Blog do Cid Benjamin


Uma explicação

Algumas pessoas que se inscreveram como “assinantes” deste blog não estão recebendo os e-mails com as atualizações diárias. Isto se deve, provavelmente, ao bloqueio efetuado por certos provedores, que consideraram spam o envio dos e-mails. Já estou providenciando solução para o problema. Até lá, o jeito é acessar o blog diariamente.



Escrito por Cid Benjamin às 13h44
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Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: Exército recupera armas mas permanece nas ruas

- Jornal do Brasil: Exército vasculha a Rocinha - E as armas aparecem

- Folha: Alckmin será o candidato do PSDB

- Estadão: Alckmin enfrentará Lula

- Correio Braziliense: Constrangido, PSDB desce do muro e vai de Alckmin



Escrito por Cid Benjamin às 13h41
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Bancos: ganhar ou ganhar

Miriam Leitão abre assim a sua coluna no Globo desta quarta, que tem o sugestivo título de "Mercado em festa": "O mercado financeiro avalia a notícia política de ontem como a melhor que poderia ter. Na sua visão, que não necessariamente corresponde à realidade dos fatos, agora é ganhar ou ganhar. Segundo a maioria dos analistas, com a vitória do presidente Lula, seria mais do mesmo; e não há motivos de queixa. A vitória de Geraldo Alckmin seria o fim do risco José Serra."

Se os bancos fazem festa, a notícia não é boa para o país. E o pior é que têm razão: uma polarização Lula contra Alckmin representaria, para eles, o melhor dos mundos. Ganhariam nas duas pontas, com qualquer resultado.



Escrito por Cid Benjamin às 13h39
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Lula e Alckmin vão fugir do debate de política econômica

Se depender de Lula e Alckmin, nesta eleição presidencial não se vai debater política econômica. Os dois vão tratar a questão como se ela pertencesse à área de ciências exatas. "Tem porque tem que ser do jeito que está sendo feito e só pode ser assim", dirão ambos. E se apresentarão como candidatos que disputam a gerência de um projeto que é, essencialmente, o mesmo.

Mas, com a provável manutenção da verticalização (que vai fazer com que o número de candidatos seja menor e as coligações mais enxutas), a candidata do PSol, Heloísa Helena, vai ganhar mais tempo de TV. Mesmo que não vença a eleição, terá um espaço real de crescimento e poderá forçar uma entrada na cena política, atropelando o cenário tão desejado pelas elites: a disputa restrita a PT e PSDB.

Seria o primeiro passo para a reconstrução de um projeto de esquerda para o país, depois que o ciclo PT se fechou.



Escrito por Cid Benjamin às 13h38
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Festival de incompetência

O PSDB mostrou enorme incompetência política na escolha de seu candidato. Consolidou a imagem de partido que não decide. Inventou uma santíssima trindade - FHC, Tasso Jereissati e Aécio Neves - que tentou usurpar o direito de escolher o candidato e não foi ouvida pelo partido. Optou pelo nome menos competitivo, apenas porque ele fincou pé na disputa. E sai dividido.



Escrito por Cid Benjamin às 13h36
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A pergunta que não quer calar

O PT acumulou força ao longo de sua história empunhando duas bandeiras: o discurso de mudança da política econômica neoliberal e a defesa da ética e da moralidade. Em qual deles vai se sustentar nas eleições deste ano?



Escrito por Cid Benjamin às 13h34
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Aprender a lição

Menos mal que o Exército encontrou os fuzis roubados e vai sair das favelas sem que tenha havido incidentes de maiores proporções. Mas duas lições devem ser tiradas: 1) Exército não é polícia, não foi treinado para exercer suas funções e é perigoso que seja usado como tal; 2) se não quiserem que episódios como este se repitam, as Forças Armadas devem proteger melhor seus quartéis.



Escrito por Cid Benjamin às 13h32
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Rotulagem de transgênicos

No debate sobre a necessidade de se informar os consumidores que um determinado alimento é transgênico, setores do PT apresentam como "vitória dos segmentos progressistas" a posição assumida pelo governo Lula: que, num prazo de quatro anos, a informação conste do rótulo de todos os produtos transgênicos. Mas, por que quatro anos?



Escrito por Cid Benjamin às 13h32
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Nota do MST

Há poucos dias postei neste blog nota afirmando que a destruição de um laboratório de pesquisas da Aracruz Celulose, por parte de militantes da Via Campesina, fora um erro político. Permitiu que a direita tomasse para a ofensiva e, em vez de se debater o modelo agrícola e o risco das chamadas florestas homogêneas, acusasse o movimento popular de vandalismo. Ainda que preste total solidariedade aos companheiros da Via Campesina na luta pela reforma agrária e por um modelo de agricultura voltado para os interesses do povo brasileiro, continuo achando a ação um erro político. Agora publico aqui, dividida em duas partes, nota do MST apresentando seus argumentos (de certa forma, a necessidade de que o MST tenha que fazer esta nota para seus apoiadores já demonstra que a ação foi infeliz).

 

Caros amigos e amigas do MST

No último dia 8 de março, 2 mil mulheres da Via Campesina Brasil ocuparam uma área da empresa Aracruz Celulose em Barra do Ribeiro (RS). A data e o lugar - sede da II Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural da FAO - foram simbolicamente escolhidos para demonstrar a indignação dessas camponesas com a mercantilização da natureza, em curso hoje no mundo.

A terra, as águas, as sementes, o ar e as matas são considerados hoje recursos que devem ser explorados conforme os interesses econômicos de grandes empresas multinacionais. Sob o argumento de reflorestamento, criaram-se verdadeiros desertos verdes de produção de madeira para fábricas de celulose. O eucalipto é a principal espécie dessa estratégia e danifica o solo de forma irreparável: uma vez plantado, não é possível retomar a fertilidade da terra e seus minerais. Além disso, as raízes do eucalipto penetram nos lençóis freáticos, prejudicando o abastecimento de água das regiões. Cada pé de eucalipto é capaz de consumir 30 litros de água por dia. A maior proprietária nessa empreitada é a Aracruz Celulose, que tem 250 mil hectares plantados em terras próprias, 50 mil só no Rio Grande do Sul. Suas fábricas produzem 2,4 milhões de toneladas de celulose branqueada por ano, gerando contaminação no ar e na água, além e prejudicar a saúde humana.

Apesar da ação realizada na última semana ter obtido espaço na mídia, as razões colocadas acima, que levaram as mulheres da Via Campesina Brasil a ocupar a empresa, não tiveram espaço. Apenas a Aracruz Celulose pôde colocar suas opiniões, transformado uma ação política em um drama pessoal da pesquisadora responsável pelas mudas de eucalipto. Funcionários foram entrevistados lamentando o ocorrido, mas em nenhum momento foi dito que a Aracruz gera apenas um emprego a cada 185 hectares plantados, enquanto a pequena propriedade rural gera um emprego por hectare.

No Espírito Santo e na Bahia, lugares em que a empresa está presente, pelo menos 88 mil postos de trabalho vão sumir esse ano por conta de um empréstimo de 297 mil reais do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Participação PIS/Pasep, para plantios de eucalipto pela empresa. No total, a área com financiamento será de 90.806 hectares. O prazo de carência desses créditos do BNDES é de 21 meses. Só a partir daí começam os pagamentos do empréstimo e os prazos das amortizações chegam a 84 meses. Tudo isso a juros de incríveis 2% ao ano! Já as taxas de juros praticadas no Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) variam até 8,75% ao ano.



Escrito por Cid Benjamin às 13h31
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Nota do MST - continuação

Nos últimos três anos, a empresa recebeu 2 bilhões de reais dos cofres públicos. O dinheiro, conforme demonstra o balanço de 2005, foi 56% destinado ao exterior, onde se concentram boa parte de seus proprietários: a empresa noruguesa Lorenz detém 28%, (cujo maior acionista é o cunhado do rei da Noruega). Outros 28% são do Banco Safra, do capital internacional com sede em Mônaco, 28% da Votorantim, e 12,5% do BNDES. A Souza Cruz (grupo British American Tobacco), também tem acionistas, mas em menor percentual.

“Poderíamos ficar orgulhosos porque a Aracruz pertence a um que norueguês que tem êxito no exterior e ganha muito dinheiro. Mas não. Não estamos orgulhosos. A Aracruz está roubando ou ocupando território de indígenas e isso criou uma reação forte no nosso povo. Tem muita floresta na Noruega, como também na Suécia e Finlândia, que formam a Escandinávia, no norte da Europa, onde foi fundida a empresa Stora Enso, que também produz celulose no Brasil. Porque não produzem a celulose lá na Europa? Para poder usar a madeira das árvores nativas da Escandinávia é preciso deixar crescer entre 10 e 30 anos. Em vez disso, o eucalipto já pode ser usado depois de 7 anos. E é muito mais barato produzir no Brasil, a mão-de-obra sendo mais barata”, denuncia Ingeborg Tangeraas, ativista norueguesa da organização NBS (Norwegian Farmers and Smallholders Union).

A Coroa sueca também tinha ações, mas vendeu em janeiro, depois do repudio da população à ação realizada pela empresa contra o povo Guarani no Espírito Santo. Cerca de 120 homens da Polícia Federal utilizaram helicópteros, bombas, armas e munições, além de máquinas da própria Aracruz Celulose, para derrubar plantações e casas e expulsar 50 guaranis de uma terra que lhes pertence. A área, invadida ilegalmente pela empresa para plantar eucaliptos, está ainda em discussão no poder público. Isso não foi suficiente para evitar a prisão de oito de indígenas e dezenas de feridos.

Em uma conferência mundial que discutia Reforma Agrária, a ação realizada pelas mulheres da Via Campesina Brasil coloca em questão por que um governo que quer acabar com a fome continua patrocinando e legitimando companhias como essa, que apenas multiplicam o deserto verde, causam desemprego e ainda violentam o povo brasileiro. Não somos contra a pesquisa. Pelo contrário, queremos pesquisar cada vez mais. Mas pesquisar soluções para os problemas do povo, e não apenas ampliar a produtividade para aumentar o lucro das multinacionais. Os que inventaram a bomba atômica também eram grandes pesquisadores. O investimento nestas companhias, nove vezes superior ao empregado na agricultura familiar, só pode nos levar a uma conclusão: a idéia é que dentro de 20 anos a base da alimentar do brasileiro seja a celulose!

Forte abraço,

Secretaria Nacional do MST



Escrito por Cid Benjamin às 13h30
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Historinha sobre Lula no Céu.

Piadinha que rola na Internet. Por favor, que nenhum mal-humorado me critique por dar ouvidos a histórias que estimulam o preconceito com um presidente-operário.

 

Chegando no Céu, após breve entrevista São Pedro recomendou que ele ficasse 15 dias na ala dos filósofos, para aprimorar sua cultura, já que se tratava de um ex-presidente.

No dia seguinte, São Pedro foi até a ala dos filósofos e pela fresta da janela surpreendeu Confúcio conversando com Lula.

O velho sábio estava com uma péssima aparência, mais amarelo que nunca e, profundamente irritado, dedo em riste, gritava com Lula.

- Olha Lula, é a última vez que repito:

- Platão não é aumentativo de prato.

- Epístola não é a mulher do apóstolo;

- Eucaristia não é o aumento do custo de vida;

- Cristão não é um cristo grandão;

- Encíclica não é bicicleta de uma roda só;

- Quem tem parte com o diabo não é diabético;

- Quem trabalha na Nasa não é nazista;

- Jesus Cristo morreu na Galiléia e não de gonorréia;

- Annus Domini nada tem a ver com o cu do Papa;

- E meu nome é Confúcio ... Pafúncio é a puta que te pariu ..

 



Escrito por Cid Benjamin às 13h24
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Escrito por Cid Benjamin às 10h49
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Manchetes desta terça-feira

- O Globo: Após 10 dias, Exército troca 'asfixia' por 'mobilidade'

- Jornal do Brasil: Comando militar do Leste reconhece: Ninguém sabe, ninguém viu as armas?

- Folha: Serra quer candidato, mas sem prévia

- Estadão: Papéis dos EUA mostram seis novas contas secretas de Duda

- Correio Braziliense: Tucanos chegam à hora de decisão ainda indecisos



Escrito por Cid Benjamin às 10h45
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A escolha não pode ser entre Coca e Pepsi – artigo no Bafafá On Line

O artigo abaixo é de minha autoria e está no Bafafá On Line (http://www.bafafa.com.br/)

O jornal Folha de S.Paulo deste domingo traz uma elucidativa entrevista do presidente do PT, Ricardo Berzoini. Nela, o dirigente petista aponta o que seria uma debilidade eleitoral de José Serra, um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência: Segundo Berzoini, setores do empresariado desconfiam que Serra possa querer modificar a política econômica ortodoxa (melhor seria chamar neoliberal) de Lula e, por isso, não o apoiariam, caso fosse ele o escolhido pelos tucanos.

O mais grave é que a afirmação – escandalosa, por partir do dirigente de uma agremiação que leva o nome de partido dos trabalhadores – é verdadeira. O Lula de hoje é mais confiável para as elites do que qualquer neoliberal não muito ortodoxo.

Não por outro motivo os bancos doaram R$ 5,7 milhões ao PT em 2004, como a imprensa registrou fartamente. E, veja-se, não foram doações em ano de eleitoral, quando às vezes empresas ajudam a mais de um candidato. Foi num ano sem eleição e o mimo teve o único objetivo de engordar os cofres petistas para que o partido fizesse frente às suas despesas corriqueiras.

Falou-se muito - antes de virem à tona os mensalões e os dólares na cueca - que o PT estava se consolidando de tal forma no poder que o país corria o risco de uma “mexicanização” – referência ao fato de um mesmo partido mexicano, o PRI, ter permanecido décadas no poder.

Os escândalos de corrupção inviabilizaram, pelo menos por ora, tal possibilidade.

Mas algo igualmente perigoso ainda pode ocorrer: uma americanização da política brasileira. (Parafraseando Carlos Nelson Coutinho, seria melhor fizer americanalhização). Esta situação teria dois partidos (e apenas eles) disputando o poder, mas para aplicar a mesmo política. (No caso dos Estados Unidos, se isso hoje, com Bush, não vale tanto para a política externa, continua valendo para a interna).

Ora, uma corrente política tem verdadeiramente hegemonia na sociedade quando controla, simultaneamente, situação e oposição. É uma situação de risco zero. A corrente que consegue criar este cenário, ganha nas duas pontas, seja quem for o vencedor da disputa eleitoral. É este o quadro que as elites estão tentando criar hoje no Brasil.

Para elas, nada melhor do que uma disputa polarizada unicamente entre PT e PSDB, uma disputa que não questione o cerne das políticas aplicadas, em especial da política econômica. A disputa se resumirá, no fim das cotas, a ver quem fica com a gerência de um projeto que é essencialmente o mesmo. Em outras palavras, quem fica com o Diário Oficial e a chave do cofre.

A eleição de Lula representou enorme oportunidade para o aprofundamento do processo de inclusão social que vinha dos anos Vargas – com o impulso à industrialização e o início da legislação trabalhista e social -, passou por Juscelino - com um crescimento econômico que trouxe a incorporação de significativos segmentos da população a uma vida cidadã -, teve momentos importantes com Jango e suas reformas de base e foi retomada no pós-ditadura, com a ascensão do movimento popular, a construção do PT e a própria Constituição de 88.

Mesmo com as limitações naturais de uma sociedade ainda muito desigual, com forte influência do poder econômico e a mídia concentrada nas mãos de poucos, Lula tinha todas as condições de pôr em prática o que pregara, com o PT, ao longo dos anos.

Poderia, por exemplo, ter baixado vigorosamente os juros (afinal, pagamos os mais altos do mundo) e o superávit primário. Só com isso, teria recursos para mais que dobrar os investimentos em saúde, educação, reforma agrária, geração de empregos, ciência e tecnologia, salário mínimo etc.

Tomando esse caminho, Lula teria os bancos com ele? Claro que não. Mas teria o apoio esmagador da sociedade.

Mas a verdade é que Lula não se dispôs a desagradar a poderosos. E, objetivamente, mudou de lado.

Os setores de esquerda que ainda permanecem no PT ou em partidos aliados ao governo (que são significativos) constatam, envergonhados, que em três anos de governo Lula o lucro dos bancos foi maior do que em oito de FHC. E não tem o que responder diante dessa constatação.

A frustração com o governo Lula significa que foi inútil a luta para construir o PT? Não.

Ao longo de sua história o partido jogou um importante papel no aprofundamento da democracia, na ampliação dos direitos sociais e na resistência ao neoliberalismo. Muito do que se fez, permanece.

Mas, é duro constatar, esse papel transformador e de defensor dos interesses populares se esgotou.

O PT deixou de ser um instrumento de mudanças. Deixou de ser o velho PT. E transformou-se, com o governo Lula, numa alternativa a mais para a corrente neoliberal fazer valer a sua hegemonia.

Por isso é muito grave para o país se as elites conseguirem que a grande política se polarize entre PT e PSDB. Seria impor um cardápio limitado e viciado ao povo brasileiro. Aceitá-lo é como se conformar que a única escolha possível seja entre Coca-Cola e Pepsi-Cola.



Escrito por Cid Benjamin às 10h45
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Governistas têm dificuldades em impedir prévias no PMDB

Apesar de toda a pressão e do apoio aberto da máquina federal, até hoje de manhã a quinta coluna governista no PMDB não tinha conseguido maioria para impedir a realização das prévias que escolherá o candidato do partido à Presidência. E alguns já perdem a compostura. Vejam a nota abaixo, publicada no blog do Noblat.

O senador José Sarney (AP) está furioso com o deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Dava como certa a assinatura dele no ofício que pede o adiamento das prévias. Henrique Eduardo pensou, pensou, e se desculpou:

- Mandei três emissários conversarem com Garotinho. E eles voltaram convencidos de que as prévias são o melhor para o partido.

Sarney perdeu a elegância, o que é raro. Respondeu:

- Deveria ter mandado um carro-forte.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h44
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Triunvirato ouve Serra e faz mistério sobre decisão

A novela em torno da escolha do candidato tucano a presidente está ficando cada vez mais chata. Hoje deve acontecer seu último capítulo. Abaixo, nota do blog de Josias de Souza, na Folha On Line, dando conta das últimas novidades.

Terminou na madrugada desta terça-feira, por volta de 1h10, a reunião do triunvirato tucano -Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e Aécio Neves - com o prefeito paulistano José Serra. O encontro, ocorrido num hotel da capital paulista, durou mais de quatro horas.

À saída, Aécio Neves disse que "houve entendimento" em relação à disputa entre Serra e Geraldo Alckmin pela vaga de candidato tucano à presidência da República. O governador mineiro negou-se, porém, a informar os termos do acerto. Limitou-se a dizer que a decisão será comunicada nesta terça por Tasso Jereissati, o presidente do PSDB.

O triunvirato entrou para a reunião com posições unificadas. Combinaram que levariam à mesa duas alternativas:

1. Se Serra se dispusesse a disputar a vaga com Alckmin, convocariam a reunião de um foro ampliado do partido, provavelmente o diretório nacional. Ganharia a vaga de candidato à presidência aquele que amealhasse a maioria dos 213 votos do diretório;

2. Se Serra se recusasse a participar do processo seletivo, a direção do tucanato tendia a oficializar Alckmin como candidato oficial do PSDB;

A chance de o nome de Serra prevalecer sobre o de Alckmin sem nenhum tipo de disputa interna, acalentada pelo prefeito, era nula. Em declaração feita no final da tarde desta segunda-feira, Serra admitiu, pela primeira vez em público, que é candidato à Presidência. Mas declarou-se contrário à realização de prévias. 

Na hipótese de o prefeito ter se animado a disputar, o PSDB tem como apressar a convocação do diretório. O encontro poderia ocorrer no próximo dia 19 de março, um domingo.



Escrito por Cid Benjamin às 10h43
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Caseiro desmente Palocci e diz que ele visitava mansão

De novo surge alguém desmentindo o ministro Antônio Palocci. Ou há um complô da Humanidade contra Palocci ou ele mente o tempo todo e esteve, de fato, enredado até o pescoço num vasto esquema de corrupção. A matéria abaixo é do Estadão de hoje.

Empregado da casa diz que testemunhou entrega de dinheiro vivo a secretário particular de ministro

Uma nova testemunha desmente o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Conhecido como Nildo, Francenildo Santos Costa foi caseiro da mansão freqüentada no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, por amigos e assessores que acompanham o ministro desde que ele era prefeito de Ribeirão Preto.

Nildo contou ao Estado que a casa - alugada por Vladimir Poleto, ex-assessor da prefeitura - era usada para partilha de dinheiro. Segundo o caseiro, Palocci era freqüentador assíduo do local, onde todos o chamavam de "chefe". Também aparecia por lá, com assiduidade até maior que Palocci, seu secretário particular , Ademirson Ariosvaldo da Silva. Na casa, segundo Nildo, eram realizadas reuniões para organizar a distribuição de dinheiro por Brasília - além de festas animadas por garotas de programa. Encarregado de vigiar e limpar o local, Nildo tinha acesso livre a seus cômodos e disse ter visto malas e maços do dinheiro administrado por Poleto. E mais: numa ocasião, testemunhou quando Costa, o motorista, teria entregado um envelope com reais a Ademirson, no estacionamento do Ministério da Fazenda. O caseiro afirmou que Costa, sempre por orientação de Poleto, fazia entregas de dinheiro com freqüência. Segundo Nildo, o dinheiro era enviado de São Paulo mensalmente por Rogério Buratti, secretário de Governo de Ribeirão na primeira gestão de Palocci. Uma parte do dinheiro custeava as despesas de manutenção do imóvel e pagava os serviços dos empregados e as festas. O restante seria distribuído entre os membros da república de Ribeirão. "Eu via as notas. Vi pacotes de R$ 100 e de R$ 50 na mala do Vladimir", afirmou o caseiro. Poleto costumava carregar maços de reais numa mala e pagava tudo com dinheiro vivo, até mesmo o aluguel dos seis primeiros meses da casa, num total de R$ 60 mil. Nildo contou que as remessas só atrasaram uma vez, porque "a moça lá da empresa do doutor Rogério não fez o envio no dia certo". Segundo o caseiro, Palocci esteve no imóvel "umas 10 ou 20 vezes".

Chegou quase sempre sozinho, dirigindo um Peugeot prata de vidros escuros - o mesmo usado por Ralph Barquete, secretário de Finanças de Palocci na prefeitura de Ribeirão e posteriormente assessor da presidência da Caixa Econômica Federal. Barquete morreu em junho de 2004, de câncer.

Ah, se não fosse a blindagem que o governo, a oposição, os bancos e a mídia fazem em torno a Palocci.



Escrito por Cid Benjamin às 10h42
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Estão rindo do quê? – artigo de Milton Temer no JB

A serem corretas avaliações de analistas políticos com amplos espaços, tanto na mídia quanto no Planalto, o presidente Luis Inácio teria definitivamente superado as seqüelas da cascata de denúncias fartamente comprovadas, envolvendo a quase totalidade de seus principais assessores de confiança. Tudo por conta de um suposto êxito da política econômica, fortemente apoiada pelo mercado, este ente sem corpo, mas que tem capacidade de se “enervar” quando contrariado. Com isso, a oposição de direita estaria órfã de discurso alternativo.

Resolvi passear pelo arquivo pessoal de matérias recolhidas, apenas deste ano. Queria avaliar se não tenho sido intolerante na visão crítica que passou a marcar meus artigos depois de um primeiro momento de crédito de confiança no governo. E convido o leitor a vir junto.

Na pasta da Dívida Pública, “nunca as multinacionais instaladas no Brasil renderam tantos ganhos para suas matrizes como em 2005: as remessas de lucros e dividendos para o exterior somaram US$ 12,686 bilhões, o valor mais alto desde o início da série de dados calculados pelo Banco Central, iniciada em 1947”. Esta é de 20 de janeiro deste ano.

No dia 24, registrava-se que “a política de juros altos do governo inflou a dívida mobiliária em R$ 140,9 bilhões no ano passado – valor recorde em termos nominais (sem considerar a inflação). O montante equivale a 22 programas Bolsa-Família. No ano passado, o governo federal investiu R$ 6,4 bilhões no programa e atendeu a 8,7 milhões de famílias”.

(Leia a íntegra do artigo em http://jbonline.terra.com.br/)



Escrito por Cid Benjamin às 10h41
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Manchetes desta segunda-feira

- O Globo: Exército deixa morro do Centro sem achar armas

- Jornal do Brasil: Tropas desocupam quatro favelas - Retirada estratégica

- Folha: TCU aponta desvio de R$ 10 mi em Furnas

- Estadão: Operação tapa-buraco é teste para escoamento da safra

- Correio Braziliense: Lula ignora orçamento e só governa com MPs



Escrito por Cid Benjamin às 10h59
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O Direito de nascer tucano

Ninguém agüenta mais o vaivém dos tucanos na busca de um consenso em torno do nome que vai enfrentar Lula. Está parecendo O direito de nascer, uma interminável novela radiofônica dos anos 50. Só que a novela fez sucesso o tempo todo em que foi ao ar, mantendo a audiência alta até o fim.

No fim de semana os jornais informaram que amanhã, terça-feira, sairia a fumacinha branca e o candidato tucano à Presidência seria, finalmente, conhecido.

Hoje leio no Globo frase de Alckmin que deixa em aberto o prosseguimento da novela: “Se não sair a decisão [na terça], não acaba o mundo”.

Tenha a santa paciência, diria minha avó.



Escrito por Cid Benjamin às 10h59
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Cresce chance de Alencar ficar como vice de Lula; no PMDB

Nota do blog de Fernando Rodrigues, da Folha On Line.

Depois de várias possibilidades aventadas, Lula deve mesmo disputar a reeleição tendo ao seu lado o atual vice-presidente, José Alencar. Não se trata de uma opção preferencial de ninguém no governo, mas este blog apurou que foram quase encerradas as negociações para abrir a vaga para um novo nome (falou-se em Ciro Gomes, Nelson Jobim, Renan Calheiros e tantos outros).

Alencar está para sair do cargo de ministro da Defesa, que acumula com a vice. A idéia é preservá-lo para o caso de algum imprevisto. Alguma aliança necessária de última hora. Nesse caso, o atual vice disputaria o Senado por Minas Gerais. Mas esse é o plano B.

Ciro Gomes, como se especula há tempos, estaria nesse plano B. Mas há resistências. Ele é detestado pelo, vamos dizer, “PT de raiz”, por representar uma ameaça real mais adiante, em 2010 –se Lula for reeleito agora, Ciro vai querer ser o candidato na próxima sucessão. Além disso, o político que hoje ocupa o Ministério da Integração Nacional está filiado ao PSB e engessaria a sigla aos petistas em todos os estados, por causa da verticalização.

No caso de Alencar, o caminho seria mais, muito mais, suave. O PT já se acostumou a ele (aliás, Alencar defende um modelo econômico desenvolvimentista de maneira mais enfática do que o próprio PT). Mas há duas razões principais para esse cenário ter se solidificado:

1) A verticalização – o Supremo deve confirmar nesta semana, ou na que vem, que a regra continua a valer. Assim, alianças para presidente devem ser respeitadas nos Estados. O PMDB disputa para valer em 15 dos 27 governos estaduais. Se ficar com a vaga de vice de Lula, estaria atado ao PT em todas essas disputas regionais. Não tem jeito.

Até os partidos mensaleiros –PL, PTB, PP e outros– que gostariam de apoiar Lula também correm o risco de ficar formalmente de fora da aliança governista com a verticalização em vigor. Aliás, Zé Alencar era filiado ao PL, mas agora está numa sigla inexpressiva;

2) Zé Alencar está disponível – por ter se filiado ao nanico PMR (Partido Municipalista Renovador), José Alencar está completamente disponível para ficar onde está. É um nome de prestígio em Minas Gerais, seu Estado de origem.

Está prevista a desincompatibilização de Alencar do cargo de ministro da Defesa apenas se for possível atrair outro partido de peso para a chapa com Lula. Nesse caso, o mineiro tentaria se candidatar ao Senado, por seu estado (seria o plano B).



Escrito por Cid Benjamin às 10h58
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Não nega a origem

Ainda do blog de Fernando Rodrigues.

O PMR vive dizendo que mudará de nome para algo como Partido Republicano do Brasil, mas no site do TSE continua seu estatuto da fundação, de agosto passado.

Uma excentricidade, esse partideco é um braço desmembrado do PL. Isso fica evidente no desleixo da redação do estatuto. Lá no meio, no “Capítulo VIII – Das Bancadas” , o texto vai assim: “Art. 43 - As bancadas do PL nas Câmaras Municipais de Vereadores, nas Assembléias...”.

Fala sério! Copiaram e nem mudaram o nome da sigla? Incrível. O que é mais inacreditável é o TSE ter aceitado o registro... .



Escrito por Cid Benjamin às 10h57
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TCU vê superfaturamento de R$ 10 mi em negócio de Furnas

A Folha de hoje informa que uma auditoria em Furnas, abarcando o período 2002 a 2005, constatou pagamento indevido de R$ 10,3 milhões em apenas um dos negócios investigados na estatal, alvo de denúncias de pagamento de propinas a políticos. O relatório com a denúncia foi encaminhado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) à CPI dos Correios e menciona indícios graves de fraudes em licitações.

Apesar de todas as evidências, o PT continua afirmando que não houve desvio de dinheiro público e que o único ilícito que cometeu foi o caixa dois.

Acredite quem quiser.



Escrito por Cid Benjamin às 10h57
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Hélio Bicudo: “Vou votar no Serra”

Em entrevista à IstoÉ, o ex-deputado e jurista Hélio Bicudo, militante histórico que deixou o PT, diz que a esquerda vai levar 100 anos para se recuperar da gestão Lula

O senhor vai votar em Lula?

- Não voto mais no PT. O partido não se renovou. A direção é chapa-branca, vai continuar seguindo aquilo que o governo do Lula quer, e não aquilo que o partido deseja. Eu voto agora em Serra. O senador, não escolhi ainda.

Por que em Serra?

– Ele tem uma boa formação, é um administrador competente. Tem experiência e visibilidade nacional que o governador Geraldo Alckmin não tem.

Como se vê, ao mesmo tempo em que Lula encanta a direita, deixa desorientada a esquerda.



Escrito por Cid Benjamin às 10h57
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Reincidir no erro é...

Esta piadinha é da Internet, mas, pelo menos para mim, é nova.

Um sujeito entra num bar e pede uma bebida. O barman é um robô.

Ele serve um coquetel perfeito e pergunta:

-Qual o seu QI?

O homem responde: - 150.

Então o robô inicia uma conversa falando dos fatores do aquecimento global, da espiritualidade, da interdependência ambiental, da teoria das cordas, de nanotecnologia, e por aí vai...

O cara fica impressionado, e resolve testar o robô. Sai, dá uma volta e retorna ao balcão, pedindo outra bebida. Novamente o robô serve um drinque perfeito, e pergunta:

-Qual seu QI?

O homem responde: - Deve ser uns 100....

Imediatamente o robô começa a falar, agora sobre futebol, supermodelos, comidas favoritas, armas, corpo da mulher, e outros assuntos semelhantes.

O cara fica abismado. Mas, ao sair do bar, resolve fazer mais um teste com o robô esperto.

Volta e pede outro drinque. Novamente a bebida sai perfeita, e o robô lhe pergunta:

- Qual o seu QI?

O homem:

- Ahn? 50, eu acho!

Então o robô se inclina no balcão e diz, bem baixinho:

- E aí? Vai votar no Lula de novo nas eleição deste ano?



Escrito por Cid Benjamin às 10h56
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Militares censuram filme sobre Guevara em sala de aula

A informação é do Jornal do Brasil de ontem.

A mando do general Ney da Silva Oliveira, presidente da Fundação Osório, que mantém uma escola no Rio Comprido, o coronel Geraldo Martinez y Alonso proíbiu exibição do filme Diários da motocicleta, de Walter Lima Júnior. O filme conta uma viagem feita na juventude por Ernesto Che Guevara, juntamente com um amigo, pela  América do Sul, numa velha motocicleta. Foi exibido no mundo inteiro, ganhou prêmios e foi visto por milhões de pessoas.

A censura aconteceu em agosto de 2005, mas ficou em segredo até a semana passada, quando o professor Maurillo Pereira da Silva Neto, coordenador da disciplina de geografia, resolveu denunciá-la, ao mesmo tempo em que pediu demissão da escola.

Como se vê, a ditadura acabou, mas deixou suas viúvas.



Escrito por Cid Benjamin às 10h55
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Sementes Terminator: um risco para a Humanidade

Publico abaixo trechos do artigo Terminator: rumo à escravidão, da pesquisadora Silvia Ribeiro, do grupo mexicano ETC (Grupo de Ação sobre Erosão, Tecnologia e Concentração) sobre a tentativa das multinacionais que controlam a produção de sementes de transgênicos de voltar à carga com as sementes terminator. Estas  sementes geram produtos agrícolas cujas sementes são estéreis. Ou seja, se difundidas, farão com que a Humanidade dependa das multinacionais para plantar alimentos.

Em fins dos anos 90 o governo dos Estados Unidos desenvolveu, com a companhia de sementes Delta & Pine Land, a tecnologia transgênica Terminator destinada a produzir sementes estéreis na segunda geração. As sementes "suicidas" não têm nenhum sentido salvo para as empresas: o objectivo é impedir que os agricultores reproduzam sua semente, obrigando-os a comprar novas em cada ciclo de semeadura.

Não puderam impor a tecnologia ao mercado, porque é tão evidente que é nociva e destinada exclusivamente ao lucro de umas poucas empresas que desde o princípio desencadeou-se uma forte reação mundial. A condenação manifestou-se rápida e energicamente desde o mundo camponês e organizações da sociedade civil até investigadores agrícolas, acadêmicos e organismos das Nações Unidas.

Em 2000, o Convênio de Diversidade Biológica (CDB) da Nações Unidas conclamou os governos a não permitir a experimentação e comercialização da tecnologia Terminator, estabelecendo uma moratória de fato à escala global. O Brasil e a Índia já proibiram a utilização desta tecnologia nos seus países.

Agora as transnacionais estão numa luta de morte para romper a moratória (...) O próximo campo de batalha é a oitava conferência das partes do CDB, que se realizará em Curitiba, Brasil, de 13 a 31 de Março.

As três maiores (Monsanto, Dupont-Pioneer e Syngenta) controlam 32% do mercado global de sementes e 33% das vendas mundiais de agrotóxicos. Junto com a Delta & Pine detêm 86% das patentes sobre variantes da tecnologia Terminator e dominam a investigação agrícolas industrial global. Se conseguirem romper a moratória, será questão de pouco tempo até que toda a investigação e a produção de sementes passe a incorporar a tecnologia assassina.

Em 27 de janeiro último, numa reunião preparatória do CBD realizada em Granada, Espanha, as transnacionais, mediante manobras dos governos da Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Estados Unidos, conseguiram cravar uma cunha mortal no conteúdo da moratória: colocaram como texto base para a decisão final em Curitiba que as Tecnologias de Restrição do Uso Genético (expressão utilizada nas Nações Unidas que inclui a tecnologia Terminator) podem ser aprovadas "caso a caso".

Esta formulação é uma armadilha. "Caso a caso", na realidade das leis da Monsanto, não é senão uma questão de tempo para que as empresas consigam o que querem: primeiro transgênicos, a seguir o Terminator.

No CBD, de um apelo à moratória total à comercialização e experimentação à escala global, passa-se a que se poderia aprovar "caso a caso". Seria como se nas leis, em lugar de condenar a violação, dissessem que se pode aprovar "caso a caso". Se algo é indesejável e imoral, não existe nenhum "caso" que o transforme. (...)

A íntegra deste texto está em http://www.jornada.unam.mx/2006/03/02/a03a1cie.php

Mais informações acerca de ações contra o Terminator em http://www.terminarterminator.org

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h53
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CIA 'guarda' segredos na Internet

Do Blog do Josias de Souza, na Folha On Line.

O diário norte-americano Chicago Tribune impôs à CIA um sério constrangimento. Mostrou, em reportagem publicada neste domingo, que o serviço secreto da maior potência militar do planeta não é tão secreto assim.

Recorrendo a ferramentas acessíveis a qualquer usuário da internet, o jornal logrou compor uma lista de 2.653 funcionários da Cia, incluindo agentes “secretos”. Levantou também a localização de dezenas de instalações que o órgão de inteligência dos EUA operava sob pretenso sigilo.

A julgar pela reação da CIA, são autênticos os dados colecionados pelo Chicago Tribune (o acesso é gratuito, mas exige registro prévio). A pedido do serviço secreto dos EUA, o jornal deixou de publicar os nomes e endereços que levantou na internet. Ou seja, contou o milagre sem dar o nome do santo.

“Estar encoberto é um assunto complexo. E é ainda mais complexo na idade da internet”, tentou justificar-se uma porta voz da CIA, Jennifer Dyck. “Há coisas que funcionaram antes e que já não funcionam mais.”

Segundo ela, o diretor da CIA, Porter Goss, “está comprometido” com mudanças capazes de preservar a segurança dos “oficiais que fazem trabalhos perigosos.”

 

Se você se interessa pela história e quer fugir do inglês, a BBC publica um resumo da encrenca em espanhol. O sítio Periodista Digital também traz detalhes.



Escrito por Cid Benjamin às 10h50
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Escrito por Cid Benjamin às 12h53
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Manchetes deste domingo

- O Globo: General diz que Exército está pronto para a guerra no Rio

- Jornal do Brasil: O sonho e o drama de ser soldados no morro

- Folha de S. Paulo: Ensino médio é melhor no interior

- Estado de São Paulo: Acusados do mensalão ainda controlam os melhores cargos



Escrito por Cid Benjamin às 12h52
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Presidente do PT agora diz que é Serra quem assusta empresários

Da Folha de hoje. Não preciso comentar a declaração de Ricardo Berzoini. Ela é auto-explicativa. Só me resta dizer o que dizia minha avó: “Quem te viu, quem te vê...”

Ao analisar aspectos positivos e negativos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentar um dos dois pré-candidatos tucanos na eleição deste ano, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, levanta como ponto desfavorável a José Serra o fato de o prefeito de São Paulo ser considerado por certos segmentos do empresariado como controverso e heterodoxo.

Em outras palavras, o PT pode explorar uma imagem de "confiabilidade" de sua política econômica ortodoxa contra a "heterodoxia" de Serra -uma alternância curiosa de papéis para um partido que era visto como o demônio pelo mercado faz alguns anos: "O Serra é visto por setores do empresariado como uma pessoa que poderia partir para uma visão mais heterodoxa da economia, o que causa insegurança em alguns segmentos empresariais", disse.



Escrito por Cid Benjamin às 12h52
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Gravação indica que empreiteira pagava mesada em Ribeirão Preto

Também da Folha de hoje.

Depoimentos e gravações telefônicas em poder do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil indicam, segundo os responsáveis pela investigação, que a empreiteira Leão Leão enviava dinheiro para alguém na Prefeitura de Ribeirão Preto durante as administrações dos petistas Antonio Palocci e Gilberto Maggioni.

O material traz novos indícios da existência do suposto esquema de propina denunciado pelo advogado Rogério Tadeu Buratti, que foi secretário de Governo de Palocci de 1993 a 1994. Segundo ele, a Leão Leão enviava a Palocci uma propina mensal de R$ 50 mil entre 2001 e 2002 -o que é negado pelo ministro da Fazenda.

Duvido que todas essas denúncias tenham alguma conseqüência. A blindagem em torno a Palocci é tão espessa – governo, oposição, bancos, grande capital, mídia – que ele não cai nem se ele for pego com dólares na cueca.



Escrito por Cid Benjamin às 12h51
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Erro político

A destruição de um laboratório científico da Aracruz por militantes da Via Campesina abriu um flanco que está sendo explorado pela direita. A ação foi um erro político. Deslocou o debate da questão do modelo agrícola (onde os conservadores ficam na defensiva) para a do vandalismo (onde o movimento popular é que é chamado a se explicar). É verdade que a iniciativa quis chamar a atenção da sociedade para os perigos de florestas artificiais. Mas acabou sendo prejudicial ao movimento.



Escrito por Cid Benjamin às 12h51
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Os herdeiros de Stalin ou a história se repetindo como farsa

O Globo de hoje lembra que, há pouco mais de 50 anos, o secretário-geral Nikita Kruschev deu início à chamada desestalinização, com seu discurso no XX Congresso do PCUS. Crimes horríveis do idolatrado Stalin vieram à tona, deixando perplexos muitos dos que o admiravam como líder mundial da luta pelo socialismo.

O paradoxo de Stalin é que ele foi um criminoso cruel e inescrupuloso, um homem que não media conseqüências para atingir os objetivos, mas que esteve longe de ser uma figura histórica medíocre, de segunda categoria. Teve uma importância inegável na derrota do nazi-fascismo, quando mobilizou o povo soviético na luta de vida ou morte contra as divisões de Hitler, numa epopéia que salvou a Humanidade de um futuro de escravidão e extermínio.

Quando vejo o despotismo de alguns próceres (e ex-próceres) do PT, deslumbrados com migalhas de poder, lambuzando-se nos mensalões e levando às últimas conseqüências a mentira fartamente usada por Stalin de que “os fins justificam os meios”, constato que eles incorporaram defeitos do falecido líder soviético sem ter um pingo de sua grandeza histórica.

É a história se repetindo como farsa.



Escrito por Cid Benjamin às 12h50
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Escrito por Cid Benjamin às 11h15
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Manchetes deste sábado

- O Globo: Exército e traficantes trocam tiros pelo terceiro dia no Centro

- Jornal do Brasil: Guerra nos morros - Cresce o cerco ao tráfico

- Folha: Impasse joga decisão dos tucanos para terça

- Estadão: Guerra do Exército contra o tráfico aumenta tensão no Rio



Escrito por Cid Benjamin às 11h11
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O Globo escolheu seu candidato?

O Globo de hoje traz, em sua página 3, uma manchete estranha para sua principal matéria de política: “Tucanos escolhem ... um paulista”.

Ora, isso lá é novidade? Há mais de um ano se sabe que os pré-candidatos do PSDB – José Serra e Geraldo Alckmin - são paulistas. E que o PSDB escolheria um dos dois. Aliás, paulista (em termos políticos) é, também, Lula.

Lendo-se a matéria vê-se que a notícia é outra: o nome do escolhido do PSDB sai na terça-feira, pondo um ponto final à novela tucana. Mas, por que, então, a manchete fazendo referência à origem paulista do tucano a ser escolhido? Terá sido uma forma de o jornal carioca criar um ambiente desfavorável ao candidato do PSDB no Rio e, com isso, ajudar Lula?

Pode ser que não. Aprendi nos meus anos de estrada que, às vezes, o que parece manipulação pode ser só mau jornalismo.

Mas é o caso de ficar de olho.



Escrito por Cid Benjamin às 11h10
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Te cuida, Vladimir

Convidado para se candidatar ao governo do Rio, o ministro Gilberto Gil sensibilizou-se com a possibilidade, segundo dirigentes do PV. Gil teria ficado de dar uma resposta “depois de consultar os orixás”.

Dificilmente essa articulação está sendo feita sem o aval de Lula, que já vinha dando demonstrações de apreço à candidatura do doublé de senador e bispo da Igreja Universal, Marcelo Crivela.

A busca desenfreada de Lula por mais palanques no Rio mostra desconfiança em relação à candidatura do petista Vladimir Palmeira ao governo do estado e a deixa mais vulnerável ainda. Vladimir, que já levou uma rasteira da direção nacional do PT em 1998, deve pôr as barbas de molho.



Escrito por Cid Benjamin às 11h05
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Qual o rumo?

As três notas abaixo, do Painel da Folha de hoje, retratam bem o bate-cabeças no PSDB.

 

É um

Duas teorias circulam entre os tucanos. Uma diz que o candidato a presidente já é Geraldo Alckmin, e que o anúncio ficou para terça-feira porque, até lá, serão tomadas as providências para consolidar o plano B (Serra candidato a governador).

É outro

Outra teoria, porém, dá conta de que Serra já escolheu disputar o Planalto, e que o prazo adicional será utilizado pela cúpula do partido na tentativa de reduzir o potencial de dano do descontentamento de Alckmin.

Mano a mano

Há ainda quem acredite que o chamado "triunvirato" tucano perdeu de vez o controle do processo, e que, se nenhum dos dois recuar, ocorrerá o que tanto se temia: disputa formal pela vaga de candidato a presidente.



Escrito por Cid Benjamin às 11h01
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O verdadeiro paraíso

Abaixo, um trecho da coluna Informe Econômico do Jornal do Brasil, comentando o que representaria um cenário de polarização entre Lula e Alckmin, caso este último seja o escolhido pelo PSDB.

“É o melhor dos mundos para o deus-mercado: a eleição polarizada entre um candidato que não tem planos de mudar nada na economia e outro que já falou em mudar tudo, mas, no poder, se curvou ao continuísmo e demonstrou total incapacidade de formular alternativas para o país.”

Impossível não dar razão a quem escreveu isso.



Escrito por Cid Benjamin às 11h00
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Escrito por Cid Benjamin às 09h37
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As manchetes desta sexta-feira:

- O Globo: Escândalo do mensalão pode ficar sem novas punições

- JB: Guerra nos morros - "Fui refém do Exército"

- Folha: Absolvição de deputados revolta Conselho de Ética

- Estadão: Delegado diz à CPI ter provas contra Palocci

 



Escrito por Cid Benjamin às 09h34
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Jogando conversa fora

O ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, tem um nome a zelar. Sempre foi considerado um jurista sério.  Deveria evitar declarações como esta que fez ontem (citada no blog do Fernando Rodrigues, da Folha On Line): "Se você mudar a lei eleitoral a um mês da eleição é uma coisa. Mas, se mudar agora, acabando com a verticalização, é outra. Há tempo suficiente para não pegar ninguém de surpresa".



Escrito por Cid Benjamin às 09h32
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Metralhadora em escolas?

Recebi e-mail de uma amiga professora, que trabalha numa escola, com três turnos e 700 alunos, perto do morro da Mangueira. Ela conta que a diretora recebeu um pedido do oficial que comanda as operações para que fosse permitida a instalação de uma metralhadora pesada no teto da escola, de onde pode se divisar o conjunto da favela. Não passou pela cabeça do militar que se a escola ceder espaço para militares atirarem contra traficantes, vai ser também alvo de tiros.

Torço para que essa história de o Exército ocupar favelas não acabe mal.



Escrito por Cid Benjamin às 09h31
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A balela do “risco-país”

Depois da última reunião do Copom (Conselho de Política Monetária, do Banco Central), de novo os jornais voltam a se referir ao tal “risco-país”. A expressão faz supor que existe um risco, que pode subir ou descer, para o Brasil. Mas, qual! - como diria minha avó. O "risco-país" nada mais é do que uma avaliação de agências americanas que assessoram aplicadores no mercado financeiro sobre a perspectiva de rentabilidade de investimentos especulativos. No dia em que se acenar com a queda dos juros e com a mudança de política econômica no Brasil, vai aumentar o “risco-país”. Porque as agências de avaliação vão alertar os especuladores para a diminuição das perspectivas de lucro fácil na compra de títulos da dívida pública brasileira.

A situação do país terá piorado? Não. Estará a caminho de melhorar.



Escrito por Cid Benjamin às 09h29
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Muy amigo

A pretexto de dar apoio ao prefeito José Serra, hoje encalacrado na disputa interna do PSDB, o ministro da Educação de FHC, Paulo Renato, divulgou a nota oficial reproduzida abaixo. Ocorre que quem quer que Serra concorra ao governo de São Paulo é Geraldo Alckim, seu oponente na disputa pela vaga de candidato tucano a presidente, Geraldo Alckmin. Assim, a nota de Paulo Renato é um exemplo pronto e acabado de fogo amigo. Como dizem os chilenos, Alckmin atornillou al revés (aparafusou ao contrário). Abaixo, a nota:

"O ex-ministro e pré-candidato do PSDB ao governo paulista, Paulo Renato Souza, mantém a palavra de que retirará automaticamente sua postulação junto ao partido, caso o prefeito José Serra decida concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. Não há contradição entre as declarações de Paulo Renato e a carta enviada a você dia 07 deste mês. Nela, Paulo Renato se apresenta como pré-candidato. A mudança de rumos nos cenários federal e estadual do PSDB atropelou a iniciativa anterior".

A propósito. No fim de 2002, quando trabalhava no JB, fui convidado para um almoço que a direção do jornal teria com Paulo Renato, então numa espécie de tour de prestação de contas de seu trabalho no ministério. Não gosto muito dessas coisas, mas não tive outro remédio senão ir. Pois bem, surpreendeu-me o tom ácido das críticas de Paulo Renato a José Serra, que acabara de ser derrotado por Lula na eleição presidencial. O ministro chegou a dar a entender que, fosse ele o candidato, o PSDB teria ganho a eleição.

Como se vê, o fogo amigo não é de hoje.



Escrito por Cid Benjamin às 09h26
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Ah, as previsões...

De Londres, onde integrava a comitiva do presidente Lula, o ministro Antônio Palocci previu um forte crescimento da economia brasileira em 2006. A declaração foi publicada, mas nenhum jornal se lembrou de aproveitar para, numa materinha coordenada, lembrar as previsões feitas por Palocci há exatamente um ano também sobre as perspectivas da economia.

Assim, acaba-se dando às previsões de autoridades o mesmo tratamento ligeiro dado ao que dizem os charlatães que, a cada fim de ano, costumam aparecer nos jornais (nas páginas e, às vezes, até mesmo pessoalmente nas redações).

 



Escrito por Cid Benjamin às 09h22
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Ah, os bancos...

Recebi este texto pela Internet de duas pessoas diferentes. Parece relatar uma experiência verídica. Vale a pena lê-lo.

“Há cerca de um mês, entrei no Banco Itaú, na Lapa, para fazer um pagamento. Quando vi o tamanho da fila, pensei, vou ficar horas aqui dentro. Foi quando me lembrei da recente lei que entrou em vigor na capital paulista, regulando o tempo máximo de espera em fila bancária. [Obs.: No Rio existe uma lei semelhante] Salvo engano, são 20 minutos em dias normais e 30 em dias de pagamento de pensionistas do INSS.

Assim, solicitei a um funcionário a senha com o horário de entrada na fila, pois se o tempo excedesse o que estipula a lei, eu encaminharia o papelucho para a Prefeitura multar o banco. Entrei na fila e notei que de repente aquele apito que sinaliza caixa desocupado, começou a tocar com maior freqüência, e a fila foi diminuindo rapidamente. Quando cheguei ao caixa e passei o pagamento e o dinheiro, ele me solicitou a senha, para autenticar. Fiquei intrigado. No meio de tantos clientes, como ele sabia que a senha estava comigo?

Examinei então os dois horários, entrada e saída e constatei. Foram 17 minutos de fila. Ótimo!!! Eu esperava ficar mais de uma hora. Achei que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais caixas e o atendimento fluiu rapidamente.

Hoje, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma fila imensa. Não tive dúvida. Procurei um funcionário e pedi a senha. Ele fazendo cara de besta, perguntou: “Que senha? Não tem senha. Entre na fila”. Eu insisti e ele disse que não sabia de senha nenhuma. Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta que dizia: " Se necessitar senha, solicite ao caixa.".Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de idiota e perguntou: “Que senha?"

Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha. Então eu exigi: “A senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei...." O caixa meio contra a vontade forneceu a senha e entrei na fila.

“No início continuou lenta, quase não andava. De repente, o mesmo fenômeno: começou a apitar que não parava mais, e a fila foi rapidamente diminuindo. Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa, ele pediu a senha para autenticar, e após a autenticação, virou-se para uma senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona. Ela perguntou: “E aí?” O caixa respondeu: “Beleza”.

“Matei a charada.... Fui atendido em 14 minutos.

A gerentona, então, fez um sinal que eu entendi que seria para alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para atender ao público.



Escrito por Cid Benjamin às 09h20
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Tem chuchu pra todo gosto

Do Millor Fernandes.

Chamado de Chuchu por não ter "personalidade marcante", Alckmim começou a anunciar que vai trabalhar pra chuchu, aumentar emprego pra chuchu e até, no Carnaval do Rio, tomou sorvete de chuchu. Cuidado, governador, com a criatividade do Duda ocasional que o está assessorando. Aqui no Rio moça que dá muito logo é seguida do aditivo: "Dá mais do que chuchu na serra". Como vê, sobra trocadilho pra todo gosto.



Escrito por Cid Benjamin às 09h19
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Ronaldo deve imitar Lula

Esta é do blog do Mário Marona

Lula ligou para Ronaldo para dar conselhos. Por que não? Se Lula parou de beber, emagreceu 13 quilos e deu a volta por cima, o atacante do Real Madri também pode.

 



Escrito por Cid Benjamin às 09h19
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Escrito por Cid Benjamin às 10h34
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Manchetes de hoje

- O Globo: Exército já cerca todo o Rio

- Jornal do Brasil: Ataque por terra, céu e mar - Toque de recolher

- Folha: Câmara absolve mais 2 do 'mensalão'

- Estadão: Acordo salva mandato de Brant e Luizinho



Escrito por Cid Benjamin às 10h33
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Salvação de Brant e de Luizinho consolida inédito acordão PT-PFL

Do blog de Fernando Rodrigues na Folha On Line, nota sobre o verdadeiro rodízio de pizza em curso na Câmara dos Deputados. 

O PT chegou até a fronteira final. Lula já tem o ex-presidente do PDS (Arena) José Sarney como um de seus maiores aliados no Congresso. Agora, com a absolvição dos mensaleiros Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP), consolida-se algo inédito e impensável até pouco tempo atrás: um acordão muito bem ajambrado entre PT e PFL.

No caso de Brant, a votação foi a seguinte:
cassação: 156 votos
absolvição: 283 votos

Ou seja, o pefelista se salvou por uma diferença de 127 votos.

Havia um temor de que o PFL traria os petistas depois que seu homem estivesse fora de perigo. Nada disso. O Congresso não é jogo do bicho, mas ali vale o acordo entre iguais –no caso, PT e PFL. Luizinho se salvou com uma margem confortável de 70 votos:
cassação: 183 votos
absolvição: 253 votos

A partir de agora, a Câmara não tem mais moral para cassar ninguém. Desde maio do ano passado, surgiram 19 nomes de deputados diretamente relacionados ao mensalão. Desses, apenas 2 perderam o mandato: Roberto Jefferson (PTB-RJ), por ter colocado a boca no trombone, e José Dirceu (PT-SP), por ser a cabeça mais ilustre. Todos os outros, por enquanto, estão livres, leves e soltos.

A CPI da compra de votos, que investigava o mensalão terminou de maneira melancólica. A CPI dos Bingos, conhecida como a “do fim do mundo”, especializou-se em prorrogar seu prazo de funcionamento...

E a CPI dos Correios? Corre sério risco de terminar de maneira desmoralizante, como a da compra de votos.

O acordão para salvar Brant e Luzinho é o prenúncio mais real até o momento de que pizza será pouco para classificar o que está sendo feito na investigação do mensalão. Essa tropinha do Congresso não está a passeio.



Escrito por Cid Benjamin às 10h33
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A eterna indecisão tucana

O PSDB carrega do berço a pecha de indeciso. “Tucano está sempre em cima do muro”, dizia-se. Mais do que nunca, nesta novela da escolha de seu candidato a presidente, o partido (e, em particular, José Serra, seu nome eleitoralmente mais forte) confirma essa característica.

Agora, dizem que a fumacinha branca sairá até terça da semana que vem. Segundo a maioria dos jornais, com a demora toda a bolsa de apostas hoje se inclina para Geraldo Alckmin.

Sorte de Lula. Num hipotético segundo turno entre ele e o candidato tucano, poderá se apresentar como a opção mais progressista. Afinal, Opus Dei é dose...

Já se o candidato tucano fosse Serra, Lula correria o risco de estar à sua direita. Basta ver quem, entre os dois, é o preferido dos bancos e da Fiesp.



Escrito por Cid Benjamin às 10h31
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STF deixa para semana que vem a decisão sobre a verticalização

A decisão sobre a emenda constitucional que derruba a verticalização (promulgada hoje) só sai na semana que vem. O Supremo Tribunal Federal (STF) poderia, a rigor, resolver o assunto amanhã, caso mostrasse a mesma rapidez que teve nas questões que envolviam o ex-ministro José Dirceu e julgasse um mandado de segurança do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Mas preferiu esperar que sejam ajuizadas as Adins (ações diretas de inconstitucionalidade) da OAB e da associação de procuradores para, então, decidir.

A previsão no Congresso é de que a verticalização vai ser mantida.



Escrito por Cid Benjamin às 10h28
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Se não fosse a blindagem de Palocci...

Depois de ter sido desmentido por dois ex-auxiliares próximos, Rogério Buratti e Vladimir Poletto, o ministro Antônio Palocci foi contraditado ontem pelo doublé de motorista e laranja Francisco das Chagas. Este garantiu que Palocci freqüentava, sim, uma casa alugada pela turminha de Ribeirão Preto em Brasília. Segundo os denunciantes, a casa era um misto de “central de negócios” e local de alegres festinhas com as moças trazidas pela cafetina Jeane Córner.

Tudo bem que é a palavra de um contra a do outro. Só que, no caso, cada vez mais é a palavra de um contra a de vários.

Se Palocci não estivesse blindado pelo governo, a oposição, o sistema financeiro, a mídia e toda a elite do país, já teria sido decapitado há tempos.



Escrito por Cid Benjamin às 10h26
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Fustigados pelo desencanto – artigo de Chico Alencar

A turbulenta caminhada do ser humano no planeta é pontuada por códigos e tratados que, mesmo conformando imposições de classes, fazem avançar o processo civilizatório. Assim foi com Hamurabi (1780 a.C.), com as Tábuas da Lei Mosaica (1500 a.C.), com a carta de João Sem Terra (1215 d.C.). Também a gravíssima crise da representação em que mergulhamos pede o resgate de alguns princípios de base, derivados do preceito da soberania popular, inscrito no artigo 1 da Carta Magna da República Federativa do Brasil: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Como desafio aos cerca de 60 mil senadores, deputados e vereadores deste país, fustigados pelo crescente desencanto, elenco uma espécie decálogo para o bom exercício parlamentar, inspirado no contrato republicano e no autoquestionamento que nossa democracia representativa de baixa intensidade provoca. Quiçá ele ajude a discernir os mandatários que cumprem a delegação que lhes foi dada dos desprovidos de espírito público.

1. Serviço: é quando o parlamentar sabe que o mandato que recebeu do povo é um poder de serviço e não meio para usufruir de imunidades, regalias e influência nas altas rodas da sociedade. Realizar um mandato de serviço é praticar nele a opção preferencial pelas maiorias, para que estas —- as que mais precisam dos serviços públicos —- conquistem seus direitos sociais.

2. Coletivismo: é quando o parlamentar sabe que o mandato não é do indivíduo mas expressão de uma vontade coletiva, representando o querer justo e consciente de grupos e classes sociais. E sabe exercê-lo dessa forma, compreendendo que tem missão temporária de alta relevância, e não mero emprego.

3. Capacidade de ouvir: é quando o parlamentar e sua equipe escutam tanto “a voz rouca das ruas” quanto cada um que chega, aflito, buscando a solução de seu problema individual — e sendo pedagogicamente orientado para a luta coletiva. Parlamentar não é quem parla muito, mas o que encontra tempo para ouvir, e também aprende com a audiência.

4. Senso de justiça: é quando o parlamentar descobre que “certas leis são como salsichas: é melhor não saber como foram feitas”. Algumas são elaboradas apenas para assegurar privilégios: o legislador que busca a justiça procura, em todo projeto, separar o interesse público do interesse particular.

5. Coerência: é quando o parlamentar faz o que fala, pratica o que prega, realiza o que promete, concretiza no mandato o que proclamou na campanha. É quando ele não aceita que os fins justifiquem os meios, pois sabe que os meios já são os fins, em processo de realização. E tenta seguir a orientação de Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que você quer no mundo”.

6. Honestidade: é quando o parlamentar age com transparência e não aceita acordos obscuros. É quando ele reage até com ira santa, denunciando todo tráfico de influência, toda oferta de vantagens, toda negociata.

7. Franqueza: é quando o parlamentar reage à voz corrente que diz, com boa razão, que a política é o reino da mentira, da falsidade, da hipocrisia. É quando ele diz o que pensa, afirma suas convicções, não tem medo de ser sincero, não oculta a realidade por conveniência.

8. Generosidade: é quando o parlamentar não perde a sensibilidade para com a dor dos outros (compaixão), sobretudo a dos anônimos, cujo sofrimento “não sai nos jornais”. É quando ele continua vendo cada ser humano como pessoa. Como portador de direitos e não de um título eleitoral.

9. Simplicidade: é quando o parlamentar entende que um mandato popular, por mais honroso que seja, não deve mudar sua maneira de ser nem seus hábitos de vida. É quando ele sabe diferenciar o ser simples do ser simplório, superficial, simplificador do que é complexo.

10. Profundidade: é quando o parlamentar sabe ir fundo sem se tornar prolixo. É quando ele reconhece que precisa buscar novas informações, sempre, pois não há soluções fáceis para problemas difíceis. E faz a ponte entre o saber erudito, das universidades, e o saber popular, aquele rico aprendizado do povo adquirido na escola da vida.

(publicado no Globo de hoje)



Escrito por Cid Benjamin às 10h25
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PSol na TV

Hoje tem programa do PSol às 20h30, em cadeia nacional de TV. Apesar do pouco tempo de duração (dois minutos), vale conferir.



Escrito por Cid Benjamin às 10h24
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PSol da rua

Amanhã, sexta-feira, das 12h30 às 14h, o PSol vai estar de volta ao Buraco do Lume, no Centro do Rio. A atividade de prestação de contas, que acontece toda sexta no horário de almoço, tinha sido interrompida por duas semanas devido ao carnaval. Vão estar lá, em cima do banquinho falando para o povo, os deputados Chico Alencar e Babá, o vereador Eliomar Coelho e o presidente do partido no Rio, Milton Temer, entre outros integrantes do PSol.



Escrito por Cid Benjamin às 10h22
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Não tem mais o que fazer?

O presidente Lula disse ontem, em edição especial do programa de rádio "Café com o Presidente" dedicada ao futebol, ter ficado "ofendido" com as vaias recebidas pelo jogador Ronaldo em partida do Real Madri.

Bom, Ronaldo não está jogando nada mesmo. Mas, pensando bem, Lula não tem mais com o que se preocupar?



Escrito por Cid Benjamin às 10h20
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“Quem me viu, mentiu”

Zé Simão, na Folha de ontem.

Em Peruíbe tem um bloco que devia ser em homenagem ao Lula e aos mensaleiros: "Quem Me Viu Mentiu".



Escrito por Cid Benjamin às 10h18
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Escrito por Cid Benjamin às 08h14
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Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: Tráfico provoca Exército dentro das favelas

- JB: Guerra nas favelas - Exército vasculha vielas nos morros

- Folha: Lula escolhe padrão japonês para TV digital

- Estadão: Indústria festeja crescimento e eleva previsão para o PIB



Escrito por Cid Benjamin às 08h09
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TV digital - O país perde mais uma

Em vez de desenvolver um padrão próprio de TV digital, como queria o deputado Miro Teixeira quando era ministro das Comunicações, o governo Lula preferiu, também nesse campo, não enfrentar os poderosos. Cumpriu o desejo da TV Globo e, segundo a Folha, anuncia amanhã a opção pelo padrão japonês.

A mesma matéria da Folha informa: “O presidente também levou em conta o lobby das grandes emissoras de TV do Brasil a favor do padrão japonês. Não seria inteligente do ponto de vista político, avalia Lula, contrariar essas empresas no ano em que disputará a reeleição”.



Escrito por Cid Benjamin às 08h08
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TV digital – E os novos canais?

A discussão principal sobre a implantação da TV digital é sobre como distribuir os novos canais em TV aberta que o sistema passa a permitir. Com a mudança, para cada canal existente abre-se a possibilidade de mais três. É uma chance história de se avançar na democratização dos grandes meios de comunicação no Brasil. Nas já há rumores de que o ministro Hélio Costa, ex(?)-funcionário da TV Globo, vai tentar dar os novos canais a quem já tem concessões.

Essa, nem o professor Luizinho conseguiria argumentos para defender.



Escrito por Cid Benjamin às 08h07
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E agora, José?

Além de casuística e ilegal, pois muda as regras do jogo a menos de um ano da eleição, a emenda que extingue a verticalização tem um erro crasso de data. Josias de Souza mostra em seu blog na Folha On Line que, no artigo 2º da emenda está escrito o seguinte: “Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação, aplicando-se às eleições que ocorrerão no ano de 2002” (grifo meu). Josias explica:

 “O erro de data existe porque essa emenda constitucional (nº 548) começou a tramitar no Senado em 2002, logo depois que o TSE interpretou que a verticalização deveria ser obrigatória (as alianças para presidente teriam de ser respeitadas nos Estados).No Senado, em 2002, a emenda tramitou rapidamente. Foi aprovada. A idéia era que derrubasse a verticalização ainda naquele ano, mas a Câmara dormiu no ponto. Quatro anos depois, agora, a Câmara resolveu acelerar. Quando percebeu que o tempo era curto, decidiu optar pela trambicagem: deixou o texto tal como veio do Senado. Se consertasse a redação, a emenda teria de retornar para uma nova votação dos senadores. Daí, realmente, não haveria a menor condição de ser aprovada a tempo de valer para 2006.

Na dúvida, na pressa e com a desídia habitual, os deputados votaram do jeito que estava. Foi na base do “se colar, colou”.”

Vamos mal.



Escrito por Cid Benjamin às 08h06
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O MaracuLight 4.0 precisa do BNDES – artigo de Elio Gaspari

O modelo é o seguinte: toma-se uma estatal, investe-se nela e aumenta-se sua lucratividade (se for prestadora de serviços, garante-se o aumento das tarifas); em seguida, ela é privatizada, emprestando-se dinheiro público aos capitalistas que vão comprá-la. Passado algum tempo, esses capitalistas já retiraram bastante dinheiro da empresa e forçam sua reestatização (o que é particularmente fácil se ela for prestadora de um serviço público essencial). Aí começa-se, de novo, o ciclo.

É o que tem acontecido com a Light, que já viveu essa história mais de uma vez e pode recomeçá-la agora, com a ajuda do governo Lula. Vejam artigo de Elio Gaspari hoje no Globo e na Folha a respeito.

"Está em curso o MaracuLight versão 4.0. Destina-se a resgatar o patrimônio dos acionistas da Electricité de France com o dinheiro dos trabalhadores guardados no BNDES du Brésil. Querem converter em ações a dívida da Light com o banco, coisa de várias centenas de milhões de dólares. Uma reestatização do capital, para garantir a privatização do lucro. Foi isso que Nosso Guia fez com as ferrovias falidas do tucanato. Um aspecto da nova MaracuLight permite que a patuléia avalie o que vem por aí. Pretende-se dar ao governo do Rio de Janeiro um assento no Conselho Administrativo da Light.

"Para medir o alcance dessa idéia, basta que cada cidadão escolha duas das pessoas listadas abaixo para o Conselho do seu condomínio:

1) Rosinha Matheus

2) Benedita da Silva

3) Anthony Garotinho

4) Marcelo Alencar

"Quem não conseguiu escolher dois nomes para um conselho de condomínio pode imaginar o que seria botar semelhantes luminares (ou seus representantes) no conselho de uma concessionária de distribuição de energia.

"É assim que funciona a rapina. Privatiza-se, esculhamba-se, e, diante da esculhambação, reestatiza-se, para depois privatizar de novo. Planeja-se jogar a distribuidora de energia na comunidade de interesses que domina a política do Rio Janeiro.

"Se a EDF quer vender a Light, que vá ao Largo da Carioca, abra sua barraquinha e apregoe o produto, como fazem os laboriosos camelôs que trabalham em frente ao BNDES. O Banco não devia ter se tornado acionista da Light em 1996. Nem deveria ter emprestado dinheiro para uma estatal francesa que apostou num câmbio maluco. Tendo emprestado, não deveria ter se metido no processo de repactuação do espeto da empresa. Tendo feito tudo errado, deveria deixar que o capitalismo seguisse seu curso.

"A versão 4.0 do programa MaracuLight é a cena recente de uma tunga que se renova há décadas. O MaracuLight 3.0 rodou em 1996. O tucanato privatizou a empresa com a ajuda de um edital ortopédico. Em vez de induzir os interessados a se adaptar ao edital, os sábios adaptaram o edital aos interessados. O negócio só ficou em pé porque o velho e bom BNDES ficou com 9,14% das ações da concessionária. Isso e mais um empréstimo de R$ 1 bilhão. Em três anos de vacas gordas, a EDF arruinou quatro mil postos de trabalho, compartilhou um apagão e passou R$ 722 bilhões aos felizes acionistas (25% do que pagaram pela empresa).

"A versão 2.0 do MaracuLight é de 1978. A Viúva estatizou a empresa e pagou US$ 380 milhões por uma concessão que devia US$ 1,1 bilhão e caducaria em doze anos. (A matriz canadense soube demonstrar sua gratidão, mas pediu recibos no valor da despesa.) Antes disso, em 1976, houve o MaracuLight 1.0, destruído pelo vírus ACM.

"Numa espetacular reunião com o presidente Ernesto Geisel, o então presidente da Eletrobrás, Antonio Carlos Magalhães, transformou-o em seu aliado e detonou uma ação entre amigos chamada Embrapar.

"Tratava-se de dar a Light de presente à plutocracia carioca. Os maganos pagariam a conta com o dinheiro do caixa.

"A EDF tomou decisões ruinosas, chegou a dever US$ 1,5 bilhão a 17 bancos, deixou de pagar contas em dia para Furnas, recorreu ao anabolizante do BNDES (US$ 350 milhões). Hoje, deve R$ 1,5 bilhão.

"Coisas que acontecem numa economia de mercado que tanto deve à destruição criadora capaz de tirar os bois da linha."



Escrito por Cid Benjamin às 08h03
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Exército nas favelas

A força do aparato bélico serve muito para derrotar um inimigo e menos para encontrar dez fuzis roubados. A gigantesca operação que o Exército está fazendo nas favelas do Rio – além de trazer o risco de mortes de inocentes, dado o despreparo dos militares para lidar com população civil – pode resultar num fiasco. A recuperação dos fuzis é, antes de mais nada, um trabalho de polícia, de informação.



Escrito por Cid Benjamin às 07h59
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É melhor ficar calado

O Exército divulgou nota ontem para dizer que o seu comandante, general Francisco Albuquerque, "em nenhum momento valeu-se de prerrogativas do cargo" para conseguir embarcar num avião que já se preparava para decolar, em Campinas, na última Quarta-Feira de Cinzas.

Em certas situações é melhor ficar calado.



Escrito por Cid Benjamin às 07h58
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Sob vaias, o general ainda discursou

Do blog de Josias de Souza, na Folha On Line.

"A lebre foi levantada por Elio Gaspari em seu artigo do último domingo. Voltando da folga de Carnaval, o comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, forçou o retorno de um avião da TAM que já taxiava na pista só para que ele e sua mulher, Maria Antonina de Albuquerque, pudessem embarcar.

"Como a aeronave estivesse apinhada, um casal teve de saltar para que o ilustre casal pudesse tomar assento. Nesta quarta-feira, a repórter Luiza Damé conta detalhes do que se passou no interior do avião, que decolou de Campinas (SP) na fatídica quarta-feira de cinzas.

"Damé informa que Albuquerque e sua mulher foram recepcionados com vaias. Depois da carteirada, o general ainda tentou se explicar. Em pé, no meio do corredor do avião, ele discursou. Tratou de responsabilizar a TAM pelos transtornos. Disse que tinha um compromisso importante em Brasília. E despediu-se com um singelo “até uma próxima vez”.

"No fundo do avião, soaram protestos em timbre indignado. Abespinhado com a espera de 40 minutos que teve de amargar para que o desejo do general pudesse ser satisfeito, um passageiro mais exaltado gritou: “Eu também tenho compromisso em Brasília”.

"O sururu teve início no instante em que o piloto, já manobrando para retornar ao ponto de partida, anunciou pelo serviço de som do avião que abortara a decolagem para que “uma autoridade, um ministro” embarcasse.

"A comissária-chefe abriu negociação para convencer dois passageiros a ceder lugar para o casal Albuquerque. Como ninguém se dispôs a protagonizar tamanha gentileza, a negociação teve evoluiu para as compensações.

"Decorridos 20 minutos, a comissária conseguiu seduzir um casal a desembarcar. Passageiros que estavam próximos contam que ela prometeu como prêmio duas passagens de ida e volta a Paris. Você teria topado?"



Escrito por Cid Benjamin às 07h56
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Juíza admite não ter força para enfrentar poder econômico

Escondida num espaço pequeno na editoria de economia, O Globo publicou ontem matéria que é um verdadeiro escândalo. Diz a matéria, que fala por si.

"A juíza Márcia Cunha de Carvalho, da 2ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio (TJ), declarou-se sob “suspeição” para julgar questões que envolvam o Opportunity. Em decisão que assinou em 23 de fevereiro — divulgada pelo jornal “Extra” na sexta-feira — Márcia diz que não tem “forças suficientes para enfrentar o poder econômico” do Opportunity. O grupo não quis comentar a decisão.

"Segundo a juíza, desde que suas decisões acarretaram o afastamento do Opportunity da gestão da Brasil Telecom (BrT), em 2005, vem sofrendo “infortúnios”. Márcia cita ameaças contra ela o filho; invasão de seu gabinete; boatos de que teria sido corrompida; e rumores de que a decisão contra o Opportunity teria sido redigida por terceiros. A juíza reclama de “calúnia”, e chama de “injustiça” o Ministério Público do Rio ter mudado um parecer para dizer que ela não foi a autora de decisão sobre a BrT."



Escrito por Cid Benjamin às 07h52
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Instituto Zequinha Barreto

O leitor Márcio Bento pede que seja divulgada no blog a página do Instituto Zequinha Barreto. “Uma entidade dedicada à formação política, à difusão das idéias socialistas e de apoio aos movimentos sociais. Faz uma homenagem ao companheiro José Campos Barreto, o Zequinha, assassinado pela ditadura, junto com o Capitão Carlos Lamarca, no serão da Bahia, em 1971.”

O endereço do instituto na Internet é www.zequinhabarreto.org.br.



Escrito por Cid Benjamin às 07h50
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Escrito por Cid Benjamin às 10h18
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Manchetes desta terça-feira

- O Globo: Tiroteio acirra o confronto entre Exército e traficantes

- Jornal do Brasil: Violência - Guerra no morro faz a primeira vítima

- Folha: Gasto com INSS com doméstica poderá ser abatido do IR

- Estadão: Congresso desafia TSE e vai liberar alianças

- Correio Braziliense: Congresso joga pesado para impor vale-tudo



Escrito por Cid Benjamin às 10h17
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Eis aí o verdadeiro crime organizado!

Os jornais anunciam hoje que a Vale do Rio Doce teve um lucro de R$ 10,4 bilhões em 2005. Quando se sabe que a empresa foi entregue de bandeja ao capital privado em 1997 por R$ 3,3 bilhões, vê-se por que os tucanos não têm qualquer autoridade para criticar a roubalheira do PT. Nesse concurso de ladroagem, quem perde é o povo brasileiro.



Escrito por Cid Benjamin às 10h16
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O adesismo dos caciques e a novela do PMDB

Especula-se que, mantida a verticalização pelo STF, caciques do partido tentariam a retirada da candidatura de Germano Rigotto antes das prévias do PMDB marcadas para o dia 19. O objetivo é invalidar as prévias por falta de quorum. Assim, a decisão sobre o candidato do PMDB ficaria para uma convenção em junho.

Resta saber se Rigotto vai se prestar a esse papel.



Escrito por Cid Benjamin às 10h14
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Lula pediu para Jobim libertar Sombra?

Transcrevo, abaixo, artigo do jornalista José Neumanne, publicado hoje no Jornal da Tarde, com uma importante informação adicional. Sabedor que eu fizera matérias sobre o caso Celso Daniel, Neumanne me pediu para recebê-lo, pois está escrevendo um livro a respeito. Na conversa, ele me disse que o relaxamento da prisão de Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, fruto de um hábeas corpus concedido pelo presidente do STF, Nelson Jobim, fora um pedido pessoal de Lula. Surpreso, perguntei-lhe como poderia fazer tal afirmação, extremamente grave. Afinal, Sombra está sendo formalmente acusado pelo Ministério Público de participação no assassinato de Celso. Neumanne respondeu que a pessoa de quem recebeu a informação estava com Jobim quando este atendeu ao telefonema de Lula, fazendo o pedido. Mais: garantiu que esta informação estaria em seu livro.

Achei a coisa tão séria que sequer a comentei. Pois bem, neste artigo sobre o exílio forçado dos parentes de Celso, ameaçados de morte pelos assassinos do prefeito, Neumanne afirma com todas as letras que a libertação de Sombra foi mesmo devido a um pedido de Lula a Jobim.

Vale a pena conferir.

 

O exílio da cunhada do irmão de Henfil – Artigo de José Neumanne

Por que o PT mantém fechado o Caso Celso Daniel a oposição não reclama das ameaças aos irmãos da vítima?

Em seu primeiro depoimento à CPI dos Bingos sobre o Caso Santo André, o chefe de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, tentou desqualificar as dúvidas sobre a investigação do assassínio de Celso Daniel aventadas pelo irmão mais velho do ex-prefeito, o oftalmologista João Francisco, insinuando ligações espúrias dele com empresários de ônibus da cidade. E manifestou a esperança de que o depoimento do outro irmão, Bruno José, teria mais valor, pois este fora militante do PT e, ao contrário do outro, tinha uma relação mais fraterna com a vítima. Só que este confirmou tudo o que o primogênito dissera, mostrando que a família da vítima não estava dividida na convicção de que a tese do crime comum, estranhamente comungada pela polícia tucana de Alckmin e pelo PT de Lula, é um terrível equívoco e certos estão os promotores, que apostam na hipótese de execução de mando.

Agora, com João Francisco dando plantões em rodízio por hospitais de várias cidades brasileiras e cuidando da deportação espontânea do próprio filho, ameaçado de morte, e com Bruno, a mulher e os três filhos em exílio voluntário, resta saber o que o poderosíssimo assessor direto do excelentíssimo presidente da República teria a dizer. Passa pela cabeça de qualquer brasileiro de posse das próprias faculdades mentais acreditar na possibilidade de esses parentes da vítima terem resolvido enfrentar tantos transtornos em suas vidas pessoais, a ponto de terem de pedir licença nos empregos e se esconderem pelo País e pelo mundo, apenas para prejudicar Lula e seu partido? Que tipo de ódio doentio levaria um médico e um professor universitário a passarem para a clandestinidade apenas para causar dificuldades para um grupo político do qual seu irmão não apenas fazia parte, mas era um dos dirigentes mais importantes? Ou ainda que grupos políticos ou empresariais poderiam estar por trás de escusos interesses ocultos capazes de motivar um olftalmologista apartidário, seu irmão e sua cunhada, estes petistas de carteirinha, a fazerem uma cruzada contra o grupo político no exercício do poder?

É difícil crer nessa hípótese. E mais ainda fica difícil acreditar na possibilidade de isso fazer parte de algo definido como uma “conspiração de direita”, quando se sabe que Marilena Nakano, a mulher de Bruno Daniel, foi secretária de Educação do cunhado na Prefeitura de Santo André e também é cunhada de um mito da esquerda brasileira, o sociólogo Betinho, o irmão do chargista Henfil tornado símbolo da luta pela anistia no verdadeiro hino em que se tornou o sucesso composto por João Bosco e Aldir Blanc para Elis Regina, O bêbado e o equilibrista.

Se não há uma conjura elitista contra o petismo no poder, o que, então, justificaria o fato de os irmãos Daniel e seus familiares  se esconderem, enquanto os acusados de serem mandantes do crime pelos promotores gozam de plena liberdade? Liberdade, a julgar pela denúncia feita pelos parentes de Celso Daniel, até para tirar do caminho aqueles que ousam desafiar a pressa e o desleixo com que a polícia paulista tratou o caso, pelo menos até agora.

Há muitos pontos obscuros no crime e na investigação de sua autoria. O fato de Sérgio Gomes da Silva ter sido beneficiado por habeas corpus pedido pelo presidente da República e autocraticamente concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, deixa claro quão árdua será a tarefa de quem se dispuser a esclarecê-los. Continua duro de entender seja por que o PT luta tanto para encerrar o assunto, sempre que se tenta reabri-lo, seja por que a oposição não denunciou a ignomínia que é esse exílio voluntário do casal Daniel e seus filhos de um Estado que se julga ser de direito.

Quem sabe, não seria o caso de João Bosco e Aldir Blanc comemorarem a recente reconciliação ressuscitando a velha parceria para protestar contra mais esse ignominioso abuso de poder.



Escrito por Cid Benjamin às 10h10
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Bancos seguem numa boa

O Jornal do Brasil de domingo publicou matéria mostrando que o crescimento recorde dos lucros dos bancos em 2005 não se refletiu num pagamento de impostos proporcional. Enquanto os ganhos avançaram, em média, 41% (sim, cresceram 41% num ano!), atingindo R$ 21 bilhões, o pagamento de Imposto de Renda pelas instituições financeiras evoluiu apenas 9,9% no período. “Viva Lula”, devem estar gritando os banqueiros. Com toda a razão.



Escrito por Cid Benjamin às 10h08
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Esquerda, volver? Para quem? – artigo de Milton Temer

No debate que movimentou esta página, semana passada, não tenho dúvidas em me alinhar, em abstrato, com o ex-ministro José Dirceu, ao se confrontar com as posições de porta-vozes da direita reacionária brasileira. Mas se digo “em abstrato” é porque vejo significativa incompatibilidade entre a retórica e a práxis do ainda líder petista. A quem Dirceu se dirigia, afinal, quando titulou o bem fundamentado artigo com um sugestivo “Esquerda, volver”? 

Mistério. Porque, à própria direita, não faria sentido. E também não foi, como se poderia deduzir do título, ao presidente Luis Inácio, por conta da campanha eleitoral já deslanchada.  Pelo contrário; Dirceu insiste em qualificar o governo como sendo de esquerda, utilizando argumentos compensatórios numa intensidade que nem o Planalto ousa assumir. Mais: até rejeita. E, por aí, deixa no ar uma deliberada confusão, com direito a um “assim é se lhe parece”.

Tenta cunhar semelhanças irreais de Lula com Chavez e Evo Morales, como se não tivesse claro o tratamento totalmente distinto que cada um recebe do governo Bush. Age como se não tivesse sido entregue aos leões pelos que não hesitaram em blindar Meirelles e Palloci, e em delegar a agricultura ao lobista do latifúndio, Roberto Rodrigues, no atendimento da direita que ele mesmo reconhece continuar no poder. A direita que se locupleta na especulação financeira garantida pelo Estado, como mostrou a edição dominical do JB, com a reportagem de Samantha Lima denunciando o privilégio tributário dos banqueiros. Estão aí, protegidos pelo mais deslavado populismo assistencialista. Para que se comprove isto com cifras, basta comparar o que o governo aplicou no bolsa-família com aquilo que propiciou de lucros-recordes, sem riscos, aos grandes rentistas: são R$ 154 bilhões despendidos nos títulos da Dívida Pública concentrados no bolso dos banqueiros, contra R$ 8 bilhões para anestesiar e desmobilizar algo em torno de 10 milhões de famílias miseráveis.

 Populismo assistencialista, é bom que se reafirme. E que qualquer compêndio sério de política trata como conceito bem mais próximo do fascismo do que do socialismo, principalmente considerando-se exemplos latino-americanos do século XX. Não tem nada a ver, portanto, com instrumento de um governo de esquerda.

Não bastasse isso, valeria considerar o que o presidente declarou ao The Economist, a bíblia dos famigerados mercados, nas vésperas da visita à corte britânica. Aí ele afirma que, “se reeleito, quer levar a cabo as reformas trabalhista e sindical, além de novas mudanças na Previdência Social e no arranjo tributário do país”. Não seria necessário traduzir, mas vamos lá: flexibilização das leis do trabalho, término da liquidação da Seguridade Social Pública, tendo em vista o “aumento da longevidade” da população, e apenas um remendo na injustiça tributária brasileira. O que isso tem a ver com os governos de esquerda que, na América Latina, seriam alvos da direita? Alguém proporia tais itens de campanha num comício em Caracas ou La Paz, dizendo-se partidário dos governos Chavez ou Morales?

É verdade que não fala em privatização do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, certamente pontos de destaque na pauta de um retorno da parceria tucano-pefelista ao poder. Mas é essa não menos nociva privatização de direitos sociais que marcaria uma guinada à esquerda de um eventual segundo governo? Pelo contrário. É a confirmação de uma opção doutrinária, confirmada na proposta de política de alianças tranquilamente confessada, pois já em curso: PP, PTB, PL, e que venha tudo o mais da direita mensalista corrupta. O poder pelo poder não exige coerência. 

Se Dirceu quiser recuperar o perfil que já teve, condizente com seu passado mais distante, e se afastando do pragmatismo mais recente, pode faze-lo. Defendendo uma segunda Carta aos Brasileiros em que se proponha reforma Tributária de fato, e nada de “arranjo” como é sugerido na entrevista. Aliviando a carga dos que vivem do trabalho, e taxando os hoje isentos da especulação financeira, como garantia permanente de justa distribuição de renda. Defendendo a ampliação de direitos sociais.

Explicitando isso, Dirceu será bem-vindo entre os que nunca se afastaram do que sempre prometeram.  E estaria legitimado para combater a direita reacionária.

(publicado no JB em 7/03/06)



Escrito por Cid Benjamin às 10h07
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Guantanamo, Abu Ghraid e as prisões secretas da CIA

O Globo de hoje reproduz matéria do The New York Times que tem uma historinha interessante: Diante de um tribunal militar em Guantanamo, um preso acusado de ter sido governador talibã numa província do Afeganistão (não sei como isso pode ser considerado crime, mas, vá lá...) reafirmava sua inocência. “Basta vocês perguntarem ao atual governador e vão ver que não fui governador”, defendeu-se o homem. “Escreva você para ele”, respondeu o coronel que presidia a sessão. Considerando que os presos de Guantanamo estão há anos privados de qualquer comunicação com o mundo exterior, é uma situação digna de um livro de Kafka.

Mas,a apesar das crescentes provas de que prisões como Guantanamo e Abu Ghraid, em Bagdá, se transformaram em centros de tortura, acho que a maior barra pesada não está ali. Presos considerados mais importantes não são levados para esses dois campos de concentração, e sim para as prisões secretas que a CIA,mantém no Leste Europeu e em países árabes. Se não se conhece sequer onde ficam essas prisões, muito menos se sabe acerca do destino de quem vai para lá. É gente que sumiu do mapa.  



Escrito por Cid Benjamin às 10h06
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Escrito por Cid Benjamin às 12h43
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Manchetes desta segunda-feira

- O Globo: Exército cerca mais favelas e põe tropas de prontidão

- JB: Roubo de armas - Exército amplia zona de guerra nas favelas

- Folha: Invasões de terra crescem 55% com Lula no Planalto

- Estadão: MST abre o '2006 vermelho'

- Correio Braziliense: Medo de cassação une o PT e o PFL



Escrito por Cid Benjamin às 12h41
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Heloísa Helena ganha com verticalização

Se a verticalização for mesmo mantida, como parece que vai acontecer, quase todos os partidos modificarão seus planos na eleição presidencial. E quem mais ganha com isso é a candidata do PSol, Heloísa Helena.

Se fosse derrubada a verticalização, haveria um número maior de candidatos a presidente. Além disso, as coligações em torno a Lula e ao candidato tucano seriam mais amplas, aumentando seus tempos de rádio e TV.

O quadro muda com a verticalização. A maioria dos partidos não lançará candidato a presidente, nem fará coligações no plano nacional, para manter a possibilidade de aliar-se com quem quiser nos estados. Com isso, diminuirão os tempos de Lula e do candidato do PSDB. E sobrará mais tempo para Heloísa Helena apresentar-se como alternativa aos dois candidatos que disputam a primazia de ser o gerente de um projeto que é o mesmo.



Escrito por Cid Benjamin às 12h40
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Bancos podem ganhar mais uma

Não bastassem todas as vantagens que têm no Brasil de hoje, os bancos querem não ser obrigados a respeitar integralmente o Código de Defesa do Consumidor. Desde 2002 a questão tem sido cozinhada no STF. Agora, depois de um pedido de vistas de quase quatro anos de duração, o presidente do Supremo, Nelson Jobim, deu um voto que está sendo comemorado pelo sistema financeiro. Defendeu a aplicação do CDC a “serviços bancários” como custódia de valores, fornecimento de informações a correntistas e atendimento ao público. Mas não a tudo que se refira às taxas de juros, contrariando tese defendida pelo relator do processo, o ex-ministro Carlos Velloso, e pelos órgãos de defesa do consumidor. Além disso, Jobim rechaçou a incidência do CDC sobre ''operações bancárias típicas'' como depósitos, hipoteca, poupança e cheque especial.

Nesses casos, os clientes seriam protegidos pelo Código de Defesa do Cliente Bancário (CDCB). Como é fruto de uma resolução do Banco Central, e não de uma lei aprovada pelo Congresso, o CDCB pode ser revogado a qualquer momento. Se isso ocorrer, os correntistas ficariam sem proteção nos casos de ''operações bancárias típicas''.

Segundo afirmou à Folha de S. Paulo o presidente do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor, Roberto Pfeiffer, o CDC é mais amplo do que a resolução do BC. Por isso, garante mais proteção aos consumidores. Constam nele e não no CDCB, por exemplo, o direito de requerer inversão do ônus da prova e uma extensa relação de cláusulas consideradas abusivas. O CDC dá ainda ao consumidor, entre outros, o poder de recorrer à Justiça a fim de rever contratos quando considerar que há ''vantagem excessiva'' por parte da empresa contratada.

- Respeitamos o voto do ministro Nelson Jobim, mas o vemos com muita preocupação. O Código de Defesa do Consumidor faz 15 anos de vigência este ano. Ficou claro que o consumidor é a parte mais vulnerável dentro das relações de consumo e tem de ser protegido pelo instrumento adequado - afirma o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita, em declaração publicada na Folha de ontem.



Escrito por Cid Benjamin às 12h38
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O difícil equilíbrio de Frei Betto

Frei Betto lançou nesta segunda-feira, no Rio, seu novo livro, A mosca azul. Nele, analisa a chegada do PT ao governo federal. Sua situação não é fácil: Betto tenta equilibrar-se entre, de um lado, a decepção que foi para ele o governo Lula e, de outro, a lealdade que quer manter ao amigo presidente. As duras críticas que a consciência lhe impõe entram em choque com o que lhe diz o coração.



Escrito por Cid Benjamin às 12h37
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Futebol I – E agora, Ronaldo?

Um dos maiores jogadores de todos os tempos, o francês Michel Platini, saiu ontem de sua elegância habitual e desancou Ronaldo, o ex-Fenômeno.

- Creio que o Ronaldo de hoje tem muitos anos e muitos quilos - disse o francês ao canal italiano "Sky Sports".

Cabe a Ronaldo mostrar em campo que Platini está errado. Até porque cada vez mais gente acha que ele está certo.



Escrito por Cid Benjamin às 12h34
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Futebol II - Afinal, quem fez pré-temporada?

Quem viu o jogo Flamengo e América ontem pôde chegar a duas conclusões:

1) O América, que já tinha sido prejudicado pelo juiz na final da Taça Guanabara contra o Botafogo, continua a ser garfado; ontem houve um pênalti claríssimo a seu favor, não marcado;

2) Fez-se muito alarde em torno à pré-temporada do Flamengo na Granja Comary antes do Campeonato Carioca, mas ontem ele foi literalemente atropelado pelo melhor preparo físico do América.  



Escrito por Cid Benjamin às 12h33
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Escrito por Cid Benjamin às 11h22
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Manchetes deste domingo

- O Globo: Governos usam propaganda oficial para maquiar imagem

- JB: Brasileiro paga mais imposto que bancos

- Folha: Emprego é mais eficaz na redução da desigualdade

- Estadão: Reforma dos portos empaca na burocracia



Escrito por Cid Benjamin às 11h21
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Orgia com dinheiro público

O Globo de hoje traz, com destaque, matéria sobre os gastos dos governos com propaganda de suas realizações. Neste ano, o governo Lula gastará 43% da verba de publicidade para fazer propaganda de si mesmo. Os governos estaduais e as prefeituras das maiores cidades têm comportamento semelhante. Esse tipo de publicidade deveria ser proibido. Propaganda de realizações de governantes deve ser bancada com recursos particulares - deles próprios ou de seus partidos. Com dinheiro público deveriam ser permitidas apenas campanhas educativas.



Escrito por Cid Benjamin às 11h21
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Sabe com quem está falando?

Elio Gaspari conta em sua coluna de hoje, publicada no Globo e na Folha, que o comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, foi protagonista de um episódio que lhe dá o prêmio Carteirada da Semana. Na quarta-feira, fez voltar ao terminal um avião da TAM que já taxiava no aeroporto de Viracopos, em São Paulo, para que ele e a mulher embarcassem. Como não havia mais lugares no avião, um casal foi obrigado a desembarcar.



Escrito por Cid Benjamin às 11h19
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Só o salário não dá

Do Letra Viva, boletim eletrônico do MST

Pesquisa realizada pelo Dieese a pedido da CUT revelou de que 78% de todos os trabalhadores na indústria fazem horas-extras para complementar o salário.



Escrito por Cid Benjamin às 11h18
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Bobagens do carnaval

Sei que é difícil um repórter de TV encher lingüiça no intervalo entre os desfiles das escolas de samba. Mas cabe às emissoras buscar formas de preencher o tempo. No desfile do Rio, lá pelas tantas um repórter da Globo lascou a pergunta para um japonês que desfilaria na Mangueira fantasiado de São Francisco (o enredo era sobre o rio e a proposta de transposição): “São Francisco é um santo muito popular no Japão?” “Não”, foi a singela resposta do folião do Sol Nascente.

Neste fim de semana, no desfile das campeãs, o veterano Luciano do Vale sapecou: “No Rio está fazendo muito calor; hoje os cronômetros marcaram 40º.” Só faltou dizer que os termômetros marcariam o tempo de desfile das escolas.



Escrito por Cid Benjamin às 11h16
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Escrito por Cid Benjamin às 13h40
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Manchetes deste sábado

- Globo: Tribunal obriga partidos a ter coerência em alianças

- JB: Nada muda nos gastos de campanha

- Folha: Decisão do TSE prorroga impasse sobre coligações

- Estadão: TSE limita alianças na eleição e abre crise com o Congresso

- Correio Braziliense: TSE freia vale-tudo



Escrito por Cid Benjamin às 13h39
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TSE mantém verticalização, mas STF dará palavra final

Enquanto as regras do jogo não forem definidas, as estratégias eleitorais da maioria dos partidos não vai ser definida e as políticas de aliança estarão pendentes.

Pessoalmente, não vejo como o STF derrubar a decisão do TSE e, com isso, estabelecer de novo o vale-tudo eleitoral. Há um dispositivo constitucional em vigor que determina que as regras para uma eleição não podem ser modificadas a menos de um ano de sua realização. Assim, não há o que se discutir: o prazo para mudar as regras para a eleição de 2006 expirou em outubro de 2005.

A justificativa dada pelos querem derrubar a verticalização (todos, sem exceção, movidos por interesses particulares) é risível. Eles afirmam que tal modificação é possível porque foi aprovada uma emenda constitucional nesse sentido. Mas tal emenda não poderia sequer ter sido votada antes de retirar da Constituição o dispositivo que impede mudanças a um ano da eleição.

O que parece coisa de louco aprovar-se uma mudança nas regras do jogo, mantendo-se o dispositivo que determina que não pode haver mudança um ano antes da eleição

Está mais do que na hora de o STF – que para determinados casos é tão rápido - pôr um ponto final nessa bagunça.



Escrito por Cid Benjamin às 13h38
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Buratti volta a alvejar Palocci

A reportagem é da Veja (o que deve fazer com que se tenha o pé atrás), mas, em todo caso, vale a pena reproduzi-la.

 

“Sete meses atrás, o advogado Rogério Buratti colocou o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na linha de tiro da crise política. Ex-auxiliar do ministro, Buratti havia contado que a empreiteira Leão&Leão pagava um mensalão de 50.000 reais à prefeitura de Ribeirão Preto durante a segunda gestão de Palocci como prefeito.

Segundo Buratti, esse dinheiro era repassado ao caixa dois do Partido dos Trabalhadores. Palocci negou o fato. Disse que poderia até ter ocorrido algum ato de corrupção isolado na prefeitura, mas que, se fosse o caso de corrupção sistemática, ele teria tomado conhecimento. O ministro saiu chamuscado do episódio.

Palocci manteve-se vivo politicamente, contando com uma vigorosa boa vontade da oposição e do imenso time de brasileiros gratos por seu impecável trabalho de condução da economia. Não havia nenhuma acusação de que Palocci tivesse negociado pessoalmente o pagamento da propina ou que dela tivesse se beneficiado.

Em novo depoimento prestado à Polícia Civil de São Paulo, Buratti voltou à carga. Veja teve acesso a trechos do depoimento que até agora vinham sendo mantidos em sigilo. Neles, Buratti identifica Palocci como o personagem central do esquema de corrupção e apresenta os seguintes detalhes:

• Foi o próprio prefeito quem negociou o mensalão de 50.000 reais com a Leão&Leão, empresa da qual Buratti se tornou diretor depois de deixar a prefeitura

• Embora a maior parte do dinheiro fosse repassada para o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, Palocci sempre reservava uma parcela para si

• Em troca da propina, Palocci organizou um sistema contábil fraudulento pelo qual a empresa sempre ganhava da prefeitura valores maiores que os fixados no contrato inicial de varrição de lixo

• O relacionamento entre Palocci e a Leão&Leão era tão próximo que o então prefeito tinha à sua disposição uma reserva financeira para ser usada sempre que necessário

• Mesmo depois que Palocci deixou a prefeitura para se tornar ministro, a propina de 50 000 reais continuou a ser paga pela Leão&Leão com o conhecimento de seu sucessor, Gilberto Maggioni.

Palocci soube das novas acusações assim que Buratti saiu do depoimento, em 4 de fevereiro passado. Tomou duas providências. Negociou com o Ministério Público de São Paulo que as partes do depoimento que o envolviam fossem mantidas em sigilo. É por essa razão que, até agora, a imprensa só havia tido acesso a trechos periféricos do documento.

Para obter essa garantia, Palocci contou com a discrição dos promotores que, no ano passado, foram criticados por dar publicidade instantânea às primeiras acusações de Buratti. A segunda providência do ministro foi pedir a seu amigo do peito Juscelino Dourado, ex-chefe de seu gabinete no Ministério da Fazenda, que tentasse convencer Buratti a fechar sua boca de uma vez por todas. Juscelino não obteve essas garantias.”

 

Francamente, não tivesse o ministro Palocci a blindagem que tem, já estaria seriamente encrencado. Mas, como responsável maior pela condução da política econômica que tão bem serve aos “negócios”, tem a defesa do governo, da oposição, do capital financeiro e da grande mídia.



Escrito por Cid Benjamin às 13h37
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PT subornou Ratinho?

Ainda Veja desta semana informa que o publicitário Marcos Valério ameaça revelar detalhes de como, nos primeiros meses de 2004, repassou dinheiro para que o PT subornasse com R$ 5 milhões o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, usando o líder do PMDB, José Borba como intermediário. Em troca, o apresentador usaria seu programa no SBT como palanque para promover Lula e a então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que se encontrava em campanha reeleitoral.

Ratinho fez longa entrevista com Lula durante um churrasco na Granja do Torto. Ela foi exaustivamente reprisada no seu programa, mas o apresentador sempre negou que tivesse recebido qualquer pagamento.

 

Quem quiser que ponha a mão no fogo, garantindo que isso não ocorreu. Mas não me convide.



Escrito por Cid Benjamin às 13h36
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As ligaçõe$ perigosas de Mares Guia

Estas informações são do blog do Josias de Souza, na Folha On Line.

A revista IstoÉ desta semana publica reportagem mostrando que o ministro Walfrido Mares Guia (Turismo) fez, em setembro de 2002, um depósito de R$ 507.134, por meio de sua empresa, na conta do publicitário Marcos Valério.

A revista reproduz uma cópia do recibo do depósito. Mares Guia diz que não sabia que o dinheiro havia sido depositado na conta de Valério. Em outubro passado, quando a revista levantou o assunto, Mares Guia admitira a operação.

O ministro alegou que a transação referia-se a um pagamento de dívida que havia feito a pedido de do senador tucano Eduardo Azeredo (MG). Mas negara que houvesse feito depósito diretamente na conta de Valério. Foi agora desmentido pelo surgimento do comprovante de depósito.

Em outubro, Mares Guia dissera que emprestara dinheiro a Azeredo para que o senador tucano pagasse uma dívida da campanha à reeleição para o governo de Minas, em 98. O valor da dívida era de R$ 700 mil. A pedido de Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha de Azeredo, o débito fora pago por Marcos Valério.

Também em outubro, Azeredo afirmara que o dinheiro que tomou emprestado de Mares Guia serviu para saldar o débito com Valério, que contraíra financiamento no Banco Rural  (sempre ele).

Nesta sexta-feira, Mares Guia disse que sua intenção foi "simplesmente a de ajudar um amigo". Alegou que não sabia que o dinheiro havia sido depositado numa conta de Valério. Ele diz que orientou o banco a depositar o dinheiro na conta indicada por Azeredo.

IstoÉ relata que a operação foi feita na agência Assembléia do Banco Rural, em Belo Horizonte, a mesma em que funcionou a central de saques milionários para alimentar o "mensalão", por ordem de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT.

Segundo a revista, os R$ 700 mil na verdade teriam sido pagos por Valério a Mourão, em troca do silêncio do tesoureiro, que ameaçava contar todo o esquema do caixa dois tucano em Minas. De acordo com a reportagem, Valério teria entrado no circuito a pedido de Mares Guia, que teria sido um dos responsáveis por administrar o caixa dois da campanha de 1998. O ministro nega.

Em depoimento à PF, lembra a Istoé, Mourão disse que Mares Guia era um dos responsáveis pela distribuição dos recursos da coligação formada em torno de Azeredo em 98.



Escrito por Cid Benjamin às 13h35
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Só o salário não dá

Do Letra Viva, boletim eletrônico do MST

 

Pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Socio-Econômicos) a pedido da CUT (Central Única dos Trabalhadores) revelou de que 78% dos trabalhadores na indústria fazem horas-extras para complementar o salário.



Escrito por Cid Benjamin às 13h34
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Tribunal obriga EUA a divulgar nomes de presos de Guantánamo

Um tribunal americano obrigou o Pentágono a divulgar o nome dos cerca dos cerca de 500 presos, desde o final de 2001, na base militar americana de Guantánamo. Ainda ontem, o Pentágono disponibilizou os dados de 300 presos, mas reteve os dos demais.

 

Há mais de três anos são, literalmente, presos fantasmas. Desapareceram e suas famílias sequer sabem onde estão ou se estão vivos ou mortos. Francamente está mais do que na hora de se aumentar a grita internacional denunciando essa situação.



Escrito por Cid Benjamin às 13h33
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Escrito por Cid Benjamin às 11h14
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Manchetes desta sexta-feira

- O Globo: Importações crescem 19% com baixa cotação do dólar

- Jornal do Brasil: O pesadelo dos escândalos - CPI mira Lula e atinge FH

- Folha: CPI acessa dados de conta nos EUA e diz que Duda mentiu, diz CPI

- Estadão: EUA e Índia fazem acordo nuclear

- Correio Braziliense: Leão pega sonegador pelo cartão de crédito

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h13
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Lula quer decidir programa e alianças sem participação do PT

O PT adiou a reunião do seu Diretório Nacional, que estava marcada para o próximo fim de semana, que discutiria programa de governo e alianças na campanha presidencial. A justificativa oficial foi a dificuldade para convocar  os integrantes do diretório. A verdadeira razão é outra: Lula não quer que o partido discuta esses assuntos. Teme críticas de sua ala mais à esquerda à política econômica e restrições aos partidos mensaleiros como aliados na campanha presidencial.

Como sempre, Lula ganhou mais uma no PT.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h12
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TSE decide hoje sobre verticalização

Esta questão é vital para que, finalmente, se tenha um desenho das candidaturas a presidente. Para Lula, é também muito importante: sem a verticalização, poderá ampliar seu arco de alianças, trazendo de novo os partidos mensaleiros. Com ela, terá que lutar para manter até mesmo os aliados históricos PCdoB e PSB.

Mas é possível que a decisão final ainda não venha hoje e que haja recurso ao STF. Que poderia, ao menos, mostrar na questão a mesma ligeireza com que julgou os pedidos de José Dirceu, quando este tentava impedir que sua cassação fosse votada na Câmara.



Escrito por Cid Benjamin às 11h08
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De novo, o fantasma de Celso Daniel

Abaixo o editorial da Folha de hoje, comentando o exílio a que foram forçados os parentes mais próximos do prefeito Celso Daniel, assassinado em 2002.

 

CADA VEZ MAIS ESTRANHO

A decisão de familiares de Celso Daniel - prefeito petista de Santo André assassinado em 2002 - de deixar o país agrega nova dose de estranheza ao caso. O irmão mais novo de Celso, Bruno, já embarcou para fora do Brasil com sua mulher e os três filhos. Os filhos do mais velho, João Francisco, devem seguir os passos da família do tio.

Os Daniel alegam que o irmão foi morto por ter se contraposto a um esquema de corrupção que achacava empresas de ônibus da cidade. O Ministério Público e nova investigação da Polícia Civil colheram indícios que contradizem fortemente a conclusão do primeiro inquérito policial sobre o caso, o qual atestava que Daniel fora vítima de crime comum.

Depósitos de companhias de transporte urbano em favor de Sérgio Gomes da Silva -o assessor que conduzia o veículo com Celso Daniel na noite em que este foi seqüestrado- confirmaram o que dissera um dos empresários que denunciou o esquema em Santo André. Duas testemunhas do assalto ao veículo em que estavam o prefeito e Gomes da Silva afirmaram que este não se comportava propriamente como a segunda vítima da ação -conforme alega-, mas como comparsa dos bandidos.

Seis pessoas que tiveram relação com o caso foram mortas ao longo da investigação, entre elas um foragido da Justiça que, antes de morrer, disse ter trabalhado com Gomes da Silva em Santo André. E um envelope com denúncias contra esse assessor de Celso Daniel foi achado no apartamento do prefeito. Fora enviado por outro auxiliar de Celso Daniel, Gilberto Carvalho, hoje chefe-de-gabinete da Presidência. Carvalho -que confirma o envio do dossiê, dizendo que apenas repassou informações anônimas que recebera- é acusado por João Francisco e Bruno Daniel de lhes ter relatado que agiu como receptor de dinheiro do esquema de corrupção, tendo-o repassado ao então presidente do PT, José Dirceu.

Agora, as ameaças de morte contra os irmãos Daniel -que desde o início das apurações endossam a versão de crime político- os levam a retirar as famílias do Brasil. O fato, aliado ao que já foi revelado até aqui, faz aumentar a verossimilhança do que dizem Bruno e João Francisco.



Escrito por Cid Benjamin às 11h02
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Brasil não tem pressa de fazer a economia crescer, diz Lula

Da Folha de hoje

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em extensa entrevista à revista britânica The Economist, que não tem pressa "de fazer a economia decolar imediatamente". É o primeiro comentário público do presidente sobre o crescimento do PIB do ano passado, que foi de 2,3% e ficou abaixo das previsões governamentais.

Mais uma vez Lula joga conversa fora. Se não tem pressa no crescimento econômico, deveria ter. Com um crescimento que só supera o do Haiti, os bancos podem estar no paraíso, mas não serão criados empregos nem a renda vai ser distribuída no país. 



Escrito por Cid Benjamin às 11h00
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Para CNBB, presidente é submisso a credores

Da Folha de hoje.

Um dia depois de o secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), d. Odilo Pedro Scherer, dizer que o Brasil é um "paraíso financeiro", o presidente da entidade, d. Geraldo Majella Agnelo, elevou o tom das críticas ao governo Lula.

"Esse governo gosta de fazer comparações com outras administrações. Mas não existe na história um governo tão submisso às condições impostas pelos credores do que esse governo", disse ontem o cardeal primaz do Brasil, em Salvador, ao lançar oficialmente a Campanha da Fraternidade na Bahia.

"Eu ainda não vi um banco quebrar no governo Lula. Pelo contrário, os banqueiros estão lucrando cada vez mais", disse d. Geraldo Majella.

O principal programa social do governo foi duramente criticado pelo arcebispo. "O Bolsa-Família é assistencialismo, não é promoção humana. Em alguns casos, [o programa] estimula as pessoas a não fazerem nada em troca de R$ 60, R$ 90 por mês. O que nós [a CNBB] queremos é trabalho e educação para todos."

Antes da entrevista, ao participar de um programa de televisão, d. Geraldo Majella disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "não tem a visão do povo". "O povo quer trabalho, o povo quer educação, e não campanhas de Carnaval."

Ao que tudo indica, a lua-de-mel do governo Lula com os setores progressistas da Igreja chegou mesmo ao fim. 



Escrito por Cid Benjamin às 10h57
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Denise Frossard e os deficientes físicos

"A deformidade física fere o senso estético do ser humano. A exposição em público de chagas e aleijões produz asco no espírito dos outros, uma rejeição natural ao que é disforme e repugnante, ainda que o suporte seja uma criatura humana."

O trecho acima não foi retirado do Mein kampf, de Adolf Hitler, mas do texto assinado pela deputada Denise Frossard (PPS-RJ) na qualidade de relatora de um projeto de lei que criminalizava atos de discriminação contra deficientes físicos.

É verdade que, posteriormente, Frossard se desculpou com os deficientes físicos. Mas o fato de ter escrito o que escreveu mostra que realmente pensa assim.

Frossard tornou-se uma figura pública ao enfrentar corajosamente, na qualidade de juíza, a cúpula do jogo do bicho no Rio. Ao fazer isso, foi erroneamente confundida com alguém progressista, ou mesmo de esquerda. Naquela época (antes do governo Lula), quem enfrentava a corrupção era visto como progressista. Mas a juíza sempre foi conservadora e, até, como mostram suas opiniões sobre os deficientes físicos, direitista e reacionária.

Teve uma votação extraordinária para deputada e apresentou-se como candidata ao governo do estado. Provavelmente a decisão da CNBB de escolher como tema da Campanha da Fraternidade 2006 a solidariedade com pessoas com deficiência vai prejudicar seus planos.

No mínimo, dará pretexto para que se relembre o que escreveu sobre o tema. Como fizeram os jornais desta semana.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h55
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O tititi sobre as escolas de samba

Todo ano é a mesma coisa. Escolas derrotadas reclamam da incompetência ou da má-fé dos jurados. Às vezes, com razão. Quem não se lembra do jurado que justificou uma nota baixa para a bateria da Mangueira com a alegação de que o surdo de terceira atravessara, quando a Mangueira não usa surdo de terceira. (Uma explicação: o surdo de primeira é o que faz a marcação principal; o de segunda responde; e o de terceira faz uns floreios).

Um fato a se registrar é que dificilmente o julgamento oficial coincide com o que é feito pela imprensa ou por especialistas, mesmo que usando os mesmo critérios. Isso mostra que algo precisa ser revisto.

As escolas de samba não são exatamente a minha praia, mas faria duas sugestões. Elas não resolveriam todos os problemas, mas poderiam ajudar a diminuí-los.

  1. Que se retomasse o critério de descartar a maior e e menor nota dada no julgamento de cada quesito. Assim, o erro grosseiro de um jurado não poderia derrubar uma escola.
  2. Que se instituísse um novo quesito relacionado com a capacidade de a escola se comunicar com a platéia. Nunca vi com bons olhos as escolas que fazem um desfile tecnicamente perfeito, mas frio, sem empolgar a arquibancada, e ganham o carnaval.


Escrito por Cid Benjamin às 10h41
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Escrito por Cid Benjamin às 10h50
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As manchetes de hoje

- O Globo: Vila, com Chávez e sem Martinho, é a campeã

- Jornal do Brasil: Vila só quer mostrar que faz samba também

- Folha: Medida do governo encarece o combustível

- Estadão: Telefonemas ligam Okamotto a investigados pelo mensalão



Escrito por Cid Benjamin às 10h44
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Santo André I - Família de Celso Daniel, ameaçada, deixa o país

Da Folha de S.Paulo de hoje

 

Familiares de Celso Daniel (PT), prefeito de Santo André assassinado em 2002, deixaram o Brasil nesta semana com o propósito de não retornar no curto ou médio prazo. Eles afirmam ter recebido seguidas ameaças de morte.

Já embarcaram para o exterior o irmão caçula do petista, Bruno Daniel, sua mulher, Marilena, e os três filhos do casal. Está programada para os próximos dias a partida de um dos filhos de João Francisco Daniel, o primogênito. Por questão de segurança, a família não quer tornar públicos os países de destino.

Segundo Bruno e João Francisco, as ameaças começaram a chegar pouco depois do depoimento de ambos, em 26 de outubro passado, à CPI dos Bingos.

Na ocasião, os irmãos reafirmaram a convicção de que a morte do prefeito está relacionada a um esquema de corrupção montado na Prefeitura de Santo André para financiar o PT.

Nesse dia, em acareação com Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ex-assessor de Celso Daniel, chegaram a dizer que Carvalho não apenas tinha conhecimento do esquema como teria descrito a entrega de dinheiro feita por ele a José Dirceu, então presidente do PT. O longo depoimento dos irmãos à CPI foi transmitido ao vivo pelas TVs.

Primeiro, chegou a João Francisco uma carta anônima. Dizia que ele e Bruno iriam morrer. Depois, em janeiro deste ano, os dois receberam por e-mail uma nova ameaça, desta vez contra as "sobrinhas do prefeito, filhas dos irmãos". Mais tarde, uma pessoa conhecida da família relatou ter ouvido detalhes do planejamento do seqüestro das jovens.

Informada, a polícia abriu inquérito. Bruno e Marilena passaram a contar com proteção policial 24 horas por dia.

Cada um dos filhos do casal --dois rapazes e uma moça, com idades entre 18 e 26 anos-- seguiu para um lugar diferente. Os países de destino foram decididos com base em bolsas de extensão universitária e ajuda financeira providenciada por amigos da família. Apenas Bruno e Marilena permanecerão juntos. "Oficialmente, estamos indo para estudar", diz ele.

A situação de Bruno, economista que lecionava na PUC de São Paulo, chegou a ser discutida em reunião ocorrida quarta-feira passada na universidade. Os demais professores do departamento buscavam maneiras de ajudá-lo a acelerar os preparativos para a viagem.

De perfil mais discreto que o do oftalmologista João Francisco, Bruno é muito respeitado entre os colegas de PUC, aos quais, mesmo antes das ameaças de morte, já havia relatado ter sido seguido na rua em repetidas ocasiões.

Bruno se dizia impressionado porque os perseguidores não eram desconhecidos, mas sim pessoas que a família conhecia de Santo André, no ABC paulista.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h43
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Santo André II - Calcanhar-de-aquiles

Conheci a família de Celso Daniel quando trabalhava no Jornal do Brasil e apurei a história de seu assassinato. Bruno e Marilena são pessoas da melhor qualidade. Militantes antigos da esquerda, fundadores do PT, não mereciam ser obrigados a se exilar de seu país em pleno governo Lula. Mesmo que o governo Lula seja o que está sendo.

Essa história de Santo André é um enorme calcanhar-de-aquiles para o PT. E vai continuar sendo, porque seus dirigentes não querem (ou não podem) contar a verdade. Envolveram-se com gângsteres num esquema de roubalheira que financiou nacionalmente o partido e, agora, são reféns deles. Vêem-se obrigados a defendê-los das acusações do assassinato de Celso Daniel.



Escrito por Cid Benjamin às 10h42
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Santo André III - Como me livrei de um processo

Em 2002 fiz matérias para o Jornal do Brasil sobre o assassinato de Celso Daniel. Nelas, mostrava o que depois ficou evidente: a morte está vinculada ao gigantesco esquema de arrecadação de fundos para o PT que havia na prefeitura de Santo André. Na ocasião, embora eu ainda fosse do PT e tivesse sido integrante da direção nacional do partido, os envolvidos se recusaram a conversar comigo, por orientação da direção do partido.

Tempos depois, o ex-secretário de Assuntos Municipais (sua secretaria unificava transportes, lixo e licença para construções, vejam que interessante...) Klinger de Oliveira ameaçou processar a mim e ao JB se não fosse publicado um desmentido que o inocentasse. Ele próprio enviou ao jornal um arremedo de matéria, com baboseiras do tipo: “Tudo não passou de uma armação dos adversários de Klinger, preocupados com sua fulgurante carreira política...”

Tomei a questão das mãos do Departamento Jurídico do jornal e telefonei para a advogada de Klinger propondo uma entrevista com ele. Afinal, Klinger tinha fugido de mim todo o tempo. A advogada topou, mas voltou atrás quando informei que seria uma entrevista “pra valer”. Eu perguntaria o que quisesse e garantiria a Klinger todo o espaço que desejasse para sua defesa. Ela encerrou a conversa e ameaçou: “O senhor e o seu jornal serão processados.”

Liguei imediatamente para o celular do então ministro José Dirceu. Ele estava numa reunião e conversei com Telma, a assessora que estava com o telefone. Disse-lhe que não precisava sequer falar pessoalmente com Dirceu, mas queria mandar-lhe um recado. Expliquei a situação a Telma e informei: “Caso haja processo contra mim, minha defesa será voltar ao caso.”

Santo remédio. O processo foi aberto só contra o JB. Entrei na história apenas como testemunha de defesa do jornal, quando pude, então, estar frente a frente com Klinger.



Escrito por Cid Benjamin às 10h42
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A gratidão dos banqueiros

Do blog de Josias de Souza, na Folha On Line.

 

Pode-se acusar a banca nacional de tudo, menos de ingratidão. Os bancos tornaram-se os principais doadore$ eleitorais do PT. Entre 2002 e 2004, as casas bancárias aumentaram em cerca de 1.000% suas doações às arcas do petismo nacional e de São Paulo. Saltou de R$ 520 mil para R$ 5,7 milhões o jabá dos bancos para o PT.

Em 2004, ano de eleições municipais, a coi$a melhorou ainda mais. Os bancos depositaram no caixa do PT uma quantia jamais vista: R$ 7,9 milhões. É quase o dobro dos R$ 4,1 milhões doados para a campanha do PSDB (Partido de Salvação dos Bancos). No ano seguinte, 2005, mercê dos juros proporcionados pelo PT (Partido da Taxa), a banca amealhou os maiores lucros da década.



Escrito por Cid Benjamin às 10h41
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Quem banca Lula

Que eu saiba, meu irmão César Benjamin foi o primeiro a chamar a tenção para o fato de que o PT retomou a base de sustentação história das elites no Brasil, ao apoiar-se numa aliança dos muito ricos (banqueiros e rentistas) com os desvalidos (que, miseráveis, trocam o voto por um prato de comida).

O editorial da Folha na quarta-feira, dia 1º, retoma essa linha de argumentação.

 

Os extremos das classes sociais estão unidos pela política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O banqueiro e o sertanejo pobre demonstram regozijo com os rumos do governo. E retribuem, cada qual segundo sua capacidade. A intenção de voto em Lula não seria a mesma sem o Bolsa-Família. Pior estaria o caixa petista não fossem as doações das instituições financeiras.

Os lucros dos grandes bancos no Brasil nunca foram maiores que em 2005. Ao menos para essas instituições valeu a predição lulista do início do ano passado: "Não tem por que 2005 não ser o ano mais importante da década neste país". A política econômica fez a sua parte, ao tomar dos contribuintes R$ 157 bilhões e repassá-los ao seleto clube dos credores da dívida pública. Lá estão os bancos, seja multiplicando o próprio patrimônio, seja partilhando dos ganhos de clientes, mas sempre lucrando.

Não é possível omitir a importância dos juros básicos altos e da carência de regras e fiscalização públicas nos elevadíssimos ganhos dos bancos com empréstimos. Nada mais natural que as instituições financeiras tenham assumido a condição de principais doadores de recursos para o PT ao longo da gestão Lula. O movimento se deu à custa do PSDB, num indício cabal de isenção ideológica da doação bancária.

Na outra ponta da escala social, o assistencialismo de Lula para com os mais pobres segue firme. Bolsa-família e congêneres custam menos de 5% da fatura com juros da dívida pública e beneficiam fatia muito maior de brasileiros (30 milhões). Seu efeito sobre a chance reeleitoral de Lula é claro. Dos 9 pontos percentuais que a intenção de voto no presidente galgou no último Datafolha, 6,3 vieram de pessoas que participam -ou têm familiar que participa- de programas sociais do governo.

Esse modelo pode até ser eficiente para sustentar a finança e a chance eleitoral petista. Mas ele trava o emprego e a renda, os esteios de uma sociedade capitalista. Nessa toada, o contingente dos desesperados aumentará na proporção da conta dos juros. E um dia a banca vai quebrar.



Escrito por Cid Benjamin às 10h40
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O neocoronel

Na mesma linha, a coluna de Clóvis Rossi de terça-feira, na Folha.

 

Na sua invencível capacidade de mudar tudo para que tudo fique como está, o jogo político brasileiro engoliu um "sapo barbudo" para cuspi-lo como neocoronel.

É o que sobrou de Luiz Inácio Lula da Silva, que nasceu como inovador. A prova mais recente está nos dados da pesquisa do Datafolha segundo os quais a virada de Lula deve-se quase exclusivamente aos que recebem uma ou mais das bolsas-esmola, criadas no governo anterior e ampliadas no atual.

O coronelismo, para ficar na versão curta, é a fidelização de uma clientela por meio do fornecimento de bens/serviços que deveriam ser obrigatórios, tipo dentadura, cadeira de rodas, internação hospitalar. Na sua versão mais crua, a versão Severino Cavalcanti, é a intervenção para libertar bêbados da cadeia nos grotões da pátria.

No neocoronelismo, saem dentaduras, entra o dinheiro e aumenta a escala. Mas o modelo é essencialmente o mesmo: o da doação a quem não tem nem condições nem oportunidades para obter uma renda minimamente decente. Não que seja criticável. Entre condenar à fome a massa de brasileiros miseráveis e o assistencialismo, viva o assistencialismo.

Desde que não se pense que ele será capaz, mesmo a longo prazo, de levar os beneficiários à inclusão na economia e na sociedade.

Ideologia, Lula não tem. O pouco que havia virou "bravata", segundo ele próprio, e foi atirado à lata de lixo da história. Partido também não tem. Está "desmoralizado", sempre segundo Lula. Virou máquina de eleger caciques, exatamente como os muitos partidos coronelísticos que ajudaram ou ajudam a perpetuar oligarquias regionais.

Diz-se de esquerda, mas é o partido favorito dos banqueiros, com muita, mas muita folga. Paga a seus financiadores com juros que lhes proporcionam lucros recordes.

A cobertura do andar de cima só pode rir à toa com seu "sapo barbudo" domesticado.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h38
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Vai trabalhar...

De folga na base da Marinha na Restinga da Marambaia, no Rio, Lula saiu para pescar quase todos os dias. Direto seu. Mas na sexta anterior, em seu programa semanal de rádio, o presidente disse que fica incomodado “quando tem um feriado prolongado de três ou quatro dias." E que se aborrece com o fato de "ter tanto tempo para descansar."

Francamente, quando Lula fala para os descamisados parece que está tratando com débeis mentais.

O que o impede de trabalhar, em vez de ir pescar no feriadão?



Escrito por Cid Benjamin às 10h37
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Carnavalesca I - Os garotões parrudos

Os blocos de rua do carnaval carioca são uma oportunidade de ouro para quem quer se divertir e, se for o caso, arranjar uma namorada (ou um namorado). Por isso, é difícil compreender o que leva certos rapazes (aparentemente praticantes de artes marciais) a andarem em grupos de cinco ou seis, exibindo peitorais e bíceps musculosos e olhando desafiadoramente para quem passa.

Raro é o grupo desse tipo em que se vê uma moça.



Escrito por Cid Benjamin às 10h35
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Carnavalesca II - Bola dentro da cervejaria

A cerveja Cintra deu uma bela tacada neste carnaval. Aproveitando-se do descaso da prefeitura, que preferiu investir em show de rock e não ajudou os blocos, a Cintra patrocinou a maioria deles. Teve uma bela exposição da marca e ofereceu cerveja a um real aos foliões. Com isso, teve um ganho extra: muita gente que nunca tinha provado a cerveja viu que ela é bem razoável.



Escrito por Cid Benjamin às 10h34
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Carnavalesca III – Cartazes do Simpatia

Dizeres de alguns cartazes do bloco Simpatia é Quase Amor:

 

"O marido traído não é mais o último a saber. É o penúltimo. O último é o Lula."

 

"É dando que se engravida."

 

"No Rio, o comando é vermelho, a linha é amarela, a governadora é rosinha e a coisa tá preta."



Escrito por Cid Benjamin às 10h31
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Carnavalesca IV - Felipe Dylon esquece a escola em que vai desfilar

O cantor Felipe Dylon estava na concentração do Sambódromo para o desfile na madrugada da terça-feira de carnaval, quando a repórter perguntou o nome da escola que iria defender: "Sei que vou desfilar tocando banjo, mas a escola vou ficar te devendo".

Logo em seguida, Dylon sacou o celular: "Alô? Mãe... Qual é a escola que vamos desfilar mesmo?", perguntou.

Obtida a informação, o cantor, então, pôde informar que sairia pela Império Serrano.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h27
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