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Escrito por Cid Benjamin às 13h48
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Frase da semana

No fundo, são pífios seguidores do general Costa e Silva (outro fantasma), que ao menos tinha a virtude da sinceridade ao se dirigir a uma nobre dona de jornal: "Não é crítica construtiva o que quero. É elogio mesmo".
Do jornalista Plínio Fraga, da Folha de S. Paulo, sobre a proposta defendida pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini, e endossada pelo seu antecessor no cargo, José Genoino. Os dois querem maior controle sobre a imprensa em épocas eleitorais.



Escrito por Cid Benjamin às 13h46
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Entreouvido na Polícia Federal



Escrito por Cid Benjamin às 13h46
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A impunidade para os crimes de colarinho branco

É razoável que as condenações à prisão fiquem reservadas aos criminosos violentos, cuja permanência em liberdade represente um risco para a sociedade. Os demais (sejam eles ricos ou pobres) devem cumprir as chamadas penas alternativas ou terem que pagar multas (de preferência pesadas, o que é muito diferente da pura e simples restituição do dinheiro subtraído).
Isso, claro, não se confunde com a impunidade para os criminosos engravatados, tão comum hoje em dia. Como a Justiça é muito lenta e a possibilidade de recursos é gigantesca, é raro um processo contra um criminoso engravatado chegar ao fim e a condenação transitar em julgado. O mais comum é que acabem prescritos (até porque as penas previstas para crimes de colarinho branco no Código Penal são pequenas).
Eis algo que precisa, com urgência ser revisto, sob pena de a Jutiça se desmoralizar ainda mais aos olhos dos cidadãos comuns.



Escrito por Cid Benjamin às 13h45
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A impunidade para autoridades e ex-autoridades

Já é um absurdo que o Supremo Tribunal Federal (STF), que deveria ser um tribunal constitucional, julgue acusações contra deputados e senadores. Como está atulhado de processos, a atual situação significa que as acusações acabam não sendo julgadas. Mas a coisa ainda pode piorar. O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), quer que o privilégio se estenda a “ex-autoridades”. Se isso for aprovado, bastaria um criminoso eleger-se deputado alguma vez na vida para conseguir anistia prévia para seus delitos.
Houve tempo em que só os partidos abertamente conservadores e que não se envergonhavam de abrigar em suas fileiras os maiores malfeitores defendiam propostas como esta.
O PT se envergonharia de estar ao lado deles.



Escrito por Cid Benjamin às 13h44
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A lentidão da Justiça – a responsabilidade do Judiciário

O Judiciário gosta de responsabilizar a legislação vigente pela lentidão da Justiça. Tem razão só em parte. Uma parcela da responsabilidade é dos próprios juízes. Conto um caso de pequena monta que, recentemente, aconteceu comigo. Ele ilustra bem como juízes têm sua parcela de responsabilidade na lentidão. Ganhei uma ação trabalhista contra o Jornal do Brasil, que me teve como empregado sem respeitar os direitos trabalhistas. A decisão já tramitou em julgado e o processo está na fase de cálculos, para se saber quanto vou receber. Meu advogado fez a contas e as apresentou ao juiz. Elas foram impugnadas pelo JB, que requereu um perito judicial para refazer os cálculos. Até aí, tudo bem. Mas requereu – e ganhou na Justiça – o direito de parcelar em três vezes o pagamento do perito, que, enquanto não receber a última parcela não começa a trabalhar.
Parece evidente que a possibilidade de parcelamento (ainda mais de uma quantia modesta como é o caso) só deveria ser concedida a uma parte sem condições de pagar tudo de uma só vez. Jamais a um empresário riquíssimo que, enquanto recorre a esse expediente mesquinho, está comprando a revista IstoÉ e uma emissora de TV.
Além de, claro, estar aplicando no mercado financeiro um dinheiro que é meu a taxas muito superiores às que corrigem as dívidas trabalhistas.



Escrito por Cid Benjamin às 13h44
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PT muda de clientela eleitoral...e de comportamento

A OAB-RJ mantém um programa de debates ao vivo na TVE, toda quinta-feira, entre 22h30 e 23h30, que é transmitido para todo o Brasil. Nele, são debatidas questões da atualidade. Pois bem, tem sido comum que representantes do governo federal e parlamentares do PT recusem o convite para comparecer como debatedores, sob o argumento de que preferem não discutir os temas em pauta. No mês de abril foi impossível conseguir-se algum representante do PT ou do governo federal para falar sobre a abertura dos arquivos da repressão política e sobre a regulamentação do direito de greve de servidores públicos.
O fenômeno repete-se com o jornal da OAB-RJ. Em sua edição não se encontrou um só deputado petista que falasse sobre a greve no serviço público. O líder na Câmara, Luiz Sérgio, depois de enrolar o repórter abriu o jogo e mandou sua assessoria informar que ele prefere não falar sobre o tema.
Tal comportamento seria impensável no passado. Na época o PT disputava o chamado voto de opinião. Agora, cada parlamentar tem seus esquemas próprios para a renovação do mandato e o partido conta com o apoio dos rincões.
Mudou a clientela eleitoral, mudou o comportamento. Mais do que disputar os eleitores com base em propostas, o esforço está em liberar emendas do orçamento para suas bases eleitorais.
Isso, na melhor das hipóteses...



Escrito por Cid Benjamin às 13h43
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Primeira classe

Do Painel da Folha, sobre o jantar de Lula com a bancada parlamentar do PT.

Apesar de cada um dos participantes ter pago os mesmos R$ 70 para jantar com Lula, o serviço foi diferenciado. Na mesa onde estavam o presidente e alguns poucos afortunados havia uísque 12 anos. Os demais tiveram de se contentar com uma versão oito anos.

Eis um bom retrato do PT hoje.



Escrito por Cid Benjamin às 13h42
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Apurar corrupção na Infraero, não!

O PT prepara seu rolo compressor na CPI do Apagão Aéreo para garantir dois objetivos: não permitir qualquer investigação sobre as recorrentes denúncias de corrupção na Infraero e sobre o papel do advogado Roberto Teixeira na intermediação da venda da Varig. Afinal, Teixeira é compadre de Lula.



Escrito por Cid Benjamin às 13h42
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O PAC e as mentiras do governo

No debate sobre o reajuste do funcionalismo previsto no tal Plano de Aceleração Econômica (PAC), o governo Lula tem confundido deliberadamente duas coisas: reajuste do salário dos servidores e reajuste do total da folha de pagamentos.
O PAC prevê um reajuste anual da folha de pagamentos (e não dos salário dos servidores) equivalente à inflação mais 1,5%. Ora, hoje, espontaneamente a folha já cresce nessa proporção, devido às aposentadorias e a inevitável contratação de novos funcionários que substituem, pelo menos, parte do pessoal que se aposenta.
Isso quer dizer que, aprovado esse critério, durante dez anos os servidores ficarão com reajustes que apenas vão repor o que perderam com a inflação.
Isso, para uma categoria que vem acumulando perdas ano após ano, significa um horizonte preocupante.
E muito diferente de uma correção que englobasse a inflação mais 1,5% dos salários de cada funcionário.
Aliás, foi a compreensão de que essa proposta trará um quadro de conflitos ainda maiores com o funcionalismo que o governo federal pôs em pauta a regulamentação das greves no serviço público. Também por isso, o ministro Paulo Bernardo veio a público defendendo a proibição das greves dos servidores.



Escrito por Cid Benjamin às 13h41
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É duro reconhecer, mas César Maia tem razão

A nota abaixo é do “ex-blog” do prefeito do Rio, César Maia,comentando o reajuste aos professores prometido pelo governo Lula em seu recente pacote sobre a educação. Fiz apenas algumas correções no português, matéria em que o prefeito não é lá muito forte.

CARAS DE PAU!
Lula e o ministro dizem que o salário-mínimo de professor vai ser de R$ 850 reais por carga de 40 horas semanais. E isso, progressivamente, até 2010!
Mas, façamos as contas. A remuneração do professor é calculada para
20 a 22 horas. Se a meta é chegar a R$ 850 reais para 40 horas, são R$ 425 reais ou pouco mais para uma jornada usual de 20 horas, ou pouco mais. O salário-mínimo no país já é de R$ 380 reais. Ou seja, uma merrequinha acima do salário-mínimo. [E a ser atingido até 2010]. Será que acham que ninguém sabe fazer conta? Ou mentiram por vocação?



Escrito por Cid Benjamin às 13h40
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Pelegos outra vez – artigo de Jânio de Freitas, na Folha de S.Paulo

Sindicalistas do governo nos trouxeram um peleguismo disfarçado na forma e idêntico aos fins do predecessor

OS SINDICALISTAS AGRACIADOS no atual governo com a oportunidade, em ministérios e outros postos influentes, de fazer alguma coisa coerente com o sentido do sindicalismo mostraram-se, todos, omissos ou desleais para com sua origem de classe.
Sindicalistas mais apegados ao poder e a políticos do que aos seus princípios declarados -conhecidos como pelegos - constituíram uma praga que contribuiu muito para a derrocada do regime democrático em 1963/64, até o golpe. Com os modos de operação e peculiaridades determinados pelas circunstâncias atuais, bastante diferentes daquele passado, o que nos trouxeram os sindicalistas do governo é um peleguismo disfarçado na forma e idêntico aos fins do predecessor. Digamos, em homenagem à moda palavrosa, um neopeleguismo.
A proposta com que o sindicalista Luiz Marinho, ex-presidente da CUT, inaugura sua estada como ministro da Previdência é de um reacionarismo imoral. Quer esse sindicalista a redução das pensões por morte à sua metade, com o eventual acréscimo de 10% se houver, além da viúva, dependente menor. Isso, neste país que ostenta a mais indecente aposentadoria dos assalariados, assistência social que é uma humilhação e salários que não permitem ao trabalhador se prover nem sequer minimamente para os males da velhice. (Não incluídos, é claro, os privilegiados metalúrgicos das montadoras automobilísticas e outras indústrias do ABC paulista.)
Luiz Marinho passou pelo Ministério do Trabalho e lá não deixou mais que o registro contábil dos seus vencimentos e das mordomias generosas. Alguém se lembra que Jaques Wagner foi ministro de alguma coisa, fez ou disse alguma coisa aproveitável pelos sindicalizados que o elevaram a figura política? Ricardo Berzoini, que até empurra bem o PT para as aparências da sobrevida, só será ministro lembrado como precursor da investida de Luiz Marinho contra a viuvez desvalida e os idosos sem auto-suficiência. Três casos que valem por tantos outros.
Manchete distraidamente ultradireitista, no caderno Dinheiro da Folha de domingo, decretava: "Benefício social é bomba-relógio fiscal". Referia-se ao que é gasto com portadores de deficiência e com idosos. A explicação da diretora de Benefícios do Ministério de Desenvolvimento Social (sic), Maria José Freitas (sic), "há sempre entrada de pessoas", no "estoque de benefícios" (sic) e a "saída não ocorre na mesma proporção". Um dia talvez o estoque de informação da tecnocrata inclua as notícias de que a população brasileira cresce e envelhece, adoece mais porque são mais pessoas com menos assistência, e o crescimento econômico é insuficiente para gerar os empregos que aumentem a arrecadação da Previdência.
Bomba-relógio é o neopeleguismo que pratica as receitas neoliberais e recheia uma bomba-relógio que não é a da manchete.



Escrito por Cid Benjamin às 13h40
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Pedro Simon faz louvação a Heloísa Helena

No dia 18 de abril, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez um pronunciamento no Senado enaltecendo a coerência da ex-senadora Heloísa Helena (PSol). "Heloísa não caiu na tentação da reforma da previdência, dos juros altos, do lucro bancário, do superávit fiscal, do mensalão, do financiamento de campanha, do toma-lá-dá-cá, dos campos majoritários. Então, ao contrário dos textos bíblicos, 'tendo afastado todas as formas de tentação', não foram expulsos os vendilhões do templo, e sim ela, exatamente uma de suas mais dedicadas guardiãs". Abaixo, o discurso de Simon.

Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, o seu nome é Heloísa. Tem um outro de pia: Helena. Heloísa Helena. Poderia ser Maria, Dolores, ou tantos outros nomes, naquela "serra magra e ossuda em que vivia".
Heloísa Helena viu a morte e viveu a vida Severina. Menos a do pai, o finado Luiz, que poderia ser Raimundo, Zacarias, ou tantos outros nomes "iguais em quase tudo na vida", porque a hora da chegada da menina Heloísa foi, dois meses depois, de despedida. O sustento lhe deu a mãe, costureira na lida, também de nome Helena, mas que poderia ser, da mesma forma, Maria, Dolores ou, como tantas outras, igualmente, Severina.
Heloísa acompanhou a dor dos retirantes. Mas ela não testemunhou apenas a lágrima de quem partia. Viveu também o choro de quem via, de quem permanecia. Dos homens em seus paus-de-arara e das "viúvas da seca em seus paus-a-pique. Vivenciou a miséria. Gente morrendo "de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte e de fome um pouco por dia". Testemunhou a desgraça alheia, testemunhou a desgraça humana, estampada nos rostos de milhões de conterrâneos nordestinos, sem a "parte que lhes cabe, neste latifúndio", sem trabalho, sem cidadania.
Inquieta, ela não poderia permanecer indolente ante tamanha miséria humana. Guerreira, não fugiria à luta. Cresceu e engajou-se nos movimentos sociais. Atuou nas lutas sindicais. Militou na política estudantil. Talvez pela angústia de atenuar a dor e o sofrimento daquela gente de "mesma cabeça grande, que a custo é que se equilibra", decidiu ser enfermeira. Quem sabe o melhor remédio, quem sabe uma última oração, quem sabe uma palavra amiga, quem sabe um aperto derradeiro de mão... Mas ela tinha a convicção de que tão-somente os curativos que faria não seriam suficientes para sarar todas as feridas daquele povo, daquela gente. Teria que atuar também em outro plano, mais amplo, o plano político.
Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores, jurou cumprir os seus estatutos e o seu programa. Ocupou as ruas. Eleições diretas, liberdades democráticas. Melhoria das condições de vida de seu povo. Foi, com essas mesmas bandeiras, Vice-Governadora, Deputada Estadual, Senadora da República.
O seu Partido chegou, enfim, à Presidência da República. Ao poder. Oportunidade, enfim, para transformar o discurso
em prática. Mas o poder... Ah! O poder! O poder e suas metamorfoses! O poder subiu ao planalto e, do mais alto de seus palácios, mostrou a Heloísa os Ministérios, as esplanadas, as autarquias. "Eu te darei toda a riqueza destes reinos, porque tudo isso foi entregue a mim, e posso dá-lo a quem eu quiser. Portanto, se te ajoelhares diante de mim, tudo isso será teu". "Tudo o que vês será teu, se me adorares..." E, como na passagem bíblica de São Lucas e no Operário em construção, de Vinicius de Moraes, ela disse "Não!".
(...)

Para ler o discurso na íntegra vá à página do deputado do PSol Chico Alencar: http://www.chicoalencar.com.br/chico2004/chamadas/2007/pronuc26042007c.htm



Escrito por Cid Benjamin às 13h39
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A saga do milésimo gol de Romário



Escrito por Cid Benjamin às 13h39
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Escrito por Cid Benjamin às 12h26
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Lulice

“A engenharia brasileira construiu o carro do futuro para diminuir o aumento da caloria no nosso planeta”
Lula, discorrendo sobre as maravilhas do etanol como fonte de energia alternativa ao petróleo e aproveitando o ensejo para demonstrar que não sabe o que é caloria.



Escrito por Cid Benjamin às 12h25
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Bushice

“Eles estavam no lugar errado, na hora errada”.
Bush, referindo-se aos 33 mortos na Universidade de Virginia.



Escrito por Cid Benjamin às 12h25
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Nunca antes neste país...



Escrito por Cid Benjamin às 12h25
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Casseta responde ao Exmo Senhor Presidente da Câmara dos Deputados

O programa humorístico Casseta&Planeta apresentou, na última terça-feira, um quadro em que deputados aprecem rodando bolsinhas, tal como prostitutas. Diante disso, a indignação na Câmara foi generalizada. E o presidente da Casas, o petista Arlindo Chinaglia, resolveu processar os humoristas. Vale a pena ler a nota oficial dos cassetas, publicada abaixo.

Nota de esclarecimento

"Foi com surpresa que nós, integrantes do Grupo Casseta&Planeta, tomamos conhecimento, através da imprensa, da intenção do presidente da Câmara dos Deputados de nos processar por causa de uma piada veiculada em nosso programa de televisão. Em vista disso, gostaríamos de esclarecer alguns pontos:
1. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender deputados ou prostitutas. O objetivo da piada era somente de comparar duas categorias profissionais que aceitam dinheiro para mudar de posição.
2. Não vemos nenhum problema em ceder um espaço para o direito de resposta dos deputados. Pelo contrário, consideramos o quadro muito adequado e condizente com a linha do programa.
3. Caso se decidam pelo direito de resposta, informamos que nossas gravações ocorrem às segundas-feiras, o que obrigará os deputados a interromper seu descanso."

Sem comentários.



Escrito por Cid Benjamin às 12h23
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O nome dele é Moreira

Por acaso, alguém sabe o nome do atual presidente da BR Distribuidora? Eu não sei.
O cargo mexe com muito dinheiro, mas não tem qualquer visibilidade política. Por isso, não deveria ser tão disputado por quem não pretende usá-lo “para fazer caixa”. No entanto, o PMDB insiste em indicar o ex-governador Moreira Franco – em todos os sentidos, de triste memória – para a presidência da empresa.
Por que será?



Escrito por Cid Benjamin às 12h22
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Aonde vamos



Escrito por Cid Benjamin às 12h22
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Brasil precisa crescer 5,4% só para conter desemprego

Levantamento do economista Márcio Pochmann conclui que o desemprego não deverá dar trégua em 2007, mesmo que o País consiga crescer os 4% prometidos pelo governo. Só para abrigar as 3,2 milhões de pessoas que normalmente entram no mercado de trabalho a cada ano, o Produto Interno Bruto (PIB) precisaria aumentar 4,7%. Mas, além do número maior de pessoas disputando vagas, o mercado perde anualmente 460 mil vagas, fechadas por força de ganhos de produtividade e inovação tecnológica no campo e nas cidades. Ou seja, segundo Pochmann, que é filiado ao PT, para garantir a abertura dos 3,6 milhões de empregos necessários para deter o avanço da desocupação, a economia teria de crescer 5,4%.



Escrito por Cid Benjamin às 12h21
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O novo herói – da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo

Roberto Mangabeira Unger, mais novo ministro de Lula, é uma espécie de "mentor" do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, que o considera gênio e o "carrega" para todos os lados: Mangabeira foi consultor do Citibank quando Dantas era de lá; consultor da Brasil Telecom quando o banqueiro dava as cartas na tele; hoje, é consultor da Santos Brasil, empresa de portos controlada pelo Opportunity, e consultor do próprio banco. Quando era da Br Telecom, Mangabeira chegou a ganhar US$ 2 milhões por seus trabalhos.



Escrito por Cid Benjamin às 12h21
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O novo herói – II – da série Esqueçam o que escrevi

Conversa ouvida num ônibus. O trocador e um amigo comentavam a adesão do PDT ao governo Lula, em troca de um ministério. “São uns merdas mesmo”, foi a observação do trocador, aparentemente um brizolista de carteirinha, meio que encerrando a conversa.
Eu me lembrei dessa conversa ao ler que Mangabeira Unger seria ministro de Lula. E, só pra chatear, resolvi postar no blog um artigo de Mangabeira publicado na Folha de S. Paulo há um ano e meio. Ele dispensa comentários.

PÔR FIM AO GOVERNO LULA
Autor: ROBERTO MANGABEIRA UNGER
Editoria: OPINIÃO Página: A2
Edição: São Paulo Nov 15, 2005 da Folha de S. Paulo

AFIRMO que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.
Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação
em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas.
Imiscuiu-se, e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados. E comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos.
Afirmo que a aproximação do fim de seu mandato não é motivo para deixar de declarar o impedimento do presidente, dados a gravidade dos crimes de responsabilidade que ele cometeu e o perigo de que a repetição desses crimes contamine a eleição vindoura. Quem diz que só aos eleitores cabe julgar não compreende as premissas do presidencialismo e não leva a Constituição a sério. Afirmo que descumpririam seu juramento constitucional e demonstrariam deslealdade para com a República os mandatários que, em nome de lealdade ao presidente, deixassem de exigir seu impedimento. No regime republicano a lealdade às leis se sobrepõe à lealdade aos homens.
Afirmo que o governo Lula fraudou a vontade dos brasileiros ao radicalizar o projeto que foi eleito para substituir, ameaçando a democracia com o veneno do cinismo. Ao transformar o Brasil no país continental em desenvolvimento que menos cresce, esse projeto impôs mediocridade aos que querem pujança.
Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou.
Afirmo que a oposição praticada pelo PSDB é impostura. Acumpliciados nos mesmos crimes e aderentes ao mesmo projeto, o PT e o PSDB são hoje as duas cabeças do mesmo monstro que sufoca o Brasil. As duas cabeças precisam ser esmagadas juntas.
Afirmo que as bases sociais do governo Lula são os rentistas, a quem se transferem os recursos pilhados do trabalho e da produção, e os desesperados, de quem se aproveitam, cruelmente, a subjugação econômica e a desinformação política. E que seu inimigo principal são as classes médias, de cuja capacidade para esclarecer a massa popular depende, mais do que nunca, o futuro da República.
Afirmo que a repetição perseverante dessas verdades em todo o país acabará por acender, nos corações dos brasileiros, uma chama que reduzirá a cinzas um sistema que hoje se julga intocável e perpétuo.
Afirmo que, nesse 15 de novembro, o dever de todos os cidadãos é negar o direito de presidir as comemorações da proclamação da República aos que corromperam e esvaziaram as instituições republicanas.

Não há como deixar de dar razão ao trocador citado acima: São uns merdas, mesmo.



Escrito por Cid Benjamin às 12h20
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Mau jornalismo ou má-fé - I

Manchete de abertura do caderno de economia do Globo de sábado, dia 21: “Bolívia corta gás para o Brasil”. Acima, o antetítulo: “Muy amigo”.
Ao se ler a matéria, fica-se sabendo que haverá a interrupção de apenas 7% do fornecimento, enquanto se realizam obras de reparação numa estação de bombeamento, danificada numa manifestação popular.
No domingo o fornecimento já estava normalizado.
Mau jornalismo ou má-fé do jornal? Ou, ainda, as duas coisas juntas?



Escrito por Cid Benjamin às 12h19
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Mau jornalismo ou má-fé? – II

A grande imprensa está fazendo um escarcéu porque o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no uso de uma prerrogativa legal, não vai renovar a concessão de uma emissora de TV envolvida numa tentativa de golpe de estado. Afirma que Chávez “está tentando calando os veículos independentes”.
Ora, justamente porque são em número limitado, em todo o mundo emissoras de televisão e de rádio operam por concessão dos governos. Também em todo o mundo, está prevista legalmente a renovação ou não dessas concessões públicas, dependendo, dentre outros motivos, da forma como elas foram utilizadas. A emissora em questão na Venezuela apoiou a ação golpista que prendeu o presidente democraticamente eleito e tentou derrubá-lo do poder.
Eu me pergunto em que país do mundo se poderia fazer isso impunemente.
Dar à questão o tratamento que a grande imprensa brasileira tem dado só pode ser mau jornalismo ou má-fé. Ou ambas as coisas.



Escrito por Cid Benjamin às 12h19
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Nem tudo é banda podre no Judiciário

Nestes dias em que desembargadores e ministros de tribunais superiores são levados algemados para ver o sol nascer quadrado, acusados de vender decisões - algo que sempre se soube e quase nunca se investigou – vale a pena ler a decisão do juiz Rafael de Paula, de Tocantins, mandado soltar dois réus que teriam furtado duas melancias.

Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão. Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém.
Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
Poderia brandir minha ira contra os neoliberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia...
Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade. Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir. Simplesmente mandarei soltar os indiciados. Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás. Intimem-se.
Rafael Gonçalves de Paula
3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas – TO



Escrito por Cid Benjamin às 12h18
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Apagão aéreo

O processo de seleção da Agência Nacional da Aviação Civil talvez explique o apagão aéreo. Abaixo, uma das questões do último concurso para o órgão.



Escrito por Cid Benjamin às 12h18
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