Blog do Cid Benjamin


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Escrito por Cid Benjamin às 12h37
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 12h35
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Frase do dia

“Agora é sebo nas canelas. Vamos à luta. Estou absolutamente zen, animado com o trabalho agora que as coisas começam para valer.”
Geraldo Alckmin, procurando demonstrar confiança na candidatura



Escrito por Cid Benjamin às 12h27
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Missão impossível

São várias as sugestões que aparecem para tentar salvar a candidatura do tucano Geraldo Alckmin.
Um setor da campanha quer que se pronuncie o nome do candidato como se ele fosse uma palavra oxítona, com a última sílaba como tônica. De
Álckmin, ele passaria a ser chamado de Alckmín.
Há, porém, os que querem que ele passe a ser Geraldo.
Se os problemas da candidatura fossem só estes....



Escrito por Cid Benjamin às 12h27
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O mar não está pra peixe

Do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), referindo-se ao governador de São Paulo, seu colega de partido Cláudio Lembo: "Ele tem cara de burro".
Lembo retrucou afirmando que o soba baiano age como "senhor de engenho”. E que é "melhor burro que fascista, assaltante de painel eletrônico".
No PSDB, o deputado Alberto Goldman (SP) e o governador Aécio Neves (MG) trocam farpas.
Para culminar, César Maia, do PFL, não deixa passar um dia sem dar uma estocada no PSDB e em Alckmin.
A coisa está feia.



Escrito por Cid Benjamin às 12h26
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Favorito ao Planalto, PT prevê derrota nos estados

Esta interessante matéria está no blog de Josias de Souza, da Folha de S.Paulo.

Levantamento feito em segredo pelo PT indica que a engrenagem eleitoral do partido nos Estados roda em descompasso com a máquina nacional. Escorado em Lula, o partido considera-se franco favorito na disputa presidencial. Mas antevê derrotas indesejáveis nas disputas pelos governos de alguns dos principais Estados da federação.
No Nordeste, indica a análise, Lula prevalece sobre o tucano Geraldo Alckmin em todos os Estados. Sua taxa média de intenção de voto roça os 70%. Mas o prestígio do presidente não é transferido aos demais candidatos petistas. Em toda a região, só no Piauí o PT está certo de que fará o governador, renovando o mandato de Wellington Dias.
Em praças politicamente mais relevantes, como Bahia e Pernambuco, o otimismo desvanece. Na Bahia, tenta-se levar o ex-ministro Jacques Wagner (Relações Institucionais) ao segundo turno, evitando que Paulo Souto (PFL), hoje com índices que ultrapassam os 55%, liquide a fatura no primeiro turno.
Em Pernambuco, dois ex-ministros de Lula dividem o eleitorado dito progressista: o petista Humberto Costa (Saúde) e o socialista Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia). A divisão facilita o trabalho do por ora favorito Mendonça Filho (PFL), aliado ao PMDB de Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato ao Senado.
Em Sergipe, não se exclui a hipótese de o petista Marcelo Déda passar ao segundo turno. Mas reconhece-se que ele tem menos chances de vitória que João Alves (PFL). O PT dá como certas a derrotas dos petistas José Neto, na Paraíba, e Lenilda Lima, em Alagoas.
Sem nomes de vulto no Maranhão, o PT teve de contentar-se em indicar Teresinha Fernandes para vice de Edson Vidigal (PSB), candidato à derrota para Roseana Sarney (PFL). Também no Rio Grande do Norte, o PT teve de restringir-se à vice. Ruy Pereira deve compor a chapa com Wilma Maia (PSB), que mede forças com o relator da CPI dos Bingos, Garibaldi Alves (PMDB). A fórmula do vice foi repetida no Ceará, onde o partido de Lula indicou Francisco Pinheiro para compor a chapa encabeçada por Cid Gomes (PSB). Avalia-se que o irmão de Ciro Gomes irá ao segundo turno, contra o tucano Lúcio Alcântara.
O drama petista se estende ao estratégico ‘triângulo das bermudas’, que reúne os três maiores colégios eleitorais do país. Excetuando-se São Paulo, onde o partido ainda confia na hipotética capacidade de reação de Aloizio Mercadante diante do favorito José Serra (PSDB), em Minas e no Rio, os petistas Nilmário Miranda e Vladimir Palmeira são vistos como cartas fora do baralho.
Em Minas, o PT tenta construir pontes com o tucano Aécio Neves. No Rio, torce para que o “aliado” Marcelo Crivela (PRB), do partido do vice-presidente José Alencar, vá ao segundo turno contra Sérgio Cabral (PMDB), para que Lula mantenha até outubro um palanque em terras fluminenses.
Descendo para o canto inferior do mapa, o PT antevê dias difíceis para o ex-ministro Olívio Dutra (Cidades) no Rio Grande do Sul. Acha que são limitadas as chances de ele derrotar Germano Rigoto (PMDB). Em Santa Catarina, a candidatura de outro ex-ministro,
José Fritsch (Pesca) chega a irritar Lula. O presidente não se conforma com o fato de seu partido não ter celebrado ainda uma aliança com Luiz Henrique (PMDB).
O mesmo ocorre no Paraná, onde Lula defende uma aliança do petismo com Roberto Requião (PMDB).
Para o presidente, os petistas do Sul deveriam guiar-se pelo exemplo dos companheiros de Goiás. Ali, por insistência do Planalto, o PT aliou-se à candidatura do senador Maguito Vilela (PMDB).



Escrito por Cid Benjamin às 12h26
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Promiscuidade

Nos anos 90, Moreira Franco, que era governador do Estado do Rio, recebeu uma delegação de bicheiros no Palácio Guanabara. Não ficou bem. Afinal, homens públicos devem guardar certo pudor.

Ontem, Elza Gonçalves Burati, ex-mulher de Rogério Buratti, afirmou na CPI dos Bingos que esteve com o marido e o casal Palocci descansando durante uns dias numa mansão em Angra dos Reis. O dono da mansão é o bingueiro angolano Artur Valente Caio, que teria doado US$ 1 milhão para a campanha de Lula.

É um caso de promiscuidade semelhante. Esse tipo de coisa não costuma acabar bem.



Escrito por Cid Benjamin às 12h25
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Compras generosas do Tesouro e isenção beneficiam rentistas

Esta matéria está no site Carta Maior, onde a maioria dos artigos é favorável ao governo federal. Mas, neste caso, não dava para elogiar. O governo simplesmente absorveu um prejuízo que especuladores teriam.

BRASÍLIA - O alvoroço do mercado na semana passada, por conta das incertezas sobre o futuro da economia norte-americana, recomenda prudência ao Senado na apreciação da Medida Provisória (MP) 281, primeiro item da pauta do plenário nesta terça-feira (30). A matéria receberá parecer favorável à aprovação do relator Luiz Otávio (PMDB-PA).
A turbulência evidenciou, mais uma vez, que o capital especulativo estrangeiro guia-se pela moral do lucro, sem se importar com os efeitos de suas decisões sobre a economia de um país. Ao atrair capital externo com isenção de imposto de renda para comprador de título público, benesse da MP, o governo fragiliza o Brasil diante dos investidores internacionais, aumenta a vulnerabilidade externa do país e expõe o câmbio a pressões que podem produzir alta do dólar, ameaça de inflação e recrudescimento da ortodoxia do Banco Central (BC).
Durante a agitação do mercado na semana passada, o capital estrangeiro fugiu do Brasil num movimento cujo ápice deu-se quarta-feira (24). Naquele dia, a moeda norte-americana disparou 4,71% e atingiu R$ 2,40. A continuidade da alta do câmbio por mais alguns dias, com seu potencial inflacionário, poderia levar o BC a interromper a queda dos juros nesta quarta-feira (31), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia se corta a Selic – o Copom ainda pode frear a redução do juro, mas por conta da turbulência em geral, não pelo dólar especificamente.
A debandada estrangeira ocorreu depois de os especuladores terem se desfeito às pressas de títulos que tinham sido incentivados a adquirir. O próprio mercado reconhece a relação de causa e efeito, batizada de “efeito bumerangue”. “Se quando o estrangeiro compra esse título, ingressam dólares no país, valorizando o real, ocorre exatamente o inverso quando ele vende”, disse Alexandre Póvoa, diretor de uma empresa de análise de mercado (Modal Asset Management), em declaração reproduzida no jornal Folha de S. Paulo da última quinta-feira (25).
A entrada de dólares no país graças à sedução de estrangeiros com IR zero tem sido polpuda, de acordo com o BC. De janeiro a abril, foi de US$ 6,5 bilhões o investimento de estrangeiros em títulos da dívida interna brasileira, negociados apenas dentro do país - apesar de o credor ser estrangeiro, não se trata de dívida externa, que se caracteriza por empréstimos ou transação de papéis no exterior. Só de março a abril, meses posteriores à isenção - a MP 281 foi editada em 14 de fevereiro -, os estrangeiros levaram US$ 4,6 bilhões em títulos. O governo previa que, em 2006, a aplicação totalizaria US$ 5 bilhões.
Para se ter uma referência de comparação e observar o poder da MP na atração de capital externo: em todo o ano de 2005, os estrangeiros gastaram US$ 689 milhões em títulos públicos internos; em 2004, US$ 101 milhões; e em 2003, US$ 272 milhões.
Em 2002, a aplicação estrangeira em títulos foi negativa em US$ 274 milhões. Ou seja, mais especuladores saíram do Brasil do que entraram. Naquele ano, a cotação do dólar galopou quase até o patamar de R$ 4, por causa da deserção do capital externo durante a eleição presidencial. Pode-se imaginar que a presença estrangeira mais expressiva entre os credores de título público teria empurrado o dólar a cotações maiores.

GENEROSIDADE DO TESOURO

A fuga dos estrangeiros na semana passada contou com a generosidade da Secretaria do Tesouro Nacional, gerenciadora da dívida federal de R$ 1 trilhão em títulos públicos negociados no mercado. Dos papéis comprados pelos estrangeiros este ano, boa parte (66%, segundo o BC) era de médio ou longo prazo (alguns, até 2045). Investidor brasileiro não gosta deste tipo de papel, chamado NTN-B, e os estrangeiros ficaram sem ter para quem vendê-lo antes de fugir. O Tesouro agiu prontamente. De quarta-feira (24) a sexta-feira (26), aceitou recomprar R$ 4 bilhões em títulos dos quais os estrangeiros queriam se livrar. O Tesouro não informou qual foi custo para os cofres públicos dos três dias de socorro.
A ação do Tesouro pode ter impedido que os estrangeiros tenham perdido até 30% do que haviam investido, segundo Luiz Sérgio Guimarães, colunista do jornal Valor Econômico - a estimativa consta de coluna publicada na última quinta-feira (25). Em entrevista na quarta-feira (24), primeiro dia de solidariedade com o capital externo, o secretário Carlos Kawall negou que o Tesouro tenha atuado para aliviar prejuízo alheio. “Não é esse nosso papel”, afirmou.
A aquisição pelo Tesouro dos títulos de longo prazo em mãos estrangeiras afrontou uma das principais justificativas usadas pela equipe econômica para conceder isenção de IR ao capital externo: o alongamento dos prazos de vencimento da dívida pública.
“De fato, há importantes segmentos de investidores estrangeiros que têm preferência por investimentos em títulos de longo prazo (...) A expectativa, baseada na experiência de outros países, é que uma maior participação do investidor não-residente no conjunto de detentores de títulos públicos dê celeridade à política de alongamento dos prazos”, disse o Ministério da Fazenda na exposição de motivos que enviou junto com a MP 281 ao Palácio do Planalto.
Os outros motivos utilizados pela Fazenda para defender a isenção foram a redução dos juros pagos aos compradores de títulos e o alinhamento às práticas internacionais - estrangeiro tem isenção de imposto de renda em diversos países pelo mundo. No Senado, o governo diz que a turbulência da semana passada já foi superada e que não há razão para desistir das vantagens da isenção.



Escrito por Cid Benjamin às 12h24
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América Latina – Poema

O poema abaixo é do leitor João Carlos Luz.

"Para bom entendedor
Meia América Latina basta"

A mérica Latina
M archa do povos
E nriquece teus ossos
R ima teus esforços
I de avante
C ruza o Continente
A rma-te teus dentes

L utas cadentes, invasoras, predadoras...
A ndina, planícies, florestas, caatingas....
T al qual, ancestral
I mortal no seu sangue vital
N acional, Continental
A rma-te pela Vitória final



Escrito por Cid Benjamin às 12h23
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Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: Lula corre para dar aumento a servidor antes das eleições
- Jornal do Brasil: Universidades perto do colapso
- Folha: Turbulência volta, e Bolsa despenca 4,5%
- Estadão: Bolsa cai 4,54%; BC segura alta do dólar
-
Correio: Aumento para mais 240 mil servidores



Escrito por Cid Benjamin às 12h22
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Escrito por Cid Benjamin às 09h39
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 09h38
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Frase do dia I

"A reta em Mônaco é uma curva".
Galvão Bueno narrando o GP de Mônaco



Escrito por Cid Benjamin às 09h37
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Frase do dia II

“O PSDB representa a mão direita dos banqueiros e o PT, a mão esquerda, mas, a persistir este quadro, voto em Geraldo Alckmin"
Roberto Jefferson, no programa Roda Viva, nesta segunda-feira.



Escrito por Cid Benjamin às 09h36
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Incongruência

Aliás, ao falar em Roberto Jefferson, uma clara incoerência da Câmara salta aos olhos. Jefferson e José Dirceu foram cassados e estão inelegíveis até 2014. O primeiro perdeu o mandato por ter denunciado o mensalão, sem provar sua existência. Dirceu foi cassado por chefiar o esquema.
Ou bem o mensalão existiu, e Roberto Jefferson não deveria ter sido cassado (pelo menos por esse motivo). Ou bem não existiu, e não poderia ter tido um chefe. Neste caso, foi Dirceu o injustiçado.

De minha parte, fico com a primeira hipótese.



Escrito por Cid Benjamin às 09h36
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PPS desiste de se aliar a PDT e apoiará Alckmin

Alguém se surpreende com a decisão anunciada por Roberto Freire?



Escrito por Cid Benjamin às 09h35
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O fogo amigo de César Maia

O tucano alvo do dia do prefeito maluquinho é o governador de Minas, Aécio Neves. Alguém acredita que César Maia queira manter a aliança eleitoral com o PSDB e apoiar Geraldo Alckmin?



Escrito por Cid Benjamin às 09h35
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Disputas nos estados

Cesar Maia enviou para os leitores cadastrados em seu antigo blog um relação preparada pela MCM Consultores Associados com os resultados das últimas pesquisas sobre eleições de governadores, com os candidatos mais votados. Veja os resultados em http://geocities.yahoo.com.br/blogdocm/pesquisasuf.pdf



Escrito por Cid Benjamin às 09h34
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Tarso Genro e os direitos adquiridos

Já seguro de que será reeleito, o governo Lula começa a perder alguns cuidados e abre o jogo em relação ao que pretende fazer num segundo mandato. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, quer rever os direitos adquiridos no setor público. O objetivo, segundo ele, é permitir que um teto equivalente ao salário do presidente da República seja estabelecido e que valha para todos os que recebem salários ou aposentadorias no serviço público.
Mas, se o objetivo é este, por que, na emenda constitucional a ser apresentada, não limitar o fim dos direitos adquiridos à questão do teto salarial?
Só um trouxa acreditaria que Tarso, ao propor o fim de todos os direitos adquiridos dos servidores, não tem em mente só a questão do teto salarial. Logo, logo, outros direitos entrarão na mira.



Escrito por Cid Benjamin às 09h33
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Dupla jornada

Estudo de Marcio Pochmann, secretário do Trabalho da prefeitura de São Paulo, na gestão de Marta Suplicy, e professor da Unicamp (SP), mostra que 59,1 milhões de trabalhadores exercem dupla atividade. Deles, 72,2% têm jornadas duplas de trabalho acima do permitido pela atual legislação. O estudo teve como base a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) de 2004, do IBGE.
Mais: entre 1996 e 2004, o número de trabalhadores com jornada extraordinária e duplo trabalho, tanto do setor informal quanto no formal, cresceu 37,5% (aumento de 16,1 milhões). A população economicamente ativa no Brasil tem 91 milhões de pessoas.



Escrito por Cid Benjamin às 09h33
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Dólar baixo ajuda quem tira dinheiro do país

Do Estado de São Paulo.

O estoque de investimentos brasileiros no exterior avançou 44% de dezembro de 2001 a setembro de 2005, de US$ 50 bilhões para US$ 71,6 bilhões, conforme dados apresentados ontem pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles.

Ora, a manutenção do real valorizado frente ao dólar tem exatamente este objetivo. Facilitar a vida dos que retiram recursos do país. Eles ganham dinheiro aqui, em reais, que são trocados por (muitos) dólares, por causa da cotação vigente. Aí, são retirados do país. Assim reza a cartilha do Consenso de Washington. Assim faz o governo Lula.



Escrito por Cid Benjamin às 09h32
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A barbárie aflora

O sentimento de insegurança e revolta diante da violência urbana fez aflorar em muito uma barbárie que parecia adormecida. O leitor Admar Branco lembra que a Comissão de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo, nos dias que se seguiram aos ataques do crime organizado, recebeu mais de 200 e-mails e mais de cem telefonemas com ameaças, desaforos e xingamentos. O presidente da comissão, o ex-ministro José Gregori, chegou a receber ligação em sua residência. No insulto mais leve, chamaram-no de "defensor de bandido".



Escrito por Cid Benjamin às 09h32
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Carta do além

O Globo de hoje traz uma notícia inacreditável. Um júri popular absolveu mulher da acusação de ter mandado assassinar o amante com base numa suposta carta do morto, psicografada num centro espírita de porto Alegre.
Se a moda pega...



Escrito por Cid Benjamin às 09h32
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Manchetes desta terça-feira

- O Globo: Laudos também mostram execução de policiais em SP
 - Jornal do Brasil: Reforma agrária vira negócio
- Folha: Governo planeja conceder Bolsa-Família a acampados
- Estadão: Investimento brasileiro no exterior cresce 44%
- Correio Braziliense: Sai reajuste para 160 mil servidores



Escrito por Cid Benjamin às 09h31
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Escrito por Cid Benjamin às 12h45
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 12h43
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Frase do dia

“Essa gente é diabólica. Tem o presidente do Senado [Renan Callheiros], o líder da Câmara [Geddel Vieira Lima], o líder do Senado [Ney Suassuna], a maioria esmagadora da Executiva, cargos a distribuir, três, quatro, cinco ministros, diretores da Petrobras, da Eletrobrás, um troço que você nem tem idéia. Portanto, não se pode alimentar esperança. Os caras estão pensando nos cargos. Eles não trocam isso pela nomeação de um presidente. (...) Sarney não teve tanto poder nem quando era presidente. Ele não tinha o poder que tem hoje.”
Pedro Simon em entrevista à Folha publicada hoje



Escrito por Cid Benjamin às 12h43
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Acordo depois da eleição?

O repórter Kennedy Alencar, da Folha de S.Paulo, já foi assessor de imprensa do PT e, sabidamente, é bem informado sobre o que ocorre nos bastidores do partido – em particular no Campo Majoritário . Ele publicou matéria ontem na Folha afirmando que, se reeleito, Lula buscará um acordo com o PSDB. Dada a política do PT e de seu governo, esse passo (há tempos defendido abertamente por Gushiken) tem lógica. Hoje não há mais diferença programática significativa entre os dois partidos. A disputa é essencialmente para ver quem vai controlar o Diário Oficial e ter a chave do cofre.
Ainda assim, seria ruim para o país essa aliança, que representaria um gigantesco passo para o fortalecimento do pensamento único, consolidando a hegemonia do pensamento neoliberal.

Abaixo, a matéria da Folha.

Se reeleito, Lula quer buscar acordo político com tucanos

Kennedy Alencar
Em conversas reservadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já faz planos para um segundo mandato. Além da oferta de governo de coalizão com o PMDB, Lula diz que tentará fazer um acordo político com o que ele chama de prováveis "vencedores" do PSDB após as eleições de outubro.
Lula avalia que os "vencedores" serão Aécio Neves, que deverá ser eleito governador de Minas, e José Serra, favorito na disputa pelo governo paulista. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta, Aécio e Serra seriam eleitos no primeiro turno com expressiva vantagem sobre o segundo colocado.
O acordo imaginado por Lula passa por agenda comum e pela interrupção da guerra que PT e PSDB travam desde o início do escândalo do "mensalão".
O presidente, como declarou na sexta, pretende reeditar nesta campanha a versão "Lulinha Paz e Amor" de 2002. Ele conta com o interesse de Aécio e Serra em disputar a Presidência em 2010, quando não poderá concorrer, se reeleito. Lula tem canal direto com Aécio. E vice-versa. Em Minas, é comum a intenção de voto Lula-Aécio.
A relação com Serra é complicada do ponto de vista político devido à candidatura ao Palácio dos Bandeirantes de Aloizio Mercadante, ex-líder do PT no Senado. Pessoalmente, ambos dizem gostar um do outro.
Lula deixará claro seu apoio a Mercadante, mas não pretende atuar como em 2004, quando respondeu a processo na Justiça Eleitoral ao participar de ato de campanha da então prefeita Marta Suplicy, vencida justamente por Serra.



Escrito por Cid Benjamin às 12h42
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César Maia sobre Heloísa Helena

Comentário do prefeito César Maia sobre a candidatura a presidente da senadora Heloisa Helena pelo PSOL.

Se vier a onda do voto nulo, Heloisa Helena perde muito. Se vier a onda do voto-dito-consciente, Heloisa Helena ganha muito. A senadora deveria imediatamente criar dois movimentos: contra o voto nulo e a favor do voto consciente.



Escrito por Cid Benjamin às 12h41
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Fim da candidatura própria do PMDB

Há uma arapuca oculta na escolha do dia 29 de junho, para a Convenção Nacional do PMDB. Se ela aprovasse o lançamento de candidatura própria, o partido teria que realizar novas convenções regionais, adequando-se à decisão nacional. Só que, por determinação legal, só se pode convocar uma convenção com dez dias de antecedência. E, também por determinação legal, o prazo para as convenções esgota-se dia 30 de junho.



Escrito por Cid Benjamin às 12h41
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Um milhão de acampados

A Folha publica reportagem, com dados da Ouvidoria Nacional Agrária, mostrando que no governo Lula o número de famílias sem-terra acampadas em barracas de lona saltou de 60 mil para 230.813. Isso dá um total de um milhão de acampados em todo o país, à espera da reforma agrária.
Ainda segundo a Folha, o resultado desse último levantamento da Ouvidoria Agrária, obtido pelo jornal, é assunto proibido no Ministério do Desenvolvimento Agrário, a quem a Ouvidoria é subordinada. Na pasta, a informação oficial é que não existe um número atualizado.

Se alguém dissesse há quatro anos que, no governo Lula, o lucro dos bancos cresceria e a reforma agrária caminharia num ritmo ainda mais devagar do que durante FHC seria tachado de louco.



Escrito por Cid Benjamin às 12h40
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Diferenças

No dia 31 de março último, o comandante do Exército, Francisco Albuquerque, leu uma ordem do dia exaltando a ditadura militar. Não foi punido e, por incrível que pareça, ainda manteve o cargo.
Hoje os jornais registram que, na Argentina, o Exército puniu com detenção de até 40 dias militares que participaram, de uniforme, de um ato em que se exaltou a "luta contra a subversão" durante a ditadura argentina (1976-1983).



Escrito por Cid Benjamin às 12h40
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Olho nos bandeirinhas

Certa vez, meu amigo Paulo Júlio Clement - um dos melhores repórteres esportivos do país, hoje assessor de Ronaldo Fenômeno – me disse: “As pessoas reparam muito nos juízes de futebol, mas há muito mais sacanagem de bandeirinhas. São menos visados e só intervêm em lances capitais, marcando ou deixando de marcar impedimento em lances de gol.”
Com o tempo, constatei que PJ (como Paulo Júlio é conhecido) tinha razão. E não pude deixar de me lembrar de sua observação diante da anulação de um gol legítimo do Flamengo ontem contra o Fluminense, por causa de um bandeirinha.



Escrito por Cid Benjamin às 12h40
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Homenagem a Dino Sete Cordas

Aos 88 anos, morreu neste fim de semana Dino, o criador do violão de sete cordas e um dos maiores músicos do país. Nesta terça, dia 30, a partir das 19h, um conjunto de artistas – capitaneado por Paulinho da Viola, Beth Carvalho e o conjunto Época de Ouro – vai realizar um show no Teatro Caros Gomes, com a renda para a família de Dino.



Escrito por Cid Benjamin às 12h39
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A história de Chapéuzinho Vermelho narrada pela mídia brasileira:

Esta veio pela Internet e é muito boa.

Jornal Nacional
(William Bonner): Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem.
(Fátima Bernardes):... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia.

Fantástico
(Glória Maria): Que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo . Não é mesmo, querida?

Cidade Alerta
(Datena): Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! E foi devorada viva. Põe na tela! Tem um "link" para a floresta, diretor?

Claúdia
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

Nova
Dez maneiras de levar um lobo à loucura.

Marie-Claire
Na cama com o lobo.

O Estado de S. Paulo
Fontes confirmam que Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

Veja
Exclusivo: Ações do Lobo eram patrocinadas pelo governo Lula e o PT

Páginas Amarelas da Veja
“Está claro que houve tentativas de quebra de sigilo bancário da Chapéu por parte de Dilma e Tasso Genro. Eles têm que cair. " (Arthur Virgílio)

Estado de Minas
Chapeuzinho come o lobo enquanto o lenhador vai pra floresta com a vovó.

Zero Hora
Avó de Chapeuzinho nasceu no RS

Agora
Sangue e tragédia na casa da vovó

Caras
Chapeuzinho fala a Caras: "Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa"

Playboy
Veja o que só o lobo viu!

IstoÉ
Gravações revelam que lobo foi assessor de influente político de Brasília.

G Magazine
Lenhador mata o lobo e mostra o pau !

O Fuxico
A toca do Lobo era na mata atrás da casa do Marcos Valério.



Escrito por Cid Benjamin às 12h39
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Manchetes desta segunda-feira

- O Globo: Exportações se concentram em apenas 69 empresas
- Folha: País tem 1 milhão de sem-terra em acampamentos
- Estadão: Exportação deve cair, admite Meirelles
- Correio Braziliense: Governo falha na distribuição de verba social



Escrito por Cid Benjamin às 12h39
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Escrito por Cid Benjamin às 10h15
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Charge do dia

Charge de Cláudio, publicada no Agora São Paulo



Escrito por Cid Benjamin às 10h14
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Frase do dia

"Vocês aí que sempre economizaram tanto para os dias piores, podem começar a gastar: os dias piores já chegaram"
Millôr Fernandes



Escrito por Cid Benjamin às 10h13
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Festa na Febraban

Os jornais anunciam hoje que o setor público fechou abril com um superávit primário (receitas menos despesas correntes, excetuando-se os gastos financeiros) de R$ 19,426 bilhões, o maior da História. No ano, o superávit equivale a 4,54% do PIB.
Como se sabe, na prática o superávit primário é o que se economiza para pagar juros aos banqueiros e especuladores.

E pensar que, no governo FHC, o PT denunciava como absurdo o superávit de 3,75%.

Em tempo: recentemente o governo Lula anunciou, com estardalhaço, o aumento da dotação para o Bolsa-Família em 2006. O programa terá este ano R$ 8 bilhões. Compare-se o valor com os R$ 19,426 bilhões de superávit primário apenas em abril.



Escrito por Cid Benjamin às 10h12
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Aos amigos, tudo

Pela terceira vez neste ano, o governo federal anunciou um pacote de apoio ao agronegócio. Agora são R$ 75 bilhões. Antes, dois outros pacotes já tinham já repassado R$ 14,6 bilhões e R$ 1,4 bilhão.
Além disso, R$ 10 bilhões em dívidas terão o prazo de pagamento estendido por mais quatro anos.

Já para a reforma agrária...



Escrito por Cid Benjamin às 10h12
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Os erros de português de Lula

O leitor Enocir Melo me enviou um simpático e-mail criticando a observação de ontem, neste blog, a respeito do erro de português de Lula numa frase que foi manchete no Globo (“Sarney, nunca lhe ofendi”). Enocir registra, com razão, que esse tipo de erro não tem relevância e diz que, na origem da minha observação, pode estar uma certa má-vontade com o presidente.
Alguma razão ele tem. Admito que minha dose de boa vontade com Lula se esgotou há tempos e isso, de uma forma ou de outra, se reflete no blog.
De qualquer forma, reitero o que disse a Enocir: a observação feita aqui foi sobre o fato de os jornais não terem registrado o erro na fala do presidente, o que seria natural.



Escrito por Cid Benjamin às 10h11
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A estudante e as malas de Dirceu

A imagem pública de alguns dirigentes do PT está mais suja do que pau de galinheiro. Vejam esta historinha de que sou testemunha.
Ontem uma aluna minha contou, em sala de aula, que na véspera (quarta-feira), por volta das 16h, viu José Dirceu na Praia de Botafogo. Ao seu lado, outra pessoa, com jeito de segurança, segurava o guarda-chuva para que Dirceu não se molhasse. Os dois pareciam esperar algo. Ela chegou perto de Dirceu, o encarou e cuspiu no chão. O ex-ministro respondeu com um sorriso.
Intrigada, a moça resolveu ficar por perto. E, sempre segundo ela, pouco depois chegou um furgão dos Correios. Suas portas traseiras foram abertas e do interior do veículo foram retiradas malas, levadas rapidamente para um Palio estacionado ao lado. Ato contínuo, Dirceu e o suposto segurança entraram no Palio, que saiu.
A moça gritou “ladrão”, e Dirceu respondeu com um sinal pornográfico com o dedo indicador.
A aluna perguntou se eu achava que nas malas poderia haver dinheiro roubado.
Respondi que não se poderia afirmar nada. Afinal o que ela vira foi apenas a transferência de malas de um carro para o outro.
“Mas por que o furgão dos Correios? “E por que essa operação esquisita?”, insistiu, contando com certa aprovação dos demais alunos.
Respondi a única coisa que poderia responder: “Não sei”.

O que o episódio mostra? A rigor, nada.
Ou muita coisa: mostra a desconfiança com que muita gente está vendo os líderes petistas.



Escrito por Cid Benjamin às 10h06
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Peru: Humala cresce de novo nas pesquisas

Do El Pais.


La ventaja de García sobre Humala se reduce a ocho puntos, según un sondeo
Una nueva encuesta a nivel nacional reveló ayer que la ventaja del ex presidente Alan García sobre el candidato nacionalista Ollanta Humala se ha reducido a ocho puntos porcentuales, a poco más de una semana de la segunda vuelta electoral en Perú. El sondeo del Instituto de Opinión Pública de la Pontificia Universidad Católica del Perú señaló que García tiene el 54% de la intención de voto válido, mientras que Humala acumula el 46%.

Sei não, mas está me parecendo esquisito. Humala ganhou o primeiro turno. Em seguida, sem que nada de relevante tivesse ocorrido, os institutos de pesquisa começaram a afirmar que Alan Garcia tinha passado para o primeiro lugar nas intenções de voto. Agora, a uma semana da eleição, dizem que Humala volta a crescer.
Isso está com cara de ajuste, depois de alguma manipulação dos institutos de pesquisa, todos favoráveis a Alan Garcia. Como está chegando o dia da eleição, os institutos precisam aproximar seus resultados da realidade.



Escrito por Cid Benjamin às 10h05
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“Eu amo a minha esposa, mas...”

Esta nota foi retirada do Blog do Marona, o meu primeiro chefe no Globo. O endereço do blog é http://blogdomarona.blogspot.com/. Antes que alguém se apresse e me considere machista por postá-la aqui, devo dizer que a tomo como uma simples piada. Abaixo a transcrição da nota. 

Uma amiga deste blog recebeu um texto do marido, com orientações precisas sobre como se comportar durante a Copa do Mundo.
"Querida Esposa:
1. De 9 de junho a 9 de julho de 2006, você deverá ler a seção de esportes do jornal de modo a se manter informada sobre o que se passa na Alemanha, condição para que possa participar das conversas. Caso não proceda desta maneira, você será olhada com maus olhos, ou mesmo ignorada por completo. Neste caso, não reclame por não receber nenhuma atenção.
2. Durante a Copa, a televisão é minha, o tempo todo, sem exceção. Se você dirigir o olhar ao controle remoto, uma vez sequer, você o perderá (o olho).
3. Se você precisar passar em frente à TV durante um jogo, eu não me importarei, contanto que o faça rastejando e sem me distrair. Se você decidir se exibir nua diante de mim à frente da TV, tome o cuidado de vestir-se imediatamente pois, se pegar um resfriado, não terei tempo de levá-la ao médico nem de lhe dar assistência durante o mês da Copa.
4. Durante os jogos eu estarei cego, surdo e mudo, exceto nos casos em que eu solicite que me encha o copo ou peça a você a gentileza de me trazer algo para comer. Você estará doida se achar que irei ouvi-la, abrir a porta, atender o telefone ou pegar nosso bebê que, eventualmente, tenha caído no chão.
5. Seria uma boa idéia manter pelo menos duas caixas de cerveja na geladeira o tempo todo, bem como razoável variedade de tira-gostos e belisquetes. E, por favor, não faça cara feia para meus amigos quando eles vierem assistir a um jogo aqui em casa. Como recompensa, você estará autorizada a assistir à TV entre meia-noite e seis da manhã, a menos, é claro, que neste período haja a reprise de algum jogo que eu tenha perdido durante o dia.
6. Por favor, repito, por favor! Se me vir contrariado por algum time de meu interesse estar perdendo, não diga coisas como "Ah, deixa isso pra lá, é só um jogo..." ou "Não se preocupe, eles vão ganhar da próxima vez...". Se disser coisas desse tipo, só me deixará com mais raiva e vou amá-la menos. Lembre-se, você jamais saberá mais sobre futebol do que eu e suas supostas "palavras de encorajamento" apenas nos levarão à separação ou ao divórcio.
7. Você será bem-vinda caso sente comigo para assistir a um jogo e poderá me dirigir a palavra no intervalo, mas apenas durante os comerciais e, importante, apenas se o placar do primeiro tempo tiver sido do meu agrado. Favor notar também que especifiquei UM jogo, ou seja, não use a Copa do Mundo como pretexto mimoso para aquela coisa de "passarmos mais tempo juntos".

8. Os repetecos dos gols são muito importantes. Não importa se já vi o gol ou não. Eu quero ver novamente. Muitas vezes.
9. Avise suas amigas para no mês da Copa não darem à luz ou promover qualquer festa de criança ou eventos de qualquer natureza que exijam minha presença, porque:
a) Eu não vou;
b) Eu não vou, e
c) Eu não vou.
10. No entanto, se um amigo meu nos convidar para ir à casa dele num domingo para assistir a um jogo, aceitaremos o convite na hora.
11. As resenhas esportivas da Copa toda noite na TV são tão importantes quanto os jogos propriamente ditos. Que nem passe pela sua cabeça dizer coisas como "Mas você já viu isso tudo... Por que não muda para um canal que todos possamos assistir?". Se disser algo assim, saiba desde já que a resposta será: "Veja a regra nº 2 dessa lista".
Muito grato por sua cooperação.
Atenciosamente,
Seu marido."



Escrito por Cid Benjamin às 10h03
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Manchetes desta sexta-feira

- O Globo: Advogado diz que deputados são malandros. E é preso
- Jornal do Brasil: Advogado do PCC é preso por desacato
- Folha: Serra perde votos, mas vence no 1º turno
- Estadão: Superávit é recorde e ajuda na recuperação dos mercados
- Correio Braziliense: STF não notifica nem prende Dirceu



Escrito por Cid Benjamin às 10h01
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Charge do dia

Charge de Nani, publicada no Jornal do Brasil



Escrito por Cid Benjamin às 10h29
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Frase do dia

"José Sarney e Renan Calheiros fazem o jogo do PT em troca de cargos e não querem deixar [que o PMDB tenha candidato a presidente]".
Pedro Simon, em palestra recente, respondendo a um jovem que perguntou se, afinal, o PMDB teria candidato.



Escrito por Cid Benjamin às 10h29
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Apoio de Stédile

Ao fazer um primeiro material da minha pré-candidatura a deputado estadual pelo PSol-RJ (um prospecto voltado para formadores de opinião, que está sendo distribuído em atividades mais restritas), pedi uma declaração de apoio ao líder do MST João Pedro Stédile. Sempre viajando, ele atrasou tanto o envio do texto que o material foi impresso sem ele. Agora, finalmente, mandou. A declaração vai reproduzida abaixo.
O prospecto já foi enviado por e-mail para os “assinantes” do blog. Aos que queiram, posso enviá-lo mais uma vez. Da mesma forma, quem quiser receber os próprios prospectos, para passá-los a amigos e conhecidos, é só me pedir. Mas eles não são para distribuição indiscriminada na rua (até porque, por enquanto, a campanha eleitoral não é permitida ainda).
Aproveitando o ensejo, se alguém quiser se somar à campanha, é só me mandar um e-mail. Tarefas não faltam.
Abaixo, a declaração de Stédile.

"O parlamento brasileiro está em crise. Em crise de função e de representatividade dos mais amplos setores de nossa população. Espero que nosso amigo Cid Benjamin possa nos ajudar a renová-lo, arejá-lo e transformá-lo num espaço de combate para a construção de um novo projeto para o país.
Estamos torcendo por você, Cid.
Abração
João Pedro Stédile



Escrito por Cid Benjamin às 10h28
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Lula, Sarney e as ofensas

Com a exceção da Folha, que ontem tratou do assunto, só hoje os jornais registraram que Lula não disse a verdade quando anteontem, em discurso eleitoral ao visitar anteontem as obras da Ferrovia Norte-Sul, afirmou jamais ter atacado ou ofendido Sarney.
Em 1987, Lula chamou Sarney de ladrão, com todas as letras. O discurso foi gravado e o deputado João Fontes foi expulso do PT em 2003 por exibi-lo a jornalistas.
O Globo de hoje traz outras frases ofensivas de Lula em relação a Sarney:

“A impressão que tenho é de que ele é um dos maiores latifundiários do Maranhão. Como presidente, ele tem o direito de negar, mas o fato é que a história deste país é rica em grilagem.”
“O presidente Sarney perdeu completamente a representatividade interna e externa. Foi eleito como suplente por um colégio eleitoral repudiado pela opinião pública.”
“Se disputasse uma eleição, os votos de Sarney não dariam para encher um penico.”
“Ele fez do governo uma brincadeira de moleque, está agindo como um molecão que, dono da bola, acaba com o jogo quando leva um gol. Sarney vale o mesmo que um chaveirinho.”
“Tivemos o autoritarismo e, depois, a inoperância do Sarney, que preferiu o “é dando que se recebe.”

Como tem gente que aposta na memória curta das pessoas!

Ainda sobre o discurso de Lula, anteontem, em Tocantins, nenhum jornal registrou o erro de português na frase principal do presidente: “Sarney, nunca lhe ofendi.”
Segundo o Dicionário Houaiss, o verbo ofender é sempre transitivo direto. Assim, o correto seria dizer “Sarney, nunca o ofendi”.
É compreensível que o presidente, que não tem uma alta escolaridade, cometa erros de português. Este não chega a ser um pecado mortal. Mas cabe aos jornais fazer um registro do erro, até para cumprir sua função educativa junto aos leitores.



Escrito por Cid Benjamin às 10h28
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Com o reserva em campo

Esta nota é do blog do Noblat.

Por que o PSDB preferiu disputar a próxima eleição presidencial com o candidato reserva?
Resposta que ouço de emplumados caciques do PSDB sob o compromisso de não revelar a identidade deles: por que o partido dá por garantida a reeleição de Lula.
Então decidiu tentar ganhar o governo de São Paulo com José Serra e reeleger Aécio Neves em Minas Gerais.
O sonho de retomar a presidência da República foi transferido para 2010.



Escrito por Cid Benjamin às 10h27
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Um encontro estranho

Abaixo, o comentário da cientista política Lúcia Hippolito na CBN, transcrito no blog do Noblat. Impossível não dar razão a ela

"Muito estranho este encontro entre o ministro da Justiça e o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity.
Primeiro, Daniel Dantas aparece na imprensa como suposto autor de denúncias sobre o alto escalão do PT, incluindo o presidente da República, além do ministro da Justiça e de outras autoridades.
O presidente Lula reagiu violentamente à reportagem da revista Veja, chamando os jornalistas de mentirosos e bandidos, entre outros adjetivos. Tudo bem, o presidente tem todo o direito de ficar indignado contra aquilo que considera uma mentira.
Portanto, o razoável a fazer era processar Daniel Dantas.
Mas não. Em vez de processo, gentilezas. O ministro da Justiça encontrou-se com o banqueiro à noite, na casa de um senador do PFL e na presença de dois deputados do PT.
Não é um espetáculo?!
Como a notícia da reunião vazou, o ministro Marcio Thomaz Bastos reconheceu que sim, encontrou-se com Daniel Dantas. Dizem até que houve uma negociação, do tipo “o governo não manda a Polícia Federal investigar o banqueiro” e “o banqueiro não vaza mais informações sobre o governo”.
Muito esquisito. O ministro diz que não, que o banqueiro foi apenas entregar-lhe uma carta. Mais esquisito ainda.
Ou as denúncias da revista Veja são verdadeiras, e aí não se pode prometer que a Polícia Federal não vai investigar, ou bem tudo não passa de uma grande bobagem, e o ministro não tem por que se encontrar com o banqueiro na calada da noite.
Se o ministro Marcio Thomaz Bastos não vê nada demais em se encontrar com alguém que parece ter dito que ele, ministro, tem contas em paraísos fiscais, além do presidente da República e de companheiros de alto coturno, por que cargas d’água o ministro não recebeu Daniel Dantas no seu gabinete no Ministério da Justiça, e em horário de expediente?
É assim que autoridades recebem pessoas, quando tudo é muito normal, como alega o ministro.
Ninguém está duvidando das boas intenções de Marcio Thomaz Bastos. Mas ele já foi se encontrar com o ex-ministro Antonio Palocci, na casa do então ministro da Fazenda, num encontro também pra lá de esquisito.
Marcio Thomaz Bastos é homem de biografia sólida. Mas esta biografia, que era um exemplo, não pode servir de álibi, para que o ministro mantenha encontros republicanos e, quem sabe, não-republicanos, com personagens no mínimo polêmicos.
Ao que consta, é para isso que servem as lindas instalações do Ministério da Justiça, em Brasília."



Escrito por Cid Benjamin às 10h27
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Blindagem

Esta é do Painel da Folha de hoje.

A CPI dos Bingos espera há seis meses das operadoras os dados de sigilo telefônico dos personagens do caso Santo André, dos bingueiros angolanos, de Ralf Barquete e Vladimir Poleto.

Não por acaso, todos esses personagens estão envolvidos em histórias cabeludas, cuja investigação o PT tenta evitar.



Escrito por Cid Benjamin às 10h26
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PSol brilha

O Partido Socialismo e Liberdade (PSol) foi considerado pelos jornalistas que cobrem o  Congresso como o partido que, proporcionalmente, tem mais parlamentares que se destacam. Dos sete deputados e a senadora do PSOL, cinco foram citados na pesquisa realizada pelo site Congresso em Foco. Isso significa uma porcentagem de 62,25%, a mais alta entre todos os partidos. O segundo partido proporcionalmente mais lembrado foi o PSDB, que recebeu 12 votos, para uma bancada de 59 parlamentares (o que representa 20,33%).
Foram consultados 20 jornalistas de diferentes veículos, que votaram sem indicação prévia. Os parlamentares do PSol entre os mais votados foram a senadora Heloísa Helena e os deputados Chico Alencar (RJ), Luciana Genro (RS), Orlando Fantazzini (SP) e Babá (eleito pelo Pará, mas hoje no Rio).
Mais informações em www.congressoemfoco.com.br



Escrito por Cid Benjamin às 10h26
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Ainda sobre os impostos

Transcrevo abaixo trecho de e-mail do meu amigo Chiquinho Genu, com observações sobre a carga tributária no Brasil, tema de uma nota ontem neste blog.

“É interessante observar a diferença entre a alta burguesia (as 20 mil famílias que recém dos tais R$ 500 mil por mês) e nós, por exemplo, da classe média.
Descobri um site que, a partir de meia dúzia de informações, calcula o peso dos impostos para cada pessoa. Apesar de ser da Associação Comercial de São Paulo (portanto, com nítidos objetivos neoliberais – “nenhum estado, nenhum imposto”-), o resultado é impressionante. No meu caso, o Estado leva 55,78% do salário bruto. Nesse percentual, só estão considerados os impostos. Portanto, se acrescento os gastos pelo fato de o Estado não funcionar (plano de saúde e educação particular, por exemplo), essa coisa vai a 68%.
Note também que desconheço a metodologia de cálculo do tal 'site'. Até onde pude perceber, ele considera os impostos sobre consumo (ICMS, ISS), mas não inclui os infinitos outros impostos e taxas que acabam refletidos no preço dos produtos. Se isso fosse computado, o percentual subiria muito.
Se quiser dar uma olhada, consulte http://www.contribuintecidadao.com.br/olhoImposto/



Escrito por Cid Benjamin às 10h26
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Atenção! Estamos na era da TV

Participo de uma pequena confraria que costuma ver pela TV os jogos do Flamengo saboreando uma cervejinha (ou um vinho, ou um uísque, dependendo da ocasião). Ontem à noite estávamos assistindo ao empate com o Santos, todos já irritados com o comentarista Raul Quadros, quando Still, um dos integrantes da confraria, soltou uma frase lapidar: “Esse cara (o comentarista) tem que entender que não está falando no rádio; as pessoas estão vendo o jogo pela TV”.
Quem não costuma assistir a futebol pela TV não sabe como é pertinente a observação!



Escrito por Cid Benjamin às 10h25
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Manchetes desta quinta-feira

- O Globo - Operação sanguessuga - Acusados são presos pelo STF; Congresso desiste de investigar

 - Jornal do Brasil: Dólar chega a R$ 2,40 e Bolsa cai

- Folha: Cresce chance de Lula vencer no 1º turno

- Estadão: Pesquisa indica que Lula ganha no 1° turno

- Correio Braziliense: Sanguessugas de volta para a cadeia



Escrito por Cid Benjamin às 09h50
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Receba por e-mail as atualizações do blog

Caso você queira receber por e-mail, de segunda a sexta-feira, as notas e os artigos postados neste blog, é só fazer o pedido no campo reservado aos comentários.

Escrito por Cid Benjamin às 14h29
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Problemas no envio das atualizações ontem

Apesar de postados no fim da manhã, ontem alguns e-mails com as atualizações só chegaram aos destinatários depois da meia-noite. A culpa foi do meu provedor, a Uol, que teve problemas.



Escrito por Cid Benjamin às 14h27
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 14h26
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Frase do dia

"Uma coisa eu tenho tranqüilidade, Sarney: nunca o ofendi, nunca lhe fiz uma provocação com uma palavra que eu não pudesse dizer publicamente.”
Lula, ontem, acometido de um lapso de memória. Em 2003 o deputado João Fontes foi expulso do PT ao divulgar uma fita em que Lula chama Sarney de “ladrão”.



Escrito por Cid Benjamin às 14h25
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Pergunta do dia

Afinal, quem está mentindo, a direção do PT, que admitiu a existência de caixa dois nas campanhas do partido, ou Delúbio, que ontem, na CPI dos Bingos, negou?



Escrito por Cid Benjamin às 14h25
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Mala pesada

Pesquisa Sensus divulgada hoje mostra Lula com 40,5% e Alckmin com 18,7%. Continuando nesse passo, o tucano corre o risco de chegar a outubro devendo.



Escrito por Cid Benjamin às 14h24
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Cara-de-pau

Mais uma vez, Delúbio recusou-se a assinar um termo prometendo dizer a verdade na CPI.
Isso fica feio para um dirigente político. 



Escrito por Cid Benjamin às 14h24
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Monalisa

Esta nota é do Painel da Folha de hoje.

Além de vaias, Delúbio Soares ouviu impropérios no vôo que o levou de São Paulo para o depoimento em Brasília. Em resposta, o ex-tesoureiro do PT sorria.



Escrito por Cid Benjamin às 14h24
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E viva a “governabilidade”

Romero Jucá (PMDB-RR) será o novo líder do governo no Senado. Dono de extenso prontuário policial, Jucá foi líder de FHC no Senado.
Faltou imaginação para o governo Lula.



Escrito por Cid Benjamin às 14h23
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Mais uma vez, Santo André

Mais um ex-petista incrimina José Dirceu. O ex-secretário da Habitação da prefeitura petista de Mauá (SP) afirmou ao Ministério Público que Dirceu tinha pleno conhecimento da roubalheira em Santo André.
Da Folha de hoje.

Dirceu conhecia corrupção em Santo André, afirma ex-petista

Secretário em Mauá diz que o ex-ministro fez comentários sobre propina

O secretário de Habitação de Mauá (SP), Altivo Ovando Júnior, disse em depoimento ao Ministério Público que o ex-ministro José Dirceu "tinha conhecimento" do suposto esquema de arrecadação de propina do PT em Santo André. "O então presidente do PT, José Dirceu, também tinha conhecimento de arrecadação de propina em Santo André, como relatava em reuniões no gabinete do prefeito [de Mauá]", disse Ovando Jr., em depoimento no dia 9 de fevereiro no inquérito da Promotoria Criminal que investiga irregularidades na administração petista de Mauá (1997-2000). À época, Dirceu, que teve o mandato de deputado cassado sob acusação de comandar o mensalão, era presidente do PT.

A roubalheira na prefeitura de Santo André e o assassinato de Celso Daniel continuam sendo um gigantesco esqueleto no armário do PT.



Escrito por Cid Benjamin às 14h22
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Previsões sobre bancadas

O ex-blog de César Maia, que hoje é enviado por e-mail para algumas pessoas, divulgou previsões do Diap (Departamento Intersindical de Assesoria Parlamentar), e duas empresas de consultoria (Arkoadvice e David Fleischer) sobre o número de deputados federais que farão PMDB, PT, PFL e PSDB. Aqui estão elas.

PMDB
Bancada eleita: 75
Bancada atual: 83
Previsão Diap: 80 a 95
Previsão Arko Advice: 90 a 110
Previsão David Fleischer: 90 a 95

PT
Bancada eleita: 91
Bancada atual: 81
Previsão Diap: 60 a 75
Previsão Arko Advice: 55 a 70
Previsão David Fleischer: 45 a 50

PFL
Bancada eleita: 84
Bancada atual: 65
Previsão Diap: 75 a 90
Previsão Arko Advice: 65 a 80
Previsão David Fleischer: 80 a 85

PSDB
Bancada eleita: 70
Bancada atual: 58
Previsão Diap: 70 a 85
Previsão Arko Advice: 65 a 80
Previsão David Fleischer: 70 a 75



Escrito por Cid Benjamin às 14h21
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Mais impostos, maus serviços

Ainda o ex-blog de César Maia mostra dados interessantes, retirados de um estudo de José Roberto Afonso, do BNDES, sobre a evolução da carga tributária brasileira, per capita (descontando-se a inflação) de 1992 a 2005. O estudo mostra um impressionante aumento de 148% em 13 anos.
O que mais dói, no entanto, é que não houve no período qualquer melhoria nos serviços oferecidos à população. O excedente arrecadado foi usado para pagar juros da dívida aos banqueiros.
Abaixo, os números:

1992: 1674 reais. 1993: 1844 reais. 1994: 2388 reais. 1995: 2594 reais. 1996: 2635 reais. 1997: 2761 reais. 1998: 2779 reais. 1999: 2981 reais. 2000: 3269 reais. 2001: 3460 reais. 2002: 3689 reais. 2003: 3593 reais. 2004: 3903 reais. 2005: 4160 reais.



Escrito por Cid Benjamin às 14h21
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A matança dos suspeitos – artigo de Maria Rita Kehl

Este texto foi publicado no site Agência Carta Maior.

Já que não temos justiça, por que não nos contentar com a vingança?
Os meninos pardos e pobres da periferia estão aí pra isso mesmo.
Para morrer na lista dos suspeitos anônimos.
Para serem executados pela polícia ou pelos traficantes.

Vamos falar sério: alguém acredita que a rebelião do PCC foi controlada pela polícia de São Paulo? Vejamos: as autoridades apresentaram aos cidadãos evidências de que pelo menos uma parte da poderosa quadrilha do crime organizado foi desbaratada? O sigilo dos celulares que organizaram, de dentro das prisões, a onda de atos terroristas no estado de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, etc, foi quebrado para revelar os nomes de quem trabalhou para Marcos Camacho, o Marcola, fora da cadeia? Qual foi o plano de inteligência posto em ação para debelar a investida do terror iniciada no último final de semana?
Alguém acredita que “voltamos à normalidade?” Ou se voltamos – pois a vida está mais ou menos com a mesma cara de antes, só um pouco mais envergonhada: de que normalidade se trata?
Uma normalidade vexada: uma vez constatada a rapidez com que os capitalistas selvagens do tráfico de drogas desestabilizaram o cotidiano do estado mais rico do Brasil, não dá mais para esconder o fato de que nossa precária tranqüilidade depende integralmente da tranqüilidade deles. Se os defensores da lei e da ordem não mexerem com seus negócios, eles não mexem conosco. Caso contrário, se seus interesses forem afetados, eles põem para funcionar imediatamente a rede de miseráveis a serviço do tráfico, conectada através de celulares autorizados pelo sistema carcerário (que outra explicação para a falta de bloqueadores e de detectores de metal nos presídios?) e toleradas pelo governador de plantão. No caso, o mesmo governador que, na hora do aperto, rejeitou trabalhar em colaboração com a Polícia Federal e, horas depois, negou ter feito acordos com os líderes do PCC. Segunda feira, nos telejornais, o governador Lembo nos fez recordar a retórica autoritária dos militares: nada a declarar além de “tudo tranqüilo, tudo sob controle”. E quanto aos oitenta mortos (hoje são 115), governador? Ah, aquilo. Bem, aquilo foi um drama, é claro. Lamento muito. Mas pertence ao passado.

(Leia a íntegra em http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3199)



Escrito por Cid Benjamin às 14h20
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"Estão escondendo os corpos porque é tudo execução" – entrevista com Férrez

Em entrevista à Carta Maior, o escritor Ferréz denuncia onda de matança na periferia: "Estão escondendo os corpos porque é tudo execução, com tiro na cabeça. Hoje os policiais estão desfilando aqui na rua com touca ninja e camisa Le Coq, que é um grupo de extermínio da polícia".

SÃO PAULO – O balanço divulgado na noite de quinta-feira (18) pela Secretaria de Segurança Pública do governo de São Paulo totaliza em 152 o número de mortos na onda de violência que atingiu o estado na última semana. Destes, 107 foram mortos pela polícia em supostos confrontos. Muitos ainda não tiveram seus nomes divulgados e dezenas de corpos estão no IML (Instituto Médico Legal) a espera de identificação. Na quarta-feira, tiveram início as primeiras denúncias de que a polícia estaria cometendo abusos no combate aos ataques do PCC, o Primeiro Comando da Capital. Casos que começaram a estampar as páginas dos jornais e que agora não pararam de chegar às organizações de defesa dos direitos humanos.
Na quinta-feira, o escritor Ferréz fez um apelo à população em seu blog, para que todos ajudassem a divulgar que “a Policia Militar e a Policia Civil, afetadas com a onda de matança, estão fazendo da nossa periferia um estado pra lá de nazista”. “Não está acontecendo confronto, e isso é uma prova que todos vão ter em alguns dias, quando a mídia começar a ir atrás de novas notícias e decidir falar a verdade. Não adianta ofender, não adianta ameaçar, a boca só se cala quando a guerra não for injusta”, escreveu.
Reginaldo Ferreira da Silva – o nome literário é uma homenagem a Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (Ferre), e a Zumbi dos Palmares (Z) – nasceu no Capão Redondo. O bairro, na Zona Sul de São Paulo, é considerado uma das regiões mais violentas da capital. Filho de um motorista e de uma empregada doméstica, ele escreveu os primeiros versos aos sete anos de idade. Trabalhou como chapeiro numa lanchonete, balconista em bar e padaria, foi vendedor ambulante de vassouras e auxiliar-geral numa empresa metalúrgica antes de publicar suas primeiras obras. É autor de Fortaleza da Desilusão, Capão Pecado e Amanhecer Esmeralda. Em 1999, fundou a 1DASUL, um movimento que promove eventos culturais em bairros da periferia. E, em 2001, lança a revista Literatura Marginal, em parceria com a revista Caros Amigos, que recebe o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte de Melhor Projeto de Literatura.
Firme e forte, como “um elo da corrente”, como ele sempre escreve, Ferréz concedeu à Carta Maior a entrevista abaixo:

CARTA MAIOR – Você denunciou em seu blog que a polícia matou quatro jovens inocentes esta semana no Capão Redondo. Como isso aconteceu?
FERRÉZ – Todos os dias de manhã, eu vou a um bar tomar café. O bar fica em frente a uma pequena loja de camisetas que eu tenho lá na rua. Todos os dias eu via esses meninos lá. Um deles vendia flor, o outro, produtos de limpeza. Estão sempre lá tomando café também antes de irem trabalhar. Na segunda-feira, cheguei no bar e estava um movimento estranho. E aí me falaram que os caras tinham atirado nos meninos no domingo à noite. Eles estavam tomando cerveja numa barraca de lanches. Isso foi numa rua próxima, onde todo mundo sempre vai. Um lugar conhecido no bairro. Chegou um carro preto – alguns moradores disseram que viram uma viatura também –, desceram cinco homens de touca ninja e atiraram nas pessoas na barraca. Até o dono foi alvejado. Quatro morreram e três estão no hospital ainda. Um se chamava Maurício e o outro, "Brigadeiro". Mas a polícia não divulgou ainda o nome dos mortos. O mais velho tinha 27 anos e nenhum estava envolvido com o crime. Dos três que estão hospitalizados, nenhum tinha passagem pela polícia. No Parque Ipê, que é uma favela, colocaram fogo na moto de um menino que entregava pizza. Ele também morreu. Invadiram as casas das pessoas, uma por uma. Invadiram as casas no meio da madrugada.

CM – Nesta quinta-feira, a polícia realizou uma operação com 400 homens no Jardim Helba, usando um mandado coletivo de busca. O que você acha dessas operações?
FERRÉZ – O estranho disso tudo é que não foi a população que declarou guerra à polícia militar. Foi o PCC. E quem está pagando é a população. A polícia recebe coação há tempos dos bandidos; ela criou este estado. E agora está guerreando com isso, porque solta as pessoas com alto grau de periculosidade. E quem paga é o povo, porque o cara do PCC não fica moscando na rua de bobeira. Aí a polícia pega o popular, confunde com outra coisa, e "ripa" o pessoal da favela. Tinha que ter mandado coletivo em Brasília, porque lá já foi provado que as pessoas são criminosas. Mas é mais fácil entrar na casa da população e bater num pobre do que olhar no olho de um ladrão, porque eles tremem quando isso acontece.

(Leia a íntegra da entrevista em http://agenciacartamaior.uol.com.br)



Escrito por Cid Benjamin às 14h20
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Grande João do Vale

Esta é uma dica do Gilberto Lyra. Marcando os dez anos da morte de João do Vale, o Poeta do Povo”, está em cartaz no Teatro Glauce Rocha, um musical que conta e canta a vida e a obra deste que foi um dos maiores compositores brasileiros. As sessões são às 19h e o espetáculo estará sendo apresentado até 18 de julho. Os ingressos são baratos (em se tratando de teatro): R$ 20 e R$ 10 (meia entrada).
Vale a pena conferir.



Escrito por Cid Benjamin às 14h19
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Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: Polícia diz que 31 mortos não agiram em ataques
- Jornal do Brasil: Municípios pedem R$ 66 bi por ano em operações ilegais
- Folha: Estado confirma que 31 mortos dos 110 mortos não têm ligação PCC
- Estadão: Nada fará mudar o câmbio ou a política fiscal, diz Lula
- Correio Braziliense: Justiça manda soltar 44 sanguessugas



Escrito por Cid Benjamin às 14h18
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Escrito por Cid Benjamin às 10h45
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Charge do dia


Charge de Glauco, publicada na Folha de hoje



Escrito por Cid Benjamin às 10h43
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Frase do dia

“Há o mundo dos que têm milhões e o dos que não têm o que comer no dia. Os dois mundos acabam se encontrando.”
Férrez, escritor que mora na periferia de São Paulo e que, ameaçado pela polícia nos últimos dias, teve que esconder-se, juntamente com a família



Escrito por Cid Benjamin às 10h42
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Pergunta (que não quer calar) do dia

Por que será que o governo de São Paulo resiste tanto em divulgar os nomes dos mortos pela polícia após a ofensiva do PCC, juntamente com os respectivos boletins de ocorrência?



Escrito por Cid Benjamin às 10h42
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Neoliberalismo é barbárie – artigo meu para o Bafafá On Line

“A burguesia terá que abrir a sua bolsa para poder financiar a miséria social brasileira. Somos um país que só conheceu derrotas sociais. Nossa burguesia devia é ficar quietinha. Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa”.
Estas palavras não saíram da boca de alguém comprometido com transformações sociais. São de Cláudio Lembo, um velho conservador, que foi filiado à Arena durante o regime militar e hoje é um quadro do PFL. Elas foram ditas numa entrevista à Folha de S.Paulo na semana passada. Não significam que Lembo tenha deixado de ser conservador. Mas, sim, que é lúcido o suficiente para perceber que, do jeito que vão as coisas, estamos todos caminhando para uma situação insustentável.
Coincidentemente, poucos dias depois da onda de violência em São Paulo e da entrevista de Lembo, o IBGE divulgou resultados de uma pesquisa sobre segurança alimentar. Ela mostra um quadro dramático.
“No Brasil, 72 milhões de pessoas convivem com a preocupação de faltar comida e com a queda de qualidade do que comem. Ou então tiveram dificuldade em obter comida em qualidade e quantidade [necessárias]. Ou pior, conviveram com situação de fome”, afirmou a respeito da pesquisa a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Márcia Quintar (O Globo, 18/5/2006).
Alguns ingênuos (e outros não tão ingênuos...) podem lembrar que o governo Lula ampliou o alcance de programas assistenciais, como o Bolsa-Família. Mas o que importa aqui não são cala-bocas. Estamos falando de inclusão efetiva dessa gente na sociedade. E, mesmo se quisermos ficar nas medidas compensatórias, que tal comparar o que foi gasto no assistencialismo em 2005, com o que o governo entregou aos bancos e grandes aplicadores em papéis da dívida brasileira?
O Bolsa-Família recebeu R$ 7 bilhões. Já foi anunciado que em 2006, ano eleitoral, vai receber R$ 8,3 bilhões.
Mas, enquanto isso, o governo Lula pagou mais de R$ 160 bilhões de juros aos rentistas que vivem como parasitas, especulando com papéis da dívida. Ao contrário do que, muitas vezes, dizem defensores dos interesses do sistema financeiro, esse dinheiro não é pulverizado, não é a soma do que aplicaram pequenos poupadores. Estudo recente do respeitado economista Márcio Pochman (do PT e ex-secretário na gestão Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo), mostrou que 80% do total pago a título de juros da dívida ficou com apenas 20 mil famílias.
Fazendo-se as contas, cada uma dessas 20 mil famílias ficou, então, em média, com um rendimento equivalente a R$ 534 mil por mês, sem mexer no capital investido. Parte desse dinheiro – desnecessário dizer – poderia estar financiando a geração de empregos, a reforma agrária, a infra-estrutura, o crédito à produção, a educação, saúde, a pesquisa, ou ainda um sem-número de setores vitais para o país.
Mas é esta brutal concentração de renda existente no Brasil que pode explicar o fato de São Paulo ser a segunda cidade no mundo em número de helicópteros. (A primeira é Nova York). Ou de o Brasil ser o segundo país no mundo em número de jatinhos executivos. (Os Estados Unidos são o primeiro).
É evidente que os acontecimentos de São Paulo requerem providências de curto prazo em relação ao trabalho da polícia. Afinal, é inacreditável como uma ofensiva que envolveu centenas de bandidos não chegou ao conhecimento das autoridades com antecipação. Isso demonstra, de forma cabal, que a polícia paulista não tem trabalho de inteligência. É inacreditável também que, de dentro da prisão, os chefes do PCC tivessem tido condições de, em poucos dias, ordenar e coordenar tal ofensiva, o que só demonstra que eles precisam, de fato, ser privados da comunicação com seus subalternos em liberdade.
Mas, como pano de fundo, há algo muito mais grave. A explosão de barbárie (da qual não ficou atrás a polícia, depois, ao revidar matando pobres de maneira indiscriminada) é um alerta que deve ser levado em conta.
O alerta vale mesmo para a “burguesia muito má”, para a “minoria branca muito perversa”. Se ela não quiser viver cada vez mais sitiada em condomínios fechados, cercada por seguranças particulares e locomovendo-se em helicópteros ou em carros blindados com escolta, vai precisar “abrir a bolsa para poder financiar a miséria social brasileira”, para usar as palavras de Lembo. Em outras palavras: os rentistas, que vivem da especulação, vão ter que ganhar menos.
Com a cooptação do governo Lula pelo sistema financeiro, não é exagero se dizer que, como país, entramos numa situação de extremo risco. Um setor tem a absoluta hegemonia na sociedade quando controla, simultaneamente, a situação e a oposição. É o que estão tentando as elites no Brasil. Se elas conseguirem construir um cenário em que, ganhando a situação ou ganhando a oposição, a política neoliberal fique garantida, caminharemos para a barbárie.
Este é o maior risco de uma polarização Lula-Alckmin. Seria uma disputa pela chave do cofre e pelo Diário Oficial. Mas não estaria ameaçada a política econômica.
Se isto ocorrer, novas explosões surgirão, e serão reprimidas com cada vez maior violência.
E, que ninguém se iluda: um processo dessa ordem não abrirá caminho para transformações sociais. Ao contrário. Teremos pobres matando pobres, sob os olhos de uma classe média cada vez mais amedrontada, e também vítima da violência, e de uma burguesia super-armada, mas encurralada em seus condomínios de luxo, carros blindados e helicópteros.
Se Rosa Luxemburgo popularizou a expressão “socialismo ou barbárie”, para no início do século XX demonstrar as limitações do regime capitalista do ponto de vista da construção de um mundo solidário, hoje estamos diante de um quadro ainda mais dramático.
Mais do que nunca, hoje, neoliberalismo é barbárie.



Escrito por Cid Benjamin às 10h41
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A presença de Deus na vida de Lula – da série “Fazendo de tudo para se eleger”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem no Palácio do Planalto 150 pastores e bispos de igrejas evangélicas, com os quais rezou. Segundo o Estado de S. Paulo, Lula deu testemunho da presença de Deus em sua vida e no governo e disse ver milagres nos programas sociais. Segundo pastores, em discurso de improviso, ele afirmou que 'o tempo é curto e gostaria de continuar trabalhando pelo Brasil'.
'Estou na Presidência não apenas por força humana', disse. 'Sou um homem de fé, vejo a mão de Deus nas nossas ações.'
Ainda segundo o Estadão, Lula deixou claro, também, que quer manter a parceria com as igrejas em projetos destinados aos pobres e disse que Deus tem dado força para superar as dificuldades políticas.



Escrito por Cid Benjamin às 10h41
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Comparando números

Esta informação também é do Estadão de hoje. Os comentários em azul, como de costume, são meus.

Os números dos efetivos desembolsos do governo federal para a área de saneamento básico destoam do ufanismo com que o presidente Lula anunciou ontem a liberação de mais R$ 1,3 bilhão para convênios com Estados, municípios, empresas públicas e privadas. Segundo dados do Ministério das Cidades, apenas 39,4% dos R$ 7,7 bilhões contratados e disponibilizados pelo governo, entre 2003 e 2005, já foram repassados aos conveniados.

Fazendo-se as contas, vê-se que, em dois anos, então, o governo Lula liberou R$ 3,03 bilhões para saneamento básico.
Exercitando-se a memória: o governo Lula pagou de juros aos especuladores R$ 170 bilhões apenas no ano passado.
Explica-se por aí por que os bancos lucraram mais em três anos de Lula do que em oito de FHC.



Escrito por Cid Benjamin às 10h40
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Itamar desiste de candidatura

Como até as criancinhas mineiras sabiam que aconteceria, Itamar anunciou ontem que desistiu de concorrer à Presidência e quer disputar o Senado por Minas.
Confirmou-se, pois, que o lançamento de seu nome foi apenas uma jogada tramada no Planalto para tentar barrar a candidatura de Garotinho.
Para quem já foi presidente da República não fica bem se prestar a essas manobras da pequena política.



Escrito por Cid Benjamin às 10h40
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A bandidagem está braba

Esta historinha saiu na Folha, mas o Chico Alencar já tinha me contado pessoalmente.

Ao chegar a uma favela do Rio onde participaria de um evento no final da semana passada, Chico Alencar (PSol RJ) teve o carro cercado por um grupo de jovens, todos armados, ligados ao tráfico do morro.
- Eu vim para um debate, a convite da associação de moradores - começou a esclarecer o assustado parlamentar.
Um dos garotos, aparentando ter algo entre 15 e 17 anos, interrompeu a explicação:
-Espera aí, você não é aquele deputado, o Chico Xavier?
Sem querer esticar a conversa, Alencar preferiu não corrigi-lo:
-Sou sim.
Os integrantes do "comando" observaram o visitante, que exibia um sorriso amarelo. Antes de autorizar Alencar a seguir em frente, o garoto, que portava um fuzil, comentou:
- Olha doutor, a bandidagem lá em Brasília tá braba, hein!? Fala sério!!!



Escrito por Cid Benjamin às 10h38
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Regras do jogo

Hoje o TSE resolve se a "minirreforma eleitoral" (a tal lei que hipocritamente proíbe a doação de brindes como bonés e camisetas, mas não fixa tetos para os gastos na campanha), sancionada por Lula no último dia 10, vai valer para as eleições deste ano. O ministro Marco Aurélio Mello já sinalizou que não, por ter sido votada a menos de um ano das eleições.



Escrito por Cid Benjamin às 10h37
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Manchetes desta terça-feira

- O Globo: Polícia tem 72 horas para apresentar lista de mortos

- Jornal do Brasil: Bolsa cai 9,5% e dólar sobe 10% no mês

- Folha: Previsão sobre juro dos EUA derruba Bolsa e eleva dólar

- Estadão: Investidor foge do risco e mercados desabam

- Correio Braziliense: Câmara fecha as portas a Marcola

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h37
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Escrito por Cid Benjamin às 13h34
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Charge do dia

Esta charge me chegou por e-mail. A assinatura parece do Aroeira; o traço, também.



Escrito por Cid Benjamin às 13h29
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Piada do dia

Esta saiu na coluna do Zé Simão da Folha.

“Vou pedir pra ser preso. Na cadeia não tem ataque do PCC e tem TV a plasma pra ver a Copa”



Escrito por Cid Benjamin às 13h28
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Delúbio volta aos holofotes

A CPI dos Bingos vai ouvir amanhã o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares sobre as doações dos bingueiros à campanha de Lula. A denúncia foi de Rogério Buratti, ex-secretário de Antônio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto. Em troca das doações – sempre segundo Buratti – o governo Lula legalizaria os bingos.
Como de vezes anteriores em que foi convocado para depor em CPIs, Delúbio já
recorreu ao STF para poder mentir ou calar-se.
Delúbio certamente será, também, perguntado sobre o que disse o banqueiro Daniel Dantas à imprensa. Segundo Dantas, Delúbio pediu uma doação de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões para o PT. Em troca, o banqueiro teria a garantia de que não seria incomodado e receberia uma “mãozinha” em seus negócios.



Escrito por Cid Benjamin às 13h27
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Bornhausen no papel de bombeiro

Jorge Bornhausen, presidente do PFL, terá uma reunião com o governador de São Paulo, Cláudio Lembo, hoje no Palácio dos Bandeirantes. O objetivo é acalmar e calar a boca de Lembo, que, sentindo-se abandonado pelos aliados em plena crise provocada pelos ataques do PCC, semana passada abriu o verbo contra as elites e a “minoria branca”. Parecia um petista do tempo em que o PT era o PT.



Escrito por Cid Benjamin às 13h27
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Sai Itamar e entra Simon?

Especula-se que Itamar Franco vai retirar hoje sua pré-candidatura a presidente (que, diga-se, ninguém nunca levou muito a sério) para apoiar o nome de Pedro Simon. Este último parece mordido pela mosca azul, não sem razão. Se for lançado candidato efetivamente, e não ficar apenas fazendo um jogo para dificultar a candidatura de Garotinho, pode ser um nome competitivo.
Interessante é que, sabendo disso, a quinta-coluna governista do PMDB, que dizia apoiar Rigotto e, depois, Itamar, está de bico calado. A candidatura Simon pode atrapalhar os planos de Lula de decidir a eleição já no primeiro turno.



Escrito por Cid Benjamin às 13h26
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As duas bolsas de Lula

César Benjamin, escolhido pelo PSol para vice na chapa da senadora Heloísa Helena à Presidência, apresentou números interessantes na palestra que fez ao abrir a plenária do mandato do deputado Chico Alencar, no último sábado. César usou um estudo do economista (petista, mas crítico da política econômica) Márcio Pochman que mostra que 20 mil famílias de rentistas se apropriaram de 80% dos R$ 160 bilhões pagos pelo governo Lula em 2005 como juros da dívida interna. A partir daí, calculou quando caberia em média a cada uma dessas famílias em um mês, a título de juros por suas aplicações. Chegou ao valor de R$ 534 mil. Esta é a Bolsa-Família dos ricos, concluiu.
Já a dos pobres é R$ 60.

 



Escrito por Cid Benjamin às 13h25
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Carta de uma petroleira aposentada

Esta interessante carta me chegou pela Internet e foi enviada por Carmen Barreto, funcionária aposentada da Petrobrás, à colunista Miriam Leitão, do Globo, no auge da crise da nacionalização do gás pela Bolívia. Não a publiquei antes porque quis, primeiro, checar sua autenticidade.

“Minha querida Míriam,
O culpado disso tudo se chama Fernando Henrique Cardoso que deslanchou o famigerado Projeto do Gasoduto Bolívia-Brasil, que vinha sendo postergado pelos militares há décadas, não sem razão, pois o risco-país, que é o que estamos vivendo hoje, era muito alto.
O corpo técnico da Petrobrás se opunha a este projeto. Na época, vocês da Globo, de braços dados com o corrupto do Collor, chamavam a Petrobrás de corporativista, reduto  de marajás, etc. Mas a empresa tinha razão. Não precisávamos deste gás caro. Tínhamos e temos excesso de óleo combustível BTE (baixo teor de enxofre), o melhor do mundo! Mas tivemos que criar artificialmente mercado para este gás natural importado a preços altíssimos, já na época da assinatura dos contratos (1997).
O projeto foi desenvolvido na subsidiária Petrofértil (empresa de fertilizantes destruída pelo Collor), que então passou a se chamar Gaspetro. Seu Vice-Presidente Menezes (posteriormente veio a ser Diretor da Petrobrás por seus “serviços prestados” ao Governo FHC) tinha linha direta com o Presidente da República (FHC), pois este projeto era um dos constantes no programa Brasil em Ação, e o Menezes tinha carta branca para assinar compromissos em nome da Petrobrás. Quando este projeto, já com todos os compromissos sacramentados, foi transferido para a Petrobrás, eu tive a infelicidade de ser a técnica designada, pela recém-criada Gerência de Gás (GEGAS), no Abastecimento, para avaliar o projeto.
Na época o nosso Gerente era o Paulo Roberto Costa, hoje Diretor de Abastecimento da Petrobrás, de quem tive a hora de ser Assistente Chefe de Gabinete até minha aposentadoria. A minha avaliação apontava para riscos que levariam a perdas enormes pela Petrobrás, coisa de alguns bilhões de dólares. Para se ter apenas uma idéia, a Petrobrás, através da Gaspetro, que agia em nome da Petrobrás, assumiu 84% dos investimentos na  transportadora do lado boliviano, GTB, para ter APENAS 9% de participação acionária naquela transportadora, onde fui posteriormente membro do Conselho de Administração por dois anos. Ora, não se precisa ser nenhum gênio para verificar que aí tem maracutaia. Como se coloca 84% dos investimentos em troca apenas de 9% de participação acionária?? Quem ganhou com isso? Resp: Empresas “pobrecitas”, como Enron, Shell e BG.
Em 1999, fiz um relatório expondo à então Diretoria da Gaspetro  os riscos que estávamos correndo, pois as antigas exploradoras, como Chaco,BG, Amoco, estavam fazendo uma verdadeira campanha, através da mídia, contra a Petrobrás, que só entrou na exploração de gás e condensado na Bolívia, após a lei modificando os “royalties”. A Bolívia reduziu, por lei, os royalties de 51% para 18%, para novas explorações. Isto porque, quando a Petrobrás, forçada pelo governo FHC, através da subsidiária Gaspetro (note-se que a Gaspetro podia assinar qualquer coisa em nome da Petrobrás relacionada a este projeto sem passar pelo crivo da Diretoria da Petrobrás), assinou os contratos de compra de até 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia, era sabido que a Bolívia, até então, só tinha reservas descobertas que garantiam 16 milhões de metros cúbicos por dia. Ou seja, o inconseqüente do FHC fez com que nossa maior empresa se comprometesse a comprar 30 milhões de metros cúbitos de onde não havia reservas e para onde não havia mercado!!!
 Espero que vocês, como seres humanos, possam avaliar, a despeito de ideologias políticas e de uma forma justa, o que representaram as decisões tomadas inconseqüentemente no governo FHC. Considero a empresa em que trabalham corrupta e a serviço do grande capital. Espero que vocês, como pessoas, possam ser mais grandiosas que isso. Coloco-me a seu dispor para esclarecimentos adicionais e apresentação de provas do que digo. Por um Brasil melhor e para todos!
Cordialmente,
Carmen Barreto”



Escrito por Cid Benjamin às 13h25
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Poesia na cidade vazia

Este poema é de João Carlos Luz, "assinante" do blog.

Ando com "meias" furadas
Aparecendo o "dedo" no gatilho
Da rajada dos "inimigos"
Na sola do Sapato um "buraco" na calçada
Piso na viela "descalça"
Apago a "guimba" do mendigo
Que vê o menino de chinelo sem "abrigo"
Drogado assustado "vendendo" o umbigo
Bêbado perdido "trocando" o sentido
A cidade "cheirando" a bolor
Que "horror"!
A policia "fardada"
De "coturno" com calor
Cantando "ronda"
Extorquindo com "fervor"
Que fedor!!!
A cidade precisa de "banho" e de frescor
"Ducha" de poesia nela,
Na "orla" do comendador,
Mingau quente na "boca" do repassador
Queimando "arquivos" da história no corredor
Raspando a "sujeira" da panela
"Depressão" no jato d' água
Roupa de grife que "de'gola"
A galera "manifesta"
Uivando em festas "perversas"
Um "despudor" um pequeno favor
Na "limpeza" do restaurante
Banheiro de botequim com "escritor"
Cordel cheirando "barbante"
Escritos nas "paredes" em versos
Nos "dejetos"
Lá vai o "poema" água abaixo
Esgoto entupido e "trans" bordado
Na noite sem "lema"
Na "lama" do asfalto saqueado
Inspirado pelo "fosfato"
Da "cabeça" de peixe
Que amanhece no jornal "embrulhado"
Noticias do "cunhado"
No jornal de cada "falso"
Na "coluna" prestes ao obituário
Penetra a noite pra ser "roubado"
Bebe "todas" as esquinas
Pelo curral do "eleitorado"
Varre o "limpador" de vidro
Dos carros de sinal "trocado"
Do rosto "identificado"
Na delegacia dos "pró curados"
O boi "marcado" pela
Gripe do frango "com gelado"
Preços dos "fomegerados"
No tigre de "papel"
Na "carta" do advogado
Você está "intimado"!
Deixou de "pagar" o aluguel
E está "desempregado".



Escrito por Cid Benjamin às 13h24
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Manchetes desta segunda-feira

- O Globo:Grupos vão à Justiça para obter nomes de mortos
- Jornal do Brasil: Zona Sul - Desordem - Guarda ignora a própria lei
- Folha: Lula elogia atitude de Lembo e ataca Serra e César Maia
- Estadão: 1,5 milhão de paulistanos vão às ruas contra o medo
- Correio Braziliense: Papuda funciona no limite da segurança



Escrito por Cid Benjamin às 13h22
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Escrito por Cid Benjamin às 08h49
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 08h33
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Frase do dia

“Quem atira balas para matar, recebe balas para morrer”
Delegado Godofredo Bittencourt, diretor do Deic-SP



Escrito por Cid Benjamin às 08h33
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Mortos anônimos

É inaceitável a recusa da polícia de São Paulo de identificar os mais de cem suspeitos mortos desde o início dos ataques do PCC. Esta claro que a negativa se deve à certeza de que se evidencie que muitos dos mortos não são bandidos e foram vítimas inocentes do revide policial que alcançou pobres de forma indiscriminada.



Escrito por Cid Benjamin às 08h32
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Audioconferência

É inacreditável o que confirma a polícia de São Paulo. Depois de receber, em sua cela, a gravação do depoimento prestado em caráter sigiloso por delegados paulistas à CPI do Tráfico de Armas, Marcola, chefe do PCC, retransmitiu a gravação a, pelo menos, 40 comparsas presos, numa audioconferência.
Pelo visto o PCC pode dar aulas de O&M a muita grande empresa.



Escrito por Cid Benjamin às 08h32
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Desejo de sangue

A seção de cartas dos jornais está repleta de manifestações dos leitores pedindo sangue. O Globo foi duramente criticado por muitos deles por falar em chacina de bandidos pela polícia paulista, no revide pelos atentados.
Isso é preocupante. O sentimento de insegurança está alimentando e deixando vir à tona a barbárie que todo ser humano tem dentro de si.
Alguém tem que lembrar: nessa história de olho por olho e dente por dente, podemos acabar todos cegos e banguelas.



Escrito por Cid Benjamin às 08h32
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Fome

“No Brasil, 72 milhões de pessoas convivem com a preocupação de faltar comida e com a queda de qualidade do que comem. Ou então tiveram dificuldade em obter comida em qualidade e quantidade. Ou pior: conviveram com situação de fome.”
A afirmação, publicada ontem no Globo, é de Márcia Quintar, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, ao anunciar pesquisa sobre insegurança alimentar promovida pelo governo.

Que tal diminuir os R$ 170 bilhões que se paga anualmente aos banqueiros e, com os recursos, criar empregos e fazer a reforma agrária?



Escrito por Cid Benjamin às 08h31
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“A burguesia terá de abrir a bolsa”, diz Cláudio Lembo - I

Por sugestão de Eduardo Dias, reproduzo aqui entrevista do governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), publicada ontem na Folha. A entrevista, dada à repórter Mônica Bergamo, é muito boa e deve melhorar um pouco a imagem de Lembo, arranhada por declarações infelizes do governador quando São Paulo estava encurralado pelo PCC. Nela, sobra para todo mundo: Lembo não poupa nem FHC, nem Alckmin, nem Serra, seus aliados políticos. Como o texto é muito grande e o sistema de blogs da Uol não aceita que seja postado de uma só vez, vai dividido em três partes.

O governador de São Paulo, Cláudio Lembo, afirma que o problema de violência no Estado só será resolvido quando a "minoria branca" mudar sua mentalidade. "Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa", afirmou. "A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações."
Lembo criticou o ex-governador Geraldo Alckmin, que disse que aceitaria ajuda federal contra as ações do PCC se ainda estivesse no cargo, e o ex-presidente FHC, que atacou negociação entre o Estado e a facção criminosa para o fim dos ataques. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Folha - Os jornais estão noticiando hoje [ontem] que houve uma matança em São Paulo na madrugada de terça. A polícia está sob controle ou está partindo para uma vingança?
Cláudio Lembo - A polícia está totalmente sob controle. Eu conversei muito longamente com o coronel Elizeu Eclair [comandante-geral da PM] e estou convicto de que ela está agindo dentro dos limites e com muita sobriedade. Todas as noites há confrontos nas ruas da cidade e esses conflitos foram exasperados nesses dias. Mas vingança, não. A polícia agiu para evitar o pior para a sociedade.

Folha - Foram 93 mortes. Elas estão dentro dos limites? O senhor tem segurança que todos que morreram estavam em confronto?
Lembo -E o conflito que houve da cidade com a bandidagem? Foi violento. É possível que tenha havido tragédias, mas pelo que estou informado não houve nada que fosse além dos confrontos diretos.

Folha - Só no IML (Instituto Médico Legal) estão 40 mortos e não se sabe nem o nome dessas pessoas.
Lembo -Os nomes vão ser revelados. Estamos resolvendo questões burocráticas, de identificação, mas vão ser revelados.

Folha - Jornalistas da Folha entraram no IML e viram fotos de pessoas mortas com tiros na cabeça. Que garantia a sociedade tem de que não morreram inocentes e de que o Estado, por meio da polícia, não está executando essas pessoas?
Lembo -Não está, de maneira alguma. E digo a você: fui muito aconselhado a falar tolices como "aplique-se a lei do Talião". Fui totalmente contrário. Faremos tudo dentro da legalidade e do Estado de Direito.

Folha - O senhor não se assusta com o número de mortos?
Lembo - Eu me assusto com toda a realidade social brasileira. Acho que tudo isso foi um grande alerta para o Brasil. A situação social e o câncer do crime é muito maior do que se imaginava. Este é o grande produto desses dias todos de conflito. Nós temos que começar a refletir sobre como resolver essa situação, que tem um componente social e um componente criminoso, ambos gravíssimos. O crime organizado trabalha com a droga. A droga é um produto caro, consumido por grandes segmentos da sociedade. Enquanto houver consumidor de drogas, haverá crime organizado no tráfico. É assim aqui, na Itália, nos EUA, na Espanha. O crime se alimenta do consumidor de drogas.

Folha - E da miséria...
Lembo - Talvez no Brasil tenha esse componente também. O crime organizado destruiu valores. O Brasil está desintegrado. Temos que recompor a sociedade. A questão social é muito grave.

Folha - O senhor é um homem público há tantos anos, está num partido, o PFL, que está no poder desde que, dizem, Cabral chegou ao Brasil.
Lembo -Essa piada é minha.

(continua abaixo)



Escrito por Cid Benjamin às 08h31
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“A burguesia terá de abrir a bolsa”, diz Cláudio Lembo - II

(continuação)

Folha - O que o senhor pode dizer para um jovem de 15 a 24 anos, que vive em ambientes violentos da periferia? Que ele vai ter escola? Saúde? Perspectivas de emprego? Como afastá-lo de organizações criminosas como o PCC?
Lembo -Acho que você tem duas situações muito graves: a desintegração familiar que existe no Brasil, e a perda... Eu sou laico, é bom que fique claro para não dizerem que sou da Opus Dei. Mas falta qualquer regramento religioso. O Brasil está desintegrado e perdeu seus valores cívicos. É ridículo falar isso, mas o Brasil só acredita na camisa da seleção, que é símbolo de vitória. É um país que só conheceu derrotas. Derrotas sociais...Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa.

Folha - Que ficou assustada nos últimos dias.
Lembo -
E que deu entrevistas geniais para o seu jornal. Não há nada mais dramático do que as entrevistas da Folha [com socialites, artistas, empresários e celebridades] desta quarta-feira. Na sua linda casa, dizem que vão sair às ruas fazendo protesto. Vão fazer protesto nada! Vão é para o melhor restaurante cinco estrelas junto com outras figuras da política brasileira fazer o bom jantar.

Folha - Tomar conhaque de R$ 900 [preço de uma única dose do conhaque Henessy no restaurante Fasano].
Lembo -Nossa burguesia devia é ficar quietinha e pensar muito no que ela fez para este país.

Folha - O senhor acha que essas pessoas são responsáveis e não percebem?
Lembo -O Brasil é o país do duplo pensar. Conhecemos a inquisição de 1500 até 1821. Então você tinha um comportamento na rua e um comportamento interior, na sua casa. Isso é o que está na sociedade hoje. Essas pessoas estão falando apenas para o público externo. É um país que é dúbio.

Folha - Onde o senhor responsabiliza essas pessoas?
Lembo -Onde? Na formação histórica do Brasil. A casa grande e a senzala. A casa grande tinha tudo e a senzala não tinha nada. Então é um drama. É um país que quando os escravos foram libertados, quem recebeu indenização foi o senhor, e não os libertos, como aconteceu nos EUA. Então é um país cínico. É disso que nós temos que ter consciência. O cinismo nacional mata o Brasil. Este país tem que deixar de ser cínico. Vou falar a verdade, doa a quem doer, destrua a quem destruir, porque eu acho que só a verdade vai construir este país.

Folha - Mas qual é, objetivamente, a responsabilidade delas nos fatos que ocorreram na cidade?
Lembo -O que eu vi [nas entrevistas para a Folha] foram dondocas de São Paulo dizendo coisinhas lindas. Não podiam dizer tanta tolice. Todos são bonzinhos publicamente. E depois exploram a sociedade, seus serviçais, exploram todos os serviços públicos. Querem estar sempre nos palácios dos governos porque querem ter benesses do governo. Isso não vai ter aqui nesses oito meses [prazo que resta para Lembo deixar o governo]. A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações.

Folha - O senhor diria que elas pensam que aquele rapaz de 15 a 24 anos, que vive perto da selvageria...
Lembo - ...pode ser o Bom Selvagem do Rosseau? Não pode.

Folha - O endurecimento na legislação pode resolver o problema?
Lembo -Transitoriamente pode resolver. Mas se nós não mudarmos a mentalidade brasileira, o cerne da minoria branca brasileira, não vamos a lugar algum.

Folha - O senhor diz que muita gente falou besteira sobre os episódios. Dos EUA, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou a possibilidade de o governo ter feito acordo com os criminosos para cessar a violência.
Lembo -Eu acho que o presidente Fernando Henrique poderia ter ficado silencioso. Ele deveria me conhecer e conhecer o governo de SP. Eu não posso admitir nem a hipótese de se pensar isso. Para opinar sobre um tema tão amargo, tão grave, ele teria que refletir, pensar. E se informar. Quanto ao presidente [FHC], pode ser que eventualmente ele tenha precedente sobre acordos. Eu não tenho.

(continua abaixo)



Escrito por Cid Benjamin às 08h30
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“A burguesia terá de abrir a bolsa”, diz Cláudio Lembo - III

(continuação)

Folha - Vimos o senhor dando muitas entrevistas na TV. Mas SP teve um outro governador [Alckmin], tem um candidato ao governo e ex-prefeito [Serra]. O senhor ficou sozinho?
Lembo -No poder, um homem é absolutamente solitário. Houve momentos em que praticamente fiquei sozinho. Mas devo agradecer à Polícia Militar e à Polícia Civil também, que estiveram firmes ao meu lado.

Folha - O ex-governador Alckmin telefonou para o senhor em solidariedade?
Lembo -Dois telefonemas.

Folha - O senhor achou pouco?
Lembo -Eu acho normal. Os pulsos [telefônicos] são tão caros...

Folha - E o candidato José Serra?
Lembo -Não telefonou. Eu recebi telefonema da governadora Rosinha [do Rio de Janeiro] e de Aécio Neves [governador de MG], que estava em Washington, ele foi muito elegante. Um ofício do governador Mendonça, de Pernambuco. Recebi muitos apoios, do Poder Judiciário, e a Assembléia Legislativa, deputados de todas as bancadas, nenhum partido faltou.

Folha - As autoridades paulistanas garantiram, nos últimos anos, que o PCC estava desmantelado, que era um dentinho aqui ou ali. Elas enganaram os paulistanos?
Lembo -Não saberia responder. Eu não engano. Eu acho que nós ganhamos uma situação, mas é um grande risco. Temos que ficar muito atentos.

Folha - Essas autoridades garantiram que o PCC tinha acabado. Ou elas enganaram...
Lembo -Ou o dentinho era maior do que elas diziam.

Folha - Ou foram incompetentes. O senhor vê terceira alternativa?
Lembo -Pode ser que tenham sido exageradas no momento de transferir segurança. Quiseram ser tranqüilizadoras.

Folha - Então elas iludiram as pessoas?
Lembo -É possível.

Folha - O senhor pode dizer que o PCC pode acabar até o fim de seu governo?
Lembo -Só se eu fosse um louco. E ainda não estou com sinal de demência. Acho que o crime organizado é perigosíssimo. Ele se recompõe porque ele tem possibilidades enormes na sociedade.

Folha - O ex-presidente Fernando Henrique não telefonou?
Lembo -Não, não. Ele estava em Nova York. O presidente Lula telefonou, foi muito elegante comigo. Conversei muito com o presidente, ele me deu muito apoio. E o Márcio [Thomaz Bastos] veio, conversamos firmemente, com lealdade. E ele chegou à conclusão que não era necessário nem Exército nem a guarda nacional. Tivemos uma conversa responsável, e o equilíbrio voltou. Mostrei que a Polícia Civil e a Polícia Militar tinham condições de fazer retornar a SP a ordem e a disciplina social.

Folha - O Datafolha mostrou que 73% acham que o senhor deveria ter aceitado ajuda federal. O governador Alckmin disse que não rejeitaria a ajuda.
Lembo -Ele decidiria, se fosse governador, como achava melhor. Eu decidi da forma que achei melhor. Quanto às outras pessoas, faltou clareza de informação da minha parte. E aí me penitencio. Não é que não aceitei ajuda do governo. Ao contrário. Desde sempre houve vínculo forte entre o sistema de informação da Polícia Federal e a polícia de SP. A superintendência da PF em SP foi extremamente leal, solícita e dinâmica. Eu tinha uma Polícia Militar muito aparelhada. Eu não poderia tirar esse respeito e esse moral que a tropa tinha que ter naquele momento tão difícil aceitando tanques de guerra do Exército. E aí uma sociedade que gosta de paternalismo, como a brasileira, queria Exército, tropas americanas, tropas alemãs, tropas de todo o mundo aqui. Não é assim. Temos que ser fortes, saber decidir em momentos difíceis e dar valor ao que é nosso. Foi o que fiz. Em 48 horas liquidou-se o problema. O Exército é para matar o adversário. Eu queria recolher os adversários possíveis. Nós estávamos num conflito social.



Escrito por Cid Benjamin às 08h29
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Turminha braba

O ex-braço-direito de José Dirceu na Casa Civil, Waldomiro Diniz, foi indiciado nesta quarta-feira por peculato e corrupção passiva. Ele foi filmado pedindo propina a um bicheiro para financiar campanhas do PT. Também na quarta, a Promotoria de Santo André denunciou Sérgio Gomes da Silva (o Sombra), o ex-vereador Klinger de Oliveira Souza (PT) e o empresário Ronan Maria Pinto por formação de quadrilha, fraude e dispensa ilegal de licitação na prefeitura de Santo André, gestão Celso Daniel, que acabou assassinado. Segundo o Ministério Público, os três estão também envolvidos na morte de Celso.
Eis um tema incômodo para o PT, que é acusado pelo MP de ter se alimentado fartamente do vasto esquema de corrupção na prefeitura de Santo André.



Escrito por Cid Benjamin às 08h25
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Manchetes desta sexta-feira

- O Globo: A guerra do tráfico em São Paulo (7° dia) - Polícia assume 107 motes mas resiste a divulgar lista de nomes
- Jornal do Brasil: Balanço da trégua: 70 mortos
- Folha: PM diz que não matou inocentes
- Estadão: Políticos também seriam alvo do PCC, revela gravação
- Correio Braziliense: Investigação liga PCC à máfia dos concursos



Escrito por Cid Benjamin às 08h24
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Escrito por Cid Benjamin às 11h15
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 11h10
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Frase do dia

“A polícia de São Paulo está totalmente sob controle”
Cláudio Lembo, governador do estado, depois de afirmar, no auge da crise, que a situação em São Paulo estava sob controle.



Escrito por Cid Benjamin às 11h07
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Alguém acredita?

Autoridades da cúpula da polícia de São Paulo admitem que, no auge da crise, fizeram uma reunião com Marcos Camacho, o Marcola, tipo como o chefe do PCC, preso na penitenciária de Presidente Bernardes. Mas insistem na versão na tecla de que não negociaram o fim dos ataques. Para que foi a reunião, então? O que conversaram?

Por falar em acordo com bandidos, como foi mesmo que o Exército recuperou fuzis roubados de um quartel do Rio há poucas semanas?



Escrito por Cid Benjamin às 11h06
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Parece brincadeira...

Essa é inacreditável. Mas está no Globo On Line. O jornalista Roberto Cabrini fez ontem por telefone celular uma entrevista com Marcola, que foi ar na madrugada de hoje pela TV Bandeirantes. Marcola está preso na penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes, tida como modelo. Se está dando entrevistas, significa que tem acesso a um telefone celular.

Com a palavra o governador Cláudio Lembo, para quem a situação em São Paulo esteve sempre sob controle.



Escrito por Cid Benjamin às 11h06
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Como funcionam os bloqueadores de celular

As informações desta nota e da seguinte foram retiradas de matérias de Daniela Moreira, no site IDG Now!

Os bloqueadores de sinal são equipamentos que “poluem” determinadas freqüências de ondas, fazendo com que os aparelhos que operam nela não funcionem.
No caso dos celulares, o bloqueador emite um sinal muito forte, que congestiona toda a freqüência e não permite que os aparelhos se comuniquem.
“É como se duas estações de rádio tentassem transmitir na mesma frequência. Ninguém conseguiria ouvir nada”, compara Eduardo Tude, presidente do Teleco.
Para bloquear os celulares dentro de uma determinada área – uma penitenciária, por exemplo – é preciso montar um sistema com alguns pontos de emissão de sinal.



Escrito por Cid Benjamin às 11h05
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Bloqueio é simples e barato

A instalação de sistemas de bloqueio de sinal de celular nas penitenciárias é simples e acessível do ponto vista financeiro. O que falta é vontade política, segundo João Zuffo, professor titular de Eletrônica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Das 110 penitenciárias paulistas, apenas oito possuem sistemas do bloqueio de celular. E o próprio Departamento Penitenciário Nacional (Depen) admite que os poucos sistemas em uso em presídios e casas de detenção do País estão obsoletos, e não conseguem, por exemplo, bloquear a freqüência usada por celulares GSM, que são a maioria no Brasil.
Segundo o professor Zuffo, um sistema “congestionador” de sinal – como são conhecidos esses aparelhos que impedem a realização e a recepção de chamadas em um determinado perímetro – custam em média de 100 dólares a 4 mil dólares. “Existem centenas de equipamentos à disposição e a instalação é muito simples. O que falta é vontade política, porque nem o custo é tão elevado”, defende o professor.
De acordo com Zuffo, os equipamentos disponíveis no mercado já são capazes de bloquear as freqüências em que operam todos os aparelhos em uso no Brasil, portanto os sistemas em uso nas penitenciárias já poderiam ter sido atualizados.
Para o professor, transferir a responsabilidade do bloqueio do sinal às operadoras não faz sentido, já que a instalação dos congestionadores é muito mais simples e barata. “Emergencialmente até se poderia desligar as antenas, mas a área afetada seria de um raio de até 7 quilômetros, o prejudicaria muita gente”, observa.
O Ministério da Justiça defende a criação de um projeto de lei que obrigue as operadoras de celular a responder pelo bloqueio do sinal nas penitências, mas a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou na segunda-feira (15/05) um comunicado em que afirma que nem a agência nem as operadoras têm a responsabilidade pelo sistema de bloqueio.
Nesta manhã, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, também afirmou que a aquisição e instalação de sistemas bloqueadores de celulares não são de competência da Anatel ou de qualquer outro órgão do governo federal, nem das prestadoras de serviço móvel. A responsabilidade, segundo ele, é dos governos estaduais.

Depois que li isso, me perguntei: por que diabos os bloqueadores ainda não estão instalados nos presídios?



Escrito por Cid Benjamin às 11h05
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E agora, Lula?

Estão disponíveis os números de investimentos públicos federais em segurança em todos os Estados desde 2001. Eles são chumbo grosso contra Lula. Quem quiser conferir, é só ir no site www.contasabertas.uol.com.br/asp/ da ONG Contas Abertas. Abaixo, uma amostra do que é encontrado lá.

"Os investimentos federais em segurança pública nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal apresentaram queda significativa nos últimos quatro anos, mesmo desconsiderando os reajustes inflacionários. Em valores correntes (moeda da época), o Ministério da Justiça investiu R$ 211,9 milhões nos quatro dos principais estados brasileiros, em 2005, ou seja, 37,4% a menos do que a quantia investida em 2001, que foi de R$ 338,6 milhões. Considerando os valores constantes (atualizados pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas), a queda é ainda maior, de 61,20%".



Escrito por Cid Benjamin às 11h04
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Dirceu e o bilionário russo

Boris Berezowski é um daqueles novos ricos russos que, com o fim do socialismo, tornaram-se milionários da noite para o dia. Como iso se deu, posso imaginar, mas não tenho dados concretos. Fala-se muito numa tal máfia russa.
Mas ele se diz perseguido pelo presidente russo, Vladimir Putin, e mora na Inglaterra. Berezowski tem ligações com a MSI, empresa que financia o Corinthians, o time mais popular de São Paulo, e comprou o clube inglês Chelsea.
Pois bem, segundo o blog de Fernando Rodrigues, da Folha, u bilionário russo esteve pessoalmente com
José Dirceu por três vezes na semana em que o Corinthians foi eliminado pelo River Plate da Copa Libertadores da América.
O mais intrigante é que o repórter diz ter testemunhas dos encontros, mas estes são negados pelo porta-voz de Berezowski. Aparentemente, Fernando Rodrigues não conseguiu falar com Dirceu, para ouvir a versão do ex-ministro.

Coisa mais estranha, sô, diria o mineirinho.



Escrito por Cid Benjamin às 11h04
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Fogo amigo de ACM

Ontem eu postei aqui uma nota acerca da pesquisa encomendada e divulgada pela TV Bahia, de propriedade de ACM. ela mostra que, naquele estado, Alckmin está com 9% das intenções de voto, atrás de Garotinho. Ao postar a nota, só atentei para o aspecto da queda livre em que está o candidato tucano.

Hoje, nota do Painel da Folha, me chamou a atenção para outro ponto: por que razão ACM encomendaria e daria publicidade a essa pesquisa, senão para fritar Alckmin?



Escrito por Cid Benjamin às 11h01
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A dançarina dançou

Esta é do Estadão de hoje.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) condenou ontem a deputada Angela Guadagnin (PT-SP), a dançarina da pizza no Congresso, ao pagamento de multa no valor de R$ 1 milhão e ao ressarcimento de R$ 8,91 milhões - valor de maio de 1996 – à prefeitura de São José dos Campos, interior paulista.
O TCE concluiu que Ângela, ex-prefeita da cidade (1993-1996), praticou irregularidades na desapropriação de áreas da Tecelagem Parahyba e da Fazenda São José Agropecuária - por R$ 19,5 milhões.



Escrito por Cid Benjamin às 10h59
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Manchetes desta quinta-feira

- O Globo: A guerra do tráfico em São Paulo - Segredo da remoção de chefes de quadrilha vazou na Câmara
- Jornal do Brasil: Governo se rende ao poder dos bandidos e dos policiais
- Folha: Lembo culpa ‘elite branca” por violência
- Estadão: PCC obteve relato secreto por R$ 200; celular terá bloqueio
- Correio Braziliense: R$ 200 - O suborno que desencadeou o terror em São Paulo



Escrito por Cid Benjamin às 10h59
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Escrito por Cid Benjamin às 12h31
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Charge do dia



Escrito por Cid Benjamin às 12h30
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Frase do dia

“Chegaram a dizer que os bandidos receberiam TVs de plasma. O plasma que eu conheço é o de sangue. A polícia foi para cima.”
Marco Antônio Desgualdo, delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo



Escrito por Cid Benjamin às 12h29
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Governo paulista nega, mas negociou, sim. E cedeu

Apesar de o governo de São Paulo negar qualquer negociação com o PCC, fazendo cara de ofendido, está claro que houve, sim, um acordo com os chefes da quadrilha para que os ataques cessassem. A cúpula da polícia levou de helicóptero uma advogada ligada ao PCC até o presídio de Presidente Bernardes, onde está o chefe máximo da quadrilha, Marcola. Com ela foram delegados. No presídio, todos participaram da conversa com o bandido. O governo paulista não teve como negar este fato.
Pois bem, ontem já foram levados para os presídios 60 aparelhos de TV – uma das exigências do PCC.
Não sou contrário a que presos possam assistir à TV ou ouvir rádios. Ou, ainda, que apresentem reivindicações que sejam estudadas pelas autoridades. A prisão já é uma punição suficiente e quem diz que presos têm boa vida, nunca esteve engaiolado. Não há porque tornar a vida de quem está na cadeia ainda pior. Isso só embrutece ainda mais os presos, que algum dia voltarão ao convívio com a sociedade.
Mas, diante do que aconteceu em São Paulo, é um profundo erro das autoridades ceder um só milímetro agora, aceitando exigências do PCC. É como se o poder público estivesse mostrando o caminho para os criminosos obterem o que desejam.



Escrito por Cid Benjamin às 12h29
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A hora do revide

“Se fizeram acordo, não vão poder cumprir. Vai morrer uma média de 10 a 15 bandidos por dia em São Paulo. Dentro da lei”.  A ameaça é do major Sérgio Olímpio Gomes, diretor da Associação de Oficiais da PM. E, claro, esse “dentro da lei” é uma piada do major.
A polícia paulista é uma das mais violentas do país. É certo que, agora, vai à forra. Aliás, ontem já começaram as retaliações , não só contra bandidos ou supostos bandidos, mas também contra suas famílias.
Duvido que o governador Cláudio Lembo, que mostrou fraqueza no auge da crise, tenha autoridade para segurar seus policiais.



Escrito por Cid Benjamin às 12h28
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Pega na mentira

Para tentar diminuir o vexame, o governo paulista afirma agora que tinha informações de que haveria a ofensiva do PCC há três semanas. A emenda é pior do que o soneto. Se sabia, por que não tomou providências?



Escrito por Cid Benjamin às 12h28
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Tucano em queda livre

Segundo o Painel da Folha, pesquisa Ibope para a TV Bahia sobre as intenções de voto no estado mostra Garotinho na frente de Alckmin. O ex-governador fluminense aparece com 12% e o candidato tucano com 9%. Lula nada de braçada, com 59%. Heloisa Helena tem 4%.



Escrito por Cid Benjamin às 12h28
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Quem tem, tem medo...

Também do Painel de hoje.

Do deputado Orlando Fantazzini (PSOL-SP), sobre a hesitação de governo e oposição em convocar Daniel Dantas para depor na CPI dos Bingos:
- O PT teme a confirmação da extorsão [de Delúbio]. Já o PSDB e o PFL receiam que o banqueiro revele o quanto já os ajudou. Sabem que ele é uma bomba-relógio.



Escrito por Cid Benjamin às 12h27
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Atire antes, pergunte depois – artigo de Gilson Caroni Filho - I

O texto abaixo, postado no Observatório da Imprensa, é da autoria do meu amigo e colega de trabalho Gilson Caroni Filho, também professor da Faculdade de Comunicação Hélio Alonso. Ele discute o tipo de jornalismo praticado pela revista Veja.

Há algum tempo, mais precisamente na edição de 19/3/2003, definimos Veja como "publicação que negligencia apuração factual para reiterar uma petição de alinhamento incondicional" [ver "O sangue seco de Veja"]. Indagávamos: um veículo que "editorializa reportagens, oculta fatos, distorce dados, sempre na defesa canina dos donos do poder podia ser chamado de produto jornalístico?"
Passados pouco mais de três anos, a revista não só mantém as características ressaltadas como consegue aprofundá-las sem qualquer constrangimento. Veja não tem limites. Para os senhores da Abril, pirâmide invertida não é técnica de redação, mas posicionamento editorial. O vértice, lado mais fino, menos relevante, não é fim de texto. É o local destinado à ética, ao compromisso com a informação conseqüente.
Nesta semana, a revista [edição nº 1956, de 17/5/2006] publicou reportagem afirmando que o presidente Lula e outras lideranças petistas teriam contas bancárias em paraísos fiscais. Atribuindo a informação ao banqueiro Daniel Dantas, a reportagem, assinada por Márcio Aith, é um primor de paradoxos lógicos em parágrafos seguidos. Reforça a impressão de que a atual crise, com os préstimos de parcela expressiva da mídia, só acabará com a derrota ou o impeachment de Lula. E para isso todos os recursos são válidos. Até publicar denúncias sem o mínimo de apuração.
Mesmo admitindo não saber se é autêntica, a revista não hesita em publicar uma lista com supostos depósitos do presidente e de outros políticos petistas. Veja teima em ignorar fronteiras entre fatos e versões inconsistentes. O encadeamento de alguns trechos da matéria denota pouco apreço pela inteligência do leitor. O que importa é continuar tentando colonizar o imaginário de frações da classe média e municiar os aliados políticos de sempre. O multicolorido pasquim da direita sequer se preocupa com o acabamento do produto. O fundamental é colocar o bloco na rua.

Detalhe secundário

Há linhas que valem mais do que mil editoriais. São as que revelam os objetivos de um texto e o descompromisso com a informação divulgada. Não comportam normas prescritas em códigos de ética, seguem tão-somente a lógica da promoção de eventos. Algo do tipo "domingo é dia de botar fogo no circo, espetacularizar a crise e colher o frutos ao longo da semana". Lógico, para tal empreitada contam com o apoio logístico de outros meios de comunicação, além da acolhida "bem-humorada" de alguns jornalistas-blogueiros.
Vejamos o parágrafo abaixo. Nada poderia ser mais auto-explicativo. Observemos como os fins justificam os meios para o panfleto dos Civita.
"Se pelo menos uma parte desse material for verdadeira, o governo Lula estará a caminho da desintegração. Isso, é claro, se o Brasil ainda mantiver as aspirações a se tornar um país sério. Se o material for fruto de falsificação, Dantas vai afundar-se ainda mais na confusão policial na qual se meteu desde que contratou a Kroll para montar dossiês de seus adversários dentro do governo. Em entrevista ao colunista Diogo Mainardi, o banqueiro dá uma idéia do que tem em mãos. Seu arsenal é maior".
É assim, sem subterfúgios, que a revista de maior circulação nacional se jacta de produzir reportagens de qualidade. Pela lógica do baronato, se pelo menos uma parte dessa matéria for verdadeira, Veja terá ajudado o Brasil a se tornar um país sério. Caso contrário, a fonte é que terá de arcar com as conseqüências, porque a Abril não apura o que merece chamada de capa.
É o equivalente jornalístico da máxima policial "atire antes, pergunte depois". A vítima, a verdade factual, é detalhe secundário quando se trata de ação entre amigos. Não está em discussão se os Civita e Dantas se merecem, mas se uma sociedade que almeja ser democrática pode ficar à mercê das falcatruas de ambos.

O móbil da matéria

Os trechos reproduzidos mostram como se dão os arranjos no andar de cima. Os critérios de publicação e os cálculos para divulgação de material fraudulento demonstram o lugar da revista na luta político-partidária. A publicação faz análise de conjuntura à luz de seu engajamento. Se fosse possível um entretitulo para o que se segue, certamente um "Às favas todos os escrúpulos" não trairia o conteúdo.
"Por todos os meios legais, Veja tentou confirmar a veracidade do material entregue por Manzano. Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos. Diante de tal indefinição, e tendo em vista que o nome de Dantas voltou a aparecer na CPI, Veja decidiu quebrar o acordo feito com o banqueiro do Opportunity e Manzano. O compromisso inicial era preservar o nome de ambos, caso se pudesse comprovar a veracidade das contas. Nada mais justo: a revelação seria um serviço prestado ao Brasil, uma vez que levaria grandes nomes da República a ter de explicar a origem do dinheiro depositado no exterior. Revelar agora que Dantas – e, por tabela, Manzano – está por trás de uma lista em que o presidente Lula aparece como dono de uma conta num paraíso fiscal viabilizará, acredita Veja, que investigações oficiais sejam abertas".
Certamente não fugiu ao leitor o móbil da matéria, segundo palavras extraídas do próprio texto. O governo Lula estará a caminho da desintegração por um serviço prestado. Exagerará o presidente ao afirmar que não pode considerar isso jornalismo? Segundo ele "o jornalista que escreve uma matéria daquela poderia dizer que é bandido, mau-caráter, malfeitor, mentiroso".

(continua abaixo)



Escrito por Cid Benjamin às 12h27
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Atire antes, pergunte depois – artigo de Gilson Caroni Filho - II

(continuação)

Matéria sem fundos

O diretor de redação, Eurípides Alcântara, distribuiu nota em resposta às críticas de Lula. Nela, afirma:
"O presidente Lula não leu e não gostou do que não leu. Ainda assim reagiu intempestivamente à reportagem de Veja. Insultou jornalistas e a publicação, uma atitude imprópria para um presidente da República. É imperioso ler antes de criticar".
Tem razão. Mas talvez fosse interessante o editor ouvir o que sua fonte, o banqueiro Daniel Dantas, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo:
"A minha sensação é de que havia, sim, corrupção no governo, mas os dados das contas não tinham nada a ver com a disputa societária [na Brasil Telecom]. Na verdade não tenho a menor idéia se existem essas contas ou não. Veja mente quando diz que tinha um compromisso comigo para preservar meu nome como fonte, caso essas contas fossem verdadeiras. Isso nunca existiu".
Em resumo, o Opportunity afirma que a revista emitiu uma "matéria sem fundos". Mais imperioso ainda, repetimos, seria averiguar antes de publicar. Concluindo, o jornalista da Abril é categórico:
"Veja reafirma seu compromisso com os leitores e com o Brasil de prosseguir em sua tarefa de fiscalizar o poder em todas as suas esferas, a fim de impedir que ‘sofisticadas organizações criminosas’, para usar das palavras do procurador-geral da República, continuem a corroer a democracia brasileira".

Quem vai apurar?

Interessante. Mas se a mídia fiscalizasse mídia, talvez outras sofisticadas organizações jornalísticas operassem com maior transparência. Há pouco tempo, Renato Rovai publicou na revista Fórum:
"Os laços entre os Civita e a família tucano-pefelê são sanguíneos e os interesses comerciais comuns. O atual vice-presidente de Finanças do grupo Abril foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo FHC. Emílio Carrazai ficou na CEF até 2002. De lá saiu para ajudar a Abril a enfrentar a campanha presidencial vindoura. Deixou a presidência de um banco público para dirigir o caixa de uma revista de banca.
"Há outros irmãos de sangue tucano-pefelê na turma dos Civita. Claudia Costin, secretária de Cultura do governo Alckmin até maio deste ano, é a vice-presidente da Fundação Victor Civita. Costin foi também ministra de Administração Federal e Reforma do Estado nos tempos FHC. Lembram-se da reforma de Estado na era FHC?"
Se pelo menos parte do texto acima for verdadeiro, algo de muito podre estará a caminho da desintegração no imaginário da classe média. E não se tratará de um governo. Quem vai apurar?



Escrito por Cid Benjamin às 12h26
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Se Tom Jobim usasse o Windows...

Esta circula pela Internet e me foi mandada pelo amigo Fernando Cataldi. É meio velha, mas muito boa.

É pau , é vírus , é o fim do programa .
É um erro fatal , o começo do drama
É o turbo Pascal diz que falta um login
Não me mostra onde é, e já trava no fim
É dois, é três, é um 486
É comando ilegal que essa merda bloqueia
É um erro e trava , é um disco mordido
HD estragado , ai meu Deus tô f***
São as barras de espaço exibindo um borrão
É a promessa de vídeo escondendo um trojan
É o computador me fazendo de otário
Não compila o programa, salva só o comentário.
É ping, é pong , o meu micro me chuta
O scan não retira o vírus filho da p****
O Windows não entra e nem volta pro DOS
Não funciona o reset, me detona a voz
É abort, é retray, disco mal formatado
PCTools não resolve e Norton trava o teclado
É impressora sem tinta e engolindo o papel
Meu trabalho de dias foi cuspido pro céu !



Escrito por Cid Benjamin às 12h25
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Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: No quinto dia, a vingança - Polícia reage com matança em SP
- Jornal do Brasil: CV assalta mais para pagar dívida de R$ 2 milhões ao PCC
- Folha: Polícia prende 24 e mata 33 em 12 horas
- Estadão: Cidade se acalma; advogada foi a Marcola em avião da PM
- Correio Braziliense: O novo golpe dos sanguessugas



Escrito por Cid Benjamin às 12h25
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Escrito por Cid Benjamin às 08h50
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Charge do dia - I



Escrito por Cid Benjamin às 08h48
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Charge do dia - II



Escrito por Cid Benjamin às 08h47
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Frase do dia

“Nada deu errado”

Cláudio Lembo, o governador autista de São Paulo



Escrito por Cid Benjamin às 08h46
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Pergunta do dia

A imprensa poderia pedir a Alckmin uma avaliação da política de segurança implantada pelo PSDB nos últimos 12 anos em que governou São Paulo.



Escrito por Cid Benjamin às 08h46
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Onde está Wally?

Aliás, esta pergunta só poderia ser feita caso Alckmin saísse da clandestinidade em que se recolheu desde que começaram os distúrbios em São Paulo. Ele está fugindo da imprensa como o diabo da cruz.



Escrito por Cid Benjamin às 08h45
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Lula vai abrir o cofre?

Será que, agora, depois de tudo o que houve em São Paulo, o governo federal vai finalmente repassar os recursos previstos no Orçamento para ajuda aos estados na área de segurança? Eles foram “contingenciados” (retidos) para ajudar a pagar juros aos especuladores que compram papéis da dívida pública brasileira. Afinal, de acordo com os fundamentos da política econômica tucano-petista, esta é a única rubrica que não pode sofrer cortes.



Escrito por Cid Benjamin às 08h45
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A barbárie paulista

Evidentemente, há medidas de curto e médio prazo no campo policial a serem tomadas em São Paulo. Especialmente desenvolvendo um trabalho de inteligência e impedindo que os chefes do PCC continuem comandando o crime de dentro de presídios. Mas a recente ofensiva de ações criminosas deve servir de alerta para as chamadas elites do país e os governantes: se não se avançar na inclusão social, cada vez mais situações como esta poderão voltar a acontecer. A pobreza e a falta de perspectivas são um caldo de cultura para o avanço da barbárie.



Escrito por Cid Benjamin às 08h45
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Pergunta que não quer calar

Por que será tão difícil conseguir-se uma solução técnica que impossibilite o uso de celulares em presídios?



Escrito por Cid Benjamin às 08h44
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Negociação com o PCC?

A Folha de hoje informa que, depois de negociações do governo estadual com chefes do PCC presos, estes últimos determinaram o fim dos ataques. O que terá sido prometido a eles?



Escrito por Cid Benjamin às 08h44
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Convenção do PMDB, que convenção?

A colunista Tereza Cruvinel dá uma nota, hoje no Globo, que desvenda a estratégia da quinta-coluna lulista no PMDB: não realizar a convenção de junho, que daria a Garotinho uma segunda chance para tentar sair candidato. Diz Tereza: “Não haverá convenção alguma [do PMDB] em junho. Ela é obrigatória só para partidos que vão lançar candidatos. Não é o caso”
Como a Justiça afirmou recentemente que o resultado das decisões da convenção de sábado passado sobre candidatura não valia, e sim o da convenção de junho, está formado o embroglio.
De novo, a decisão sobre os rumos do partido vai para o tapetão do Judiciário.



Escrito por Cid Benjamin às 08h44
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Bandeira do Iraque

Esta veio pela Internet e é ótima. Clique aqui e veja a nova bandeira do Iraque: http://www.barabanow.com/iraqfree.html

 



Escrito por Cid Benjamin às 08h43
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Manchetes desta terça-feira

- O Globo: No quarto dia - Crime e medo param São Paulo
- Jornal do Brasil: Desgoverno - Crime organizado mostra quem manda em São Paulo e paralisa a maior cidade do país.
- Folha: Medo de ataques pára São Paulo
- Estadão: PCC suspende rebeliões, mas pânico e boatos paralisam SP
- Correio Braziliense: Medo de atentados pára a maior cidade do Brasil



Escrito por Cid Benjamin às 08h43
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