Blog do Cid Benjamin


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Escrito por Cid Benjamin às 21h54
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Frases

“O ministro fala duro e tira foto vestido de militar, mas se comporta como carneirinho diante dos interesses das empresas aéreas.”
LUCIANA GENRO
, deputada federal pelo PSOL-RS, que integrou a CPI do Apagão Aéreo, sobre a falta de providências de Nelson Jobim (Defesa) em relação às companhias, que vêm burlando as restrições estabelecidas para Congonhas.

 

“Quero dia e hora para o fim da crise na aviação”.
LULA, logo que começou o apagão aéreo.

“É uma investigação ocorrida no ano passado e a DAS é uma delegacia que fez um trabalho reconhecido por toda a sociedade. Em 1994 vivíamos uma situação dramática de seqüestro, e hoje é um problema que o Rio conseguiu superar. A Divisão Anti-Seqüestro é comandada por um delegado de reputação e por uma equipe muito boa. Acho que toda investigação tem de ser feita, mas levando-se em consideração que a DAS é um exemplo concreto de conquistas e que o seqüestro no Rio acabou.”
SÉRGIO CABRAL, governador do Rio, diante da denúncia de uso de tortura no interrogatório de presos. Diante destas declarações, alguém acha que a denúncia vai ser apurada com isenção.

 



Escrito por Cid Benjamin às 21h53
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Terceiro mandato? - I

Confesso que, no início, pensei que essa história de Lula tentar mudar a Constituição para tentar nova reeleição era paranóia de demos e tucanos. Hoje já não tenho tanta certeza. Dependendo da situação, pode ser uma alternativa, principalmente se combinada com algum plebiscito que dê legitimidade à idéia.
Embora (como os leitores deste blog já devem ter reparado) ache o governo Lula uma traição à história do PT - refiro-me ao velho PT, do qual fui fundador e dirigente - e aos compromissos assumidos, sou adepto da utilização de mecanismos de democracia direta, como plebiscitos. Para quem quer acelerar mudanças na sociedade, eles podem ser instrumentos importantes. Assim, meu problema com um eventual terceiro mandato de Lula não reside numa aversão a plebiscitos ou a mudanças na Constituição – como no caso dos liberais.
A questão é outra: para o Brasil, valerá a pena mais do mesmo?



Escrito por Cid Benjamin às 21h52
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Terceiro mandato? – II



Escrito por Cid Benjamin às 21h51
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Do Painel da Folha

Na praça.
Um pesquiseiro experiente define o terceiro mandato como "um produto de fácil aceitação popular e difícil de engolir pelos chamados formadores de opinião". Por isso, diz, ainda que a idéia tenha sido escanteada agora, seus promotores cumpriram com sucesso a primeira etapa: colocar o assunto na agenda. De onde ele não vai mais sair.



Escrito por Cid Benjamin às 21h50
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Dilma Roussef, a nova porta-voz ou a futura candidata?

A escolha da ministra Dilma Roussef como porta-voz da notícia de que a Petrobras tinha descoberto uma enorme reserva de petróleo na Bacia de Santos chamou a atenção por um fato: Dilma não é ministra de Minas e Energia, nem dirigente da Petrobrás. Por que foi ela a escolhida para dar a notícia?
A resposta não é difícil. Dilma está sendo preparada como uma alternativa do PT e de Lula à sucessão presidencial. Reparem que escrevi “do PT e de Lula”. Sim, porque o verdadeiro candidato de Lula pode não ser o mesmo do PT (ainda que, com certeza, Lula vá declarar formalmente o apoio ao candidato escolhido pelo PT). Mas, tudo indica que, se não houver uma alteração na Constituição para permitir um terceiro mandato a Lula, ele trabalhará com uma dessas duas alternativas: apoiar um candidato do PT pouco competitivo e sem grandes ambições, de forma que, eleito ou não, abra espaço para que o atual presidente volte em 2014; ou jogar suas fichas, por baixo do pano, num candidato da base do governo mais competitivo, como Ciro Gomes.
A primeira alternativa tem a cara de Dilma. A vantagem é óbvia: ganhando, ela seria capaz dar a vez a Lula em 2014. A desvantagem: como Dilma é uma candidata pesada, pode perder para Serra ou Aécio. E, aí, Lula terá que disputar em 2014 com um presidente que estará se candidatando à reeleição – o que sempre é mais complicado.
Ciro Gomes é da base do governo e muito mais competitivo que Dilma. Mas, se for eleito, quem garante que vai se conformar com a volta de Lula em 2014.
Por isso, a tentativa de alavancar Dilma, que parece estar se transformando na alternativa preferida por Lula. Por mais que o atual presidente despreze o PT e use-o apenas na medida de suas conveniências, as coisas podem estar se encaminhando para que seu candidato seja mesmo um (no caso, uma) petista.
De preferência, sem grandes chances de vencer ou, que, se vencer, não tenha maiores ambições e permita a volta do atual presidente em 2014.
Dilma se encaixa como uma luva neste último modelo.
Isso explica sua escolha pelo Planalto para dar as boas novas sobre o petróleo.
Mas uma coisa é certa: em campanha, Dilma vai ter que se esforçar para sorrir e tratar de se descontrair um pouco. A mulher é de uma antipatia impressionante. Mesmo para dar uma boa notícia, como a da descoberta da nova área com petróleo, fala sempre de forma tensa e com cara amarrada.



Escrito por Cid Benjamin às 21h49
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A esperteza do governo na discussão sobre a CPMF

O governo propõe na negociação para a aprovação do CPMF a possibilidade de, em certos casos, o pagamento ser descontado quando do pagamento do Imposto de Renda. Está embutida aí uma esperteza. O Imposto de Renda é dividido com estados e municípios, que ficam com 50% do arrecadado. Assim, a cortesia é com chapéu alheio.
Aliás, a CPMF (que, na realidade, é um imposto) teve seu nome mudado de IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) para CPMF (Contribuição...) para que sua receita ficasse inteiramente com a União.
Não bastasse a primeira esperteza, mudando o nome do tributo, agora temos essa outra: a arrecadação continua ficando inteiramente com o governo federal, mas parte dela podendo ser abatido de uma receita que hoje vai para estados e municípios.



Escrito por Cid Benjamin às 21h49
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Quem ganhou com a alta das ações da Petrobrás?

Esta é do Blog do Noblat.

O governo tinha há mais de uma semana a informação sobre a descoberta de gigantesca reserva de petróleo na bacia de Santos.
A informação vazou antes do anúncio oficial. Alguns privilegiados embolsaram muito dinheiro com a alta repentina de 14% do valor das ações da Petrobrás.
É fácil descobrir quem se deu bem. Basta que a Bolsa de Valores de São Paulo queira revelar.

Será que interessa ao governo apurar isso e tornar público quem se locupletou?



Escrito por Cid Benjamin às 21h48
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Quem paga a conta?

Os jornais noticiaram que Milton Zuanazzi, ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), antes de deixar o cargo agiu intensamente nos bastidores para evitar a paralisação das operações da BRA. Segundo o noticiado, Zuanazzi contrariou recomendação da equipe técnica da agência, em dois pareceres, de suspensão total dos vôos e vendas de passagens da companhia aérea, por supostos descuidos na manutenção de aeronaves e mau atendimento aos passageiros, entre outros problemas.
A empresa continuou vendendo bilhetes, mesmo ela própria e o governo sabendo que não teria condições de continuar a operar. Depois, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, veio a público dizendo que o governo não poderia fazer nada para ajudar quem comprou bilhetes que se transformaram em micos-pretos.
Isso lá é comportamento de gente séria?



Escrito por Cid Benjamin às 21h47
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Fatalismo – artigo de Maria Rita Kehl

Neste artigo, Maria Rita explica por que deixou o Comitê Editorial da revista Teoria e Debate e se afastou do PT.

Na tarde em que 46 senadores da República, protegidos pelo caráter secreto tanto do voto quanto da própria sessão, decidiram absolver Renan Calheiros do primeiro pedido de cassação feito pelo Conselho de Ética do Senado, os últimos petistas do país entraram em profunda depressão. Sabemos que muitos senadores do próprio PT, por motivos obscuros que a meu ver excedem o pretexto da “governabilidade”, votaram ou se abstiveram de votar pela absolvição de seu nobre colega. Se desde 2005 os eleitores e militantes não sabem quantos, entre os políticos eleitos pelo PT, permanecem petistas, agora temos a impressão de que a sigla nos foi definitivamente roubada. Aqueles que se consideram petistas em função do compromisso histórico com o projeto político e os valores éticos que o partido um dia representou perderam qualquer condição de ostentar o simpático símbolo da estrelinha. Projetos políticos talvez não resistam intactos à experiência concreta do poder: é próprio da democracia que um governo seja forçado a negociar suas promessas de campanha. Mas compromissos éticos deveriam ser, pela própria natureza, inegociáveis. Não podemos ser negociados a depender dos interesses, declarados ou obscuros, dos representantes do povo. (...)

Leia a íntegra do artigo na página do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ):
http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=504



Escrito por Cid Benjamin às 21h47
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O escândalo do leite adulterado

É impressionante como a legislação brasileira é benevolente no tratamento de crimes como este da adulteração do leite, por meio da adição de soda cáustica e água oxigenada. Isso, num país sério, daria cadeia por muito tempo para os responsáveis.
Um “aviãozinho” do tráfico de drogas é tratado com mais rigor do que esses bandidos. Afinal, traficar drogas no varejo é considerado “crime hediondo”. Botar soda cáustica no leite, para prolongar sua vida útil e obter mais lucros, não.
Há ou não algo de errado nisso?



Escrito por Cid Benjamin às 21h47
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O leite derramado – artigo de Léo Lince

“Mais água, mais leite e menos água no leite”. Com tal slogan bem humorado, o Barão de Itararé foi eleito vereador no Rio de Janeiro em meados do século passado. O Barão, que era republicano e comunista, sabia das coisas. Queria para o povo, em quantidade farta e mantidos na sua qualidade integral, os dois preciosos líquidos. E, por isso, dirigia as flechas do seu humor ferino contra os fraudadores da época.
Bons tempos aqueles, quando a ganância dos capitalistas ainda se valia de recursos naturais para assaltar a bolsa do povo. De lá para cá, a coisa piorou muito. Para espanto de todos, deu nos jornais que estão colocando soda cáustica e água oxigenada no leite das crianças. Um absurdo que só foi descoberto quando um trabalhador, demitido das usinas do crime, resolveu denunciar a falcatrua. Não fosse isso, jamais ficaríamos sabendo do veneno nosso de cada dia.
As autoridades responsáveis pela fiscalização, para variar, não sabiam de nada. Foram acordadas pela revolta geral diante da notícia terrível e agora anunciam que tomarão providências. Dentro, é claro, das limitações estruturais que o poder público se coloca no modelo vigente. Faltam fiscais para vigiar a qualidade dos alimentos. A política do estado mínimo, tão decantada nos grandes meios de comunicação de massa, reserva a parte do leão do arrecadado para a saúde das instituições financeiras. (...)

Leia a íntegra do artigo na página do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ): http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=499



Escrito por Cid Benjamin às 21h45
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Mais do mesmo – artigo de Paulo Passarinho

Foi dado início à temporada de mais uma rodada de apresentação dos resultados dos bancos brasileiros, com a divulgação dos balanços trimestrais referentes ao período de julho a setembro, bem como do desempenho dessas instituições neste ano.
O Bradesco lucrou, por exemplo, R$ 5,817 bilhões de janeiro a setembro, resultado superior em 73,6% - isto mesmo, mais de 70% – ao conseguido no mesmo período do ano passado, e superior também ao próprio lucro de todo o ano de 2006, de R$ 5,205 bilhões (janeiro a dezembro, ajustado pelo IPCA). A rentabilidade do banco em relação ao seu patrimônio líquido igualmente apresentou um resultado para nenhum acionista reclamar: 32,6% nos últimos 12 meses!
O Banco Itaú não ficou atrás. Tendo divulgado os seus resultados na terça-feira dessa semana e um dia após o seu maior concorrente, apresentou um lucro ainda maior - de R$ 6,444 bilhões. É um resultado superior ao lucro anual obtido por qualquer banco brasileiro. O lucro divulgado pelo Itaú significa um crescimento de 112,7% - isto mesmo, mais de 100% - em relação ao resultado obtido no mesmo período de 2006, de R$ 3,029 bilhões. O patrimônio líquido do banco, por sua vez, teve um crescimento de 29,1% nos últimos doze meses.
Os três maiores bancos que já publicaram seus números dos nove meses de 2007 (Itaú, Bradesco e Santander) já ultrapassam os seus respectivos lucros, em 2006. O Santander teve R$ 1,309 bilhão de lucro nos nove meses de 2007 contra R$ 828 milhões no ano passado. E a soma desses seus lucros, até setembro - R$ 13,570 bilhões -, supera a verba prevista pelo governo, neste ano, para o financiamento do festejado Programa Bolsa-Família.
Enfim, em relação aos lucros, rentabilidade e crescimento patrimonial dificilmente iremos encontrar desempenhos tão escandalosamente positivos. E isso não se dá em função de alguma virtude especial dos “nossos” banqueiros ou executivos da área. Muito ao contrário, o grande segredo do negócio está nas mãos do Estado brasileiro e tem um grande e poderoso responsável. O Estado, no caso, refere-se ao Poder Executivo e o responsável é justamente o seu chefe, Luiz Inácio Lula da Silva. O que responsabiliza o Presidente da República é a política econômica. É através dela – de total competência política do presidente – que as regras de funcionamento objetivo da economia brasileira são estabelecidas. E essas são regras extremamente favoráveis aos negócios financeiros, com notórios prejuízos à área produtiva. Muitos poderão afirmar que a economia hoje cresce e produz empregos. Mas a forma como se dá esse crescimento, cada vez mais dependente dos impulsos externos ao nosso ambiente econômico; com uma intensidade muito abaixo do que a totalidade dos países em desenvolvimento; e cada vez mais centrado em um modelo agro-mineral exportador, deixa enormes lacunas que vão se expressando na gravíssima crise social que vivemos e que se agudiza. (...)

Leia a íntegra do artigo na página do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ):
http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=500



Escrito por Cid Benjamin às 21h42
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Nobel sertanejo

Abaixo, outro artigo de Edmar Oliveira, que não conheço, mas é amigo do meu grande camarada Jander Duarte, que me municia com seus textos. Façam bom proveito.

Quem, como eu, não resiste às abobrinhas do noticiário, ficou sabendo dos motivos da indicação de três economistas para o Prêmio Nobel deste ano. O feito dos ilustres homens da ciência econômica: descobrir os mecanismos das relações individuais que fazem o mercado funcionar bem ou mal. A relação entre dois indivíduos que negociam pode resultar em equações que maximinize (o neologismo é do economês) o bem-estar de um e o lucro do outro. Confesso que, agora, a minha ignorância em economia - que já era enorme, se maximizou de forma infinita, com profunda baixa no meu bem-estar. Como pode, numa negociação comercial, os dois ganharem o máximo?
Isto me faz lembrar um coronel do agreste alagoano, famoso na região por guardar dinheiro debaixo do colchão. Um novo gerente do Banco do Brasil, chegado à cidade, soube da história do coronel. Foi a ele fazer uma visita de cortesia e propor um serviço bancário. Contou ao velho sertanejo as vantagens do sistema bancário no mundo moderno. Uma conta no banco, com aplicações simples, geraria um lucro razoável ao correntista. Fez loas às vantagens que o coronel teria com o serviço bancário. O sertanejo perguntou ao gerente quanto o banco perderia com isto. O gerente disse que o banco ganharia e por isso ele estava ali a fazer o seu trabalho. Desconfiado, o caipira cofia a barba por fazer e pergunta quanto ele perderia. O gerente diz que o correntista não tinha nada a perder. Por fim, o coronel pergunta se ele o banco e o gerente teriam vantagens no negócio. Na afirmativa do gerente, o coronel se levanta encerrando a visita, dizendo que de acordo com a sua matemática, nos negócios alguém tinha que perder para alguém ganhar. Pensando com seus botões, achava que o homem da cidade estava querendo lhe passar a perna e no seu jeito rude sentenciou, porque não acreditava na proposta do banqueiro: "Nunca vi dinheiro trepar com dinheiro pra dar cria". No seu raciocínio desconfiado, o interesse do gerente denunciava, com certeza, que ele é quem sairia no prejuízo. Negócio recusado.
Nessa história, podemos achar que o sertanejo poderia ter protegido seu patrimônio com a conta bancária oferecida, principalmente para quem tem memória do período inflacionário ainda recente e depois do causo narrado. Assim, o coronel estava errado. Mas, se lemos nos jornais o recorde de lucros alcançados pelo sistema bancário nacional, com certeza tirado de operações como a que foi oferecida na história, certamente o coronel estava certo quanto à cria fornecida por moedas. É patente que o banco fica com a parte de quem ganha, oferecendo uma pequena migalha desses ganhos ao correntista (que perde, pois o ganho do banco foi com o dinheiro da conta-corrente). Portanto, o coronel aparentemente errado por não aceitar o lucro do patrimônio na micro-economia, estava perfeitamente certo quanto a quem ganha na macro-economia. Em negócios, um perde mais e o outro ganha mais. Ou um perde menos e o outro ganha menos. Mas, tirando a relatividade, um ganha - o outro perde até a inversão da relação para um perde - o outro ganha, recomeçando a escala relativa.
No entanto, este raciocínio só vale até a descoberta das equações dos ganhadores do Nobel de economia deste ano. Vamos à explicação do raciocínio dos mestres: suponhamos que, num serviço oferecido, o preço cobrado é de 150; mas, seria viável o serviço custar até 120 para o vendedor. Por outro lado, o comprador oferece 100, mas, secretamente, acha que pode pagar até 130. Assim, um valor negociado entre 120 e 130 seria a maximização do lucro do vendedor e do bem-estar do comprador. As equações e fórmulas matemáticas dos economistas facilitariam esta negociação.
Não sei não, mas desconfio destas equações, como o coronel desconfiou da proposta do gerente do banco. Na minha santa ignorância e maléfica desconfiança, que fazem o nordestino sobreviver, estas equações e fórmulas são afetadas por estados emocionais e relações sociais que favorecem a saúde da economia capitalista, com o fortalecimento da parte mais forte da equação. E a parte mais fraca está enfraquecendo nas artimanhas dos jogos de armar mantidos por estas fórmulas matemáticas. Fico aqui pensando se quem deveria ganhar o Nobel de economia não era o caipira da história, que descobriu que dinheiro não trepa com dinheiro pra fazer a economia crescer...



Escrito por Cid Benjamin às 21h42
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Copa no Brasil é uma coisa, ver o que está errado é outra

Do Blog do Paulo Júlio Clement. Além de amigo de fé, PJ é um dos melhores jornalistas esportivos que conheci. Fui contemporâneo dele no Globo e, depois acompanhei seu trabalho na CBN e como assessor de imprensa do Ronaldo (ex) Fenômeno. Hoje, é editor de Esportes do Jornal do Brasil. Esta nota no seu blog resume o que eu escreveria a respeito do tema.

A escolha do Brasil para sediar a Copa de 2014 é justa, um prêmio ao país apaixonado pelo futebol e que tem o maior número de conquistas de Mundiais, entre outras coisas. Mas isso não é motivo para que algumas questões deixem de ser esclarecidas. Essa história de o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, afirmar que a CPI para investigar a lavagem de dinheiro no futebol brasileiro pode ser prejudicial é estranha. Prejudicial para quem? É de imaginar que o maior interessado em ver todas as possíveis irregularidades cometidas no futebol brasileiro apuradas e encerradas seja exatamente o presidente da CBF. Por isso, não dá para entender que o dirigente tenha peregrinado por Brasília tentando inibir a instalação da CPI do futebol que tratará do assunto. Só não dá mesmo para acreditar de peito aberto que essa investigação vá dar em alguma coisa. Os recentes feitos do Congresso incentivam tal desconfiança.

Que Ricardo Teixeira não gosta de que seja investigada a corrupção no futebol, não é novidade. Mas que vários governadores e a maioria dos parlamentares governistas tenham se somado a ele, é lamentável. O que teme essa gente?

 



Escrito por Cid Benjamin às 21h41
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Dica de boa música

O grupo Balaio Carioca vai lançar seu primeiro nesta terça, dia 13, às 19h30, no Carioca da Gema (Av. Men de Sá, 79 Lapa). Pela qualidade dos músicos, posso assegurar que a coisa é de primeira. Aliás, o amigo Ricardo Calafate, que no CD do Balaio toca bandolim e cavaquinho, tem um dos melhores discos lançados nos últimos tempos: “Choro, samba, jazz e outras coisas mais”.
Além do Ricardo, fazem parte do Balaio Vika Barcellos (voz), Alexandre de La Pena (violão), Afonso Marins (baixo) e Agenor do Pandeiro (percussão). No lançamento do CD, Elton Medeiros fará uma participação especial.
Não há
couvert, nem consumação.
Para quem mora no Rio e gosta de boa música, é programa imperdível.



Escrito por Cid Benjamin às 21h40
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Só dá Mengão

A torcida arco-íris, composta por vascaínos, botafoguenses e tricolores, anda reclamando de que os flamenguistas andam cheios de si com a reação do time no Campeonato Brasileiro. Ela tem razão.
Mas a torcida do Flamengo tem mais razão ainda de estar orgulhosa da campanha de seu time.



Escrito por Cid Benjamin às 21h39
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Só dá Mengão II

Consta que o Flamengo já preparou o passaporte para a disputa do Mundial Interclubes no Japão. Vejam o modelo abaixo.



Escrito por Cid Benjamin às 21h38
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Será que o Corinthians escapa dessa?



Escrito por Cid Benjamin às 21h37
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De alguém que voltou de uma viagem à Espanha

Vejam a placa anunciando o escritório de advogados.



Escrito por Cid Benjamin às 21h37
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Bode Parrudo dá leite (pelo pênis)

Esta nota é do Kibeloco.

Quando passou a se dedicar à criação de cabras, o jardineiro Carlos Gomes da Silva, de Nova Porteirinha (MG), não imaginava que um de seus bodes, o Parrudo, começasse a dar leite.
No começo, Parrudo não aceitou muito bem a "ordenha", mas agora Silva consegue tirar até um copo de leite do animal. "O gosto é igual ao do leite de cabra", disse o jardineiro, que foi o único humano a prová-lo até agora. Silva usa o leite para alimentar outros animais. Parrudo, apesar de desconfiado, até amamenta um cabritinho.
Maria Dulcinéia da Costa, professora de genética da Universidade Estadual de Montes Claros, esclarece que o bode pode ter sofrido uma rara anomalia genética e desenvolvido tetas funcionais, mas recomenda não tirar leite de Parrudo.

E você achando que não poderia haver nada mais escroto que colocar água oxigenada no longa vida...
 no interior de Minas



Escrito por Cid Benjamin às 21h36
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