Blog do Cid Benjamin


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Escrito por Cid Benjamin às 10h23
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Frases

 “Eu não barganho. Faço acordo programático.”
LULA.

 

"Só falta aos peemedebistas pedirem a cadeira do presidente da República".
DEVANIR RIBEIRO, deputado federal pelo PT-SP.

 

 

"FHC deveria estar feliz. Se tem um homem que deveria estar feliz, era ele, porque consegui fazer o Brasil que ele aspirou e não conseguiu."
LULA

O Congresso Nacional é assim: se gradear vira zôo, se murar vira presídio, se colocar uma lona em cima vira circo. E neste caso, temos 180 milhões de palhaços aqui fora.
Frase que circula na internet e foi enviada pelo meu irmão Leo.

“Quando Lula diz que inexiste prova contra José Dirceu não está apoiando seu ex-ministro, e sim praticando autodefesa".
FERNANDO CORUJA, líder do PPS na Câmara, sobre declaração do presidente em entrevista ao jornal The New York Times.

 

 

"Quem mais comemorou foi o rapaz que serve café no Palácio do Planalto: não vai mais precisar de tradução simultânea".
HERÁCLITO FORTES, senador demo), sobre a derrubada da medida provisória que criou a secretaria de Mangabeira Unger, um ministro de Lula que fala português com sotaque de americano.



Escrito por Cid Benjamin às 10h22
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Que bom se fosse pra valer - I

Os jornais noticiaram que a cúpula do PT cobrará do governo Lula a mudança do modelo de concessões de rádio e TV, com o argumento de que o sistema precisa ser “mais democrático”. Em reunião da Executiva Nacional, a primeira após o retorno de seus dirigentes de viagem à China, o PT decidiu pedir ao Ministério das Comunicações que reveja critérios de concessão para torná-los mais transparentes e menos políticos. Parece coisa só para inglês ver.
Aliás, a concessão de mais um canal para a Igreja Universal, que deu margem esta semana a uma lamentável foto de Lula ao lado de Edir Macedo, é um mau sinal.



Escrito por Cid Benjamin às 10h20
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Que bom se fosse pra valer - II

O PT aprovou em seu recente congresso apoiar a campanha pela revisão da privatização da Vale.
Alguém acha que essa decisão é para ser levada a sério?



Escrito por Cid Benjamin às 10h20
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Viva o PT! –devem dizer os banqueiros

Os jornais noticiaram que os juros cobrados pelos bancos brasileiros em empréstimos a clientes chega a ser 18,6 vezes maior do que os juros pagos por eles a clientes que fazem depósitos na caderneta de poupança. O Banco Central (presidido por um ex-diretor do BankBoston, filiado ao PSDB) apenas assiste a essa aberração.
É por essas e outras que, segundo a própria contabilidade oficial do partido, os bancos são os maiores contribuintes para as finanças do PT.



Escrito por Cid Benjamin às 10h19
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Valerioduto de MG pagou juiz eleitoral, diz PF

Esta notícia deu a manchete da Folha neste domingo. É sempre bom o valerioduto tucano ser lembrado, porque, com a desmoralização do PT, os tucanos, na maior cara-de-pau, hoje em dia andam posando de vestais.

Rogério Lanza Tolentino, advogado do publicitário Marcos Valério, foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e recebeu dinheiro do valerioduto durante a campanha de 1998, quando o então governador Eduardo Azeredo (PSDB) tentou, sem êxito, a reeleição. A informação está publicada em reportagem publicada neste domingo pela Folha.
Segundo relatório da Polícia Federal, no inquérito do valerioduto mineiro, entre agosto e outubro de 1998, foram feitos cinco pagamentos no total de R$ 302.350 ao juiz e a sua mulher, Vera Maria Soares Tolentino. Para a PF, seriam "recursos de estatais desviados para o caixa de coordenação financeira da campanha".
Réu do mensalão do PT pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Tolentino foi juiz eleitoral no biênio 1998/2000, indicado para vaga de advogado em lista tríplice e nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 20 de julho de 1998.



Escrito por Cid Benjamin às 10h19
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Sair do pântano – artigo de Léo Lince

O processo de mercantilização da política está ultrapassando, no Brasil de hoje, o perigoso ponto a partir do qual não há retorno pacífico. O poder do dinheiro sempre teve o seu peso na política, mas nunca (na história deste país, como diria Lula) foi tão escancarado. É impressionante.
O deputado ostenta que vendeu o voto e ainda cobra em altos brados ao Poder Executivo pelo serviço prestado. E o Executivo, ao pagar, faz girar a roda da fortuna que desmoraliza e apequena o Legislativo. Tudo normal, quase ninguém mais se espanta com semelhante absurdo.
Uma outra faceta deste padrão pervertido de política vai ocupar espaços nos jornais das próximas semanas: a intensificação do troca-troca de legendas. Sempre neste período, entre os meses de setembro e outubro nos anos de entressafra eleitoral, ocorre uma regular e recorrente revoada de políticos em busca de novos acasalamentos partidários.
São os prazos da legislação eleitoral. Só disputa a eleição de 2008 aquele que estiver filiado ao mesmo partido um ano antes. Como os próprios partidos, na sua ampla maioria, não fazem fé em programas e princípios (muito menos os governos, que se sustentam em coalizões que mais parecem quadrilhas), o que regula o troca-troca de legendas é o cálculo do interesse puro. Um Deus nos acuda.
Como nos casos dos times de futebol, os jogadores da política trocam de camisa ao fim de cada temporada. São “profissionais”. Não brincam
em serviço. A reforma política morreu no Congresso, mas a “fidelidade partidária” ganhou regulamentação nova: foi definido o período em que os “passes” serão negociados no mercado. Os que fazem negócios na política poderão atuar de forma mais organizada e eficaz.
É duro, mas inevitável constatar. Estamos vivendo, no Brasil de hoje, um interregno bizarro, marcado pela hegemonia absoluta da pequena política. Uma tristeza. A grande política sumiu do mapa, entrou
em eclipse. A rotina opaca do continuísmo envergonhado é o ambiente onde só prosperam as transações tenebrosas. A simbiose Lula-Renan é uma das expressões mais acabadas deste momento triste.
Como engrenagem de rodas dentadas, os poderes da República operam sob o signo do abastardamento da política. A realidade social, governada pelo modelo excludente, reproduz violência e desigualdade, elementos que alimentam o padrão dominante na política. Aparentemente, um beco sem saída. Fora da política, não há saída para a crise. E dentro dela, mantida a hegemonia da pequena política, também não há saída. O troca-troca e o rearranjo no interior das forças dominantes só transfere a crise de lugar.
Em nossa história recente, sempre que se defrontou com situações deste tipo, a cidadania brasileira teve que intervir para conjurar a catástrofe. Nos tempos soturnos da ditadura, as chamadas estruturas intermediárias da sociedade foram espaços salvíficos para a retomada da grande política. Buscar as estruturas intermediárias de poder na sociedade e retomar a iniciativa cidadã são os caminhos para sair do pântano.



Escrito por Cid Benjamin às 10h18
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Leilões de petróleo - antigamente o nome disso era entreguismo

Com a exoneração de Ildo Sauer da diretoria da Petrobras cai talvez o último adversário explícito dos leilões de privatização das jazidas de petróleo descobertas pela Petrobrás no governo.
Esses leilões são um verdadeiro escândalo. A prospecção é uma atividade cara e com alto nível de risco. Pois bem, a Petrobras faz este trabalho, mas, se descobre petróleo, é obrigado a participar, em igualdades de condições com multinacionais, de um leilão para poder explorar a jazida.
É mais um dos absurdos implantados pelo governo FHC e adotados pelo PT.
Aliás, antes de ser governo não só o PT combatia os leilões. Toda a oposição fazia o mesmo. Inclusive o PCdoB, que hoje tem um dirigente presidindo a Agência Nacional de Petróleo, que organiza os leilões.



Escrito por Cid Benjamin às 10h17
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O PNAD e a propalada redução da miséria – artigo de Paulo Passarinho

Desde a divulgação dos últimos resultados da PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – de 2006, do IBGE, a grande imprensa tem dado grande destaque às análises que apontam que a miséria tem sido reduzida no Brasil de forma importante. Conceituado pesquisador da FGV – Marcelo Néri – chegou a afirmar que sente orgulho de fazer parte da geração que, segundo ele próprio, estaria reduzindo de forma inédita a desigualdade no Brasil. Para o pesquisador – que é economista – a década de 80 foi a da democratização; a de 90, a da estabilização; e a atual seria a da redução da desigualdade. Muito diferente daqueles – onde me incluo – que com pesar registram que os anos 80 foram perdidos, os anos 90 foram vendidos e os anos atuais foram traídos. Problemas relacionados com as diferentes capacidades de percepção presentes entre os humanos...
Contudo, em meio ao otimismo daqueles que apontam as virtudes econômicas e sociais que teríamos obtido nos últimos 25 anos (há crendices de todo tipo), é importante esclarecer que os dados da PNAD captam de forma muito adequada os rendimentos do trabalho, das aposentadorias, das pensões e dos benefícios assistenciais. Esses últimos, muito ampliados nos últimos anos, em decorrência de uma das estratégias do modelo econômico em curso – que sabidamente é restritivo a taxas elevadas de crescimento econômico e à geração intensiva de empregos – e que consiste na instituição de programas compensatórios – do tipo bolsa-família, como forma de atenuar os desequilíbrios sociais gerados.
O dado relevante é que a PNAD não registra de maneira acurada os chamados ganhos do mundo do capital. Juros, aluguéis e lucros – as formas objetivas de ganhos do capital – não são absorvidos adequadamente por essa pesquisa.
Levando-se em conta que de 1980 até 2003 – último dado disponível pelo IBGE – a participação dos rendimentos do trabalho (esses que são bem calculados pela PNAD) no conjunto da renda nacional caiu de 50 para 39%, toda e qualquer consideração sobre distribuição de renda no Brasil, que leve em conta de forma isolada os resultados da PNAD, deve ser relativizada.

(leia a íntegra do artigo em http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=480

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h17
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A banalização do absurdo – artigo de Clovis Rossi na Folha de S.Paulo

Acabou o trabalho escravo no Brasil. Era uma imensa chaga aberta - uma delas apenas.
Trabalho escravo em pleno século 21 era também uma demonstração - uma delas apenas - do primitivismo do país tropical.
Agora, não há mais. Ou melhor, não há mais fiscalização, logo não haverá mais denúncias de trabalho escravo e, sem denúncias, só saberão que existe trabalho escravo suas vítimas diretas e os respectivos algozes. Ninguém mais.
É o mundo ideal para qualquer governante, já que todo governante odeia críticas e denúncias. A "mídia golpista" perde, assim, uma chance de atacar o governo. Tivessem a Procuradoria Geral da República e o STF também suspendido seus trabalhos antes da denúncia do mensalão e de sua aceitação, não existiria o que a procuradoria chamou de "organização criminosa", rótulo aceito pelo STF.
Ironias à parte, o fato é que a suspensão da fiscalização sobre trabalho escravo é um aspecto - um deles apenas - da banalização do absurdo em que se transformou o Brasil. A paralisação se deve, essencialmente, a uma ação de senadores contra a autuação de uma fazenda do Pará. Os pais da pátria, em vez de zelarem pelo devido cumprimento da lei, preferem punir quem de fato zela por ela. Se houve abuso dos fiscais, o certo seria puni-los, após a devida apuração.
Paralisar a fiscalização equivale a deixar de prender assassinos em flagrante só porque um policial, num dado dia, abusou na hora de prender alguém.
Mas, bem feitas as contas, quem se surpreende com o absurdo, ainda mais quando o absurdo é praticado por senadores? Afinal, o Senado caiu oficialmente na clandestinidade na hora em que líderes do governo e da oposição decidiram reunir-se, longe das vistas do presidente da Casa, para decidir o que ela deve fazer. Seria absurdo, não estivéssemos no Brasil.



Escrito por Cid Benjamin às 10h16
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O indeciso Mercadante



Escrito por Cid Benjamin às 10h15
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Che vuelve a ganar otro combate

Este belo texto, de autoria de Héctor Arturo, me foi enviado pela querida amiga Teresa Sopeña. Ele foi publicado no jornal cubano Granma. Vale a pena ser lido.

Lean bien este nombre: Mario Terán. Mañana nadie lo recordará, como ya le ocurrió hace cuatro décadas, cuando lo convirtieron en noticia. Pero ahora solo les pido que al menos por un instante graben bien este nombre en las memorias, para que nadie olvide y todos juzguemos.
El hijo de este señor se presentó en el periódico "El Deber", de Santa Cruz, en Bolivia, con el ruego de que publicaran una nota de agradecimiento a los médicos cubanos que habían devuelto la vista a su anciano padre, tras intervenirlo quirúrgicamente de cataratas, mediante la Operación Milagro, un verdadero milagro.
El padre de este boliviano agradecido es Mario Terán. A los que tenemos más edad, puede que el nombre nos suene a haberlo escuchado antes. Los jóvenes quizás jamás hayan oído hablar de él.
Mario Terán fue el suboficial que asesinó al Comandante Ernesto Che Guevara el 9 de octubre de 1967, en la escuelita de La Higuera.
Al recibir la orden de sus jefes, tuvo que acudir al alcohol para llenarse de valor y poder cumplirla. Él mismo narró después a la prensa que temblaba como una hoja ante aquel hombre a quien en aquel momento vio "grande, muy grande, enorme".
Che, herido y desarmado, sentado en el piso de tierra de la humilde escuelita, lo observó vacilante y temeroso, y tuvo todo el coraje que le faltaba a su asesino para abrirse la raída camisa verdeolivo, descubrirse el pecho y gritarle: "No tiembles más y dispara aquí, que vas a matar a un hombre "
El suboficial Mario Terán, cumpliendo órdenes de los generales René Barrientos y Alfredo Ovando, de la Casa Blanca y de la CIA, disparó sin saber que las heridas mortales abrían huecos junto a aquel corazón para que continuara marcando la hora de los hornos.
Che ni siquiera cerró sus ojos después de muerto, para seguir acusando a su asesino.
Mario Terán, ahora, no tuvo que pagar un solo centavo por haber sido operado de cataratas por médicos cubanos en un hospital donado por Cuba e inaugurado por el presidente Evo Morales, en Santa Cruz.
Anciano ya, podrá volver a apreciar los colores del cielo y de la selva, disfrutar la sonrisa de sus nietos y presenciar partidos de fútbol. Pero seguramente jamás será capaz de ver la diferencia entre las ideas que lo llevaron a asesinar a un hombre a sangre fría y las de este hombre, que ordenaba a los médicos de su guerrilla que atendieran por igual a sus compañeros de armas que a los soldados enemigos heridos, como siempre lo hicieron en Bolivia, al igual que antes lo había hecho en las montañas de la Sierra Maestra, por órdenes estrictas del Comandante en Jefe Fidel Castro.
Recuerden bien este nombre: Mario Terán, un hombre educado en la idea de matar que vuelve a ver gracias a los médicos seguidores de las ideas de su víctima.
A cuatro décadas de que Mario Terán intentara con su crimen destruir un sueño y una idea, Che vuelve a ganar otro combate. Y continúa en campaña



Escrito por Cid Benjamin às 10h15
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Onde está o fascismo?

Muito se tem discutido sobre se o filme Tropa de Elite faz ou não a apologia da violência, do assassinato de criminosos e da tortura. O filme me pareceu realista e não vi nele qualquer apologia ao  Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio de Janeiro. Muito pelo contrário. Os personagens mais expressivos do Bope são figuras desajustadas. O capitão Nascimento vive às custas de remédios e destrata tanto a mulher que acaba abandonado por ela. O outro PM, Matias - interpretado por André Ramiro, estudava numa universidade e no início do filme parecia candidato a mocinho do filme - depois de entrar para o Bope, vive também um processo de desumanização.
E, francamente, se em alguns lugares a platéia aplaudiu cenas de violência ou de tortura, ou se alguns espectadores gritam “caveira” ao final do filme, creio que o fascismo não deve ser buscado no filme. Talvez seja mais fácil encontrá-lo na cabeça dessas pessoas.



Escrito por Cid Benjamin às 10h14
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Quem tem, tem medo

Sempre me perguntei se o fanatismo superava a sensação de medo nos homens-bomba. Agora, vendo este jornal do Paraná, percebo que não. Pelo menos, no caso de alguns...



Escrito por Cid Benjamin às 10h14
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Velhinhos da pesada

No meu tempo isso se chamava “velhice transviada”.



Escrito por Cid Benjamin às 10h13
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Escrito por Cid Benjamin às 13h12
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Frases

“Eu não acredito que haja qualquer evidência de que Dirceu cometeu o crime de que ele está sendo acusado.
LULA

"Daqui a alguns dias vou encontrar meu amigo Bush e vou dizer a ele: Bush, resolve o problema porque não vou deixar a crise atravessar o Atlântico e chegar ao Brasil".
LULA, durante encontro com investidores espanhóis e o primeiro-ministro José Luiz Zapatero, que devem ter ficado assaz impressionados.

Se você realmente não tem nada a dizer, dê uma entrevista na televisão.
MILLOR FERNANDES

"Ver desnudas as movimentações financeiras de certos políticos é ainda mais horripilante do que ter de encarar Suas Excelências sem roupa."
Do deputado CHICO ALENCAR (PSOL-RJ) sobre a afirmação do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), segundo quem quebra de decoro é "tirar a roupa e entrar nu" no plenário; já crime contra a ordem tributária, tudo bem.

O voto secreto não foi criado por acaso. Ele tem a sua lógica na democracia [...]. Foi concebido para preservar a consciência e a liberdade do parlamentar”.
RENAN CALHEIROS,  presidente do Senado.

“O Brasil acredita na minha inocência”.
RENAN CALHEIROS.

 



Escrito por Cid Benjamin às 13h11
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O valerioduto tucano

A degradação do PT deu espaço para que tucanos e demos posassem de vestais. Por isso, nada mais oportuno que a denúncia do Ministério Público contra os envolvidos no valerioduto do PSDB. Como o PT, os tucanos também tentaram reduzir o problema ao caixa dois. Mas, como no caso do PT, ficou comprovado o uso de dinheiro público para irrigar a corrupção. No caso, dinheiro das estatais do governo mineiro Cemig, Copasa, Bemge e Comig.



Escrito por Cid Benjamin às 13h11
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Passaporte para a fuga

É, no mínimo, estranha a declaração do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, a respeito do caso Cacciola, lembrando que todo acusado tem o direito de fugir. Foi Marco Aurélio quem concedeu o hábeas-corpus que permitiu ao banqueiro sair da cadeia e viajar para a Itália.
Não sou advogado, mas aprendi que há duas situações que justificam a prisão preventiva de um acusado: a possibilidade de ele pressionar testemunhas e o risco de fuga antes do julgamento.
No caso, Cacciola fugiu depois do hábeas-corpus dado pelo ministro. Não terá Marco Aurélio avaliado mal essa possibilidade?
Melhor o boquirroto ministro reconhecer o erro, e não tentar justificá-lo.



Escrito por Cid Benjamin às 13h10
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Usando o nome da Santa Madre Igreja em vão

Defensor solitário, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, da manutenção do voto secreto em processos de cassação, Marcelo Crivella (PRB-RJ) recorreu a todas as armas no debate. Embora pertença à Igreja Universal do Reino de Deus, usou até o conclave do Vaticano:
- A escolha do papa é feita por meio de voto secreto. E depois, para completar, os votos são incinerados!
Presidente da CCJ, o católico fervoroso Marco Maciel (DEM-PE) reverteu o argumento em favor do voto aberto:
-Até a Igreja está modificando as regras do voto!
Depois da sessão, Maciel cuidou de enviar para Crivella o texto "Motu Proprio", de Bento 16, que mantém o voto secreto, mas altera algumas regras da eleição do papa. (Do Painel da Folha de S. Paulo.)



Escrito por Cid Benjamin às 13h09
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O balcão de negócios - dúvida

Pega fogo a guerra entre o PT e os partidos aliados na disputa por cargos no governo Lula. Como são cargos técnicos sem visibilidade e, por isso, não trarão quaisquer dividendos políticos, o que explicaria tamanho interesse?
Espírito público ou objetivos inconfessáveis?



Escrito por Cid Benjamin às 13h08
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O balcão de negócios – frases

“Reunimos a bancada [do PT de Minas] e indicamos 41 nomes para os cargos regionais. Apesar disso, nada saiu”.
Deputado Virgílio Guimarães (PT-MG)

“Com nove deputados, estradas só não dá, também é preciso navegar”.
Deputado Luciano de Castro (líder do PR), ao explicar por que seu partido reivindica também cargos na diretoria da Companhia Docas, que administra os portos.

“Confiamos na palavra do presidente, até porque um governo com três anos e meio de mandato vai sempre precisar de deputados”.
Deputado Luciano de Castro (líder do PR)

“Tenho a certeza e que nossos pleitos serão atendidos. O mais importante é o dos nove deputados mineiros”.
Deputado Henrique Alves (líder do PMDB)



Escrito por Cid Benjamin às 13h07
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Tucanoduto deve tirar Mares Guia do Ministério

Esta é do blog do Josias de Souza.

Lula já discute, em privado, o futuro de Walfrido dos Mares Guia, seu coordenador político. Disse a auxiliares que será forçado – “com dor no coração”— a substituir o ministro caso o nome dele seja incluído na nova denúncia que o procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza protocolará no STF nas próximas semanas. Algo que o Planalto já dá como certo.

Duas observações: 1) Mais um ministro de Lula a cair por corrupção; 2) tem mesmo muita diferença entre os governos de Lula e de FHC?.



Escrito por Cid Benjamin às 13h07
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Os senadores e a greve dos fiscais do Trabalho

O que envergonha mesmo é a recaída de membros do PT. São pecadores públicos contumazes. Já haviam antes enviado a ética nem sequer para o limbo, mas diretamente para o inferno. Agora repetiram o ato pecaminoso. Por isso são desprezíveis como Pilatos. Este se acovardou diante do povo e condenou Jesus. Mas antes fez um gesto que passou à história como símbolo de pusilanimidade, de covardia e de falta de caráter. Diante do povo, lavou as mãos com água. Essa bacia de Pilatos foi ressuscitada no Senado. Mas a água não é água. São lágrimas dos indignados, dos cansados de ver injustiças e dos dilacerados diante da contínua impunidade.
A "onorebile famiglia Calheiros" tem novos membros em sua máfia. Todos os que se abstiveram podem acrescentar a seus nomes o sobrenome de Calheiros. Como revelou publicamente seu voto, o Senador Aloisio Mercadante merece agora ser chamado de Aloisio Mercadante Calheiros. Pelo esforço da argumentação em favor da não cassação de Renan, a Senadora Ildeli Salvatti merece que lhe apodemos de Ideli Salvatti Calheiros. Ela fez a figura inversa da mulher do covarde Pilatos que o advertiu: "não te comprometas com este justo pois sofri muito hoje em sonhos por causa dele". Ela e outros devem estar sofrendo muito, sim, roídos pela má consciência. Esse sofrimento transparece em seus olhos revirados e em seus rostos desfigurados.
O povo não merece ser representado por espíritos menores, faltos de ética, desavergonhados e esquecidos de que são meros delegados do poder popular. Que mostrem a cara, que falem ao povo, que se expliquem por quê, diante de tantas provas dos relatórios da comissão de ética e do clamor das ruas, puderam agir de forma tão traiçoeira.



Escrito por Cid Benjamin às 13h06
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Os senadores e a greve dos fiscais do Trabalho

Um caricatura da situação vivida pelo Brasil é a anunciada greve dos fiscais que coíbem o trabalho escravo no país. A paralisação é um protesto contra as pressões que eles vêm sofrendo de um grupo de senadores, que reclamam das multas aplicadas em fazendas que usam mão-de-obra escrava.
É verdade que nenhum dos senadores é do PT, ainda que alguns sejam da base do governo. Mas é verdade também que, antes de assumir o governo, o PT defendia um projeto de lei que expropriava as terras em que houvesse trabalho escravo, destinando-as à reforma agrária.
O projeto hoje está engavetado.



Escrito por Cid Benjamin às 13h05
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CPMF, DRU e governabilidade – artigo de Paulo Passarinho

O governo Lula comemorou ontem a aprovação, em primeiro turno na Câmara de Deputados, da emenda constitucional que permite a prorrogação da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira –, assim como da DRU, até o próximo ano de 2011. Para tanto, o governo lançou mão dos já tradicionalmente expedientes de liberar verbas para o atendimento de emendas orçamentárias de parlamentares, usar e abusar de nomeações políticas para cargos públicos e ceder a outras pressões que a base fisiológica de Lula exigia. De acordo com Teresa Cruvinel – colunista política do Jornal O Globo e de clara simpatia com o atual governo – foi cara a vitória. Cara, pois extremamente custosa: de acordo com a jornalista, até mesmo um funcionário do governo foi especialmente deslocado para a Câmara, com o objetivo de acertar a liberação de emendas.
Lula, por sua vez, ontem também, declarou que “qualquer pessoa de juízo neste país, a não ser aqueles que querem inviabilizar o Brasil, sabem que nem o governo Lula, nem o governo de qualquer ser humano poderiam abrir mão da CPMF neste instante. Aqueles que acham que é simples acabar deveriam propor acabar depois de 2010, para saber que nenhum governo, nem do PT, nem do PMDB, nem do PSDB, nem do PFL (atual DEM), se viessem mais partidos novos, ninguém conseguiria governar este país sem a CPMF, hoje”.

Leia a íntegra do artigo em http://www.chicoalencar.com.br/



Escrito por Cid Benjamin às 13h04
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UNE é contrária a passeatas pedindo cassação de Renan

A UNE está desestimulando manifestações estudantis – como a promovida pelo DCE da PUC/Rio – pedindo a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros. Quem dá a direção d entidade é o PCdoB, cujo único senador, Inácio Arruda (CE), votou a favor de Renan.
Talvez esse comportamento das entidades dirigentes explique – pelo menos parcialmente – o esvaziamento do movimento estudantil



Escrito por Cid Benjamin às 13h04
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Em memória de Corisco – artigo de Edmar Oliveira

Este excelente texto me foi enviado pelo amigo e grande lateral-esquerda Jander Duarte.

Corisco era um cara direito. Embora errado na luta no cangaço sempre foi sensível a questões éticas, mesmo que nem soubesse o que era isto. Conta a lenda que ele sempre pautou as questões de condutas, na luta em que se meteu, seguindo as regras ditadas por códigos vigentes nas leis da honra sertaneja. O Riobaldo do Guimarães Rosa dispara onde está o código de honra sertaneja: "Sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar". E é neste pensamento mais forte que Corisco foi buscar as razões de sua luta. Mas, seguindo os ditames vigentes no sertão. Homem de palavra vale mais que a valentia. E é isto que faz o inimigo respeitar a lida. Ela tem regras claras, embora nem nunca escritas como queria o poder do sertão, que sempre interpretou a lei escrita de acordo com seus interesses. Corisco foi um chefe decente. E justo, embora as atitudes tenham que se precipitar, pois é ainda Riobaldo quem nos ensina que "a chefe não convém deixar os outros repararem que ele está ansiando preocupação incerta". Um chefe tem que ser justo e rápido: e isto era a ética nos tempos de Corisco.
Talvez a maior demonstração de sua conduta esteja no seu comportamento com Dadá. Foi cobrar uma dívida com um inimigo seu e lhe raptou a filha menor. Mas não tocou um dedo nela até ela ficar maior e deixar se namorar. Um respeito deste tamanho ecoa pelo sertão, certificando o código de ética dos tempos dos cangaceiros. E, para nós nordestinos, descendentes de nossos gregos e troianos, não importa se macaco ou cangaceiro, pois os heróis estão umbilicalmente ligados à conduta ética, pouco importando de qual lado se enfileirou. E Glauber Rocha fez dois filmes, a Ilíada e Odisséia nordestina, com Antonio das Mortes e Corisco numa guerra santa onde o Dragão da Maldade enfrenta Deus e Diabo.
 Tudo isto me veio à cabeça quando ouvi, de forma enviesada, o deputado Fernando Gabeira propor o bordão de Antonio das Mortes para constranger o senador Renan Calheiros a deixar a presidência do senado: "Te entrega, Corisco". O que é isto, companheiro? Renan e Corisco são dois nordestinos de planetas diferentes. Corisco é o pensamento mais forte que o poder do lugar. Renan é o poder nordestino branco, coronel, escravagista, politiqueiro, grileiro e boiadeiro que com ferro fere a carne do povo sofrido do sertão. Foi contra este poder que Corisco se insurgiu na sua cruzada, com seu pensamento mais forte. E como um raio rasgou o céu da chapada em dia de tempestade para fazer chover justiça no sertão. Portanto, deputado Gabeira, não chame Renan de Corisco, pois isto é ofender a memória de todos nós nordestinos.



Escrito por Cid Benjamin às 13h03
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Mais um calote dos latifundiários à vista

Do Blog do Josias de Souza, da Folha

A aprovação do texto básico da CPMF na Câmara foi precedida de uma série de reuniões entre deputados rebeldes e ministros de Lula. Em reunião realizada quarta-feira farejou-se uma insurreição no consórcio governista, que ameaçava a renovação do imposto do cheque. Por trás do movimento, havia reivindicação de cargos, verbas e renegociação de dívidas.
Concentrava-se na bancada ruralista um dos focos da revolta parlamentar. Há na Câmara algo como 90 deputados ruralistas –cerca de 40 ameaçaram derrubar a CPMF. Para demover a resistência, realizaram-se reuniões com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Reinhold Stephanes (Agricultura). Os ministros mostraram-se abertos a abrir negociação em torno da rolagem de dívidas de ruralistas.
Embora o acerto ainda não tenha sido fechado, os deputados entenderam que os ministros se comprometeram com a análise da rolagem dos empréstimos agrícolas. Alguns, atrasados desde 1995, já foram inscritos em dívida ativa. Estimam que a dívida alça à casa dos R$ 70 bilhões, dos quais cerca de R$ 38 bilhões venceriam em 2007. Não é pouca coisa.
Os R$ 70 bilhões correspondem a quase duas vezes a arrecadação anual da CPMF, um tributo que deve render ao governo, em 2007, cerca de R$ 37 bilhões. “Demos um crédito de confiança ao governo”, disse ao blog um dos deputados que participaram dos entendimentos. (...)

Por essas e outras é que, mesmo no auge das privatizações tucanas, ninguém pensou em privatizar o Banco do Brasil. Afinal, se isso ocorresse, quem iria perdoar as dívidas dos latifundiários?
Mas, usar o banco para atender a interesses privados, como fez FHC e faz Lula, não é, de certa forma, privatizá-lo?



Escrito por Cid Benjamin às 13h02
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À brasileira - artigo de Jânio de Freitas, na Folha

Toda vez que há auditagem, a norma é a comprovação do que se espera de obras do governo: corrupção grossa

PARECE ESCANDALOSO , mas não é. As auditorias do Tribunal de Contas da União constataram que um terço das 231 obras do governo, no valor total de R$ 23 bilhões, está viciado por irregularidades, cujo nome apropriado é corrupção. Toda vez que há auditagem extensa, seja qual for o governo, a norma conclusiva é a comprovação do que se espera das obras governamentais: corrupção grossa; apagar parte do que foi descoberto e transferir o roubo para mais adiante; ministros tão indignados quanto enfortunados, dirigentes idem, e vamos esquecer o azar das descobertas feitas.
Parece escandaloso, mas não é. Lá estão, como destaques nas constatações do TCU, o Dnit e o Dnocs, Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. O primeiro é uma invenção do reformismo neoliberal, porque o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, o velho DNER, foi roído pela corrupção até ao último ossinho. O Dnit está sob o ministro Alfredo Nascimento, que só teve oportunidade de aparecer no noticiário, ultimamente, com a ajuda de problemas judiciais.
Parece escandaloso, mas não é. Trata-se apenas de norma que o Dnocs, por sua vez, seja uma sigla para meio século de corrupção, com tantos escândalos que a opinião pública desistiu de escandalizar-se por sua causa. Está sob controle do ministro da Integração Nacional, o deputado Geddel Vieira Lima de quem diziam no Congresso, volta e meia, "Geddel foi às compras" -e lá estava mais um acréscimo patrimonial, com preferência por fazendas, no rol familiar do "anão" de ontem e hoje ministro de Lula. O TCU constatou "irregularidades" em 100% das obras do Dnocs.
O governo Lula parece um escândalo contínuo. E é.



Escrito por Cid Benjamin às 13h02
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As “milícias” e o silêncio do prefeito

Quando surgiram as primeiras notícias sobre a atuação das mal chamadas “milícias” – grupos de policiais e ex-policiais que afirmam combater por conta própria traficantes de drogas, o prefeito do Rio, César Maia, não conteve seu lado fascistóide e apoiou explicitamente os paramilitares. Isso, apesar de pregar a tal da “tolerância zero” com a criminalidade e, já na época, estar claro o caráter criminosos das tais milícias, que não hesitam em assassinar quem atravessa seu caminho ou não se submete a elas ou, ainda, se recusa a pagar “taxa de proteção”.
A sensação de impunidade das “milícias”, que contam com o apoio de outras autoridades e de oficiais da PM, chegou a ponto de tramarem o assassinato da delegada Martha Rocha, grande amiga, uma dos expoentes da “banda boa” da polícia fluminense e coordenadora de um núcleo da Polícia Civil que investiga a ação desses grupos paramilitares. Por uma feliz coincidência, um dos PMs que tinha o telefone grampeado falou do plano para assassinar Martha. Esta o convocou a sua delegacia e deixou claro que tinha conhecimento do que estava sendo tramado.
Hoje, felizmente o aprendiz de Mussolini que ocupa a prefeitura do Rio calou-se a respeito das milícias. Se não se ouve de sua boca qualquer condenação a elas, pelo menos César Maia parou de defendê-las.



Escrito por Cid Benjamin às 13h01
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Atentado contra jornalista pode acabar em pizza

Polícia investiga hipótese de Amaury Ribeiro Júnior ter sido vítima de assalto

A delegada Adriana Fernandes de Carvalho, da Cidade Ocidental, confirmou que uma das linhas de investigação da tentativa de assassinato do jornalista Amaury Ribeiro Júnior sugere que o repórter do Correio Braziliense foi vítima de um assalto comum. A delegada enfatizou que nenhuma hipótese está descartada, mas explicou que certas evidências indicariam a possibilidade.

Amaury sofreu o atentado quando apurava matéria sobre o crescimento do tráfico de drogas nas cidades-satélites de Brasília. Só não morreu porque se atacou com o pistoleiro. Pela descrição dos fatos, nada leva a crer que tenha sido tentativa de assalto. Por isso, é estranha a declaração da delegada responsável pelo caso.
Conheço de perto Amaury, colega de profissão de quem me fiz amigo e com quem trabalhei em mais de uma ocasião. Não vacilo em apontá-lo como um dos melhores repórteres do país. Aliás, devo a ele o maior prêmio de minha carreira profissional – o Prêmio Esso de Jornalismo, com a série de matérias sobre a Guerrilha do Araguaia, publicada na década de 90. O prêmio foi concedido a uma equipe de cinco jornalistas do Globo que trabalharam juntos na série, mas o papel de Amaury, que passou 20 dias na região do Araguaia, foi determinante. Ele chegou a localizar cemitérios clandestinos onde militares enterraram corpos de guerrilheiros presos, assassinados depois da tortura.
Anos depois, já no Jornal do Brasil, eu e Amaury trabalhamos juntos em outra série: “A pistolagem no Sul do Pará”. De novo, Amaury foi para o trabalho de campo, enquanto fiquei no Rio complementando o trabalho, fazendo entrevistas por telefone e editando as matérias. As últimas matérias da série foram sobre a prisão do fazendeiro mandante do assassinato do Padre Josimo, coordenador da Pastoral da Terra no Pará. Amaury descobriu o paradeiro do fazendeiro, que tinha sido identificado pela Polícia Federal, mas estava foragido. No momento em que a edição do JB chegou às bancas dando sua localização, o criminosos estava sendo preso pela PF, que fora informada por nós. Reputo esse trabalho do nível do anterior, sobre o Araguaia. E, de novo, principalmente graças ao trabalho de Amaury.
Agora, só me resta torcer pela sua rápida recuperação, para que possamos o quanto antes tomar uns vinhos. E, também, para que o atentado que sofreu não acabe em pizza.



Escrito por Cid Benjamin às 13h01
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Justiça tarda e só beneficia herdeiros

Da Uol.

Esta semana, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) bateu o martelo sobre um processo que se arrastava há mais de 40 anos. Começou em maio de 1967 quando um ex-empregado da Cerâmica Industrial de Osasco entrou na Justiça alegando que havia sido demitido injustamente e que a empresa não teria pago tudo que prometera na rescisão contratual.

Isso é escandaloso ou estou ficando maluco?



Escrito por Cid Benjamin às 13h00
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Nestlé se agiganta no governo Lula

Esta é do site http://www.diariogauche.blogspot.com/.

"O multimistura é um programa que não existe mais", informa a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde. Clara Takaki Brandão, a nutricionista que criou o composto largamente utilizado pela Pastoral da Criança acusa o governo: "A multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé". A informação está na revista IstoÉ, desta semana.

A cena foi comovente. O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. Era manhã da quinta-feira, 6. A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de "multimistura".
Alencar marejou os olhos. Pobre na infância no interior de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer. Apenas deu um longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão. Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim.
Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. E o que a pediatra foi pedir ao vicepresidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão – mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. "O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura", lamenta Clara.

Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. "Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo", ironiza a pediatra. Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 – período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País.
Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: "Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca", compara Clara.
Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos. Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas. Hoje, a multimistura é adotada por 15 países. No Brasil só se transformou em política pública em Tocantins.
Clara acredita que enfrenta adversários poderosos. Segundo ela, no governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble. "É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada", ataca a pediatra.
A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil. "A multimistura ajudou muito", diz. "Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno." A revista procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. "O multimistura é um programa que não existe mais", limitou-se a informar a assessoria de imprensa do Ministério.



Escrito por Cid Benjamin às 13h00
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Polícia detém trio suspeito de espancar índio até a morte em Minas

A Polícia Civil deteve nesta segunda-feira três suspeitos pela morte por espancamento de um índio em Miravânia, município ao norte de Minas Gerais. Dois deles são adolescentes.
De acordo com a polícia, Edson Gonçalves Costa, 18, e dois amigos --de 15 e de 16 anos-- saíram de uma festa em um ginásio do distrito de Virgínio, em Miravânia, na madrugada de domingo (16), e encontraram com Avelino Nunes Macedo, 25, índio que morava na aldeia dos xacriabás, que fica no distrito.
O trio, segundo a polícia, resolveu "brincar" com Macedo e tentou tirar sua roupa. O rapaz reagiu e os suspeitos começaram a agredi-lo com chutes até a morte.

Será que se os filhos de bacanas que incendiaram o índio pataxó, em Brasília, estivessem na prisão isso teria acontecido.



Escrito por Cid Benjamin às 12h59
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A polêmica dos livros didáticos

A partir de um artigo do jornalista Ali Kamel, da TV Globo, abriu-se uma polêmica a respeito da relação de livros didáticos indicados pelo MEC para as escolas públicas. Ali Kamel centrou sua crítica no fato de constar da lista – elaborada por uma comissão de professores - um livro de história que tem uma visão crítica sobre o capitalismo e é simpático ao socialismo. Pior: caracterizava o dirigente revolucionário chinês Mao Tse-Tung como um estadista. Suprema heresia!
Bom, apesar de considerar que Mao foi, sim, um estadista (mesmo não concordando com tudo o que fez), quero entrar nesse debate a partir de outra questão.
Ora, o livro faz parte de uma extensa relação. Nela, os professores das escolas públicas devem selecionar os títulos que preferirem. Há livros de diferentes orientações políticas e ideológicas na relação. Será que só deveria haver livros com orientação pró-capitalista?
E, se fosse assim, estaria Ali Kamel criticando a lista?
Acho que é razoável o MEC elaborar a lista, na qual os professores da rede pública devem escolher os livros de sua preferência.
No caso, aliás, tenho apenas uma crítica ao MEC: por que não divulgar em seu site a relação dos livros rejeitados, acompanhada dos motivos que levaram à reprovação de cada livro? O ministro afirma que as editoras e os autores são informados da recusa e de seus motivos, mas considera que dar publicidade a isso prejudicaria as editoras. Em outras palavras: as editoras venderiam menos esses livros.
Isso me parece uma rendição inaceitável. Se um livro tem falhas que o levam a ser rejeitado pelo MEC, a sociedade tem o direito de saber o motivo. Até para que professores da rede particular, que não são obrigados a se ater à lista do MEC, tenham mais um elemento para avaliar se é ou não o caso de recomendar aquele livro.
Não tenho nada contra o respeito a interesses particulares, como os das editoras. A menos que esses interesses prejudiquem a sociedade. É este o caso.



Escrito por Cid Benjamin às 12h59
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Em defesa dos baianos

Esta nota me foi mandada pelo amigo Octacílio Lopes. Baiano.

"Preguiça baiana" é faceta do racismo. A famosa "malemolência" ou preguiça baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de doutorado defendida na USP. A pesquisa que resultou nessa tese durou quatro anos. A tese, defendida no início de setembro pela professora de antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de "festa eterna". Pelo contrário, é justamente no período de festas que o baiano mais trabalha.



Escrito por Cid Benjamin às 12h58
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Ah, se isso fosse em Lisboa...

Erro no metrô causa desencontro de túneis

Um erro nas obras da linha 4-amarela do metrô de São Paulo provocou um desencontro de túneis que são escavados a partir de duas frentes de trabalho. A falha obrigará as empreiteiras a fazer correções que podem durar um mês.



Escrito por Cid Benjamin às 12h58
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