Blog do Cid Benjamin


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Escrito por Cid Benjamin às 15h04
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Charge do dia

Charge de Frank, publicada hoje em A Notícia (SC)



Escrito por Cid Benjamin às 15h02
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Frase do dia

"Quando eu dou alimento aos pobres, me chamam de santo. Quando eu pergunto por que os pobres não têm alimento, me chamam de comunista".
De dom Helder Câmara. É uma frase antiga, mas sempre oportuna. Vai publicada aqui por sugestão de Valéria Saraiva Fernandes



Escrito por Cid Benjamin às 15h01
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Lula na Copa I – ô turminha braba

O presidente bem que poderia arranjar melhores companhias para assistir aos jogos do Brasil. Viu a partida de ontem ao lado de José Sarney (que dispensa comentários), Romero Jucá (líder do governo no Senado, que deixou o Ministério acusado de corrupção), Jader Barbalho (lembram-se dele preso e algemado pela Polícia Federal, também por corrupção) e Renan Calheiros (um ex-collorido de destaque), além de dois deputados do PT. Estes últimos pelo menos não são mensaleiros, embora sejam seus defensores.
É uma turminha braba.



Escrito por Cid Benjamin às 15h00
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Lula na Copa II – boca fechada

Depois da esfregada que ganhou de Ronaldo, ontem Lula foi bem mais contido em seus comentários futebolísticos.



Escrito por Cid Benjamin às 15h00
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Mas Lula tinha razão

Ronaldo ontem parecia uma estaca em campo.



Escrito por Cid Benjamin às 14h59
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Vitória pra lá de magra

A seleção ontem venceu, mas não convenceu. Principalmente porque, como disse Fernando Calazans no Globo, jogou com dois a menos. Ronaldo foi um espectador privilegiado e Adriano está inteiramente fora de forma.
Parreira diz que é preciso ter paciência com Ronaldo porque ele está parado, por contusão, há mais de dois meses e precisa ganhar ritmo de jogo. Só que não há tempo para isso. A Copa é uma competição de tiro curto. São sete jogos (para quem for à final), no espaço de um mês. E, dos sete jogos, quatro são eliminatórios. Quem perde vai para casa.
Vou mais longe: temo que o problema de Ronaldo seja mais grave do que os dois meses em que esteve parado por contusão. Ele não tem uma seqüência boa de jogos desde a Copa de 2002. E, não é segredo, tem se dedicado mais às noites de Madri do que aos treinamentos.
Enfim, temo que Ronaldo esteja mesmo é em fim de carreira.
Do ponto de vista pessoal, compreendo perfeitamente. Ronaldo começou muito cedo (aos 17 anos já era titular do Cruzeiro) e, já perto dos 30, rico e famoso, deve estar cheio da vida de um atleta profissional de ponta. Quer se divertir. É natural.
Mas é bom botar um outro no ataque da seleção.
O caso de Adriano é diferente. Ele está fora de forma e, como todo jogador pesado e de pouca técnica, demora muito para ficar na ponta dos cascos. Parreira disse que ele ontem, pelo menos, marcou bem o meio-campo croata. Mas se é para marcar, enumero meia-dúzia de jogadores que estão na reserva e que fazem isso melhor do que ele. A começar por Juninho Pernambucano.
Enfim, continuo achando o time brasileiro com todas as condições de ganhar a Copa e continuo considerando Parreira um bom técnico. Mas o primeiro tem que melhorar seu ataque e o segundo poderia ser um pouco menos conservador.



Escrito por Cid Benjamin às 14h59
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Brincadeira...

Em janeiro, a Câmara e o Senado aprovaram o fim do pagamento extra pelas convocações extraordinárias dos congressistas. A partir daí, o PSOL entrou com uma ação judicial solicitando a suspensão do pagamento da segunda parcela do pagamento pela convocação extraordinária do início deste ano. A ação foi acolhida pela Justiça. Mas, agora, sabe-se que a Mesa da Câmara (leia-se, o deputado Aldo Rebelo) conseguiu uma liminar para que essa segunda parcela seja paga.
Ou seja, a Mesa da Câmara recorreu ao Judiciário para atropelar uma decisão da própria Câmara.
Parece brincadeira.



Escrito por Cid Benjamin às 14h58
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Distribuição de renda é isso aí

Os bancos lucraram R$ 10,221 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Tiveram um aumento de 61,5% em relação aos lucros do primeiro trimestre de 2005.



Escrito por Cid Benjamin às 14h58
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Pior que crime, erro trágico – artigo de Milton Temer no Motblaat

Como se sabe, Milton Temer é o candidato ao governo do Rio pelo PSOL.

Alguns indícios fundamentais se revelaram no episódio da invasão do Congresso Nacional pelo MLST. De pronto, a vocação gritante das classes dominantes brasileiras de só tratar a questão social como caso de polícia. A vocação intransferível das classes dominantes brasileiras para criminalizar a pobreza, por incapacidade de avaliar sua própria responsabilidade no clima de desespero que se instala em boa parte da população miserável, principalmente a dos acampamentos de trabalhadores sem-terra que se multiplicam às margens dos latifúndios por todo o País.

Mas tal constatação não permite olvidar o papel deletério que boa parte das lideranças desse movimento exerce, a partir do momento em que, representando-o diante das autoridades constituídas, passa a ter acesso a instrumentos e recursos que inevitavelmente os transforma em reféns dessas ditas autoridades. Ou seja: ao invés de serem os aríetes que pressionam os burocratas que emperram políticas e verbas para uma conseqüente reforma agrária, transformam-se em entorpecentes das massas desesperadas, no cumprimento das determinações dessa burocracia acomodada.

Como se traduz isto na prática? De uma certa forma, ilustrando o que afirmamos em nosso último artigo, com respeito à tática populista de direita que o presidente Luiz Inácio adotou. Ao invés de cobrarem do Presidente e de seus ministros uma ação inequívoca, de transformação da realidade social, aceitam se transformar no freio das reivindicações, a partir dos recursos compensatórios que, em nomes de instituições por eles controladas, recebem aos magotes.

Sob o argumento canhestro de que Luiz Inácio é “atacado pela direita” por ser filho do povo, pedem paciência e promovem uma imobilização que é compensada com bolsas-família e cestas básicas. Mas não informam a essa gente – em seus cursos de formação – que o governo do torneiro-mecânico que chegou ao Planalto é o que mais regalias garantiu ao predatório sistema financeiro; aos banqueiros que especulam sem risco com os títulos do governo nas cirandas do proclamado “mercado”. Não informam, também, que enquanto os acampamentos são nutridos por cestas-básicas, as “ONGs” administradas por eles são aquinhoadas com recursos de monta, cujo controle de utilização ninguém consegue fazer de fato.

As informações oficiais confirmam: nos últimos cinco anos, a ONG comandada pelo MLST recebeu R$ 5,7 milhões. R$ 5,6 milhões exclusivos do governo Luiz Inácio.

O que isso tudo tem, então, a ver com a invasão belicosa da Câmara dos Deputados? Tem a ver, muito. Tem a ver com algo que, muito mais grave do que ação eventualmente criminosa de alguns militantes, representou um tremendo erro político da direção do MLST.

Pressionados entre a cruz e o caldeirão, e sem poder mais impedir uma manifestação que suas bases exigiam quanto a passos concretos do governo na direção do atendimento básico de uma prometida reforma agrária, organizaram uma pressão sobre o Poder que menos tem a ver com isso, a despeito do papel nocivo que os parlamentares da bancada ruralista possam desempenhar em contrário. Não organizaram a ocupação do Planalto, nem do Ministério da Reforma Agrária, mas do Congresso, hoje desprezado pelo senso comum. E certamente não pretendiam dar o caráter de confronto grave que terminou se concretizando. Iam ocupar os tapetes dos salões por um ou dois dias, e pronto. Sairiam com a aura de combatentes vitoriosos.

Deu tudo errado. A cumplicidade dos dirigentes – Bruno Maranhão, à frente – com o governo Luiz Inácio não foi suficiente para sufocar o ódio represado de boa parte dos militantes, que não partilham dos acordos, nem das verbas oficiais. E deu no que deu. Ao invés de heróis, humilhados como meliantes.

Stédile que se cubra. Seu papel, no apoio iôiô ao governo, também não está livre de criar situação semelhante ao dos dirigentes do MLST. Não é viável que se mantenha permanentemente na alternância entre a crítica à política econômica e às bandalheiras da compra de votos para aprovação de lei dos transgênicos, por exemplo, e o apoio à reeleição de Luiz Inácio. Quem serve a dois senhores, a um está traindo.



Escrito por Cid Benjamin às 14h57
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Regras para os comentários

O debate de idéias é sempre salutar. Inclusive neste blog. Mas, reitero que, embora as divergências sejam acolhidas de bom grado, não vou publicar comentários com provocações, xingamentos ou baixarias. Mesmo que o remetente ameace me denunciar por aí como “censor”.



Escrito por Cid Benjamin às 14h56
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Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: Uma vitória magra na largada
- Jornal do Brasil: Kaká Brasil
- Folha: Justiça dos EUA dá tempo para Varig para achar comprador
- Estadão: Brasil estréia com uma vitória suada
- Correio Braziliense: Se não fosse Kaká...



Escrito por Cid Benjamin às 14h56
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 09h28
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Frase do dia

"Vai acontecer com os plantadores de soja, o que acontece com os plantadores de cana. Eles têm duas opções: ou faz álcool ou faz açúcar. E de vez em quando faz uma cachacinha também de cana de açúcar."
Lula, aparentemente sóbrio



Escrito por Cid Benjamin às 09h28
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Pensamento do dia

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!
Mário Quintana



Escrito por Cid Benjamin às 09h27
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Um veto covarde e perverso – artigo meu enviado para o Bafafá On Line

O presidente Lula anunciou que vai vetar o reajuste de 16,7% para as aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. O índice, que é o mesmo usado para o reajuste do salário-mínimo este ano, foi aprovado na Câmara dos Deputados e vai, ainda, à votação no Senado. Lula pretende conceder apenas 5% de reajuste aos aposentados e pensionistas.
O ministro da Previdência, Nelson Machado, elogiou a decisão do presidente: “Se for aprovado no Senado, teremos um incremento de R$ 7 bilhões [nos gastos da Previdência]. E todo mundo sabe que o Orçamento não suporta isso.” E foi além, o ministro: “O déficit do INSS vai pular de R$ 37,6 bilhões para R$ 43,2 bilhões”.
Quando Lula e o PT eram oposição, sempre defenderam a vinculação dos reajustes do salário-mínimo aos reajustes de pensões e aposentadorias. Parece ladainha repetir, mas, também neste caso ambos esqueceram o que defendiam antes, adotando a posição de tucanos e pefelistas.
Mas será que a Previdência tem mesmo déficit?
Vejamos a situação mais de perto.
A Constituição de 1988 trabalha com o conceito de Seguridade Social, um sistema integrado com três componentes: a saúde pública (atendimento às pessoas doentes), a assistência social (amparo a portadores de deficiência e a pessoas em situações de risco social) e a previdência (amparo aos aposentados e pensionistas). Para sustentar a Seguridade Social, a Constituição, em seu artigo 195, aponta as fontes de receita, que são quatro.
Em primeiro lugar, as contribuições de empregadores e empregados.
Depois, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Em terceiro lugar, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Por fim, parte dos recursos arrecadados com concursos de loteria.
Na proposta de Orçamento para 2006, enviada pelo governo federal ao Congresso, somando-se as fontes de receita que devem suprir as necessidades da seguridade social tem-se um montante de R$ 268 bilhões, assim discriminados: R$ 119 bilhões oriundos de contribuições de empregadores e empregados; R$ 95 bilhões da Cofins; R$ 32 bilhões da CPMF; R$ 25 bilhões da CSLL e R$ 572 milhões de concursos de loterias.
A despesa estimada na área da seguridade social é de R$ 260 bilhões: R$ 202,7 bilhões com a previdência, R$ 39 bilhões com a saúde; e R$ 19 bilhões com assistência social.
Assim, por dados do próprio governo, a seguridade social tem uma previsão de superávit em torno de R$ 8 bilhões.
Por que, então, fala-se em déficit?
Porque parte dos recursos da seguridade social é retirada para aumentar o chamado superávit primário (que é o que se arrecada, menos o que se gasta efetivamente, antes de se pagar os juros da dívida). Esse superávit primário ajuda a engordar o que se separa para garantir a remuneração dos banqueiros e especuladores que detêm títulos da dívida pública.
Mas como é retirada parte dos recursos da seguridade social? Isso é feito por meio da chamada Desvinculação das Receitas da União (DRU) - mecanismo criado nos anos 90 que permite que até 20% dos recursos do Orçamento possam ser desviados de sua destinação original.
Quando a DRU foi criada, era denunciada pelo PT como uma forma encoberta de se desviar recursos das áreas sociais para a remuneração de banqueiros. Hoje ela é defendida pelo partido de Lula.
Assim, o propalado déficit da previdência não existe. Ele passa a existir depois que o governo, por meio da DRU, desvia recursos para o superávit primário. O que, sim, existe, é uma prioridade clara no governo Lula: a remuneração dos especuladores e banqueiros. Pode faltar dinheiro para a saúde, a educação ou as aposentadorias. Mas o pagamento aos bancos, não. Isto é sagrado.
Para que se tenha uma idéia da sangria que essa política produz, basta lembrar que, no ano passado, a União gastou R$ 160 bilhões para pagar detentores de títulos da dívida. Enquanto isso, gastou R$ 7 bilhões no programa Bolsa-Família.
Ou ainda, comparar o que foi gasto com juros com o que se investiu em saúde ou educação. Um mês de pagamento de juros correspondeu ao que foi investido num ano com o Sistema Único de Saúde (SUS). Quinze dias com pagamento de juros equivaleram ao gasto o ano inteiro em educação.
É escandaloso? Sem dúvida. Mas, por essas e outras é que, em três anos de governo Lula os bancos lucraram mais (em termos reais, já se abatendo a inflação) do que em oito anos de governo FHC!
O veto anunciado por Lula aos 16,7% de reajuste nos benefícios pagos pelo INSS não é a atitude de quem se preocupa com as finanças públicas de forma responsável, como quer dar a entender o presidente. Ao contrário: na sua origem está a prioridade dada pelo governo ao atendimento dos interesses do sistema financeiro.
Este veto é uma atitude perversa e covarde, que agride a parcela da sociedade que tem menos condições de se defender: os aposentados e pensionistas.

13/6/2006



Escrito por Cid Benjamin às 09h27
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O novo Centrão

“Sonho com a possibilidade de uma grande construção política em torno de um projeto de desenvolvimento nacional do qual participem o PSDB, setores do PT e de outros partidos democráticos como o PPS, PSB e o próprio PMDB". A frase, que provocou uma queixa do prefeito César Maia, é do governador Aécio Neves (PSDB). Ela repete o que diz um número cada vez maior de petistas de alto coturno. Assim, que ninguém se espante se, passada a eleição, houver uma aproximação PT-PSDB.



Escrito por Cid Benjamin às 09h26
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Coisa de amadores

Não sei quem inventou a história de que os tucanos eram profissionais na política. É uma bobagem sem tamanho. Não fosse a carona no Plano Real, nunca Fernando Henrique Cardoso teria sido eleito presidente. Agora, a cada dia dão demonstrações de amadorismo na condução da campanha de Geraldo Alckmin. O lançamento de sua candidatura, neste domingo, para um auditório vazio foi patético.



Escrito por Cid Benjamin às 09h26
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Onde estão os “traidores?”

Em certo momento, quando ainda não se sabia o desfecho da crise aberta com as denúncias do aliado Roberto Jefferson, Lula tratou de se distanciar dos petistas acusados de corrupção. Disse que tinha sido traído. Agora, com a situação sob relativo controle, Delúbio passou a ser recebido com honras em jantares da CUT e os mensaleiros são tratados a pão-de-ló pelo PT. Não é de se espantar que, além da legenda para disputar um novo mandato, eles tenham tempo privilegiado de TV. Mas, afinal, a quais “traidores” se referiu Lula?



Escrito por Cid Benjamin às 09h26
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Receita infalível

O Ministério Público Estadual anunciou uma parceria com a Secretaria Estadual da Receita para combater a sonegação. É uma boa notícia. Com o intuito de colaborar, esta coluna apresenta uma sugestão: que deputados estaduais não tenham mais qualquer ingerência na nomeação de fiscais responsáveis por inspetorias regionais da Receita estadual. Por que um deputado quer nomear um fiscal amigo para um cargo de chefia na Receita senão para roubar?



Escrito por Cid Benjamin às 09h25
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Ato falho

O senador Aloízio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, cometeu um ato falho na entrevista coletiva que deu neste domingo. Disse: “O objetivo dele [de Serra] é ser candidato a presidente da República e ele vai usar de novo o governo do estado dentro dessa perspectiva.” É verdade que, segundo as pesquisas, Serra lidera a disputa pelo governo estadual, mas com frases como esta Mercadante, seu adversário, parece se considerar derrotado por antecipação. Se já considera a eleição perdida, não deve dizê-lo publicamente.



Escrito por Cid Benjamin às 09h25
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Montando o quebra-cabeça

De Josias de Souza, na Folha de domingo, comentando o que disse Lula em Vitória.

"Quando eu tomei posse, (...) o Brasil já existia, as fábricas já existiam, o povo já existia, mas a impressão que eu tinha é que eu estava diante de um Brasil feito aqueles brinquedos 'Lego', desmontado", disse Lula. "Era um quebra-cabeça para a gente consolidar". Algum desavisado que passasse e ouvisse o presidente dizendo aquelas coisas poderia comentar com seus botões: "Quando Lula tomou posse, a fisiologia já existia, o caixa dois já existia, os 300 picaretas do Congresso já existiam, mas a impressão que se tinha era a de que o PT desmontaria o quebra-cabeça da desfaçatez. Qual nada! Consolidou-o".



Escrito por Cid Benjamin às 09h25
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Adicional por risco de vida?

O prefeito de Monte Alto (a 365km de São Paulo), Gilberto Morgado (PT), encontrado morto, nesta sexta-feira, próximo à piscina do flat Suíte Service Lorena, na Alameda Lorena, nos Jardins, vinha recebendo ameaças. A informação foi dada pela mulher de Morgado, Rosa Maria. Morgado teria feito denúncias de irregularidades contra a empresa coletora de lixo Leão Leão, de Ribeirão Preto, envolvida em escândalo de corrupção naquela cidade durante a prefeitura do ex-ministro Antonio Palocci (PT). Além disso, ao ser eleito, cancelou o contrato da empresa com a prefeitura. A polícia trata o caso como suicídio, mas não vai descartar outras hipóteses.

Pode ter sido suicídio, mas a essa altura são tantos os prefeitos do PT que morrem em circunstâncias suspeitas que já deve ter gente pensando em pedir adicional por risco de vida.



Escrito por Cid Benjamin às 09h24
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Brasil favorito

Num torneio curto, em que se joga apenas sete vezes para ser campeão e que tem quatro jogos eliminatórios, nem sempre vence o melhor. Um dia infeliz pode pôr tudo a perder. Mas, ao que tudo indica, a seleção brasileira está pronta. É a favorita com razão. Cada um de nós pode ter na cabeça uma escalação diferente da de Parreira (eu, por exemplo, não deixaria Juninho de fora), mas é preciso reconhecer que o técnico brasileiro armou o time, deu-lhe um padrão de jogo e fez um bom trabalho.
E, de uma coisa estou certo: se esta seleção ganhar a Copa vai ser considerada uma das melhores de todos os tempos.



Escrito por Cid Benjamin às 09h24
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Piada do dia - O brasileiro e o argentino

Devo dizer que não participo desse esporte nacional que é implicar com argentinos. Nos meus nove anos de exílio, fiz bons amigos argentinos. E, confesso, tenho medo cada vez que os enfrentamos no futebol. Mas piada é piada. E esta é boa.

Um fazendeiro argentino pergunta pro seu amigo fazendeiro brasileiro:
- Qual é o tamanho da sua fazenda?
- Para os padrões brasileiros, a minha fazenda tem um tamanho razoável: 30 alqueires. E a sua?
- Olha, eu saio de casa de manhã cedinho, ligo o jipe e ao meio dia ainda não percorri nem metade da minha fazenda.
- Pois é - retruca o brasileiro - eu também já tive um jipe argentino. É uma merda...



Escrito por Cid Benjamin às 09h24
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Manchetes desta terça-feira

- O Globo: Crime tem no Rio até 150 motos em ação
- Jornal do Brasil: Chegou a hora
- Folha: Varig cancela vôos à espera de decisão da Justiça
- Estadão: Juiz adia por 48 horas desfecho do caso Varig
- Correio Braziliense: Haja coração



Escrito por Cid Benjamin às 09h23
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Heloisa Helena no Rio

Na próxima segunda-feira, dia 12 de junho, Heloísa Helena, pré-candidata do PSOL à presidente da República, estará no Rio de Janeiro. Às 10h ela participará - com os pré-candidatos a governador, Milton Temer, e a vice-governador, Eliomar Coelho - da inauguração da sede do PSOL na Zona Sul, à Rua Miguel Lemos, 54, em Copacabana.  O cartunista Ziraldo também participará do evento. Após a inauguração, haverá uma caminhada pelas ruas de Copacabana.



Escrito por Cid Benjamin às 09h53
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Heloisa Helena no Roda Viva

Heloísa Helena estará, ao vivo, no Roda Viva, da TVE, na próxima segunda-feira, 12/06, às 22h30. O programa também é transmitido pela TV Cultura e Rede Brasil. Os entrevistadores serão Bóris Casoy, jornalista; Vera Rosa, repórter do O Estado de S. Paulo; Alexandre Machado, da TV Cultura; Luiz Carlos Azedo, repórter do Correio Braziliense; Tereza Cruvinel, colunista do Globo e Fernando Rodrigues, colunista e repórter da Folha de S. Paulo.



Escrito por Cid Benjamin às 09h52
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Escrito por Cid Benjamin às 09h42
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 09h41
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Frase do dia I

“Eu fiquei perplexo com notícias de que vou voltar atrás [sobre a nova interpretação da regra da verticalização eleitoral]”
Ministro Marco Aurélio de Mello, presidente do TSE, ontem à tarde, ao blog do Noblat.



Escrito por Cid Benjamin às 09h38
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Frase do dia II

“Parti de um equívoco e dou a mão à palmatória”
Ministro Marco Aurélio de Mello, ontem à noite, ao anunciar que o tribunal mudara sua posição.



Escrito por Cid Benjamin às 09h38
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O que é pior?

Qual das duas hipóteses atinge de forma mais negativa a imagem do TSE?
1) O tribunal se dobrou diante da pressão dos políticos.
2) O tribunal reviu sua posição porque tinha tomado uma decisão (por seis votos contra um) açodada e sem refletir sobre suas conseqüências.

Eu não saberia como votar.



Escrito por Cid Benjamin às 09h37
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O fogo amigo do PSTU contra Heloísa Helena

Em nota oficial, o PSTU apresentou sua avaliação dos incidentes envolvendo militantes do MLST na Câmara. Nela, critica as declarações da senadora Heloisa Helena sobre o acontecido. Segundo Heloísa, houve vandalismo e o protesto teve endereço errado, pois quem reteve as verbas para a reforma agrária foi o Executivo, e não o Legislativo.
Já para o PSTU, não existiu qualquer vandalismo e o Congresso merece ser alvo de protestos porque nele há “cúmplices” de Lula que ajudam a emperrar a reforma agrária.

Francamente, fico pensando o que seria a campanha do PSOL se o PSTU tivesse conseguido emplacar o vice de Heloísa. Felizmente isso não aconteceu.



Escrito por Cid Benjamin às 09h37
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O que diz o relatório da CPI dos Bingos sobre a morte de Celso Daniel

"A convicção hoje é a de que seu homicídio decorreu de ligações com esquemas de arrecadação de propinas de empresas prestadoras de serviços públicos para abastecimento do caixa do PT, inicialmente e com a anuência do prefeito, e que teriam sido desviadas para um caixa 3, em benefícios dos agentes corruptos, quando então Celso Daniel tentou se opor.
(...)
“Celso Daniel acreditava que os fins justificavam os meios e por isso arrecadou dinheiro para o PT de forma ilegal num caixa 2, em Santo André. Dinheiro que era levado por Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a José Dirceu e ao diretório de São Paulo.
“Foi morto porque tentou acabar com o caixa 3, também alimentado por propinas de empresas que prestavam serviço para a prefeitura de Santo André, desviado por outros três arrecadadores que trabalhavam sob seu comando: Ronan Maria Pinto, Sérgio Gomes da Silva e Klinger Luiz de Oliveira Souza".



Escrito por Cid Benjamin às 09h36
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Lula repórter

As três perguntas do presidente a Carlos Alberto Parreira, técnico da seleção brasileira, transcritas do blog do Noblat. As respostas foram três “nãos”.

Lula - Parreira, quem você gostaria de pegar na final?
Parreira - Não tem escolha presidente. Não estou fugindo da resposta, mas temos condições de ganhar de qualquer um.

Lula - Não te preocupa enfrentar na final o Japão de Zico (fala sério, Japão na final?) ou Portugal do Felipão?
Parreira - Não, presidente.

Lula - Não dá para pedir ao Ronaldinho Gaúcho que fique mais alegre na hora de cobrar falta? Ele fica muito sério...
Parreira - Não dá presidente. Isso mostra que ele está focado no jogo.

Lula desistiu.



Escrito por Cid Benjamin às 09h36
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Frase do dia III

"Vamos estrear no dia 13. É o 13 do PT, presidente, rumo à vitória".
Zagallo, ontem, puxando o saco de Lula.



Escrito por Cid Benjamin às 09h36
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Considerações polêmicas – artigo de Milton Temer

Temer é pré-candidato ao governo do Rio pelo PSOL

É paradoxal, mas absolutamente explicável. Lula já deu mil sinais de sua, no mínimo, absoluta complacência em relação a um dos mais evidentes processos de formação de quadrilha que o Pais já conheceu. E sua popularidade consegue manter-se praticamente intocada.

Evidentemente, não é preciso estar mergulhado em nenhuma paranóia conspiratória para admitir a manipulação dos números de pesquisa nesta altura do campeonato. Não existe nenhuma desonestidade, apenas malandragem. Se a pesquisa pode ter erro de três pontos porcentuais para cima ou para baixo, nada impede que Lula seja favorecido pelo cálculo mais otimista, enquanto, por exemplo, a senadora Heloisa Helena é jogada para o pior cenário.

Mas, a despeito disso, há argumentos estruturais que não podem deixar de ser considerados. Os índices econômicos do modelo conservador implementado pelo governo Lula são medíocres em relação aos números médios mundiais, porém são bem superiores aos que caracterizavam os do mandarinato tucano-pefelista de FHC que o precedeu. E para o cidadão médio, que não vive em Pequim ou Buenos Aires, o comparável conhecido é o que conta.

O outro argumento fundamental, e que talvez seja o mais importante, é a opção ideológica do neolulismo – ideologia resultante da guinada ideológica do PT, após ter chegado aos palácios de Brasília. E que opção ideológica é essa? Muito simples.

Nascido na contestação do regime autoritário, o PT sempre recusou aceitar os parâmetros do trabalhismo varguista, a quem acusava de gerador de uma legislação laboral fascista.

Este exagero de avaliação se vê hoje atropelado por algo que joga a comparação do comportamento de Lula num horizonte mais distante, e bem mais contestável, do ponto de vista democrático e de justiça social, do que o governo Vargas. É no primeiro Mussolini, do fascismo italiano, que vai se encontrar o único precedente comparável, embora em contextos históricos totalmente distintos. Hoje, ninguém ousaria invocar, sem forte rejeição, os valores da limitada democracia burguesa que Mussolini não hesitou, juntamente com o vizinho Hitler, em demonizar.

O que poderiam ter os dois, portanto, de comum? Recorramos a insuspeito narrador, em coleção popular, mas de excelente qualidade jornalística, sobre os principais lideres da Segunda Guerra Mundial. É Cristopher Hibbert, acadêmico de Oxford, capitão do London Irish Rifles, que atuou na Itália, perguntando-se sobre a popularidade do Duce a despeito de todo o seu reacionarismo político: “Não promovera reformas sociais e empreendimentos políticos, sem colocar em perigo os interesses privados e sem ter perdido o apoio dos industriais e  larifundiários?”. Substitua-se industriais por banqueiros, e admitamos que a parceria cai como uma luva para Luiz Inácio.

Substitua-se industriais por banqueiros e ninguém pode estranhar que a descrição corresponda exatamente ao populismo de Luiz Inácio. Numa ponta, lucros pantagruélicos para o sistema financeiro. Na outra ponta, gorgeta gorda para os desafortunados. Para quem prometia transformações qualitativas da estrutura social brasileira, prova de estelionato eleitoral. Para quem se organizou para disputar o poder somente pelas benesses desse poder, tática eficaz, mas imoral.



Escrito por Cid Benjamin às 09h35
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Circulação dos jornais

Abaixo, a média da circulação dos dez principais jornais brasileiros, de segunda a sábado, medida pelo IVC. A fonte é um e-mail que o prefeito César Maia envia para os leitores de seu antigo blog.

Folha: 296 mil
O Globo: 258 mil
Extra: 226 mil
Estadão: 215 mil
Zero Hora: 158 mil
Correio do Povo: 156 mil
Diário Gaúcho: 152 mil
Lance: 131 mil
O Dia: 119 mil
Meia Hora: 111 mil

O Jornal do Brasil, que já esteve nesse primeiro time, caiu para a segunda divisão. Está em 14º lugar. Vende 64 mil exemplares.



Escrito por Cid Benjamin às 09h34
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Ufa!

Felizmente a Copa, enfim, vai começar. Ninguém agüenta mais páginas e mais páginas de jornais sobre as bolhas no pé ou o resfriado de Ronaldo. É natural que, como há um grande interesse, os veículos de comunicação dedicassem um grande espaço para a Copa. Mas, francamente, exageraram na dose.
Ainda não há assunto para longos cadernos especiais ou intermináveis mesas redondas que tomam toda a tarde em emissoras de TV a cabo. Daí, a cobertura se transforma num festival de banalidades e/ou palpites.



Escrito por Cid Benjamin às 09h32
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Manchetes desta sexta-feira

- O Globo: Alianças eleitorais - Pressionado por políticos, TSE admite erro e recua
- Jornal do Brasil: Começa o grande jogo do planeta
- Folha: EUA mata número 1 da Al Qaeda no Iraque
- Estadão: TSE volta atrás e libera aliança eleitoral ampla
- Correio Braziliense: União deu R$ 5 mi ao líder da baderna



Escrito por Cid Benjamin às 09h26
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Escrito por Cid Benjamin às 09h31
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 09h26
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Frase do dia

“A minha candidatura é definitiva”
Vladimir Palmeira, pré-candidato do PT ao governo do Rio.
Tanto ele, como o senador Marcelo Crivela (PRB), são pré-candidatos ao governo. Mas seus partidos devem se coligar no plano nacional (o PRB pode, inclusive, dar o vice de Lula, José Alencar). Agora, pela decisão do TSE, um dos dois terá que desistir. Será que, pela segunda vez, Vladimir vai ser atropelado pelo PT nacional? Crivela tem aparecido com 18% nas pesquisas. vladimir, com 2%.



Escrito por Cid Benjamin às 09h25
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É preciso mudar a filosofia de trabalho da polícia!

Hoje mais uma vez os jornais noticiam que pessoas inocentes ficaram feridas num tiroteio entre policiais e traficantes. Foram 17 alunos, com idades entre 8 e 11 anos, da Escola Municipal Henrique Fôreis, nas proximidades do Complexo do Alemão, no Rio.

É preciso dar um basta nisso. Muito mais grave do que deixar bandidos fugirem é a polícia pôr em risco a vida de dezenas de crianças. É urgente uma campanha contra o uso de armas de fogo pela polícia em locais em que inocentes possam ser atingidos. Não importa quem atirou primeiro, se os policiais ou os bandidos. Se há uma escola na linha de tiro, mesmo que atacada cabe à polícia se retirar e voltar mais tarde.

Isso significa modificar radicalmente a filosofia de trabalho da polícia. E fazê-la funcionar tendo como objetivo número um a segurança dos cidadãos.

Já disse aqui várias vezes e, mais uma vez, repito: policiais só devem usar armas de fogo quando isso for necessário para proteger a vida de seus integrantes ou quando não houver qualquer risco de que terceiros sejam atingidos.

Havendo risco de se atingir terceiros, é melhor que o bandido fuja.



Escrito por Cid Benjamin às 09h23
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Confusão estabelecida

A decisão do TSE radicalizando a chamada verticalização virou as articulações eleitorais de cabeça para baixo. Estão quase todos como baratas tontas, multiplicam-se as consultas à Justiça Eleitoral e ninguém resolve nada antes de saber com segurança todas as conseqüências do que foi decidido pelo TSE.
A leitora Isabel Kuster tinha me pedido ontem que eu esclarecesse como, afinal, ficaram as coisas a partir dessa nova interpretação da verticalização. Prometi que faria isso hoje. A promessa está de pé, mas não dá para cumpri-la hoje. Há ainda muitos pontos obscuros.



Escrito por Cid Benjamin às 09h22
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Ainda sobre os incidentes de anteontem na Câmara I

Reproduzo aqui uma detalhada descrição do quebra-quebra ocorrido anteontem na Câmara. A reportagem, publicada no site Carta Maior, foi escrita por Nelson Breve e André Barrocal. Por exceder o limite máximo de tamanho nas matérias aceitas pelo blog, a reportagem vai aqui dividida em três partes.

Os integrantes do MLST achavam que as portas da Câmara estariam abertas como prometera o presidente da Casa do Povo. E os seguranças não estavam sabendo de nada. Desencontro foi estopim para detonar confusão.

BRASÍLIA - A noite fria de um inverno antecipado caía em frente ao Congresso Nacional, quando mais de 500 trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra, algumas acompanhadas de crianças, inclusive de colo, formavam a fila indiana por determinação da Polícia Militar do Distrito Federal, que junto com a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, havia ordenado a prisão coletiva. Um a um, eram apalpados e revistados como “elementos suspeitos”, antes de entrar nos micro-ônibus que os levariam ao Ginásio de Esportes Nilson Nelson, onde seriam autuados em flagrante por participarem de ato que resultou em lesões corporais, invasão e depredação de bens públicos.
Ao lado de alguns deputados que observavam a cena, a deputada Maria José Maninha (PSOL-DF) comentava só ter visto uma prisão em massa daquele jeito quando a Universidade de Brasília foi invadida pelas forças militares da ditadura, em 1969. Difícil acreditar que a prisão daquelas centenas de sem terra fora ordenada por um deputado comunista. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), havia determinado a detenção coletiva em represália à ocupação violenta e aos atos de vandalismo praticados pelos integrantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) poucas horas antes. No confronto com os seguranças da Câmara, houve mais de 20 feridos, alguns com gravidade. Atingido por uma pedra, o coordenador de Apoio Logístico do Departamento de Polícia Legislativa, Normando Fernandes, foi internado em unidade de terapia intensiva com traumatismo craniano.
Não era para terminar desse jeito. Na semana passada, o líder do MSLT Bruno Maranhão encontrou Aldo na Câmara. Disse que gostaria de realizar um ato no Congresso em favor da reforma agrária. Seria o encerramento da jornada nacional de luta por 1.000 Empresas Comunitárias, um projeto que Maranhão já apresentou ao próprio presidente Lula, no Palácio do Planalto, dois anos atrás (leia matéria). Aldo disse a ele que as portas da Câmara estariam abertas para o movimento. Ele não imaginava que o MSLT estava planejando uma “visita surpresa” para ocupar a “Casa do Povo” durante duas horas com o objetivo de “dirigir sua mensagem ao povo brasileiro, bem como debater com os deputados e senadores que compõem o Congresso Nacional”.
A ocupação vinha sendo planejada há cerca de um mês. Em maio, o MSLT fez mobilizações em 10 estados (Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Bahia), com ocupações de terra, marchas, manifestações de rua e protestos contra o assassinato de companheiros. Decidiram organizar caravanas com destino a Brasília, para “exigir que assuntos importantes da Nação” fossem debatidos no Congresso.
Na pauta de reivindicações, 1) a revogação da Lei que proíbe vistorias em terras ocupadas, 2) a votação imediata da PEC que permite a expropriação de propriedades identificadas com trabalho escravo para serem destinadas à reforma agrária, 3) a atualização imediata do índice de produtividade de terras, 4) a desapropriação de propriedades que estejam em débito com a União, 5) a punição para os crimes ambientais praticados pelas grandes empresas do agronegócio e também as poluidoras urbanas, 6) a recuperação de terras griladas da União pelo agro-negócio para fins da reforma agrária e 7) a re-estatização da Companhia Vale do Rio Doce, privatizada pelo governo FHC e com pendência judicial sobre a validade do leilão.

(continua abaixo)



Escrito por Cid Benjamin às 09h22
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Ainda sobre os incidentes de anteontem na Câmara II

(continuação)

VISITA SURPRESA

Se o movimento estava sendo observado pelos serviços de inteligência do Poder Executivo, esqueceram de avisar o Legislativo. A assessoria de Aldo não tratou Maranhão com o cuidado que o líder de um movimento radical e destemperado deveria ser tratado. Ele tentou combinar o “ato surpresa” com o presidente da Câmara, mas não conseguiu fazer o contato acertado na semana anterior. O desencontro pode ter sido o estopim da confusão que começou por volta das 15 horas na entrada do Anexo 2 da Câmara, onde funcionam as comissões temáticas permanentes e temporárias.
Os sem-terra achavam que as portas da Casa do Povo estariam abertas como prometera o presidente. Os seguranças não estavam sabendo da “visita surpresa”. Achavam que já tinham problemas demais os lobbies de servidores e ex-vereadores que vêm pressionando os parlamentares para votarem projetos de seu interesse. O líder do movimento decidiu ir ao gabinete do deputado Nelson Pelegrino (PT-BA) tirar cópias do documento que pretendia entregar ao presidente da Câmara no exato momento em que as centenas de manifestantes que ele liderava davam com a cara na porta. As versões sobre a faísca que inflamou a turba são conflitantes, como sempre.
Os seguranças dizem que os manifestantes já chegaram furiosos tentando invadir o prédio. “Eles chegaram quebrando tudo, não teve conversa. Nossa orientação é sempre não deixar tumulto entrar”, disse um agente, pedindo anonimato. Os manifestantes alegam que tentaram entrar pacificamente, mas perderam o controle quando foram agredidos. “Viemos fazer uma ação pacífica. Essa é a Casa do Povo. Mas polícia nos recebeu com cassetetes. Nós não somos cachorros”, reclamou Edgard Antonio Luiz, 27 anos, sem terra de Uberlândia (MG). Qualquer que tenha sido o provocador da confusão, as conseqüências mostraram que o ato de invasão foi insano. Uma completa irresponsabilidade das lideranças do movimento que provocaram um dia de fúria como nunca houve na história do Congresso.
Os manifestantes tombaram um carro que seria sorteado na festa junina da Associação dos Servidores da Câmara. Foram contidos por mais de 10 minutos pelos seguranças e policiais militares, até que barras de ferro e grandes blocos de pedra conseguiram arrebentar as portas de vidro. Completamente descontrolados, os manifestantes entraram pelo saguão atacando os seguranças e destruindo tudo que encontravam pela frente – balcões, computadores, painéis, portas. Funcionários que acompanhavam a confusão de longe correram desesperados pelo túnel que dá acesso ao Salão Verde contíguo ao Plenário.
CONFUSÃO GERAL
Policiais em fuga gritavam: “evacuar, evacuar”. E moviam os braços para os lados, em desespero. Em menos de um minuto, a multidão tomou o Salão Verde como se fosse uma cidadela inimiga. As roupas simples e os bonés do MSLT contrastavam com os ternos e tailers que costumam freqüentar o local, rapidamente esvaziado pelo pavor. A porta que separa a Câmara do Senado foi rapidamente trancada. Os manifestantes chegaram gritando que aquele lugar pertencia ao povo e não aos parlamentares “corruptos”.
Alguns tinham canos de ferro e grandes pedras nas mãos, como se fossem armas. “O povo unido jamais será vencido”, gritavam com as bandeiras do movimento nas mãos. “Um, dois três, quatro, cinco, mil. Ou faz reforma agrária ou paramos o Brasil”. Na porta do plenário, eles erguem uma faixa: “O MLST condena os parlamentares do PSDB e PFL pelo boicote da votação do orçamento, prejudicando o desenvolvimento do país”. A mensagem soa estranha. Tamanha confusão para criticar a oposição? Vai entender. O tucano Luiz Carlos Hauly (PR), que achava que a manifestação era contra o governo precisou refazer o discurso.
Aos poucos ia dando para perceber que não eram só jovens mal-encarados que estavam ali. Velhos com as mãos calejadas, mulheres e crianças começavam a aparecer, dando a entender que a truculência fora um acidente de percurso. Alguns garotos e rapazes foram direto mexer nos computadores instalados no Salão Verde para orientar os visitantes. Queriam acessar a internet, mas só conseguiram navegar por páginas internas da Câmara. O mineiro Rob Alberto Silva, de 16 anos, conseguiu entrar no Plenarinho, um espaço do portal da Câmara destinado às crianças. Por coincidência, acessou uma página de debates virtuais onde o tema era: “Qual a importância do trabalhador rural para o país?”.
Sem entender bem como deveria preencher o formulário, tentou escrever a palavra chave Senterra – com o “n” no lugar do “m” - no campo do título. Sem sucesso, desistiu. Rob disse que está no movimento há oito anos. Mora no Assentamento Paulo Faria, perto de Uberlândia (MG). Disse que não tem acesso a computador e se enrolou para explicar a familiaridade com a internet. Ao justificar a manifestação, mostrou que está aprendendo o significado da luta de classes de uma forma meio confusa: “Eles matam e não é crime, mas se a gente invade terra é crime”.

(continua abaixo)



Escrito por Cid Benjamin às 09h21
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Ainda sobre os incidentes de anteontem na Câmara III

(continuação)

Severino Soares da Silva, de 70 anos, e Leonardo Alves Meira, de 59, também estão meio desorientados. Severino quer água. A seca dos últimos quatro anos vem castigando a região de João Câmara no sertão do Rio Grande do Norte. A plantação de arroz e milho não consegue vingar. “Se tivesse um poço na região da gente, a gente era rico”, ponderou. O problema de Leonardo é a dívida com o Banco do Nordeste. Ele mora no Assentamento Boa Sorte, em Angical (BA), onde falta água e falta luz. “Nós queremos uma reforma agrária radical”, avisou.
Leonardo quer que o presidente Lula mande o banco de Barreiras perdoar ao menos 90% de sua dívida. Alega que os “grandes homens” pegam milhões emprestados, nunca pagam e nunca estão devendo nada, enquanto os pequenos são obrigados a pagar. “Nós temos o direito de lutar. Temos as mãos calejas. Os grandes homens, não”, comparou, mostrando os calos das mãos. Entre os grandes homens ele inclui o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que “manda demais”, mas “acabou com a Bahia”. No contra-ponto estariam o ministro da Defesa, Waldir Pires, e o ex-ministro Jaques Wagner, candidato ao governo baiano pelo PT, ambos adversários de ACM no estado.
Não era só a base dos manifestantes que estava desorientada. As lideranças também. Uns tentavam acalmar a turba. Outros buscavam pretextos para continuar a depredação e o enfrentamento. Parlamentares ligados aos movimentos sociais tentavam negociar. Inútil. Conseguiram apenas evitar que o plenário fosse invadido. “Vamos ter de achar uma forma de preservar vocês. A segurança da Casa pediu ajuda à gente. Vocês não avisaram a gente que viriam”, ponderava o deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE). “Quebrar não adianta”, aconselhava Dr. Rosinha (PT-PR).
PEDIDO DE PRISÃO
No plenário, a sessão era conduzida pelo primeiro-secretário da Mesa, Inocêncio Oliveira (PL-PE). Aldo estava na residência oficial da Presidência, almoçando com uma comitiva de parlamentares do Paraguai. Foi avisado da confusão por Inocêncio e determinou que a manifestação fosse contida e os manifestantes presos. Ao chegar à Câmara, Aldo foi procurado por Bruno Maranhão. Os dois tiveram uma conversa dura e o presidente da Câmara disse que apesar de conhecer o líder do MSLT há 30 anos ordenara a prisão dele e de todos os outros manifestantes.
Ao assumir o comando do plenário, Aldo encontrou um clima de indignação. Os deputados tanto da direita como da esquerda pediam providências enérgicas para retirada dos manifestantes da Câmara. O líder do PFL Rodrigo Maia (RJ) recomendou que Aldo solicitasse apoio da Polícia Militar para a “prisão desses bandidos”. Jandira Feghali (PCdoB-RJ) deu apoio à medida. “Não tenho dúvida que quem faz isso não é movimento social legítimo. Tem de prender mesmo. Isso é vandalismo”. Aldo repetiu a instrução que já havia dado antes: “Minha determinação é para que nenhum dos manifestantes saia da Casa sem ser preso”.
O líder do movimento foi acalmar os companheiros. Aos poucos, conseguiu a atenção deles. Apoiado no para-peito que protege a escada que dá acesso ao Salão Verde, ele disse que os objetivos foram parcialmente alcançados e eles deveriam desocupar o local ordenadamente. Foi contestado por um manifestante, mas conseguiu contornar a situação. O prédio foi desocupado. Os manifestantes foram para o gramado em frente ao Congresso. Maranhão foi cercado pela imprensa. Leu a carta que entregara pouco antes a Aldo. Explicou o objetivo da manifestação e deu sua versão para o tumulto.
O líder do MSLT ficou irritado com as contestações dos jornalistas. “Nós não somos vândalos, somos militantes. Queremos transformar esse país em um país socialista. Em um país sem exclusão social”, disse Maranhão, que foi tirado do local por companheiros. Jornalistas o acompanharam perguntando se ele pertencia à direção do PT. Depois de alguma insistência, Maranhão respondeu irritado: “Sou. Sou da Direção do PT. Vou falar com o Berzoini”. Secretário Nacional de Movimentos Populares, Maranhão não é um petista qualquer. É fundador do partido e membro da Executiva Nacional há muitos anos. Vai ter que se explicar com o presidente do PT, Ricardo Berzoini, pois, se o objetivo da manifestação era ajudar o partido e o governo Lula, o tiro saiu pela culatra.
Maranhão foi preso logo depois pelos seguranças da Câmara, que usaram violência. O dirigente do PT passou mal e teve que ser atendido no posto médico da Câmara. Depois seguiu para o local onde foram encaminhados os outros manifestantes. Ele, outros líderes do movimento e manifestantes identificados como agressores ou depredadores foram autuados em flagrante e responderão a processo por tentativa de homicídio, formação de quadrilha e depredação de patrimônio público. Como lição para o movimento, fica o desapontamento do assentado José Lourenço de Moura, 53 anos, do Rio Grande do Norte: “Vim pedir melhorias para o assentamento, mas virou bagunça”.
No início da noite, em entrevista coletiva, Aldo falou energicamente contra a manifestação. Disse que foram usados “métodos violentos” para “depredar o patrimônio público” e ferir “inocentes indefesos”. “Os manifestantes desceram dos ônibus e imediatamente começaram a invadir. Não houve tempo [para negociações]”, disse o presidente. “Não posso admitir o uso da violência dentro das dependências da Casa. Seria uma negação do espírito democrático”.
Ele negou que tenha havido falhas na segurança e arrematou a entrevista dizendo que espera que o caso não desestimule o diálogo da Câmara com os movimentos sociais. “Não quero que esse episódio afaste a Câmara das lutas sociais”, disse Aldo, que se recusou a tomar conhecimento das reivindicações do MSLT enquanto todos que participaram dos atos de vandalismo na Câmara não estivessem presos.



Escrito por Cid Benjamin às 09h21
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Formação de quadrilha, tentativa de homicídio e corrupção de menores?

O PT acusava o governo FHC de criminalizar os movimentos populares. Tinha razão. Mas não será fazer o mesmo indiciar os líderes do MLST por formação de quadrilha, tentativa de homicídio e corrupção de menores?
Seria o MLST uma quadrilha?
Levar filhos para manifestações (como sempre fez o MST) configura corrupção de menores?
Agredir alguém em meio a um conflito generalizado configura tentativa de homicídio?



Escrito por Cid Benjamin às 09h20
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O verdadeiro mistério da fé

Do site Kibeloco

Banda gospel grava CB demo?



Escrito por Cid Benjamin às 09h19
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Manchetes do dia

- O Globo: TSE muda regra de alianças e embola eleições
- Jornal do Brasil: Ataque ao Congresso foi ação premeditada
- Folha: Vídeo mostra que invasão da Câmara foi premeditada
- Estadão: Sem-terra premeditaram o vandalismo na Câmara
- Correio Braziliense: Badernaço premeditado



Escrito por Cid Benjamin às 09h18
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Escrito por Cid Benjamin às 13h51
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 13h49
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Quem te viu, quem te vê



Escrito por Cid Benjamin às 13h49
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Frase do dia

“O que fizeram não foi protesto político, e sim vandalismo. E o alvo está errado. Não foi o Congresso quem contingenciou [reteve] a verba para a reforma agrária. Foi a equipe econômica, a mando de Lula.”
Heloisa Helena, senadora e candidata do PSOL à Presidência da República



Escrito por Cid Benjamin às 13h48
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Tiro no pé

Os manifestantes que participaram do quebra-quebra ontem no Congresso são gente humilde que luta pela reforma agrária. Merecem o respeito dos que querem mudanças sociais no país. Dito isso, é preciso não incorrer em paternalismo. O vandalismo (objetivamente foi isso o que ocorreu) que praticaram prejudica a luta pela reforma agrária. As conseqüências respingam nos movimentos sociais como um todo (inclsuive no MST, que nada teve a ver com o acontecido) e na esquerda.
A solidariedade com os que lutam por uma causa justa não deve fazer com que se fechem os olhos diante de iniciativas incorretas que significam verdadeiros tiros no pé.



Escrito por Cid Benjamin às 13h48
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Políticos em baixa

É inegável que a desmoralização da política, dos políticos e do Congresso, com seus repetidos casos de corrupção, a maior parte impune, criou um quadro de descrença nas instituições que é um caldo de cultura para o que aconteceu. Como dizer a um trabalhador rural, há anos esperando debaixo de uma barraca de plástico na beira de estrada que as promessas sejam cumpridas, que os políticos, o governo e o Congresso devem ser respeitados? É bom que o Congresso pense nisso também, e não fique só na (justa) recriminação do quebra-quebra.



Escrito por Cid Benjamin às 13h47
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Promessas não cumpridas

Da mesma forma, o governo deve também pôr a mão na consciência. Como explicar a quem votou em Lula esperando as mudanças prometidas (como certamente ocorreu com quase a totalidade dos sem-terra envolvidos nos incidentes de ontem), que seu governo tenha uma média ainda menor de assentamentos na reforma agrária que os governos FHC? É difícil convencê-los de que é justa a prioridade do governo Lula: garantir, em primeiro lugar, os lucros do capital financeiro e, para isso, conseguir superávits primários recordes, que drenam recursos das áreas sociais.



Escrito por Cid Benjamin às 13h47
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Confusão previsível

Conheço Bruno Maranhão, o principal líder do MLST, há mais de 20 anos e o respeito. Bruno é uma pessoa séria, ainda que quase sempre com posições meio esquerdistas demais para o meu gosto. Não o vejo há tempos e, portanto, não sei como evoluiu seu pensamento. Tampouco tenho idéia do que o levou a permanecer no PT depois da cooptação do partido. Mas com a sua experiência política (Bruno tem mais de 60 anos de idade e bem uns 45 de militância), ele deveria prever que, depois de viajarem milhares de quilômetros em ônibus desconfortáveis, 500 trabalhadores rurais não aceitariam tranqüilamente ser barrados na porta do Congresso. Só podia mesmo dar confusão.



Escrito por Cid Benjamin às 13h47
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Farisaísmo da velha direita

Tanto César Maia, no e-mail que envia aos leitores de seu extinto blog, como a maioria da velha direita, em declarações á imprensa, estão aproveitando o conflito de ontem para vincular Bruno Maranhão, o MLST e o PT ao quebra-quebra. Embora seja integrante de sua Executiva Nacional, Bruno não manda nada no PT. Aliás, o PT como partido autônomo acabou. A própria Executiva é um mero organismo homologador das vontades de Lula. Basta ver sua composição: é formada por ilustres desconhecidos. Quem quiser conferir, basta ir ao site do partido na Internet: www.pt.org.br.



Escrito por Cid Benjamin às 13h46
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TSE muda engenharia de alianças eleitorais

O quebra-quebra no Congresso ofuscou uma decisão importantíssima tomada ontem à noite pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Globo, num cochilo vergonhoso, não deu uma linha sequer sobre ela. A decisão torna mais rígida a verticalização, atropelando alianças e cenários já estabelecidos nos estados. Abaixo, o comentário de Fernando Rodrigues, em seu blog, na Folha On Line:

É brutal o efeito da decisão de hoje [ontem] à noite do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre como deve ser obedecida a verticalização. O que foi decidido foi o seguinte:

1) partidos com candidato a presidente – essas siglas terão nos Estados que repetir exatamente a mesma coligação realizada no plano federal. Caso contrário, não poderão ter candidatos aos governos locais.
Por exemplo, digamos que Lula (PT) e José Alencar (PRB) sejam candidatos a presidente e a vice-presidente, repetindo a chapa de 2002. No Rio de Janeiro, não será mais possível que esses dois partidos lancem candidatos separados ao governo fluminense, como estavam planejando – Vladimir Palmeira (PT) e Marcelo Crivela (PRB).
Também não será possível, nesse exemplo, que apenas o PT lance Vladimir Palmeira ao governo do Rio em coligação com alguma outra agremiação que não esteja na aliança federal entre Lula e Zé Alencar.

2) partidos sem candidato a presidente – essas siglas só poderão lançar nos Estados candidatos sozinhos ou em coligação com outras legendas que também não tenham candidato a presidente.
Ou seja, o PMDB estava querendo ficar de fora da disputa pelo Palácio do Planalto para fazer todo tipo de aliança nos Estados. Não poderá mais seguir essa trilha.
Por exemplo, em Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB) quer ser candidato ao Senado apoiando Mendonça Filho (PFL) para o governo. Se o PFL ficar mesmo aliado ao PSDB (José Jorge como vice de Geraldo Alckmin), nada feito para o acerto pernambucano entre Jarbas e Mendonça Filho.

 “Tivemos de tomar essa decisão, porque de outra forma a verticalização seria pela metade. Uma ficção. Ou é verticalização completa ou não é verticalização”, disse a este blog o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello.

Independentemente de ser ou não acertada a decisão do TSE, é preciso acabar, de uma vez por todas, essa história de se mudar as regras (ou sua interpretação) a cada momento.



Escrito por Cid Benjamin às 13h46
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Ex-segurança liga Arcanjo a Santo André

O assassinato do prefeito Celso Daniel a cada dia apresenta novas facetas. Mesmo eu - que trabalhei profissionalmente, como jornalista, no caso – e pensava saber muito dele, a cada dia sou surpreendido por novas informações. A coisa parece ainda mais cabeluda do que até mesmo eu imaginei.
A ex-cozinheira do gângster conhecido como Comendador Arcanjo, chefe do crime organizado em Mato Grosso e hoje atrás das grades, já tinha vinculado Arcanjo à turminha acusada da morte de Celso. Agora, foi um ex-segurança do gângster, Joacyr das Neves, que confirmou à CPI dos Bingos que Arcanjo planejou o crime com Sérgio Gomes da Silva, o Sombra. Este último, acusado de ser um dos principais operadores do esquema de corrupção na prefeitura de Santo André que irrigava os cofres do PT nacional, é acusado de ser o mandante do crime.
Segundo o ex-segurança, o dinheiro desviado era entregue ao ex-secretário de governo Gilberto Carvalho - hoje chefe de gabinete de Lula. Dele seguia para José Dirceu, que o entregava a Arcanjo, que lavava o dinheiro e o devolvia ao PT.

Cada vez me convenço mais de que pode ter havido algum acordo de Lula com FHC, do tipo: um não mexe nas privatizações fraudulentas e o outro ajuda a encobrir o assassinato de Celso Daniel, cujas investigações não interessavam ao PT.



Escrito por Cid Benjamin às 13h45
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Frossard entra na alça de mira

A deputada Denise Frossard já começou a apanhar por ter dito que não vai subir favelas. Nos jornais de hoje, vários políticos a criticam pelas declarações.

Ainda sobre Frossard, o leitor Welington Silva quis saber se ela tinha mesmo afirmado que os deficientes físicos causam repulsa nas pessoas. Antes que eu buscasse o relatório firmado por ela para republicá-lo aqui (há tempos suas partes principais já tinham sido publicadas), Flávio Pompeu, um outro leitor, as enviou. Elas vão reproduzidas abaixo:

"A repulsa à doença é instintiva no ser humano. Poucas pessoas sentem prazer em apertar a mão de uma pessoa portadora de lepra ou Aids. A deformidade física fere o senso estético do ser humano. A exposição em público de chagas e aleijões produz asco no espírito dos outros, uma rejeição ao que é disforme e repugnante, ainda que o suporte seja uma criatura humana. Portadores de doenças e deformidades costumam freqüentar locais públicos exibindo as partes afetadas do corpo, não só com o intuito de provocar comiseração, como também com o propósito de afrontar a sensibilidade dos outros para o que é normal, saudável e simétrico. Ninguém é obrigado a ser herói [...]. Ninguém pode ser obrigado a suportar a doença e a deformidade alheia, contrariando sua própria natureza. Há pessoas vocacionadas para a missão de curar o espírito e o corpo dos seus semelhantes [...]. Essa vocação não é de todos. Por isso mesmo, não se há de punir quem não seja vocacionado".



Escrito por Cid Benjamin às 13h44
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Correção

No artigo de minha autoria enviado ontem no e-mail aos “assinantes” havia uma incorreção, que já foi corrigida no blog e na versão enviada para o Bafafá On Line (onde o texto será também postado). O criador do quadro “As aparências enganam” foi Carlos Estevão, e não Péricles, como escrevi.
Agradeço aos amigos Chico Caminha e Nick Zarvos por terem me alertado.



Escrito por Cid Benjamin às 13h43
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Roda de samba

O leitor Welington Silva, que é de São Paulo, pergunta também em que cidade será realizada a roda de samba do dia 24 de junho, promovida pela minha pré-candidatura a deputado estadual. Vai ser no Rio. O endereço é Rua Miguel Lemos, 54, Copacabana. A música começa às 18h, mas haverá uma TV para os que queiram ver a Copa antes (há uma partida às 16h, mas não é do Brasil).



Escrito por Cid Benjamin às 13h43
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Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: Vandalismo no Congresso
- Jornal do Brasil: Líder do PT comanda invasão do Congresso
- Folha: Sem-terra invadem e depredam Câmara
- Estadão: Sem-terra invadem Câmara, depredam e deixam 24 feridos
- Correio Braziliense: Afronta



Escrito por Cid Benjamin às 13h43
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Escrito por Cid Benjamin às 09h14
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 09h13
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Frase do dia

“Tudo o que o PT disse do PSDB é verdade e tudo o que o PSDB disser do PT também é verdade”
Pedro Simon, (ainda) pré-candidato do PMDB à Presidência



Escrito por Cid Benjamin às 09h13
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As aparências enganam – artigo meu para o Bafafá On Line

A antiga revista O Cruzeiro em seus tempos áureos tinha entre seus colaboradores o desenhista Péricles, criador do famoso personagem Amigo da Onça. Péricles fazia dobradinha com um colega também desenhista, Carlos Estevão, que fazia outro quadro, também conhecido, chamado “As aparências enganam”. Nele, apresentava um desenho meio na sombra que dava a impressão de alguma tragédia. Ao lado, o mesmo desenho mais claro mostrava uma situação corriqueira qualquer. O leitor se dava conta, então, que tinha sido enganado pelas aparências.
Pois hoje os jornais brasileiros parecem ser escritos por alguém que, como fazia Carlos Estevão, volta e meia está pregando peças nos leitores.
Quando se lê que, em abril deste ano, o Brasil teve um superávit primário recorde, a primeira impressão é positiva. Afinal, no imaginário das pessoas ruim é ter déficit. Superávit é sempre boa notícia. E superávit primário é a diferença entre o que o governo arrecadou e o que gastou, antes de pagar os juros da dívida.
Mas é preciso cautela. Por trás da notícia do superávit primário recorde há, oculta, uma outra, não explicitada: para que fosse possível o superávit recorde, verbas destinadas a investimentos (em geral, a investimentos na área social) foram retidas e, dessa forma, se conseguiu um superávit maior para pagar banqueiros e especuladores que têm papéis da dívida pública brasileira.
Então, superávit primário recorde não implica, necessariamente, melhoria da situação. Na maioria das vezes, significa tão-somente que mais recursos foram reservados para pagamento da dívida. E, para que isso aconteça, geralmente são cortados investimentos na área social.
Quando no governo Fernando Henrique Cardoso o superávit primário chegou a 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto das riquezas produzidas no país), o que, então, foi um recorde, o PT gritou o mais alto que pôde. E com razão: aquele superávit significava uma brutal compressão dos investimentos na área social.
Quem diria que Lula, uma vez no governo, fixaria como meta de superávit 4,25% do PIB? Pois foi o que fez o governo petista. E quem diria que aumentaria ainda mais o arrocho, chegando a 4,54% do PIB, ultrapassando a própria meta fixada?
Vejamos o que diz o jornal O Globo (26/5/2006):
“O superávit primário [de abril de 2006] ficou em R$ 19,426 bilhões, [...]50% acima do de março. (...) No ano, o saldo primário está positivo em R$ 40,407 bilhões, o que representa 4,54% do PIB”.
Para que se tenha uma pálida idéia da sangria que representam os superávits primários recordes, basta olharmos os gastos do governo federal em 2005. O Brasil pagou mais R$ 160 bilhões em juros aos especuladores com papéis da dívida pública, enquanto faltou dinheiro para gerar empregos, para melhorar a saúde e a educação, para a manutenção das estradas e para a reforma agrária. Isso, graças a superávits primários sempre gigantescos.
Comparando-se o que foi pago de juros com o investido nas áreas sociais o absurdo fica ainda mais evidente. Um mês do que se pagou de juros em 2005 equivale o que se investiu em todo o ano em saúde. Quinze dias de juros, o que gastou no ano em educação. E dez dias de juros, o destinado ao tão badalado programa Bolsa-Família, a menina dos olhos dos marqueteiros do Planalto.
Assim, ao contrário do que poderia supor o cidadão desavisado, os sucessivos recordes de superávits primários não são boa notícia. Muito pelo contrário.
Da mesma forma, vira e mexe os jornais noticiam que a política econômica tucano-petista está permitindo a diminuição do risco-país. De novo, o cidadão comum lê isso e acredita que está diante de uma boa notícia.
Se diminuiu o risco-país, o Brasil corre menos riscos, certo? Errado.
Porque, ao contrário do que o nome dá a entender, o risco-país do Brasil não é um risco para o Brasil? É o risco para os lucros dos especuladores que investem em papéis da dívida pública brasileira. A avaliação é feita por agências norte-americanas para orientar investidores também norte-americanos.
Assim, se num determinado país a política econômica permite altos ganhos na especulação financeira, este país é classificado como de risco baixo. Se, ao contrário, não dá grandes garantias aos especuladores e estes se arriscam a lucrar menos, o país é classificado como de mais alto risco.
Por isso, ao contrário do que se poderia supor, não se trata aqui de qualquer risco para o país, mas para os lucros dos investidores se aplicados no país.
No dia em que for mudada a atual política econômica lesa-pátria, as agências certamente dirão que aumentará o risco-Brasil.
O país estará pior? Claro que não. Pelo contrário, estará caminhando para uma substancial melhoria das condições de vida de seu povo.
Por isso, não nos esqueçamos de Carlos Estevão: as aparências enganam.



Escrito por Cid Benjamin às 09h12
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Eliomar como vice de Temer

Como muitos já sabem, houve uma mudança na chapa majoritária do PSOL no Rio. Por força de acordos com aliados no plano nacional, o partido não terá candidato próprio ao Senado no Rio. O PCB lançará Raymundo de Oliveira e o PSTU um nome ainda a ser confirmado. O vereador Eliomar Coelho, que tinha sido lançado anteriormente para o Senado pelo PSOL, será candidato a vice-governador. Milton Temer continua como candidato ao governo.



Escrito por Cid Benjamin às 09h12
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Heloisa no Rio

Segunda, dia 12/6, às 12h, será inaugurada a sede do PSOL na Zona Sul do Rop, com a presença da senadora Heloísa Helena, candidata do partido à Presidência. O endereço é Rua Miguel Lemos, 54, em Copacabana. Antes, às 11h, Heloísa fará uma caminhada pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana, saindo da esquina com Bolívar.



Escrito por Cid Benjamin às 09h11
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Plenária da pré-candidatura

Terça-feira, dia 20/6, a partir das 19h, faremos uma plenária da minha pré-candidatura a deputado estadual. (É pré-candidatura porque só depois de registrada a candidatura no TRE, o que será feito em julho, existem legalmente as candidaturas e é permitida a campanha).
A plenária vai ser na sede do PSOL na Zona Sul (Rua Miguel Lemos, 54, em Copacabana).
Estão todos convidados e podem chamar outras pessoas. Além de discussão política, vamos nos organizar para botar o bloco da campanha na rua.



Escrito por Cid Benjamin às 09h10
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Roda de samba

Sábado, dia 24/6, a partir das 18h, também na sede do PSol na Zona Sul, faremos mais uma roda de samba da minha campanha. Quem quiser, pode chegar antes para assistir ao jogo da Copa que começa às 16 (já estaremos nas oitavas de final e o jogo deve ser Argentina ou Holanda contra Portugal ou México). A entrada será gratuita e a cerveja gelada (assim como os refrigerantes e os salgados) vão ser vendidos a preços módicos.



Escrito por Cid Benjamin às 09h07
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Frossard ainda morre pela boca

A deputada Denise Frossard, candidata ao governo do Rio pela coligação PPS-PFL-PV,  tem uma imagem de honesta e dura com a corrupção, devido à prisão de bicheiros, ordenada por ela no tempo em que era juíza. Mas pisa na bola com freqüência. Recentemente fez parecer sobre um projeto de lei que visava a impedir discriminação de deficientes físicos afirmando que estes causavam “repulsa” nas pessoas normais. Goebbels não faria diferente.
Agora, diz que, por não se sentir segura, não vai subir em favelas, limitando-se a divulgar seus projetos para as comunidades por entrevistas à imprensa.
Certamente essa declaração não vai agradar aos moradores de favelas.



Escrito por Cid Benjamin às 09h06
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Gabeira mal na foto

O deputado Fernando Gabeira não está bem numa foto publicada hoje no Globo. Seus parceiros são Frossard, Sirkis e César Maia. Gabeira já andou cercado de gente melhor.



Escrito por Cid Benjamin às 09h06
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Lucros gordos, salários magros

Um relatório da TV Globo para os credores mostra que a emissora teve um faturamento líquido com publicidade de R$ 957,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, 17,6% a mais do que no mesmo período de 2005. A informação está na coluna de Daniel Castro, da Folha de S. Paulo. Nas negociações coletivas com os jornalistas este ano, os patrões, liderados pela Globo, deram apenas 4,86% de reajuste salarial, com abonos (migalhas passageiras) de 15% a 30%.



Escrito por Cid Benjamin às 09h06
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Numerologia

Não tenho qualquer espécie de superstição. Mas as continhas abaixo são interessantes pela coincidência. E fico só pensando como alguém se deu ao trabalho de fazer todos os cálculos até descobrir isso tudo. Quem mandou o texto foi Dudu Botelho.

O Brasil ganhou a Copa do Mundo em 1994, antes disso, sua última conquista do título foi em 1970. Se você somar 1970 + 1994 = 3964
A Argentina ganhou sua última Copa do Mundo em 1986, antes que isso só em 1978. Somando 1978 + 1986 = 3964
Já a Alemanha ganhou a sua última Copa em 1990. Antes disso foi em 1974.
Somando 1990 + 1974 = 3964.
Seguindo esta lógica, se poderia adivinhar o ganhador da Copa do Mundo de 2002, pois este teria que ter sido o vencedor da Copa de 1962!
Conferindo: 3964 -2002 = 1962 E o ganhador da copa em 1962 foi o Brasil!
 E quem venceria a Copa do Mundo de 2006? Resposta: 3964 - 2006 = 1958.
E quem ganhou em 1958? O Brasil!!!

Moral da história: podem encomendar a cerveja.



Escrito por Cid Benjamin às 09h05
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Beckham vai chorar?

Esta é da série “Notícias que vão mudar o mundo”, no site Kibeloco.

Beckham diz que vai chorar se ganhar o Mundial

Duvido! Quem conhece a fundo David Beckham, garante que ele já passou por emoções muito mais fortes e não derramou nem uma lágrima.
O cara é capitão da seleção inglesa, pô!



Escrito por Cid Benjamin às 09h05
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Manchetes do dia

- O Globo: Operação sanguessuga - STF investigará 15 deputados sem revelar os seus nomes

- Jornal do Brasil: Crime expõe fragilidade da segurança no Estado

- Folha: Presidente do BC dos EUA derruba ações pelo mundo

- Estadão: Bolsas caem com ameaça de inflação nos EUA

- Correio Braziliense: Congresso dá novo drible no trabalho



Escrito por Cid Benjamin às 09h04
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Escrito por Cid Benjamin às 13h07
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Frase do dia

“A Nova Zelândia é um país descendente da Inglaterra”
Galvão Bueno, na transmissão do jogo da seleção brasileira ontem.



Escrito por Cid Benjamin às 13h01
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 13h01
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Coisa mais ridícula

Fantasiado de vaqueiro, Alckmin aparece posando para foto
no sertão de Pernambuco. Hoje Alckmin aparece nos jornais
comendo churrasquinho de bode. Pelo andar da carruagem,
daqui a pouco vai estar dizendo “ôxente!”



Escrito por Cid Benjamin às 13h00
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Pega na mentira I

O líder do PT na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP), tentou explicar os 155 telefonemas que deu para Roberto Carlos Kurzweil, apontado como o elo entre os donos de bingos e o caixa-dois do PT. Chinaglia defendeu-se afirmando que alugou um carro de Kurzweil. Como o carro deu alguns problemas, ele fez as ligações, reclamando. Mas foram 155 telefonemas, das quais 84 para o celular de Kurzweil. Pelo visto o defeito do carro era mesmo sério...



Escrito por Cid Benjamin às 12h53
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Pega na mentira II

Os atuais gestores da Brasil Telecom informaram à polícia que, quando a empresa tinha como controlador o polêmico banqueiro Daniel Dantas, gastou R$ 20 milhões por honorários advocatícios pouco claros. A empresa desconfia que se tratou de propina. Do total, R$ 8 milhões foram pagos ao escritório do advogado Antônio Carlos Almeida Castro, que atende pelo apelido de Kakay e é amigo íntimo do ex-ministro José Dirceu. Kakay emitiu notas fiscais relativas aos pagamentos, mas seus números são quase seqüenciais, o que é cheira mal. A justificativa do advogado é que seu escritório quase não emite notas. Mas como explicar que a atual direção da Brasil Telecom desconheça o teor dos serviços prestados?



Escrito por Cid Benjamin às 12h53
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Uma mão lavou a outra

A Folha de S.Paulo deste domingo informou que um grupo de 64 doleiros remeteu ilegalmente US$ 19,53 bilhões só para bancos dos Estados Unidos entre 1996 e 2003, segundo informações recolhidas pelo Ministério Público Federal do Paraná. A cifra equivale a R$ 44,62 bilhões em valores atuais. Os leitores de boa memória hão de lembrar-se da CPI do Banestado, que acumulou tanto material explosivo contra dirigentes tanto do PT, como de partidos de oposição de direita, acerca de remessa ilegal de divisas para o exterior, que acabou com suas conclusões engavetadas, num acordo espúrio. Coisa do tipo “uma mão lava a outra”. Vamos aguardar para ver se, agora, as informações do MP do Paraná levarão a algum resultado.



Escrito por Cid Benjamin às 12h52
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Péssimo exemplo

É escandaloso o comportamento de desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio do Rio. Desrespeitando decisão do Conselho Nacional de Justiça confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), eles voltaram a contratar 17 parentes de magistrados do TJ. Se a própria Justiça não respeita as decisões judiciais, como querer que o Judiciário seja respeitado pela população?



Escrito por Cid Benjamin às 12h52
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TV digital

O ministro Gilberto Gil estará hoje às 16h30 na ABI, no Rio, para um debate sobre TV digital. Na última vez em que veio aqui discutir o mesmo tema leu um cordel que chamava o ministro Hélio Costa de Hélio Bosta. Este último retrucou chamando o ministro da Cultura de Gilberto Vil.
O que será que nos espera hoje?



Escrito por Cid Benjamin às 12h52
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Populismo?

Está virando moda a mídia conservadora classificar como populista líderes que mobilizam seus povos na luta pela justiça social - como fazem os presidentes Hugo Chávez e Evo Morales. Populismo é outra coisa: é manipular o povo. Mobilizá-lo para lutar por seus interesses é legítimo. Mais: é condição para mudar a correlação de forças na sociedade e criar condições para as transformações sociais.



Escrito por Cid Benjamin às 12h51
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Na Copa nem sempre ganha o melhor

A seleção brasileira é a melhor dentre as que vão disputar a Copa do Mundo. Mas numa competição curta em que quatro jogos são eliminatórios, nem sempre vence o melhor. Uma rápida olhada em copas anteriores confirma esta verdade.

1950 – O Brasil jogava em casa e tinha o melhor time. Chegou à final jogando pelo empate e sendo franco favorito, depois de uma sucessão de goleadas. Perdeu para o Uruguai, que tinha um bom time, mas inferior ao nosso.

1954 – A Hungria era o melhor time. Até hoje sua equipe é lembrada por muitos (Armando Nogueira, por exemplo) como a melhor de todos os tempos. Favorita, perdeu para a Alemanha na final.

1958 – O Brasil não chegou como favorito, mas era o melhor e foi campeão.

1962 – Não houve um grande time nessa Copa. Garrincha a ganhou para o Brasil, que chegou como favorito e, por causa dele, era o melhor time. Mas é bom lembrar que, ainda na primeira fase, estivemos a ponto de voltar para casa. Perdíamos por 1 a 0 da Espanha e Nilton Santos cometeu um pênalti claro, mas o juiz marcou falta fora da área.

1966 – Inglaterra e Alemanha tinham times equivalentes. Deu Inglaterra, que jogava em casa, mas até hoje os alemães reclamam do juiz. O favorito era o Brasil, que foi eliminado na primeira fase.

1970 – O Brasil venceu e tinha disparado o melhor time.

1974 – A Holanda era melhor e a favorita, mas perdeu na final para a Alemanha, dona da casa.

1978 – Não houve uma seleção que se destacasse especialmente. O fato de jogar em casa foi decisivo para a vitória da Argentina, que estava entre as favoritas.

1982 – O Brasil era o melhor e o favorito, mas foi eliminado pela Itália, que acabou campeã.

1986 – Maradona fez da Argentina a melhor seleção e a campeã.

1990 – Numa Copa medíocre, a Alemanha foi a melhor equipe e a campeã.

1994 – O Brasil era o melhor depois que a Argentina perdeu Maradona e Caniggia, mas só ganhou a final nos pênaltis. Ou seja, poderia perfeitamente ter perdido.

1998 – A França ganhou com justiça a partida final contra o Brasil, mas chegou lá aos trancos e barrancos. Poderia ter ficado no meio do caminho.

2002 – O Brasil venceu e foi o melhor time. Mas Argentina e França estavam melhores dias antes de a Copa começar. Viraram o fio e, para surpresa geral, foram eliminadas na primeira fase.

Vamos torcer para que, agora, ganhe o melhor.



Escrito por Cid Benjamin às 12h51
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Qual a melhor escalação?

Cada um tem na cabeça a melhor escalação da seleção brasileira. Na minha, jogaria Juninho Pernambucano. Talvez saindo um dos centro-avantes e Ronaldinho Gaúcho sendo liberado para jogar mais à frente.



Escrito por Cid Benjamin às 12h50
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Anti-marketing

A Nike é uma das patrocinadoras da seleção brasileira e paga uma fábula para ter Ronaldo Fenômeno como garoto-propaganda. Mas nada pior para a imagem de seus produtos do que o jogador brasileiro ter que deixar o campo porque a chuteira que usava causou bolhas em seu pé.



Escrito por Cid Benjamin às 12h50
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Manchetes desta segunda-feira

- O Globo: Exportação de arma divide governo Lula
- Jornal do Brasil: CPI dos Bingos - Relatório não vai poupar Lula
- Folha: Mensaleiros mantêm a influência na Câmara
- Estadão: Emprego formal é o maior desde 2003
- Correio Braziliense: Sanguessugas - Livro-caixa revela trilha da propina



Escrito por Cid Benjamin às 12h50
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Escrito por Cid Benjamin às 16h37
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 16h36
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Frase do dia I

“Eu tenho uma predestinação para fazer com que os pobres deste país deixem de ser mais pobres”
Lula, ao discursar ontem no Amazonas



Escrito por Cid Benjamin às 16h35
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Frase do dia II

“Estou muito feliz de estar aqui”
Michael Jackson
ao visitar um abrigo para 140 crianças em Tóqui.



Escrito por Cid Benjamin às 16h34
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Resoluções do PSOL

O PSOL realizou, em Brasília, nos dias 26, 27 e 28 de maio, sua 1ª Conferência Nacional. O encontro contou com a presença de 155 delegados, além de observadores e convidados de todos os estados brasileiros. Clique no endereço abaixo para ler a íntegra das resoluções: http://www.chicoalencar.com.br/chico2004/chamadas/2006/HeloisaPresidente.pdf



Escrito por Cid Benjamin às 16h32
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Chapa do PSOL no Rio

Como conseqüência das negociações para o acordo com PSTU e PCB no apoio à candidatura de Heloísa helena, esses dois partidos lançarão candidatos ao Senado no Rio. O vereador Eliomar Coelho, do PSOL, que disputaria o Senado, será candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Milton Temer.



Escrito por Cid Benjamin às 16h30
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Telefone esquisito

Estávamos na noite de quarta-feira juntos eu e meus dois irmãos - Leo e César – quando César tentou ligar para sua casa. Invariavelmente as ligações caíam no 190 na Polícia Militar, não importa de que telefone fossem feitas.
Pode ser coincidência, mas isso nunca tinha acontecido antes.
César foi confirmado no último fim de semana como vice na chapa de Heloísa Helena, do PSOL.



Escrito por Cid Benjamin às 16h29
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Vivendo e aprendendo

Eu já tinha visto muitas vezes inaugurações de obras inacabadas. Nesta campanha eleitoral mesmo, Lula já fez isso. Mas agora ele se superou: fantasiado de petroleiro, inaugurou um pingo de solda... para simbolizar um início das obras. E de um gasoduto – o Urucu-Manaus – que já tinha visitado!
É por essas e outras que se diz que o diabo é sabido não por ser diabo, mas por ser velho. A gente vai vivendo e vai aprendendo, todo dia tem uma novidade.



Escrito por Cid Benjamin às 16h29
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Conta de chegar

Para atingir o limite mínimo estabelecido por lei em gastos com saúde no ano passado, o governo federal contabilizou como tal os gastos com o programa Bolsa Família. Caso eles não fossem considerados, não teria sido alcançado o limite mínimo legal de investimentos em ações e serviços públicos de saúde. Se for retirado o gasto com o Bolsa Família, faltariam R$ 725,6 milhões.
Mas não foi Lula que disse há pouco tempo que “em matéria de saúde pública estamos próximos da perfeição”?
Então, para que mais recursos?.



Escrito por Cid Benjamin às 16h29
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A matança do país – artigo do deputado Chico Alencar

Este texto foi publicado no Jornal do Brasil em 20-5-2006

Nenhum artigo reduz o desconsolo de tantos filhos, pais, esposas e amigos que viram seus queridos ceifados por balas tresloucadas, por gatilhos acionados no absoluto desprezo à existência humana. É a barbárie, “a guerra de todos contra todos, onde não há lei e nada é injusto; a força e a fraude são virtudes”, como proclamou Tomas Hobbes em seu Leviatã, de... 1651.
A matança concentrada de São Paulo, com seus 115 mortos (quase 2/3 “suspeitos de ação criminosa”) em um só fim de semana, não é estranha à matança “sutil”, com 6 a 8 mortos por dia no Rio e, em números um pouco menos terríveis, em outras regiões metropolitanas do país. Alvorecer trevoso do século XXI no Brasil...
A responsabilidade maior pela situação de degradação a que chegamos – e também pela sua superação – é dos Poderes Públicos, de quem ocupa as estruturas do Estado brasileiro, em todos os níveis e instâncias. A sociedade, com razão, clama pela proteção da autoridade: dos Executivos, dos Legislativos, do Judiciário. Omissão ou jogo de empurra eleitoreiro é munição para esta guerra suja, para o aguçamento da desigualdade social e para a insegurança pública plena.
No Brasil de hoje, temos um Estado desorganizado que alimenta o propalado crime organizado. Nosso Estado é débil, incapaz de políticas sociais universais continuadas, com muitos agentes corrompidos. Agentes públicos, encarnação do Estado, são os governantes, os parlamentares, os magistrados, os policiais. Quantos acabam cedendo à corrupção? Quantos desmoralizam, com seus procedimentos torpes, a autoridade pública e mesmo seu poder de coerção? Que jovem pobre, vivendo na fronteira da sobrevivência, ficará sensível ao discurso protocolar do agir correto, quando é desencorajado pelos “exemplos” de “mensalões”, “sanguessugas” e “propinodutos” de todo tipo?
Mais grave que o gigantismo do crime é o Estado apequenado frente a interesses privados, incapaz até de bloquear celulares pois as operadoras, acionadas judicialmente, poderão ter prejuízos... Estado incapaz de estimular o controle social que inibiria o caldo de cultura da violência, inoculado em nossos lares pelos Meios de Comunicação de Massa, cotidianamente, através de certos filmes e programas. Os tiros que nos horrorizam em ruas e praças ecoam na telinha “quente”, num mundo de emoções baratas e absolutização do presente.
Estado que contingencia até minguados R$ 413 milhões, destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, dos quais só foram executados 5,5%. Estado que reduziu em mais de 30% o previsto para a Segurança Pública no Orçamento do estado de São Paulo, nos últimos cinco anos.
No Brasil de hoje, o povo sofre com o desprezo dos bandidos de colarinho branco e com a opressão direta dos bandidos pés-de-chinelo. As facções governam da cadeia, as penitenciárias só reeducam como exceção, o tráfico de armas e drogas é um negócio capitalista que reproduz inclusive a alienação do “trabalho”, com meninos/falcões cada vez mais jovens atuando no “varejão” dos produtos ilícitos e os chefes/barões enriquecendo em poder, prestígio e dinheiro. Para esse empreendimento criminoso, o desemprego estrutural, com médias de 15% a 20% nos grandes centros, e a desescolarização da evasão oferecem um “exército de reserva” de dezenas de milhares de pessoas, além dos três mil novos condenados por ano que, cumprindo pena, serão matriculados numa obscura “Escola Superior de Violência”, em eficiente processo de desumanização.
As belas páginas do programa nacional para a Segurança Pública, sob a liderança da União, e do Sistema Único de Segurança Pública, com propostas muito concretas, não saíram do papel, pela mesquinharia da disputa partidária e pela falta de coragem dos governantes. Em pouco tempo, todos, até os que se julgam mais “blindados”, seremos alvejados.



Escrito por Cid Benjamin às 16h28
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O "programa" e o butim – artigo de Clóvis Rossi

O texto foi publicado na Folha de hoje.

Todas as faculdades de jornalismo deveriam colar um cartaz nas salas de aula avisando: "Ficar muito tempo na profissão, especialmente na reportagem, faz mal. Faz mal à saúde (do jornalista) e à credibilidade das personalidades públicas". Da saúde até que não posso me queixar. Mas a credibilidade dos homens públicos, comigo ao menos, está ao rés do chão. Olho para certas fotos e não consigo levar a sério o ato de que participaram os personagens. Caso, por exemplo, do encontro entre Lula, o senador Aloizio Mercadante, o ministro Tarso Genro e o ex-governador Orestes Quércia. Eu sei o que disseram uns do outro e o outro dos uns. Não é apenas a famosa historinha do carrinho de pipoca que Quércia teria roubado, na versão Lula de antes. São tantas outras coisas, ditas às vezes em conversas informais, que tiram toda a seriedade que os cinco tentam dar à aliança. Lembro-me, por exemplo, da campanha estadual de 1986. Quércia, então em distante terceiro nas pesquisas, via de longe a troca de farpas cabeludas entre seus rivais Antônio Ermírio de Moraes e Paulo Maluf. Até que se meteu entre eles com uma frase extraída da sua suposta (ou real) sabedoria caipira: "Em briga de comadres é que se dizem as verdades". Pois, Quércia, foi na "briga de comadres" entre você e os petistas, anos atrás, que se disseram as verdades, uns sobre os outros. Agora vem Tarso Genro e fala em "documento programático" como alternativa a uma aliança formal. Só rindo. É camada de maquiagem para ocultar o fato de que o único "programa" da aliança é a distribuição do butim (de cargos públicos e eventualmente algo mais, como ocorreu com o mensalão e os "sanguessugas", "programa" dos dois partidos, entre outros).



Escrito por Cid Benjamin às 16h28
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O paraíso chileno

Um oportuno lembrete de Jânio de Freitas, hoje, na Folha.

O Chile é dado pelos economistas neoliberalóides como atestado da maravilha que são as políticas por eles defendidas. O Chile está tomado por manifestações e conflitos: só na terça-feira, quase 800 presos e 30 estudantes e jornalistas feridos pela polícia. Cerca de 1 milhão de pessoas, em várias cidades, cobram verbas para educação, transporte menos caro e melhoria salarial.



Escrito por Cid Benjamin às 16h27
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Jogador não pode ir a bar?

Os jornais estão fazendo uma tempestade em copo d’água com a história de alguns jogadores da seleção brasileira tomaram umas cervejas num bar da cidadezinha suíça em que estão treinando, em uma noite de folga, depois de um jogo amistoso.
Francamente, que mal há nisso?
Como dizia João Saldanha: “Se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária não perdia uma”.



Escrito por Cid Benjamin às 16h26
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Cartaz numa paróquia portuguesa

Esta me foi mandada pelo amigo José Sérgio Rocha.

Tema da catequese de hoje:
"Jesus caminha sobre as águas".
A catequese de amanhã:
"À procura de Jesus".



Escrito por Cid Benjamin às 16h26
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Amanhã, sábado, tem Arraiá do Eliomar

Neste sábado vai ser realizado o Arraiá do Eliomar, candidato a vice-governador do Rio pelo PSOL, na Praça Mauro Duarte, em Botafogo. O evento começa às 16h com recreação infantil sob o comando de Yeda Dantas. As crianças vão poder brincar com charanga de sopros tocando músicas juninas; cama elástica; boca do palhaço; corrida do saco; pescaria; adivinhações; e um casamento matuto. A partir das 19h, começa o forró com Chico Sales, e fechando a noite a tradicional quadrilha puxada pelo Eliomar. A festa terminará às 22h por causa dos vizinhos.



Escrito por Cid Benjamin às 16h25
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Manchetes desta sexta-feira

- O Globo: Lula desafia oposição a usar cenas de CPI em campanha
- Jornal do Brasil: Lula desvia verba do Bolsa Família
- Folha: Lula desafia a oposição, e Alckmin o chama de cínico
- Estadão: Governo quer tornar permanente a CPMF
- Correio Braziliense: Governo antecipa Natal para aliados

 



Escrito por Cid Benjamin às 16h25
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Escrito por Cid Benjamin às 20h22
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Anúncio do dia

Cartaz que me chegou pela internet. Desnecessário dizer que a revista, exemplo de jornalismo desonesto, bem merece ser alvo de uma campanha de denúncias.



Escrito por Cid Benjamin às 20h19
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Número de candidatos ao Planalto: só quatro

A avaliação é de Fernando Rodrigues, da Folha, em seu blog.

Roberto Freire (PPS) desistiu. Alguém, sinceramente, acreditava que ele seria candidato a presidente?
Ao que importa. O número final de candidatos tende a ser o menor desde o retorno do país à democracia. Palpite deste blog: só quatro --Lula, Alckmin, Heloísa Helena e, possivelmente, José Maria Eymael (esse último o da musiquinha "ei-ei-Eymael, um democrata cristão"; ele é do nanico PDC).
E os outros?
Bom, o PMDB já era. A ultra-esquerda (PSTU e PCB) apoiará Heloísa Helena. O PDT continua com sua pantomima a respeito de lançar o senador Cristovam Buarque (DF), que na última pesquisa Sensus tinha menos votos do que Eymael... Será um milagre se o PDT continuar desejando lançar Cristovam, aquele ministro da Educação que foi demitido por Lula numa ligação telefônica, ficou bravo e abandonou o PT.
Ah, tem o Enéas, do Prona. Ele está se tratando de uma grave enfermidade (leucemia). Terá dificuldades para enfrentar uma nova campanha. A recomendação médica é para que não participe de uma empreitada tão exaustiva como é uma campanha presidencial.
Ou seja, quatro candidatos para eleitor escolher na urna eletrônica. Incrível, mas é isso aí. A não ser que o cenário mude radicalmente nos próximos dias, a configuração da disputa presidencial continua mamão-com-açúcar para Lula. Ainda mais porque o petista conta com a ajuda de José Serra e de Aécio Neves. Aí, fica imbatível.

Se este quadro se configurar mesmo (o que também acho provável), os beneficiados serão Lula, que verá aumentadas suas chances de decidir a parada no primeiro turno, e Heloisa Helena, que verá aumentado seu tempo de TV e poderá ultrapassar Alckmin.



Escrito por Cid Benjamin às 20h17
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Calendário de bondades eleitorais de Lula

Extraído do blog do Noblat.

Dezembro de 2005
* Pacote de R$ 22 bilhões para o Ministério de Desenvolvimento Social investir em 2006.
* Anúncio de que haverá concurso para contratar 4 mil professores universitários.

Janeiro de 2006
* Operação tapa-buracos nas estradas do país.
* Novo salário mínimo de R$ 350 e correção em 8% na tabela do Imposto de Renda.

Março de 2006
* Anúncio de R$ 4,8 bilhões para o Programa Farmácia Popular.
* Pacote de R$ 18,7 bilhões para a habitação e construção civil.
* Anúncio do envio ao Congresso de projeto de lei que mantém aposentadoria para trabalhador rural.
* Anúncio do envio ao Congresso de projeto de lei de incentivo fiscal aos esportes nos mesmos moldes do que já existe para a cultura por meio da Lei Rouanet.

Abril de 2006
* Reajuste de de 20% no Bolsa-Família.
* Pacote de R$ 9 bilhões para a agricultura.
* Reajuste de 5% nos benefícios dos aposentados e antecipação para setembro da metade do 13º salário.
* Reajuste do repasse federal para a merenda escolar, que vai subir de R$ 0,18 para R$ 0,22 por aluno da pré-escola.

Maio
* Renovação do patrocínio da Caixa no valor de R$ 3,8 milhões aos atletas com deficiência física.
* Investimento de R$ 1,38 bilhão em obras de saneamento básico.
* Mais R$ 10 bilhões para o programa de agricultura familiar.
* Aumento salarial de 5% a 20% para os servidores do Executivo - um gasto de R$ 1,4 bilhão.

Nada como uma eleição para amolecer o coração dos governantes. Falta agora ver qual o calendário de maldades, a ser implementado se Lula for reeleito. Algumas das medidas já são conhecidas: mais uma reforma da Previdência (retirando mais direitos dos trabalhadores), reforma trabalhista (também retirando direitos), reforma sindical (fortalecendo a burocracia sindical e favorecendo a domesticação dos sindicatos), e por aí vai.



Escrito por Cid Benjamin às 20h17
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PFL apóia Frossard, que tem a sua cara

Eider Dantas, que tinha sido lançado pré-candidato pelo PFL, mas não tinha qualquer chance eleitoral, retirou seu nome e informou que apoiará a candidatura da deputada Denise Frossard (PPS). A decisão fortalece a juíza, que passará a contar com o apoio da máquina da prefeitura do Rio e do prefeito César Maia.

Cá pra nós: Frossard sempre teve mesmo cara de PFL.



Escrito por Cid Benjamin às 20h12
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Limites do PT

Nesta eleição o PT nacional gostaria de rifar dois candidatos: o senador Eduardo Suplicy (SP), que concorrerá à reeleição, e Vladimir Palmeira, que disputa o governo do Rio.
A candidatura de Suplicy impede que o PT ofereça apoio a vaga de senador a Quércia na chapa de Aloizio Mercadante, o que facilitaria o acordo com o PMDB paulista. Mas rifar Suplicy teria um preço político muito alto junto ao eleitorado.
Já a candidatura de Vladimir é vista como sem futuro, ao contrário da deo senador Crivela. Mas o PT do Rio ainda vive o trauma da intervenção de 1998, quando a direção nacional atropelou a convenção estadual, afastou o mesmo Vladimir, forçando o apoio a Garotinho. Uma nova intervenção do gênero acabaria com o partido no estado.
Assim, embora preferisse que não existissem as candidaturas de Suplicy e Vladimir, o PT nacional está disposto a engoli-las.



Escrito por Cid Benjamin às 20h11
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Boa música

Recebi do amigo e leitor do blog Tiago Prata, jovem e talentoso violonista, o pedido para divulgar o show “Tem mais samba”, no qual um grupo de jovens músicos de primeira qualidade só toca e canta obras do mestre Wilson Moreira. Conheço os músico e atesto que são de primeira qualidade.

O show é amanhã, sexta, às 19h, no Clube de Engenharia (Av.Rio Branco, 124 - 24º)
O grupo é formado por Clarice Magalhães (voz e percussão), Thiago Lima (cavaco, bandolim e voz), Tiago Prata (violão 7 cordas) e Marcelo Mattos(Percussão).
Os ingressos custam R$ 10,00 (estudante paga meia entrada).
No local haverá venda de cerveja gelada, refrigerantes e petiscos.



Escrito por Cid Benjamin às 20h11
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Uma tragédia lusitana

Pedindo antecipadamente licença à leitora e amiga Renata Lins, que sugeriu que a diminuição do número de piadas no blog (em tempo: Renata tem razão; quase todas as piadas que postei me chegaram pela Internet e não são inéditas), reproduzo a explicação de um operário português sinistrado à companhia seguradora. Já conhecia o texto há tempos. Portanto, ele também está longe de ser inédito.
Segundo consta, a carta teria sido extraída do arquivo da seguradora, e seria verídica. Não creio. Mas é muito engraçada e, por isso, resolvi postá-la no blog.

 

TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE CASCAIS
 Exmos. Senhores,
“Em resposta ao gentil pedido de informações adicionais, esclareço: no quesito 3 da comunicação do sinistro mencionei "tentando fazer o   trabalho sozinho" como causa de meu acidente. Em vossa carta, V.Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero que sejam suficientes os seguintes detalhes:
“Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho no telhado de um prédio de 6 (seis) andares. Ao terminar meu trabalho, verifiquei que tinham sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de os levar à mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi, num acesso de inteligência, colocá-los dentro de um barril e, com a ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava instalada no alto do edifício (mais precisamente, no sexto andar), descê-lo até o térreo.
“Desci ao térreo, atei o barril com uma corda e subi ao sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos em seu interior.
“Retornei em seguida para o rés do chão, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250 kg) descessem lentamente (de notar que no quesito 11 informei que meu peso oscila em torno de 80 kg).
“Surpreendentemente, porém, senti-me violentamente alçado do chão e, sem fazer uso de minha tradicional presença de espírito, esqueci-me de largar a corda. Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade.
“Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril, que vinha a descer. Ficam explicadas as fraturas do crânio e das clavículas.
“Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente, nesse momento, já recuperara minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com tijolos caiu ao chão, o que partiu seu fundo.
“Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25 kg (novamente refiro-me ao meu peso, indicado no quesito 11). Como podem imaginar, comecei a cair vertiginosamente e, próximo ao terceiro andar, quem encontrei? O barril que vinha a subir. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos, as lacerações das pernas e, o que não é lamentável, porém, reduziu a velocidade de minha descida, o que veio minimizar meus sofrimentos quando cai em cima dos tijolos e, felizmente, só fraturei três vértebras.
“Lamento, no entanto, informar que, quando me encontrava caído sobre os tijolos, incapacitado de me levantar, e vendo o barril acima de mim, perdi novamente minha decantada presença de espírito e larguei a corda.
“O barril, que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim, partindo-me as pernas.
“Espero ter fornecido as informações complementares solicitadas.
“Esclareço, outrossim, que este relatório foi escrito pela minha enfermeira, pois meus dedos ainda guardam a forma da roldana.”



Escrito por Cid Benjamin às 20h10
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Manchetes desta quinta-feira

- O Globo: Brasil volta a crescer mas BC segura juros
- Jornal do Brasil: Universidade vai à rua contra crise
- Folha: PIB cresce 1,4% e BC reduz ritmo de queda dos juros
- Estadão: Consumo e investimento fazem PIB aumentar 1,4%
- Correio Braziliense: O Brasil voltou a crescer



Escrito por Cid Benjamin às 20h08
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