Blog do Cid Benjamin


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Escrito por Cid Benjamin às 10h13
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Manchetes desta sexta-feira

- O Globo: ONGs não explicam uso de R$ 254 milhões do estado

- Jornal do Brasil: A Serra Pelada dos canaviais

- Folha: Juro provoca atrito entre Mantega e BC

- Estadão: Palocci é indiciado por quatro crimes

- Correio Braziliense: Combustível eleitoral



Escrito por Cid Benjamin às 10h12
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Frase do dia

“A pergunta que ecoa da voz das ruas é uma só: perdemos a compostura?”

Roberto Busato, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil



Escrito por Cid Benjamin às 10h11
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Charge do dia

Esta charge me chegou pela internet. Não sei qual seu autor, nem onde foi publicada.



Escrito por Cid Benjamin às 10h11
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Berzoini, o coordenador da campanha de Lula

A pergunta que não quer calar é: será que ele vai mandar mesmo?



Escrito por Cid Benjamin às 10h10
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O fogo amigo de César Maia

César Maia continua torpedeando a natimorta candidatura Alckmin. Este é o comentário que faz hoje para leitores de seu extinto blog que se cadastraram para receber notas por e-mail.

A hipótese do PFL apoiar o Alckmin sem dar a vice segue uma lógica política orgânica. Na reunião com Alckmin - no dia da decisão do PFL - foi dito a ele - que concordou - que queríamos ir além do apoio a FHC com nosso vice. Propúnhamos uma aliança tipo Concertación chilena. Em seguida - em alguns discursos, Alckmin repetiu a tese. Isso significa ter uma campanha nacional em duas vertentes: a presidencial e a parlamentar, que no caso do Brasil se dá com voto proporcional em distritos -chamados Estados, e incorpora os governadores.

A Concertación significa reconhecer o espaço regional majoritário do partido parceiro e reforçar sua hegemonia neste espaço ou distrito ou Estado. No entanto o PSDB quer reproduzir a prática anterior e ter o PFL, seu apoio eleitoral, seu tempo de TV, e apenas compor a chapa e depois - se eleito - entregar uns cargos. Isso não é Concertación - mas política velha de cooptação.

Não interessa ao PFL. Queremos Concertación, ou seja, respeito à hegemonia regional de cada um dos partidos e reforço para que esta hegemonia reconhecida e apoiada, amplie o numero de deputados eleitos pelos dois partidos, ampliando a base de governabilidade. Não sendo assim, se volta a velha política de cooptação. O PFL como partido lastreado no principio federativo, entende que isso prejudica a campanha nacional -presidencial e parlamentar. E afeta a governabilidade em caso de vitória.

Se tomarmos a media das três ultimas eleições o PFL tem 95 deputados e o PSDB 70 num total de 165. As contas do PFL mostram que com uma Concertación nacional podemos eleger 200 deputados, pelo menos 10 governadores e senadores. Sem ela no máximo repetiremos a média, reduziremos os governadores e senadores e afetaremos a competitividade de nosso candidato a presidente e a governabilidade futura, com a vitória.

Ao mesmo tempo em que César Maia diz isso, a Executiva Nacional do PFL decidiu adiar para o dia 24 de maio a escolha do candidato a vice na chapa de Alckmin.

Vale a pergunta já feita aqui: Alckmin chegará candidato a outubro? Apoiado por quem?



Escrito por Cid Benjamin às 10h09
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Garotinho e as ONGs

O Globo continua com sua série de reportagens sobre ONGs que têm negócios com o governo do estado e fizeram doações para a pré-candidatura de Garotinho. É chumbo grosso e as explicações do casal Garotinho estão longe de serem satisfatórias. Num momento em que os governistas retomam a iniciativa no PMDB, isso é tudo o que o ex-governador fluminense não precisava.

Aliás, uma investigação mais a fundo sobre a relação de ONGs com governos federal, estaduais e municipais pegaria muita gente. Na distribuição de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), por exemplo, ONGs são contratadas por sindicatos para cursos de formação. Muitas delas, formadas por sindicalistas amigos.

O mesmo Globo informa hoje que a Justiça de São Paulo determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de duas ONGs e sete empresas que teriam estreitas ligações com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), vários petistas e a gestão do partido na Prefeitura de São Paulo. “O Ministério Público de São Paulo, que solicitou a medida, suspeita que houve triangulações para desvio de pelo menos R$ 4 milhões da Prefeitura de São Paulo. A gestão de Marta teria contratado pelo menos duas fundações para serviços de consultoria, por notório saber, que no entanto repassariam os recursos das parcerias para ONGs ligadas à própria Marta e a profissionais petistas”, diz matéria do jornal.

Pensando bem, talvez nunca seja criada uma CPI que investigue a fundo o repasse de fundos públicos usando ONGs. E se fosse, ela arriscaria a acabar sem relatório final, tal como ocorreu com a CPI do Banestado. Assim como nos tempos da Guerra Fria, o equilíbrio atômico garantia que nenhum lado usaria seu armamento nuclear.



Escrito por Cid Benjamin às 10h05
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Alckmin e suas bobagens

Clóvis Rossi chama a atenção em seu artigo de hoje na Folha.

Lá atrás, quando ainda engatinhava na caminhada para ser o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin ensaiou um slogan segundo o qual o Brasil precisaria de um "gerente". Era bobagem. Tanta bobagem que foi abandonada.

Agora, o próprio Alckmin confessa que quer ser apenas um "prefeito". Meu Deus do céu, como o Brasil tornou-se desambicioso.

Daqui a pouco ele diz que quer ser síndico. E depois tem gente que não sabe por que Alckmin não sai do lugar nas pesquisas.



Escrito por Cid Benjamin às 10h04
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Apoiar o mal menor ou construir uma alternativa de esquerda? – texto de Duarte Pereira

Reproduzo, abaixo, texto que me foi enviado pela internet por Marcos Arruda. Ele é de autoria de Duarte Pereira e comenta a campanha que um site denominado Alerta Total faz contra um suposto golpe de direita que estaria em curso para derrubar Lula.

(...) Precisamos ter cuidado com esses textos alarmistas, sem autoria clara. Carregam água para o moinho de Lula e para a tese de que ele está ameaçado por um golpe de direita, tornando-se necessário unir as forças populares em sua defesa, esquecendo as políticas que implementou, as alianças que articulou e, afinal, os métodos ilegais e corruptores a que recorreu. Acho, ao contrário, que, na luta contra as políticas e contra-reformas neoliberais e contra as alianças com o grande capital e com a direita, devemos continuar exigindo a apuração séria de todos os indícios de corrupção ativa e passiva no governo federal e no Congresso Nacional, inclusive dos que possam envolver o presidente Lula e seus familiares, reclamando ao mesmo tempo em que isso se faça pelos caminhos previstos na Constituição e respeitando a legalidade existente.

Depois do relatório do procurador geral da República, nomeado pelo próprio presidente Lula, como ainda podemos ter dúvidas quanto à procedência da maioria das acusações levantadas?

Não vejo por que devamos nos deixar envolver pela teoria do mal menor. Por que Lula é um mal menor? À luz de que política, de que métodos, de que perspectiva? À luz do passado, e não do presente e do futuro? E o passado do ex-presidente Fernando Henrique, por exemplo?

No fundo, amplos setores críticos do governo Lula e do PT continuam raciocinando, inconseqüentemente, como se o cenário político estivesse dividido entre as "esquerdas", inclusive o PT e o governo Lula, e as "direitas neoliberais", inclusive o PSDB em bloco.

Enquanto não refizermos nossa visão para compreendermos que a cena política está dividida entre dois blocos sociais-liberais, de centro-direita, que disputam entre si influência, cargos e verbas, mas coincidem no essencial das políticas e métodos, não compreenderemos a necessidade de se construir uma alternativa democrática e popular, anti-neoliberal e anti-neocolonial, em torno de uma plataforma de reformas democratizadoras e socializantes, contra AMBOS os blocos.

A teoria do mal menor é capitulacionista!.

Em conjunturas complexas como a atual, parece-me mais necessário ainda que sejamos rigorosos na apuração e análise de FATOS, tendo o cuidado de não confundi-los com boatos, especulações e contra-propaganda "marrom". Em ambos os blocos sociais-liberais, de centro-direita, tanto no liderado pelo PT, quanto no encabeçado pelo PSDB, existem forças da direita neoliberal e da grande burguesia brasileira, inclusive de sua fração hegemônica financeira, assim como existem forças de centro, sociais-reformistas ou nacionais-reformistas. Estou convencido de que as forças populares e socialistas autênticas não encontrarão uma saída própria se recuarem para a posição capitulacionista do "mal menor", em nome do combate a um "golpe" que ninguém prova, ou se insistirem numa posição doutrinarista e voluntarista de uma "aliança de esquerda" pura, ao mesmo tempo que recorrem a formas aventureiras de luta, atiçando os adversários de classe e assustando os setores médios, ou então se limitam a lutas econômico-corporativistas.

É preciso construir um novo bloco democrático e popular, cindindo os blocos sociais-liberais e atraindo seus setores de centro, e não incorporar-se a um dos blocos opostos pelo receio de remar contra a corrente. Até para evitar algum eventual golpe de Estado, no sentido próprio da expressão, este me parece o caminho mais eficaz.

A propósito, o impedimento de Collor foi um "golpe institucional"? A propósito também: se atuássemos nos Estados Unidos, deveríamos apoiar o Partido Democrata de Clinton contra o Partido Republicano de Bush? Ou, se atuássemos na Grã-Bretanha, deveríamos apoiar Blair contra os conservadores? Ou ainda, se atuássemos na Polônia alguns anos atrás, deveríamos ter apoiado o ex-operário Walesa contra os conservadores, que afinal o apearam do governo? Por que essa teoria de que sempre devemos escolher o "mal menor" e evitar lutar em duas frentes, quando ambas coincidem no essencial, ou seja, em nosso caso atual, na defesa e implementação do modelo capitalista neoliberal, atenuado por políticas sociais compensatórias?



Escrito por Cid Benjamin às 10h03
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O retrato de Dorian Gray – artigo de Léo Lince

Abaixo, mais um texto do sempre lúcido Léo Lince, ex-dirigente do PT, hoje no PSol.

Os aficionados da boa literatura certamente conhecem a obra prima de Oscar Wilde cujo nome estamos usando como título deste artigo. Quem a leu, por certo, jamais terá apagado na memória o pacto que lhe estrutura o enredo e a centralidade nele do famoso retrato. Um retrato que envelhecia e envilecia enquanto o personagem da narrativa se conservava na eterna juventude. E, mais, sem as máculas da vilania praticada. Limpo e puro, apenas na aparência.

Essa lembrança do famoso retrato, puxada pelos cordéis da associação de idéias, serve de moldura para a análise de um aspecto importante do atual quadro político brasileiro: as relações ente o Partido dos Trabalhadores e o seu principal líder, o presidente da República. São relações intrincadas, de mútuo pertencimento, e que vão adquirindo feições assombrosas com o desenrolar dos acontecimentos.

Ao chegar ao governo central e optar pelo continuísmo, partido e líder selaram um pacto de anormais que marca o desdobramento da relação entre ambos. O trabalho sujo de uma “governabilidade” atrelada ao intestino grosso da pequena política, nos termos da opção feita, servia ao líder e era um gravame para o PT. Tudo que é feio e torto foi feito para atender as necessidades de governo, mas sempre foi debitado nas contas do partido. Este, sempre passivo, aceitou a condição de almoxarifado de bodes expiatórios. Basta ver a situação atual da vistosa “cadeia de comando” que ocupou na primeira hora o cerne do governo. Com raras exceções, quase todos estão submetidos à execração pública. Uma tristeza.

Para que o grande líder possa continuar ostentando as feições da pureza, o partido se vê obrigado a assumir as rugas do envilecimento. Para usar uma expressão de época, “mata no peito” e assume a responsabilidade pelo trabalho sujo. Como o “santo de bordel” do qual falava Ulisses Guimarães, o líder do partido não toma conhecimento da putaria que lhe sustenta o pedestal. E o partido, tendo abandonado “toda a esperança”, se acomoda na condição de fornecedor de bodes expiatórios. Sem rumo, sem mensagem, sem manhã.

Agora mesmo - deve acontecer neste fim de semana - está previsto um novo encontro nacional do PT. Vão discutir a estratégia eleitoral e os resultados, como antecipam os analistas das mais variadas procedências, são previsíveis. O partido vai apelar ao líder para que ele seja, de novo, candidato a presidente. Até aqueles que no partido ainda são críticos dos rumos do governo e fazem pesadas restrições à própria figura do líder, tomarão assento entre os “queremistas” entusiasmados. Tudo por conveniência eleitoral, que torna o partido cada vez mais dependente e submisso ao líder que lhe reserva o papel de lixeira.

A ética na política e a luta pela mudança no modelo econômico excludente, bandeiras que animaram o petismo e a cidadania na ultima disputa presidencial, já não estão mais ao alcance do partido. Resta o discurso do inventário contábil, na comparação com a era FHC, sobre quem melhor se houve na administração do modelo que o partido nasceu e cresceu combatendo. Pode até ganhar, mas vai continuar na mesma condição do retrato de Dorian Gray.



Escrito por Cid Benjamin às 10h03
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Nicolau quase livre da Justiça

Esta é do Estado de S.Paulo, hoje.

A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região julga na próxima quarta-feira apelação do Ministério Público contra decisão de primeira instância que absolveu o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o ex-senador Luiz Estevão e os ex-donos da Encol João Eduardo Ferraz e Fabio Monteiro de Barros. Todos são acusados de enriquecimento ilícito, mediante superfaturamento das obras no Fórum Trabalhista de São Paulo. Se o julgamento não ocorrer até essa data, Nicolau ficará impune, pois os crimes estarão prescritos. O prazo de prescrição para Nicolau é contado pela metade, pois ele tem mais de 70 anos.

É compreensível que uma pena possa prescrever. Mas é inadmissível que pessoas ricas e influentes empurrem com a barriga processos por tempo indeterminado até que a pena prescreva. Não seria o caso de se interromper a contagem do tempo para a prescrição de um pena depois que a denúncia do Ministério Público for aceita pela Justiça?



Escrito por Cid Benjamin às 10h02
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Escrito por Cid Benjamin às 09h29
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Manchetes desta quinta-feira

- O Globo: Conexão laranja - Estado repassou R$ 112 milhões para três doadores de Garotinho

- Jornal do Brasil: Tiros e granada tumultuam o Rio

- Folha: Decisão do Senado limita ação do Supremo

- Estadão: Lula insiste no supergasoduto, que para Bolívia é 'maluquice'

- Correio Braziliense: Vem aí o pacotaço trabalhista de Lula

 



Escrito por Cid Benjamin às 09h27
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Charge do dia

Charge de Casso, publicada no Diário do Pará.



Escrito por Cid Benjamin às 09h27
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Frase do dia - I

Da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), sobre o ocaso da CPI dos Bingos e o esvaziamento generalizado das investigações dos escândalos do governo:

- O Congresso está se dispondo a funcionar como um medíocre anexo arquitetônico do Palácio do Planalto.

 



Escrito por Cid Benjamin às 09h25
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Frase do dia - II

"Estamos cansados da violência e do exemplo que os políticos dão, desta democracia da corrupção. É muito importante que os brasileiros não votem em Lula da Silva, como punição por tudo o que aconteceu nos últimos anos. Não me cansarei de o pedir aos meus conterrâneos, em todos os meus shows", disse Daniela Mercury em Lisboa.



Escrito por Cid Benjamin às 09h24
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Frase do dia – III

“O PT reúne 1.200 pessoas a partir de amanhã, e até domingo, para uma finalidade original: discutir o programa de governo para a sua desejada reeleição de Lula. Mas Lula tem tanto a ver com programas do PT quanto Fernando Henrique”, escreveu hoje Jânio de Freitas em sua coluna na Folha hoje.



Escrito por Cid Benjamin às 09h24
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A novela do PMDB

Depois do lançamento da pré-candidatura de Itamar Franco – um factóide patrocinado pelo Planalto que não durou muito - a disputa no PMDB ganha novos contornos. A quinta-coluna lulista no partido (agora reforçada de forma explícita pelo ex-presidente do SRF Nelson Jobim) conseguiu antecipar para o dia 13 de maio a convenção que decidirá se o partido terá ou não candidato próprio. Ela estava marcada anteriormente para 10 de junho.

Por sua vez, Garotinho se vê em situação difícil, sob fogo cerrado com as matérias do Globo mostrando que doadores de recursos para sua pré-candidatura são empresas laranjas que mantêm contratos com o governo Rosinha.

Enquanto isso, em São Paulo, o principal cacique do PMDB, Orestes Quércia, se articula com os tucanos para concorrer ao Senado, numa chapa em que José Serra seria o candidato ao governo. Se o acordo for feito, Quércia jogará todo o peso para evitar que o partido tenha candidato a presidente, porque isso inviabilizaria a aliança estadual com o PSDB, devido à exigência da verticalização.

Uma aliança Quércia-Serra selaria o destino da disputa pelo governo de São Paulo, sepultando as esperanças do PT e de seus candidatos – Mercadante ou Marta Suplicy. Mas, se acabar impedindo que o PMDB lance candidato próprio a presidente, para o Planalto é um bom negócio. Aumentaria muito as chances de que a eleição presidencial seja decidida no primeiro turno. Isso é tudo o que Lula quer, porque evitaria maiores questionamentos sobre suas políticas.

Por outro lado, esse quadro poderia abrir espaço para um crescimento maior de Heloísa Helena, candidata do PSol, que busca se afirmar como alternativa aos que não se conformam com o fato de a escolha ser apenas entre Coca e Pepsi-Cola – ou melhor, entre Lula e Alckmin.



Escrito por Cid Benjamin às 09h23
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Os percalços da candidatura Alckmin

Diz o dito popular que onde falta pão, todos reclamam e ninguém tem razão. Da mesma forma, candidatura que não decola é como filho feio: não tem pai. Alckmin vive esse problema. Seu nome não empolga sequer o PFL, aliado natural dos tucanos, que cria problemas de norte a sul. Vejamos estas três notas do Painel da Folha de hoje.

Em resposta

Inconformado com o lançamento de Eduardo Paes (PSDB) ao governo do Rio, Cesar Maia ameaça retirar Eider Dantas da disputa e levar o PFL ao palanque de Denise Frossard (PPS).

O céu é o limite

Na Bahia, ACM exige de Alckmin que suba só no palanque do pefelista Paulo Souto. Se os tucanos locais lançarem Antonio Imbassahy ao Senado, o presidenciável não poderia pedir votos para ele. O senador quer ainda que o PSDB nacional puxe o tapete do inimigo Jutahy Júnior.

Mão única

Tasso Jereissati ouviu a pauta de reivindicações de ACM, mas alegou que não pode comprar tal briga com o líder do partido na Câmara. Já os carlistas argumentam que o apoio a Alckmin em nada ajuda Paulo Souto, mas que, sem o governador, o tucano estará perdido na Bahia.



Escrito por Cid Benjamin às 09h20
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Juiz condena dois por improbidade em Santo André

Esta nota é do Estado de S.Paulo e já tinha sido postada ontem neste blog. Mas, por falha minha, saiu sem a explicação que vai hoje, depois dela.

 

"A Justiça paulista suspendeu por cinco anos os direitos políticos de Klinger Luiz de Oliveira Souza, secretário de Serviços Municipais de Santo André na gestão do prefeito petista Celso Daniel, seqüestrado e assassinado em janeiro de 2002. A decisão do juiz da 7ª Vara Cível de Santo André, Yin Shin Long, atinge também o empresário Ronan Maria Pinto, pelo mesmo período.

Long decretou, também por cinco anos, a proibição da Rotedali Serviços e Limpeza Urbana Ltda., empresa de Ronan, de "contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária". Da decisão, que é de primeira instância, ainda cabe recurso.

Klinger (que também foi secretário de Transportes de Daniel e vereador pelo PT) e Ronan são apontados pelo Ministério Público como dois dos cabeças do suposto esquema de corrupção no setor de transporte coletivo de Santo André na gestão de Daniel. Para o MP, o esquema abastecia o caixa 2 das campanhas eleitorais do PT e teria motivado a morte do prefeito - tese sustentada pela família, que acredita em crime político.

A condenação de ambos, no entanto, não foi criminal, mas cível, por ato de improbidade administrativa. Na sentença o juiz aceita a acusação do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público de que a prefeitura contratou sem licitação a Rotedali para um serviço de aterro na cidade."

 

Agora, a explicação que faltou ontem.

Na gestão de Celso Daniel na prefeitura de Santo André, Klinger era o secretário de Assuntos Municipais. A pasta unificava, nada mais, nada menos, que as sensíveis áreas de transportes, coleta de lixo e licença para construções.

Pois bem, quando do assassinato de Celso Daniel fiz uma série de matérias para o Jornal do Brasil, onde trabalhava. Entrei no caso num momento em que tudo parecia ter sido um atentado da direita, mas me vi diante de um quadro muito mais complicado. Havia em Santo André um vasto esquema de corrupção que o PT nacional mantinha na prefeitura. E havia indicações de que a morte de Celso estava vinculada a esse esquema. Assim, nas minhas matérias chamei a atenção para isso.

Foi exatamente esta a linha adotada pelo Ministério Público. O MP acabou formalizando a denúncia, que foi aceita pela Justiça, contra vários dos envolvidos, não só por crimes de corrupção, mas também por homicídio.

Nas minhas matérias, Klinger era citado de forma não muito favorável, embora não fosse acusado diretamente de qualquer crime.

Pois bem, tempos depois da publicação das matérias, fui informado de que Klinger ameaçava abrir um processo contra o JB e contra mim, caso não houvesse uma retratação formal do que fora publicado. Telefonei, então, pessoalmente para a advogada de Klinger. Ofereci-lhe a alternativa de uma entrevista de página inteira com seu cliente, lembrando que, quando da elaboração das primeiras matérias, ele se recusara a falar não só comigo, como com toda a imprensa.

A advogada topou, mas, em seguida, mudou de idéia quando esclareci que a entrevista não seria um jogo de cartas marcadas. Simplesmente eu faria as perguntas que considerasse pertinentes, garantindo todo o espaço para as explicações de Klinger. Depois de feito o esclarecimento, a advogada me informou que o processo judicial seria aberto.

Ato contínuo, telefonei para o então ministro José Dirceu. Ele estava em reunião e conversei com sua assessora de imprensa Telma. Expliquei-lhe a situação e disse: em caso de processo, minha linha de defesa seria voltar ao caso para demonstrar que o que escrevi tinha fundamento.

Pois bem, o processo foi aberto, mas não contra mim, apenas contra o JB. Estive frente a frente com Klinger diante de uma juíza, mas na qualidade de testemunha do jornal.

Pouco tempo depois saí do JB e não tive mais informações sobre o andamento da ação.



Escrito por Cid Benjamin às 09h20
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Agricultura sustentável: um desafio político – artigo de Paulo Petersen

Paulo Petersen, além de meu amigo e bom músico, é uma das pessoas que mais entendem de agricultura sustentável no Brasil. É engenheiro agrônomo, diretor-executivo da ONG AS-PTA (Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa) e vice-presidente da Associação Brasileira de Agroecologia.

 

“Um novo rótulo para uma velha garrafa”. Nada mais preciso do que essa máxima popular para caracterizar a rápida disseminação do termo “agronegócio” no Brasil. Em sua aparente neutralidade, o vocábulo porta consigo forte carga ideológica, sendo capaz de manipular de forma magistral até os espíritos mais críticos, confundindo os termos do debate político sobre os rumos do mundo rural brasileiro. Promovido por atores sociais comprometidos com a reiteração e exacerbação do histórico modelo de desenvolvimento rural baseado na aliança entre o latifúndio monocultor, as empresas transnacionais do ramo agropecuário e o capital financeiro internacional, o termo se popularizou rapidamente graças à ação laboriosa e sistemática da mídia nos últimos dez anos.

A eficácia persuasiva desse tipo de estratagema que procura vincular o agronegócio a um sistema de referências ideológicas positivas não é negligenciável. Sua associação com as noções de modernidade científica, eficiência econômica, competitividade nos mercados e produtividade tem por papel ganhar a opinião pública no que se refere às pretensas benesses das grandes fazendas modernizadas para a sociedade.  A expressão mais aberrante do poder desta ideologia se manifestou recentemente com a aprovação de uma lei federal de biossegurança que, em nome do progresso da Ciência, pavimentou o caminho para que os organismos transgênicos sejam liberados na agricultura brasileira sem que para tanto sejam efetuados estudos independentes que comprovem a sua inocuidade à saúde pública e ao meio ambiente.

Beneficiados pela confusão conceitual que criaram, os arautos dessa ideologia contabilizam para si os créditos políticos referentes a resultados econômicos e sociais do setor agropecuário que absolutamente não lhes são devidos. Fazem isso ao atribuir ao agronegócio as estatísticas relacionadas a produtos e serviços gerados pela agricultura familiar. Recente pesquisa divulgada pelo NEAD - Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural ajuda a desmascarar a astúcia ao concluir que em 2003 as cadeias produtivas da agricultura familiar geraram 10,1% do PIB nacional contra os 20,5% da agricultura patronal (NEAD/MDA, 2004). Mesmo representando uma parcela de menos de 30% da área total ocupada pelos estabelecimentos agrícolas no país, a agricultura familiar é responsável por mais de 2/3 da mão de obra empregada no setor e produz por volta de 60% dos alimentos consumidos pela população brasileira. Se é certo que a agricultura familiar contribui de forma decisiva para a economia nacional, nada mais incorreto do que atribuir à ideologia do agronegócio os resultados da produção agropecuária de base familiar. É nesse sentido que a expressão “agronegócio familiar” apresenta-se no atual panorama político-ideológico como uma contradição em termos que tem por função turvar o debate sobre as opções para o desenvolvimento rural no país.

(Leia a íntegra do artigo em www.agroecologia.org.br)



Escrito por Cid Benjamin às 09h19
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Escrito por Cid Benjamin às 12h41
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Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: Ano eleitoral faz Lula gastar R$ 7,4 bi a mais no trimestre

- Jornal do Brasil: Prefeitura joga a toalha no trânsito

- Folha: Gasto federal cresce 14% no início do ano eleitoral

- Estadão: Renan enterra pedido para investigar Lula

- Correio Braziliense: Alfabetização precisa de 396 mil professores



Escrito por Cid Benjamin às 12h40
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Charge do dia

Charge de Aroeira, publicada em O Dia hoje.



Escrito por Cid Benjamin às 12h39
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É hora de democratizar a mídia – artigo meu para o jornal Bafafá

Democracia exige liberdade de expressão. Por sua vez, a aplicação prática do conceito de liberdade de expressão se relaciona com um determinado momento histórico. Assim, por exemplo, no Brasil Colônia, em que a Coroa portuguesa detinha o monopólio da impressão de jornais, livros e revistas, quebrar esse monopólio era vital do ponto de vista de se assegurar a livre expressão.

Numa sociedade moderna, como o Brasil de hoje, garantir o direito de livre expressão significa algo diferente: a democratização do acesso aos meios de comunicação de massa. Lamentavelmente, ela não existe em nosso país. Nove famílias controlam quase a totalidade dos jornais, revistas e emissoras e rádio de TV.

Pior, as concessões de canais de rádio e televisão (que são os meios de comunicação efetivamente de massa) têm sido usadas de forma despudorada pelos governantes para negociar apoio político. Para não irmos muito longe, basta lembrar o que fizeram recentemente José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, quando na Presidência da República.

Entre 1985 e 1988, Sarney distribuiu mais de mil concessões de rádio e TV como parte do esforço para conseguir a prorrogação de seu mandato. Na ocasião, antes da vigência da Constituição de 1988, cabia ao Poder Executivo distribuir as concessões ao seu arbítrio.

Posteriormente, já na vigência da atual Constituição, Fernando Henrique Cardoso usou uma brecha legal para distribuir – por portaria do Ministério das Comunicações – estações retransmissoras de televisão (RTV) sem passar pelo crivo do Congresso. Até setembro de 1996, tinha distribuído 1.848 licenças de RTV, das quais quase 300 para entidades de políticos que votaram a favor da emenda que instituía a possibilidade de reeleição.

Ora, é sabido que, ao contrário da mídia impressa, a eletrônica tem limitações físicas para seu crescimento. Não se pode outorgar indefinidamente concessões de rádio e TV, sob pena de interferência de uns em outros e/ou de invasão de espaços destinados à aviação, aos bombeiros, à polícia, às Forças Armadas etc.

Como a revisão de concessões já outorgadas é politicamente complicada (embora esteja prevista na Constituição e deva ser feita), essa limitação física para a criação de novos canais sempre representou um empecilho para a democratização da mídia no Brasil.

Mas, agora, vivemos um momento especial com a adoção do padrão digital de rádio de TV: haverá a possibilidade física de criação de novos canais.  E é preciso aproveitar a oportunidade para dar um passo decisivo na democratização dos meios de comunicação de massa. Embora as emissoras já estabelecidas e o governo tentem esconder um aspecto essencial nesse debate, ele precisa ser lembrado: o padrão digital permite a multiplicação do número de canais de rádio e TV abertos.

Assim, sem se precisar mexer no vespeiro que significaria a não renovação de concessões já outorgadas, pode-se aproveitar a adoção do padrão digital para mudar o perfil da comunicação no Brasil. Por isso, em vez de se limitar o debate à escolha do sistema japonês, do europeu ou do americano (o que é feito, aliás, em detrimento do que seria a melhor alternativa: a construção de um padrão brasileiro, que adequasse o modelo às nossas necessidades e nos eximisse de pagar royalties), é necessário nesse debate levantar duas questões absolutamente vitais:

1) O modelo adotado vai permitir que se tenha efetivamente mais canais abertos?

2) Como se dará a distribuição das novas concessões?

(continua abaixo)



Escrito por Cid Benjamin às 12h38
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É hora de democratizar a mídia – artigo meu para o jornal Bafafá - II

(continuação)

As emissoras que já detêm concessões e o ministro Hélio Costa (cujas posições sempre coincidem com as da empresa da qual era empregado, a TV Globo) querem manter a situação de virtual monopólio e fechar a porteira para a distribuição de novos canais. Sua alegação de que o mercado publicitário não comporta a entrada de concorrentes é de morrer de rir. Mais ainda quando quem diz isso é quem enche a boca para falar do mercado e da livre concorrência, quando isso é de seu interesse.

O outro argumento das emissoras e do ministro também não se sustenta: segundo eles não haveria produção qualificada para sustentar a programação de novos canais. Ora, em primeiro lugar, a diversidade cultural e a riqueza do que tem sido produzido no país, apesar das dificuldades de veiculação, desmentem essa afirmação. Depois, quem diz essa barbaridade que o ministro repete pelo visto não assiste às emissoras abertas. Basta ligar a TV, mesmo em horário nobre, para ver absurdos como pegadinhas de mau gosto, venda de jóias, festivais de baixarias, exploração da fé religiosa ou filmes estrangeiros medíocres que banalizam a violência. E isso tudo em emissoras que detêm concessões públicas que, de acordo com a Constituição em vigor, deveriam ter uma programação que elevasse o nível cultural, de informação e de educação dos telespectadores.

Dizer que não existe produção nacional melhor do que a exibida hoje pela TV aberta é agredir a inteligência alheia. Não só já existe, como - à medida que haja mais canais de veiculação - essa produção vai aumentar consideravelmente. E, com isso, cumprir um outro papel, que as atuais emissoras de TV não cumprem: retratar nossa riquíssima diversidade regional e cultural.

Pessoalmente, devo dizer não acredito que o governo Lula vá adotar um padrão nacional de TV digital e desenvolver um processo democrático de concessão de novos canais abertos, garantindo a diversificação política e cultural. Esta solução iria de encontro aos interesses da Globo e das demais emissoras. E, nos seus mais de três anos de governo, Lula não contrariou um só interesse poderoso. Ao que se diz, o governo já se definiu pelo padrão japonês, não por acaso o preferido da Globo. Faltaria apenas o anúncio da decisão.

De qualquer forma, não custa constrangê-lo. O tempo que se ganhar até que seja anunciada a decisão é um tempo em que a sociedade pode ser sensibilizada para a importância desse debate. Se esse esforço não puder impedir uma decisão anti-nacional, anti-popular e anti-democrática, que sirva, ao menos, para deixar claro para o país quem são os responsáveis por ela.



Escrito por Cid Benjamin às 12h38
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Juiz condena 2 por improbidade em Santo André

Do Estado de S.Paulo, hoje:

 

"A Justiça paulista suspendeu por cinco anos os direitos políticos de Klinger Luiz de Oliveira Souza, secretário de Serviços Municipais de Santo André na gestão do prefeito petista Celso Daniel, seqüestrado e assassinado em janeiro de 2002. A decisão do juiz da 7ª Vara Cível de Santo André, Yin Shin Long, atinge também o empresário Ronan Maria Pinto, pelo mesmo período.

Long decretou, também por cinco anos, a proibição da Rotedali Serviços e Limpeza Urbana Ltda., empresa de Ronan, de "contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária". Da decisão, que é de primeira instância, ainda cabe recurso.

Klinger (que também foi secretário de Transportes de Daniel e vereador pelo PT) e Ronan são apontados pelo Ministério Público como dois dos cabeças do suposto esquema de corrupção no setor de transporte coletivo de Santo André na gestão de Daniel. Para o MP, o esquema abastecia o caixa 2 das campanhas eleitorais do PT e teria motivado a morte do prefeito - tese sustentada pela família, que acredita em crime político.

A condenação de ambos, no entanto, não foi criminal, mas cível, por ato de improbidade administrativa. Na sentença o juiz aceita a acusação do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público de que a prefeitura contratou sem licitação a Rotedali para um serviço de aterro na cidade."



Escrito por Cid Benjamin às 12h36
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A inesgotável criatividade do brasileiro

Já vi político angariar voto dando sapato, tijolo, cimento e dentadura. Já vi político bater-se contra a criação de postos de saúde em sua base eleitoral para não perder o monopólio na oferta desses serviços. Mas ainda não tinha visto político conseguir voto levando gente a velórios.

O deputado Marcelino Fraga (PMDB-ES) justifica os gastos de recursos  públicos com combustível, nos valores de R$ 121 mil em 2005 e R$ 54 mil nos três primeiros meses deste ano, afirmando que tem um ônibus usado para transportar eleitores para velórios na região do Colatina, no Espírito Santo.

- Pode ser ilegal, mas não é imoral. É uma prestação de serviços que faço para a população carente. A cidade toda sabe que o ônibus é de graça, por isso a demanda é muito grande. Para quem quiser, eu mostro o endereço de mais de 300 famílias que perderam seus entes e me procuraram para transportar o povo para o velório – defendeu-se Marcelino.

Eis aí mais uma demonstração da criatividade do brasileiro.

 



Escrito por Cid Benjamin às 12h36
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No Amapá, uma história do Brasil

Esta foi publicada no blog de Fernando Rodrigues, na Folha On Line.

José Sarney é do Maranhão. Elegeu-se senador pelo Amapá duas vezes, em 1990 e em 1998.

Agora, neste 2006, deve conquistar o terceiro mandato consecutivo ao Senado. Sarney fez 76 anos agora, dia 24 de abril.

Do Amapá, enquanto o maranhense Sarney se prepara para ganhar mais oito anos como senador, vem uma história que sintetiza um pouco do que se passa pelo Brasil, longe das câmeras de TV. Quem manda a informação é Chico Bruno, jornalista político da Folha do Amapá.

Aos fatos, relatados por Chico Bruno:

 

“Humilhação”

“A administradora de empresas Cristina Almeida deixou a superintendência do Incra do Amapá para enfrentar José Sarney na disputa pelo Senado. Ela foi secretária estadual de Indústria e Comércio e secretária municipal do Meio Ambiente, mas, de volta à Assembléia Legislativa, onde é funcionária, foi lotada na seção de limpeza do setor de Serviços Gerais. A humilhação foi imposta a Cristina, que é negra, pelo presidente da Assembléia, deputado tucano Jorge Amanajas, aliado do senador José Sarney”.

“Cristina Almeida é filiada ao PSB. Foi nomeada secretária estadual de Indústria e Comércio pelo governador João Capiberibe. Voltou a Assembléia dia 31 de março. Pior do que estar faxinando é ser obrigada a ficar sem ter o que fazer durante todo o expediente, em uma minúscula sala”.

“A vingança é porque ela como superintendente do INCRA, entrou na justiça federal para reaver terras griladas pelo presidente da Assembléia Jorge Amanajás e por outros deputados”.



Escrito por Cid Benjamin às 12h36
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O novo JB: ousadia e timidez andam juntas - texto de Mário Marona - I

Reproduzo, abaixo, dividida em duas partes, uma interessante avaliação que Mário Marona fez em seu blog sobre o “novo JB”. Marona foi meu primeiro chefe na grande imprensa (era editor de política quando comecei no Globo em 1992) e foi uma das pessoas com quem aprendi algo de jornalismo.

 

Ao optar pelo formato berliner, o Jornal do Brasil fez o que tinha que fazer:

·                     Teve coragem de lançar no país uma tendência que ganha força na Europa e nos Estados Unidos, o que lhe reserva o papel de pioneiro;

·                     Chamou atenção sobre si mesmo numa época em que o mercado brasileiro é agitado pelo lançamentos de novos jornais;

·                     Baixou custos e reduziu preço de capa, o que certamente contribuirá para lhe dar algum fôlego financeiro e, muito provavelmente, aumentar-lhe a tiragem.

Esses três motivos já seriam suficientes para justificar a nova opção.

Nem mesmo a semelhança do alto da primeira página com o londrino The Guardian, sobre a qual ouvi algumas críticas, deve ser motivo de preocupação. Se decidiram copiar, fizeram bem em aproveitar idéias de um dos mais bem resolvidos jornais do mundo. Até poderiam ter sido mais fiéis à fonte de inspiração. O jornal inglês explora muito bem os dois tons de azul do logotipo, reproduzindo-os nas chamadas que ficam acima do título. Evita chamadas apenas com títulos na parte inferior ao logotipo e só em casos excepcionais abre manchete além de duas colunas.

A comparação entre os dois jornais beneficia, em leveza e elegância, o diário londrino. Numa cidade com tantos tablóides populares e sensacionalistas, a elegância na primeira página é fundamental, para delimitar diferenças – e aqui me refiro a Londres, embora a mesma situação possa se aplicar ao Rio de tantos jovens jornais “gritados”, como Expresso e Meia Hora.

Feitos os devidos elogios, vamos às críticas. Algumas dizem respeito unicamente à execução do formato adotado, outras são estruturais e não dependem do fato de o JB ser standard, berliner ou tablóide. No entanto, parece evidente que a diminuição do tamanho do jornal tornou mais visíveis alguns dos seus defeitos.

O recorte da foto da Sharon Stone na capa de segunda-feira era de uma rusticidade de jornal de mimeógrafo. As fotos internas lembram os velhos clichês tipográficos. Os borrões e falhas de impressão parecem uma homenagem aos velhos tempos da Tribuna de Taquaritinga, com todo respeito a esta progressista comuna e, é claro, ao seu mais dileto filho, o comandante-em-chefe do JB.

O novo Jornal do Brasil não precisa parecer uma versão genérica e apressada do standard, ainda que seja mais barato. A não ser que esteja nos planos do jornal induzir o assinante a pensar que o JB que agora chega às bancas é a sua versão do Meia Hora ou do Expresso.

(continua abaixo)



Escrito por Cid Benjamin às 12h35
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O novo JB: ousadia e timidez andam juntas - texto de Mário Marona - II

(continuação)

As primeiras edições deste JBerliner não parecem apenas mal-ajambradas ou diagramadas às pressas. Sugerem ao leitor acostumado com o jornal uma certa confusão nos critérios editoriais. Se o JB não abriu mão do conceito de jornal de classe média com fidelidade na Zona Sul e arredores – o que jamais deveria fazê-lo -, precisa dar esta cara ao novo formato: na escolha da manchete, na seleção dos assuntos, no estilo dos títulos.

Não pode, por exemplo, dedicar a manchete de segunda-feira à vitória do Flamengo no campeonato brasileiro, por duas razões: porque não faz parte da tradição do JB este tipo de escolha e porque, além disso, a manchete foi um erro, uma vez que não foi apenas o Flamengo a vencer entre os clubes cariocas.

No sábado, ao optar pelas mãos manchadas de Lula como manchete, não podia ter deixado de publicar na primeira página a imagem do presidente e, em tamanho menor, a foto de Getúlio Vargas fazendo o mesmo gesto.

Na verdade, é bem mais difícil fechar uma primeira página de tablóide ou berliner. A escolha da manchete precisa ser muito mais rigorosa, assim como a seleção da foto principal. Num jornal de tamanho menor, cresce muito o risco dos editores, tanto da primeira página quanto das páginas internas. No espaço amplo do standard, o editor sempre pode dizer: “Eu dei tudo”; no berliner ou no tablóide, tem que acertar na mosca, com poucos tiros.

O berliner não é um standard reduzido, é um novo jornal, que exige novos critérios de escolha e um novo conceito de edição. Não é um standard espremido em espaço menor. Não é o JBzinho do JB, como o Expresso é o mini-Globo e o Meia-Hora é o mini-Dia. Não deve estar sendo fácil estabelecer esta diferença numa redação que é obrigada a fazer dois jornais com as mesmas notícias. E eis aqui, talvez, o maior equívoco do projeto: a manutenção de uma versão standard, provavelmente por receio de chocar e espantar os assinantes, mas que contrasta com a coragem demonstrada na decisão de lançar o berliner.

O JB acabou sendo ousado e tímido ao mesmo tempo. Se o novo formato é moderno e contemporâneo e foi adotado por alguns dos mais prestigiados jornais do mundo – argumentos com os quais concordo plenamente - o JB poderia afinar o discurso, fazer um ótimo berliner e convencer seus leitores – assinantes ou não – de que está fazendo o melhor. Poderia acrescentar ousadia gráfica e experimentação editorial ao atrevimento que demonstrou ao mudar de tamanho.



Escrito por Cid Benjamin às 12h34
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Escrito por Cid Benjamin às 12h15
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Manchetes desta terça-feira

- O Globo: Lula anuncia R$ 2 bi para agradar prefeitos

- Jornal do Brasil: Clubes perderão R$ 12 milhões

- Folha: Ataques a balneário matam ao menos 23

- Estadão: Stédile e mais 36 são denunciados por 5 crimes



Escrito por Cid Benjamin às 12h14
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Frase do dia

Esta é do deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) sobre o presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, que não sai do lugar, mas espera crescer “devagar e sempre” nas pesquisas. A frase saiu no Painel da Folha hoje:

- Nesse ritmo, o ex-governador ficará competitivo em 2010. Ou talvez tenha alguma chance já em 2008, na eleição para prefeito de Pindamonhangaba.



Escrito por Cid Benjamin às 12h13
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Charge do dia

Charge de Pater, publicada na Tribuna (ES)



Escrito por Cid Benjamin às 12h13
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Doleiro compromete Mentor

Esta é da Folha de hoje.

Doleiro disse ao Ministério Público que pagou R$ 300 mil a Mentor para ter seu nome excluído do relatório da CPI do Banestado

O doleiro Richard A. de Mol Van Otterloo afirmou em depoimento ao Ministério Público que pagou R$ 300 mil para o deputado federal José Mentor (PT-SP) excluí-lo do relatório final da CPI do Banestado. A orientação para que efetuasse o pagamento, disse, partiu de Flávio Maluf, filho do ex-prefeito Paulo Maluf (PP).

A CPI do Banestado apurava o envio ilegal de dinheiro para o exterior e acabou em 2005 sem conclusões. Mentor era o relator e, à época, foi criticado por excluir do relatório nomes de investigados. O nome do doleiro, por exemplo, não constou do relatório.

Mentor, mensaleiro confesso que foi absolvido na semana passada pelo plenário da Câmara, nega ter recebido o dinheiro do doleiro.



Escrito por Cid Benjamin às 12h12
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Semelhança incômoda

O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh é um petista histórico. Com o tempo, foi se acomodando e tornando-se mais um dos incondicionais de Lula. Quando do assassinato do prefeito Celso Daniel, em 2002, deu cobertura a Sérgio Sombra, orientando seus depoimentos. Como se sabe, Sombra foi acusado formalmente pelo Ministério Público como participante no assassinato de Celso Daniel.

No ano passado, Greenhalgh foi o candidato de Lula à presidência da Câmara, mas perdeu a eleição para Severino Cavalcanti.

Agora, aparentemente voltou às páginas dos jornais em situação incômoda. Mas só aparentemente. Desta vez, Greenhalgh não tem culpa de nada.

Embora pareçam, as fotos que ilustram as matérias sobre desvio de combustível por parlamentares não são dele, mas de um deputado que é quase seu sósia: Francisco Rodrigues.

Confiram abaixo a semelhança.

 

Luiz Eduardo Greenhalgh

 

Francisco Rodrigues



Escrito por Cid Benjamin às 12h11
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TV digital e concessões

A questão central relacionada com a TV digital está pouco presente no debate: se a possibilidade de se ter mais canais abertos será explorada e como se dará a distribuição das novas concessões. As emissoras que já detêm concessões querem, com o apoio do ministro Hélio Costa, manter a situação de virtual monopólio e fechar a porteira. Sua alegação de que o mercado publicitário não comporta a entrada de concorrentes é de morrer de rir.



Escrito por Cid Benjamin às 12h08
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Concessões e transparência

Vale a pena lembrar o passado, diante da possibilidade de se distribuir mais canais de rádio e TV e da importância de critérios transparentes. Entre 1985 e 1988 Sarney distribuiu mais de mil concessões de rádio e TV para lubrificar a aprovação da prorrogação de seu mandato. FHC usou uma brecha legal para distribuir – por portaria do Ministério das Comunicações – estações retransmissoras de televisão (RTV) sem passar pelo Congresso. Até setembro de 1996, distribuiu 1848 licenças de RTV, das quais quase 300 para entidades de políticos que votaram a emenda da reeleição.

 



Escrito por Cid Benjamin às 12h08
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A imprensa e as greves

O ombudsman Marcelo Beraba criticou o pequeno espaço que a Folha dedicou à greve dos professores municipais de São Paulo. O movimento durou de 28 de março a 12 de abril, tendo sido o maior da categoria desde 1987. A lacuna não é só da Folha. Atualmente, os professores da rede estadual do Rio estão em greve. Não há uma só linha nos jornais. Seria o caso de não só de uma cobertura do movimento, mas de aproveitá-lo como gancho para uma radiografia do ensino público.



Escrito por Cid Benjamin às 12h07
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Mídia brasileira versus Morales

O presidente Evo Morales, da Bolívia, está virando o bicho-papão da mídia conservadora. A imprensa brasileira, e em particular a TV Globo, deu destaque ao fato de a empresa MMX, filial da EBX de Eike Batista (ex de Luma de Oliveira), ter sido impedida de se instalar na Bolívia. Mas não explicou as razões: o funcionamento da empresa, que faz processamento de ferro, fere a legislação ambiental do país.

 



Escrito por Cid Benjamin às 12h07
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O novo JB

O Jornal do Brasil lançou uma edição em tamanho berliner (pouco maior do que o tablóide tradicional) para as bancas, mantendo o tamanho standard para os assinantes. A edição das bancas, com projeto gráfico de Ziraldo, está boa de se ler. E custa 75 centavos, bem menos que os R$ 2 do Globo e os R$ 1,30 de O Dia. Apesar do preço menor, o conteúdo não se assemelha ao dos jornais populares. Pena que os mesmos jornalistas que faziam uma edição do jornal estejam sendo usados para fazer as duas, sem compensação salarial.



Escrito por Cid Benjamin às 12h07
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Infoglobo de barriga cheia

A edição de 20 de abril do Globo publicou resumo das demonstrações financeiras da Infoglobo Comunicações S.A. O lucro líquido deu um salto de mais de 60%, trazendo um resultado de R$ 144 milhões de ganhos, depois de pagos impostos e despesas. Como o faturamento cresceu apenas 14,23%, a explicação para o crescimento de 60% no lucro vem do brutal aumento da receita financeira: mais de 200% (!!!). É por essas e outras que não só os bancos aplaudem a política econômica neoliberal de Lula.



Escrito por Cid Benjamin às 12h06
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Escrito por Cid Benjamin às 13h48
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Manchetes do dia

- O Globo: Câmara vai investigar suspeitos de fraudar gastos

- Jornal do Brasil: Música - Piratas são os donos do mercado

- Folha: Bin Laden incita fiéis a guerrear no Sudão

- Estadão: Primeiro Emprego cumpre 0,5% da meta



Escrito por Cid Benjamin às 13h41
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PSol escolhe César Benjamin como vice de Heloísa

Em reunião de sua direção nacional neste fim de semana, em São Paulo, o PSol escolheu o cientista político César Benjamin como candidato a vice da senadora Heloísa Helena. Na mesma reunião foi aprovada a coligação com o PSTU e o PCB, que já tinham manifestado a intenção de apoiar Heloísa.

Hoje com 52 anos, César é o que se poderia classificar de um veterano militante político. Aos 15 anos, depois de ter integrado o movimento estudantil secundarista, já participava da resistência armada à ditadura. Preso aos 17 anos, transformou-se num problema para os militares, que não podiam condená-lo, por ele ser menor, nem aceitavam libertá-lo. César foi, então, mantido em completo isolamento durante três anos e meio. Posteriormente, graças à luta de sua família, saiu do isolamento e passou um ano numa prisão com criminosos comuns. Por fim, ficou seis meses com presos políticos.

O artifício usado pela ditadura para mantê-lo preso foi um laudo, firmado por médicos militares, que atestavam que César tinha a “idade mental” de maior. O documento foi aceito pelas auditorias militares e César chegou a ser condenado a 15 anos de prisão, dos quais acabou cumprindo cinco.

Sua prisão ganhou repercussão no exterior quando ele foi escolhido “Preso do Ano” pela Anistia Internacional. A decisão rompeu, inclusive, uma tradição da Anistia, que até então reservara essa condição aos chamados “presos de consciência” – o que não se aplicava a César, que tinha pegado em armas.

Diante da pressão internacional, em 1976 o general Geisel resolveu libertá-lo. Embora estivesse cumprindo as penas às quais tinha sido condenado, César foi então sumariamente posto num avião e mandado para o exterior.

César foi dirigente do PT, partido do qual se desligou em 1995, e desde então tem trabalhado com o MST. Tem uma extensa produção intelectual e no site de sua editora, a Contraponto (www.contrapontoeditora.com.br) podem ser encontrados alguns de seus artigos.

Não é por ser seu irmão mais velho, mas afirmo sem medo de errar: Heloísa Helena não poderia ter encontrado um vice melhor.



Escrito por Cid Benjamin às 13h40
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Charge do dia

Charge de Heringer, no www.chargeonline.com.br



Escrito por Cid Benjamin às 13h13
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Frase do Dia

“Ávido em criticar a morosidade da Justiça estadual, o Supremo liberta parricidas, mas deixa o caso do assassinato do prefeito de Santo André dormindo em seus escaninhos”.

A frase saiu na Folha de hoje e é do promotor Roberto Wider Filho, que investiga o caso Celso Daniel, sobre a decisão do STF de soltar Gil Rugai, acusado de matar o pai e a madrasta.



Escrito por Cid Benjamin às 13h12
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Frase da Semana

“Eu acho que não está longe de a gente atingir a perfeição no tratamento de saúde neste país”, disse Lula.

Convenhamos que esta concorre com boas chances ao troféu de Frase do Mês. Como afirmaria um amigo meu: “Parece que o cara anda bebendo durante o expediente”.



Escrito por Cid Benjamin às 13h11
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Irmãos gêmeos

Não é só pelo gosto de chuchu que Geraldo Alckmin não decola. Tirando as denúncias da corrupção petista (que não têm tanto impacto, pois a população já incorporou que o PT não é mesmo diferente dos demais partidos), o PSDB não tem discurso para se diferenciar de Lula. Os dois são cada vez mais parecidos. Um exemplo é o que os tucanos dizem em relação ao programa bolsa-família: ora o denunciam como assistencialista; ora se rendem ao seu impacto eleitoral e prometem ampliá-lo.

Será que Alckmin chega a outubro?



Escrito por Cid Benjamin às 13h11
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Vladimir Palmeira – I

Os jornais registraram a vitória de Vladimir Palmeira sobre a ex-senadora Benedita da Silva no Encontro Estadual do PT, na semana passada. Candidato ao governo do estado, Vladimir conseguiu que a vaga ao Senado na chapa fosse reservada para um nome de um partido aliado – leia-se, a deputada Jandira Feghali, do PCdoB.

A respeito, ouvi um comentário não inteiramente desprovido de lógica: os votos de Lula e do PT nesta eleição serão os dos “descamisados”; por isso, do ponto de vista eleitoral, talvez fosse melhor uma chapa de Vladimir com Benedita, para tentar com que os eleitores de Lula no Rio votassem nele para governador, e não em Crivela.

Mas isso é a tal história do cobertor curto. Uma chapa Vladimir-Benedita teria dificuldades entre os formadores de opinião, alguns dos quais ainda aceitam votar em Vladimir, numa homenagem ao seu passado, apesar de suas posições atuais, mas dificilmente votariam em Benedita.

De qualquer forma, resta uma pergunta: se em junho o quadro estiver nebuloso e Vladimir mantiver os atuais índices muito baixos nas pesquisas, Jandira abrirá mão de uma renovação certa do mandato de deputada federal para disputar a cadeira no Senado?



Escrito por Cid Benjamin às 13h11
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Vladimir Palmeira - II

Ana Maria Tahan, em sua coluna 24 horas, no JB de ontem, registra algo que os demais jornais não deram: nas comemorações de Lula no Rio por conta da auto-suficiência do petróleo, Vladimir, que é o candidato do PT ao governo, não foi visto. Já o Bispo Crivela, que é candidato ao cargo pelo PMR, foi alvo das mais variadas demonstrações de carinho do presidente.



Escrito por Cid Benjamin às 13h08
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Fim melancólico do Programa Primeiro Emprego

Esta é do Estado de S. Paulo.

Com só 0,55% da meta cumprida, Primeiro Emprego é abandonado

O governo federal desistiu do programa Primeiro Emprego. Lançado com toda pompa há quase três anos, o programa naufragou. Desde julho de 2003, conseguiu empregar 3.936 jovens, quando o plano inicial era 260 mil vagas por ano - o que daria 715 mil jovens empregados nesses 33 meses. O rendimento pífio, de apenas 0,55% do pretendido, levou o governo a deixar de lado a idéia de pagar a empresas R$ 1,5 mil por ano para contratarem jovens de 16 a 24 anos.



Escrito por Cid Benjamin às 13h04
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Com só 0,55% da meta cumprida, Primeiro Emprego é abandonado

O governo federal desistiu do programa Primeiro Emprego. Lançado com toda pompa há quase três anos, o programa naufragou. Desde julho de 2003, conseguiu empregar 3.936 jovens, quando o plano inicial era 260 mil vagas por ano - o que daria 715 mil jovens empregados nesses 33 meses. O rendimento pífio, de apenas 0,55% do pretendido, levou o governo a deixar de lado a idéia de pagar a empresas R$ 1,5 mil por ano para contratarem jovens de 16 a 24 anos.



Escrito por Cid Benjamin às 13h03
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Promiscuidade na corrupção

Foi divulgado neste domingo que um empréstimo de Marcos Valério no Banco Rural, feito em novembro de 2004 (portanto, já no governo Lula), e pago com recursos do Visanet (portanto, recursos públicos), teve como avalista Danilo de Castro. Acontece que Danilo é secretário de Governo de Aécio Neves. Pelo visto, além de “seduzido” por Marcos Valério, o PT envolveu-se também em outras espécies de promiscuidade.



Escrito por Cid Benjamin às 13h03
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Novas trapalhadas à vista?

Os jornais dizem que José Dirceu intensificará suas andanças como articulador político de Lula nas sombras. As matérias têm toda cara de pauta conseguida por assessoria de imprensa, depois da trapalhada em que Dirceu se meteu na sua reestréia nesse papel, semana passada, ao tentar estimular a candidatura presidencial de Itamar Franco pelo PMDB.

Sua viagem supostamente clandestina a Juiz de Fora foi um tiro no pé. Acabou fortalecendo a tese de candidatura própria do PMDB e, com isso, aumentou as chances de Garotinho ser candidato. Tudo o que não interessa ao Planalto.

No Chile, onde passei parte do meu exílio, há uma expressão ótima para se referir a certo tipo de trapalhão: “Fulano atornilla (aparafusa) al revés.”



Escrito por Cid Benjamin às 13h03
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Cor-de-rosa choque

Esta é engraçada. Saiu publicada no Painel da Folha de domingo

No domingo passado, a Prefeitura de Fortaleza (CE) promoveu um show de Rita Lee na praia de Iracema para comemorar o aniversário da cidade.

A programação incluía discurso de Luizianne Lins na abertura da festa, mas ela se atrasou, e o espetáculo começou sem a presença da prefeita. Depois de algumas músicas, a cantora resolveu conversar com a platéia e, apesar de ter sido contratada pela gestão petista, mandou bala:

-Alguém aqui vai votar no Lula? Eu não!

Em seguida, mudou de alvo:

-Alguém aqui vai votar no Alckmin? Eu não!

E defendeu a senadora Heloísa Helena (PSol), expulsa do PT:

- Tem uma mulher aí que pode ser radical, mas é guerreira e corajosa. Eu vou votar nela!

Luizianne, já na platéia, nem foi citada. Para piorar, o equipamento foi desligado logo após o show, e a prefeita não discursou.



Escrito por Cid Benjamin às 13h02
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Telê e o exemplo de ética

Não só os admiradores do bom futebol lamentam a morte de Telê Santana. Em tempos de mensalão e de cinismo generalizado, a trajetória de Telê como jogador e como técnico foi uma cabal demonstração de que a fidelidade a padrões éticos não deve ser uma questão de conveniência ocasional, mas um compromisso de vida. Viva Telê!



Escrito por Cid Benjamin às 13h02
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O Rei é uma sex machine?

Esta nota foi tirada do site kibeloco.

Ginecologista elogia performance sexual de Roberto Carlos

Na semana passada em seu prédio na Urca, o cantor Roberto Carlos foi homenageado pelos 65 anos de reinado, mas com disposição de 20. Pelo menos é o testemunho do ginecologista Flavio Condé, um dos presentes.

“Tenho testemunhos em meu consultório de pacientes que te conhecem na intimidade. Saiba que você é um grande amante. As meninas falam nisso”, disse o médico para Roberto.

O Rei sorriu e agradeceu.

Francamente, nunca soube que as moças tratavam desses assuntos com o ginecologista.



Escrito por Cid Benjamin às 13h01
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Manchetes desta quinta-feira

- O Globo: Nova lei poderá vetar cenas de CPIs na campanha de TV

- Jornal do Brasil: Petrobras garante preços

- Folha: Câmara absolve 9º deputado do mensalão

- Estadão: Mantega ameaça bloquear gastos para atingir meta

- Correio Braziliense: PF livra bastos e acusa Palocci



Escrito por Cid Benjamin às 10h40
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Charge do dia

Charge de Simanca, publicada em A Tarde, de Salvador.

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h40
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Frase do dia

“Muitos desses meninos e meninas que estão protestando são oriundos do PT. Vocês sabem que ex-marido, ex-mulher, ex-fumante, ex-comunista, ex-petista, vão ficando cada vez mais sectários, cada vez mais radicais,e nós aprendemos a conviver com isso.”

Lula, ontem, em Porto Alegre, em reação a vaias.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h39
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PMDB caminha para ter candidato

Ou muito me engano, ou o PMDB caminha para ter mesmo um candidato a presidente. A reunião de ontem dos presidentes dos diretórios regionais e candidatos a governos estaduais, que era a esperança dos governistas para sepultar de vez o lançamento de um nome, acabou como um tiro no pé. A proposta de o partido lançar candidato à Presidência saiu mais forte do que entrou. A essa altura, a própria operação Itamar, gestada no Planalto, pode acabar tendo efeito contrário ao que queriam seus idealizadores. Embora tenha um inegável potencial eleitoral, Itamar não esvaziou dentro do PMDB a opção Garotinho (franco-atirador por franco-atirador, os dois são vistos assim, e Garotinho vem fazendo há mais tempo um trabalho para cativar as bases do partido).

O PMDB com candidato próprio é um cenário que Lula gostaria de evitar.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h36
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Lei Falcão de volta?

Querem estender a proibição de cenas externas nos programas eleitorais gratuitos a imagens de arquivo. Assim, não se poderia exibir cenas de dirigentes do PT, munidos de hábeas-corpus, mentindo abertamente nas CPIs. Ou, ainda, Duda Mendonça confirmando que recebeu US 10 milhões do PT numa conta no exterior – o que significaria que aquele partido tem recursos fora do país, o que é proibido por lei. Se o TSE aceitar essa interpretação, estará avalizando a volta da Lei Falcão dos tempos da ditadura militar.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h34
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A política como Fla x Flu

Cada vez mais os políticos brasileiros se movem sem outros objetivos que não os de conseguir vantagens imediatas para seus partidos. Foi-se o tempo em que o PT e seus aliados tinham um projeto de mudanças para o país. Hoje, transformaram-se todos em meros “lulistas”, interessados tão-somente na reprodução do mandato do presidente. Da mesma forma, a aliança PSDB-PFL não tem um projeto diferente. Disputa apenas a chave do cofre e o controle do Diário Oficial. É nesse contexto que pode voltar a Lei Falcão. Os compromissos com a democracia na eleição estão claramente em segundo plano.



Escrito por Cid Benjamin às 10h34
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Fórmula para a pizza

Nesta quarta-feira mais um mensaleiro foi absolvido: o deputado petista José Mentor (SP). Ele tinha recebido R$ 120 mil do valerioduto. O PT descobriu a fórmula ideal para confeccionar as pizzas que protegem os mensaleiros: esvaziar o plenário. Como a cassação do mandato exige 257 votos (metade mais um do número total de deputados), a ausência tem o mesmo significado do voto pela absolvição. A essa altura, quem deve estar se lamentando é José Dirceu. Mesmo apontado na semana passada como chefe da “organização criminosa” pelo procurador-geral Antônio Fernando, se fosse julgado hoje talvez não tivesse perdido o mandato.



Escrito por Cid Benjamin às 10h34
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Perguntinhas incômodas

O ex-ministro José Dirceu vai depor na próxima quinta-feira para o Ministério Público de São Paulo sobre a morte do prefeito Celso Daniel. Como se sabe, o assunto provoca calafrios no PT. Além de responder sobre a acusação, feita por um dos irmãos de Celso, de que era quem recebia o dinheiro originário de um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André, Dirceu se verá diante de outras questões enjoadas.

1. Com que objetivo o PT, do qual era presidente, pagou R$ 500 mil para que o caríssimo advogado Aristides Junqueira acompanhasse o caso?

2. Por que o pagamento foi feito por meio de Marcos Valério? Afinal, o valerioduto era um dinheiro de reserva para o PT usar de maneira informal e "não contabilizada" ou, como sustenta o partido, foi usado apenas em caixa dois de campanhas eleitorais? 

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h32
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Manchetes desta quarta-feira:

- O Globo: Tesoureiros continuarão impunes por caixa dois

- Jornal do Brasil: Invadida conta do amigo de Lula

- Folha: Governo cede e Orçamento é aprovado

- Estadão: Planalto cede à oposição para aprovar orçamento

- Correio Braziliense: Cala-boca para oposição



Escrito por Cid Benjamin às 15h51
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Charge do dia

Charge de Aroeira publicada hoje em O Dia.



Escrito por Cid Benjamin às 15h51
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Frase do dia

“O crescimento dele (de Alckmin) será lentíssimo. E só ocorrerá para valer depois que a campanha começar em meados de agosto no rádio e na televisão”, admite o presidente do PSDB, Tasso Jereissati.

Está feia a coisa para o lado dos tucanos.

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Escrito por Cid Benjamin às 15h48
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O provocador César Maia

O prefeito do Rio, César Maia, divulgou nesta terça-feira num boletim que distribui pela internet números de três contas que Paulo Okamotto, ex-tesoureiro do PT e de Luiz Inácio Lula da Silva, teria usado para dar "presentes à família de Lula". O prefeito disse ter obtido a informação de “um repórter distraído” que sem querer gravou conversa de Okamotto ao telefone. Pessoalmente acho que o país e a democracia teriam a ganhar com a abertura das contas do obscuro cidadão Okamotto. Mas, o que está fazendo César Maia é provocação.



Escrito por Cid Benjamin às 15h48
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Novas regras eleitorais

As novas regras eleitorais aprovadas nesta terça-feira pelo Senado, supostamente para baratear e moralizar as campanhas eleitorais, são engraçadas. A (falta de) disposição de moralizar, de fato, o processo eleitoral pode ser medida pelo seguinte: retirou-se do projeto original a punição a doadores de campanha que repassem recursos não contabilizados. Por quê?

Além disso, a chamada emenda Delúbio, que responsabiliza tesoureiros de campanha (além dos candidatos) por irregularidades, também foi derrubada. Mais uma vez: por quê?

No projeto aprovado não foi estabelecido um teto de gastos – elemento essencial para se baratear efetivamente as campanhas. Mesmo que fosse difícil uma rígida fiscalização de um dispositivo como esse, a simples existência do teto fixado pela Justiça Eleitoral serviria como elemento inibidor de gastos abusivos.

Por outro lado, com a justificativa de se diminuir os gastos, proibiu-se o uso de outdoors, mas também se impediu a doação de brindes como bonés, camisetas ou canetas. Vá alguém entender a lógica isso.

Por fim, uma pergunta: quais regras podem ser modificadas a menos de um ano da eleição e quais não podem? Os jornais informam que as regras aprovadas ontem terão que ser confirmadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que entrem em vigor nas eleições de outubro. Com que critério?



Escrito por Cid Benjamin às 15h48
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Furor indenizatório

O ex-caseiro Francenildo parece agora movido a um verdadeiro furor indenizatório. Depois de anunciar que vai pedir R$ 17,5 milhões de indenização da Caixa Econômica Federal, ele quer também indenizações de duas pessoas físicas: o ex-ministro Antônio Palocci e o ex-presidente da CEF Jorge Mattoso.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha, nestes dois últimos casos o pedido vai ser menor, talvez algo em torno de R$ 1 milhão – valor que, segundo a Veja, o grupo teria sugerido pagar para que um funcionário da CEF assumisse a quebra do sigilo.



Escrito por Cid Benjamin às 15h47
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Justiça demorada é justiça?

Só neste mês de abril de 2006, quase 36 anos depois de iniciado, chegou ao fim o processo a que Paulo Maluf respondia por ter feito cortesia com chapéu alheio ao presentear os jogadores tricampeões na Copa do Mundo de 1970 com carros pagos com dinheiro público.

Como querer que um cidadão comum acredite numa Justiça que, num caso simples, só chega a conclusões mais de 30 anos depois? E, pior: como construir uma democracia forte se não há confiança no Judiciário para arbitrar os conflitos na sociedade?



Escrito por Cid Benjamin às 15h47
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Solidariedade a Franklin

Finalmente alguém dá uma meia-trava em Diego Mainardi, notório provocador que ocupa semanalmente uma das páginas da revista Veja. Caluniado por Mainardi, o jornalista Franklin Martins lançou-lhe um ultimato: caso Mainardi prove que ele fez tráfico de influência para empregar parentes em cargos públicos, Franklin muda de profissão; caso contrário, é Mainardi quem deve abandonar o jornalismo. Com a palavra, agora, o provocador.

 



Escrito por Cid Benjamin às 15h45
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Manchetes desta terça-feira

- O Globo: Processo do mensalão deve durar mais de 2 anos no STF

- Jornal do Brasil: PT usa FH contra Alckmin

- Folha: Ex-assessor de Palocci indiciado no caso do sigilo

- Estadão: MST fecha estradas, invade e saqueia em oito estados

- Correio Braziliense: Caseiro mostra a conta á Caixa: R$ 17,5 milhões



Escrito por Cid Benjamin às 11h07
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Charge do dia

Charge de Aroeira, publicada hoje no Dia.



Escrito por Cid Benjamin às 11h06
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Frase do dia

"Minha posição não muda. Estou com Alckmin. Mas a de Minas muda", do governador Aécio Neves (PSDB) sobre a pré-candidatura de Itamar Franco (PMDB) ao Planalto, de olho em 2010.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h05
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Como tratar a História? – Artigo meu postado ontem na edição on line do Bafafá

A ordem do dia lida em 31 de março último nos quartéis do Exército exaltou o golpe militar de 1964, que completava seu 42º aniversário. O episódio soou como provocação à sociedade e agressão direta ao recém-empossado ministro da Defesa, Waldir Pires, perseguido político durante a ditadura.

O autor da ordem do dia, o general Francisco de Albuquerque, comandante do Exército, em 2004 tinha protagonizado situação semelhante.

Naquela ocasião, depois de publicada no Correio Braziliense a foto de um preso político, erroneamente identificado como o jornalista Wladimir Herzog, cabisbaixo e de cuecas numa cela, o general Albuquerque defendeu a ação dos DOI-Codi - órgãos da repressão política responsáveis por torturas e mortes de opositores da ditadura.

Sua demissão foi exigida pelo ministro da Defesa José Viegas. Mas, como faz sempre que tem diante de si algum poderoso, Lula se amedrontou. Viegas, numa atitude digna, demitiu-se em protesto.

Mais recentemente, o general Albuquerque voltou aos jornais, como sempre em situações polêmicas. Tivesse Lula autoridade, ele já estaria na reserva.

A reação pusilânime de Lula contrasta com a do presidente Nestor Kirshner. Exatamente uma semana antes do aniversário do golpe no Brasil, foi feriado na Argentina para que fossem homenageadas as vítimas da ditadura naquele país. E assim acontecerá todos os anos, por decisão de Kirschner.

O presidente argentino anunciou, também, a abertura de todos os arquivos da repressão política em seu país, em especial os das Forças Armadas.

Promessa semelhante tinha sido feita no Brasil por Lula. Hoje é tão evidente que não será cumprida, que ninguém se dá mais o trabalho de cobrá-la.

Enganam-se os que pensam que a exigência de abertura dos arquivos é questão menor ou esconde algum tipo de revanchismo contra os militares.

A abertura dos arquivos é, em primeiro lugar, um legítimo direito dos parentes de mortos e desaparecidos, que desejam saber o que aconteceu com seus entes queridos e onde estão seus restos mortais.

Mas é, também, um direito de toda a nação. País que não tem memória está condenado a repetir seus erros. E há situações em que só se expondo à luz os crimes cometidos, são criados anticorpos na sociedade para que eles não se repitam.

O exemplo da África do Sul é muito significativo.

Eleito presidente, Nelson Mandela tomou a iniciativa de propor uma anistia a torturadores e assassinos que serviram ao regime do apartheid. E - veja-se - ele próprio fora uma das principais vítimas da ditadura racista sul-africana. Esteve preso durante 27 anos, a maior parte dos quais em regime de trabalhos forçados. Tinha tudo para ser alguém ressentido. Mas, não. Demonstrou enorme grandeza ao compreender que, mais importante, era a reconstrução do país.

A anistia proposta por Mandela teve, porém, uma condição: os criminosos deveriam admitir publicamente todos os seus crimes. Iniciado esse processo, que durou alguns meses, a sociedade ficou chocada ao tomar conhecimento de episódios que não supunha que pudessem ter ocorrido. Mas que certamente não voltarão a ocorrer, tal a repulsa generalizada que despertaram.

Mandela tinha claro que, mais importante do que levar para a cadeia torturadores e assassinos, era evitar que torturas e assassinatos se repetissem. E, para isso, era preciso que a História não fosse jogada para baixo do tapete.

Ele soube olhar para a frente.

Kirschner, também.

Já Lula não olha nem para a frente, nem para trás.

Na sua mediocridade, prefere abaixar a cabeça e fechar os olhos.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h05
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Julgamentos no Dia de São Nunca

O ministro do STF Joaquim Barbosa, relator do caso envolvendo a “organização de natureza criminosa” denunciada pelo procurador-geral da República, tem razão quando alerta para as distorções que o foro privilegiado acarreta. Quem conhece o ritmo em que funciona o Judiciário brasileiro, quando tem em mãos casos envolvendo gente influente, sabe que é coisa demorada. Penso até que Barbosa foi econômico ao prever dois anos para os julgamentos relacionados com o “mensalão”. É coisa para não ser julgada nunca.



Escrito por Cid Benjamin às 11h05
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Haja banho de ética!

O Ministério Público vai ouvir nesta terça-feira o depoimento do estilista Rogério Figueiredo. Ele diz que vai provar ter dado de presente a Lu Alckmin 400 vestidos finos, num valor superior a R$ 2 milhões. Promete exibir croquis e fotos dos modelitos doados. Como Lu, a mulher de Geraldo “Banho de Ética” Alckmin, desprezou seus serviços, passando a comprar roupas na Daslu, Figueiredo aborreceu-se e vazou a informação. Em sua defesa, Lu afirma ter recebido de Figueiredo “apenas” 49 vestidos de luxo.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h04
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As entrevistas da Folha

Correta a crítica do ombudsman Marcelo Beraba à entrevista da Folha com o pré-candidato Anthony Garotinho: foram evitados temas espinhosos. Assim, não se fez menção à recente campanha publicitária que anunciava 10 mil obras nos governos Garotinho/Rosinha, número contestado pelo Globo. Diz Beraba: “Imagino que a Folha, para ser coerente, deverá fazer uma entrevista com Lula só com perguntas políticas e econômicas, sem mencionar os escândalos que marcaram o governo petista. Vai ser curioso.”

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h04
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Cesar Maia fez terrorismo

A internet abre enormes possibilidades de se difundir boatos. Foi o que fez o prefeito do Rio, César Maia, na Semana Santa. Espalhou que uma revista semanal traria uma bomba contra um ministro próximo a Lula, dando a entender que este seria Márcio Thomaz Bastos. Os blogs de política entraram no jogo e reproduziram a “informação”, que era só espuma.



Escrito por Cid Benjamin às 11h04
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De Robespierre a Luiz Inácio – artigo de Milton Temer

Abaixo, artigo de Milton Temer publicado hoje no Jornal do Brasil.

Não foi de pouca monta o que ocorreu na França. A anulação da lei do primeiro emprego, na seqüência da crescente ação popular direta contra a representação parlamentar majoritária, que a havia votado, gera extraordinário precedente. Se levarmos em conta o grau de estabilidade das instituições republicanas no país, abre-se um espaço para reflexão séria a respeito da importância da mobilização social, como contraponto eficaz ao quadro falimentar da democracia representativa, nos momentos históricos em que se revela de forma mais acentuada a consciência cidadã. Seria demasia considerar tal movimento uma reprodução mecânica da rebeldia de 68. Mas num mundo em que Bush, o mentecapto, e Berlusconi, o clone de Mussolini, são votados pela metade dos eleitores de seus países, não deixa de ter importância semelhante.

O projeto foi aprovado no Parlamento. A lei sancionada pelo presidente da República. Mas não valeu. A mobilização social intensa virou o país de cabeça para baixo. E o resultado final pode ser sintetizado por um neologismo: a lei foi “dessancionada”. O presidente Jacques Chirac recuou, e o primeiro-ministro Dominique Villepin se obrigou a quatro constrangedores minutos, em rede nacional de televisão, para dizer que não havia sido bem compreendido, razão por que anunciava a anulação da lei.

O projeto sobre primeiro emprego, defendido de forma radical pelo governo conservador de Villepin e, evidentemente, pelo famigerado “mercado”, tinha uma lógica: a preocupação com a eficácia dos negócios, por cima dos interesses sociais dos povos.  Coisa própria dos predadores modelos neoliberais, que se tenta impor mundialmente como incontestáveis. O governo iniciava, pelos jovens estreantes no trabalho, a quebra de garantias sociais que se estenderia inexoravelmente ao conjunto de segmentos assalariados.

O que ocorreu na França, para além de reascender esperança nos que acreditam ser um outro mundo possível, foi uma afirmação de coerência com o passado heróico das lutas de seus trabalhadores. O que ocorreu na França corresponderia, no Brasil, a ver o movimento social apoiando os servidores no combate à contra-reforma da Previdência que o governo Lula impôs, traindo todas as posições anteriormente tomadas por seu partido, nas tentativas feitas pelo antecessor para impor algo até menos drástico. Ou na luta contra a lei de falências; ou contra a legalização da criminosa soja transgênica.

Mas não dá, decididamente, para imaginar a CUT com o retrospecto exemplar do movimento sindical francês. O DNA de seus dirigentes é outro, muito embora disfarçado em discursos radicais de sua origem. É semelhante ao do mais pragmático e corrompido sindicalismo norte-americano.

Lamentavelmente, não tivemos experiências passadas sequer parecidas com a Revolução de 1789, ou com a Comuna de Paris. Não conseguimos produzir nada proximamente parecido com o Front Populaire, que uniu socialistas e comunistas no período de maiores conquistas sociais para a classe trabalhadora francesa, no século XX. Apenas espasmos conjunturais. E num desses, na oportunidade de implantar algo que transferisse poder ao cidadão em sua vida quotidiana – como era de se esperar com o êxito na quarta tentativa de eleger o líder maior de um partido nascido e formado sob a égide da luta pelo socialismo democrático –, o que resultou foi o mais escancarado estelionato eleitoral. O governo pretensamente popular e democrático de Luiz Inácio Lula da Silva se transformou no paraíso dos banqueiros, através da neutralização dos movimentos sociais com uma mal disfarçada política assistencialista. Tudo concretizado, lamentavelmente, e com muito raras exceções, com o aval da direção partidária e da bancada parlamentar do PT.

Sim, França não é Brasil. Não se forma Robespierre, Saint Just, Danton, Mirabeau, Marat no âmbito da pequena política que gerou Lula, Okamoto, Delúbio e Silvio Pereira, entre outros. Aqueles falavam em combate à miséria com Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Estes a atenuam com a empulhação esmolenta, que vai do bolsa-familia ao regalo de subsídios às universidades privadas, com o ProUni.

Que as pesquisas por aí circulantes, se honestas, sejam apenas indícios de popularidade. E que, na hora do voto, uma nova alternativa transformadora, testada porque não cooptada pelas benesses do Poder de que poderia participar, faça renascer a esperança sobre o medo da felicidade.



Escrito por Cid Benjamin às 11h03
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Defesa da tortura

Neste domingo, dia 16/4, às 20h, em pleno horário nobre, o canal Sony (49 da Net) apresentou a defesa da tortura para extrair informações de terroristas presos num episódio da série Commander in Chief. Na história, um terrorista é preso com explosivos e o croquis de uma escola. O governo norte-americano supõe que há planos para explodir outras escolas e que o preso conheceria as identidades dos demais terroristas. Depois de uma hesitação que atinge até a presidente da República, decide-se torturar o preso. Ele entrega seus parceiros, os novos atentados são evitados e são salvas centenas de criancinhas indefesas, que teriam sido barbaramente assassinadas não fosse o uso da tortura contra o preso.

Vale lembrar que, pelas leis brasileiras, a tortura é um crime hediondo. O filme em questão nada mais é do que a apologia desse tipo de crime. 



Escrito por Cid Benjamin às 10h59
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Manchetes desta segunda-feira:

- O Globo: Legião de suicidas do Irã ameaça retaliar EUA

- Jornal do Brasil: Valério: mil anos de cadeia

- Folha: Lula passa a ser o alvo principal, diz oposição

- Estadão: Maquiagem nas contas amplia gastos com o funcionalismo

-Correio Braziliense:  PFL recua, mas PSDB vai torpedear Bastos



Escrito por Cid Benjamin às 11h56
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Charge do dia

De Jean, publicada na Folha de sábado



Escrito por Cid Benjamin às 11h55
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Frase do dia

Estou convencido de que o que deixa a minha oposição muito nervosa é o crescimento da economia (Lula).

 

Crescimento da economia? Como se, em 2005, o Brasil só cresceu mais do que o Haiti em toda a América Latina e o Caribe?

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h54
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José Clouseau Dirceu

Decididamente, por mais que goste de fazer o gênero, José Dirceu não dá sorte quando brinca de agente secreto.

Em 1968 organizou um congresso da UNE clandestino com mais de mil delegados. Resultado: todos presos.

Dois anos depois, em Cuba, participou de um racha da ALN, organização criada por Carlos Marighella, para criar o Molipo. A empreitada foi um fracasso. Em circunstâncias ainda pouco esclarecidas, mal desembarcaram no país foram presos e assassinados quase todos os integrantes do grupo.

Posteriormente, Dirceu esteve no centro da direção do PT e, denunciado pelo ex-aliado Roberto Jefferson, perdeu o cargo de ministro e teve o mandato de deputado cassado.

Agora, foi denunciado formalmente pelo procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, como chefe de uma organização criminosa que desviou dinheiro público para financiar um projeto de poder para o PT.

Por último, sua visita a Itamar Franco na semana passada deveria ser clandestina. Um motorista do PMDB foi esperar Anthony Garotinho no aeroporto de Juiz de Fora e, quando perguntou se ele já tinha chegado, ouviu que não, mas que Dirceu, sim, no jatinho que ainda estava na pista. Resultado: não só a missão secreta do aprendiz de Inspetor Clouseau foi descoberta, como ele se vê às voltas com a pergunta sobre quem pagou o jatinho que o transportou.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h53
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Choque de gestão?

O ex-governador e candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, disse que soube há dois anos dos problemas com a publicidade da Nossa Caixa e determinou uma sindicância. O banco só veio a nomear a comissão em 30 de junho de 2005. É este o choque de gestão que Alckmin promete para a administração federal, caso eleito?



Escrito por Cid Benjamin às 11h53
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Pancadaria em Sorocaba

Estudantes que vaiavam Lula em Sorocaba esta semana foram espancados por grupos de sindicalistas do PT. Vai ser muito feio se a moda pegar. Qualquer figura pública tem que aprender a conviver com manifestações de desaprovação. Seus apoiadores que organizem atos de apoio de maior envergadura. Organizar-se para espancar os opositores lembra o fascismo.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h52
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O público e o privado

O Arquivo Nacional está em crise. Motivo: a tentativa de substituir o atual diretor, Jaime Antunes, no cargo há 12 anos, por Alexandre Rodrigues, militante do PT ligado à ex-senadora Benedita da Silva e lotado lá num cargo de confiança desde 2003. Os funcionários da casa fazem restrições a Alexandre, a quem classificam de pouco presente e querem a manutenção do diretor. O presidente do PT fluminense, Alberto Cantalice, acha “legítimo” o pleito de Alexandre. Alguém tem que explicar a ele a diferença entre o público e o privado.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h52
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Brincando com fogo

Os jornais deste domingo informam que o Papa vai reabilitar as Cruzadas – expedições guerreiras ocorridas na Idade Média para expulsar os muçulmanos das terras sagradas para o cristianismo, a respeito das quais o Vaticano já tinha feito autocrítica. Eis aí uma iniciativa que não contribui para a paz mundial já tão debilitada. Ocorre que aquelas terras são sagradas não só para os cristãos, mas também para seguidores de outras religiões.



Escrito por Cid Benjamin às 11h50
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Celso Daniel faria aniversário ontem

Reproduzo, abaixo, carta que recebi dos irmãos do prefeito Celso Daniel, de Santo André, assassinado há quatro anos.

 

16 de abril de 2006

Hoje, data em que nosso irmão completaria mais um ano, se não lhe tivessem tirado a vida, é preciso lembrá-lo. Não apenas para chorar a sua morte, mas para que ninguém esqueça das condições de seu assassinato. As razões disso, quem participou do crime como mandante, como cúmplice ou como executor seguem ainda sem o devido esclarecimento, apesar do empenho do Ministério Público de São Paulo e, atualmente, da equipe da Polícia Estadual que conduz as investigações .

É importante lembrá-lo não para ficarmos presos ao passado, mas para que o nosso futuro e o de nosso país sejam diferentes do presente que hoje vivemos. Um futuro que depende da nossa capacidade de fazer com que nossas instituições, o Judiciário, o Executivo, o Legislativo e o Ministério Público, atuem respeitando e fazendo valer os direitos humanos. Que elas façam das investigações do assassinato do Celso e do julgamento dos envolvidos, um caso exemplar da concretização do estado de direito, punindo a todos os que dele participaram, na forma da lei, não importando quem seja. Que elas ajam independentemente de momentos políticos específicos, mostrando a sua capacidade de agir de forma autônoma.

Mais uma vez queremos dizer que já é hora daqueles que defendem a tese de crime comum de se depararem com a verdade das provas já produzidas, que indicam que se tratou de crime de mando.

Conclamamos a todos aqueles que saibam de coisas relevantes, que contribuam para a elucidação do assassinato do Celso, e que procurem os Promotores de Santo André e a Delegada responsáveis pelas investigações, rompendo com a barreira do silêncio e, em alguns casos, deixando de se esconder atrás de mentiras.

Bruno José Daniel Filho

João Francisco Daniel



Escrito por Cid Benjamin às 11h49
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MST lembra massacre de Eldorado dos Carajás

Hoje, dia 17/4/2006, o massacre de Eldorado dos Carajás completa dez anos. Para manifestar a solidariedade às vítimas e exigir a punição dos responsáveis, o MST vai realizar amanhã, dia 18, um ato na Universidade Cândido Mendes (Rua da Assembléia, 10 – auditório Teotônio Vilela – subsolo), a partir das 18h30.



Escrito por Cid Benjamin às 11h49
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Dia 19, aniversário de Playa Girón

Não só de lembranças tristes vivemos esta semana: na quarta-feira, dia 19 de abril, completam-se 45 anos da invasão de Playa Girón, a primeira derrota militar do imperialismo norte-americano na América Latina. Como disse Fidel Castro na ocasião: “a partir de ese día los pueblos de América fueron un poco más libres”.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h49
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