Blog do Cid Benjamin


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Escrito por Cid Benjamin às 23h16
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Frases

“Não há como garantir que o dinheiro repassado a ONGs tenha, de fato, beneficiado a população. Da forma que está, só não desvia dinheiro quem não quer”.
LUCAS FURTADO,
chefe do Ministério Público no Tribunal de Contas da União. Em depoimento à CPI das ONGs, ele afirmou que, desde a década de 90, o governo federal deixou de fiscalizar a aplicação de R$ 12,5 bilhões repassados a organizações não-governamentais.

"Mais do que nunca a sociedade tem o direito de saber como cada um gasta a verba do Senado".
EDUARDO SUPLICY,
senador pelo PT-SP, sobre o fato de a Mesa do Senado ter barrado proposta de divulgar como são gastos os R$ 15 mil mensais de verba indenizatória de cada parlamentar.

"No PT, a questão ética não pode mais ser tratada com meias palavras. É preciso dar os nomes".
JOSÉ EDUARDO CARDOZO,
deputado petista que disputa a presidência do partido, sobre a afirmação do adversário Ricardo Berzoini, segundo quem "um ministério" estaria dando "cargos em troca de apoio" na eleição do PT. Berzoini referia-se ao ministro da Justiça, Tarso Genro, apoiador da candidatura de Cardozo.

"Se a situação tá ruim pra mim, imagine pra você".
ADESIVO
no vidro duma Mitsubishi Pajero.

“Tem tudo a ver com violência. Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginais”.
SÉRGIO CABRAL,
governador do Estado do Rio.

"Defender o aborto como meio de controle da natalidade dos pobres, por serem estes potenciais criminosos, é justificar políticas de extermínio, inclusive na segurança pública. Cabral ofendeu as mulheres da Rocinha [citada pelo governador como fábrica de marginais] e todas as comunidades pobres".
CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), deputado federal pelo PSOL-RJ.



Escrito por Cid Benjamin às 23h15
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Cabral e o aborto

Este texto, assinado por Scheila Paula Fagundes Vargas, foi publicado na seção Cartas dos Leitores do Globo, dia 26/10. Vale a pena lê-lo.

“Governador, sou negra, contadora, casada, moradora de São Gonçalo e, em novembro, terei meu primeiro filho. Com certeza, ele não será marginal, apesar de nascer semelhante aos filhos do Congo e numa cidade predominantemente carente. Carência esta agravada por políticos como o senhor, que usam a mídia para criticar e responsabilizar o povo, ao invés de agir em prol desse mesmo povo que o elegeu para implantar políticas sérias de combate às desigualdades sociais. Como pai de uma prole numerosa, o senhor não é exemplo de controle da natalidade. Ah, desculpem-me! Seus filhos são brancos e nasceram na zona Sul carioca.
O meu ventre não é fábrica de marginal.”

 



Escrito por Cid Benjamin às 23h14
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As negociações entre PT e PSDB - I

A adesão do PT ao neoliberalismo deixou o PSDB sem discurso. A oposição que faz a Lula é muito mais por conta da disputa do aparelho de Estado do que por diferenças programáticas. Os acordos por baixo do pano se sucedem. O mais recente levou o PT a livrar o cardeal tucano Eduardo Azeredo de um processo no Senado, por conta do valerioduto de Minas, em troca do apoio do PSDB à prorrogação da CPMF.



Escrito por Cid Benjamin às 23h11
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As negociações de Lula com o PSDB – II



Escrito por Cid Benjamin às 23h10
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Questão de gosto



Escrito por Cid Benjamin às 23h09
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Está demais

Uma entrevista datada de 8 de outubro mantém-se, até agora, como o maior destaque do Blog do José Dirceu, embora a página seja atualizada diariamente. Vá lá que o czar das finanças na ditadura militar seja hoje o queridinho de Lula e de muitos petistas e que a recíproca seja verdadeira. Mas não se estará exagerando?



Escrito por Cid Benjamin às 23h09
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Chinaglia trava CPI da Abril

Do jornal Brasil de Fato.

Até hoje – e desde há três meses – o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) não leu o requerimento para a instalação da CPI que deverá investigar o caso da Editora Abril. De acordo com o pedido de instalação dessa CPI, a Anatel teria aprovado uma operação ilegal de compra da TVA, operadora de TV a cabo do grupo Abril, pela transnacional Telefônica, em um negócio de cerca de R$ 1 bilhão. Enquanto o presidente da Augusta Casa não ler o requerimento em Plenário, a CPI não será instalada e, portanto, não dará início a seus trabalhos.

A criação da CPI foi aprovada por influência de Renan Calheiros, como retaliação contra a Abril, cujo principal veículo, a revista Veja, desenvolvia uma campanha contra ele. É o tipo do filme que não tem mocinho. Veja e Renan se merecem. Mas o que estará levando o petista Chinaglia a segurar a CPI? 



Escrito por Cid Benjamin às 23h08
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Até quando? – artigo de Paulo Passarinho

No último artigo aqui publicado – As privatizações e o governo Lula – abordei o inusitado leilão recém realizado na Bolsa de Valores de S.Paulo, transferindo a exploração e gestão de várias das principais estradas de rodagem federais do país à iniciativa privada. Destaquei o fato de a empresa espanhola OHL ter sido a grande beneficiária desse processo, ficando com cinco dos sete trechos das rodovias concedidas. Um outro trecho ficou com outra empresa espanhola e apenas um coube a um consórcio de empresas nacionais.
Esse fato é apenas uma das conseqüências do nefasto e lesivo processo econômico em curso no Brasil e onde a desnacionalização do parque produtivo, incluindo o importante segmento da infra-estrutura de serviços, é uma de suas características.
Quando um país com grande potencialidade ao crescimento econômico como o Brasil – em função da imensa disponibilidade de terras, água, matérias-primas e mão-de-obra barata – se abre e incentiva o capital estrangeiro como principal vetor ao nosso desenvolvimento, é inevitável que venhamos a nos confrontar com esse fenômeno da transferência de grande parte dos negócios do país às mãos estrangeiras.

Leia a íntegra em www.chicoalencar.com.br.



Escrito por Cid Benjamin às 23h08
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Por uma agricultura ecológica

Este texto, de Gabriel Fernandes, engenheiro agrônomo da AS-PTA, me foi mandado pelo seu colega de trabalho, o grande Paulo Petersen. Vale a pena lê-lo. Uma observação: o texto é uma resenha que veio sem título. Assim, o que está lá em cima é de minha lavra.

A ideologia da modernização da agricultura baseada nos pacotes tecnológicos da revolução verde sempre quis fazer crer que o abastecimento alimentar de uma população mundial em crescimento não seria possível sem a adoção massiva de seus insumos químicos, fertilizantes, venenos, máquinas, sementes melhoradas e, agora, transgênicas.
Esse foi o pensamento dominante que durante as últimas cinco décadas orientou as políticas de pesquisa, ensino, extensão rural e crédito agrícola. Essa visão ganhou tamanha força, que o potencial da matriz tecnológica alternativa baseada na agroecologia de abastecer a população mundial foi sempre desacreditado.
No entanto, para uma equipe de pesquisadores da Universidade de Michigan, Estados Unidos, que se dedicou a estudar o tema, está na hora de aposentar essa discussão sobre a suposta inviabilidade da agricultura ecológica. Eles fizeram um amplo levantamento de dados documentados em todo o mundo comparando a produtividade de sistemas convencionais, agroecológicos e tradicionais e concluíram que a agricultura agroecológica pode, sim, abastecer toda a população mundial, tanto local como globalmente.
A pesquisa também aponta que, além de poder alimentar toda a população mundial, a agricultura ecológica tem potencial para inclusive abastecer uma população ainda maior, mesmo sem ter que aumentar a área agrícola cultivada. Com essas conclusões, desfaz-se também o mito que diz que, por ser menos produtiva, a agricultura ecológica teria que avançar sobre novas áreas para produzir suficiente comida, e que esse desmatamento anularia suas vantagens ambientais.
O que se deve levar em conta é que o modelo dominante de agricultura é insustentável e sua perpetuação coloca em risco nossa capacidade de continuarmos produzindo alimentos, uma vez que ele degrada e erode os solos, contamina as águas, reduz biodiversidade e emite gases causadores do efeito estufa.
A pesquisa também avaliou a capacidade da agroecologia ser auto-suficiente em nitrogênio, elemento crítico para a produção agropecuária e que para muitos seria um fator limitante da expansão da agricultura ecológica. Novamente, a equipe de Michigan mostrou a superioridade da agroecologia. Tanto para ecossistemas temperados como para aqueles situados em regiões tropicais, práticas como o uso de leguminosas, as rotações de culturas e os cultivos de cobertura podem fixar uma quantidade de nitrogênio equivalente àquela usada atualmente na forma de adubos sintéticos.
Os pesquisadores ainda destacam as vantagens dessa mudança de fonte de nitrogênio para o clima, já que o óxido nitroso emitido pelos fertilizantes químicos contribui muito para o aquecimento global.
Também nesse mesmo sentido, um relatório da FAO divulgado este ano reforça o potencial e a necessidade de a agricultura ecológica substituir a agricultura convencional. Para a FAO, o atual modelo agrícola é paradoxal: produz comida de sobra, enquanto a fome atinge 850 milhões de pessoas, o uso de agroquímicos vem crescendo, mas a produtividade das culturas não, e o conhecimento sobre alimentação e nutrição está cada vez mais disponível e é acessado cada vez de forma mais rápida, porém um número crescente de pessoas sofre de má-nutrição.
O relatório da FAO enfatiza as contribuições da agricultura ecológica para a segurança alimentar e nutricional da população mundial, a importância central de os agricultores terem livre acesso às suas sementes crioulas e de variedade locais e também o papel chave das organizações dos agricultores em trocar e divulgar conhecimentos agroecológicos.
Esse reconhecimento do potencial da agroecologia pode não ser novidade para muitos, mas é importante para convencer governos e para derrubar mitos. Muito forte hoje é a crença de que somente a biotecnologia e a adoção de sementes transgênicas poderiam responder aos atuais desafios de continuar produzindo e ao mesmo tempo conservar os recursos naturais. A transgenia traz “mais do mesmo”, ampliando a dependência tecnológica dos agricultores com suas sementes patenteadas e trazendo novos riscos, muitos dos quais ainda são desconhecidos.
Tanto a pesquisa americana quanto o relatório da FAO deixam claro que um maior investimento em pesquisa, e com um novo enfoque, será necessário para promover o avanço da agroecologia. Da mesma forma, está claro que o grande desafio é político, e a ação dos governos em favor da agroecologia será fator decisivo para a conversão do atual modelo agrícola.



Escrito por Cid Benjamin às 23h07
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Tropa Púrpura do Rio – artigo de Gilson Caroni Filho

Quando, fascinado pela trama de "Tropa de Elite", o governador fluminense Sérgio Cabral Filho (PMDB), entra na tela e dela sai de braços dados com o capitão Nascimento, ficção e vida real se fundem na lógica fria de uma visão belicista de segurança pública.

 (Se torturo um inimigo, seja em nome do que for, perco a razão que me faz guerreá-lo, uma vez que qualquer razão para poder subsistir, tem que se erigir sobre um fundamento ético que a precede- e a sustenta - Hélio Pellegrino)

Quando o astro principal de "A Rosa Púrpura do Cairo", a maravilhosa fábula de Woody Allen, sai da tela para conhecer a garçonete Cecília, vivida por Mia Farrow, fantasia e realidade são magistralmente capturadas pela magia do cinema.
Quando, fascinado pela trama de "Tropa de Elite", o governador fluminense Sérgio Cabral Filho (PMDB), entra na tela e dela sai de braços dados com o capitão Nascimento, ficção e vida real se fundem na lógica fria de uma visão belicista de segurança pública. Uma opção que muito revela sobre as condições que presidem o funcionamento de uma sociedade desde sempre fracionada.

Leia a íntegra em http://www.agenciacartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3753

 



Escrito por Cid Benjamin às 23h07
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Terceirização

Do Blog do Noblat

Quem diz que nunca houve matança sistematizada de judeus, ciganos e incapazes na Alemanha tem razão: Auschwitz, Treblinka, Sobibor e os outros campos de extermínio nazistas ficavam na Polônia. A Polônia anexada pelo Reich era uma extensão do solo alemão e os campos eram construídos e geridos por alemães, mas isto é detalhe para quem pretende a inocência pelo distanciamento formal. Os americanos que hoje levam suspeitos de terrorismo para serem interrogados em países onde a tortura é comum, longe dos Estados Unidos, também pretendem a absolvição pela geografia.
Tem-se discutido muito no Congresso, na imprensa e nos tribunais americanos os limites do permitido na busca da informação antiterrorista depois do 11/9, mas os escrúpulos quanto à tortura chegam atrasados. Torturar pela mão dos outros é uma prática antiga dos Estados Unidos, mais notoriamente — no que nos diz respeito — nas atividades da "School of the Americas" onde policiais e militares latino-americanos iam aprender métodos de interrogatório e contra-insurgência para combater o comunismo no continente.
A Escola das Américas chegou a ser chamada ironicamente de anexo da Escola de Chicago, produzindo técnicos em repressão para garantir os teóricos do neoliberalismo que saíam do Departamento de Economia da universidade onde o Milton Friedman era a estrela, para nos catequizar. É bom lembrar, nestes tempos de entusiasmo das platéias pelo fascismo contra o crime e de reacionarismo ostensivo e festejado, no que deu tudo aquilo.
Coisas como a "Operação Bandeirantes", a aliança de empresários paulistas com policiais e militares na caça, literalmente, à esquerda, que deixou mortos e mutilados por toda parte — menos, aparentemente, na consciência dos responsáveis, ou, presumivelmente, no livro de realizações dos formandos da Escola das Américas. Que continua no mesmo lugar, Fort Benning, na Geórgia, agora com o nome mais específico de Instituto de Cooperação para a Segurança do Hemisfério Ocidental. Não se sabe se o currículo ainda é o mesmo.
Do Iraque chega a notícia de outro exemplo de distanciamento remissor.
Neste caso, uma novidade — a terceirização da guerra. A ocupação do país está sendo um grande negócio não só para a Halliburton e outras empreiteiras superfaturadoras mas para empresas paramilitares, exércitos privados que substituem a tropa normal em certas tarefas e que já têm quase tanta gente no Iraque quanto o exército regular, com contratos milionários.
Há dias uma dessas empresas, a Blackwater, que pertence a um conhecido financiador das campanhas do Bush e do Cheney, se viu envolvida na morte de civis iraquianos.
A Blackwater não está sujeita nem às leis do Iraque, nem às leis dos Estados Unidos e nem aos estatutos militares americanos. Só precisou pedir desculpas.



Escrito por Cid Benjamin às 23h06
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Vaticano beatificará religiosos espanhóis que apoiaram Franco - Do Uol

No último domingo, o Vaticano fez a maior cerimônia de beatificação coletiva da história do Catolicismo. Foram beatificados 498 religiosos espanhóis mortos durante a Guerra Civil (1936-1939) e que apoiaram o ditador Francisco Franco.

Esse papa...



Escrito por Cid Benjamin às 23h05
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Para juiz, proteção à mulher é "diabólica" – da Folha

Edilson Rodrigues considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha, contra violência doméstica, e afirmou que o mundo é masculino
Segundo ele, homens que não quiserem ser envolvidos nas "armadilhas" dessa lei, que considera "absurda", terão de se manter "tolos"

Alegando ver "um conjunto de regras diabólicas" e lembrando que "a desgraça humana começou por causa da mulher", um juiz de Sete Lagoas (MG) considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha e rejeitou pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras. A lei é considerada um marco na defesa da mulher contra a violência doméstica.
"Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (...) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!"
A Folha teve acesso a uma das sentenças do juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues que chegou ao Conselho Nacional de Justiça. Em 12 de fevereiro, sugeriu que o controle sobre a violência contra a mulher tornará o homem um tolo.
"Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões."
Também demonstrou receio com o futuro da família. "A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado." Ele chama a lei de "monstrengo tinhoso".
Rodrigues criticou ainda a "mulher moderna, dita independente, que nem de pai para seus filhos precisa mais, a não ser dos espermatozóides".
Segundo a Folha apurou, o juiz usou uma sentença-padrão, repetindo praticamente os mesmos argumentos nos pedidos de autorização para adoção de medidas de proteção contra mulheres sob risco de violência por parte do marido.
A Folha procurou ouvi-lo. A 1ª Vara Criminal e de Menores de Sete Lagoas informou que ele está de férias e que não havia como localizá-lo.
Sancionada em agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (nº 11.340) aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher no lar, além de fornecer instrumentos para ajudar a coibir esse tipo de violência.
Seu nome é uma homenagem à biofarmacêutica Maria da Penha Maia, agredida seguidamente pelo marido. Após duas tentativas de assassinato em 1983, ela ficou paraplégica. O marido, Marco Antonio Herredia, só foi preso após 19 anos de julgamento e passou apenas dois anos em regime fechado.
Em todos os casos em suas mãos, Rodrigues negou a vigência da lei em sua comarca, que abrange oito municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, com cerca de 250 mil habitantes. O Ministério Público recorreu ao TJ (Tribunal de Justiça). Conseguiu reverter em um caso e ainda aguarda que os outros sejam julgados.

E pensar que um cidadão como este decide sobre a vida das pessoas.

 



Escrito por Cid Benjamin às 23h05
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A nova chuteira do Botafogo

Os gozadores estão fazendo a festa na internet com essa fama de amarelão a que o Botafogo está fazendo jus. Vejam o novo modelo de chuteiras do time.



Escrito por Cid Benjamin às 23h04
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Hamilton se explica



Escrito por Cid Benjamin às 23h03
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Camisa do Vasco é apresentada como droga pela polícia



Escrito por Cid Benjamin às 23h03
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Três homens andaram sobre as águas na história de Humanidade

- O primeiro foi Cristo;
- O segundo foi Pedro;
O terceiro foi Evangivaldo, como registra a foto abaixo.



Escrito por Cid Benjamin às 23h02
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Escrito por Cid Benjamin às 12h07
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Frases

"Acho importante que todos [os senadores] leiam e releiam os discursos que fizeram há quatro ou há oito anos. E que mantenham a posição que justificaram para votar da última vez" [pela permanência da CPMF].
LULA, esquecendo-se que o mesmo conselho poderia ser dado a ele próprio. Pois, se os senadores do Demo e do PSDB mudaram de posição em relação à CPMF (eram favoráveis e hoje combatem o imposto), o atual presidente também mudou. Era contrário e hoje defende a CPMF com unhas e dentes.

“Precisamos de sinais concretos do lado de lá. Sem docinho não passa”.
IDELI SALVATTI, líder do PT no Senado, chamando a atenção para a necessidade de concessões da equipe econômica para que seja aprovada a prorrogação da CPMF.

“A Fiesp vai entrar para o "Guiness": promoveu o evento com maior disparidade entre público anunciado e público presente da história.
ROMÊNIO PEREIRA, secretário do PT, sobre o protesto contra a CPMF organizado pela Fiesp, que reuniu 15 mil pessoas, enquanto os promotores do evento previam o comparecimento de dois milhões.

“Não entendo esse Lula. Se o Brasil é auto-suficiente em petróleo e produtor/exportador de etanol, ele deveria se comportar em defesa da economia brasileira. Faz o contrário. Estimular a produção de etanol fora do Brasil significa fazer o jogo dos paises importadores de petróleo como os EUA. E se a produção crescer muito, como ele diz, o preço do petróleo baixa e o preço do etanol também. Talvez por isso, Bush paralisa tudo o que está fazendo e o atende pelo telefone. No ultimo telefonema na África do Sul, Bush o chamou de school-boy (conforme disse seu intérprete), ou seja, um bom menino estudioso. Claro, [Lula] faz o jogo dele”.
GEORG L., estudante de economia (doutorado da Universidade de Columbia), citado no blog do Noblat, que reproduziu nota do ex-blog de César Maia.

“Tentar ficar com parte do imposto sindical mostra o comodismo que tomou conta das centrais [sindicais]. Minha geração sempre foi contra isso”.
DEVANIR RIBEIRO, ex-sindicalista, hoje deputado federal pelo PT-SP, sobre a grita das centrais sindicais contra o projeto aprovado na Câmara desobrigando os trabalhadores de pagar o imposto sindical. Também nesta questão o PT não se entende.

"Quase metade das empresas que atuam no Brasil [exatamente 48% delas] já se viu diante de uma situação em que foi estimulada a pagar propina”.
PRICE WATERHOUSE COOPERS, empresa de consultoria, em estudo de divulgado pela BBC Brasil.

"É problema grave".
MARCELO CRIVELA, bispo da Igreja Universal e senador pelo PRB-RJ, referindo-se ao crescimento do islamismo na África. Crivela fez a declaração na África, onde estava na qualidade de integrante da comitiva.

 “Não vejo a Playboy depois que virei adulto.
Lula, esquecendo-se que já deu entrevistas para a revista.

 

“Não gosto de nada que me deixe tenso na TV ou no cinema. (...) Quero me divertir. Quanto mais avacalhado for o programa, melhor para mim”.
LULA, em edificante resposta, depois de perguntado sobre o que costuma ver na TV.

“Há muito tempo já passou a hora de encerrarmos as verdadeiras operações de guerra que são realizadas constantemente nessas comunidades pela Polícia Militar e pela Polícia Civil e às vezes por ambas, simultaneamente, ceifando vidas de todos os lados e contribuindo para a sensação de insegurança expressa pelo fenômeno das balas perdidas, disparadas por armas de guerra, de longo alcance, os fuzis”.
CORONEL PAULO RICARDO PAUL, corregedor interno da PM do Rio de Janeiro.

“Galvão, vai tomar no cu”.
Coro da torcida no Maracanã, no jogo Brasil x Equador. A Globo foi obrigada a cortar o áudio com a voz dos torcedores. Na sexta-feira, dois dias depois do jogo, Galvão foi internado com uma crise de hipertensão.  Já numa partida de vôlei no Pan-Americano o locutor da Globo tinha sido brindado com um coro parecido. Não estará na hora de ele tirar umas férias?

 



Escrito por Cid Benjamin às 12h07
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O calvário da CPMF – artigo de Léo Lince

O governo federal por inteiro está empenhadíssimo no esforço para prorrogar o imposto do cheque, a mal chamada CPMF. Um espetáculo no qual se movem mundos e, principalmente, fundos para aprovar o emplastro que garante recursos a um governo destituído de criatividade e coragem para atacar a distribuição injusta da carga tributária.
Com a liberação de grana grossa para as emendas paroquiais dos deputados, o governo já venceu a primeira etapa com a votação em dois turnos na câmara baixa. Baixíssima, aliás. Agora, pelo que se vê nos jornais, o balcão das barganhas se desloca para o terreno enlameado do Senado Federal, onde a correlação mais equilibrada pode propiciar alguma mudança no remédio amargo.
O governo joga pesado e pisca ao mesmo tempo. O responsável pela saúde pública diz que os hospitais vão fechar. E o presidente, que chegou a declarar que o governo não se sustenta sem a aprovação da emenda, sinaliza concessões e anuncia que, a partir de agora, a negociação será “explícita”. A julgar pelo que já aconteceu na Câmara, espera-se que tal anúncio seja acompanhado da advertência: tirem as crianças da sala.
A CPMF, essa cruz de letrinhas que todo brasileiro que é obrigado a receber em banco o seu minguado salário carrega nas costas, é um confisco que não ousa dizer o seu nome. É natural que sua defesa seja feita nas filigranas do embuste, afinal ela própria é um amontoado de falsificações. A começar pelo nome, falso da primeira até a última letra da sigla.
Não é contribuição, mas imposto. Adotou tal pseudônimo para livrar a União de ter que reparti-lo com os demais entes federados. Não é provisório, pois se eterniza em repetidas prorrogações. E, por último, não se aplica ao que pode ser definido como genuína movimentação financeira. A especulação em bolsa não paga. Salários de qualquer tamanho, proventos e aposentadorias (que não são rendas financeiras) recebem mordidas de tamanho igual ao das grandes fortunas.
Quando surgiu, em tempos longínquos, a novidade se apresentava com sua verdadeira face: um confisco temporário para salvar a saúde pública. A saúde não foi salva, parte do dinheiro confiscado, via superávit primário, foi destinado a salvar a saúde da moeda, prioridade máxima do modelo neoliberal. Virou uma muleta bilionária que sustenta a acomodação dos governos. Afinal, não se faz reforma tributária sem tocar nos privilégios dos poderosos, coisa para um tipo de política diferente da atual.
A possibilidade de flagrar sonegadores é a única dimensão defensável do trambolho. Apesar de pouco usada, sem dúvida, é uma dimensão potencialmente positiva e que poderia continuar. Basta adotar uma alíquota simbólica (0,001%) e assumir sua verdade em nome cristalino. Uma sugestão para manter a sigla: Contribuição Permanente para Marcar Fraudadores.
A atual correlação de forças no parlamento brasileiro, infelizmente, não autoriza ilusões sobre mudanças positivas nesta questão. Os jornais estamparam a fotografia da reunião sorridente da tropa da elite no Senado Federal. Alguma coisa pode até ser abrandada, mas os brasileiros que vivem de salário vão continuar sangrando no calvário da CPMF.



Escrito por Cid Benjamin às 12h04
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Cidade-irmã de Brasília?

Do Blog do Ancelmo, no Globo On Line.



Escrito por Cid Benjamin às 12h03
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O país da propina – artigo de Clovis Rossi na Folha de S.Paulo

Informa a BBC-Brasil: "Quase metade das empresas que atuam no Brasil [exatamente 48% delas] já se viu diante de uma situação em que foi estimulada a pagar propina, revelou um estudo da consultoria PriceWaterhouseCoopers".
Comparações terríveis: a média na África, celebrizada por ditadores tão cruéis como corruptos, é de apenas 30%. Mesmo no México, o país conhecido pela "mordida", a maneira como os mexicanos se referem à propina, instituição nacional, o número de empresas estimuladas à "mordida" é de apenas 28%.
Nem vale a pena comparar com América do Norte (3%) ou Europa Ocidental (9%).
A pesquisa foi feita com 5,4 mil executivos de 40 países. O Brasil ganha, se é que dá para usar esse verbo, apenas da Indonésia (54%). Empata com a Rússia, que se celebrizou, depois da queda do comunismo, pela maneira como enriqueceram ex-quadros do Partido Comunista da União Soviética, beneficiados, digamos assim, no processo de privatização.
Pode ser que os executivos de outros países estejam mentindo. Ou que os executivos brasileiros consultados estejam exagerando para justificar ante a matriz estrangeira, quando for o caso, o fato de que 45% das empresas que disseram não ter pago propina em determinada situação afirmaram ter perdido a oportunidade para concorrentes mais, digamos, flexíveis.
Mas, depois de todos os escândalos que ocupam o que deveriam ser as páginas políticas dos jornais, você se animaria a dizer que não acredita no teor de corrupção inerente aos negócios no Brasil?
Claro que os aloprados e debilóides sempre podem dizer que é tudo invenção da "elite", amplificada pela "mídia golpista". É a maneira canalha que encontram para fugir da verdadeira conspiração, que é a conspiração dos fatos. Mas os fatos teimam em conspirar.



Escrito por Cid Benjamin às 12h02
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Del ridículo no hay vuelta

Morei dois anos no Chile, fui casado quase dez anos com uma chilena que ainda hoje é minha grande amiga e tenho duas filhas chilenas. Naquele país aprendi um ditado interessante: “Del ridículo no hay vuelta”. Ele era sempre aplicado àqueles personagens que, na ânsia de aparecer, exageravam na dose e caíam no ridículo.
Pois bem, vendo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, sempre fantasiado, cavando uma foto para os jornais do dia seguinte, me lembrei daquele ditado.



Escrito por Cid Benjamin às 12h01
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Larga o osso, Renan

É ridícula a especulação sobre uma suposta volta de Renan à presidência do Senado. É possível – e desejável - que ele não consiga sequer manter o mandato de senador. Mas a situação contribui para fazer de Renan a figura que mais deu gancho para charges políticas este ano.



Escrito por Cid Benjamin às 12h00
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Conselho pro Renan

O filme Tropa de Elite causou trouxe polêmica e até lançou moda no linguajar de alguns jovens mais desavisados. Começou, agora, a inspirar charges. Pior para Renan.



Escrito por Cid Benjamin às 11h59
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Tropa de elite argentina

O filme inspirou também este vídeo, apresentado no YouTube como sendo da tropa de elite argentina: http://www.youtube.com/watch?v=57QsTHRzeIY.



Escrito por Cid Benjamin às 11h58
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De novo, Zeca do PT. Agora, acusado de desviar R$ 30 milhões

Do Blog do Noblat.

O Ministério Público Estadual impetrou ontem mais duas ações, uma criminal e outra civil, contra o ex-governador de Mato Grosso do Sul José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, e um grupo de ex-auxiliares. Juntamente com várias gráficas e agências de publicidade, eles foram acusados por uma força-tarefa de promotores e policiais civis pelo desvio de pelo menos R$ 30 milhões, durante o último mandado de Zeca do PT (2002 a 2006), da verba destinada à publicidade do governo estadual. As novas ações se somam a outras duas, impetradas no início do mês, que tratam do mesmo caso.

Se eu fosse do PT pediria para o Zeca mudar de nome político...



Escrito por Cid Benjamin às 11h58
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Isso, sim, é privatização do aparelho de estado

Além dos 180 cargos da presidência do Senado (em sua maioria comissionados), gravitam na órbita de Renan e de Sarney os cerca de 600 cargos do setor de comunicação da Casa. Desses, apenas 180 são ocupados por funcionários de carreira. A informação é do Painel da Folha.

Duas perguntinhas: 1) o que fazem os 600 funcionários no setor de comunicação do Senado? 2) se eles forem trabalhar num mesmo dia, haverá cadeiras para todos?



Escrito por Cid Benjamin às 11h57
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O paraíso dos aspones

O preenchimento dos cargos citados abaixo, vinculados à Presidência da República, foi registrado no Diário Oficial de 21/08/07. Pelas designações, não resta a menor dúvida de que seus ocupantes são aspones: Diretor de Gestão Interna do Gabinete-Adjunto de Gestão e Atendimento, do Gabinete Pessoal do Presidente da República;
Assessor Especial no Gabinete-Adjunto de Gestão e Atendimento, do Gabinete Pessoal do Presidente da República; Chefe de Gabinete-Adjunto de Gestão e Atendimento, do Gabinete Pessoal do Presidente da República; Assessor Especial no Gabinete-Adjunto de Informações em Apoio à Decisão, do Gabinete Pessoal do Presidente da República; Chefe de Gabinete-Adjunto de Agenda, do Gabinete Pessoal do Presidente da República.
Ou não?



Escrito por Cid Benjamin às 11h57
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As privatizações e o governo Lula – artigo de Paulo Passarinho

 

Além de grande amigo, Paulo Passarinho é uma das melhores cabeças políticas na praça. Ele só perde a lucidez quando seu Botafogo – hoje, que pena, em tão difícil situação – entra em pauta. Este artigo é muito bom.

Nas últimas eleições presidenciais, e particularmente no segundo turno – quando Lula se viu na necessidade de se diferenciar de Geraldo Alckmin, o candidato tucano – o atual presidente da República fez questão de colocar o tema das privatizações como fator de diferença importante com o seu desafiante. Lula e sua campanha procuravam capitalizar o patente descontentamento de largas fatias do eleitorado, da opinião pública e da cidadania com a malfadada experiência do PSDB e seus aliados que, na gestão de FHC, promoveram um ambicioso programa de privatizações, com a promessa de reduzir a dívida pública, aumentar investimentos nas áreas social e de infra-estrutura e melhorar a qualidade dos serviços a serem prestados pela iniciativa privada.
Na ocasião, o candidato do PSDB não soube – ou não o quis – lembrar ao eleitorado que a pregação de Lula não condizia com algumas medidas e iniciativas desenvolvidas naquele seu primeiro mandato, que então se encerrava. Alckmin não tinha autoridade ou convicção para lembrar ao eleitorado que a conduta de Lula como presidente da República não permitia uma campanha com aquela natureza. Lula havia, naquele seu primeiro mandato, dado continuidade, por exemplo, aos leilões de campos de petróleo e gás – beneficiando empresas estrangeiras interessadas em exportar essa nossa riqueza, que nos fará muita falta em futuro próximo; tomou a iniciativa, também, em fazer aprovar no Congresso Nacional uma Lei de Concessões Florestais de terras públicas, na Amazônia; e, principalmente, havia radicalizado o processo de verdadeira privatização do Banco Central do Brasil, ao entregá-lo à gestão de Henrique Meirelles, um dos presidentes mundiais do Bank of Boston, segundo maior grupo financeiro credor do governo brasileiro. Esta decisão, inclusive, deu base sólida para a continuidade da política econômica do segundo mandato de FHC e que é a responsável pela mais grave privatização do governo Lula: a apropriação privada da maior parte do Orçamento da União, para o benefício e privilégio do sistema financeiro.
Para que tenhamos idéia do que representou essa privatização do orçamento público, e que continua em curso agora no segundo mandato de Lula, nos quatro primeiros anos do seu governo, entre 2003 e
2006, a área da Saúde recebeu R$ 136 bilhões; a Educação, R$ 62,2 bilhões; Organização Agrária; R$ 11,8 bilhões; enquanto que o pagamento de juros da dívida pública atingiu ao montante astronômico de R$ 594,2 bilhões. A diferença de cifras e a destinação desses recursos demonstram cabalmente o crime que é cometido pela “invisível” política econômica, mas que muito bem se materializa no caos em que se encontram tanto a saúde pública, quanto a educação pública, ou a reforma agrária. Já os balanços dos bancos, de seguradoras ou de fundos de pensão...Bem, esses nunca andaram tão lucrativos quanto nesses tempos em que o outrora combativo PT encontra-se no governo federal.
E para aqueles que ainda não tiveram a sensibilidade de atentar para a verdadeira natureza do atual governo – muitas vezes ocultada pela trajetória política e carisma popular de Lula, talvez finalmente tenham uma oportunidade cristalina de constatarem o que ele significa, a partir do importante fato ocorrido neste último nove de outubro.
A cena que se deu na Bolsa de Valores de S. Paulo seria inimaginável, caso a concebêssemos há alguns anos. No quinto consecutivo ano
em que Lula é o presidente da República, à frente de um governo que conta com o apoio e participação de partidos formalmente de esquerda – tendo o PT como suporte principal -, o martelo de um inusitado leilão é batido e sete lotes das mais importantes rodovias federais do país – todas nas regiões sul e sudeste, as mais ricas do país - são repassados à iniciativa privada. Essas estradas passam, assim, por 25 anos, a serem administradas por empresas particulares que – através da cobrança de pedágios e concessão de financiamentos subsidiados pelo BNDES – passam a ter a responsabilidade pela recuperação, melhorias e conservação das mesmas. A grande vencedora do leilão foi a empresa espanhola OHL, que levou a disputa de cinco desses lotes. Uma outra empresa espanhola, Acciona, ficou com um outro lote, e um consórcio de empresas de capital brasileiro, entre as quais um grupo controlado pela família Constantino, proprietária da empresa aérea Gol, ficou com o lote restante.
Os defensores da privatização das estradas alegam que faltam recursos financeiros ao Estado e, ao mesmo tempo, lembram que o setor público não é um bom gestor. Essas mesmas vozes esquecem-se que o problema não é a da falta de dinheiro, mas a prioridade que se confere ao mesmo no âmbito do Orçamento Público, privilegiando-se descaradamente as despesas com o pagamento de juros. Esquecem-se também da natureza ideológica da gratuita afirmação das virtudes da iniciativa privada enquanto gestora, em um país onde, apesar dos pesares, as grandes empresas nacionais que alavancaram o nosso desenvolvimento sempre foram estatais, como é o caso da Petrobrás, Eletrobrás e a CSN, a Vale do Rio Doce e o complexo Telebrás – antes do processo de privatização pelas quais passaram.
Os cidadãos brasileiros, além de tudo, pagam – se forem pobres e assalariados – uma pesada carga tributária, que cada vez menos se reverte em bons serviços e investimentos para a melhoria da qualidade de vida de milhões de pessoas. No caso das estradas, existe uma contribuição específica – a CIDE – para com a sua receita viabilizar a conservação, melhoria e ampliação das estradas. Apesar disso, como essa receita é desviada para o pagamento de juros, nesses trechos leiloados foram gastos neste ano apenas um pouco mais de R$ 10 mil (!). Foi a velha estratégia de se deixar degradar, para depois se justificar a criminosa privatização.
Por fim, um dado curioso e preocupante e que demonstra que o estrago que o Governo Lula produz não se limita à continuidade e ao aprofundamento da privatização do Estado brasileiro. Ao contrário de outros momentos semelhantes, onde movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e figuras públicas se mobilizavam, pressionavam e impetravam ações judiciais contra atos de privatização, desta feita a única reação no campo jurídico contra essas licitações partiu de uma iniciativa do Ministério Público do Paraná, que chegou a obter uma liminar – logo cassada - sustando o leilão de três dessas rodovias que passam pelo estado.
Mais um sinal dos tempos
em que Lula e seus aliados passam a comandar as ações dos liberais em nosso país.



Escrito por Cid Benjamin às 11h57
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Cenas de uma caçada

Essas imagens não são de um filme de aventuras. São de uma operação policial na favela da Coréia, na Zona Oeste do Rio, e foram exibidas pela TV Globo. Em tempo: os dois cidadãos que aparecem perseguidos pelo helicóptero foram mortos. Vejam em: http://playervideo.globo.com/webmedia/GMCMidiaASX?midiaId=743915|banda=N|ext.asx



Escrito por Cid Benjamin às 11h56
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Crítica do filme "Traseira Rompida à Montanha" (Brokeback Mountain).

Certamente isto é uma brincadeira. Mas é engraçada. O texto apareceu na Internet como sendo uma crítica publicada no Diário de Lisboa, assinada por José Carlos D'Almeida.

"Estão a dar cabo do nosso imaginário infantil... Querem ver que o Trinitá, o Clint Eastwood e o John Wayne também eram rabetas...?
Para quem não viu o filme, eu trato já de resumir: tudo é sobre dois cowboys que um dia descobrem que são rabetas! E conversa puxa conversa, quando dão por eles já se estão a escavacar um ao outro.
Desenvolvendo, estes dois cowboys, vão para a montanha pastar ovelhas; depois, começa a nevar e tal, e os gajos estão lá sozinhos e isolados e vem um:
- "Ah, e tal... Tá frio, não tá?!"
E o outro:
- "Ah, e tal...", pois está a cair aquela nevezinha molha-parvos, que é assim fraquinha, mas é bem fria...

Bom, começam com esta conversa meteorológica e - pumba!, quando dão por eles, já estão a canibalizar-se...
Daí o nome do filme Brokeback Mountain, que em bom português seria algo como: "Traseira Rompida à Montanha".
Ora, pergunto eu, não havia mais nada para achincalhar? Os cowboys? Isto são gajos que são suposto serem duros. Será que querem dizer que os cowboys quando estão lá a conduzir o gado e a gritar e a assobiar, é treino para gemerem melhor logo a noite? Ou quando andam nos rodeios aos saltos em cima de touros bravos? É para tonificar as nádegas?
Eu fartava-me de brincar aos cowboys quando era puto (N.T.: garoto, guri) e agora vem estes gajos e destroem o futuro de bilhões de crianças que estão por nascer que, a partir de agora, não vão querer brincar aos cowboys porque isso é brincadeiras de limpa-fundos (e eu não estou a falar de peixinhos de aquário aqui).
Estou destroçado! Abaixo os western-gay !"



Escrito por Cid Benjamin às 11h55
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Continua a perseguição às louras

Esta é do Kibeloco.

Seis top models - entre elas três brasileiras Alessandra Ambrosio, Izabel Goulart e Adriana Lima - fazem parte da nova campanha da grife Victoria"s Secret. As modelos aparecem nuas, apenas com sapatos de saltos altos e milhões de dólares em jóias.
A campanha, que vai ao ar na rede de TV americana CBS a partir de 4 de dezembro, foi produzida por Michael Roberts com fotos de Patrick Demarchelier.

Você deve estar se perguntando por que uma campanha aparentemente pronta e divulgada (abaixo) só vai ao ar em dezembro, certo?

Ora... a resposta é simples. É porque o fotógrafo acredita que, daqui até lá, vai conseguir fazer a modelo loura entender que é para dobrar a p*%#rra da perna esquerda, cacete!



Escrito por Cid Benjamin às 11h54
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O drible do Robinho

A melhor coisa do jogo Brasil x Equador, quarta-feira passada pelas eliminatórias da Copa do Mundo, foi a sucessão de dribles do Robinho, antes do terceiro gol brasileiro (a segunda melhor foi a vaia no Galvão Bueno). Vale a pena ver de novo: http://www.youtube.com/watch?v=uGF2G-7MjhQ



Escrito por Cid Benjamin às 11h53
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Nossa sincera homenagem ao Vasco.



Escrito por Cid Benjamin às 11h53
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Vasco perde mais uma para o Mengão



Escrito por Cid Benjamin às 11h52
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Botafogo já tem receita para sair da crise



Escrito por Cid Benjamin às 11h51
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