma homenagem ao vereador Nadinho - de seu partido, o ex-pefelê – recém saído da prisão, para onde tinha ido como acusado de mandante do assassinato de um rival em Rio das Pedras. Nadinho é o chefe da “milícia” naquela localidade. A vítima, também ligada às “milícias”, pensava em se candidatar a vereador. Como ambos tinham a mesma base eleitoral, sua candidatura tiraria votos de Nadinho. Resultado: morreu alvejado por dezenas de tiros.
Agora, ao ter a prisão relaxada, Nadinho foi o convidado especial do prefeito para a última reunião do Secretariado municipal.
Inquirido a respeito, César Maia disse que a acusação a Nadinho era algo “na esfera privada”.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h15
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César Maia e a ordem urbana

A tolerância zero do prefeito tampouco vale para ações ilegais dos vereadores de sua base. Os bairros de Flamengo e Botafogo estão cheios de faixas da vereadora Leila do Flamengo. Mas se alguém mais pendurar qualquer faixa, ela será imediatamente retirada pela Comlurb.
Como se vê a tolerância zero é apenas para quem não é curriola do prefeito.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h15
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A política e o crime organizado

As bancadas parlamentares do crime organizado vêm se fortalecendo – em todos os níveis da federação. No caso do Rio, com o beneplácito do governador e do prefeito da capital. Elas perpassam os diversos partidos, ocupando espaços inclusive em alguns que têm uma origem de esquerda. Neste fim de semana, um parlamentar do PSOL me contou duas histórias ilustrativas.
A primeira. A mulher de um político cassado por corrupção, que, quando investigado, teve conversas gravadas nas quais se referia a um assassinato que tinha encomendado, será candidata a vereadora da capital por um partido com origem de esquerda.
A segunda. Um pistoleiro foi contratado para matar uma determinada pessoa, sem que lhe tivesse sido informada, no momento em que o crime foi encomendado, a profissão da futura vítima. Quando tomou conhecimento de que se tratava de um promotor, teve medo e recuou. Foi assassinado a mando do tal parlamentar. Que é de um partido com origem na esquerda. Qual a fonte da história? O próprio promotor, que a contou ao parlamentar do PSOL.



Escrito por Cid Benjamin às 11h15
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A hipocrisia da campanha contra “a favelização”

O Globo tem realizado uma enorme campanha contra o crescimento das favelas no Rio. De fato, muitas vezes ele destrói áreas verdes e agride o meio ambiente, além de contribuir para a desordem urbana.
Mas há outro lado da questão, nunca abordado pelo jornal ou pelos governantes: considerando que favelados também têm filhos, onde as pessoas pobres vão viver, já que não se têm projetos habitacionais para a população de baixa renda, nem transporte de massa barato e de qualidade?
Qualquer debate que não enfrente este aspecto vai se limitar a criminalizar a pobreza.



Escrito por Cid Benjamin às 11h14
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Governo de Evo Morales já alfabetizou mais da metade dos bolivianos que não sabiam ler

Em 21 meses, 55% por cento da população iletrada da Bolívia foi alfabetizada por meio do Programa Nacional de Alfabetização (PNA), informou nesta terça-feira (18) a ministra de Educação e Culturas, Magdalena Cajías.
Tal porcentagem indica que 453.935 pessoas, de um total de 823.256 analfabetos, aprenderam a ler e a escrever. A população boliviana é de aproximadamente nove milhões de habitantes.
Outras 147.715 pessoas estão assistindo às aulas, o que significa que, ao completarem o curso, a nova proporção de alfabetizados será de 73%.
Nos pouco menos que dois anos de campanha, 107 municípios e quatro distritos municipais, de sete departamentos (com a exceção de Beni e Tarija), foram declarados territórios livres de analfabetismo. Restam 220 municípios.
A Bolívia se prepara para constituir um programa de pós-alfabetização assim que o país seja declarado território livre do analfabetismo.

Esta notícia é do Brasil de Fato e mostra uma iniciativa da maior importância do governo popular de Evo Morales. Ao mesmo tempo, lê-se no Globo deste domingo que uma pesquisa demonstrou que 12% dos alunos da rede pública até a 4ª série são analfabetos.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h14
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Qual a semelhança entre o jogador Romário e a nadadora Rebeca Gusmão? Ambos foram apanhados no exame antidoping.
Mas tudo acaba aí. Romário reagiu com honestidade – e até com bom humor: “Agora estou com dois problemas, porque não vou poder jogar e vou ficar ainda mais careca”. Rebeca conta histórias cada vez mais estapafúrdias, tentando justificar o injustificável.
Em tempo: penso que, ao mesmo tempo em que Rebeca deve ser punida, é absurda a suspensão de Romário – um jogador, que apesar de gostar da noite, não fuma, não bebe e nunca usou drogas – por ter tomado um remédio contra a queda do cabelo que tem um componente proibido.
Sei que o nefasto Eurico Miranda andou dizendo a mesma coisa nos jornais. Tudo bem: pela primeira vez na vida, concordo com ele.

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h13
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Escrito por Cid Benjamin às 11h41
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Frases

“O governo não foi derrotado [na votação sobre a proposta de prorrogação da CPMF]. Se quisermos tratar disso com absoluto rigor, nós ganhamos. Tivemos 56% dos votos, mas o regimento exige 60%. Então, faltaram alguns votos. Portanto, os que saíram vitoriosos foram minoritários, porque tiveram 44%. Nosso regime é democrático e agora compete ao governo acatar o resultado e ajustar-se.”
JOSÉ ALENCAR, vice-presidente, num acesso de insanidade.

 

“Lula quis salvar o doente na hora do enterro”.
ROBERTO ROMANO, sobre a carta enviada pelo presidente ao Senado na última hora, prometendo destinar integralmente os recursos da CPMF à área da saúde.

"O atraso na aprovação da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF abre um buraco inaceitável nas contas públicas."
SENADOR ARTHUR VIRGÍLIO, então deputado e líder do governo FHC no Congresso, em artigo publicado na Folha de S. Paulo no dia 20 de abril de 2002. Virgílio foi apontado como o artífice da derrota do governo Lula em sua tentativa de prorrogar a CPMF. A frase bem mostra o circo em que se tornou a política institucional brasileira: PT e PSDB trocam de lugar, de governo para oposição, e um assume as posições do outro.

 

“Percebemos que a DRU [Desvinculação das Receitas da União] confisca dinheiro da saúde para arcar com despesas junto à banca internacional”.
ARTHUR VIRGÍLIO, passando recibo de algo sabido por todos e se esquecendo de que a DRU foi criado no governo FHC e que a bancada do PSDB, liderada por ele, votou a favor da permanência da DRU.

 

“É um mecanismo perverso pelo qual os recursos públicos são drenados para pagar uma dívida pública impagável”.
JOSÉ NERY, senador pelo PSOL-PA. O PSOL foi o único partido a votar contra a DRU.

 

"Os banqueiros têm o voto da oposição. Não precisam do meu."
SENADOR TIÃO VIANA (PT-AC), ao deixar deixou o plenário sem votar a DRU.

“Não se mexe no superávit [primário]. Esta foi uma recomendação do presidente Lula.”
PAULO BERNARDO, ministro do Planejamento, reafirmando a opção preferencial do governo Lula pelos banqueiros.

“Campanha de Garibaldi é investigada”.
MANCHETE DA FOLHA DE S. PAULO no dia 12 de dezembro, dia em que Garibaldi Alves foi eleito presidente do Senado, informando que ele era investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

 

“É muito improvável que o país venha a saber tudo o que se passou, nestes últimos dias, no seu Senado - ou no que figura como tal. Melhor, o que se passou com o envolvimento da Presidência da República, dos senadores e de vários governadores. Mas ninguém precisa duvidar de que foi mais um dos momentos muito baixos na vida política e governamental.”
JANIO DE FREITAS
, colunista da Folha de S. Paulo.

"Não vou ser vetado pelos meus erros, mas por minhas qualidades"
PEDRO SIMON, senador pelo PMDB-RS, antes de perder a disputa no partido para concorrer à presidência do Senado.

 

“Graças a Deus não sou homem de confiança desse Lula”.
PEDRO SIMON.

 

"Quando não se obedece mais o Judiciário, isso se caracteriza como uma ditadura declarada".
DOM LUIZ CAPPIO, bispo de Barra (BA), que este domingo completou 20 dias de greve de fome  contra as obras de transposição do Rio São Francisco. Dom Luiz denunciava o fato de o governo federal ainda não ter cumprido decisão judicial que determinou a suspensão imediata das obras."

 

“Acusam-me de inimigo da democracia por estar em jejum e oração combatendo um projeto do governo federal autoritário, falacioso e retrógrado, que é o da transposição de águas do Rio São Francisco.”
DOM LUIZ CAPPIO.

“Tráficos de influências, desvios do erário, porcentagens em obras públicas e mensalões são práticas tradicionais na política brasileira, infelizmente, pelo visto, ainda longe de acabar.”
DOM LUIZ CAPPIO

 

“O projeto de transposição não é democrático, porque não democratiza o acesso à água para as pessoas que passam sede na região semi-árida, distante ou perto do rio São Francisco. O governo mente quando diz que vai levar água para 12 milhões de sedentos. É um projeto que pretende usar dinheiro público para favorecer empreiteiras, privatizar e concentrar nas mãos dos poucos de sempre as águas do Nordeste, dos grandes açudes, somadas às do rio São Francisco.”
DOM LUIZ CAPPIO

 

“A transposição não tem nada a ver com a seca. Tanto que os canais do eixo norte, por onde correriam 71% dos volumes transpostos, passariam longe dos sertões menos chuvosos e das áreas de mais elevado risco hídrico. E 87% dessas águas seriam para atividades econômicas altamente consumidoras de água, como a fruticultura irrigada, a criação de camarão e a siderurgia, voltadas para a exportação e com seríssimos impactos ambientais e sociais.”
DOM LUIZ CAPPIO.

 

“Temos um projeto muito maior. Queremos água para 44 milhões de pessoas no semi-árido. Para nove Estados, não apenas quatro. Para 1.356 municípios, não apenas 397. Tudo pela metade do preço previsto no PAC para a transposição. O Atlas Nordeste da ANA (Agência Nacional de Águas) e as iniciativas da ASA (Articulação do Semi-Árido) são muito mais abrangentes, têm prioridade no abastecimento humano e utilizam as águas abundantes e suficientes do semi-árido.”
DOM LUIZ CAPPIO.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h40
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Letícia Sabatella censurada

A atriz Letícia Sabatella, ativa apoiadora do MST e dos movimentos populares, disse aos jornais que o som do seu microfone foi cortado quando ela lia uma carta de dom Luiz Flávio Cappio, num ato em comemoração ao Dia Mundial dos Direitos Humanos em Salvador (BA), domingo passado. O evento foi organizado pelo governo da BA - que é do PT e apóia a transposição do Rio São Francisco. Nele estava inclusive o governador da Bahia, Jacques Wagner.
Veja um depoimento de Letícia sobre a transposição do São Francisco em http://uk.youtube.com/watch?v=1xPFlkPsU9Q.



Escrito por Cid Benjamin às 11h33
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A transposição da maldição – artigo de Leonardo Boff

"Caros amigos e amigas, a greve de fome do bispo Dom Luiz Flávio Cappio da diocese de Barra realizada em Sobradinho junto ao rio S. Francisco está se aproximando do limite em que a vida corre perigo. Temos que alertar o poder público para que não permita a morte do bispo. O dilema posto por Lula é falso: entre os pobres e o bispo fico com os pobres. O verdadeiro dilema posto pelo bispo é este: entre os pobres e o agronegócio fico com os pobres. O alerta antecipado continua válido e o apelo ao Governo assumiu dimensões de urgência. Pessoalmente estou mantendo contactos freqüentes com o Planalto para ver uma saída digna e que produza um gesto de grandeza por parte do Presidente em benefício de uma causa que deve atender especialmente os mais pobres."

Veja a íntegra em http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=523



Escrito por Cid Benjamin às 11h32
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DRU é pior do que CPMF

Na mesma noite em que não conseguiu a prorrogação da CPMF, o governo Lula conseguiu aprovar, por 60 votos contra 18, a prorrogação até 2011 da Desvinculação de Receitas da União (DRU). Contou com o apoio da maior parte da oposição. Com a DRU, o governo pode retirar 20% do que é arrecadado com impostos e programas sociais (exceto do INSS e do Fundo da Pobreza) para usar da forma como bem entender (leia-se: para engordar o superávit primário, que reserva recursos para pagar os especuladores com papéis da dívida pública). Só em 2008, a DRU deve representar R$ 80 bilhões (ou seja, o dobro do que o governo previa arrecadar com o “imposto do cheque”).
Apesar do barulho feito em relação à CPMF, a DRU é muito mais nociva ao país. Mas, como ela é um dos pilares da política econômica que bate recordes de superávits primários e essa política econômica é apoiada pelo grande capital, pela grande imprensa e pela oposição de direita, não foi questionada.
Em tempo: antigamente, não só a CPMF, mas principalmente a DRU era combatida pelo PT. Mas, isso é coisa de antigamente.



Escrito por Cid Benjamin às 11h32
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Dez em demagogia, zero em matemática

Esta nota é do Painel da Folha. Ela leva o título de “Precoce”.

Lula afirmou na sexta-feira, em solenidade na fábrica da Ford, que usou macacão "por 27 anos". Como o presidente, hoje com 62, tornou-se dirigente sindical aos 30, um telespectador fez a conta e concluiu: Lula já estava de macacão aos três!



Escrito por Cid Benjamin às 11h32
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Quorum baixo

Debate em Brasília entre os dois candidatos a presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, que disputam o segundo turno esta semana começou com apenas 36 presentes. O número não passou de 50 até o fim do evento.
No entanto, a quantidade de filiados votando no primeiro turno foi expressiva.
O que quer dizer isso? Que os candidatos e as correntes arrebanham eleitores quando está em jogo o poder. Mas não há interesse em debater política.
Aliás, é sintomático que o favorito, Berzoini, não tenha aceitado a proposta de Tatto para que o debate fosse transmitido na internet, o que permitiria que filiados do partido em todo o país o acompanhassem.



Escrito por Cid Benjamin às 11h31
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Mirando em José Dirceu

O ex-ministro José Dirceu é o principal alvo de Tarso Genro, quando este último, em documento interno ao PT, propõe “a construção de um código de ética que, entre outros mandamentos, afaste os seus dirigentes da defesa de interesses privados junto ao Estado”.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h30
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Robin Hood às avessas

Transcrevo nota do blog do amigo Marcelo Moutinho, imperiano de boa cepa, em que ele espinafra Lula, agora no papel de mecenas da Liga das Escolas de Samba do Rio – organismo controlado pelos bicheiros e que serve à lavagem de dinheiro do crime organizado.

“Foi com nojo, muito nojo, que li a notícia dando conta de que o Lula vai liberar R$ 12 milhões para 12 escolas de samba do Grupo Especial. Segundo o governador do Rio, Sérgio Cabral, um dos objetivos é afastar 'más influências' das escolas, que têm histórico de ligação com o jogo do bicho e tráfico de drogas". Papo pra otário. Esse dinheiro vai é garantir uma economiazinha maneira nos gastos dos bicheiros e traficantes que sustentam algumas das agremiações-blockbuster. As escolas que realmente precisam - e felizmente estão livres dessa gente - vão continuar é na pindaíba.
”Quem, de fato, necessita de R$ 1 milhão: a Estácio de Sá ou a Grande Rio? O Império da Tijuca ou a Beija-Flor? Soube ontem que o Império Serrano está sem recursos para andar com os trabalhos do barracão. O quadro é semelhante na maioria das agremiações do Grupo de Acesso. Já que o dinheiro é de origem pública, ao menos deveria ser canalizado para quem tem história e relevância cultural, mas não tem verba. Mas o presidente resolveu dar um presentinho aos já ricos e à contravenção. Um Robin Hood às avessas.”

“P.S. O coleguinha Aydano André Motta também se pronunciou, de maneira contundente e bem embasada, sobre o assunto. Recomendo a leitura do texto dele em http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/chopedoaydano/.”

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h28
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Enquanto isso no Maranhão....

Esta me foi enviada pelo Célio Campos.

- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;
- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou Roseana Sarney;
- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;
- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney. Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário;
- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);
- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas "maravilhosas" rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso? Quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se por lá e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney.

E tem gente que dá status de estadista ao oligarca Sarney...



Escrito por Cid Benjamin às 11h27
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Um flagrante de Berlusconi

Se você não estiver à mesa, almoçando ou jantando, vale a pena conferir este vídeo, estrelado pelo canastrão Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro italiano: http://www.weshow.com/br/videos/post/search?text=berlusconi+meleca&x=14&y=7



Escrito por Cid Benjamin às 11h27
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Boa ação

O Kibeloco continua pegando no pé da Preta Gil. Ele anunciou que venderá suas roupas em um bazar beneficente que ela mesma decidiu promover durante um de seus shows.
"Venderei as roupas que não cabem em mim ou já saíram em muitas fotos. Está na hora de outras pessoas usarem as peças"
, afirmou.
O gesto certamente será reconhecido, como se vê abaixo.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h25
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Você aceitaria ser o terceiro juiz dessa luta?

Veja em http://www.weshow.com/br/p/24385/boxeador_desastrado_ingl

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h23
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