Blog do Cid Benjamin


Recesso de carnaval

Durante o carnaval farei uma pausa na atualização do blog. A partir de quinta-feira, dia 2 de março, recomeço a postar notas, artigos e comentários.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h44
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Escrito por Cid Benjamin às 10h42
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Manchetes desta sexta-feira

- O Globo: Decisão do STF abranda a Lei de Crimes Hediondos

- Jornal do Brasil: Dias de folia - Samba, Carnaval...

- Folha: Conflito religioso mata 130 no Iraque em 1 só dia

- Estadão: Supremo, dividido, abranda a lei dos crimes hediondos

- Correio: É carnaval, mas nem tudo e festa - Álcool fica mais caro depois da folia



Escrito por Cid Benjamin às 10h41
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Traficantes implantam o terror

Os jornais de hoje noticiam que, em represália à morte do gerente do tráfico de drogas do Morro Santo Amaro, bandidos levaram terror ao bairro do Catete ontem na hora do almoço, atirando a esmo na Rua Pedro Américo. Os tiros atingiram carros, janelas de apartamentos, portaria de prédios e vitrines de lojas. O comércio fechou as portas. O terror teria durado meia hora (segundo depoimentos colhidos pelo Globo) ou “apenas poucos minutos”, na versão da polícia.

Essa questão traz de novo à tona a questão da política de combate às drogas.

Muita gente (boa) defende a descriminalização. Os argumentos são, no essencial, os seguintes:

1. A ilegalidade das drogas leva, inevitavelmente, ao aumento da violência e à corrupção policial;

2. A repressão é eneficaz para eliminar o tráfico; quem quiser comprar drogas, vai sempre achar quem as venda.

Aceito estes dois argumentos, mas eles não chegam a me convencer de que a legalização é a melhor solução. Apresento minhas razões (não vou perder tempo aqui com a defesa da necessidade de tratamento diferente ao usuário e ao traficante; assim como ao pequeno traficante, muitas vezes um jovem que serve de “avião”, e aos atacadistas):

1. Não me parece razoável ter-se uma mesma política em relação às drogas leves, como a maconha, e às pesadas, que causam maior dependência, como cocaína, heroína etc.

2. Penso que a legalização vai levar ao aumento do consumo de todo tipo de drogas, o que não é desejável para a sociedade;

3. Preocupa-me especialmente a juventude, gente com a personalidade ainda em formação. Não me assusta que alguém de 30, 40 ou 50 anos resolva buscar drogas. Mas conheci jovens que arruinaram a sua vida (e a da família) por conta da dependência de drogas.

De qualquer forma, concordo com os que dizem que, muito mais grave do que o comércio de drogas, é a opressão exercida pelos traficantes contra as pessoas de comunidades carentes, os assasinatos e as guerras de quadrilha, assim como suas demonstrações de força armada.

Assim, penso que, a cada guerra de quadrilhas ou episódios como o de ontem no Catete, a polícia deveria ocupar os locais de origem dos traficantes que promoveram a baderna por um bom tempo.

Isso traria duas conseqüências positivas:

1. Mostraria a todos (aí incluídos os traficantes) que existe um poder público, com o monopólio do uso da força;

2. Traria um prejuízo real aos traficantes, impossibilitados de vender drogas por um período.

Claro que isso não é solução definitiva, para o problema, mas, no estágio em que estamos, traria resultados positivos. Sem legalizar as drogas (o que traria aumento do consumo), a médio prazo poderia diminuir a violência em torno ao tráfico.

Há, ainda, claro, a necessidade de se melhorar muito a polícia, mas isso já é outra conversa.



Escrito por Cid Benjamin às 10h40
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Quem está à esquerda de quem?

“A política econômica é regressiva, com desemprego e ganhos fantásticos para o sistema financeiro”.

A frase, publicada nos jornais de hoje, não é de alguém do PSol. É de José Serra, um dos pré-candidatos tucanos à Presidência.

Ela me faz lembrar o que me disse importante figura do PT pouco antes do segundo turno da eleição de 2002: “Se o Serra ganhar fará uma política à esquerda da de Lula”.

Apesar de, na época, já ser bastante crítico em relação a Lula e ao PT, achei aquilo um exagero.

Meu interlocutor (cujo nome omito porque se tratou de uma conversa entre amigos) continua no PT, apesar de o tempo ter-lhe dado razão.

E pelo visto, Serra, que - como tucano, não tem qualquer autoridade para criticar o neoliberalismo - continua à esquerda de Lula.



Escrito por Cid Benjamin às 10h06
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Radiobrás retira a Folha de seu clipping diário

A publicação Mídia Impressa, clipping preparado pela Radiobrás com as principais reportagens e artigos em jornais diários, circulou hoje sem o material da Folha de S.Paulo – o jornal de maior circulação do país.

O Mídia Impressa é a maneira como os congressistas lêem jornal. Todos os dias, logo cedo, a publicação chega às mãos dos 513 deputados, 81 senadores, ministros e do presidente da República.

A justificativa da Radiobrás é que a Folha suspendeu a impressão do seu primeiro clichê, rodado na noite anterior. A justificativa poderia ser aceita caso não existisse a versão eletrônica da Folha, que entra no ar no meio da madrugada.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h04
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Bom humor contra ameaça de agressão

Profissionais da imprensa de Rondônia fizeram um protesto bem-humorado contra as ameaças de agressão física do deputado petista Anselmo de Jesus ao jornalista Everaldo Fogaça, que publicara notícia que desagradou o parlamentar. Em solidariedade ao ameaçado, seus colegas posaram para fotos, publicadas na imprensa, ao lado de flechas, tacapes e até de um canhão desativado do século XIX. A manifestação funcionou: o deputado petista desistiu, pelo menos por enquanto, de cumprir a ameaça.

Nada como pôr o adversário em situação de ridículo. No Chile, país em que morei alguns anos quando estive exilado, há um sábio ditado: "Del ridículo no hay vuelta".

A fonte desta nota é o site Comunique-se



Escrito por Cid Benjamin às 10h02
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Espelho da mídia - I

Reproduzo abaixo a coluna Espelho da Mídia, publicada na edição do semanário Brasil de Fato que está nas bancas. A coluna vai aqui dividida em duas partes por exigências da tecnologia deste blog (não me perguntem a razão disso). Ela analisa criticamente o comportamento da imprensa.

O Brasil de Fato tem circulação nacional, com venda em bancas (não em todas) e distribuição aos assinantes. Foi criado há quatro anos por um conjunto de entidades do movimento popular, com o MST à frente. O jornal tem, também, uma versão na Internet (www.brasildefato.com.br).

 

JN com menos política

Franklin Martins, Arnaldo Jabor e Chico Caruso não estão mais no Jornal Nacional. Franklin e Jabor apareciam algumas vezes na semana. Chico Caruso tinha uma charge mostrada pelo telejornal diariamente. Aparentemente as mudanças estão vinculadas à queda na audiência do JN e ao caminho escolhido para revertê-la: dar menos espaço para política e fazer um noticiário de cunho "mais popular".

 

"A dor da gente não sai no jornal"

A primeira página do Globo do dia 16 mostrou como a dor dos humildes choca menos do que o incômodo dos ricos. A manchete do jornal foi “Sem polícia, guerra do tráfico volta à Rocinha”. O subtítulo: “Moradores de São Conrado e Gávea se apavoram”. Quem mora nesses dois bairros de classe média alta tinha razões para temer uma bala perdida. Mas nada comparável ao que sofreram os 50 mil moradores da Rocinha, com a guerra em suas portas. “A dor da gente não sai no jornal”, já dizia um velho (e lindo) samba.

 

Olho na TV digital

A sociedade não vem acompanhando o debate sobre a implantação da TV digital com a atenção devida. O governo tenta transformá-lo em algo puramente técnico e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, tem sido acusado de fazer o jogo dos ex-patrões da TV Globo. Com a TV digital será possível triplicar o número de canais de TV aberta em cada região. Há rumores de que o ministro pensa em ceder os novos canais a quem já detém concessões. Seria (mais) um escândalo de enormes proporções.

(continua abaixo)



Escrito por Cid Benjamin às 09h58
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Coluna Espelho da Mídia - II

(continuação)

 

Rede quase nacional

O presidente da Câmara, deputado Aldo Rabello (PCdoB-SP), fez um pronunciamento na quinta-feira, dia 16, em horário nobre, numa rede nacional de TV. Ou melhor, numa rede quase nacional: justamente a TV Câmara se esqueceu de entrar em cadeia.

 

Mais uma de Tanure

Nelson Tanure, o dono do Jornal do Brasil, não se emenda. Deu uma entrevista irresponsável ao site Jornalistas&Cia. Nela, afirma que o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio, Aziz Filho, “é um rapaz que saiu do emprego em uma editora porque estava tentando vender matérias". Segundo Tanure, tal fato teria ocorrido na IstoÉ. Só que Aziz, figura querida e profundamente ética, é chefe de redação da sucursal da IstoÉ no Rio.

 

Programa Ver TV

Estreou no dia 16/02 o programa Ver TV, que se propõe a analisar criticamente o conteúdo da televisão brasileira. Sempre com três convidados, ele vai debater temas como a função social da TV, a classificação indicativa, a programação infanto-juvenil, papel da mulher na TV e a TV digital. Vai ao ar todas as quintas, às 22h30, pelos canais TV Nacional e NBR, da Radiobrás, e ainda pela TV Câmara.

 

Bairrismo bobo

O jornalista Mário Marona, que é gaúcho, chama a atenção em seu blog para mais um capítulo da disputa idiota originada pela rivalidade entre São Paulo e Rio. Na manhã de domingo, a segunda matéria mais importante da Folha On Line  sobre o show dos Rolling Stones foi sobre o intenso trabalho dos bombeiros. No título, um exagero evidente: "Show foi um inferno, dizem bombeiros". Numa festa de rock que reuniu mais de um milhão de pessoas, incidentes causados por gente que bebe demais e recebe atendimento médico são inevitáveis. Mas, diga-se, no caso foram até poucos.

 

Processo contra TV Record

O juiz Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, acolheu denúncia do Ministério Público e abriu processo contra o bispo Edir Macedo, chefe da Igreja Universal e dono da TV Record, e mais seis diretores da emissora. A acusação é de importação ilegal de equipamentos eletrônicos e falsificação de documentos. A pena prevista para esses crimes é, respectivamente, de um a quatro anos e de um a cinco anos de reclusão.



Escrito por Cid Benjamin às 09h56
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Agruras de um tradutor

Ricardo Noblat conta em seu blog que Gilberto Gil serviu de interprete ontem para Bono Vox, no carnaval de Salvador, enquanto Ivete Sangalo cantava o novo hit baiano Chupa toda. O refrão diz:

 

E aí chupa toda

Disse toda

Chupa toda

Disse toda

Chupa toda!

 

Segundo Noblat, por mais que Gil se esforçasse, Bono teve certa dificuldade de entender o sentido da música.



Escrito por Cid Benjamin às 09h53
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Escrito por Cid Benjamin às 09h10
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Manchetes desta quinta-feira

- O Globo: Governo recua e cancela nova tarifa de telefones

- Jornal do Brasil: Vitória do pulso - Consumidor ganha batalha do telefone

- Folha: Lula afirma que faz campanha 365 dias por ano

- Estadão: Em 3 anos de Lula, bancos já lucram mais que nos 8 de FHC

- Correio: 20% dos juízes devem perder supersalários



Escrito por Cid Benjamin às 09h05
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Santíssima Trindade ameaça jogar a toalha

Do Blog do Noblat, hoje

 

"O senador Tasso Jereissati (CE), presidente do PSDB, disse ontem que se os pré-candidatos tucanos - o governador Geraldo Alckmin e o prefeito José Serra - não se entenderem até o carnaval, ele, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador Aécio Neves devem 'devolver o problema ao partido'. Em Minas, Aécio afirmou que o triunvirato integrado por ele, FHC e Tasso tem as melhores intenções e que sem a coordenação a escolha do candidato 'vira casa da mãe joana'.

Em entrevista ao Blog do Moreno, Tasso disse que o prazo máximo para um entendimento - aparentemente distante - é o carnaval. 'Aí o partido tomará uma decisão para a escolha, que poderá ser através de uma prévia geral ou limitada', explicou, admitindo pela primeira vez, de forma explícita, a realização de prévias."

 

É, pelo visto o alto tucanato foi vítima daquele ditado popular que diz que esperteza demais acaba engolindo o esperto.



Escrito por Cid Benjamin às 09h04
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Amor de carnaval

Da Folha de hoje.

Na sua fase “Serrinha paz e amor”, o prefeito de São Paulo, José Serra, decidiu convidar o governador paulista, Geraldo Alckmin, para ambos assistirem juntos ao desfile de escolas de samba no camarote da Prefeitura, na sexta-feira, no sambódromo paulistano.

 

Sei não, do jeito que o estado-maior de cada um se refere ao outro, depois do terceiro uísque arrisca a sair tapa



Escrito por Cid Benjamin às 09h01
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Controvérsias tucanas

Duas notas do Painel da Folha de hoje.

 

Assim é...

De um tucano pró-Alckmin sobre o jantar do governador com a bancada em Brasília: "Ele empolgou os deputados com um discurso forte contra Lula".

 

... se lhe parece

De um serrista presente ao evento: "Clima de velório. Ele repetiu as obviedades de sempre sobre Lula e pesquisas".



Escrito por Cid Benjamin às 09h00
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Bancos - I

Um ilustrativo texto sobre os escandalosos lucros dos bancos na era Lula.

 

Recordes bancários

Os grandes bancos continuam a gozar de uma posição extremamente privilegiada dentro da economia brasileira. É o que revelam os balanços financeiros, divulgados nos últimos dias, relativos ao desempenho em 2005 das maiores instituições financeiras atuantes no país. As grandes corporações financeiras -não importa se sob controle público ou privado- auferiram no ano passado lucros altíssimos, em vários casos recordes históricos.

O fato de tratar-se de um movimento generalizado indica que, para além das decisões gerenciais e estratégicas de cada instituição, pesou decisivamente para a obtenção de tamanha rentabilidade o ambiente de negócios em que operaram.

Embora presente há anos, não deixa de ser perturbadora a diferença entre o desempenho dos bancos e a performance pífia da economia brasileira. No ano de 2005, o PIB do Brasil cresceu apenas cerca de 2,5%, um ritmo bem inferior ao da economia global (4%) e, mais ainda, da média das grandes economias emergentes (6%). Há um contraste evidente entre rentabilidades sobre o patrimônio superiores a 30% e o medíocre desempenho do país. A política econômica e a regulação financeira ainda não foram capazes de induzir os bancos a contribuir mais decisivamente para o desenvolvimento.

A sofisticação do sistema financeiro ajuda a explicar a rentabilidade das instituições. Elas estão aptas a prosperar num ambiente que combina taxas de juros altíssimas, propiciando ganhos enormes com a dívida pública, e baixo (embora crescente) volume de crédito. Um ganho elevado é obtido nas operações de empréstimo graças a "spreads" -diferença entre o custo dos bancos ao captar recursos e as taxas que cobram ao emprestá-los- também elevados.

Estimular grandes bancos a ofertarem crédito de longo prazo às empresas, a custo compatível com o retorno dos investimentos produtivos, é um desafio que a política econômica simplesmente não enfrentou.

 

Se alguém achou que o que está dito acima foi escrito por algum radical de esquerda, enganou-se. O texto é o primeiro editorial da Folha de S. Paulo de hoje.



Escrito por Cid Benjamin às 08h59
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Bancos – II

Abaixo, o artigo de Clóvis Rossi, da Folha de hoje. Também sobre os lucros dos bancos.

 

A "grande maldição"

 Em mais um de seus delírios megalômanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que seu governo está fazendo história ao "repartir com os pobres o dinheiro arrecadado com os ricos".

Fazendo história, talvez até esteja, mas pelo motivo exatamente oposto conforme a análise de Carlos Lessa, que foi presidente do BNDES com Lula, mas incomodou demais muita gente poderosa, até do governo, e teve que cair fora.

Vejamos o que diz Lessa sobre quem reparte o que com quem: "Enquanto isso, o governo federal paga R$ 146 bilhões de juros da dívida pública, a qual não pára de crescer e já se aproxima de R$ 1 trilhão. Segundo estimativa do professor Marcio Pochmann, 70% desses juros destinam-se a apenas 20 mil famílias. São R$ 110 bilhões para os muito ricos, em contraste com R$ 7 bilhões para os muito pobres. O governo pratica a mais brutal concentração de renda e riqueza do planeta. Aqui reside a grande maldição, que, com o tempo, só tem feito crescer".

O artigo completo de Lessa foi publicado por esta Folha, no último dia do ano passado.
Já usei esses dados, mas não custa repeti-los, na medida em que o presidente também repete sua megalomania e há sempre a possibilidade de que uma mentira muitas vezes repetida vire verdade.

A única coisa que se pode dizer a favor de Lula, nesse quesito, é que ele está longe de ser o único que fez tão maciça transferência de renda -não para o andar de cima, mas para a cobertura do andar de cima.

Essa política é tão velha quanto o país, a ponto de ter produzido uma das sociedades mais desiguais do planeta. O tucanato, primeiro, e Lula, depois, apenas continuaram com o jogo. Para o andar de baixo, introduziram o "sopão dos pobres", na forma das diversas bolsas-esmola, criadas pelos primeiros e ampliadas pelo atual governo.

Algum dia alguém vai se habilitar a romper a "grande maldição"?



Escrito por Cid Benjamin às 08h57
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Bancos – III

Mais uma na Folha de hoje sobre bancos. A autora do texto é a colunista Eliane Catanhêde.

 

O país dos recordes

O lucro líquido do Bradesco foi o maior da história em 2005: R$ 5,514 bilhões, 80,2% superior ao do ano anterior.

O lucro do Itaú foi o maior da história em 2005: R$ 5,251 bilhões, 39,06% a mais do em 2004.

O lucro do Banco do Brasil (BB) também foi o maior da história em 2005: R$ 4,154 bilhões, 37,4% a mais do que no ano anterior.

E o lucro da Caixa Econômica Federal (CEF) igualmente foi o maior da história em 2005: R$ 2,07 bilhões, 46% a mais do que em 2004.

Devemos, portanto, nos orgulhar. Somos um país de recordes! Em geral, recordes herdados dos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso e devidamente aprofundados no governo Luiz Inácio Lula da Silva, como no caso dos juros (os maiores do planeta) ou dos índices de crescimento, que estão nuns 2,5% e só perdem para o nosso agora íntimo Haiti.

Com tantos recordes, devemos parar com essa implicância contra tucanos e petistas e finalmente admitir que temos o melhor país do mundo. Do contrário, convém contrastar esses lucros vertiginosos de bancos com a realidade nacional e refletir se não há alguma coisa errada.

Será que o crescimento do país, a distribuição de renda, a ciência e tecnologia, a educação, a saúde, a infra-estrutura estão acompanhando tudo isso? E a classe média foi parar no paraíso? Se a resposta for não, pode-se supor que esse "boom" seja resultado de juros e tarifas escorchantes e da evidente sobrevalorização do real.

E, no caso do BB e da CEF, como podem bancos de fomento, de desenvolvimento e de investimento na produção e na geração de empregos ter lucros assim? Afinal, é dinheiro para investir ou para se multiplicar?

Sei não, até porque isso é coisa para os entendidos em economia, como o médico Palocci, e seria interessante saber a impressão da indústria e das centrais sindicais. Nós, os leigos, não entendemos nada e só conseguimos chegar a uma conclusão: já não se fazem mais PTs como antigamente.

 



Escrito por Cid Benjamin às 08h56
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Bancos – IV

Matéria que foi a manchete de primeira página no Estadão de hoje mostra que os cinco maiores bancos com atuação no país tiveram um lucro 28,4% maior nos três anos do governo Lula do que nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso.

Quem diria que Lula seria ainda mais generoso com os bancos do que os tucanos...

Para quem construiu o PT desde o tempo em que ele era um partido de mudanças, uma notícia como esta dá vontade de chorar.



Escrito por Cid Benjamin às 08h55
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Atentado contra a Tradicional Família Mineira

O Globo de ontem informa que o deputado Alencar da Silva Jr. (PDT-MG) disse em discurso na Assembléia Legislativa de Minas que o fim do nepotismo "vai acabar com a Tradicional Família Mineira”. E explicou: “Se o deputado for obrigado a demitir sua esposa, isso vai abrir espaço para ele contratar a amante”. Isso, segundo o deputado, acabaria pondo em risco uma instituição tão importante como a família.

Sem comentários.



Escrito por Cid Benjamin às 08h53
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Escrito por Cid Benjamin às 11h33
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Manchetes desta quarta-feira

- Globo: Menos álcool na mistura vai encarecer a gasolina

- Jornal do Brasil: Com menos álcool - Sobe o preço da gasolina

- Folha: Lula supera Serra no 1° e no 2º turno

- Estadão: Fundos compensaram BMG e Rural, diz CPI



Escrito por Cid Benjamin às 11h32
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Datafolha: Lula sobe e supera Serra por 5 pontos no segundo turno

Pesquisa Datafolha, divulgada nesta quarta-feira, revela que Lula José Serra, do PSDB, tanto no primeiro quanto no segundo turno se as eleições presidenciais fossem hoje. De acordo com o levantamento, realizado nesta segunda e terça-feira, Lula tem 39% das intenções de voto contra 31% de Serra no primeiro turno. É a primeira vez em quatro meses que Lula aparece à frente de Serra no primeiro turno. Na comparação com a pesquisa anterior, realizada há três semanas, Lula subiu de 33% para 39%, enquanto Serra recuou de 34% para 31%.

Já no segundo turno, o presidente venceria a disputa com 48% dos votos contra 43% do prefeito de São Paulo.

Na última pesquisa Datafolha, o quadro era inverso. Lula detinha 41% das intenções de votos, contra 49% de Serra. Desde agosto do ano passado, esta é a primeira vez que o presidente aparece à frente do tucano também no segundo turno.

Quando o adversário é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também do PSDB, Lula sobe de 36% para 43% no primeiro turno, enquanto o governador paulista fica com 17%. No segundo turno, o placar é 53% a 35% para o petista.

Na pesquisa anterior, Lula tinha recuperado votos entre os mais pobres e com menos escolaridade. Agora, o presidente também cresce entre os que ganham mais de dez mínimos e têm mais anos de estudo.

O Datafolha ouviu 2.651 pessoas em 164 cidades do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.



Escrito por Cid Benjamin às 11h30
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PSDB encalacrado

Do blog de Fernando Rodrigues, hoje, na Folha On Line.

A pesquisa Datafolha publicada hoje deve aumentar o risco de cizânia no PSDB. Os números confirmam que 1) Lula segue em recuperação, 2) Serra continua numericamente como candidato mais forte a ser o anti-Lula e 3) que, se o nome tucano for o de Geraldo Alckmin, o PT tem chance de liqüidar a disputa a seu favor já no primeiro turno.

Na vida real, a situação para os tucanos é outra. Alckmin não arreda pé. Quer ser o candidato. Só abre mão se for derrotado numa disputa interna formal, algo que não ocorrerá no PSDB.

Sem saber o que fazer, a cúpula tucana passou a emitir sinais variados. FHC (anteontem) e Tasso Jereissati (ontem) curiosamente agora admitem a realização de prévias. Bobagem. Não haverá prévias.

A José Serra não interessa entrar numa disputa fratricida pela vaga de candidato. "Tenho muito a perder", repete ele a quem toca no assunto. O prefeito de São Paulo continuará a esticar a corda. Vai esperar que o partido decida se o escolhe (com 31% no Datafolha) ou se fica com Alckmin (cuja marca é 17%).

Até onde a vista alcança, Alckmin não tem na cabeça a idéia de desistir. Ao contrário de Serra, o governador de São Paulo nada tem a perder. Mesmo um fracasso na corrida presidencial o torna nacionalmente conhecido. Credencia-se para 2010.

Serra tem repetido que precisa de um consenso. De um apelo do partido a seu favor para que renuncie à Prefeitura de São Paulo.

Do jeito que as coisas andam, se a cúpula prefere mesmo Serra, terá de montar um movimento para ir primeiro a Alckmin pedindo a ele que saia da disputa.

Só que ontem estiveram com o governador paulista FHC, Tasso e Aécio Neves -o triunvirato tucano. Ninguém se arriscou a propor uma desistência. Em resumo, o PSDB está encalacrado, e os seus dirigentes se mostram ineptos para encontrar uma saída. Enquanto isso, Lula ri, solta foguetes e comemora.



Escrito por Cid Benjamin às 11h28
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Medalha de ouro

Do Painel da Folha, hoje.

Comentário de petista graúdo para tucano idem: "Olhe que vocês vão acabar ganhando de nós na modalidade tiro no pé".



Escrito por Cid Benjamin às 11h27
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Ninguém está em campanha, mas...

Lula começou uma maratona em que visita seis estados em dois dias. Ontem, pôs chapéu de cangaceiro no lançamento da pedra fundamental de uma universidade no Nordeste e reinaugurou o aeroporto de Recife, já inaugurado por ele em julho de 2004, às vésperas da eleição municipal.

Enquanto isso, o tucano Geraldo Alckmin foi ao programa Todo Seu (nome esquisito, não?), do antigo cantor pop Ronnie Von (lembram-se dele?). Lá, saboreou um picolé de chuchu. Pra quem não sabe, Picolé de Chuchu foi o apelido posto no governador de São Paulo por Paulo Maluf. Alckmin disse ter achado o picolé "gostoso, bom para a saúde".

Sem comentários.



Escrito por Cid Benjamin às 11h26
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Brasil de Lula, o paraíso dos banqueiros

Nem sei mais se a queda de mais um recorde de lucros de bancos é notícia. No governo Lula, todo dia esses recordes são batidos. Resultado da política econômica que pagou mais de R$ 160 bilhões apenas de juros da dívida em 2005.

Só pra chatear, vale lembrar: um mês de pagamento de juros corresponde ao que a governo federal gastou no ano passado com o Sistema Único de Saúde (SUS). Quinze dias foi o que gastou com educação. E dez dias foi o equivalente ao gasto com o Bolsa Família, programa que é a menina dos olhos dos marqueteiros do Planalto.

Isso explica os lucros astronômicos dos bancos.

Bom, abaixo notícia publicada hoje na Folha On line.

 

O Bradesco fechou 2005 com lucro líquido recorde de R$ 5,514 bilhões, resultado 80,2% superior ao do ano anterior (R$ 3,06 bilhões).

De acordo com levantamento da consultoria Economática, o lucro do Bradesco é o maior da história entre os bancos de capital aberto de toda a América Latina (grifos meus) - os dados já foram ajustados pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE).

"O ano de 2005 foi o maior lucro da nossa história de 62 anos”, disse o presidente da instituição, Márcio Cypriano.

O segundo maior resultado é do Itaú, que teve lucro recorde de R$ 5,251 bilhões no ano passado, um crescimento de 39% em relação a 2004.

O balanço do Bradesco mostra ainda que o banco alcançou um retorno sobre o patrimônio líquido de 32,1% no ano de 2005.

Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Unibanco registraram lucros recordes no ano passado. O resultado dos bancos brasileiros foi favorecido pelas altas taxas de juros. A Selic, taxa que remunera cerca de 50% dos títulos públicos, ficou, em média, acima de 19% no ano passado, o que gera receitas para os bancos.

Além disso, o juro médio bancário brasileiro, de 44,7% ao ano, é o maior do mundo, segundo levantamento feito pela Folha de S.Paulo a partir de dados do FMI (Fundo Monetário Internacional).

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h24
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E por falar em bancos...

O Supremo Tribunal Federal julga hoje pedido dos bancos para que não precisem respeitar o Código de Defesa do Consumidor. A ação chegou ao STF e em 2002 começou a ser julgada. Os dois primeiros votos foram contrários aos bancos. A partir daí, o julgamento começou a se arrastar. Ministros do Supremo pediram vistas do processo e, cada vez que a votação seria retomada, era mais uma vez adiada. Depois de cinco adiamentos (o último foi na semana passada), a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor afirmou: “Parece mesmo não haver interesse em se chegar ao fim do julgamento”.

Pode ser que a decisão saia hoje.

Vamos acompanhar. Mas confesso que tenho uma certa desconfiança com as questões polêmicas que são empurradas para perto do carnaval, do Natal ou do Ano Novo.

E, afinal, os bancos são os bancos.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h21
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Hoje tem o Bonde do samba

O (bom) compositor Bandeira Brasil é o responsável pelo Bonde do Samba, simpática iniciativa que tem lugar  hoje. A roda de samba, para aquecimento, começa às 16h na estação do Largo da Carioca, ao lado do prédio da Petrobrás. O primeiro dos três bondes programados tem a partida marcada para as 18h15 e levará os músicos de choro. Os outros dois, que sairão com intervalos de 15 minutos, terão partido alto e marchinhas de carnaval. Vale a pena conferir.



Escrito por Cid Benjamin às 11h16
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Escrito por Cid Benjamin às 08h09
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Manchetes desta terça-feira

O Globo – Governo vai reduzir mistura do álcool à gasolina

Jornal do Brasil – Receita arrecada mais, bancos estatais faturam alto – Dinheiro transborda do cofre

Folha - PF deve indiciar diretores do Rural

Estadão – Preço do álcool não pára de subir e alarma o governo



Escrito por Cid Benjamin às 08h08
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Sempre ele

Quando se ouve falar em trambiques com a participação de algum banco, em nove entre dez casos o Rural está presente. Desde os correntistas fantasmas de Collor até os “recursos não contabilizados” de Delúbio tem sido assim.

Agora, seus diretores serão indiciados por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Fica a pergunta: será que alguém de terno e gravata vai ser punido? Se for, será que vai mesmo para a cadeia?



Escrito por Cid Benjamin às 08h07
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De gafes a inverdades – Artigo de Milton Temer (jornalista)

Mais justo seria adiar confrontações, que Carnaval é exatamente para isso. Mas é impossível. O governo Luis Inácio não dá uma folga. De patacoadas inoportunas a distorção de dados e fatos, semanalmente o repertório se renova. E o dos últimos dias chegou a nível escandaloso.

Ao grão:

Através de mais uma abominável Medida Provisória, o governo Luis Inácio Lula da Silva estendeu outro tapete de privilégios ao já inaceitável livre trânsito de capitais especulativos estrangeiros no Brasil. Concedeu-lhes absoluta isenção tributária na aquisição de títulos do governo, alargando a rede de benesses. Eram tributados em 15% em suas aplicações, contra 22,5%  dos brasileiros, no cassino sem risco em que a atual política econômica transformou a agiotagem da dívida pública. E agora, para além de não mais participarem do recolhimento do Imposto de Renda sobre o lucro realizado, viram-se também dispensados da CPMF. O trágico é ouvir o argumento da Fazenda: “serão taxados no país de origem”. Deu para entender? Lucram na especulação com a dívida pública brasileira e enriquecem o Tesouro americano.

Vale recordar o golpe de Estado que, em 64, nos mergulhou em duas décadas de obscurantismo ditatorial. Uma parte substantiva das Forças Armadas se entregou ao cantochão do anticomunismo rasteiro, marcante do período da Guerra Fria, para desalojar o governo popular e democrático de João Goulart. Pois bem; na pauta dos serviçais de interesses norte-americanos, que iniciavam no Brasil um período trágico para todo o continente, um item merecia especial destaque na mobilização golpista: a lei de controle da remessa de lucros que o governo Goulart pretendia implementar. Era uma das medidas simbólicas das chamadas Reformas de Base que levavam a direita reacionária, caudatária do grande capital norte-americano, à histeria absoluta. 

O governo “popular e democrático” de Luis Inácio Lula da Silva conseguiu ir além, portanto, do proporcionado como subserviência aos interesses do capital estrangeiro, pelo golpe militar de 64. Ao menos, e até por respeito ao exemplo do passado que nunca conseguiu honrar, poderia ter tido o pudor de enviar tão polêmica proposta através de projeto de lei. Com a MP, pôs o regalo à especulação internacional em imediato vigor.

Só é de se esperar que o ex-ministro José Dirceu, agora operando como articulista, não encontre lado positivo em mais essa medida do governo a que serviu.

Mas não ficamos aí. Foi também uma semana de fanfarras por conta da “recuperação de índices eleitorais” expressivos, segundo a pesquisa da CNT-Sensus. Mas, bolas... não ocorreu a nenhum chefe de editoria política perguntar-se por que toda pesquisa dessa entidade dirigida pelo lobista Clésio Andrade, mesmo nos momentos mais agudos das CPIs, sempre registrou melhoria dos índices, que são imediatamente desmentidos por pesquisas subseqüentes, realizadas com mais credibilidade?

Mais do que qualquer editor de política, a própria assessoria do Planalto é sabedora disso. Mas se a imprensa não chamou a atenção para a “coincidência”, não seriam os principais interessados – governo e PT – que iriam se escafeder da mentira. Mergulharam nela sem explicar por que sua militância, a despeito da boa nova, não sai mais às ruas. Explico, eu. Não sai porque não encontra receptividade. Porque não se dispõe a ouvir chacotas de passantes com gritos de “mensalão”, “cuecão” e outros aumentativos pouco prazerosos.

Tem consciência de que, para além dos exemplares Okamoto e Delúbio Soares, Lula não pode jogar na caixa do esquecimento os episódios de corrupção comprovada ao seu redor. Nem as iniciativas políticas que traíram compromissos históricos com a defesa dos direitos sociais, e que serão recuperadas nos debates da campanha que se avizinha.

Fica faltando a mentira final. A dos índices do IBGE – que já havia criado critérios discutíveis para acobertar o desemprego crescente – com respeito ao crescimento da indústria. A CNI, cujo presidente não oculta o apoio ao governo, os desmentiu logo depois. O IBGE superestimou os dados da pesquisa. O que foi badalado como crescimento, correspondeu, na verdade, a recuo.

Aliás, quem se preocupar em fazer uma pesquisa nas letras dos blocos de rua no Carnaval do Rio vai constatar: as letras críticas, satirizando a conjuntura mostram que a propaganda do governo pode até dar resultado sazonal, em socorro dos porta-vozes da bajulação oficial. Mas não está enganando a quem ainda vive da esperança contra o medo.

(publicado hoje no Jornal do Brasil)



Escrito por Cid Benjamin às 08h06
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Farta matéria-prima

O carnaval carioca sempre teve na política inspiração para seus sambas. Mas poucas vezes a matéria-prima foi tão farta como este ano. A nota abaixo foi publicada ontem no Painel da Folha.

No Carnaval do mensalão, o bloco carioca Maracangalha, formado por ex-petistas, apimentou o samba: "Jeany Mary está no corner/ Bateram o martelo no Sereno/ Multaram o Land Rover do Silvinho/ Reprovaram o Professor Luizinho".

O Maracangalha tem como inspirador, carnavalesco e presidente Joaquim Ribeiro, um veteraníssimo folião carioca responsável pela recuperaçãode parte do acervo musical do antigo Cantinho da Fofoca. Joaquim pilotou recentemente o relançamento de um CD com músicas cantadas ali. O Cantinho da Fofoca é local na Rua Rodrigo de Brito, quase esquina com Álvaro Ramos, em Botafogo, onde se reuniam bambas como Paulinho da Viola, Mauro Duarte, Walter Alfaiate e outros. Alguns deles, como Paulinho da Viola, eram garotos ainda, e Joaquim já pontificava no samba.



Escrito por Cid Benjamin às 08h05
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Profissional é isso aí

Consta que a história abaixo é verdadeira.

Nos anos 50, o então senador Benedito Valadares, exemplo da matreirice mineira na arte de fazer política, estava em sua terra natal recebendo em casa seus correligionários. Do lado de fora, a fila de admiradores e cabos eleitorais do velho Benedito, que esperavam a vez para terem um dedo de prosa com o senador do PSD.

Em dado momento, um dos cabos eleitorais faz grave denúncia. Diz ele que Benedito deveria cuidar-se, pois seria traído por um outro cabo eleitoral, que estaria se encontrando às escondidas com adversários políticos do senador. Benedito o escuta com a atenção e diz: “Você tem razão, você tem razão”.

Passado algum tempo, é a vez do denunciado conversar com o senador. Ele faz a mesma denúncia contra o primeiro. Benedito o escuta atentamente e conclui: “Você tem razão, você tem razão.”

Finda a romaria, a mulher do senador, que presenciara tudo, reclama: “Benedito, isso não se faz. Você disse que um tinha razão e, depois, disse a mesma coisa ao outro...”

Benedito Valadares a escuta com um ar de quem faz autocrítica e proclama: “Você tem razão, você tem razão.”



Escrito por Cid Benjamin às 07h59
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Escrito por Cid Benjamin às 18h34
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Uma explicação

É minha intenção atualizar diariamente este blog e na parte da manhã. Hoje isso não foi possível. Peço desculpas aos (parcos) leitores e prometo esforçar-me para que a atualização seja sempre mais cedo.  

Escrito por Cid Benjamin às 18h34
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Manchetes desta segunda-feira

- O Globo: Bono & Lula, tietagem em Brasília

- Jornal do Brasil: Governo perde dinheiro

- Folha: Lula reduz custos com empregado doméstico

- Estadão: Fechado acordo para quitação de precatórios

- Correio: Como fugir das armadilhas na compra da casa própria



Escrito por Cid Benjamin às 18h32
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Tucanato troca canelada

A disputa Serra versus Alckmin dentro do PSDB está baixando o nível. As palavras com que adeptos de uns referem-se ao outro, e vice-versa, são muitas vezes impublicáveis. E o PSDB tem a imagem de um partido de “gente civilizada”. Ou, pelo menos, procura vender essa imagem para a opinião pública.

A esta altura, não será surpresa se, seja qual for o candidato escolhido, ele não conseguir unir o partido.



Escrito por Cid Benjamin às 18h31
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Tucanos desmentem o doutor Ulysses

O clima no PSDB parece desmentir a célebre frase de Ulysses Guimarães: "Em política, até a raiva é combinada". O doutor Ulysses devia estar se referindo aos profissionais.



Escrito por Cid Benjamin às 18h30
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Lula em ritmo de candidato

Enquanto os tucanos brigam Lula esquece o governo e intensifica o ritmo de campanha.  Amanhã e depois vai visitar nada menos que sete estados. Josias de Souza lembra, em seu blog na Folha On Line, que a agenda presidencial segue uma esrita lógica eleitoral. Lula vai às regiões Norte e Nordeste, onde seu potencial de votos é maior. Lançará obras em seis universidades federais. Com isso, afaga o eleitorado jovem e esclarecido, numa tentativa de qualificar o seu prestígio nas naquelas regiões, mais forte entre os eleitores mais pobres e menos escolarizados.



Escrito por Cid Benjamin às 18h29
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Procura-se o Programa Primeiro Emprego

Mais de um quarto dos jovens entre 15 e 24 anos (mais precisamente 27%) das oito principais regiões metropolitanas do país não trabalham nem estudam, de acordo com uma pesquisa do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) e do instituto Pólis com oito mil jovens, publicada hoje na Folha de S. Paulo. É um índice alarmante.

Um dos carros-chefes da campanha de Lula não era o Programa Primeiro Emprego?



Escrito por Cid Benjamin às 18h28
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Gorender e Marx

Baiano, filho de judeu ucraniano, Jacob Gorender foi um dos principais teóricos, historiadores e intelectuais do velho PCB. Rompeu com o Partidão em 1967, participou da criação do PCBR. Foi um dos fundadores do PT. Hoje com 83 anos, ele dá uma entrevista ao caderno Aliás, do Estadão, que contém um interessante reflexão sobre o marxismo.

O senhor já disse que o problema de O Capital, de Karl Marx, é ser uma obra feita só de certezas. Uma obra sem direito a dúvidas...

- Marx era um determinista utópico. Queria algo que a realidade não confirmou. Previu que, com o avanço das forças produtivas, a humanidade gozaria de fartura plena. A produtividade não teria limites. Não é verdade. Apesar dos avanços tecnológicos, há o limite ecológico para a produtividade. Não se pode crescer a ponto de deteriorar o ambiente em que o homem vive. Isso Marx não pensou. Outra previsão equivocada foi a do desaparecimento do Estado. Como não haveria mais classes sociais na evolução marxista, então o Estado seria desnecessário. Haveria uma espécie de autogoverno das comunidades. Impossível. As sociedades necessitam do Estado, até porque há prioridades a definir. Que meios de transportes usar? Qual a produção industrial? Serviços de saúde, educação, quem vai decidir sobre isso? Só pode ser o Estado, democrático e de direito.

Marx apostou todas as fichas da inevitabilidade do processo?

- Sim, era um fatalista. Não levou em conta que a história humana é cheia de incertezas, de viradas, não pode ser totalmente previsível. O sistema só funciona de maneira previsível enquanto sistema. Quando as coisas começam a falhar, há desobediência, sublevações, corrupção, e o sistema não funciona. E tudo é tão imprevisível. Elementos da teoria da relatividade de Einstein, a psicanálise de Freud e a Teoria do Caos deveriam ter sido incorporados pelo pensamento marxista.



Escrito por Cid Benjamin às 18h26
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Chico Batera sabe das coisas

Músico de mão cheia, Chico Batera cunhou, em poucas palavras, a melhor definição para o recém realizado show dos Rolling Stones no Rio.

“É uma maravilha. Tudo muito bonito. O espetáculo, as luzes, a presença de palco, a multidão alegre... Só a música é que não presta muito.”



Escrito por Cid Benjamin às 18h25
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Escrito por Cid Benjamin às 11h51
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As manchetes deste domingo

O Globo – O maior show de rock da história

Jornal do Brasil – Rolling Stones

Folha – PF vai indiciar 18 bancos suspeitos de remessa ilegal

Estadão – Dólar baixo afugenta multinacionais



Escrito por Cid Benjamin às 11h46
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Relatório final da CPI diz que mensalão existiu - entrevista com Serraglio I

Reproduzo aqui, dividida em quatro partes, longa entrevista publicada no blog do Josias de Souza, da Folha, com o relator da CPI dos Correios, Osmar Serraglio. Ela fala por si só.

 

Contrariando o que afirmam Lula e o PT, o relatório final da CPI dos Correios irá sustentar a tese de que o mensalão existiu. Em entrevista ao blog, o relator da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR), diz que já redigiu 60% do texto. “Ficou muito clara a existência do mensalão”, afirma. Abaixo, a entrevista:

- O relatório final fica pronto até 20 de março?

Sim. Entregaremos o relatório até esse dia para discussão dos membros da CPI. Até o dia 11 de abril, tem que estar votado, para que a comissão não passe uma vergonha nacional.

- A redação do relatório final já está avançada?

O trabalho está bastante avançado. Diria que já preparamos uns 60% do texto.

- Já dá para dizer que a CPI não passará vergonha?

Tenho convicção disso. Vamos apresentar inclusive um histórico de fatos ocorridos em conseqüência da criação da CPI. Vamos arrolar contratos milionários que foram rescindidos, as licitações que foram suspensas no âmbito daquilo que estávamos investigando.

- Evitou-se o desvio de mais dinheiro?

Exatamente. Valores significativos. Tentaremos mensurar isso no relatório.

- Já há como dizer onde começou a promiscuidade?

Ela era produzida pelo Executivo. Para cooptar o Congresso, ele o corrompia.

- O governo diz que não houve mensalão, só caixa dois.  Seu relatório entra nessa questão?

Sim.

- Houve mensalão?

Sim. Era um sistema para irrigar o congresso. Os saques estão lá, os nomes também.

(continua) 



Escrito por Cid Benjamin às 11h45
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Lula pediu para ser excluído, mas será citado – entrevista com Serraglio II

(continuação)

- Como vai provar o mensalão?

A CPI não foi constituída para investigar o mensalão, mas os Correios. Depois foi criada a CPI do Mensalão. Aí ficou carimbado que éramos incompetentes para isso. Então as pessoas perguntam: como é que se prova que houve mensalão? Muito recentemente, o Congresso contratou o sistema I-2, uma ferramenta de alta tecnologia usada em investigações complexas nos EUA e na Inglaterra. Esse sistema, alimentado por todos os dados que nós tínhamos, possibilitou a realização de cruzamentos. Ficou muito clara a existência do mensalão. Há pagamentos de valores até semanais, mas que, somados, resultam em importâncias mensais idênticas. São quantias redondas, claras, na seqüência de meses. Tem mensalão.

- Os R$ 55 milhões dos supostos empréstimos bancários foram para isso?

A soma das liberações creditadas nas contas de Marcos Valério dá R$ 51 milhões. Ele apresentou uma relação de pagamentos no total de R$ 55 milhões. Portanto, há outros valores que não correspondem apenas a esses supostos empréstimos. Além dos pagamentos a parlamentares, pelo menos R$ 10,5 milhões foram para a conta Dusseldorf, de Duda Mendonça.

- O relatório terá mais de 500 páginas?

Já está com mais de 500 páginas. vai chegar próximo de mil. Talvez tenhamos que enxugar.

- A movimentação do esquema se limita a esses R$ 55 milhões?

Não. Quando você pega o sistema Visanet, a isso se acrescentam pelo menos R$ 20 milhões – R$ 10 milhões em 2004 e quantia idêntica em 2005. Só aí temos R$ 75 milhões.

- E ficou nesses R$ 75 milhões?

Não. Há outros detalhes que vamos acrescentar ao final. Mas não posso adiantar.

- Passa dos R$ 100 milhões?

Não posso falar em valores porque vira manchete. Tenho medo disso.

- E quanto às propostas de indiciamento, a lista  passa de cem pessoas?

Uma vez eu falei que daria mais de 50 indiciados. Virou manchete. Não entendo como pode chamar tanta atenção. Só no episódio ao transporte Aéreo Noturno dos Correios, dá mais de 20 pessoas. E estamos examinando mais de 50 contratos. Ora, é natural que dê mais de 100 indiciados.

- A lista de indiciados pessoas incluirá os parlamentares?

Sim. Parlamentares, empresas prestadoras de serviço, políticos, etc.

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 11h42
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Não recuei um milímetro - entrevista com Serraglio III

(continuação)

- O sr. disse que citaria Lula no relatório. O presidente chamou Delcídio Amaral. Depois, o presidente da CPI falou com o sr. e houve um recuo...

Não recuei um milímetro. Evidente que vou mencionar o presidente. Vou inserir no relatório a referencia testemunhal do Roberto Jefferson de que levou em duas oportunidades ao presidente a existência do mensalão.

- Ao mencionar o presidente não seria razoável que sugerisse providências?

O juízo que cheguei a fazer em publico foi o de que eu acho que o presidente chegou muito próximo da negligência. Depois se afirmou que eu dissera que ele era negligente. Se digo que ele está próximo, não digo que ele é.

- O sr. continua achando que Lula chegou próximo da negligência?

Sim.

- Isso não é como no caso da virgindade? Acha que pode haver meia negligência?

Por isso que eu não falei que ele é negligente. Eu disse que ele chegou próximo. Ele não é.

- Não que há que falar, portanto, em responsabilidade do presidente?

Não posso chegar a tanto por uma razão: não tenho condições jurídicas de exigir dele que ele me diga as providências que tomou. O relacionamento entre Executivo e Legislativo não permitem isso. Se fosse um ministro, eu teria condições inclusive de convocar para depor. Tenho referências de que ele determinou que o Aldo Rebelo (então Coordenador Político do governo) verificasse. Por isso digo que chegou próximo. Minimamente, alguma coisa ele fez. Pelo menos em uma das oportunidades. Na outra eu não sei.

- Não pode argüir o presidente por escrito?

Não. O que se pode fazer é, na seqüência da CPI, a partir dos dados que nós temos, se alguém que tenha legitimidade política -partidos políticos, por exemplo- entender que há a configuração da negligência, aí pode propor a abertura de um processo de impeachment. Ai sim, se pode ir às últimas conseqüências e exigir esclarecimentos.

- Esse passo então não será dado pela CPI?

Ela não tem competência.

 (continua)



Escrito por Cid Benjamin às 11h40
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Caixa dois do PSDB também estará no relatório – entrevista com Serraglio IV

(continuação)

 

- Em que medida os dados bancários de Duda Mendonça são essenciais à CPI?

Esses dados, que já se encontram no Brasil, ainda não foram disponibilizados para a CPI. O que se vai dizer depois, que não temos prova. Do ponto de vista fático, já temos os elementos. Precisamos apenas da inserção disso dentro do relatório da CPI.

-Seu relatório trará novidades em relação ao que já foi divulgado?

Alguma novidade vai ter.

- Pode contar alguma?

Não. Temos que tratar isso com responsabilidade, o que implica o sigilo. Mas os cruzamentos que estamos fazendo podem surpreender.

- Podem surgir novos parlamentares?

Sim.

- E quanto ao caso Furnas, será investigado?

A deputada Almerinda de Carvalho, do Rio, está coletando assinaturas para a constituição da CPI de furnas. Espero que isso aconteça, para que não se diga que a gente fugiu. Estamos há um mês do encerramento dos trabalhos. Se eu quebrar sigilos, entrar com tudo, não vou chegar a lugar nenhum dos mesmo jeito. Quebra há quebra de sigilos, não chega nada com menos de um mês.

- Mas não é estranho deixar algo no ar, sem investigação?

É claro que o caso vai constar do relatório. Diremos que tivemos a tal lista de Furnas, ouvimos fulano e beltrano. Aquele cidadão, o Nilton Monteiro, diz que quer ser ouvido. Põe nos jornais que tem recibos. Se tiver documentos, que apresente. Eu chamo em seguida. No instante em que uma autoridade constituída disser que a lista é verdadeira, eu parto para a pesada. Mas não posso investigar uma lista para macular as pessoas e depois dizer que não tinha consistência.

- O caixa dois de Eduardo Azeredo, na campanha de 2002, vai ao relatório?

Claro que sim. Não há hipótese de excluir. As pessoas dizem que está prescrito. Não é problema meu. O Ministério Público vai decidir sobre isso.

- Fará concessões ao PMDB, seu partido?

Também não. Tanto é que coloquei na lista o meu líder, o José Borba, que é do meu Estado (Paraná) e foi quem me indicou para relator da CPI.

- Não receia que um embate PT-PSDB inviabilize a votação do relatório?

Se eu fizer constar algum fato que não seja verdadeiro, me curvo e faço a correção. Mas não deixarei de mencionar nada. É o caso da citação ao presidente Lula, feita pelo Roberto Jefferson. Como posso excluir? Não vou fazer juízo de seleção, botar um, excluir outro. Jamais. Quem quiser votar contra, que vote. Depois arque com as conseqüências na eleição de outubro. O povo não é bobo.



Escrito por Cid Benjamin às 11h35
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CPI flagra primeiro caso de mensaleiro embolsando dinheiro dos fundos de pensão

A origem desta informação é a Veja, o que, por si só, deve deixar qualquer um com o pé atrás. Mas ela tem cara de verdadeira.

 

Desde que o escândalo do mensalão veio a público, dezoito deputados foram apontados pela CPI dos Correios como beneficiários do esquema. Na semana passada, apareceu mais um suspeito. É o deputado Nilton Baiano, do PP do Espírito Santo. Seu assessor de imprensa, Renato Paolielo, foi flagrado embolsando 100.000 reais da corretora Euro, do Rio de Janeiro, no dia 28 de julho de 2004, quando o deputado estava em campanha pela prefeitura de Vitória. Na mesma época do pagamento, a corretora Euro causou um prejuízo de 8 milhões de reais ao Nucleos, o fundo de pensão dos empregados das empresas nucleares federais. O prejuízo é resultado de onze operações comprovadamente irregulares, nas quais a Euro comprava títulos do Tesouro Nacional por um preço baixo e, no mesmo dia, revendia-os por um preço superior ao Nucleos. "Não sei o que foi feito com esse dinheiro. Se quem recebeu foi o meu assessor, é ele que tem de dizer o que fez", diz Baiano. O assessor do deputado trabalha em Vitória. Diz que trabalhou para a Euro em 2004, recebeu 100.000 reais, mas esqueceu-se de declarar no imposto de renda. "Vou retificar", diz.

 

Para quem não sabe, as aplicações feitas com o dinheiro do Núcleos – recomendadas sempre por dirigentes do PT que não tinham cargos em estatais e em fundos de pensão - renderam menos do que a poupança.

Mas alguém ganhou. E muito.



Escrito por Cid Benjamin às 11h32
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O verdadeiro trio maravilho Regina

Do Painel da Folha de hoje

 

Torpedo

Reveladas novas informações sobre os negócios do filho de Lula com a operadora de celular Oi, do grupo Telemar, a oposição foi vasculhar a base de dados da CPI dos Correios e encontrou seguidas ligações do trio Marcos Valério, Delúbio Soares e Silvio Pereira para a empresa.

 

Na prorrogação

Silvinho, que andava se gabando de ter cometido "um único erro" -aceitar o Land Rover oferecido pela GDK-, voltou a ficar apreensivo e a enviar recados aos petistas. O ex-secretário geral foi um dos que mais se empenharam em manter Dimas Toledo na diretoria de Furnas.

 

O que se diz no PT é que, ao contrário de Delúbio, que “seria firme”, Silvinho é visto como frágil. Há um certo temor de que, posto contra a parede, abra o bico.



Escrito por Cid Benjamin às 11h31
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Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá

Também do Painel de hoje, declaração do deputado baiano Geddel Vieira Lima sobre a sucessão de inaugurações e anúncios na agenda presidencial. Geddel não vale grande coisa, mas de vez em quando se revela um bom frasista.

- Lula quis ser JK. Não deu. Depois tentou imitar Getúlio. Também não funcionou. Agora se dá por satisfeito em virar o novo Adhemar de Barros.



Escrito por Cid Benjamin às 11h30
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Grupo Guararapes apóia coronel do Carandiru

O Grupo Guararapes, formado por uns poucos militares da ativa e outros muitos de pijama, todos viúvas da ditadura, botaram a cabeça de fora mais uma vez. Agora, para apoiar a espantosa decisão das Justiça de São Paulo, que absolveu o coronel Ubiratan Guimarães, comandante do massacre do Carandiru.

Reproduzo abaixo, na íntegra (mantendo até os erros de português), a declaração do grupo. Ela fala por si só.

 

 VIVA A JUSTIÇA PAULISTA

O GRUPO GUARARAPES, de pé, cumprimenta militarmente, os desembargadores que compõem o ORGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO, que por 20 a 2 absorveram o CORONEL UBIRATAN GUIMARÃES, que soube manter a ordem no presídio do CARANDIRÚ. È a JUSTIÇA a serviço da lei e não em apoio aos criminosos.

Nova luz aparece no céu do Brasil. A JUSTIÇA É FEITA. Cabe bem o pensamento do grande Cícero: “A JUSTIÇA RELUZ O EXPLENDOR MÁXIMO DA VIRTUDE, E QUE É PRECISAMENTE POR ELA QUE OS HOMENS SÃO DENOMINADOS BONS”.

Venceram os homens bons. Venceu a LEI. Venceu a JUSTIÇA. Venceu a VIRTUDE. Venceu o coronel UBIRATAN POR TER CUMPRIDO COM O DEVER.

PARABENS JUSTIÇA PAULISTA! NEM TUDO SE ENCONTRA PERDIDO. HÁ UMA NOVA ESPERANÇA.

Coronel UBIRATAN GUIMARÃES: RECEBA O ABRAÇO AMIGO DOS 1.217 CCOMPANHEIROS DO GRUPO GUARARAPES.

A MÁXIMA DE SANTO AGOSTINHO PASSOU A SER CUMPRIDA NO DO BRASIL:

“A JUSTIÇA É A MAIS PRECLARA ENTRE TODAS AS VIRTUDES MORAIS”.

 

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza e, caixa postal 196. CEP 60001-070. Somos 811 CIVIS – 28 OFICIAIS GENERAIS – 297 OFICIAIS SUPERIORES E 81 CAP/TEN. TOTAL 1.217



Escrito por Cid Benjamin às 11h28
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Cartazes do Simpatia é Quase Amor

O bloco Simpatia é Quase Amor, que desfila em Ipanema no sábado anterior ao carnaval e no domingo de carnaval, tem sempre cartazes muito engraçados. Abaixo, os dizeres de alguns do desfile de ontem:

 

“O marido traído já não é o último a saber. É o penúltimo. O último é o presidente."

"É dando que se engravida."

"Vai casar? Escolha uma baixinha. Dos males o menor.”

"No Rio, a linha é amarela, o comando é vermelho, a governadora é rosinha e a coisa tá preta."



Escrito por Cid Benjamin às 11h25
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Escrito por Cid Benjamin às 11h34
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As manchetes deste sábado

- O Globo: Polícia se contradiz e não explica ausência na Rocinha

- Jornal do Brasil: Rolling Stones - A mais quente noite na praia

- Folha: Lucro da Petrobras é o maior da história

- Estadão: Petrobras tem lucro recorde de R$ 23,7 bi

- Correio Braziliense: Tribunais demitem mil até quarta-feira



Escrito por Cid Benjamin às 11h33
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O decálogo anti-Lula de Cesar Maia

As observações de César Maia estão freqüentemente contaminadas pelo seu reacionarismo e por interesses políticos de quem está na arena política não apenas como observador, mas, principalmente, como ator. Ainda assim, volta e meia o prefeito do Rio faz comentários interessantes. Reproduzo, aqui, mensagem que enviou aos leitores de seu extinto blog, segundo ele em resposta a diversos e-mails que pediam sua opinião sobre como derrotar Lula. Os comentários de Cesar Maia foram em forma de decálogo.

1.      O perfil do candidato que derrotará Lula será Lula elevado a menos um, ou seja, o inverso de Lula. Esta é a lógica de eleição com reeleição. Clinton era o inverso do Bush pai. Bush filho era o inverso do Gore (terceiro momento de Clinton com seu vice). Perfil inverso: Lula não manda, não tem autoridade, não controla, não tem capacidade. Candidato ... à inversa !

2.       Se o candidato for uma variante de Lula - ou seja – e, por exemplo, se entrar no jogo de tematizar a continuidade da política monetária e ter como variante doses de medicamentos para o crescimento, vai perder.

3.      Lula é candidato de proximidade. Candidato com este perfil perde. Garotinho por exemplo.

4.      Manter viva a memória dos escândalos – mensalão - sempre.

5.      Confrontar no Congresso.

6.      Não interessa confronto Lula-FHC, pois a memória da população é a do final do governo FHC.

7.      Mudar o perfil da comunicação, individualizando e capilarizando. Usar bem a internet. Usar bem a comunicação local. Usar bem a comunicação direta.

8.      Quebrar o imaginário do Nordeste em relação a Lula. É um equivoco achar que Lula está com apoio dos setores de menor renda e instrução. Isso é ilusão de ótica produzida pelas pesquisas. A base de Lula é o Nordeste, hoje.

9.      Valores conservadores vão pesar muito. Não se trata de direita. Valores conservadores são aqueles que dão segurança, reduzem a incerteza, pela tradição.

10.  Não se preocupe com alianças pragmáticas de Lula: Igreja Universal, etc. Isso tira da rua o militante e despeja o voto "politicamente correto" em outros candidatos.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h32
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Jantando Alckmin

Esta nota é do blog do Josias de Souza, da Folha. Ela mostra duas coisas: 1) que Serra já é o candidato da cúpula tucana; 2) que o jogo não está sendo aberto e que Alckmin pode sair magoado dessa história, com conseqüências negativas para a candidatura do PSDB.

A cúpula tucana já não consegue disfarçar a preferência por José Serra na disputa travada pelo prefeito paulistano com o governador Geraldo Alckmin (São Paulo) pela vaga de candidato à presidência da República pelo PSDB. O último gesto do triunvirato que arrogou para si a tarefa de optar entre Serra e Alckmin foi, digamos, sintomático.

Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e Aécio Neves arrastaram Serra para um jantar no restaurante Massimo, situado no finíssimo bairro dos Jardins. Saíram de um evento do qual participava também Geraldo Alckmin. Poderiam tê-lo convidado se quisessem. Mas não queriam.

À mesa do restaurante, entre goles de vinho Amarone della Valpolicella e beliscadas numa paleta de cordeiro, Alckmin foi, por assim dizer, jantado. Fernando Henrique disse: “O quadro nas pesquisas é reversível para partido que tem candidato forte, não para quem precisa construir a imagem”.

Traduzindo: só Serra, mais bem-posto nas pesquisas, poderia retomar a dianteira assumida por Lula. Alckmin, menos conhecido, não teria chances. Tasso e Aécio concordaram com o raciocínio. Em dúvida, Serra pediu tempo para pensar.

Inquirido pelos jornalistas ainda no interior do restaurante, FHC permitiu-se fazer pilhéria em torno da ausência de Alckmin. Eis o diálogo que travou com os repórteres:

— Onde está o governador?

— Está no palácio.

— O senhor o convidou?

— Ele disse que tinha de levantar cedo amanhã (risos).

— Estão festejando o quê?

— Ué, a eleição do líder (deputado Jutahy Junior, para a liderança do PSDB na Câmara).

— Mas o líder não está!

— O amor é tanto que a gente comemora até na ausência dele (gargalhada geral na mesa).

Na manhã seguinte, Serra tentou atenuar o significado político do jantar. “É claro que falamos da eleição, mas nem foi o principal”. Então, tá! Alckmin, se quiser, que acredite. O governador, a propósito, reafirmou sua disposição de deixar o Palácio dos Bandeirantes em 31 de março.



Escrito por Cid Benjamin às 11h30
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JN diminui espaço para política

Franklin Martins, Arnaldo Jabor e o cartunista Chico Caruso não são mais comentaristas fixos do Jornal Nacional. Franklin que falava sobre política todas as quintas, está fora do JN desde a primeira quinzena de janeiro. Jabor, que aparecia toda sexta, também encerrou sua participação. E Chico Caruso, que diariamente tinha uma charge mostrada pelo telejornal, desde o fim de dezembro está fora também. Minha impressão as mudanças estão vinculadas à queda na audiência do JN e ao caminho escolhido para revertê-la: tratar menos de política e fazer um noticiário de cunho "mais popular".

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h28
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Coluna Espelho da Midia - I

Publico abaixo - dividida em duas partes por exigências tecnológicas dos blogs da Uol que não sei explicar - a coluna que Espelho da Mídia, que assino no semanário Brasil de Fato e na qual avalio o comportamento da imprensa. O Brasil de Fato é um jornal lançado por vários movimentos populares, à frente dos quais está o MST.

 

Farisaísmo da mídia

O blog do Marona traz um comentário pertinente sobre a cobertura política no país. Tomando como exemplo uma manchete do Estadão ("Bate-boca desvia debate eleitoral do que interessa"), denuncia a hipocrisia da crítica. São os jornais e revistas que dão destaque à troca de agressões ou acusações entre adversários, diz. E lembra: se um candidato falar de planos de governo não terá quase espaço na mídia e suas palavras terão uma cobertura burocrática.

 

Provocação contra Chávez

A imprensa brasileira continua preconceituosa em relação a Hugo Chávez. No sábado, dia 11, O Globo publicou a manchete: “Blair se cala diante de provocação de Chávez”. Lendo-se a matéria, vê-se que a suposta “provocação” de Chávez foi lembrar que a Inglaterra deve devolver as Ilhas Malvinas para a Argentina. Vê-se, ainda, que a lembrança foi feita em resposta à frase do primeiro-ministro inglês, que, fiel a seu papel de “poodle de Bush”, disse que “a Venezuela deveria respeitar as leis internacionais”.

 

Embaixador escreve à Veja

O embaixador da Venezuela no Brasil, Julio César Montoea, escreveu uma dura carta à revista Veja, useira e vezeira em distorcer matérias sobre Chávez. Nela, Montoea compara os critérios jornalísticos da revista aos do ministro da Comunicação do III Reich, Joseph Goebbels. Leia a carta na íntegra no site do jornal Bafafá: www.babafá.com.br.

 

Requião versus Gazeta do Povo

O governador Roberto Requião espalhou outdoors com os dizeres: “PMDB adverte: a Gazeta do Povo mente”. Isso me lembrou a campanha “El Mercurio miente”, feita pela esquerda no Chile, no início dos anos 70. Na ocasião, El Mercurio, o principal diário do país, que fazia oposição suja ao presidente Allende (depois se constatou que financiada pela CIA). Não sou contrário a esse tipo de campanha. Um jornal deve ter liberdade para afirmar o que quiser ou a criticar quem quiser, mas tem que estar pronto para ser também criticado.

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 11h24
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Coluna Espelho da Mídia – II

(continuação)

 

Mais uma de Tanure

O Jornal do Brasil mentiu ao publicar supostas críticas de Sérgio Murillo, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), à gestão do ex-presidente Armando Rollemberg na entidade. Ocorre que Sérgio Murillo jamais deu tais declarações ou mesmo foi entrevistado pelo jornal sobre essa questão. Como se sabe, o dono do JB, Nelson Tanure, vem usando o veículo para atingir a imagem dos seus desafetos. Sérgio Murillo enviou carta ao jornal exigindo retratação. Ela está no site da Fenaj (www.fenaj.org.br).

 

Charges de Maomé

Já passou dos limites a reação de alguns muçulmanos às charges (de mau gosto, diga-se) envolvendo a figura do profeta Maomé. Como os manifestantes são hostis aos Estados Unidos e a Bush, gente de esquerda tem tido exagerada compreensão diante de seus ataques a pessoas nascidas nos países europeus em que as charges foram publicadas. Isso não se justifica.

 

Olho por olho

O jornal iraniano Hamshari, de orientação direitista, anunciou que vai lançar um concurso internacional de charges ridicularizando o Holocausto de judeus, em retaliação à publicação de charges associando Maomé ao terrorismo. Como dizia o Barão de Itararé, “nisso de olho por olho, dente por dente, acabaremos cegos e banguelas”.

 

Bush tenta censurar

O blog de Fernando Rodrigues, na Folha de S. Paulo, informou que o texto mais lido no The New York Times em janeiro e fevereiro foi uma reportagem com um cientista da Nasa, James E. Hansen, especialista em clima. Hansen revela que o governo Bush tentou impedi-lo de falar sobre como as emissões de gases (dos quais os Estados Unidos são o recordista) estão relacionadas com o aquecimento global.

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h20
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Um durango na Daslu

Recebi o texto abaixo pela Internet. Ele é assinado por Denis Cavalcante, que não conheço. Mas é divertido.

Sempre tive vontade de conhecer essa tal de Daslu. Já que estava em São Paulo, por que não ir? Ainda mais depois que me disseram que lá não existe nenhuma peça que custe menos de três dígitos, resolvi dar uma de São Tomé e ver para crer. A entrada já foi um problema. O segurança perguntou pelo meu carro - ou motorista. Quem já foi sabe muito bem: na Daslu - acreditem - não se entra a pé, somente motorizado. Fingi que não era comigo e entrei. Fui recepcionado por uma loira escultural com sorriso de anúncio de dentifrício, uma sósia escrita e escarrada da Ana Hickman - com direito a 1m30 de pernas, chapinha no cabelo, olho azul e muito mais.

"Where are you from?".

"Belém do Pará".

"I beg your pardon!"

Tava na cara que eu não era paulistano. Mas daí a me confundir com gringo, já é demais. Eu lá tenho cara de estrangeiro! Como um cão sabujo, onde eu ia, ela ia atrás. Dos milhares de itens que admirei boquiaberto, um em particular me encantou. Uma bolsa tiracolo Prada pra lá de maneira que imaginei que coubesse no meu orçamento. Ressabiado, indaguei o preço.

"Nove, apenas nove. E o senhor pode dividir de três vezes no cartão".

"Nove o quê?"

"Nove mil..."

"Égua!"

A pequena ficou tão assustada com minha reação que cheguei a pensar que fosse chamar os seguranças. Mas não. Acho que ela sacou que daquele mato não sairia cachorro, no máximo um carrapato. Fechou a cara, deu meia-volta e sumiu. Já que estava na chuva, resolvi me molhar. Entrei num salão onde só tinha Armani. Como já estava enturmado, perguntei o preço de um "vestidinho" de festa. Adivinhem? 100.000 pilas. Tu és doido! Uma estola de zibelina? 60.000. Fico imaginando quantos bichinhos foram sacrificados para esquentar o lombo de uma madame. Um blaser Ermenegildo Zegna (isso lá é nome de grife?), 13.000. Um óculos Gucci, 4.500. Uma cuequinha básica do Valentino, 260. Com direito a ouvir essa pérola do vendedor:

"Leve logo meia dúzia, tá na promoção!". Imaginem quanto ela custava antes. Na adega climatizada não foi diferente. Um Romaneé-Conti, safra 2000 - aquele do Lula - estava por módicos 8.000 reais. Uma garrafa de Johnnie Walker Blue, envelhecida 80 anos - uma das raras existentes no planeta, 55.000.

Fiz as contas e verifiquei que no final saí no lucro. "Charlei", vi gente famosa, coisas bonitas, tomei mineral Badoit, capuccino, Prosecco, champanhe Taittinger, fartei-me de canapés, fois gras, blinis com caviar (não era Beluga). Sou duro, mas sei o que é bom. Até confit de canard tracei. De quebra, profiteroles e apetitosos bombons trufados. As horas passaram voando. Minha acompanhante finalmente apareceu e perguntou:

"Vamos almoçar?"

"Almoço? Estou almoçado e jantado!"

Depois de conhecer quase tudo descobri que a Daslu é uma espécie de zoológico sem grades. Só que os bichos somos nós. Eu e você.

Acabado, me esparramei num confortável sofá. Enquanto esperava o resto da turma chegar, abri um livro e relaxei. Mal virei a segunda página, dois novos ricos falando alto, com mais sacolas do que mãos, sentaram ao meu lado esnobando:

"Amanhã vamos para o nosso haras em Catanduva. O réveillon será no Guarujá".

Me deu uma raiva...

Peguei meu celular e resolvi mentir um pouco:

"Fulano, não encontrei nenhum 'Summer' para o réveillon. Abastece o jatinho. Partimos amanhã cedo para Paris. Essa Daslu tá um lixo!"

A cara que os dois fizeram, não tem preço.



Escrito por Cid Benjamin às 11h18
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Escrito por Cid Benjamin às 16h43
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As manchetes desta sexta-feira

- O Globo: Guerra na Rocinha - Por que a polícia não apareceu?

- Jornal do Brasil: A guerra do Rio - Cidade sitiada

- Folha: STF determina que juízes têm de demitir parentes

- Estadão: Juízes têm de demitir parentes, decide STF

 



Escrito por Cid Benjamin às 16h43
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Mamãe Lula

Que o governo Lula tem sido uma mãe para os bancos, não é novidade. Mas essa, agora, foi demais. Os investidores no mercado financeiro pagavam 15% de imposto de renda sobre seus ganhos (um trabalhador assalariado que receba mais de R$ 2.326 paga 27,5%!).

Agora, graças a uma medida provisória de Lula, se forem estrangeiros estarão isentos de imposto de renda. Contando, ninguém acredita.

 



Escrito por Cid Benjamin às 16h42
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"A dor da gente não sai no jornal"

A primeira página do Globo de ontem mostrou como a dor dos humildes choca menos do que a dos ricos. A manchete do jornal era “Sem polícia, guerra do tráfico volta à Rocinha”. Abaixo o subtítulo: “Moradores de São Conrado e Gávea se apavoram”.

Tudo bem, quem mora na Gávea ou em São Conrado ouviu tiros e explosões e tinha razões para temer ser atingido por uma bala perdida. Mas, convenhamos, nada comparável ao que passaram os 50 mil moradores da Rocinha, com a guerra em suas portas. Centenas deles preferiram juntar a família, descer o morro no escuro e passar a noite ao relento, fora da favela.

Com certeza, tinham mais razões para se apavorar do que os moradores da Gávea e da Rocinha.

Isso, o Globo não viu. Foi como diz o samba: "a dor da (ou dessa) gente não sai no jornal".



Escrito por Cid Benjamin às 16h37
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Brincalhão

Dimas Toledo, diretor de Furnas no período FHC, mantido depois por Lula, é acusado de ter montado um esquema de corrupção que serviu aos tucanos, primeiro, e, depois, ao PT e ao PTB. Dimas admitiu que recebia Delúbio em Furnas. Mas explicou: "Ele foi conhecer a empresa, ver como funcionava".

Tudo bem, estamos combinados assim.



Escrito por Cid Benjamin às 16h28
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Mensaleiros, não!

Do Painel da Folha, a nota abaixo fou publicada com o título "Pregando no deserto".

Correntes de esquerda do PT de São Paulo preparam um manifesto contra a aliança, tão cobiçada pelo Palácio do Planalto, com as siglas do mensalão, especialmente PL e PP.

Alguém acha que a sugestão da esquerda do PT vai ser acolhida por Lula e o partido?



Escrito por Cid Benjamin às 16h25
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Juiz aponta ligação entre empresário de Santo André e crime organizado

Da Folha de hoje.

 

Durante seu depoimento na CPI dos Bingos, o O juiz da 1ª Vara Federal do Mato Grosso Julier Sebastião da Silva apontou possíveis relações entre o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, mais conhecido como comendador Arcanjo, e o empresário Ronan Maria Pinto, acusado de envolvimento no suposto esquema de corrupção que teria levado à morte do prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel.

De acordo com o juiz, Ronan e Arcanjo eram sócios de empresas de transporte urbano em Cuiabá, Santo André e Fortaleza.

- O que liga os dois é a movimentação de dinheiro, os documentos da empresa que foram apreendidos em poder do comendador e os R$ 45 milhões de movimentação financeira feitas para a conta de Ronan no Uruguai - disse.

Segundo ele, a conta de Ronan no exterior foi aberta pelo mesmo advogado que trabalhou para Arcanjo no Uruguai. A quadrilha liderada pelo comendador atuava em Mato Grosso, São Paulo, Brasília, Rio e até no exterior.

- Era uma máfia que controlava o jogo do bicho, cassinos e lavagem de dinheiro. Controlava o mundo político, o mundo da criminalidade, das finanças e o empresarial - revelou o juiz.

Pelos cálculos dele, entre 1995 e 2003, a Assembléia Legislativa do Mato Grosso depositou R$ 80,7 milhões nas empresas de Arcanjo, o departamento de Aviação e Obras do estado colocou outros R$ 8,3 milhões e, a prefeitura de João Pessoa, mais R$ 5 milhões. A Justiça suspeita que o dinheiro entrava nas empresas do comendador e depois era distribuído para as campanhas políticas de candidatos do estado.

O magistrado declarou ainda que houve caixa dois na campanha eleitoral de 2002 para candidatos do PSDB, incluindo o senador Antero Paes de Barros (MT). Segundo o juiz, Antero era, na época, candidato do PSDB ao governo do estado e parte do dinheiro utilizado em sua campanha veio das empresas de factoring de propriedade de João Arcanjo.

O senador disse que o juiz é "mentiroso" e informou que está movendo dois processos contra ele, um deles por danos morais. O senador garantiu que o juiz está depondo como uma espécie de "instrumento petista instalado dentro do Poder Judiciário". Julier da Silva já foi filiado ao PT. Antero também classificou as afirmações do juiz de "calúnias", negando qualquer ligação com o crime organizado.

 

Engraçado, se o juiz é pau-mandado do PT está fazendo um jogo perigoso. Ronan, acusado por ele de ser sócio de Arcanjo, é parceiro de Sombra, o empresário e amigo de Celso Daniel acusado pela morte do prefeito de Santo André. Tudo o que o PT não quer é mexer nesse caso.    



Escrito por Cid Benjamin às 16h23
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Senador do PT pede uma pizza em voz alta

Já se disse que, às vezes, os quadros de menor capacidade intelectual expressam de forma mais cristalina (porque sem a malícia e os rodeios dos mais escolados) a posição dos grupos políticos que integram. É o caso do senador Sibá Machado (AC-PT) ao falar do mensalão e do valerioduto. Em entrevista ao site Congresso em Foco, sibá defende a absolvição de todos os parlamentares acusados de terem recebido recursos ilegais do empresário Marcos Valério Fernandes e diz que o mensalão não passou de “uma mentira”. A íntegra da entrevista está em http://www.congressoemfoco.com.br/Noticia.aspx?id=4083



Escrito por Cid Benjamin às 16h17
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Heloísa comenta proposta de Sibá

Do Painel da Folha hoje.

 

Da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) sobre o colega Sibá Machado, segundo quem os beneficiários do valerioduto foram "induzidos" a receber os recursos e portanto devem ser absolvidos:
- Se o presidente da República reage ao assalto aos cofres públicos dizendo que errar é humano, autoriza seus liderados a fazerem o mesmo.



Escrito por Cid Benjamin às 16h17
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O debate sobre a TV digital

A sociedade não vem acompanhando o debate sobre a implantação da TV digital com a atenção que o tema merece. Fica-se, simplesmente, assistindo a uma discussão sobre se o melhor sistema é o americano, o europeu ou o japonês. O governo tenta transformar a questão em algo puramente técnico, fora da compreensão de quem não é especialista e próprio ministro das Comunicações, Hélio Costa ex(?)-funcionário da Globo, tem sido acusado de fazer o jogo dos seus ex(?)-patrões.

Para que se tenha idéia da importância do tema, com a implantação da TV digital será possível triplicar o número de canais de TV aberta em cada região.

Pois bem, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação suspeita que o ministro pretenda distribuir esses novos canais pelas emissoras de já detêm concessões. Se isso ocorrer, será uma derrota estratégica para todos os que vêem a democratização dos meios de comunicação como um elemento essencial na democracia moderna.

O site Comunique-se divulgou uma interessante entrevista com Leandro Leal, sociólogo, jornalista e professor aposentado da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Nela, entre outros temas, ele faou da TV digital.

 

Qual padrão de televisão digital você considera mais apropriado para nosso País? Por quê?

- Aquele que permitir a chamada multiprogramação. Ou seja, a possibilidade de que, através da mesma freqüência por onde trafegam os sinais de um canal, venham a trafegar quatro. Mas essas freqüências deverão ser outorgadas a diferentes grupos sociais, capazes de oferecer a diversidade que falta à nossa televisão.

 

O Brasil tem condições para desenvolver seu padrão próprio? Seria viável?

- Tem, como já ficou demonstrado pelos trabalhos desenvolvidos nos últimos anos em diferentes universidades brasileiras. Claro que algumas partes do sistema poderiam ser importadas, mas de maneira alguma deveria ser adotado um modelo que não incorporasse os avanços da tecnologia brasileira.

 

O Ministro Hélio Costa faz a discussão parecer fundamentalmente técnica, quando na verdade tem um impacto político enorme. Você acredita que a televisão digital pode ser uma ferramenta de democratização da comunicação no Brasil?

- Sem dúvida. Já disse e escrevi isso várias vezes. Essa talvez seja a última oportunidade de democratizar a TV brasileira. Não podemos repetir com a TV Digital o que ocorreu com a TV a cabo. Os mesmos grupos que dominam a TV aberta ocuparam os canais fechados, impedindo a ampliação das ofertas televisivas no País. Se isso acontecer com a TV Digital, ela se constituirá apenas numa nova embalagem (mais nítida) para um velho produto. É preciso cuidado e mais paciência para que isso não ocorra. Trata-se de uma definição política muito séria do ponto vista cultural, tecnológico, cientifico e industrial para ser tomada de modo acordado.



Escrito por Cid Benjamin às 16h08
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Telemar patrocina filho de Lula

A Folha de hoje informa que a Telemar, além de ter feito um aporte de capital de R$ 5 milhões na empresa de Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente da República, também gasta anualmente outros R$ 5 milhões com patrocínio e produção nos programas de TV da Gamecorp. O dinheiro é usado para comprar espaço nas emissoras e colocar a atração no ar. Os valores são oficiais e fornecidos pela própria Telemar.

Menino de sorte esse filho de Lula.

 



 



Escrito por Cid Benjamin às 11h04
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Tanure pisa na bola de novo

Nelson Tanure, o dono do Jornal do Brasil, não se emenda. Deu uma entrevista completamente irresponsável ao site Jornalistas&Cia. Nela, afirma que o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio, Aziz Filho, “é um rapaz que saiu do emprego em uma editora porque estava tentando vender matérias". Quando lhes foram pedidos detalhes a respeito da acusação, Tanure não soube dar, mas disse que soube que tinha sido na IstoÉ. Só que Aziz é chefe de redação da sucursal da IstoÉ no Rio.

Tendo começado a carreira em 1988, Aziz já passou duas vezes pelo próprio JB (antes de Tanure), duas pela Folha e outras duas pelo Globo, onde, em 1996, ganhou, em equipe, o Prêmio Esso, pela matéria sobre a Guerrilha do Araguaia.

Profissional exemplar, profundamente ética e figura muito querida entre os jornalistas do Rio, Aziz se disse estupefato com a acusação de Tanure. "Nunca ouvi tamanho disparate, em toda a minha vida", disse.

Agora é sua vez de processar o dono do JB. Que vai ter que explicar a acusação.



Escrito por Cid Benjamin às 11h01
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Escrito por Cid Benjamin às 13h49
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As manchetes desta quinta-feira

- O Globo: Sem polícia, guerra do tráfico volta à Rocinha

- Jornal do Brasil: A guerra do Rio - Tráfico aprisiona a cidade

- Folha: Justiça inocenta coronel do massacre no Carandiru

- Estadão: MP vai reduzir rolagem da dívida rural e Congresso reage

 



Escrito por Cid Benjamin às 13h47
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Veja apoiando Lula?

A revista Veja, que se tornou exemplo de mau jornalismo nos últimos anos, vem fazendo uma campanha aberta contra o PT e o governo Lula. O baixo nível era tão evidente que mesmo críticos de Lula evitavam dar declarações para a revista, para evitar serem confundidos com sua linha editorial. Nas últimas semanas, porém, o tom de Veja mudou. Sem que tenha sido dada qualquer explicação por parte da revista, não se vê mais em suas páginas o colunista Diogo Mainardi, o mais ácido crítico do PT. E a reportagem principal de política na edição que está nas bancas, tem o título: “Cresce o apoio dos mais pobres ao presidente Lula”.

Estará Veja mudando e fazendo uma transição para apoiar Lula e o PT?

Vou ficar de olho nela.



Escrito por Cid Benjamin às 13h46
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Dimas admite que despachava com Delúbio e Silvinho

O ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, acusado de operar um valerioduto que começou no governo FHC e continuou no governo Lula, se disse inocente. Mas admitiu que despachou diversas vezes com Delúbio Soares e com Sílvio Land Rover Pereira em Furnas. A pergunta que não quer calar é: de que tratavam?



Escrito por Cid Benjamin às 13h43
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O método do milagre

Artigo de Janio de Freitas, publicado hoje na Folha, sobre a recente pesquisa CNT-Sensus, que mostrou uma enorme recuperação de Lula.

Quem se espantou com a pesquisa Sensus encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes, a ponto de alguns a quererem sob investigação, não se deu conta de que a principal contribuição da pesquisa não é à disputa eleitoral, é à fé. Se você está entre os que não acreditam em milagre, pode entregar os pontos: os seus nada mais valem diante dos pontos percentuais que o Sensus apresenta.
Sempre é possível demonstrar mais fascínio ao já suscitado por um milagre, o que explica as observações, modestas embora, que acrescento às feitas por vários doutos. Começo por notar que a coleta de opinião pelo Sensus se deu entre 6 e 9 de fevereiro, mas a divulgação do resultado só veio no dia 14, anteontem. Ou, para facilitar a memorização da data, no dia dos 26 anos do PT eleitoralmente festejados por Lula junto aos companheiros, delubianos ou não.
Outra data útil: a sondagem do mais recente Datafolha deu-se nos dias 1º e 2 de fevereiro. Logo, daí à sondagem do Sensus o intervalo foi de apenas quatro dias. O que houve de especial nesses quatro dias? Nada. Bem entendido, nada aos nossos olhos e ouvidos vulgares. Porque a pesquisa Sensus detectou uma revolução formidável, ocorrida em algum instante daqueles quatro dias, no sentimento e na opinião política do eleitorado de 24 Estados. (A propósito, o Brasil costuma ter 26 Estados, mas a "explicação metodológica" do Sensus refere-se a sondagem em 24, sem esclarecer se os excluídos foram Sergipe e São Paulo, Minas e Amapá, ou quais outros. Nem constou citação ao Distrito Federal).
Pois bem, no intervalo de quatro dias o apoio a Lula, para hipotético 1º turno, passou de 33% no Datafolha para 40,2% no Sensus. Sete pontos que indicariam mudança de opinião em cerca de 20% do eleitorado, nas presumíveis 96 horas sem fatos de relevância. Serra, naturalmente, despencou, ou o milagre ficaria pela metade: seus 34% no Datafolha minguaram para 28,6%. Mas, curioso, os eleitorados de Garotinho e Heloísa Helena não foram incluídos no milagre da volatilidade: os 10% do primeiro ficaram em 10,5% e os 6% dela só perderam um ponto percentual apagado pela margem de erro.
Os créus sempre disseram que milagre precisa de comprovação. Lá está na pesquisa Sensus, sob a forma de 2º turno. Nos quatro dias de intervalo, Serra descamba de vitoriosos 49% no Datafolha para humilhados 37,6% no Sensus, ao passo que Lula vai dos 41% identificados pelo Datafolha para celestiais 47,6% no Sensus. O eleitorado aderiu a Lula até enquanto dormia.
Com Alckmin na lista, em lugar de Serra, Lula vai de 36% para 42,2%, ao passar do Datafolha para o Sensus. Alckmin cai dos 20% no Datafolha para 17,4% no Sensus. Os eleitores da Garotinho e Heloisa Helena insistem em não se envolver em milagre. E já que definitivo é o segundo turno, Lula voa de 48% no Datafolha para 51,3% no Sensus. Alckmin cai de 39% no Datafolha para 29,7% no Sensus.
Cesar Maia, um dos descobridores da fraude em que a união SNI/ Moreira Franco quis tomar a vitória de Brizola, encontra na pesquisa Sensus incongruências que a derrubam mais do que ela derrubou Serra. Vê-se que não quer levar em consideração que "o método do Sensus", segundo a explicação do seu presidente Ricardo Guedes a O Globo, "difere do usado pelo Datafolha e pelo Ibope". É verdade. Difere em variados sentidos.

Que está esquisito, está.

 

 





Escrito por Cid Benjamin às 13h38
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Cesar Maia versus Sensus

E-mail que César Maia enviou para os assinates de seu extinto blog, questionado a lisura da recente pesquisa CNT-Sensus que aponta uma recuperação de Lula.

 

Há um dado que é incontestável como parâmetro de pesquisa: a participação de cada região no eleitorado nacional. Este é informado pelo TSE. Não se trata - no caso - de aproximação, mas de valor efetivo. Em 2004 foi informado para o Nordeste 27% dos eleitores. O Ibope trabalhou com este número. O Sensus - agora - usou 28,2%. No Sudeste o Ibope usou 45%; Sensus 42,6%. Sul, o Ibope usou 15% e o Sensus 14,8%. Norte+Centro-Oeste, o Ibope usou 13%, e o Sensus 14,5%. Ou seja : Sensus ampliou onde Lula é mais forte e reduziu onde Lula é mais fraco. Simples inconsistência?



Escrito por Cid Benjamin às 13h35
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Aldo está perdoado

Do Painel da Folha de hoje.

 

Um deputado que não quis se identificar solidarizou-se com Aldo Rebelo (PC do B-SP), criticado por ter deixado a mãe de sua mulher ocupando um apartamento funcional, depois que se mudou para a casa de presidente da Câmara: "Não se pode condenar um homem por querer morar longe da sogra".



Escrito por Cid Benjamin às 13h32
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Rede quase nacional

Mais uma do presidente da Câmara. O deputado Aldo Rabello falou ontem, em horário nobre, numa rede nacional de TV. Aliás, uma rede quase nacional: justamente a TV Câmara se esqueceu de entrar em cadeia com a transmissão.



Escrito por Cid Benjamin às 13h30
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Programa Ver TV

Informação é do site Comunique-se.

 

Estréia hoje o programa Ver TV, dedicado a refletir de forma crítica sobre o conteúdo da televisão brasileira. Sempre com três convidados, ele vai debater temas como a função social da TV, a classificação indicativa, a programação infanto-juvenil, o papel da mulher na TV e a TV digital. O programa vai ao ar todas as quintas, às 22h30, pelos canais TV Nacional e NBR, ambos da Radiobrás, e ainda pela TV Câmara.

 

Oxalá contribua para a melhoria da programação.



Escrito por Cid Benjamin às 13h27
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Cariocas marcam encontro no show dos Stones

Esta nota foi retirada do blog do Marona, um gaúcho acariocado.

 

Carioca tem mania de encontrar amigos na praia e, depois de muito papo e algumas cervejas, se despedir assim:
— Aparece lá em casa.
(Mas não dá o endereço).
Ou:
— Liga pra mim.
(E não dá o telefone).
Ontem, eu presenciei um recorde. Dois cariocas conversando na padaria:
— Você vai no Rolling Stones?
— Claro!
— Então a gente se vê lá.
— Demorô! Eu vou estar mais lá pra trás, perto do calçadão.



Escrito por Cid Benjamin às 13h25
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