Blog do Cid Benjamin


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Escrito por Cid Benjamin às 14h37
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Pelegos de todo o Brasil, uni-vos!

Do Painel da Folha de S. Paulo.

Martelo. As centrais sindicais fecharam ontem o acordo sobre a medida provisória de sua oficialização, o que lhes dará direito a 10% do imposto sindical, equivalente a cerca de R$ 100 milhões anuais. (painel)

E pensar que houve tempo em que a CUT pregava a extinção do Imposto Sindical...



Escrito por Cid Benjamin às 14h36
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Proposta cínica

A pretexto de regulamentar as greves no serviço público, o governo Lula quer simplesmente torná-las ilegais. A proposta do governo, fazendo exigências impossíveis de serem cumpridas, chega a ser cínica. Como impor como condição para que a greve não seja considerada ilegal a exigência de que seja aprovada por uma assembléia com a presença de dois terços dos servidores?
Nada como um ex-líder sindical para tentar meter goela abaixo dos trabalhadores propostas que um presidente abertamente de direita não teria como aprovar.
Patética, a reação dos líderes do PT. Envergonhados, dizem que esta e outras exigências do gênero foram postas na mesa de negociação “para serem retiradas depois”.



Escrito por Cid Benjamin às 14h36
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Mais uma pancada no funcionalismo

Do Diário de S. Paulo

O secretário da Previdência Social Vinícius Pinheiro, sugeriu, no Fórum Nacional de Previdência, que os servidores públicos sejam incluídos no Regime Geral da Previdência Social. Na prática, significa que o funcionalismo seria submetido às mesmas regras de contribuição e aposentadoria da iniciativa privada e perderia o direito de se aposentar com o salário que recebe quando em atividade.

Em matéria de desmonte do serviço público, o céu é o limite.



Escrito por Cid Benjamin às 14h35
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Esconder, por quê?

Esta é do Estadão.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) multou em R$ 231,8 mil a concessionária de telefonia Oi/Telemar por ter demorado mais de um ano para apresentar formalmente ao conselho a compra de participação na empresa Gamecorp, que tem como um dos sócios Fábio Luís da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para entrar como sócia da Gamecorp, a Oi/Telemar fez aporte de R$ 5 milhões na empresa.

Pergunta que não quer calar: por que a tentativa de esconder um negócio com a empresa do filho do presidente?



Escrito por Cid Benjamin às 14h34
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Quem mandou?

É engraçado os tucanos reclamarem que o petista Arlindo Chinaglia está atuando de maneira facciosa na presidência da Câmara dos Deputados. Alguém esperava coisa diferente? Ou fica faltando uma autocrítica por terem apoiado sua candidatura?.



Escrito por Cid Benjamin às 14h34
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A esperteza de Chinaglia

É comum deputados e senadores se dizerem injustiçados pela imprensa e pela opinião pública, que traçariam deles uma imagem pior do que a real. Mas é o não é uma esperteza pequena votar o polêmico aumento dos seus subsídios justamente no dia em que o Papa chega ao Brasil?
É razoável que os parlamentares tivessem seus subsídios reajustados. Mas, por que não fazer as coisas às claras?



Escrito por Cid Benjamin às 14h34
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O Globo e a Folha em edições gêmeas

Os dois jornais publicaram manchetes e fotos principais de primeira página iguais na sexta-feira. Confiram.

Aliás, vendo essas manchetes não há como não pensar que o Papa perdeu ótima chance de ficar calado.



Escrito por Cid Benjamin às 14h32
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O primeiro milagre do santo brasileiro

O vôo do papa que chegou meia hora adiantado? Milagre! Milagre! Milagre! É o frei Galvão em ação!
Do Zé Simão, da Folha.



Escrito por Cid Benjamin às 14h30
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Cantora do Papa

Outra do Zé Simão.

Quem devia cantar pro Papa era a Fafá de Belém, com aquele peitão. Aí ficava Mamas and Papas!



Escrito por Cid Benjamin às 14h29
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Falta de experiência

Esta me foi enviada pelo meu irmão Leo.

Papa condena o segundo casamento...
...porque é solteiro,
Se fosse casado,
... condenaria o primeiro também!!!



Escrito por Cid Benjamin às 14h29
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Aprovação automática, não!

Sem qualquer discussão com os profissionais da área de educação, o prefeito César Maia instituiu a aprovação automática dos alunos de ensino fundamental na rede pública no Rio. Se isso fosse acompanhado da organização de um acompanhamento do aluno, que permitisse que ele recuperasse o atraso, seria aceitável. Da forma como foi feito, não passa de uma tentativa demagogia de maquiar estatísticas que mostram a falência da educação pública.
A prefeitura do Rio é responsável por 1055 escolas, nas quais há enorme carência de professores, a grande maioria dos quais está desmotivada pelos baixos salários e as precárias condições de trabalho.



Escrito por Cid Benjamin às 14h28
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Sujeito perspicaz

Em visita-surpresa ao país, o vice-presidente dos Estados Unidos, o falcão Dick Cheney, disse que Iraque “ainda é local perigoso”



Escrito por Cid Benjamin às 14h28
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Divisão de tarefas

Do Globo.

Quem foi comprar ingresso no Maracanã pegou uma fila gigantesca e, da fila mesmo, assistia aos cambistas atuarem livremente. Interpelado por um repórter, o major comandante do policiamento no local explicou: “A minha seara é organizar a fila e a bilheteria. Policiamento do entorno do estádio e repressão aos cambistas é responsabilidade do 6º Batalhão da Policia Militar”.

Isso é que é organização do trabalho!



Escrito por Cid Benjamin às 14h28
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Ligações (telefônicas) perigosas

A pedido dos advogados dos envolvidos na Operação Furacão, a Polícia Federal encaminhou à 6ª Vara da Justiça Federal no Rio os arquivos integrais de tudo o que foi apurado até agora. São 70 megabytes. Desses, apenas 4,5 serviram para sustentar o inquérito que tem 3 mil páginas. O resto equivale a 202 dias de conversas telefônicas sem importância travada entre suspeitos e acusados de crimes. Em um dos diálogos, um desembargador ouve a voz de um rapaz que lhe pede:
- Diga que me ama.
- Não posso. Estou em reunião - responde o desembargador.
- Eu só desligo depois que você disser que me ama - insiste o rapaz.
- Não posso, estou em reunião - repete o desembargador.
Em um outro diálogo que ficou de fora do inquérito, um juiz pede a um dos seus assessores:
- Providencie umas bonecas.
-Bonecas? Como?
- Bonecas daquelas com equipamento - esclarece o juiz.



Escrito por Cid Benjamin às 14h27
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Mais uma do Barão

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
"Quantos rins nós temos?".
"Quatro! Responde o aluno".
"Quatro?", replica o professor, arrogante; daqueles que se comprazem em tripudiar sobre os erros dos alunos.
"Traga um feixe de capim; pois temos um asno na sala", ordena o professor a seu auxiliar.
"E para mim, um cafezinho!", replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado, e expulsou o aluno da sala.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
"O senhor me perguntou quantos rins nós temos. Nós temos quatro: dois meus e dois teus. Tenha um bom apetite, e delicie-se com o capim.”
O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), que, anos depois, adotou o pseudônimo de Barão de Itararé.



Escrito por Cid Benjamin às 14h27
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Uma definição de Flamengo

"Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável."

O autor destas palavras era o genial Nelson Rodrigues. Torcedor fanático do Fluminense. Elas talvez expliquem por que o Flamengo tornou-se campeão carioca domingo passado.



Escrito por Cid Benjamin às 14h27
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Vale a pena ver de novo

Veja aqui as imagens que confirmam o texto de Nelson Rodrigues. É só clicar em http://www.youtube.com/watch?v=RNu1GzpGOZ4



Escrito por Cid Benjamin às 14h26
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Cara de campeão?

A fisionomia de Cuca, técnico do Botafogo, confirma ou não as palavras de Nelson Rodrigues?



Escrito por Cid Benjamin às 14h26
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Dois em um

A criatividade popular não tem limites. Domingo passado, ao ver o Flamengo sagrar-se campeão sua torcida criou uma musiquinha que sacaneava ao mesmo tempo vascaínos e botafoguenses.
Ô bacalhau,
Não chora não,
Mudou o vice,
Mas é o mesmo campeão.



Escrito por Cid Benjamin às 14h24
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Pato Branco

Ainda sobre futebol, essa grande paixão nacional, vejam a narração de um locutor da rádio de Pato Branco, por ocasião da cobrança de um pênalti que levaria o time local à primeira divisão do campeonato do Paraná. É só clicar no http://www.youtube.com/watch?v=UYXscq9lIKs



Escrito por Cid Benjamin às 14h24
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Escrito por Cid Benjamin às 11h58
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Frase da semana – I

"Enquanto o Senado reduzia a maioridade penal, o Conselho de Ética da Câmara a ampliava: está decidido que todo parlamentar é inimputável por malfeitorias ocorridas até sua eleição."
Do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) sobre a decisão do Conselho de Ética da Câmara de sepultar processos contra deputados reeleitos.



Escrito por Cid Benjamin às 11h56
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Lula recebe grupo de rock e faz lembrar um ditado chileno

O ditado chileno é: “Del ridículo no hay vuelta”.



Escrito por Cid Benjamin às 11h56
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Molecagem

Arnaldo Jabor merece o apelido de Arnaldo Jabobo.
No governo FHC, que apoiava incondicionalmente, deslumbrado com o que achava ser a “modernidade” do tucanato, fez jus à definição que o grande Jaguar cunhou para ele: “É o único rebelde a favor”.
Mas, como não considerar uma molecagem a retaliação proposta pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) contra Jabor? Vejam abaixo.
O trecho foi retirado do site Comunique-se, mas a sugestão de Chinaglia foi registrada também em alguns jornais.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) solicitou a outros deputados que entrem com processos individuais contra o Arnaldo Jabor. A idéia de Chinaglia é de que, caso Jabor não se retrate pelo comentário da rádio CBN do dia 24/04 – no qual atacou o gasto de gasolina dos parlamentares nos dois primeiros meses da atual gestão - ele responda a 513 processos, um de cada parlamentar.
Na quinta-feira (26/04) Chinaglia havia declarado que haveria um processo em nome da Câmara contra o comentarista. Porém, na mesma reunião dos líderes partidários na qual foi tomada a decisão, a sugestão do presidente da Câmara foi aceita por boa parte dos presentes. “Eles acreditam que uns 300, 400 processos de deputados dariam um incômodo maior e serviria de exemplo contra esses profissionais que maculam a imagem da Câmara”, informou o deputado Chico Alencar (PSol – RJ). Alencar declarou, no entanto, que só abririam processos “aqueles que se sentiram ofendidos”, o que não foi o seu caso.



Escrito por Cid Benjamin às 11h55
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Frase da semana (da internet) - II

"Sentença judicial não se discute, CÚMPLICE".



Escrito por Cid Benjamin às 11h55
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Magistrados levam parentes a evento pago pela Febraban

Em meio à mais grave crise em toda a história do Judiciário brasileiro, os meritíssimos deveriam evitar notícias como a reportada na Folha no dia 30 de abril.

Um grupo formado por 44 juízes do trabalho e ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho) participam durante o feriado prolongado de 1º de maio de um congresso patrocinado pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), em Natal (RN). O transporte e a hospedagem em um hotel de luxo foram pagos pela entidade.
Grande parte dos magistrados ainda compareceu ao evento acompanhado das mulheres ou dos maridos. As despesas com a viagem e a hospedagem dos familiares também foi custeada pela Febraban. O pacote, de valor não revelado, inclui ainda alimentação e lazer.
O congresso, batizado de "14º Ciclo de Estudos de Direito do Trabalho", começou sábado e termina amanhã. A agenda é leve e prevê de duas a quatro horas e quinze minutos de atividades diárias, sempre pela manhã. Nos dias mais movimentados -domingo e segunda-, há um coffee break de 15 minutos.
O evento, realizado no próprio hotel, o Serhs, o mais luxuoso do Estado, foi aberto pelo vice-presidente do TST, ministro Milton de Moura França. Em discurso de cinco minutos, França falou sobre ética e moral. Na platéia, além dos magistrados e seus familiares, estavam representantes de bancos, advogados e convidados.
O presidente da Febraban, Fábio Colletti Barbosa, encerrou o dia com uma palestra que começou com a pergunta: "por que os bancos existem?" Os trabalhos terminaram às 13h.
"Temos uma boa e uma má notícia para dar a vocês", disse ao microfone um dos juízes. "A boa é que o almoço será servido
em seguida. A ruim é que o sol foi embora e deu lugar à chuva, sem direito a aviso prévio." Mas, para a alegria de quem pretendia desfrutar da praia, o sol voltou a brilhar antes que os juízes terminassem o almoço.
Em entrevista à Folha, o vice-presidente do TST disse não via "nenhuma incompatibilidade" entre a atividade do juiz do trabalho e a participação dele em um evento pago por um de seus maiores interessados, os bancos. "Os médicos vão a congressos patrocinados por grandes laboratórios, mas nem por isso eu acredito que o meu médico vá me receitar um remédio que não seja compatível com o que eu preciso, só para agradar um laboratório", disse.
O ministro defendeu a presença de familiares de juízes no local: "Minha mulher não veio por uma série de circunstâncias, mas, se o colega trouxe, não vejo mal, até para evitar maledicências, porque muitas pessoas, às vezes, pensam erradamente que um congresso desses pode ter um sentido menos nobre



Escrito por Cid Benjamin às 11h55
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Vale a pena lembrar

A taxa de juros mais baixa dos últimos 13 anos de juros para pessoa física é de 53,4%. A do cheque especial, de 140,8%.
A inflação é de 3%.



Escrito por Cid Benjamin às 11h54
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Nós, os idiotas – artigo de Demétrio Magnoli (O Globo – 3-5-2007)

Recomendo vivamente a leitura deste artigo.

“Curva a cabeça, sicambro! Adora o que queimaste e queima o que adoraste.” Essas palavras do bispo de Reims assinalaram a conversão de Clóvis ao catolicismo, em 498, e a fundação mítica da França. O rei dos francos abjurou suas convicções pagãs em nome da unidade dos seus súditos e da vitória na guerra. Ele se converteu, não se rendeu.
Na sua posse como ministro, Roberto Mangabeira Unger queimará o que escreveu em 2005, quando classificou o governo Lula como “o mais corrupto” da História do país e clamou pelo impeachment do presidente. O intelectual de Harvard começou a se converter à adoração de Lula seis meses depois de publicar seu libelo e, agora, completa o ato de contrição ofertando desculpas ao homem que lhe concede o cargo. O evento consagrará uma operação comercial plena de sentido político.
Uma transação articula-se em torno de dois pólos: o vendedor e o comprador. No caso das convicções do novo ministro, os analistas investigaram as motivações do primeiro pólo, mas poucos se interessaram pelas do segundo.
Mangabeira Unger colecionou fracassos tentando se tornar o Rasputin de Leonel Brizola e de Ciro Gomes. Ao abjurar suas convicções falsificadas para aderir ao salvador da pátria que detém o poder, ele é fiel a si próprio. O arremedo de Rasputin tropical é descartável, mas o líder que o compra não é. Lula não convidou Mangabeira Unger para o círculo ministerial por não ter lido o que este escreveu, mas precisamente por ter lido. Agindo com crueldade, o presidente inventou, para abrigar o intelectual, ums Secretaria de Ações de Longo Prazo que é uma piada literal já alcunhada de Sealopra. Mas a operação não se cinge à humilhação e serve a um objetivo presidencial estratégico: dissolver a ética da convicção no ácido da galhofa pública.
Na polis grega, a agora cumpria as funções paralelas de praça do mercado e de fórum político – o lugar de intercâmbio de mercadorias e de idéias. A metáfora do mercado aplica-se à política democrática, na qual o eleitor desempenha o papel de comprador de convicções. A condição para o funcionamento do sistema é que a mercadoria – isto é, a convicção – seja genuína. Quando se difunde a percepção de que no mercado político só se vendem produtos falsificados, os cidadãos abandonam o fórum. Eis a meta perseguida pelo presidente.
Desde a inauguração de seu primeiro mandato, Lula emprenha-se em desmoralizar a ética da convicção, a começar pelas suas supostas convicções dos tempos de oposição, agora convertidas em “bravatas”. A cooptação de Mangabeira Unger inscreve-se como marco nessa escalada, pois, ao contrário dos deputados mensaleiros, o intelectual de Harvard aliena o patrimônio da convicção política presumida como verdadeira.
No fórum da agora, os governantes prezam a convicção divergente, que ajuda a configurar o debate público e confere legitimidade democrática ao programa da maioria. O governo Lula teme a divergência de idéias, que invariavelmente enxerga como um complô. O presidente e seus ministros hostilizam a crítica e tendem a preferir a via dos tribunais à da polêmica. Mas estão sempre prontos a pagar a abjuração com um ducado nos amplos domínios da máquina pública.
A esperteza presidencial semeia o solo fértil da crise do sistema político brasileiro. Há uma semana, sob o argumento de que os eleitores absolveram os parlamentares, a Comissão de Ética da Câmara negou-se a reabrir processo contra deputados reeleitos que, temendo a cassação, renunciaram a seus mandatos no curso do escândalo do mensalão. A falácia que garante a impunidade foi sustentada pelo deputado José Eduardo Martins Cardozo, antigo expoente da ala “ética” do PT.
Enquanto o intelectual de Harvard ilustrava a tese lulista de que tudo está à venda e o santarrão “ético” rasgava sua fantasia, Tasso Jereissati demonstrava que o comércio de convicções não está restrito ao governismo. Ao subir a rampa do palácio para prostrar-se diante de Lula num encontro de pauta sigilosa, o presidente do maior partido de oposição aderia à galhofa patrocinada pelo Planalto. Jereissati está dizendo aos eleitores que, diante de interesses inconfessáveis e articulações secretas, suas palavras solenes de ontem valem tanto quanto as de Mangabeira Unger.
Os cidadãos da polis grega consideravam-se privilegiados por participar da vida política e cunharam o termo idiotis (idiota) para identificar aqueles que evitavam o fórum da ágora. O lulismo persegue tenazmente a meta de esvaziar o fórum, reduzindo a agora à praça do mercado e convertendo todos os cidadãos
em idiotas. Ao que parece, os chefes oficiais da oposição não têm objeções.



Escrito por Cid Benjamin às 11h54
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Empresa de Lulinha tem prejuízo de R$ 6 milhões em 2 anos - da Folha

A Gamecorp, empresa que desde o ano passado comanda a programação da Play TV (ex-Rede 21), teve um prejuízo de R$ 2,537 milhões em 2006. Somando-se a 2005, acumula um prejuízo de R$ 6,046 milhões, o que supera o seu capital social (de R$ 5,21 milhões). Seu patrimônio líquido (diferença entre bens/direitos e dívidas/obrigações) está negativo em R$ 836 mil. Os dados são de balanço publicado no sábado. A Gamecorp é uma produtora de TV e de games para celulares que tem entre seus sócios Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Em 2005, a empresa - que até então tinha um capital social de R$ 10 mil - recebeu um aporte de R$ 5 milhões da Telemar, que é sua cliente e sócia.

Pelo visto, apesar do empurrão da Telemar, o talento de Lulinha não é tão grande quanto se anunciou.



Escrito por Cid Benjamin às 11h53
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O quadro sucessório para a prefeitura do Rio – avaliação de César Maia

Reproduzo abaixo, editado para poupar espaço, a avaliação de César Maia em seu “ex-blog” sobre a sucessão na prefeitura do Rio, que terá lugar no próximo ano.

1. Pré-candidatos começam a contratar pesquisas (...)
2. O primeiro ponto é especular sobre quem serão os candidatos. Denise Frossard, do PPS, certamente, é, até porque venceu, com apoio do PFL, o primeiro turno da eleição para governador em 2006 na capital. Seu problema são aliados que possam agregar tempo a sua TV. O PFL - hoje Democratas- já informou que lançará seu candidato a prefeito.
3. O deputado Chico Alencar será candidato. Sua boa performance em 1996 é um bom antecedente. Sua performance decrescente para deputado em 2006 estimula que reforce sua visibilidade agora. Também em seu caso a falta de tempo de TV é um problema. Sua candidatura tem uma nuance importante. Elimina candidaturas com a mesma referência de voto, como Carlos Minc, do PT, e Alfredo Sirkis.
4. Com isso se chega ao PT. Com (...) a eliminação da candidatura Minc por Chico Alencar, sobram dois candidatos: Edson Santos e Vladimir Palmeira. Este último tem insistido em sua candidatura dizendo que foi para o sacrifício em 2006 e se saiu bem. Sendo escolhido o nome de Edson Santos – o que é mais provável - o corte eleitoral que buscará será semelhante ao de Benedita, mas sem a base evangélica dessa. Ou seja: não apontará para as classes médias do Rio. Sonha com o apoio do PMDB o que será muito difícil.
5. O PSDB vive uma disputa interna que começa em sua convenção municipal de agosto. Três nomes despontam: o deputado e ex-vice-governador e ex-candidato a governador, Luiz Paulo. O ex-deputado e atual secretário Eduardo Paes, cuja performance na candidatura a governador em 2006 ficou muito aquém do que seus pares esperavam. (...)E o deputado Otavio Leite em carreira ascendente (...)Difícil se prever o que virá da convenção. Otavio e Luiz Paulo jogarão juntos.
6. O DEM - que tem a prefeitura do Rio, sabe que da posição de força (...) - conta com um patamar natural de 20% que crescerá na medida do desempenho de seu candidato. Hoje seus pré-candidatos são os dois deputados federais cariocas, e alguns secretários. Quem sair será alavancado para os 20% de piso pela força do DEM no Rio. Mas nenhum hoje tem um número expressivo em pesquisas, o que tende a tornar a decisão de caráter político, a menos que esta situação se altere.
7. Jandira Feghali, do PCdoB, decidiu aceitar uma secretaria
em Niterói. Alguns acham que é para trabalhar as alternativas Rio ou Niterói. Outros acham que é pela proximidade do PCdoB com a indústria naval. O problema é o insulto que cometeu em relação à Igreja Católica com a entrada, em 2006, de um fiscal da justiça na sede da Cúria para fazer busca de material contra ela sobre o aborto. (...)Esse obstáculo é de muita importância pela proximidade com 2006. Ela também conta com muito pouco tempo de TV.
8. O senador Marcelo Crivela do PRB e da IURD, mantém-se num patamar importante entre os eleitores da capital. Algo perto dos 20%. Mas há a convicção de que, independentemente de quem seja seu adversário, perderá para qualquer um no segundo turno. Dizem que pensa transferir seu titulo para São Gonçalo, o município com maior concentração de evangélicos do Estado do Rio (mais de 50%). Mas ele - mesmo sabendo das dificuldades em tempo de TV- pode querer rolar sua visibilidade com vistas à reeleição para o Senado em 2010.
9. Finalmente o PMDB - sem nome majoritário na capital e dado o desgaste dos Garotinhos - analisa parcerias com o DEM e com o PT, ou no apoio a um nome amplo da sociedade civil. Mas sua estrutura interna de poder não permite antecipar a decisão, já que a convenção de junho de 2008 não tem uma maioria nítida. O governador Cabral poderá jogar um papel importante na decisão se seu governo estiver num nível alto de aprovação. Sua tendência - hoje- é passar por 2008 como magistrado, sem estressar suas relações políticas para nenhum lado.
10. O PDT pode marcar posição com o nome do deputado Brizola. Bom para ele, mas não para o Partido. Há possibilidade de um acordo em torno da frente formada na Câmara de Deputados com o PSB e PCdoB. Nesse caso apoiaria Jandira no Rio, o PSB em Caxias e Petrópolis e seria apoiado em Niterói e Campos. Essa possibilidade recolocaria o tempo de TV de Jandira em outro patamar.
11. Finalmente os demais partidos médios - PTB, PP e PR (ex-PL) - que com o tempo de TV que tem, poderão negociar alianças pragmáticas que os reforcem para 2010.
12. As pesquisas dão a Denise uns 25%. A Crivella, pouco menos de 20%. A Jandira pouco mais que 15%. Aos candidatos do PSDB e DEM e a Chico Alencar, pouco menos que 10%. E a Edson Santos, pouco menos que 5%. Grid de largada ainda em construção, portanto.



Escrito por Cid Benjamin às 11h53
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Trote do Luiz Pareto

Para quem não conhece, trata-se de um trote telefônico gravado, que entrou para a história. Meu filho Felipe o classifica de antológico. Ele está no Youtube, no endereço http://www.youtube.com/watch?v=_O9WhsFJS7I



Escrito por Cid Benjamin às 11h52
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Deu no jornal



Escrito por Cid Benjamin às 11h52
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