Blog do Cid Benjamin


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Escrito por Cid Benjamin às 10h21
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Frases

“Sobre partidos que mudam, silenciosamente, de programa e postura, o presidente nada sabe?”
CHICO ALENCAR, deputado pelo PSOL-RJ, sobre o fato de Lula ter citado a alteração do nome do PFL para Democratas como demonstração de que "às vezes não é o parlamentar que muda, e sim o partido".

“O governo Lula radicalizou a política do Fernando Henrique. Eu ouço muita gente dizer que o Lula copiou o Fernando Henrique, mas não é isso. Esta é, na verdade, uma política canônica, todos os países do mundo usam”.
DELFIM NETO, em entrevista a José Dirceu, no blog deste último, defendendo o pensamento neoliberal como o único aceitável nos dias de hoje.

“Não sou político, sou empresário e quero administrar São Paulo como empresa. Nesta área sou um sucesso e tenho orgulho do Bahamas [casa de prostituição fechada recentemente pela polícia], tão mal compreendida em sua função social”.
OSCAR MARONI FILHO, solto na semana passada, depois de passar 50 dias preso por exploração da prostituição, anunciando sua candidatura à prefeitura da capital paulista pelo PTdoB, partido em que ingressou depois de passar seis anos no PT.

"Em quem confiar? No Serra que gasta R$ 20 mi para avaliar estatais, mas diz que não vai privatizá-las, ou no Serra que prevê R$ 1,1 bi de receitas no ano que vem com venda de ativos?"
ÊNIO TATTO,
deputado em São Paulo pelo PT-SP, sobre o governador tucano, que apesar de ter aberto licitação para avaliar o preço das estatais paulistas, afirma não ter intenção de vendê-las à iniciativa privada.

“Ninguém quer abrir [a revista Playboy] na frente dos fotógrafos. Sabe quando o cachorro pega o osso e vai comer no cantinho do jardim?
JOSÉ ERINALDO PEREIRA,
jornaleiro com banca no Congresso, referindo-se aos parlamentares que compraram todo o estoque da revista com Mônica Veloso nua.

“Vamos comprar agora mesmo, senão esgota”.
GARIBALDI ALVES, senador pelo PMDB-RN, na banca de jornais do Congresso.

“Posso fazer uma pergunta indiscreta? Já saiu a revista da Mônica?”
EDUARDO SUPLICY, senador pelo PT-SP, numa banca de jornal em Congonhas.

“Renan está tranqüilo. Pelas contas que faz, apenas cinco senadores não têm o rabo preso com ele”.
INÁCIO ARRUDA, senador pelo PCdoB-CE e um dos defensores de Renan, em conversa com Sebastião Buani, antes de o presidente do Senado se afastar. Buani é aquele que detinha a concessão de um restaurante na Câmara e afirmou que pagava “mensalinho” a Severino Cavalcânti, então presidente da Casa.

"Estamos todos dentro de um elevador que enguiçou e não tem porta de saída".
MAGNO MALTA, senador pelo governista PR (ex-PL), sobre o Senado, antes do afastamento de Renan.

 

A cobertura dada a Renan Calheiros pelos governistas ultrapassou há muito a proteção ao direito de defesa.
JÂNIO DE FREITAS,
na Folha de S. Paulo.

“Rapaz, para tirar o coco, não basta balançar o pé que ele não cai. Quem quiser, vai ter que subir no pé e retirar o coco com as próprias mãos.
RENAN CALHEIROS, reafirmando que não deixaria a presidência do Senado, na véspera de deixá-la.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h21
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Para além de Renan – artigo de Chico Alencar

Este artigo, do deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), amigo e meu candidato a prefeito do Rio no ano que vem, é excelente. Põe abaixo a justificativa calhorda de alguns de que, como Renan há vários outros, aa críticas a ele faziam parte de uma ofensiva da direita contra o governo Lula. O artigo foi publicado na boa revista Caros Amigos, pouco antes de Renan se afastar da Presidência do Senado.

Antonio Callado (1917-1997) criou, na sua obra-prima "Quarup", um personagem, padre Nando, que se apaixona por uma fascinante Francisca. Arrebatado, ele vive todas as contradições do grande amor e suas interdições, e acaba concluindo que "Francisca é apenas o centro de Francisca".
Que mestre Callado perdoe a analogia e entenda as abissais diferenças de caráter e situações entre os personagens do seu romance e o atual presidente do Senado e aliado de Lula, mas ouso dizer que "Renan é apenas o centro de Renan".
No mundo da política, são pessoas reais que encarnam a dinâmica das disputas sociais. E a mídia grande tem uma atração fatal para fulanizar processos, inclusive porque eles, assim, com rosto e nome, ficam mais compreensíveis. A novela da nossa existência é povoada por super-heróis e hiper-vilões.
Em "Quem é Renan Calheiros", alentada matéria de capa da CAROS AMIGOS de agosto, o repórter João de Barros nos deu a chave da compreensão do que, ao fim e ao cabo, está sendo questionado (ou reafirmado) no caso Renan: um determinado modo de se fazer política no Brasil. Renan é mais que Renan: é o patrimonialismo, a teia de relações de poder que se estabelece a partir da consolidação da propriedade e dos vínculos com a plutocracia nacional.
Renan é mais que os Calheiros: é o coronelismo moderno, com o controle de meios de comunicação locais (através de "laranjas") e a armação de uma rede de vereadores, prefeitos e secretários de Estado.
Renan é mais que o líder do finado PRN e um condestável do PMDB: é a camaleônica capacidade de estar sempre do lado de qualquer governo. Renan é mais que o amigo lobista da Mendes Júnior: é tráfico de influência, é exploração de prestígio, é tornar cada vez mais tênuas as fronteiras entre público e privado.
Renan é mais que Olavo e outros parentes: é a reprodução continuada de mandatos, através dos currais eleitorais, da ajuda dos amigos endinheirados - em boa parte não declarados - e dos votos encabrestados
em favores.
Renan
é mais que um senador da República: é o corporativismo que cria uma solidariedade mafiosa, de confraria quase secreta, na qual uns têm ciência dos subterrâneos percorridos por outros, gerando mútua proteção: "eu sou você amanhã". Renan é mais que seus 46 defensores no Senado: é o imobilismo que sepulta qualquer proposta de alteração no sistema político-eleitoral. Renan é mais que Renan, que é mais que Maluf, que é mais que Cacciola, que vão além de mensaleiros e sanguessugas. Tudo é a corrupção sistêmica, crônica, que não foi inventada agora e que não vai acabar tão cedo, o que não nos exime de combatê-la.
Quem absolve Renan Calheiros está dizendo, perdidos os últimos pudores, que no Brasil a regra da política dita democrática é esta: patrimonialismo, coronelismo, governismo de manipulação, perpetuação no poder, espírito de casta e imobilismo.



Escrito por Cid Benjamin às 10h19
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Gangsterização da política – artigo de Léo Lince

A cada semana, quando atualizo este blog digo para mim mesmo: tenho que variar, hoje não vou postar artigo do Léo Lince. Mas, depois de ler seu artigo para o Correio da Cidadania, e reproduzido no site do Chico Alencar, volto atrás e ponho o texto no blog. Desta vez, aconteceu isso de novo.

O caso Renan Calheiros vai adquirindo, na medida em que o tempo passa, feições cada vez mais escabrosas. Como bola de neve ladeira abaixo, o imbróglio se avoluma como agregado de escândalos que, literalmente, avacalha a política e deixa as instituições republicanas em petição de miséria. São tantas as trapalhadas que até a poderosa operação abafa, que deu resultado no primeiro julgamento, perdeu condições de sustentabilidade. A julgar pelos últimos acontecimentos, não dá mais para segurar.
Quando tudo começou, os mais atentos hão de se lembrar, a correlação de forças no Senado era inteiramente outra. Todo prosa, o senador rebateu arrogante (sentado na cadeira de presidente) a denúncia da revista semanal. Tremendo cara-de-pau, ele não hesitou em colocar a família na linha de tiro e obteve como resposta a solidariedade imediata da maioria esmagadora dos seus pares. Aquela vergonhosa fila de cumprimentos após o discurso, na qual se acotovelavam notáveis de quase todos os partidos com representação no Senado Federal, parecia indicar que o assunto estava liquidado.
Apenas um único e escasso partido, o pequenino PSOL, reuniu condições políticas para contestar o até então todo poderoso presidente do Congresso Nacional, para o qual o problema começara e deveria terminar na vara das famílias. O problema real, para o qual o PSOL solicitou investigação, não estava nas aventuras ou desventuras da pessoa física, nem na primeira ou na segunda família do senador, mas no acasalamento espúrio das empreiteiras com a “família” dos que fazem negócios na política. Foi essa a espoleta que desencadeou o processo.
Logo em seguida, é bom não esquecer, um volumoso grupo de destacados senadores se reuniu na casa do presidente do PSDB, Tasso Jereissati, com o objetivo de organizar um movimento suprapartidário para salvar Renan. Além de tucanos, estavam lá petistas do calibre Mercadante, demopefelistas como o finado ACM, e pemedebistas padrão Sarney, todos unidos para apagar a espoleta. Com maioria na Mesa Diretora, na Comissão de Ética e no Plenário, com apoio do governo o dos grandes partidos da oposição “ma non tropo”, a operação abafa contava com a vitória certa.
Mais fortes, no entanto, são os misteriosos poderes do povo. Graças ao trabalho de algum jornalismo investigativo e com a pressão difusa das ruas, o quadro mudou inteiramente de figura. O ponto de virada, por paradoxal que pareça, foi a sessão secreta (sem registro nos anais, mas gravada em tinta escarlate na memória coletiva) da vitória de Pirro. Ao recorrer à clandestinidade para salvar o mandato do seu indigitado presidente, o Senado deu um tiro no pé. De lá para cá, recrudesceu o rechaço da opinião pública e os aliados da primeira hora saíram em desabalada diáspora. Até a tropa de choque está
em desalinho.
Mudou
o tom dos discursos e o eixo do debate. O petista Mercadante, depois do fiasco da abstenção que quase lhe transforma em figura de museu de cera, agora se diz parte de um “movimento suprapartidário em defesa do Senado, e essa defesa passa pelo afastamento de Renan”. E o tucano Jereissati descobriu, antes tarde do que nunca, que “não dá mais, acabaram as condições. Isto aqui virou centro da patifaria e da canalhice”. A manobra tacanha contra Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos e a espionagem contra os senadores de Goiás, tudo indica, definiram o fim da picada.
O bota-fora de Renan Calheiros, por si só, não resolve nada. Ele é apenas uma peça da engrenagem maior que a cidadania precisa desativar. A mercantilização da politica, no padrão desvairado da simbiose Lula-Renan, é uma decorrência direta da privatização do poder público. Enquanto durar o atual modelo, o balcão de negócios vai continuar. Quando a riqueza privada se afirma sobre a falência do poder público, o resultado inevitável é a gangsterização da política.



Escrito por Cid Benjamin às 10h18
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Sua majestade o sistema financeiro

Publicada na Folha, esta matéria é mais uma impressionante demonstração da subserviência dos tucanos (só deles?) ao sistema financeiro. Se o fato ocorresse num país em que os homens públicos tivessem um pouco mais de respeito por si próprios, com certeza acarretaria o fim da carreira política do deputado envolvido.
A reportagem mostra que Paulo Renato, deputado do PSDB-SP, pede a opinião do presidente do Bradesco antes de publicar um artigo na Folha com críticas ao Banco do Brasil
e em defesa dos interesses da banca privada.
Tem toda a cara de coisa encomendada pelo Bradesco.

O deputado federal Paulo Renato (PSDB-SP) submeteu à apreciação da presidência do Bradesco um texto assinado por ele e enviado anteontem à Folha para publicação. No artigo, ainda inédito, o deputado critica a intenção do governo federal de passar o Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) para o controle do Banco do Brasil.
O texto foi enviado ao jornal por e-mail. Por engano, o corpo da mensagem trouxe uma correspondência eletrônica anterior, na qual o parlamentar escrevera ao presidente do Bradesco, Márcio Cypriano: "Em anexo, vai o artigo revisto. Procurei colocá-lo dentro dos limites do espaço da Folha. Por favor, veja se está correto e se você concorda, ou tem alguma observação. Muito obrigado, Paulo Renato Souza".
Ouvido pela Folha, o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, afirmou: "O deputado Paulo Renato me ligou perguntando se eu poderia ler um artigo que ele tinha escrito sobre bancos. O receio dele era de o artigo ter algum erro, já que tinha muitas questões e termos técnicos. Eu disse que podia ler e ele me mandou o artigo. Eu achei bom o artigo. Muito bem escrito, por sinal. Foi só isso".
Intitulado "Tentáculos da reestatização", o texto foi enviado dois dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter participado, em Florianópolis (SC), de um evento no qual dirigentes do BB se comprometeram a incorporar o Besc, federalizado na década de 90.
No texto, o ex-ministro da Educação (1995-2002) Paulo Renato reclama da ausência de um processo licitatório para definir os novos donos do Besc. Ele também critica supostas estratégias que estariam sendo empregadas pelo BB para expandir seus negócios no território nacional, o que seria, segundo ele, uma "nítida ofensa às regras concorrenciais".
O deputado Paulo Renato disse à reportagem que (...) buscava apenas uma opinião técnica sobre o assunto.
"Eu tinha encontrado com o Márcio num almoço, comentei que iria fazer esse artigo e pedi ajuda para ele ver se não estava dizendo uma barbaridade sobre os temas que eu estava tratando. E ele se dispôs a me ajudar", disse.
Indagado sobre o verbo que utilizou, ao perguntar a Cypriano se ele "concordava" com o texto, o parlamentar afirmou: "Se concordava com os argumentos que eu coloquei no artigo".
O parlamentar disse ter feito o mesmo em relação a um artigo que produziu sobre a companhia Vale do Rio Doce: "Escrevi um artigo sobre a Vale do Rio Doce comparando-a com a Petrobras. Pedi os dados, obviamente, para o pessoal da Vale. Mandei o artigo [à Vale] para ver se eu tinha interpretado direito os dados que ela tinha mandado. A mesma coisa fiz agora", afirmou.
"Em economia, tem que se ter cuidado, pois os conceitos podem não estar precisos", disse ele, que foi professor-titular de economia da Unicamp.

A Folha publicou, nesta quinta, o seguinte esclarecimento:

A pedido da assessoria de Paulo Renato Souza (PSDB-SP), não será mais publicado artigo com críticas à incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina pelo BB que o deputado e ex-ministro da Educação encaminhou à Folha. O jornal revelou ontem que ele havia submetido o texto previamente ao presidente do Bradesco, Márcio Cypriano.



Escrito por Cid Benjamin às 10h17
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PSOL 100%

Quase 200 jornalistas que cobrem o Congresso Nacional colocaram o senador José Nery e os três deputados do PSOL – Chico Alencar, Luciana Genro e Ivan Valente - entre os 15 parlamentares que melhor representam a população. O PSOL foi o único partido com avaliação 100%!



Escrito por Cid Benjamin às 10h17
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Correndo atrás do prejuízo

Da Folha de S.Paulo.

O Banco do Brasil se prepara para tentar reparar na Justiça prejuízos financeiros e danos à imagem da instituição supostamente causados pelo ex-diretor de Marketing Henrique Pizzolato durante o mensalão. Segundo a reportagem, o Instituto Nacional de Criminalística constatou que a DNA Propaganda, braço do valerioduto usado para pagamentos do mensalão, apropriou-se de R$ 39,5 milhões de recursos do BB no Fundo Visanet. Ainda de acordo com a Folha, o desvio foi uma decisão de Pizzolato, tomada em 2003, pela autorizando a Visanet a repassar à DNA dinheiro destinado a fornecedores. Assim, a DNA pôde aplicar os recursos no mercado financeiro e obter descontos com fornecedores, sem repassar os ganhos para o banco. Só com os descontos, a DNA embolsou R$ 5,35 milhões. O banco pretende processá-lo por conta dessa autorização.
A tentativa de reparar os prejuízos significa que o BB admite pela primeira vez que o dinheiro desviado da Visanet para o "valerioduto" pertencia ao banco.

Em sua defesa, Pizzolato diz ter agido por ordens de Luiz Gushiken, ministro do núcleo duro do governo Lula que respondia por toda a publicidade governamental. Gushiken nega ter dado a ordem. Enquanto os dois petistas duelam para ver quem mente, será que o PT ainda sustenta que não houve dinheiro público no mensalão?



Escrito por Cid Benjamin às 10h16
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Conversando com quem manda

Jornais cariocas divulgaram o encontro do governador Sérgio Cabral com José Dirceu realizado esta semana. Cabral quer a ajuda de Dirceu para que o PT fluminense apóie seu candidato à Prefeitura do Rio, Eduardo Paes (PMDB).
O governador sabe com quem está falando. Apesar de não ter cargos no partido, Dirceu controla o antigo Campo Majoritário, que, por sua vez, controla o PT. Sua desenvoltura como lobista do grande capital nacional e estrangeiro não diminuiu o poder que detém no partido.



Escrito por Cid Benjamin às 10h16
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Topa tudo por dinheiro

O país anda mesmo anestesiado. A notícia de que Luiz Gushiken, ex-presidente do PT e ex-ministro, levou representantes da diretoria da companhia Vale do Rio Doce para tentar convencer a direção do PCdoB ser melhor para o país que a empresa fique em mãos privadas passou em branco.
De minha parte, acho escandaloso que dirigentes políticos atuem como lobistas do grande capital. Se alguém argumentar que Gushiken não tem mais cargos no PT, respondo que, para exercer a atividade a que se dedica hoje, deveria desvincular-se publicamente do partido. Se não o fizesse, o partido tinha a obrigação de condenar publicamente seu comportamento e desligá-lo de suas fileiras.
E a direção do PCdoB não tinha mais o que fazer? Por que aceitar um encontro como este?



Escrito por Cid Benjamin às 10h15
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Por que emergência?

A coluna do Ancelmo Góis, no Globo, informou que a Câmara dos Deputados contratou por R$ 5,1 milhões uma empresa para serviços de limpeza e conservação até março de 2008. Não sei se é caro ou não. Mas nunca vi limpeza e manutenção serem tratadas como atividades emergenciais.
Só há uma explicação: sendo contratação de emergência, o contrato dispensa licitação.



Escrito por Cid Benjamin às 10h15
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Quem privatiza melhor: PSDB ou PT?

Diferentemente do que sustentou no segundo turno da eleição, Lula retomou as privatizações. Manteve os leilões para entrega a multinacionais das novas áreas de petróleo descobertas pela Petrobras, indo contra o que o PT defendia.
Agora, de uma só tacada privatizou quase tudo o que sobrava das principais rodovias do país.
Os petistas defendem-se, lembrando que o valor do pedágio cobrado será menor do que nas privatizações tucanas. O PSDB retruca que, no caso das suas privatizações, os concessionários pagaram pela exploração do serviço, e os recursos foram aplicados em rodovias não privatizadas (será que foram mesmo?). Por isso, o valor maior cobrado nos pedágios.
Mas, será que a discussão é mesmo esta?



Escrito por Cid Benjamin às 10h14
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Choque de gestão

Quando Lula disse que “choque de gestão” era contratar mais funcionários públicos por meio de concurso, foi criticado pela direita e pela grande imprensa. Ainda que sua definição de “choque de gestão” tenha sido canhestra, ele tinha razão no mérito. É preciso, sim, contratar mais funcionários por concurso (além, claro, de valorizá-los e implantar uma gestão mais eficiente no serviço público). Sem isso não vai melhorar a qualidade dos serviços prestados pela máquina pública à população
Mas é impossível defendê-lo quando se lê que, apenas este ano, o governo federal criou mais de mil cargos de confiança (aqueles para apaniguados, cujas vagas são preenchidas sem concurso público). Lula herdou de FHC 19.943 cargos de confiança. Hoje o número já é 22.300.
Haja espaço para acomodar os amigos do rei.



Escrito por Cid Benjamin às 10h13
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Troca-troca de partidos

Alguém que tenha acompanhado a política brasileira nos últimos anos não pode deixar de estranhar a mudança de posições do PT e da oposição de direita.
Afinal, como entender a evolução das posições do Demo (ex-PFL) e do PSDB? No governo FHC, o Demo (ex-PFL) e o PSDB eram contrários à fidelidade partidária, porque o governo tucano-pefelista cooptava os deputados e senadores à venda.
E como entender a evolução (?) das posições do PT e seus aliados? Eram favoráveis à fidelidade partidária, mas, agora, como é o governo Lula quem compra os parlamentares, com cargos e liberação de emendas (e, até, com coisas piores – basta ver o mensalão), quase não se ouve mais petistas defendendo a fidelidade partidária.



Escrito por Cid Benjamin às 10h13
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Olha aí o Zeca do PT de novo nas manchetes...

Zeca do PT não tem mesmo jeito. Nem bem saiu dos jornais, após ver barrada sua esdrúxula pretensão de receber uma pensão vitalícia de mais de R$ 20 mil, como ex-governador do Mato Grosso do Sul, eis que volta às manchetes. Agora, como denunciado pelo Ministério Público Estadual. A acusação: ter chefiado um esquema que desviou R$ 30 milhões em verbas públicas durante seus dois mandatos como governador (1999-2006).
Em tempo:
1) a denúncia foi aceita pela Justiça e Zeca do PT, agora, é réu num processo;
2) Zeca é o candidato do PT à prefeitura de Campo Grande, capital do estado.



Escrito por Cid Benjamin às 10h10
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Tuma chantageia governo Lula com CPI da Petrobras

Esta matéria foi publicada na Folha com um título mais brando: “CPI se torna moeda de barganha”. Ela mostra a guerra de foice em que se transformou a “negociação” envolvendo cargos e apoio parlamentar. Romeu Tuma, delegado do Dops paulista na época da ditadura, é o mais novo lulista. Mas cobra seu preço.

 

O fantasma de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) começa a atormentar a diretoria da Petrobras, que se tornou, nos últimos meses, alvo de um intenso jogo de barganha que tomou conta da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Disposto a emplacar seu filho no topo do aparelho estatal, o senador Romeu Tuma (SP), recém-transferido para o PMDB, já dispõe de 35 assinaturas para dar entrada no requerimento de abertura de uma CPI com alto potencial corrosivo, segundo avaliações da própria empresa e da base do governo no Senado. (...)
Para instalar uma CPI no Senado, são necessárias 27 assinaturas. De acordo com o senador da base do governo, Tuma já dispõe de oito além do número mínimo.
A intenção, segundo o parlamentar, seria investigar os contratos de construção das plataformas P-52 e P-54 e a licitação para construção dos petroleiros da Transpetro, além da aquisição da Suzano Petroquímica [pela Petrobras] por US$ 1 bilhão acima do valor de mercado.



Escrito por Cid Benjamin às 10h10
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O ombudsman tem razão

Ao contrário de muitos, não acho a Folha de S.Paulo golpista, nem anti-PT. Mas Mário Magalhães, ombudsman do jornal, chamou a atenção para um ponto: se a Folha sempre falou no mensalão do PT, não deveria referir-se ao valerioduto do PSDB como o valerioduto mineiro, só porque teve seu foco em Minas Gerais.



Escrito por Cid Benjamin às 10h09
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Está faltando senso de ridículo

É ridículo isso de a Playboy com fotos de Mônica Veloso, a ex-namorada de Renan, bater recordes de venda nas bancas de jornais do Congresso. A matéria é da Folha.

 

Estopim da crise envolvendo Renan Calheiros (PMDB-AL), sua ex-amante Mônica Veloso reapareceu ontem no Congresso e, desta vez, bem mais à vontade. Na capa da revista "Playboy", Mônica voltou a chamar a atenção dos parlamentares, assessores e servidores que compraram num período de dez horas, 150 revistas, um recorde na história da banca.
O gerente da banca localizada na entrada principal do Congresso, José Erinaldo, 33, disse que nunca foi tão grande o movimento de assessores por lá. "Teve um que levou três, mas eles não contam de jeito nenhum para quem estão levando a revista", afirmou. Em duas horas, 40 revistas foram vendidas.
Renan preferiu não comentar. Ao ser questionado por jornalistas, fechou a cara.



Escrito por Cid Benjamin às 10h08
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Pelo fim dos privilégios

O Ministério Público tem se posicionado contra o foro privilegiado. Pois esta semana um promotor bêbado que dirigia em alta velocidade atropelou, arrastou por mais de 15 metros e matou três pessoas – pai, mãe e um filho pequeno. Em seguida, saiu do carro, trôpego, com uma lata de cerveja na mão. Recusou-se a fazer exame de dosagem alcoólica e não foi preso em flagrante porque era promotor.
O que tem a dizer o Ministério Público acerca desse privilégio?



Escrito por Cid Benjamin às 10h03
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Veja, a revista impressa com cocô

Durante a ditadura militar, o pessoal do saudoso Pasquim cunhou a expressão “revista impressa com cocô” para se referir a publicações desonestas. Pois agora, cada vez que leio a Veja, a expressão me veio à memória.
O número que tem a matéria de capa dedicada a Che Guevara é de dar vômitos.



Escrito por Cid Benjamin às 10h02
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Escrito por Cid Benjamin às 13h22
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Frases ilustradas

“A verdade é que as pessoas estão pagando mais [impostos] porque estão ganhando mais. É só ver o lucro dos bancos, ver o lucro das mil maiores empresas brasileiras, que vocês vão perceber que as pessoas estão ganhando mais e, portanto, têm que pagar mais”.
LULA, confundindo banqueiros e grandes empresários com a população brasileira.

“Nem nós nos suportamos mais”.
JOSÉ MÚCIO, líder do governo Lula na Câmara, sobre o desgaste do Congresso.

“FHC e o PSDB nacional não têm nada a ver com isso [o mensalão tucano]”.
MARCONI PERILLO, senador pelo PSDB de Goiás, imitando o comportamento do PT, para quem também Lula não sabia do mensalão petista.

“As votações no Congresso estão se transformando num vergonhoso e repugnante balcão, no qual o parlamentar vota com a proposta do governo e logo recebe a liberação de verbas”.
JARBAS VASCONCELOS, senador pelo PMDB-PE.

“Um político corrupto e um gambá seriam até suportáveis se não fosse o cheiro”.
MILLOR FERNANDES.

“Não tenho dúvidas que vamos continuar ganhando. Não há prova contra mim. Estamos com Deus porque Deus, mais do que nunca, vai nos proteger nessa”.
RENAN CALHEIROS, presidente do Senado.

 

“Se Deus passou por aqui e por um acaso alguém era ateu, ele não deu muita atenção”.
LULA, disse Lula, dizendo que Deus está a seu lado porque é católico, num contraponto a FHC, que no passado se declarou ateu.

 

"Demagogo", "autoritário", "populista" e "psicótico".
EDUARDO PAES, ex-secretário-geral do PSDB Eduardo Paes, recém-convertido ao PMDB governista, ao se referir a Lula no auge da crise do mensalão.

 

"É chegada a hora de o gigante pela própria natureza dar seu passo decisivo para firmar-se no cenário internacional". (...) "Não podemos dormir em berço esplêndido, achando que em nosso caminho só teremos flores".
DO MANIFESTO DE DEPUTADOS DO PT pela reeleição do atual presidente do partido, Ricardo Berzoini:

 

 “Quero me congratular com o Jornal do Brasil pelos seus 180 anos”.
LULA, na festa do 180º aniversário do Jornal do Commercio.

 

"O PT persegue os movimentos sociais".
FLÁVIO ARNS, senador, explicando por que está deixando o partido.

 

"Puxe a descarga com força. Há um longo caminho para o Congresso".
ESCRITO NA PAREDE DO BANHEIRO da rodoviária de Curitiba.

 

"Será que tudo no mundo e aqui dentro só gira em torno disso? Há outros assuntos a serem discutidos".
IDELI SALVATTI, líder do PT, reclamando que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado há mais de três horas debatia questões éticas.

 

“Esse mundo de partidos é um balcão de negócios, é uma prostituição”.
NELSON GOETTEN, deputado federal de Santa Catarina que trocou o DEM pelo PR, justificando por que aderiu à base governista.

 

"Empresas autuadas por explorar trabalhadores em condição análoga à de escravo doaram R$ 897 mil para 25 candidatos em 2006".
DO SITE CONGRESSO EM FOCO.

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 13h21
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A nova novela das oito

 



Escrito por Cid Benjamin às 13h13
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O evangelizador do etanol

O artigo abaixo é do sempre lúcido Léo Lince.

A edição de dois de outubro da “Folha de S. Paulo” traz, em sua página 3, um artigo que todo brasileiro consciente deveria recortar. Nele, a professora Maria Aparecida de Moraes Silva, doutora em sociologia pela Universidade de Paris I e docente da Universidade Estadual Paulista, pede um “dedinho de prosa” com o presidente da República para falar de “coisinhas simples”, referentes ao cotidiano de trabalho e da vida de alguns brasileiros.
Recolho do artigo (“Atrás das cortinas no teatro do etanol”) alguns dados reveladores. Os cortadores de cana nos canaviais paulistas estão comendo o pão que o diabo amassou. A jornada de trabalho não tem limite de tempo, mas de tarefa: “são obrigados a cortar em torno de dez toneladas de cana por dia”. Para cada tonelada, segundo informa a pesquisadora, eles “são obrigados a desferir mil golpes de facão”, daí a “birola”, que são as dores provocadas por câimbras. Quem não consegue esta marca espantosa é obrigado a ouvir, durante a terrível jornada, o chicote verbal do feitor: “fraco, “facão de borracha”, “borrado”, vagabundo”. Os que não respondem positivamente a esta emulação macabra serão demitidos ao final da jornada.
O salário é pago por produção na base de R$ 2,50 por tonelada. Ou seja, depois de dez mil golpes de facão, restará ao suplicante a quantia de R$ 25,00 como ganho diário pelo trabalho estafante. Com um agravante: “livre” da senzala, o escravo moderno é quem custeia a sua bóia fria e o alojamento precário nas cidades-dormitório. No tempo da escravatura, os antigos senhores eram mais generosos com suas “peças”.
Não há saúde que resista a um processo tão brutal de exploração. O resultado, além do elevado número de acidentes do trabalho, é a fieira de doentes que sobrecarregam o precário atendimento público aos desvalidos. Tendinite nos braços e mãos por esforço repetitivo, vias respiratórias entupidas pela fuligem da cana queimada, deformações nos pés pelo uso dos “sapatões”, desgaste da coluna vertebral e encurtamento das cordas vocais devido a postura encurvada do pescoço durante o trabalho são algumas das doenças típicas do inferno verde. Sem falar no absurdo supremo: os mortos por exaustão.
São jovens brasileiros, entre 16 e 35 anos, que estão sendo esfolados vivos. Não é por bala perdida, nem por vício, estão morrendo por conta de um regime desumano e cruel de exploração do trabalho. Segundo afirma a pesquisadora, “minhas pesquisas em nível qualitativo na macrorregião de Ribeirão Preto apontam que a vida útil de um cortador de cana é inferior a 15 anos, nível abaixo dos negros em alguns períodos da escravidão”. Sem dúvida, em pleno século 21, na região mais rica do Brasil, uma informação estarrecedora.
Os magnatas supremos do capitalismo ensandecido estão eufóricos com as oportunidades de negócios que se abrem com esta nova fonte de energia renovável. Um novo ciclo de prosperidade para os donos do poder, montado na devastação do ambiente, na concentração ainda maior de terras e rendas, na exploração e morte dos trabalhadores. Por considerar normal e inevitável semelhante absurdo (os mineiros do carvão também foram esfolados), o presidente Lula já recebeu do “companheiro” Bush o título infamante: “envagelizador do etanol”.



Escrito por Cid Benjamin às 13h12
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O queridinho dos banqueiros

Esta nota é da coluna da Mônica Bergamo, na Folha, e levou o título de “Senhor candidato”

Banqueiros e empresários se reuniram anteontem num jantar em SP para, entre flûtes de Dom Pérignon, "homenagear o trabalho" de Henrique Meirelles, 62, na presidência do Banco Central. "O Brasil precisa de alguém como você", dizia o ex-senador Pedro Piva, da Klabin, ao homenageado. "Precisa de gente séria", repetia Paulo Skaf, da Fiesp. Que, em voz baixa, esclarecia: "Ele é candidato, mas ao governo de Goiás".
Um dos maiores amigos de Meirelles, pedindo "sigilo da fonte", dizia: "Ele é candidato em Goiás, mas seu sonho mesmo é ser presidente da República. O problema é que o povo odeia banqueiro". Nada, porém, que a popularidade do presidente Lula não resolva. "Se o Lula quiser, elege até poste em 2010. Então por que não o Meirelles, o homem que domou a inflação no Brasil?". Provocado sobre a candidatura, Meirelles sorria: "É generosidade sua".
Aproveitando a deixa, os empresários faziam campanha com Meirelles para pagar menos impostos, com o fim da CPMF. E advogados faziam campanha para que sonegação de impostos não seja mais punida com prisão. "O Estado tem outros meios de recuperar os recursos", dizia Luiz Flávio D'Urso, da OAB-SP e líder do movimento "Cansei".



Escrito por Cid Benjamin às 13h10
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Por que ele é o queridinho dos bancos

Se você tivesse depositado cem reais numa caderneta de poupança no dia 1º de julho de 1994 (data em que foi lançado o Plano Real), teria hoje no banco R$ 374,00. Se você tivesse sacado cem reais da conta especial no mesmo dia, sua dívida com o banco seria hoje de R$ 139.259,00.



Escrito por Cid Benjamin às 13h09
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Teoria do chinelinho – artigo de Fernando de Barros e Silva (Folha)

"É dando que se recebe" - quem não se lembra da divisa do deputado Roberto Cardoso Alves? Robertão foi um dos líderes do famoso Centrão durante a Constituinte de 1988, um verdadeiro filósofo da fisiologia na aurora da redemocratização do país. À época, o uso do lema franciscano para lustrar o "toma lá, dá cá", que corria solto no governo Sarney, se tornou sinônimo de política espúria e retrógrada, uma síntese do que deveria ser repelido e enfrentado pelos então progressistas.
O mundo dá voltas. Robertão se foi, vítima de um acidente em 1996. Não viveu para ver sua lição assimilada com louvor pelo "governo popular". Patrocinados pelo Planalto, a barganha a céu aberto, o troca-troca frenético e o balcão de negócios já estão por merecer o selo "nunca antes neste país". Brasília testemunha dias de desassombro.
Antigamente as coisas eram piores, mas depois pioraram - nos ensina o escritor mineiro Paulo Mendes Campos. Vejam seu conterrâneo Wellington Salgado, pitbull da tropa de Renan Calheiros, senador pelo PMDB, suplente do ministro Hélio Costa, uma das figuras mais ricas de Minas Gerais. Diz este notório homem público que "os franciscanos [senadores do PMDB] não querem sapato de cromo alemão, só um chinelinho novo".
Comparados aos parasitas de hoje, os ideólogos do Centrão ainda vão passar à história como estadistas, precursores, homens de visão.
A absolvição de Renan, orquestrada pelo bigode invisível de Mercadante et caterva, instalou o jogo do poder no terreno da desfaçatez irreversível. O varejão da CPMF é apenas o desdobramento lógico de uma política de Estado. Omissa, cúmplice ou acéfala, a oposição é incapaz de confrontar o PRI à brasileira formado em torno de Lula.
Ciro Gomes disse que a mídia do país "é um desastre" e promove a "novelização escandalosa da política". A frase é boa e faz pensar. Mas convém não perder de vista quem são os canastrões dessa trama.



Escrito por Cid Benjamin às 13h09
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Marta Suplicy e a rede nacional

Soube da existência de Marta Suplicy com os programas de educação sexual que ela fazia, todo dia pela manhã, na Rede Globo, nos anos 80. Tive a melhor impressão dela. Era capaz de tratar de assuntos espinhosos para um público conservador, sempre de forma didática.
Depois que Marta ingressou no PT, minha opinião a seu respeito foi se modificando. Ela se juntou com parte do que havia de pior na partido.
Quando, recentemente, Marta foi capa da revista Caras, ao lado do novo marido - ela de longo e ele de casaca - achei que a cafonice passou dos limites. E, cafonice, vinda de quem nasceu em berço de ouro, é dose.
De lá para cá, minha impressão da ex-prefeita de São Paulo não melhorou. Sua recente aparição em rede nacional, para falar de seu ministério, o de Turismo, foi patética. Uma perda de tempo e um desrespeito à inteligência dos telespectadores.



Escrito por Cid Benjamin às 13h06
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Este sabe das coisas

Não gosto do prefeito César Maia (Demo-RJ). Penso, inclusive, que numa outra conjuntura ele poderia se candidatar a uma espécie de Mussolini tropical. Ele aqui mostra o caminho das pedras na arte da corrupção. Mas, ao final, faz uma proposta que deve ser considerada.

1. Este Ex-Blog já descreveu o esquema das agências de publicidade e dos governos, do qual saiu a tentativa de aperfeiçoamento conhecida como valerioduto.
2. Funciona assim: A agência de publicidade que trabalhou para um partido numa eleição, ou que vai trabalhar para o partido que está no governo na próxima eleição, ou programas/comerciais partidários é contratada por este governo. Faz seu trabalho profissional, mas -num acordo de gaveta- amplia sem necessidade técnica a diversidade ou o numero de inserções e cobra uma taxa de agenciamento limite que pode ser de até 20%.
3. Esse excesso sobre a mídia-publicidade-técnica e a taxa de agenciamento entra como crédito para pagar a publicidade partidária e eleitoral dos anos seguintes. Uma CPI estadual -1999/2000- pelo menos no RJ, descreveu este processo com todos os detalhes. Em nível municipal até uma empresa de pesquisa foi criada, e uma vez seu contratante fora do governo, desapareceu. O pagamento era -outra vez - via agência de publicidade.
4. Outra forma mais grosseira é através do superfaturamento da produção para os governos. A agência de publicidade é solicitada a contratar estas produções. Como recebe sua taxa de agência, tudo bem. Esse superfaturamento entra como crédito para o partido do governo contratante junto a produtoras, etc...
5. Há vezes em que se paga dívidas de campanha com agências, produtoras e gráficas por este expediente. Um caso que a imprensa chamou a atenção foi da gráfica contratada na campanha de Tarso Genro, que ficou com dívidas, e depois foi contratada pelo ministério da educação desse mesmo Tarso Genro – ministro - cuja evidência era para pagar dívidas de campanha.
6. Valerioduto é uma variante dos casos clássicos descritos. Buscava o crime perfeito. Empresas que quisessem financiar políticos sem registro direto na conta do candidato, contratariam a agência para um trabalho normal, que era apenas realizado burocraticamente. Este dinheiro a agência repassava aos políticos em campanha por ordem dos governos, ou aos políticos -também por ordem do governo, para votarem a favor (mensalão).
7. O crime quase perfeito só não fecha quando o político ou candidatura que recebeu o dinheiro não registra o gasto relativo. No mensalão foi isso que abriu o esquema, reforçado pelo pagamento em uma só agência de banco. Tanto no caso mineiro quanto no mensalão há agravantes, que é o uso de empresas estatais como financiadoras via contratação da agência valeriana. Com as empresas privadas poder-se-ia dizer que são registros fraudados, embora formalmente adequados. Com empresas públicas configura-se um segundo delito, de maior gravidade ainda: dinheiro de acionistas públicos e privados, em sociedades de economia mista.
8. Isso deve ter ocorrido décadas atrás nos países desenvolvidos e de democracia mais antiga. Nesses países é proibido aos governos contratarem agências para fazerem a sua publicidade. A publicidade governamental -da forma que conhecemos no Brasil é proibida. Esse é o passo necessário no Brasil. Há leis, aqui, tramitando a respeito, assim como -e até - emenda constitucional. Proibir governos de contratar agências de publicidade-como o é nos EUA, França, Reino Unido, Alemanha... - é uma necessidade urgente. Que se faça logo.



Escrito por Cid Benjamin às 13h05
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A Carta-testamento de PC Guimarães

 

Há alguns anos, decepcionado com as tragédias do seu Botafogo, o grande PC Guimarães, fez uma paródia da Carta-Testamento de Getúlio Vargas. Nela trocava os problemas de Vargas pelos vividos pelo ex-Glorioso. Agora, diante da situação do seu time, PC retirou o texto do baú e republicou-o em seu blog (http://blogdopcguima.blogspot.com/). Vale a pena lê-lo.

"Mais uma vez, as forças e os interesses contra o Botafogo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre o meu time. Os torcedores de Vasco e Flamengo não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o meu Botafogo e principalmente seus humildes torcedores das besteiras do Rolim.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação de juízes como o Marçal Filho e times como o Flamengo e mais recentemente o Vasco, fiz-me parte de uma revolução e venci o Campeonato Carioca de 89 e 90, a Commebol, o Campeonato Brasileiro de 1995, o Torneio Rio-São Paulo de 97 e outros torneios pelo mundo afora, inclusive um na Espanha. Iniciei o trabalho de libertação e ajudei a instaurar o regime de liberdade social tentando fazer a cabeça de dois sobrinhos para torcerem pro time da estrela solitária. Tive de renunciar. Um escolheu o Vasco, o outro o Flamengo Voltei ao Maracanã nos braços do povo.
A campanha subterrânea do Eurico Miranda, querendo criar a disputa apenas entre dois times no Rio, aliou-se à dos grupos nacionais (Corinthians, Palmeiras, Atlético Mineiro e outros) revoltados contra o período de vitórias dos anos 90. O faturamento de lucros extraordinários conseguido em excursões pelo exterior nos anos 60 foi suspenso no período de Galdinos, Purucas, Tucas e Artures Pai Dégua. Contra a justiça da revisão do salário de nossos craques se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Seven Up e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Hyundai foi obstaculada até o desespero.
Não querem que o Botafogo seja livre. Não querem que o Botafogo seja independente. Assumi a posição de torcedor do Botafogo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho e de um regime de força; era apenas um adolescente. Acabaram com o nosso estádio e nos colocaram nos braços de um marechal. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Mas meu time sucumbiu ao Borer, Rivinha e outros. Veio a crise do Gilson Nunes e depois do Mauro Fernandes, e não valorizou-se o nosso principal produto: os juniores. Tentamos defender o trabalho do Mauro e seus ternos bem cortados e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa equipe, a ponto de sermos obrigados a ceder, escalando o Ruço, Marcelinho Paulista e o Galego. E agora trazemos de volta um velho capitão.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o meu Botafogo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue e minha camisa número 7 dos tempos do Túlio. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o botafoguense, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.
E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo da gozação dos torcedores de Vasco e Flamengo, inclusive do meu prédio, e hoje me liberto para a vida eterna. Mas essa torcida alvinegra de quem fui escravo não mais será escrava de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Botafogo. Lutei contra a espoliação da nossa torcida. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio.
Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História - ou melhor, saio da primeira divisão para entrar na segunda".



Escrito por Cid Benjamin às 13h05
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Botafogo procura goleiro

Abaixo, vídeo no qual o Botafogo procura um novo goleiro para reforçar sua equipe.
http://www.youtube.com/watch?v=XTjd3EmuWp8



Escrito por Cid Benjamin às 13h04
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Tropa de elite?

 

 

O garoto que editou e postou no YouTube o filmete abaixo está impossibilitado de ir à escola. Torcedores do Botafogo o ameaçaram de espancamento.
http://www.youtube.com/watch?v=RDMe9vdSc1Y&mode=related&search=

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 13h03
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Pato Branco

Esta gravação é autêntica. Ela foi feita há poucos anos, quando o Pato Branco, time da cidade do mesmo nome no Paraná, disputava a partida final do campeonato estadual da segundona. A vitória o levaria à primeira divisão. Daí a emoção do locutor da rádio local. Ouçam o que ele diz: http://www.youtube.com/watch?v=UYXscq9lIKs



Escrito por Cid Benjamin às 13h01
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Pitbull busca lã e sai tosquiado

A foto abaixo é de um pitbull de Taguatinga (DF), depois de ter atacado um porco-espinho. Um veterinário sedou o cachorro e tirou dele 1347 espinhos.



Escrito por Cid Benjamin às 13h00
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