Blog do Cid Benjamin


Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 14h21
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Escrito por Cid Benjamin às 14h16
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Lulices

“Neste segundo turno, sou o mal menor”.
Lula. O pior é que ele tem razão. De nariz tapado, vou votar nele.

"O Delfim é um dos homens mais fortes deste país. Não se elegeu deputado federal porque acharam que ele foi um traidor. Ele não foi eleito por vingança de um conjunto, de uma elite de São Paulo, porque ele defendia a nossa política".
Lula, homenageando Delfim Neto, um de seus consultores econômicos prediletos.



Escrito por Cid Benjamin às 14h15
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Datafolha e a imagem dos dois candidatos

O mais autoritário: Alckmin 44%. Lula 36%
O que mais defenderá os ricos: Alckmin 59%. Lula 17%
O mais corrupto: Lula 35%. Alckmin 20%
O mais simpático: Lula 47%. Alckmin 40%
O mais inteligente: Alckmin 51%. Lula 34%
O mais moderno e inovador: Alckmin 45%. Lula 39%
O que faz promessas e não vai cumprir: Lula 37%. Alckmin 32%.



Escrito por Cid Benjamin às 14h14
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A certeza do policial

Esta piadinha me foi enviada pelo colega e amigo PC Guimarães, um (raro) petista que mantém o bom humor em questões que envolvem Lula e o PT.

O cara muito doidão saiu gritando pelas ruas:
- Presidente filho duma puta!
- Ô presidente filho duma puta!
- Êta presidente filho duma puuuuutaaa!!!
Um policial federal, que ia passando, agarrou o cara pelo braço:
- Tá em cana, tá preso,malandro! Desacato à autoridade...
O cara pergunta, assustado:
- Ué, por que tô em cana?
O policial:
- Pô, tá chamando o presidente de filho duma puta, e não quer ser preso?
O cara:
- Eeepaaah, péra aí. O presidente que tô falando é o presidente do meu time, o Vasco, aquele safado!
O policial:
- Não vem querer disfarçar, não! Presidente filho duma puta só tem um...



Escrito por Cid Benjamin às 14h12
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de Walter Monteiro

Não sou filiado ao PSOL e me desliguei do PT em 1999, descontente com várias práticas adotadas, especialmente aqui em nosso estado. Apesar disso, continuei votando nos candidatos do PT, por achar que não há outra alternativa viável para o campo progressista. Considero o governo Lula indefensável sob muitos aspectos, mas não posso reduzir minha análise a dizer que seu governo não é diferente da aliança tucano-pefelista. É claro que é diferente!
O que mais me impressionou na campanha do PSOL foi o seu grau de despolitização. Nos tempos do velho PT, a gente também tinha 5%, 6% de votos (Lula teve uns 13% em 1989), a gente também tinha um discurso ético, mas tinha sobretudo propostas de transformação. Heloisa fez uma campanha "udenista", com o perdão da má palavra, e por isso não é nenhuma surpresa que a maioria do seu eleitorado seja absorvida sem crises por Alckmin. Nesse ponto, Cristóvão foi mais original, pode reparar.
E o que eu realmente lamento é que a campanha do PSOL, em muitos momentos, não agiu de forma respeitosa com a imensa base de militantes progressistas, honestos e ainda esperançosos de construir um país melhor, que por várias razões marchou com Lula. Acho que a proximidade com o PSTU e outras bizarrices contaminou os bravos companheiros, a ponto de não perceberem que a opção pragmática de seguir Lula não transforma todos nós em mensaleiros, sanguessugas e imorais.
Espero, sinceramente, que passada a eleição, todo o rancor se dissipe.



Escrito por Cid Benjamin às 14h12
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de Emílio Araújo

Creio que a posição do PSOL não nos permite estar na arena política em que entramos quando decidimos constituir um partido que disputa eleições e participa da vida institucional do país.
Não é coincidência, nem complô das elites e da mídia, o fato que, desde que o partido manifestou sua posição, estamos fora do debate político eleitoral em curso. Não creio que devemos participar de todo e qualquer debate e/ou processo eleitoral, no entanto este trata-se de um debate que vai dizer, depois de 30 de outubro, sobre aspectos dos rumos da esquerda no Brasil. Este, de certo modo, também foi um debate ocorrido no primeiro turno, mas, convenhamos, perdemos este, soterrados pelas discussões sobre a corrupção.
Parte da esquerda que está participando deste momento da disputa tem sinceros envolvimentos com as transformações sociais e nossa posição se afasta inteiramente delas.
O PT se fortaleceu numa conjuntura muito mais favorável às forças democráticas e de esquerda do que a conjuntura atual. A polarização Lula X Alkmin é uma demonstração disso. O PSOL ainda não tem inserção e influência em movimentos sociais, no sindicalismo, nos movimentos populares.
Portanto, abrir mão de ser considerado, mesmo que secundariamente, na disputa eleitoral do segundo turno, é um desperdício de oportunidade que pode nos custar caro.
Chamo a atenção para a manchete de O Globo do dia de hoje, 11.10, “até corte de gastos vira guerra”. Isso é tudo que precisamos para entrar nesta disputa com energia redobrada. Para O Globo o debate que interessa é essa mesmice de corrupção de um lado e de outro. Para nós, o debate que interessa, é esse que O Globo deplora porque marca uma das minguadas diferenças entre Lula e Alkmin necessários para construirmos uma nova hegemonia de esquerda no Brasil.
Ao nos furtamos a este debate, damos a Lula e a Paulo Bernardo (o ministro do Planejamento neoliberal do governo Lula) a exclusividade no confronto com o projeto mais claramente privatizante e fiscalista dos tucanos. Não creio que isso seja uma boa estratégia.



Escrito por Cid Benjamin às 14h11
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de Dodora e Lurdinha

Alguns amigos que nos abordam, nos "culpam" pelo resultado eleitoral. Alguns nos acusam de ter comprometido a refeição dos mais pobres, outros de ter dado chance de poder ao neoliberalismo através do retorno do PSDB. Argumentam pelo retrocesso e pelo avanço do Lula em face do que pode ser um governo Alkimim.
Às vezes agente se sente como se sentiram os eleitores desavizados de Lula na eleição passada ao assistir à "namoradinha do Brasil” na TV confessando seu pavor. Porém, este tipo de cobrança tendo sido proveitoso para a reflexão. Às vezes, ao caminhar com a certeza na frente, acabamos por esquecer que a História deve ir na mão, e a cobrança nos faz examinar todos os ângulos, até os mais escondidos.
Estamos até agora respondendo para minhas convicções ideológicas diversas indagações internas e externas do tipo: e agora como ficam os projetos de assistência do Lula, já que ele corre o risco de perder a eleição?
E me pergunto será que esta preocupação é mesmo com os assistidos ou com os ongueiros assistentes que amortecem a luta e se alistam nas fileiras dos candidatos do PT?
Me pergunto ainda, será que estas pessoas esqueceram de Dona Ruth Cardoso com o Comunidade Solidária e o Betinho com Mauro Morelli, tudo isto era brigada pela comida, tal qual Lula, o que deslegitima o argumento de que projetos sociais são coisa de Lula?
Isto me faz lembrar que coisa de Lula seria superávit mínimo e políticas sociais básicas máximas. Mas como? O governo Lula tem uma veia democrática ao contrário de Alckmin, dizem alguns... Reflito e concluo: é verdade. Lula incluiu na gestão do capital diversos setores da classe média e dos profissionais liberais, assim como militantes experientes em soluções anestésicas. Disto podemos citar os convênios com o MST, com a CMP, com os movimentos de moradia, com a CUT etc.
Mas isto significou avanço para a nossa causa? Não, concluo, ao contrário, isto desmobilizou, e fez recuar a nossa plataforma.
Poderia aqui fazer dezenas de indagações, mas posso encerrar examinando a história recente em que Luiz Inácio deixou claro que pela pujância de seu novo caminho nós outros, os socialistas, seríamos desnecessários e incômodos. Provavelmente ele não esperava que fôssemos milhões, e então cumprindo a missão histórica de afirmar a utopia da vida plena podemos. Devemos conviver com as acusações inevitáveis daqueles que por enxergarem o mundo de um outro ponto de vista, possivelmente a partir do ponto dos incluídos na gestão do capital ou na distribuição da renda.
Incomodar o sistema capitalista, que, após capturar o PT, planejou alimentá-lo de capacidade expropriatória de sonhos e esperanças é o desafio que enfrentamos nesta eleição. A indignação dos lulistas é a comprovação de que combatemos um bom combate.
Reunir os anticapitalistas e deslegitimar o PT como portador de transformações é o que está colocado no nosso horizonte.
Não vamos aceitar a inversão da discussão.
Lula traiu nossos sonhos e nossa construção histórica e nós não temos o direito de transigir na causa para acomodar uma disputa de gestores do capital. Os socialistas não disputam o segundo turno.
O que se coloca para o momento é encher nosso peito da satisfação dos justos e engendrar mecanismos para manter nossa plataforma dentro do debate. Neste sentido talvez a sugestão de Plínio de apresentar 5 pontos ao LULA, embora se saiba que ele ignorará, seja uma forma de manter o diálogo com a população nesta eleição, que sem os socialistas, será a mais despolitizada da nova república. Transformar tais pontos em linguagem popular atendendo aos anseios e necessidades da população. Tentar impedir que o debate se centre no perfil pessoal dos candidatos e na ênfase da truculência de Alckmin será nosso grande desafio.
De resto, cremos que a disputa não nos pertence, está sendo feita em casa. Ambos rezam na mesma cartilha, que nos perdoe os companheiros e companheiras de esquerda que "estão com muito medo".
Estou avaliando inclusive que não ultrapassar a clàusula de barreira pode ser bom para os socialistas que estarão menos atrelados à máquina e mais desafiados à rua.



Escrito por Cid Benjamin às 14h10
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de Edgardo Lander , intelectual venezuelano, enviada por João Pedro Stédile

Caro Joao Pedro,
Como te podrás imaginar, la posibilidad de que pueda ganar Alckmin en la segunda vuelta sería igualmente nefasto para Venezuela y para el resto de América Latina. Todos tenemos mucho que perder en esas elecciones. ¿Se te ocurre algo que se pueda hacer desde afuera para contribuir a la derrota de Alckmin? Pienso que un llamado público a los votantes de Heloisa y de Cristovam Buarque desde movimientos e intelectuales de América Latina planteándoles lo que está en juego no sólo para Brasil, sino para todo el continente, podría ser pertinente. Tu tienes, como nadie, una gran capacidad de convocatoria para una iniciativa de este tipo. Estoy yo, y con seguridad el amplio movimiento de gentes y de organizaciones que se ha venido articulando en la lucha de estos últimos tiempos - más allá de las diversidad de opiniones sobre el gobierno de Lula- dispuestos a colaborar en lo que consideres pertinente.
Un fuerte abrazo,
Edgardo



Escrito por Cid Benjamin às 14h08
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de Almiro Archimedes

O país precisa de menos radicalismo e mais soluções práticas. Intelectualizou-se por demais nossos partidos. Política é a ciência das soluções. Necessitamos de fidelidade programática, exercida através de uma justiça séria. Tudo passa pela educação e não pela simples diplomação. A carência de pessoas inteligentes é que nos colocou no marasmo em que estamos. Independente do partido, as boas propostas existem. Assim como imaginávamos que o PCB na época do regime militar era a solução, o PT nasceu com o mesmo sentimento. Achar que o PSOL é o "bem" e o resto é "o mal", chega até mesmo a ser uma sandice. Assim como conheço tua luta séria e do teu irmão desde o tempo da Raiz da Serra, por seis anos acompanhei Heloisa Helena no senado. Creio que num governo Cristovam Buarque, Heloisa Helena como ministra Chefe da Casa Civil consertaria muito mais rápido erros na estrutura administrativa do Brasil.



Escrito por Cid Benjamin às 14h08
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Segundo turno – o que fazer? Editorial do jornal Brasil de Fato, enviado por Alípio Freire

Eleger Lula é derrotar a direita histórica

O pretexto foi o caso do “Dossiê Vedoin”, filho das práticas escusas do PSDB e outros partidos, e da ilimitada estupidez e arrogância arrivista de um grupo de petistas. A senha de ordem unida e ataque foi a conclamação do senador Jorge Bornhausen (PFL) de que “precisamos acabar com essa raça”, secundada pelo brado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em prol do renascimento do lacerdismo (de acordo com o líder tucano, falta ao Brasil um Carlos Lacerda – o grande articulador das tentativas de golpe da direita brasileira desde os anos 1950, até conseguir sucesso em 1964). Meio a tudo isto, os Clubes Militares (Exército, Marinha e Aeronáutica) fazem circular uma nota-manifesto onde externam sua preocupação com a corrupção e a ética. Para completar o quadro, a grande mídia faz soar sua fanfarra no mais alto volume, criminalizando aparentemente apenas o Governo Lula, quando na verdade pretende, sobretudo, desqualificar e desmoralizar a esquerda e os trabalhadores: “acabar com essa raça”.
Assim, unificada de última hora em torno da candidatura de Geraldo Alckmin (do PSDB e da Opus Dei), a direita histórica liderada pelos Bornhausen, aliada à direita moderna e tecnocrática representada pelas principais lideranças tucanas; respaldada pelos militares mais reacionários das nossas Forças Armadas e servida por uma das mais corruptas imprensas do mundo, foi para a ofensiva e cavou um segundo turno na disputa presidencial. Trata-se da mesma aliança que manda no país desde sua descoberta, pois, como diz o governador pefelista de São Paulo, seu partido chegou e está no poder no Brasil desde que aqui aportaram as caravelas. A aliança de classes e forças que instituiu a escravidão e a corrupção no país, e que hoje hipocritamente afeta sentir-se escandalizada. O mesmo bloco que durante os oito anos de Governo Fernando Henrique Cardoso-Marco Maciel capitaneou a implantação das cláusulas neoliberais em nosso país, desmontando o Estado e privatizando a empresas públicas.
Somos contra a apropriação do público por quem quer que seja: indivíduos, famílias, empresas, associações ou partidos. Por isto somos contra toda privatização. Que se apurem todas as corrupções. Mas, TODAS. Que se apurem todas as privatizações.
Um balanço dos quatro anos de mandato do presidente Lula deixa um decepcionante saldo para a classe trabalhadora, sobretudo no que diz respeito à economia. Mais que isto, tendo em vista a nova composição do Congresso Nacional e as alianças em curso desde o primeiro mandato, a tendência é que o segundo governo Lula esteja ainda mais comprometido com a agenda neoliberal, principalmente caso se aprofunde ou se mantenha o descenso das lutas populares e de massas. Todos sabemos disto. No entanto, é preciso ter claro que, em nenhum momento, as forças que o apóiam vieram a público, ou sequer insinuaram o uso da força e a quebra das atuais instituições democráticas (ainda que frágeis e limitadas), que permitem que nos organizemos e acumulemos forças para aprofundar conquistas e realizar as mudanças estruturais de que necessita a classe trabalhadora e o povo.
Diferentemente do que se propala, os trabalhadores, o povo e a esquerda brasileira foram os principais fiadores dessas instituições. A abertura e a transição para a democracia que se preparava entre as elites no final da ditadura seria mais estreita e minguada, não fossem as grandes greves e manifestações, preparadas por um persistente e clandestino trabalho da esquerda (marxista e cristã) de organização de comissões de fábricas e empresas, de organização dos bairros proletários, dos movimentos populares e de retomada das entidades (sindicatos e associações) de trabalhadores ocupadas por interventores e prepostos do regime desde o golpe de 64. Foi o povo na rua, articulado por suas organizações e movimentos, quem definiu as conquistas mais avançadas de que hoje usufruímos e que se inscreveram na Constituição de 1988. Não devemos isto nem às elites nem a qualquer guia genial dos povos, a qualquer pai dos pobres.
É preciso lembrar a História, a nossa História. É preciso lembrar que muitos foram assassinados para que conquistássemos e garantíssemos a liberdade que hoje gozamos, ainda que precária, mas que nos garante o direito inclusive de escrever este editorial. É preciso, sobretudo, abandonarmos uma discussão economicista da atual conjuntura e distinguirmos bem quem é o inimigo principal, quem são os adversários e quais são os nossos aliados. Toda vez que nos equivocamos a este respeito, acabamos derrotados.
Hoje,o inimigo principal é o bloco que se aglutina em torno da candidatura Geraldo Alckmin. É este, portanto, que deve ser derrotado nas atuais eleições. Assim, votar Lula, mesmo sem qualquer ilusão no que diz respeito às sua política econômica, é um dever de todos nós que constituímos a classe trabalhadora e o povo brasileiro.
O contrário é apostar no quanto pior, melhor.
E o pior só é melhor quando é pior para o inimigo.



Escrito por Cid Benjamin às 14h07
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de Mário Moura

Cid, enalteço sua tolerância e generosidade democrática para ouvir e divulgar quem ataca a posição do PSOL no segundo turno, às vezes de forma tão pueril. A novidade no cenário político brasileiro continua sendo o PSOL, a Heloisa Helena. Não dá para fechar o nariz e confirmar nas urnas uma das duas opções que nos restaram para conduzir o país. Nesse jogo de apenas duas peças quem representa a direita e quem representa a esquerda? Um exame isento das práticas dos tucanos e petistas no Poder, torna cada vez mais difícil responder a esta pergunta.



Escrito por Cid Benjamin às 14h07
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de José Luís Fevereiro

Não dá para não responder á Talita. Como assim, o Vladimir tem "uma postura de pessoa publica que falta a HH"? Estamos falando do mesmo Wladimir? O Palmeira? Aquele que em 2004 moveu mundos para ser candidato a prefeito do Rio pelo PSB para desancar o governo Lula na televisão e só não fez isso porque o PSB não topou? E que agora foi candidato a governador para defender o governo Lula? É do mesmo Vladimir que estamos falando? O único traço de coerência desse personagem foi o desejo de ser candidato. A qualquer preço e com qualquer discurso.
Fala sério!



Escrito por Cid Benjamin às 14h07
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de Rodrigo Castelo

Muito oportuno o debate levantado pelo seu blog. Tenho encontrado diversos companheiros da base do PSOL, e todos se mostram super insatisfeitos com este golpe branco da cúpula.
Como podemos propor um socialismo democrático e libertário se não exercemos tais práticas internamente? E como disse o Carlos Nelson, precisamos repensar a campanha política de 2006 a partir de um processo de autocrítica, sem medo de patrulhas ideológicas. O pior, contudo, será promovermos um debate e não sermos escutado pela executiva.



Escrito por Cid Benjamin às 14h06
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Segundo turno – o que fazer? Texto firmado por Chico Alencar e Marcelo Freixo, deputados eleitos pelo PSOL

É HORA DE DEBATE COLETIVO E NÃO DE SILÊNCIO INDIVIDUAL

Os resultados do primeiro turno destas eleições indicam uma guinada conservadora do eleitorado. A política econômica continuísta, as alianças fisiológicas e os graves desvios éticos e ideológicos de petistas e de altos funcionários do governo destruíram a esperança de um enorme contingente da população. E geraram o misto de revolta, apatia e ceticismo que explicam o retorno de figuras execráveis ao primeiro plano da política brasileira e a grave perda de espaço do voto de opinião.
Em uma campanha marcada por regras que não inibiram o uso das máquinas administrativas e o abuso do poder econômico, na qual os escândalos deslocaram o debate eleitoral para as páginas policiais, o Partido Socialismo e Liberdade empenhou-se em trazer à baila as grandes questões nacionais e em mostrar as graves ameaças que pesam atualmente sobre a classe trabalhadora e sobre a Nação.
O PSOL, em respeito ao povo que assiste, indignado, à deterioração crescente do tecido social e dos padrões éticos das instituições do Estado, deve estimular o debate na sociedade, apostando na politização, na democracia e no desafio de dialogar com o povo nesse momento tão importante.
Essa é a hora de convocar a base do partido e dinamizar suas instâncias para a saudável discussão. Devemos reativar a organização e o funcionamento pleno do PSOL e apresentar para a população, com muita responsabilidade, o conteúdo que nos credencia como uma alternativa democrática de socialistas.
O eleitorado tem o direito de saber e de exigir que os candidatos que disputam o segundo turno em nível nacional e no Rio de Janeiro explicitem, ao menos agora, as diferenças entre suas posições em relação a questões relevantes. A busca de adesões de esquemas oligárquicos e personalistas e a mera disputa sobre "quem roubou menos" ou "distribuiu mais benefícios" não qualificam as candidaturas para as necessidades do projeto de Brasil-Nação. Nossos eleitores devem exigir posições claras diante de questões constantes do programa apresentado por nossa candidata a presidente da República, Heloisa Helena, e por nosso candidato ao governo do estado, Milton Temer. Nesse sentido, como instrumento de abertura de debate, consideramos fundamental que os candidatos à Presidência se manifestem publicamente sobre os pontos programáticos que se seguem:
" Eliminação do superávit primário e aplicação dos recursos a ele destinados na Educação e na Saúde, avançando na meta de 8% do PIB para essas áreas, além de 2% do Orçamento para a Cultura;
" Manutenção dos direitos trabalhistas, securitários e sindicais, tais como estão redigidos atualmente na legislação brasileira;
" Preservação do caráter estatal da Eletrobrás e Petrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, limitando a participação do capital estrangeiro nessas empresas;
" Reconstitucionalização da subordinação do Banco Central ao governo da República, sem sua autonomização;
" Garantia da destinação social de receitas da União, não renovando a DRU - Desvinculação de Receitas da União;
" Assentamento de um milhão de famílias de trabalhadores rurais sem terra nos próximos quatro anos;
" Investigação profunda e punição rigorosa de todos os responsáveis pelos atos de corrupção de que são acusados membros do parlamento e altos dirigentes do Executivo, em qualquer época, com combate sistêmico e implacável às agressões à ética pública;
" Apoio aberto a uma reforma política radical, assentada na livre organização partidária, no financiamento público e exclusivo de campanha e na revogabilidade dos mandatos;
" Construção de uma governabilidade fundada em projetos de interesse público, mobilização social e diálogo transparente com o Parlamento, e não em acordos espúrios baseados em loteamento de cargos, liberação de emendas e compra de votos;
" Diálogo com trabalhadores, servidores, funcionários de estatais e bancos, comprometendo-se com a reposição das perdas e a melhoria de sua capacitação profissional, com vistas à superação da crônica desigualdade social brasileira;
" Realização de auditoria nas privatizações das estatais;
" Defesa dos interesses nacionais e aprofundamento do diálogo Sul-Sul, contestando o globaritarismo hegemônico e a financeirização do capital.
Da mesma forma, no Rio de Janeiro, interpelamos as duas candidaturas ao Governo do Estado a que se posicionem publicamente sobre:
" Cumprimento do preceito constitucional do investimento de 30% do Orçamento em Educação;
" Aumento do número de unidades escolares, para reduzir a quantidade de estudantes por sala de aula;
" Fim do salário diferenciado do magistério, imposto pela gratificação Nova Escola;
" Proibição imediata do uso de "caveirões" no combate aos pontos de tráfico de drogas nas comunidades pobres, método inspirado na tática de "ocupação de território inimigo", com adoção de ações baseadas na inteligência e na informação na busca de criminosos, que constituem ínfima parcela dessas populações;
" Rejeição da prática atual de criminalização da pobreza e eliminação dos excluídos, recuperando-se o princípio das políticas sociais efetivas para os marginalizados;
" Garantia da melhoria salarial dos policiais, qualificando-os como Profissionais da Segurança;
" Cumprimento da Lei de Execução Penal;
" Reforço da Saúde Pública, eliminando-se as variadas práticas de terceirização e privatização do setor;
" Garantia dos núcleos de atendimento do programa Saúde da Família e investimentos efetivos em Saneamento Básico;
" Promoção da real integração entre as instâncias municipal, estadual e federal dos serviços de Saúde;
" Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas;
" Investimento, como prevê o ordenamento legal, de 20% dos royalties do petróleo exclusivamente em Meio Ambiente;
" Democratização do acesso aos bens culturais, como teatro, cinema e espetáculos musicais, em condições acessíveis a toda população do Rio de Janeiro;
" Garantia de aplicação de 2% do Orçamento do estado para a Cultura;
" Realização de uma rigorosa auditoria nas privatizações, especialmente a do Banerj, condenada pelo corpo técnico do TCE;
" Negociação elevada e transparente com a Assembléia Legislativa, sem concessões quanto a nomeações de caráter partidário ou pessoal para nenhuma função pública ou interferências criminosas nas áreas de fiscalização financeira e tributária.
Queremos romper com o desencanto, superar o conformismo, movimentar a significativa base social que depositou sua esperança, de alguma forma, no PSOL. Isso só é possível com crítica, debate, agitação de idéias, empenho para a politização. Esperamos que esse processo nos deixe mais fortes e mais unidos. Queremos resgatar a política como sinal de consciência e caminho de mobilização e organização; uma prática política que injete ânimo nessa quadra política tão poluída pelas sujeiras de antigos e novos baluartes do neoliberalismo.



Escrito por Cid Benjamin às 14h06
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de João Batista de Andrade

LULA = ALCKMIN: VOTE NULO.
Um ou outro vai continuar pagando 500 milhões por dia de juros da dívida... Sem abater nada do principal, isto é a dívida continua crescendo. FHC pegou a dívida em 100 bilhões e a elevou a 600 bilhões. Lula a aumentou para 1 trilhão e 100 milhões. Por isso, o governo federal não pode fazer um hospital, uma escola, uma ponte nova... as estradas continuam esburacadas. Com o PSDB e o PT o Brasil não tem crescido quase nada. No ano passado, o único país americano que cresceu menos do que o Brasil (1,8%) foi o pobre do Haiti (1,5%). Sem crescimento econômico, as empresas não se expandem, as pessoas não têm emprego, os salários continuam baixos. Hoje, não só o governo, como as pessoas estão na mão da agiotagem legalizada, as agências de empréstimos se multiplicam como erva daninha. O salário mínimo já deveria estar em 1.900 reais por mês, segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estudos Sociais e Estatística).



Escrito por Cid Benjamin às 14h05
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de Paulo Henrique Rodrigues

Não sou filiado do PSOL. Sou apenas um dos milhões de eleitores que ficou aliviado por ter uma alternativa no primeiro turno. Um dos milhões que terá cãibra na hora de escolher entre PT e PSDB. Eca! Quero contribuir para este debate. Para mim, o PSOL saiu da campanha vitorioso. É um partido que exerce a ética na política e critica a concepção econômica atual. Construiu uma imagem cara, clara e limpa na cena política brasileira. E a neutralidade no segundo turno foi a resposta perfeita para não macular o legado do partido: a nova forma de fazer política. Ele não é uma partido de esquerda qualquer. Vejo inspirações em Hannah Arendt... Trouxe o discurso de respeito ao público. Sua candidatura foi de gente grande em avião de carreira!!! É um partido que, em apenas dois anos, conquistou espaço de gente grande na política brasileira. Apoiar o PT, mesmo havendo compatibilidade entre setores dos dois partidos, seria um erro. Se alguém quiser apoiar pessoalmente, pense bem.



Escrito por Cid Benjamin às 14h05
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Segundo turno – o que fazer? Opinião de Renata Lins

Candidato, você não decepcionou na sua firme tomada de posição contra esse absurdo que alguns dos próximos vêm tentando justificar. O fato da Heloísa não poder declarar seu voto em Lula decorre dos excessos cometidos em nome da "ética" no segundo tempo da campanha (o que, a meu ver, fez com que ela perdesse metade do caminhão de votos que ganhou no Jornal Nacional). Isso, porém, não implica que a Executiva queira amordaçar figuras como Plínio, Chico, Cesinha, Ivan Valente e outros, que não foram para o partido para ficar na aba dela e sim para construir nova proposta. Com tristeza.
Pra variar, vou discordar do Zé Luis Fevereiro. Acho que há sim, espaço pra um partido pequeno 1. liberar seus filiados 2. ter figuras de proa declarando seu voto. Isso na minha opinião nos fortalece(ria). O que nos enfraquece é ver o Chico, o Plinio, o Ivan Valente sendo obrigados a tomar posição contra a nota stalinista da executiva. É assim que começa.



Escrito por Cid Benjamin às 14h04
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PSOL: O que fazer?

Amigos, este debate está rendendo mais do que eu previa. Continuo, aqui, postando opiniões sobre os rumos do PSOL neste segundo turno (sempre com a aquiescência dos signatários, diga-se). Vários dos que escrevem não são filiados ao PSOL. Alguns sequer votaram na Heloísa Helena. Mas optei por não restringir o debate. Todo e qualquer leitor ou assinante do blog que queira opinar será bem-vindo. Não serão postadas apenas mensagens com baixarias ou ataques pessoais, como, aliás, é norma neste blog.



Escrito por Cid Benjamin às 19h55
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PSOL: O que fazer? – opinião de Francisco Faria

Nossas expectativas não foram em parte alcançadas, mas se você levar em consideração o tempo de criação do partido, os poucos recursos que se teve nessas eleições e o patamar em que se chegou de popularidade, não tenho dúvidas de que daqui a quatro anos haverá grandes novidades no quadro político brasileiro. Dessa vez, não temos muita escolha, eu, por exemplo, agora votarei no Lula, pois acredito que o segundo turno foi uma sacudida que o povo brasileiro deu no Lula para mostrar sua insatisfação. Acredito eu que ele estará mais seletivo na escolha de seus ministros depois de tudo o que aconteceu. Espero que eu esteja certo!!!!



Escrito por Cid Benjamin às 19h54
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PSOL: O que fazer? – opinião de Rosane de Souza

Tenho lido as críticas sobre a posição do pequeno PSOL sobre o segundo turno. E vendo o debate entre os dois candidatos que nos sobraram só conseguir mesmo foi sentir falta de Heloísa Helena. Pelo menos, o País estava vivo. Quem reclama da campanha da senadora, de sua postura, do eterno branco nas roupas se esquece que sem ela (justiça seja feita) teríamos apenas os mesmos percentuais de votos minguados dados aos candidatos aos governos estaduais. Não digo que Heloísa Helena salvou essa eleição (embora quase) ou a esquerda, mas lavou um bocado a nossa alma. A minha, bastante. E, pensando bem, acho que não dá para confiar em compromisso ou palavra desse Lula que perambula por aí. Portanto, não havia nenhuma condição de apoiar a "Majestade Barbuda". Prefiro mil erros do PSOL e da Heloísa, que me fazem viva, a ter que escolher entre o seis e o meia dúzia, iguaizinhos no teatro de uma eleição, ela sim, melancólica. Ainda bem que o partido me liberou da praga da escolha entre o mal menor. Mal é mal. Eu, pessoalmente, voto nulo -- é melhor acabar o mal antes que a raiz se espalhe pela vizinhança.



Escrito por Cid Benjamin às 19h54
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PSOL: O que fazer? –opinião de Fábio Lau

Não sei se cabe aqui o comentário solitário de quem não é PSOL e nem votou no PSOL. Mas acho que só quem não tem vínculos com o novo partido pode afirmar com todas as letras que o discurso ferido, magoado e rancoroso de HH se sobrepôs a qualquer idéia, proposta ou discurso alternativo. Ela fez de Lula o seu inimigo maior quando, politicamente falando, o tucanato deveria ser o principal adversário. Tivesse ela ocupado o espaço de Alckmin no âmbito da oposição estaria, muito provavelmente, agora no segundo turno com legitimidade para se apresentar como alternativa. O rancor de HH ficou patente e soou patético. Fugia dos embates em que se exigia seriedade e competência para contra-argumentar com cronistas e articulistas preparados. Mostrava caninos quando era para expor idéias e revolta onde se pretendia ver serenidade. Talvez seja fácil, agora, apontar erros na campanha. Mas talvez agora alguém queira escutá-los. Na época dos 10% ela soava dona de si, cheia de si, embora vazia de propostas exeqüíveis. Naquela época dizer que algo ia errado seria logo apontado como síndrome de um agente infiltrado. Um gesto de grandeza, nesse momento, seria o apoio claro e maiúsculo, com as devidas ressalvas, a Lula. Ou então se estará de novo fazendo o que sempre se viu fazer – mesmo no PT: quanto pior, melhor.



Escrito por Cid Benjamin às 19h53
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PSOL: O que fazer? – opinião de Marcelo Moutinho

Também não sou filiado ao PSOL, mas estranhei a posição centralista e algo arbitrária da Heloísa Helena quanto ao segundo turno. Parece-me claro que há diferenças entre as duas candidaturas, já que uma delas (a de Alckmin, evidentemente) coloca em questão o próprio papel do Estado na administração pública. Em que pesem todos os problemas e críticas que com certeza podemos fazer ao governo Lula, optar pelos tucanos - ou, o que seria pior, simplesmente lavar as mãos, abstendo-se de optar - significa andar para trás e perder a dimensão da importância histórica da escolha. Agora é Lula.



Escrito por Cid Benjamin às 19h53
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PSOL: O que fazer? – opinião de Cristina Konder

Fico impressionada ao constatar o quanto as pessoas (de esquerda e bem intencionadas) deliram. Vamos combinar que o PSOL - pro bem e pro mal - não existe como partido. A votação "expressiva" de todos seus candidatos majoritários deixa isso muito claro.
Quem existe e mostrou isso com quase 7% dos votos válidos – com encaminhamentos e táticas equivocados ou não - é a Heloisa Helena. E ela conseguiu esse resultado graças ao seu desempenho, esforço e sacrifício pessoal. Nem o PSOL, nem candidato algum, adicionou um votinho sequer à candidatura dela.
Portanto, nada mais justo que seja o peso da posição dela (a meu ver acertada) que determine o comportamento dos que a tiveram como líder nessa campanha no segundo turno das eleições.
Sei que muito gente fez das tripas coração para tentar transformar o PSOL em partido. Com sacrifícios pesados, inclusive. Você (Cid), o Temer, o Eliomar, o Cesinha e muitos mais. Mas infelizmente esse objetivo ainda não foi alcançado e também não se concretizou em votos.
Por isso, vamos colocar os pés no chão e trabalhar muito ainda para criar um partido. Discutindo, concordando ou divergindo, mas sendo racionais e justos. Trabalhando sempre com o real.
E sem muitas críticas e conselhos à Heloísa. A meu ver ela só merece o nosso carinho, apoio e um muito, muuuuiiiito obrigada pelo resultado, fruto de seu esforço e valentia.
Quanto aos delírios dos que acham que já temos um partido, diria como o meu neto José: menos, amigo, menos.



Escrito por Cid Benjamin às 19h53
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PSOL: O que fazer? – opinião de Henrique Brandão

Acho bastante oportuno este debate. Em todas as intervenções que li, constatei observações interessantes. Me parece quase unanimidade que o discurso de nossa candidata no final da campanha foi, como alguém já disse, "um samba de uma nota só" em torno da ética, classificando Lula e o PT "como uma quadrilha que rouba e é capaz até de matar" etc, etc, etc. Obviamente, este discurso denota um enorme ressentimento - justificável, diga-se de passagem - e acaba deslocando para segundo plano as diferenças políticas fundamentais que fizeram com que muitos de nós deixássemos o PT e apostássemos em um projeto político alternativo de esquerda.
Este discurso dificulta agora uma tomada de posição pública do partido em favor da candidatura de Lula. É claro que Lula e o PT estão muito parecidos com o PSDB. Mas não são a mesma coisa. Não podemos nos dar ao luxo de fazer um discurso da "limpeza", nos colocarmos como os paladinos da ética, não participar do segundo turno e ver os tucanos voltarem. É um retrocesso para o Brasil. Ainda mais com o candidato apresentado por eles, Alckmin, a direita do PSDB.
Mais ainda: dentro do PT e na própria sociedade ainda existem setores sérios e éticos do campo da esquerda que são nossos (do PSOL) interlocutores e com os quais interessa uma aproximação por meio do debate político.
Pior de tudo: a proibição de figuras públicas do partido se manifestarem. Foi lamentável. Centralismo burocrático nós sabemos no que vai dar. Já vimos este filme. Esta uma herança maldita da esquerda e do PT que o PSOL, infelizmente, trouxe consigo. Foi uma decisão precipitada. Vejam o exemplo do PDT aqui no Rio. Apesar da direção propor o apoio ao Cabral, a militância e a maioria do diretório do partido votou pela neutralidade. Me pareceu um processo bem mais democrático e arejado do que o vimos no PSOL.
De todo modo, é necessário fazer um "rescaldo" do processo eleitoral. Pesar os erros e acertos e seguirmos em frente, pois o caminho é longo.



Escrito por Cid Benjamin às 19h52
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PSOL: O que fazer? Opinião de Regina Linhares

Não sou filiada ao PSOL e, portanto, não me deveria importar com o papelão do partido refletido na nota da executiva e na fala da candidata que se diz representante da verdadeira democracia. É interessante notar que a verdade e a ética, estejam a "serviço" de quem estejam, têm sempre a feição de quem a empunha. Durante toda a campanha, HH cobrou raivosamente do PT o afastamento do caminho democrático, utilizando-se todo o tempo do fato de ter sido expulsa do partido, dizendo-se perseguida e injustiçada. Ora, como explica agora que obrigue seus companheiros a manterem fidelidade às idéias que impõe ao PSOL de forma vertical, quando votou sistematicamente contra as posições do PT quando dele fazia parte? E mais interessante ainda é ver que há militantes e simpatizantes do PSOL justificando tal posição com a afirmação de que partido é isso mesmo, implica em algum cerceamento a posições individuais e alguma dose de disciplina partidária...



Escrito por Cid Benjamin às 19h52
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PSOL: O que fazer? – opinião de Talita Vidal

Não me animei a participar deste debate por não ser filiada ou simpatizante do PSOL. Namorei o Partido lá no seu início, mas havia algo na sua conformação que me incomodava: resolvi dar um tempo. Ficar sem partido, sem proposta, apesar dos convites e de saber que seria bem vinda.
Optei por apoiar Vladimir, e as pessoas sérias que continuam no PT. Fiz campanha com muito orgulho, apoiando o PT em que sempre acreditei, cujos princípios agonizam, mas ainda existem.
Agora, passado o pleito e o resultado das urnas, me deparo com a declaração da Senadora HH, nos jornais e tive clareza do que me incomodava tanto: a dúvida sobre a possibilidade do PSOL se transformar, de fato e de direito em algo de novo na política. É pena!
Estou de saco cheio de mediocridade. A campanha no Rio, o segundo turno entre A juíza e o Cabral, a vitória de Dornelles são provas cabais da mediocridade que nos assola. Não posso entender que HH não perceba sua importância, o que poderia representar e se amesquinhe tanto. Em nome de quê? O governo Lula está longe de ser o governo de meus sonhos, mas é sem dúvida a melhor alternativa hoje. Além do mais, se Lula esqueceu que existe luta de classes, nós de esquerda não podemos esquecer, e forçá-lo a ser um instrumento dela. E sendo assim, "o que o inimigo combate nós defendemos, o que ele defende nós combatemos".
Embora oriundos de Alagoas, falta a HH a postura de pessoa pública de Vladimir. Que, mesmo correndo riscos, assume suas posições, as defende. Sem que, necessariamente tenha que desdizer o que disse. Sem proibir qualquer pessoa de se manifestar em contrário.
Votei e votarei LULA 13!



Escrito por Cid Benjamin às 19h51
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PSOL: o que fazer? – opinião de Vagner Rego

Recomendar o voto em Lula desde que este se comprometa a cumprir uma agenda mínima, é colocar-se como ala esquerda de Lula, é ir contra a independência de classe, ponto essencial quando da fundação do PSOL. Somos oposição aos governos neoliberais de Lula e PSDB. Não dá para negociar. No primeiro turno denunciamos a farsa do modelo neoliberal do governo Lula e agora recomendaríamos voto no mesmo?! Penso que devemos defender a independência de classe do partido e -preparar- o povo para resistir as medidas neoliberais que estão por vir do governo Lula. Recomendo voto em Branco-Nulo. Não negociamos votos. Somos independentes sem medo de ser-mos felizes. Saudações Socialistas.



Escrito por Cid Benjamin às 19h51
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PSOL: O que fazer? – opinião de Lori

A carta de Marcos Arruda está exemplar. Compartilho com ele de algumas opiniões sobre a análise da campanha e a força política da nossa nobre e corajosa senadora Heloisa Helena. Costumo dizer que ainda existe gente, na política, como ela, como um Cristovam Buarque, um Roberto Freire, alguns poucos espalhados neste atual e triste quadro político brasileiro. Mas são raridades. Não concordo com uma coisa - o "Não a Alckmin". Acho justamente o contrário. O Mal Menor, para mim, no momento é Alckmin. Não dá mais para aguentar Lula e sua corja na Presidência do Brasil. Alckmin pode não ser o candidato ideal, mas no momento é a única solução que temos para tirar essa pouca vergonha, esse grande engodo, essa grande mentira que se chama Lula! Ele nos traiu. Não há perdão para traidor, para chefe de quadrilha dos cofres públicos, para estelionatário eleitoral. Temos que tentar a única outra possibilidade que há -Geraldo Alckmin. Democracia se faz assim. Errando e acertando.



Escrito por Cid Benjamin às 19h51
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PSOL: O que fazer?

Continuo postando no blog opiniões de companheiros sobre o que deve fazer o PSOL no segundo turno da eleição.

Escrito por Cid Benjamin às 21h03
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PSOL: O que fazer? - posição de Luís Marcolino

DEPLORO (só não digo REPUDIO, por não ser filiado ao PSOL!) a tese de “liberação” de HH, assim como, com toda a veemência, a deliberação do Partido - não discutida, não amadurecida, circunscrita única e exclusivamente ao EMOCIONALISMO e desprovida de qualquer enfoque político -, de se proibir que os filiados se pronunciem sobre apoio a este ou àquele candidato.

Seria compreensível, aceitável, defensável a decisão, se fruto de um debate. Mas...

Evidente que, depois de uma campanha em que o inimigo principal foi o Lula, não a política neoliberal tucano-pefelista, a que Lula da Silva deu seguimento em sua transição do neoliberalismo para o social-liberalismo, fica difícil para HH expressar apoio ao candidato do PT no 2º turno. Que ela (HH) ficasse preservada, mas que o partido, junto com os demais que compuseram a Frente de Esquerda, debatesse e deliberasse sobre como se comportar nesse novo momento. Decisão de cima para baixo, JAMAIS!!!

Concluindo, concordo com você, de que com Alckmin e os tucanos não há como discutir a possibilidade de apoio. E de que é possível o voto em Lula da Silva desde que ele se comprometa publicamente - e por escrito - com as propostas históricas do velho PT abandonadas pelo seu governo.



Escrito por Cid Benjamin às 20h56
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PSOL: O que fazer? – posição de Laís Amaral

Não sou filiado ao PSol, mas concordo com o posicionamento de você e dos demais membros do seu partido com relação ao que disse a HH. O partido não pode mesmo ficar neutro, na minha opinião, e a opção é uma só. É Lula. Alckmin é retrocesso maior.



Escrito por Cid Benjamin às 20h54
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PSOL: O que fazer? – posição de Alexandre Pinto Cardoso

Não sou filiado ao PSOL, embora tenha apoiado a luta política de seus candidatos.Vou votar no Lula.
O que o inimigo combate nós defendemos, o que ele defende nós combatemos".
Mao Tsé Tung



Escrito por Cid Benjamin às 20h54
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PSOL: O que fazer - opinião de Renata Lins

Renata Lins

(...) Se o início da campanha foi muito animador e renovador (e assim foi sentido pelo povo nas ruas), o final foi meio melancólico, com o "samba de uma nota só" da "ética contra a corrupção". Esse discurso não nos diferencia nem conquista o eleitorado. Concordo bastante com Maria Victoria Benevides que, em entrevista à Carta Capital, ressaltou o caráter "janista" de uma campanha com base no discurso da ética - ética, como eu tive oportunidade de dizer em reunião em Brasília logo após o primeiro show de RJefferson, que é uma "palavra-cabide": aceita vários conteúdos. Lá eu disse que meu ídolo de infância era o Robin Hood, cuja ética (que existia muito profundamente) era e é questionada por uma sociedade que erigiu a propriedade privada como totem absoluto. E o questionamento dessa propriedade como tabu absoluto. E o "respeito aos contratos" (mas não à Carta Magna) como valor absoluto. Cansei de absolutos. E acho que nossa candidata perdeu a oportunidade de se diferenciar pelo que ela de fato tinha de diferente: o respeito aos compromissos assumidos quando entrou para o PT (que a fizeram ser expulsa do partido-pelego). Isso foi o que conquistou o eleitorado, a meu ver, e não o discurso "Omo" de que "lava mais branco", mais ético, mais moral. Ética e moral têm que ser qualificadas, e nesse campo a gente perde porque a legalidade defende a propriedade privada, o lucro e a "liberdade" de ter (haja vista a ultraconservadora Lagoa e seu movimento "Basta!").
Um abraço a todos, esperando que esse processo nos sirva para aprofundar a reflexão sobre os rumos que esse bebê partido, que já nasceu tão maduro em algumas coisas, vai tomar daqui para a frente. Sobretudo, não nos deixemos encantar pelo brilho fácil do discurso raivoso que iguala Alckmin e Lula. Se é verdade que a senadora não podia declarar seu voto em Lula, não é menos verdade que há diferenças importantes entre as duas candidaturas, e que perderemos todos (e a esquerda) se estas não forem reconhecidas.



Escrito por Cid Benjamin às 20h43
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PSOL: O que fazer - Opinião de Leo Benjamin

A agenda é tão clara e tão simples que nem haveria a necessidade desta discussão se prolongar tanto. Fechar o nariz, votar no Sapo Aloprado e se preparar para uma longa batalha antineoliberal. E, junto ao movimento social, tentar atrair os já organizados como o MST e outros, forçar ações governamentais de centro-esquerda, denunciar o que vem por trás (!?!?!?!?) da propaganda enganosa na economia, etc. Sem esquecer a organização do que foi conseguido com estas eleições; bases eleitorais podem se tornar bases partidárias...Tudo, menos deixar chance pros tucanos voltarem!

PS: lembremo-nos da situação da America Latina, favorável à esquerda, e da mundial, caminhando para desgastar cada vez mais a hegemonia do Eixo do Mal (EUA-Inglaterra-Israel)



Escrito por Cid Benjamin às 20h42
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PSOL: O que fazer - opinião de José Luís Fevereiro

Sobre a decisão de executiva do PSOL quero dizer que concordo com o seu mérito. Temos que ter consistência com o que dizemos na campanha eleitoral. Pessoalmente, vou votar no Lula, mas acho que o PSOL não teria nenhuma condição de formalizar apoio a ele.
Partidos não podem temer desgaste de curto prazo. Fizemos uma campanha onde a HH disse com freqüência que o Lula lidera uma quadrilha capaz de tudo (inclusive matar). Questionamos a credibilidade do PT e do Lula de forma duríssima, acho que até com algum exagero, conforme estilo da nossa candidata. Temos todas as indicações de que o 2° governo diferir do 1° será para pior. Vem aí mais um ajuste fiscal brabo. Não dá para encerrar a campanha que fizemos caminhando placidamente para o palanque do Lula por mais que ele se comprometesse com alguns pontos da nossa pauta. Falta-lhe credibilidade para isso. Descumpriu todos os seus compromissos de 2002 e foi isso que dissemos,na campanha.
Acho que ao PSOL não restava outra alternativa a não ser negar apoio a qualquer um dos dois.
E acho que  ,apesar do termo infeliz usado na nota da executiva (proibidos) também não dá para o partido tomar uma decisão e figuras públicas saírem por aí declarando voto. Nenhum partido resiste a isso, muito menos um partido pequeno e ainda em fase de afirmação.
Separo bem o voto de cada um , e o meu é Lula por veto maior aos tucanos, do que acho que possa ser a posição do partido, que acho que foi correta.
Critico apenas a forma da tomada de decisão que acho que deveria ser mais debatida. Pondero, no entanto, que a demora maior em decidir propiciaria um clima de figuras públicas saírem anunciando posições das quais seria mais difícil recuar. Não haveria caminho fácil. Um debate demorado no PSOL sobre a decisão significaria também fracionamento público.
Partido é isso mesmo. Implica em algum cerceamento a posições individuais. E em alguma dose de disciplina partidária.



Escrito por Cid Benjamin às 19h46
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PSOL: O que fazer - posição de André de Almeida

Em várias oportunidades, durante as reuniões que antecederam e acompanharam o processo eleitoral, eu insisti muito em um ponto: com qualquer resultado, esta campanha não se apresentaria como um ponto de chegada para o partido, mas, ao contrário, seria o seu ponto de partida. Isto porque, mais que o próprio desempenho eleitoral, o que se encontrava em questão era o lançamento das bases para a construção de um projeto político alternativo para a esquerda: democrático, popular e socialista.
Para ser conseqüente com estes objetivos seria importante propor um programa político afirmativo sobre as necessárias mudanças na condução do estado, tanto na esfera do executivo como do legislativo. Ao mesmo tempo, procurando esclarecer a vinculação existente entre os descaminhos do governo Lula - e do PT - e as opções políticas assumidas que, ao final, resultaram nesta falsa polarização que buscava enquadrar o processo eleitoral. Mas não só, também se apresentava como indispensável manter e aprofundar os canais de interlocução com todos os setores de esquerda na sociedade brasileira, tanto nos partidos como nos movimentos sociais.
A partir desta perspectiva – que, com satisfação, vi contemplada ao longo de sua campanha - é que me proponho a analisar o resultado eleitoral e a equivocada nota produzida pela executiva do partido.
A campanha começou bem, cumprindo em grande medida os objetivos antes mencionados. Mas foi se perdendo ao longo do tempo. Heloísa foi deixando que os ressentimentos do passado exacerbassem o sentimento de indignação em detrimento de uma postura afirmativa que vislumbrasse mais o futuro. Ao meu ver, contagiou-se em excesso pela radicalização anti-Lula que caracterizou o final de campanha. Não saberia dizer se houve, também, influência dos - sempre brilhantes - estrategistas de campanha, mas ela me pareceu bastante confortável neste papel. De todo modo, agora nos defrontamos com os resultados deste processo.
Primeiro, a própria votação. Saímos de 6%  dos votos totais, chegamos ao patamar de 10/12% para terminar o processo com 6,85% dos votos válidos. Embora expressivos, estes 6,5 milhões de votos perderam muito de seu poder simbólico como alternativa para o futuro para materializar, intensamente, um sentimento anti-Lula. Creio que Heloísa foi capaz de resgatar um significativo contingente de votos brancos/nulos (descontentes de diversos tipos) para o processo eleitoral mas, ao privilegiar o discurso anti-Lula, acabou por permitir que os eleitores buscassem um leito mais expressivo para este tipo de voto.
Mas o mais importante é que esta postura a colocou em um beco sem saída e, pelo que vimos, trouxe a executiva junto. Podemos buscar explicações para esta manifestação da executiva. Elas certamente se encontram no reconhecimento da importância do papel por ela desempenhado, no seu desprendimento, compromisso e valentia. Mas não encontro justificativas quando penso nos desdobramentos em relação a um projeto para o futuro. E, muito especialmente, quando está em jogo a capacidade de interlocução com os demais segmentos da esquerda brasileira.
Nós sempre reconhecemos que não éramos os portadores de uma nova verdade para a esquerda brasileira; muito ao contrário, buscávamos ser capazes de construir um espaço para a sua reaglutinação, permeado por um clima permanente de diálogo, discussão, transparência e generosidade. Neste aspecto é que reside o grande equívoco dos termos da nota da executiva, tanto para a construção partidária como para a afirmação de um projeto alternativo para a sociedade brasileira.

 



Escrito por Cid Benjamin às 19h45
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PSOL: O que fazer?

Vários companheiros opinaram sobre os caminhos que o PSOL deve adotar no segundo turno. Reproduzo nas notas abaixo suas posições. À medida que surjam novas opiniões, vou também postá-las no blog.



Escrito por Cid Benjamin às 12h07
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PSOL: O que fazer? – opinião de Carlos Nelson Coutinho

Caro Cid
(...) Quanto à sua proposta de comportamento do PSOL no segundo turno, estou de pleno acordo. Talvez até diminuísse um pouco as exigências feitas a Lula. Também estou de acordo com a idéia de que a decisão foi apressada e cupulista. De resto, estou em franca discordância com a idéia de punir os expoentes que declarem seu voto. Afinal, o PSOL surgiu, entre outras coisas, precisamente em protesto contra medidas disciplinares no interior do PT. Dissemos desde o início que o PSOL deveria ser um partido pluralista, sem centralismo imposto de cima para baixo.
Por outro lado, acho que temos de ter maturidade para reconhecer que o resultado eleitoral do PSOL não foi bom (digo do PSOL, não necessariamente de Heloísa Helena) e estamos no dever de fazer um exame autocrítico bastante sério.



Escrito por Cid Benjamin às 12h07
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PSOL: O que fazer – opinião de Antônio Augusto - II

(continuação)

Temos que reverter isso na prática. E as principais expressões do partido ganhas contra o sectarismo, falo de Cesinha, Plínio, Ivan Valente, Chico, estaduais eleitos, companheiros representativos como Cid e outros, intelectuais de peso como Leandro Konder e Carlos Nelson, devem se empenhar nessa direção.
Aqui no
Rio teremos um bom momento para levarmos à frente nossa posição na plenária do Chico, na quarta, dia 11, às 18h, na Av. Mem de Sá, 23, ao lado do Asa Branca. Todos lá.”



Escrito por Cid Benjamin às 11h42
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PSOL: o que fazer? – opinião de Cris Fagundes

"Acho que a decisão do PSOL não poderia ter sido pior, a postura de Heloisa Helena quanto à alianças no segundo turno já se formava antes mesmo das eleições. Perguntada por Tereza Cruvinel sobre quem apoiaria caso não chegasse ao segundo, HH se irritou, desconversou.
"Isso mostra uma incoerência com a maquinaria política do país, por muitas vezes HH preferiu bater o pé e falar grosso à discutir sobre assuntos que requeressem um pouco mais do que uma mera postura.
"A inteligência do eleitor não pode ser subestimada, por mais que todos estejamos revoltados com a bandidagem que aí está, todos aos menos suspeitamos que seja preciso um pouco mais que uma voz grossa e um pisar firme para tocar boiada.
"A decisão do PSOL de proibir os candidatos de manifestarem suas preferências para o segundo turno é realmente lamentável. O silencio em si já era lamentável, Heloisa Helena em silêncio e em cima do muro era uma incoerência com os supostos princípios do partido, mas essa decisão de amordaçar os co-partidários se assemelha aos métodos e mentalidade que resultou na expulsão da própria Heloisa do partido dos trabalhadores. Vergonhoso, não vejo outra palavra.
"O PSOL, que surgiu com tanta dignidade, perdeu muito com essa lamentável decisão."



Escrito por Cid Benjamin às 11h36
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PSOL: o que fazer? – Carta de Marcos Arruda a Heloísa Helena

“Esta mensagem vem do meu coração fraterno, ela é transparente pois é assim que um irmão ajuda a uma irmã. Não leve nada do que digo a mal, pois visa somente ajudar você a achar os melhores caminhos. Sem outra pretensão. Por isso, começo afirmando que toda a sua garra e coragem não ficará perdida, fique certa. Foi uma grande aula de política a sua campanha! Mas teve defeitos, e devemos reconhecê-los e apressar-nos a corrigi-los, pois A Luta Continua (como dizia o bravíssimo Amilcar Cabral!)
“Sobre a forma: se esforce para moderar seu tom e sua linguagem. Você tem dado a impressão de estar sendo movida mais por ódio que por amor, mais por mágoa pessoal do que pela motivação política - aquela de lutar sempre pelo PODER DO POVO, PELO POVO, COM O POVO. A Luz pode se referir às trevas, mas se ela manifestar mais as trevas do que a Luz, ela escurece, perde seu vigor e sua luminosidade.
“Sobre o momento da escolha: é hora de pensar, em primeiro lugar, no povo sofrido e no Brasil oprimido durante cinco séculos, que neste momento já não tem mais três ou quatro escolhas, só duas. E uma é sem nenhum dúvida PIOR do que a outra. Não se pode colocar os dois candidatos no mesmo saco, dizer que os dois governos serão iguais. É como dizer que Ricardo Lagos é igual a Pinochet, no Chile. Quatro anos de vida do nosso povo sofrido e oprimido estão em jogo!
“Sobre o PSol: peço que reconsidere sua posição de manter o PSol neutro! Ele não pode ficar neutro, porque vai ficar distante do nosso povo neste momento, não só em termos de opinião, mas também de interesses! Ele não pode ficar neutro porque seu projeto não é imediatista nem apenas tático, mas sim emancipador, portanto, estratégico e de longo prazo! Temos que ser capazes de avaliar criticamente o momento e definir a linha de ação que melhor cabe para o momento! A referência é o maior bem para o mundo d@s trabalhador@s, d@s oprimid@s, d@s excluíd@s. Não será nenhuma vergonha vc se juntar ao Cristóvam e juntos, com seus quase 10% de eleitores, irem pressionar o Lula por mudanças reais e substanciais (ver minha carta aberta a você e ao Cristóvam, abaixo). Se vai dar certo ou não, não importa agora. Ele vai ter que dizer alguma palavra de compromisso, e se falhar, vocês terão ainda maior força para cobrar, para denunciar e para propor outros caminhos. Por favor, retire a frase que deu margem ao artigo da FSP de hoje: Heloisa 'proibe' aos membros do PSol declaração pública de voto. Não podemos nem devemos ter medo da verdade! Nem podemos agir de forma prepotente: esta foi a forma que levou o PT, já corrompido, a expulsar vocês quatro!
“Sobre a política e a educação para o poder popular: Política é a arte de tornar real o possível, e de tornar possível o sonho impossível! Política é movimento, é correlação de forças, é jogo de concentração OU desconcentração do poder. Em tempos de concentração, temos que trabalhar mais ainda para que a concentração imploda. E ir ajudando o povo a se empoderar para ser ele mesmo o autor da desconcentração, da horizontalização, da partilha do poder. Educação, educação, educação, política, econômica, social, cultural, espiritual... E muita humildade. Como é que o povo vai acreditar em si mesmo se for formado por educadores-líderes arrogantes e prepotentes?
“Sobre o Brasil: defender o Brasil neste momento, Heloisa, é gritar bem alto: NÃO A ALCKMIN! NÃO AO PSDB DE FHC! NÃO AO PFL DE BORNHAUSEN E ACM! Tenha a sua coragem habitual, agudize seu compromisso com o povo e com o Brasil e dê um passo atrás, juntando-se à maioria do povo e reforçando a possibilidade de que os mais ferrenhos destruidores do Brasil sejam derrotados!
“Confiamos em você, no seu bom senso feminino, no seu compromisso com a verdade que é o povo em luta pela emancipação. Quando não dá para vencer no curto prazo, o povo se entrincheira, recua, refaz as alianças, acumula forças para avançar mais depois. As lideranças têm que ir com o povo, ou vão ficar para trás, vão se distanciar, vão perder tempo de aprender e de ensinar. A jardineira não fica distante do seu jardim porque há uma tormenta lá fora. Ela vai diligentemente preparar o jardim para sobreviver à tormenta, e vai estar perto para diminuir ao máximo os danos.
“Neste momento, o povo do Brasil precisa do Mal Menor! Devemos qualificar nosso voto, mas votar, sem nos omitirmos nem nos calarmos! Sua força política é grande - podia ter sido maior se a campanha tivesse sido mais propositiva e menos agressiva e virulenta. Mas não é tarde. Há muito caminho pela frente. Avaliamos, corrigimos os rumos e seguimos adiante. É o que lhe estou propondo aqui, amiga e brava companheira!”



Escrito por Cid Benjamin às 11h35
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Algumas informações necessárias

Como a maioria dos leitores deste blog deve saber, não me elegi. Na campanha, tínhamos a avaliação de que o PSOL poderia eleger dois deputados estaduais (número que poderia baixar para um ou subir para três) e que quatro candidaturas estavam bem à frente das demais na disputa dessas vagas (Marcelo Freixo, Paulo Eduardo, Janira Rocha e eu). As estimativas se confirmaram, mas na sua versão mais pessimista: fizemos apenas um deputado estadual e, na corrida entre os quatro mais cotados, fiquei em quarto lugar. Foi um resultado dentro das previsões (ainda que em sua versão mais pessimista).
Resta o consolo de ter contribuído, com uma campanha de alto nível, para a politização do eleitorado e para a reconstrução de uma alternativa de esquerda no país.

Era minha intenção ter atualizado antes este blog, trazendo estas informações e reflexões. Mas ocorreu um imprevisto. Já no dia seguinte à eleição, segunda-feira ainda pela manhã, fui surpreendido por um pedido do amigo e velho companheiro Wadih Damous, cabeça da chapa progressista na campanha da OAB-RJ, cuja eleição é em 21 de novembro, para que eu me integrasse à coordenação de sua campanha. Assim, tive apenas um dia de folga e, em seguida, me vi envolvido em outra disputa.
Por isso, só hoje, sábado, pude atualizar o blog.
Pretendo, de agora em diante, fazê-lo uma vez por semana.

Aos leitores que me honraram com seu voto, meus sinceros agradecimentos.



Escrito por Cid Benjamin às 14h13
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O PSOL e o segundo turno

O segundo turno entre Lula e Alckmin deixou o PSOL numa situação difícil. Se nossa crítica a Lula e ao PT é o fato de eles terem se tornado muito parecidos com os tucanos – na política e nos métodos - o que fazer diante da situação criada?
Já na segunda-feira, com cuidado para não falar em voto nulo, Heloísa Helena descartou o apoio a qualquer dos dois candidatos e “liberou” os eleitores do PSOL para que votassem de acordo como bem entendessem. Posteriormente, uma reunião da Executiva Nacional confirmou a decisão e foi além, proibindo a filiados do partido manifestações públicas de apoio no segundo turno.
Algumas observações se fazem necessárias em relação a esses encaminhamentos e às posições tomadas.

1. Soa como desnecessária e redundante a “liberação” do voto dos eleitores do PSOL no segundo turno. Desde quando o voto de um eleitor não está liberado?
2. Deve um partido político eximir-se de tomar uma posição clara, numa situação como a que vivemos? Não é natural que seus eleitores e simpatizantes, mesmo “liberados” para votar como bem entendam, esperem dele uma orientação?
3. A posição adotada por Heloísa e pela Executiva não deixa o partido numa posição passiva, sem qualquer interferência no processo eleitoral?
4. Por fim, é preciso reconhecer que a posição do PSOL foi tomada sem um mínimo de debate interno. É verdade que, muitas vezes, a realidade exige uma pronta resposta de direções partidárias. Mas, no caso, era perfeitamente possível adiar a decisão por uma semana ou dez dias e organizar um processo mínimo de consultas. Para que se tenha uma idéia, figuras como o candidato a vice, César Benjamin, ou o candidato ao governo de São Paulo, Plínio de Arruda Sampaio, não foram ouvidas. De resto, a entrevista de Heloísa Helena, publicada nos jornais de segunda-feira, não deixou o partido emparedado?

Além dessas divergências sobre a forma como a posição do PSOL foi decidida, tenho também diferenças quanto ao seu mérito.

A meu ver, devemos deixar claro que com Alckmin e os tucanos não discutimos a possibilidade de apoio, devido a diferenças programáticas incontornáveis. Mas que podemos recomendar o voto em Lula, caso ele se comprometa publicamente, e por escrito, com alguns pontos abandonados pelo governo petista. Note-se que tais pontos não são do programa do PSOL, mas sim posições históricas do PT. Esses pontos poderiam ser algo como:

1. Garantia de que, num prazo curto (três meses, por exemplo), os juros seriam baixados a níveis compatíveis com os vigentes nos demais países “emergentes”;
2. Garantia de que não será feita mais uma “reforma” da Previdência, retirando direitos dos aposentados;
3. Garantia de que não será feita a reforma trabalhista que o governo Lula vem preparando e que retira direitos dos trabalhadores;
4. Garantia de que uma eventual maioria governista não será usada para impedir a instalação de CPIs sobre corrupção;
5. Garantia de que o governo Lula interromperá o processo de privatização das reservas de petróleo do país e a imediata suspensão dos leilões já marcados pela ANP;
6. Garantia de efetiva liberação (não contingenciamento) das verbas previstas no Orçamento para a área social, notadamente saúde, educação, reforma agrária;
7. Garantia de cumprimento das metas de reforma agrária fixadas pelo próprio governo Lula em 2003 e de que as verbas necessárias para tal constarão do Orçamento da União.

Alguém poderia perguntar: e se Lula se comprometesse com tais pontos e, depois, os jogasse no lixo, tal como fez com o programa do PT? Admito que esta é uma possibilidade, mas, nesse caso, estaríamos em excelentes condições para colocá-lo contra a parede.
E, caso Lula se recuse a assumir tais compromissos, devemos assumir abertamente a defesa do voto nulo, sem o temor do ônus de estarmos “ajudando a direita”.

Por fim, devo dizer que gostaria de receber e publicar neste blog o máximo de opiniões a respeito do que deve o PSOL fazer no segundo turno. Não se acanhem.



Escrito por Cid Benjamin às 14h12
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Escrito por Cid Benjamin às 14h12
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Frase do dia

"O PT parece restaurante em decadência: está sempre sob nova direção."
Do governador Cláudio Lembo (PFL-SP) diante da possibilidade de saída de Ricardo Berzoini da presidência do PT, o que acabou se consumando.



Escrito por Cid Benjamin às 14h07
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Recordar é viver

Trecho do discurso de posse em que Lula fala de corrupção: http://blogdocesarmaia.googlepages.com/70187_ninguemmerece.WMV

A dança da deputada Ângela Guadagnin, festejando a absolvição de mais um mensaleiro pela Câmara: http://www.youtube.com/watch?v=kQTxxKdkdm8&mode=related&search=



Escrito por Cid Benjamin às 14h06
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Governo inglês divulga plano para privatizar a Amazônia

Deu nos jornais

O governo inglês, por meio de David Miliband, secretário de Meio Ambiente britânico, divulgou na semana passada no México um plano para transformar a floresta amazônica em uma grande área privada. O anúncio foi feito em um encontro realizado na cidade de Monterrey, segundo informou o jornal "Daily Telegraph". O evento reuniu os governos dos 20 países mais poluidores do mundo.
A proposta inglesa, que conta com o aval do primeiro-ministro Tony Blair, visa a proteger a floresta, segundo Miliband. O próprio político admitiu que a idéia está em seu estágio inicial e que será preciso discutir as questões de soberania da região com o Brasil. O plano prevê que uma grande área da Amazônia passaria a ser administrada por um consórcio internacional. Grupos ou mesmo pessoas físicas poderiam então comprar árvores da floresta.

Aguarda-se a reação do governo brasileiro.



Escrito por Cid Benjamin às 14h05
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Retrato da política brasileira

A amiga Ângela Botelho me enviou uma coleção de slogans de candidatos nesta campanha. São ótimos:

Candidato Guilherme Bouças: ''Chega de malas, vote em Bouças''
Candidato Lingüiça, de Cotia (SP): “Lingüiça Neles!"
Candidata Dinha, de Descalvado (AL): ''Tudo Pela Dinha''
Candidato Gê, de Carmo do Rio Claro: ''Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê''
Candidato Pé, em Hidrolândia (GO): ''Não vote sentado, vote em Pé''
Lady Zu, um candidato gay em Piraí do Sul: ''Aquele que dá o que promete''
Débora Soft, uma stripper e estrela de show de sexo explícito no Ceará: ''Vote com prazer''
Candidato a prefeito de Aracati (CE): ''Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição''



Escrito por Cid Benjamin às 14h04
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Piadinha

Lula foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhado de uma comitiva. Depois de apresentar todas as maravilhosas realizações de seu governo, disse às criancinhas que iria responder perguntas. Uma das crianças levantou a mão e Lula perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- Paulinho.
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas:  A primeira é: "Onde estão os milhões de empregos prometidos na sua campanha presidencial?" A segunda é, "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?". E a terceira é, "O senhor sabia dos escândalos do mensalão ou não?".
Lula fica desnorteado, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ele aproveita e diz que continuará a responder depois do recreio.
Após o recreio, Lula diz:

- OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Lula aponta para ele.
- Pode perguntar, meu filho. Como é seu nome?
- Joãozinho, e tenho cinco perguntas: A primeira é, "Onde estão os milhões de empregos prometidos na sua campanha presidencial? A segunda é, "Os gastos com o cartão de crédito de D. Marisa são pagos pelo governo? A terceira é, "O senhor sabia dos escândalos do mensalão ou não? A quarta é, "Porque o sino do recreio tocou meia hora mais cedo? A quinta é, "Cadê o Paulinho??!!"



Escrito por Cid Benjamin às 14h04
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