Blog do Cid Benjamin


Manchetes desta quarta-feira

O Globo – Rio cobra do governo federal verba contra desabamentos

Jornal do Brasil – Bancos lucram sete vezes mais que a inflação

Folha – Convocação acaba sem votar cassações e Orçamento 2006

Estadão – Pesquisa mostra recuperação de Lula: Oposição fala em fraude



Escrito por Cid Benjamin às 06h10
[   ] [ envie esta mensagem ]




Receba o conteúdo deste blog por e-mail

Caso você queira receber todo dia, por e-mail, as notas e artigos postados neste blog, é só fazer um pedido no espaço dedicado aos comentários. Na semana depois do carnaval começarei a enviá-los aos interessados.


Escrito por Cid Benjamin às 06h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




Até FHC e Lula admitem caixa dois de Furnas

Esta é do blog do Josias de Souza, da Folha On Line.

 

O caixa dois de Furnas tornou-se um segredo de polichinelo. Entre quatro paredes, longe de câmeras e microfones, onze em cada dez políticos admitem que a estatal despejou verbas clandestinas em campanhas eleitorais. O fato é reconhecido inclusive pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo presidente Lula.

Todos duvidam da autenticidade da chamada “lista de Furnas”, aquelas cinco páginas de papel que anotam o nome de 156 políticos supostamente beneficiados com R$ 40 milhões de má origem. Mas ninguém ousa negar que, por trás da lista, esconde-se um conhecido operador de verbas eleitorais espúrias: Dimas Toledo (na foto).

Ex-diretor de Furnas, Toledo operou durante o governo de FHC. Herdado pela gestão Lula, continuou operando até meados de 2005. Só foi afastado porque o escândalo do mensalão o arrancou da zona de sombras em que atuava. Sua exposição forçou Lula a demiti-lo.

FHC reconheceu a pelo menos dois interlocutores que sabia da atividade coletora desenvolvida por Dimas em Furnas. Revelou que manteve o funcionário na estatal sobretudo graças a pedidos que recebeu de dois políticos mineiros: o governador tucano Aécio Neves e o ex-presidente Itamar Franco. O ex-presidente mencionou na conversa pelo menos mais um nome, o do ex-deputado mineiro Odelmo Leão.

Também Lula, em diálogo privado, disse ter recebido no início de sua gestão pressões de Aécio e de Itamar em favor da manutenção de Dimas. Sobrevivente da era tucana, o então diretor de Furnas incluiu na sua agenda nomes de dirigentes do PT. Despachou inúmeras vezes com Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, nas dependências de Furnas.

Há duas semanas, embalados pela perspectiva de arrastar o tucanato para o centro da crise política, parlamentares petistas pressionaram o presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), para pôr em votação um requerimento de convocação de Dimas. Não viam a hora de inquiri-lo sobre a “lista de Furnas.”

Delcídio concordou. Mas fez um aviso: “É bom vocês não esquecerem que o cara não operou só para o PSDB. Ele operou para o PT também”, disse Delcídio, segundo apurou o repórter com um dos interlocutores do presidente da CPI.

Logo que a “lista de Furnas” ganhou ares de encrenca, um preocupado Aécio Neves procurou Márcio Thomaz Bastos. Queria que o ministro da Justiça, superior hierárquico da Polícia Federal, que investiga o caso, atestasse a falsidade da lista. Depois, Aécio disse a colegas de partido que Bastos lhe dissera que a lista era mesmo falsa.

O ministro conta outra história. Disse, em diálogo com um colega de ministério, que apenas procurou tranqüilizar Aécio. Afirmou ao governador que, pessoalmente, até achava que o papelório poderia ser falso. Mas não poderia dizer nada conclusivo até que as investigações fossem concluídas.

Nos gabinetes do Congresso, o caixa dois de Furnas virou tema obrigatório. Em encontro com colegas de partido, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse, por exemplo, que não há dúvida de que a estatal foi convertida num centro de coleta de fundos partidários. Sustenta, porém, que a “lista de Furnas”, com seus 156 nomes, é falsa. “Os culpados não passam de quatro ou cinco”, diz ACM. 

O repórter conversou com uma autoridade da PF diretamente envolvida na apuração de Furnas. Contou que, a essa altura, a veracidade da lista importa menos do que se imagina. O documento de autenticidade duvidosa está sendo periciado. Porém, independentemente de ser autêntico ou da falso, a polícia julga já ter colecionado indícios veementes de que, sob Furnas, praticaram-se crimes que, por ora, todos negam.

 

Eu me lembrei do samba "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão". 



Escrito por Cid Benjamin às 06h07
[   ] [ envie esta mensagem ]




Assista à TeleSur

Quem quiser sintonizar a TeleSur, rede de TV latino-anericana, criada pelo presidente Hugo Chávez, da Venezuela, é só clicar em http://www.telesurtv.net/. É uma pena que o governo Lula não tenha fortalecido a iniciativa. Mas, se fizesse isso, desagradaria a Bush.

Escrito por Cid Benjamin às 06h05
[   ] [ envie esta mensagem ]




Íntegra da pesquisa

Quem quiser conferir a íntegra da pesquisa da CNT, esta que apontou Lula dez pontos percentuais à frente de Serra no segundo turno e que está sendo posta sob suspeição pelos tucanos, é só clicar em  

http://www.cnt.org.br/gerenciador/cnt/pdfISC/Relat80.pdf



Escrito por Cid Benjamin às 06h02
[   ] [ envie esta mensagem ]




Síndrome de Ricupero na revista Veja

Leonardo Attuch (*)

 

Aconteceu em 1994. Numa conversa off the records com o jornalista Carlos Monforte, captada apenas por antenas parabólicas, o embaixador Rubens Ricupero, então ministro da Fazenda, cunhou uma frase inesquecível. “Eu não tenho escrúpulos: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”, disse ele, referindo-se aos índices de inflação. Ricupero pela primeira vez parecia inebriar-se com o poder, revelando um aspecto sombrio de sua personalidade. Esse raro tropeço verbal, cometido por um homem de grandes qualidades, custaria sua demissão. 

A história de Ricupero me marcou por duas razões. Primeiro porque, na época, eu trabalhava na Veja, como repórter da sucursal Brasília, e nunca antes havia percebido quão intensa era a fome dos chacais da revista diante de mais uma presa. O sangue parecia escorrer pela boca dos editores da revista – e isso, de certa forma, me embrulhava o estômago. Em segundo lugar, eu era amigo de Bernardo, um dos filhos de Ricupero, de quem acabei me afastando após o episódio da parabólica.

Foram necessários 12 anos para que eu me desse conta de que o comportamento da revista Veja é muito parecido com o do ex-ministro da Fazenda naquele episódio. O mandamento “o que é ruim a gente esconde” parece cair como uma luva para a Abril. Senão, vejamos:

• No início de janeiro, eu publiquei o livro “A CPI que abalou o Brasil” (editora Futura, R$ 24,90), que traz uma série de revelações sobre o PT e a imprensa brasileira. Narro, por exemplo, como foram os encontros entre Roberto Civita, dono da Abril, e alguns tesoureiros do PT, como Delúbio Soares e Ivan Guimarães, na época em que se discutia o Pró-Mídia. Questiono ainda os métodos investigativos de vários profissionais de renome da Veja, apontando situações em que a barganha pelo furo se aproxima de uma chantagem.
• Duas semanas atrás, o livro conseguiu entrar nas relações de “mais vendidos” das revistas Veja (edição com data de 8 de fevereiro) e Época (edição com data de 6 de fevereiro). Era oitavo na Veja e sétimo na Época, na categoria não-ficção. Como as fontes das duas revistas são praticamente as mesmas redes de livrarias, há diferenças mínimas. Por isso, é admissível que surjam pequenas discrepâncias. Mas só pequenas, repito.
• O inacreditável, porém, ocorreu nesta semana. Na Época (edição de 13 de fevereiro), meu livro subiu para a quarta colocação entre os mais vendidos. Na Veja (edição de 15 de fevereiro), ele simplesmente desapareceu da relação de mais vendidos, assim como desapareciam os inimigos na Rússia stalinista. É, no mínimo, intrigante que o quarto livro mais vendido na lista da Época não seja sequer o décimo na Veja.

Diante do que aconteceu, permito-me fazer algumas perguntas. Será que existe um index librorum prohibitorum na revista Veja? Será que meu livro entrou na lista de mais vendidos da semana anterior por mero descuido de quem fechou aquela seção? Alguém terá comido mosca? É 100% confiável a lista de best-sellers da maior revista do País? São perguntas mais do que naturais. Afinal, não seria justo que algumas citações a profissionais da Abril no meu livro provocassem minha exclusão de uma lista que serve como referência para aquisições de vários livreiros e leitores espalhados pelo País. Ou será que bateu uma síndrome de Ricupero na Veja? Se isso for verdade, tomara que a pessoa que incluiu meu nome na lista de duas semanas atrás não tenha sido vítima de alguma represália. Seria injusto e infame.

 

(*) Editor das revistas Istoé Dinheiro e Dinheiro Rural, além de autor do livro “A CPI que abalou o Brasil”

Não sei se procede a desconfiança do autor, mas da Veja eu espero tudo.

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h01
[   ] [ envie esta mensagem ]




Receba o conteúdo deste blog por e-mail

Caso você queira receber todo dia, por e-mail, as notas e artigos postados neste blog, é só fazer um pedido no espaço dedicado aos comentários. Na semana depois do carnaval começarei a enviá-los aos interessados.



Escrito por Cid Benjamin às 14h58
[   ] [ envie esta mensagem ]




As manchetes desta terça-feira

- O Globo: Efeito Morales deixa o gás mais caro para brasileiros

- Jornal do Brasil: Aniversário do PT - Lula festeja com os pecadores

- Folha: Álcool sobe apesar de acordo com usineiros

- Estadão: Dólar é o mais baixo desde 2001

 



Escrito por Cid Benjamin às 14h55
[   ] [ envie esta mensagem ]




Celso Daniel: um nervo exposto do PT

Do Painel da Folha de hoje.

 

À flor da pele 1

A proximidade da campanha eleitoral faz crescer o nervosismo petista quando o assunto é Celso Daniel. O deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do partido no caso, subiu pelas paredes ontem ao ver Eduardo Suplicy mencionar em discurso sua investigação paralela.

 

À flor da pele 2

Durante reunião da Executiva estadual, Suplicy defendia esforços para elucidar o assassinato do prefeito de Santo André quando foi interrompido por Greenhalgh, que, entre outros impropérios, acusou o senador de "fazer o jogo da direita".

 

Alguém de boa-fé é capaz de imaginar que essa história de Santo André está bem explicada? Ou que o PT tem interesse em esclarecer a morte de Celso Daniel?

Investiguei este caso quando trabalhava no Jornal do Brasil e afirmo: tem gente que roubava junto com os assassinos de Celso e, por isso, ficou refém deles.

Na instigante e necessária reflexão sobre ética - tão atual depois que vieram à tona os mensalões da vida - uma questão se impõe: qual o limite da bandalheira? Caixa dois? Desvio de dinheiro público? Manipulação de fundos de pensão? Proteção de assassinos de um companheiro?  



Escrito por Cid Benjamin às 14h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




Piada de salão

Esta também é do Painel da Folha de hoje.

 

Uma das mais combativas petistas no Congresso, a senadora Ideli Salvatti, pré-candidata ao governo de Santa Catarina, participou no final de semana de um concurso de marchinhas carnavalescas em Florianópolis.

Como de hábito em eventos do gênero, a senadora e outras autoridades foram convidadas pelos organizadores da festa a entregar os prêmios aos cinco primeiros colocados. Para tanto, todos subiram ao palanque.

A cada etapa, o mestre de cerimônias anunciava o nome da autoridade designada para a missão e, em seguida, a marcha. Por fim, o vencedor principal:

- E agora, para entregar o prêmio à marcha "Também Quero um Mensalão", convidamos a senadora Ideli!

Com a vitória da canção que tem versos como "me dá um mensalão/meu mensalinho não tá dando conta não", a senadora deixou o palco à francesa.

 

Não há dúvida. Este será o carnaval do mensalão e do cuecão.



Escrito por Cid Benjamin às 14h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




Aniversário da queda - artigo de Janio de Freitas

Este excelente artigo de Jânio de Freitas foi publicado na Folha hoje.

 

No pasmo excitante das revelações nas CPIs, não se atentou bem para a grandeza da tragédia que atingiu o PT. Muito menos o fizeram os petistas, ainda irrecuperados do vendaval que supuseram ser um sopro maldoso de adversário, até perceberem que foram varridos os seus justos orgulhos, a honradez conquistada na ação e a fé na sua diferença. Um desastre gigantesco. Político e humano.

Mas sua ocorrência só foi possível porque, muito antes, os alicerces do PT foram retirados, sob o olhar e o silêncio complacentes dos petistas hoje perplexos.

No instante mesmo em que assumiu o poder, Lula impediu o PT de ser governo. Do PT, só puderam ter acesso a cargo no governo os que relegaram todo sinal de petismo e aderiram às doutrinas política, econômica, administrativa e "reformista" praticadas pelo governo da irmandade PSDB/PFL. O governo Lula formava sua própria irmandade com o PL de Valdemar Costa Neto, o PP malufista, o PTB de Roberto Jefferson, o PDT não-pedetista e a corrente oficialismo-eterno do PMDB.

E o PT, o PT dos 800 mil filiados, o PT que se fazia representação das mudanças corretivas, tudo aceitou calado. Mesmo entre os seus filiados com notória capacidade analítica e crítica, não preenchem os dedos da mão (esquerda, naturalmente) os que ergueram a cabeça e a hombridade. O PT já estava quebrado quando Lula chegou ao poder.

É comum a afirmação de que o PT começou a mudar quando, a qualquer altura, passou a ambicionar a conquista do poder. O PT almejou o poder desde que se constituiu. Ou não se faria partido, porque é da natureza dos partidos, e o que lhes dá sentido, o propósito de elevar-se ao poder. O que deu ao PT uma personalidade única na cena partidária foi a originalidade de ser, a um só tempo, partido e movimento. Pela razão mesma de representar as aspirações de mudanças estruturais, capazes de diminuir as desigualdades e aumentar as oportunidades onde faltam, com a fisionomia de partido o PT assumiu, sobretudo, o espírito próprio dos movimentos. Daí que nele se tenham juntado aos sindicalistas, que seriam os trabalhadores do nome, tantos estudantes, intelectuais e outras partes expressivas da classe média.

O projeto Dirceu/Lula para o PT extinguiu o sentido de movimento. Voltava-se, ainda, para o domínio interno. Ao ascender, a coletividade do petismo passou a ser vista, cada vez mais, apenas como instrumento tático da cúpula centralizadora. A visão utilitária impôs-se à visão partidária, reprimiu-a e a esfacelou. Não o PT, mas o petismo estava falido. Sem o alicerce que era o seu sentido de movimento, tornou-se um partido como outro qualquer. E o PT que se fizera representação das mudanças corretivas, este PT calou-se.

Quem não tem medo de ver sabe que Lula e Dirceu são os responsáveis pelo ocorrido ao PT e ao petismo. Essa história de que "Lula não traiu, Lula foi traído, este governo foi eleito para promover mudanças substanciais e isso não ocorreu", essa história é fuga. O governo não foi eleito. O eleito foi Lula, e o governo foi constituído -por Lula. Em conformidade com o projeto Dirceu/Lula que reduziu o PT a instrumento de manobra da cúpula do partido e, depois, cúpula do governo. Não por acaso, a mesma.

Só se pode imaginar que a festa de aniversário do PT, ontem, tenha celebrado o terceiro aninho do novo PT, confraternizado com PL, PTB, PP, PMDB governista. Ou tenha sido uma reunião de saudosismo sem remédio e sem consolo.



Escrito por Cid Benjamin às 14h45
[   ] [ envie esta mensagem ]




Perversidade genética - I - artigo de Milton Temer

Publicado no Jornal do Brasil hoje.

 

Bush escancarou a essência do governo que formalmente encabeça na semana passada.  Com a proposta de Orçamento enviada ao Congresso, aumentou de forma expressiva a dotação para as despesas militares, indo buscar a compensação no corte de gastos da já sugada seguridade social norte-americana.

São mais de US$ 500 bilhões para armas de destruição em massa, no contraponto de uma redução de US$ 36 bilhões em programas destinados às classes mais pobres. Ou seja; para atender aos patrões do complexo industrial bélico-petrolífero, com o que garante seu mensalão de campanha, continua apostando no agravamento da tensão mundial e na eliminação da sustentabilidade ambiental.

No bojo dessa informação, nada mais natural do que outra quase simultânea viesse à luz, essencial para a compreensão do caráter predatório intrínseco ao regime que o governo Bush exemplifica.

The Economist, bíblia do grande capital especulativo internacional, publicou reportagem que o jornal Valor reproduziu na íntegra. “Quem ganha com a maior produtividade americana?” é o título de um ensaio informando que  “(...)O crescimento da produtividade, apesar de um sensível declínio no fim de 2005, foi espetacular. Mas os trabalhadores não participaram dessa prosperidade: os salários foram arrochados, enquanto as empresas tiveram lucros recordes. Os motivos podem ser os baratos trabalhadores chineses, a disparada nos custos com saúde ou enfraquecimento dos sindicatos, mas a percepção comum é de que o atual boom de produtividade, diversamente de anteriores, trouxe escasso benefício ao cidadão comum (...)”.

Por que ocorreria dessa forma? Incompetência?

Evidentemente, não. O que a matéria constata é a essência inevitavelmente cruel do neoliberalismo capitalista. É a obviedade de que capitalista generoso é capitalista falido, pois a sua práxis impõe a desqualificação do valor trabalho como forma de reduzir custos e aumentar a produtividade, com a resultante potenciação dos lucros. O que até o “american way of life” explicita é que não há hipótese de o benefício do desenvolvimento tecnológico se estender ao conjunto do povo trabalhador, mas sim de concentrar cada vez mais riqueza na mão de quem dele se apropria.

Por isso, é conseqüência natural que a parcela de riqueza nas mãos do 1% de norte-americanos mais ricos tenha retornado aos índices de um século atrás, como também atesta o artigo.

 

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 14h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




Perversidade genética - II - artigo de Milton Temer

(continuação)

 

Quem deve atentar para isso é a parte da esquerda brasileira frustrada na traição neolulista. Temas como esses, tratados pelos próprios porta-vozes dos privilegiados, têm que ser objeto de intensa divulgação. Porque assim se abre a avenida, por exemplo, para uma campanha presidencial alternativa. É mostrando o caráter intrinsecamente perverso do neoliberalismo – a marca maior do capitalismo financeirizado, determinante de rumos do processo político e econômico de grande parte dos países emergentes; o Brasil, incluído, obviamente – que se torna natural e palatável a proposta de transformação radical da sociedade.

Reforma tributária e reforma política são prementes. Mas não nos termos em que os partidos da ordem dominante atual – PSDB, PFL, PMDB e o PT – têm anunciado. Não se conserta o que é, por natureza, promotor de desigualdade e discriminação. Ou se descontrói o status quo, ou a mudança é limitada ao apenas necessário para que nada mude estruturalmente.

Reforma Tributária não pode ter por eixo redução drástica de contribuições trabalhistas. Não pode priorizar acordos que tranqüilizem governadores de Estado. Reforma Tributária é para inverter o atual sentido da pirâmide que protege, com isenções criminosas, o grande capital especulativo, e cobra de forma implacável os que vivem do salário. Aliás, já está no forno de maldades do governo Lula a isenção para o livre trânsito do capital internacional, com mais vantagens ainda para os grandes especuladores.

Reforma política, por sua vez, não pode se limitar a remendos eleitorais. Exige reestruturação profunda das relações da cidadania com o aparelho do Estado, através da implantação de instrumentos de controle social permanente, visando compensar a condição pré-falimentar atual da democracia representativa.

Nesta pauta, pode-se construir uma maioria consistente, para a mudança do quadro de injustiça social que leva a extremos insuportáveis a desordem e a violência, ora fazendo rotina nos grandes centros urbanos.



Escrito por Cid Benjamin às 14h42
[   ] [ envie esta mensagem ]




O crime do funcionário ‘Delúbio’

Do Globo de hoje.

Nome pouco comum, mas que se tornou conhecido no Brasil com o escândalo do mensalão, Delúbio virou agora exemplo de mau funcionário público, como personagem de um concurso público para a Procuradoria da Fazenda Nacional, realizado neste final de semana em Brasília. Na questão número 86 da prova de direito penal, Delúbio é um funcionário público que usa o carro oficial para uma viagem com a família no final de semana. A pergunta é: qual crime Delúbio cometeu?

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares ganhou notoriedade ao ser acusado de comandar um esquema paralelo de arrecadação financeira no partido. Antes de ser dirigente petista, Delúbio foi funcionário público. Era professor de matemática da rede de ensino público de Goiás.

A prova foi elaborada por especialistas em concursos contratados pela Escola de Administração Fazendária (Esaf). A questão atiçou a curiosidade de candidatos ao cargo de procurador da Fazenda Nacional — foram 10 mil inscritos — e surpreendeu até mesmo o diretor-geral substituto da Esaf, Amaury Patrick Gremaud. Segundo ele, não houve intenção alguma do órgão de atingir a imagem do ex-tesoureiro petista.

— Na prova, o nome de Delúbio não tem qualquer conotação negativa em relação ao ex-tesoureiro. É um nome como qualquer outro — disse Gremaud.

Já o advogado de Delúbio, Celso Vilardi, criticou a opção da Esaf de colocar o nome do ex-tesoureiro como exemplo de um personagem que comete crime:

— Acho lamentável. Principalmente se foi proposital. É uma tentativa de associar o nome de Delúbio a um crime, sendo que ele não foi nem julgado.

Na questão, o funcionário usou o carro público em proveito próprio, mas o recolheu à garagem da repartição na noite de domingo. A resposta certa para a questão é: o funcionário Delúbio cometeu crime de peculato-desvio.

 



Escrito por Cid Benjamin às 14h41
[   ] [ envie esta mensagem ]




Receba o conteúdo deste blog por e-mail

Caso você queira receber por e-mail, uma vez por dia, as notas e artigos postados neste blog, é só fazer um pedido no espaço dedicado aos comentários. Em seguida ao carnaval começarei a enviá-los aos interessados.


Escrito por Cid Benjamin às 10h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




Vladimir: Não há problema em Lula ter dois palanques no Rio - II

Entrevista do pré-candidato do PT ao governo do Estado do Rio, Vladimir Palmeira, publicado no Blog do Josias de Souza, da Folha.

 

Vladimir diz que foi consultado e aprovou os entendimentos de Lula com Marcelo Crivella (PRB), seu adversário na eleição estadual. Na campanha presidencial, Lula terá “dois palanques” no Estado. Eis a entrevista:

 

Quando sua candidatura será oficializada?

- Temos convenção em abril. Em novembro, o diretório me lançou por aclamação. Não vai haver problema.

O acerto de Lula com Marcelo Crivella (PRB) não atrapalha?

- Sempre defendemos que a prioridade é a eleição do presidente. Não vemos problema em que ele tenha dois palanques no Rio.

Não teme a repetição de 98, quando sua candidatura foi vetada?

- Não há o menor risco. Em 98, a direção nacional procurava impor uma política de alianças, nos obrigando a ter só uma candidatura no Rio (de Anthony Garotinho, então no PDT). A diferença agora é que é do interesse de Lula que haja mais de um palanque.

O sr. foi consultado sobre os entendimentos com Crivella?

- Fui avisado.

Quem avisou?

- Prefiro não dizer. Fui consultado sobre se haveria problemas. Respondi que não.

Como se dará essa campanha de duplo palanque?

- Não sei. Nunca tivemos essa experiência. Sabemos apenas que o presidente, aqui, vai ter dois palanques. Como vai ser, ainda não discutimos.

 

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 10h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




Vladimir: Não há problema em Lula ter dois palanques no Rio - II

(continuação)

 

O acerto com Crivella pressupõe compromisso para o segundo turno?

- Bom, isso não está acordado.

Pode vir a ser acordado?

- Não sei. Não houve discussão sobre isso. Vamos ver qual vai ser a política de alianças do Lula. Vai depender de arranjos nacionais, que não dependem de nós.

Como fará para sair das últimas colocações nas pesquisas?

- Quando fui convidado para ser candidato, disse que só queria saber de pesquisas em setembro. Sem o horário eleitoral não tem graça. A campanha não começou.

Como fará para lidar com a exploração da crise nacional do PT?

- Se chamado a debater a questão federal, farei com prazer. Não vou negar o óbvio. Houve crise moral no partido? Sim, todo mundo sabe. Houve caixa dois? Claro. Teve problemas graves de corrupção? Claro, tá lá provado. Mas o governo tem que ser julgado pelo conjunto da obra. Lula está senso o melhor presidente dos últimos 50 anos.

Não receia ser vinculado a José Dirceu, companheiro de  movimento estudantil?

- Não tem como. Sempre fomos adversários dentro do PT, a despeito da amizade. Vão fazer um ataque generalizado ao PT. Mas se centrarem o debate nisso, vão perder. No Rio, o que vai definir a eleição é a questão estadual.

Que proposta tem para a área da segurança?

- A sociedade vê a polícia como mais uma quadrilha. Vou limpar a polícia. Não será de forma radical, mas tem que limpar. E vou preparar uma polícia mais centrada na investigação. Hoje, botam a PM para subir o morro, pegam uma maconha, uma pistola velha. E a quadrilha fica lá. Nosso problema é desmontar o governo paralelo exercido por grupos armados que controlam bairros pobres do Rio. Meu compromisso é começar a quebrar a espinha dorsal do crime organizado, para que o Estado volte a ter condições de prestar serviço público.

 

Tudo bem que Vladimir tenha que engolir o apoio de Lula a Crivella. Mas dizer que isso não traz problema é tentar tapar o sol com a peneira. Afinal, apesar de tudo, Lula é o maior puxador de votos do PT. Ninguém vai acreditar que Vladimir está sendo sincero quando iz isso e ele corre o risco de lembrar Jorge Bittar, que, humilhado pela direção nacional do PT na última eleição para prefeito, não reagiu e se desgastou.

Da mesma forma, sinceramente não sei se as pessoas vão acreditar que Vladimir está sendo sincero quando afirma que as questões estaduais darão a tônica na eleição para governador (uma eleição casada com a presidencial!) ou que Lula foi o melhor presidente dos últimos 50 anos.  



Escrito por Cid Benjamin às 10h53
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta segunda-feira

- Globo: Déficit da Previdência na década é de R$ 1 tri

- JB: Real rende mais dólares no caixa dos bancos

- Folha: Lula privilegia petistas com verbas

- Estadão: Lula pede mudanças nas decisões da OMC

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h52
[   ] [ envie esta mensagem ]




Sete milhões em dinheiro? É culpado!

Da Folha de ontem.


O Idaq, entidade dirigida pelo vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade (PL-MG), sacou em dinheiro R$ 7,4 milhões entre 2003 e 2004 da agência do Banco Rural no Brasília Shopping – a mesma em que parlamentares da base aliada do governo Lula fizeram retiradas em espécie no esquema do Valerioduto. Em apenas uma semana de janeiro de 2004, os saques da conta do Idaq (Instituto de Desenvolvimento e Assistência Técnica e Qualidade em Transporte) ultrapassaram R$ 4 milhões. Ocorreram 20 retiradas entre agosto de 2003 e julho de 2004. A movimentação financeira foi classificada como suspeita pelo próprio Banco Rural.

 

É evidente que quem saca sete milhões em dinheiro tem o que esconder. É culpado até prova em contrário.  



Escrito por Cid Benjamin às 06h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




Carta de Celso Daniel a Lula I

Artigo de Ronald de Carvalho, jornalista e consultor, que me chegou pela internet.

 

 

De:    celsodaniel@pt.financas.org.ceu

                 Para: lula@planalto.gov.br

                                                         

                                                    Tributo a Elio Gaspari, pela autoria

                                                     do magistral formato artigo/e-mail

 

Baiano, não guardo queixas ou ressentimentos. Tenho certeza que você e a nossa boa turma do PT nada tem com minha morte.

Sei que a vigarice do Sombra nos meteu numa enrascada.

O Greenhalgh fez o possível. Fica muito difícil explicar a origem do dinheiro que a gente estava guardando desde os tempos de Porto Alegre.

Nunca fomos ladrões e aqui em cima todo mundo conhece nossas boas intenções. Sempre fizemos finanças para o partido , mas nunca tiramos proveito pessoal. Quando muito, somos corsários, piratas, nunca.

Isso não evitou que aqueles bandidos metessem a mão no dinheiro. Para impedir a gatunagem tive que ameaçar botar a boca no trombone.

Como você sabe, infelizmente, deu no que deu.

Sei que ninguém acredita nessa história, mas não tem jeito. Outro dia encontrei o Ralf Barquete e ele nem conseguiu me olhar direito. Acho que está meio envergonhado.

Lula, não foi para falar disso que estou escrevendo.

Acho que você está perdendo uma oportunidade de ouro para dar a volta por cima e ficar muito bem na fotografia.

Se você concorrer a um segundo mandato corre dois grandes perigos: perder ou ganhar.

Perder, porque perder é feio e vai lhe custar muito caro. Imagina esse escândalo todo concentrado em um mês de televisão. O PT está dividido e você não controla a bancada. O partido está em frangalhos. A votação da queda da verticalização foi um exemplo.

Baiano, melhor que ninguém, você sabe que povo não lê jornal ou revista. O que faz a cabeça do povão é televisão. É justamente pela TV que haverá o massacre. Não há notícia positiva capaz de mudar o julgamento do povo.

O horário eleitoral vai martelar toda essa história de mensalão. A gente sabe como aconteceu, mas não adianta. O que vai aparecer é o cara dos Correios pegando grana, o Roberto Jefferson enxotando o Zé Dirceu, o rosto bexiguento do Waldomiro tomando propina, a história da empresa do seu filho, o Land Rover do Silvinho, o PT com a calça arriada e a cueca cheia de dólares, o buraco das contas do Delúbio, a lista do Banco Rural, a sociedade com Marcos Valério, a dinheirama que o Duda Mendonça recebeu no exterior, as mentiras do Buratti e, se bobear, até as festinhas na casa do Vladimir Poleto. Amigo, o estrago vai ser grande.

 

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 06h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




Carta de Celso Daniel a Lula II

(continuação)

 

A outra hipótese é você ganhar, mas não levar.

Por favor, não pense que estou falando de golpe. Quando digo não levar, falo em não levar o poder.

Baiano, para você ganhar essa eleição terá que fazer tantos acordos e fatiar de tal forma o poder, que no final não lhe restará nada.

Como está, o PT pouco lhe ajuda. É um partido sem comando e um comando repartido.

Sem a ajuda da velha direitona, você não poderá ganhar ou governar.

De que adianta tudo isso, cara?

A gente já sofreu tanto, que não vale a pena perder a vergonha.

Da maneira como as coisas vão, você e o PT irão para o vinagre assim como o PTB de Getúlio Vargas acabou virando o PTB de Roberto Jefferson.

A solução desse problema deve ter grandeza.

Você dá a volta por cima se for esperto e menos apressado.

Aproveita o medo do pessoal PSDB com os oito anos de espera para nova troca de comando, as ambições do Garotinho, a necessidade de poder do PFL e proponha o fim da reeleição. Jogue toda a força que o governo ainda tem sobre um projeto de mandato único de cinco anos. Como se não bastasse, anuncie que não é candidato. Use esse final de governo para fazer o seu nome em cima do Bolsa-Família, dos sucessos na economia, no dólar baixo, na queda dos juros, na reparação das estradas, na auto-suficiência da Petrobras e no monte de projetos sociais que estão dando certo.

Tudo isso só tem valor se você não for candidato. Não vão ter do que falar mal e só se pode falar bem.

Veja que moral, baiano.

Quanto à eleição, não se meta. Quem quiser que tenha candidato e quem for podre que se quebre. Você não deve indicar ninguém.

No fim do governo reúna a banda boa que restou do PT e assuma a presidência do partido. Serão cinco anos de poder real e reconhecimento do povo.

Em 2011, com um PT limpo e organizado, você estará de volta.

Não se esqueça que no fim desse seu novo mandato, em 2016, o castigo do Zé Dirceu já terminou. Se ele se comportar direitinho e lhe ajudar na presidência do PT, é possível que você tenha um bom nome para fazer seu sucessor.

Lula, isso é um projeto de poder para muito tempo.

Toda essa história não saiu só da minha cabeça. Getúlio e doutor Juscelino deram palpite e disseram que se fosse com eles, a escrita seria esta.

Desculpe estar me metendo na sua vida, mas saiba que lhe quero bem.

Aproveito para mandar um abraço pra galega e beijos nos meninos.

Com muita saudade, seu amigo.

Celso Daniel

 

 

                                                  

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




Sigilo é coisa para pecadores

Da coluna Sete Dias, de Augusto Nunes, no JB de 5/02/06

 

Brasileiros pobres não sabem exatamente o que quer dizer quebra de sigilo bancário. Nem conta de banco eles têm. Integrantes da classe média não se assustam com devassas do gênero. Sabem que os investigadores toparão com cifras miúdas e movimentações raquíticas , além de estouros no limite do cheque especial. Isso não é crime. É falta de dinheiro.

Só se inquietam com quebras de sigilo milionários metidos em pilantragens e pilantras candidatos a milionário. Quem se apavora com a possibilidade de ter investigadas as contas bancárias praticou algum crime, cometeu algum pecado. Tem culpa no cartório. É o caso de Paulo Okamoto, o amigo trapalhão do presidente da República.



Escrito por Cid Benjamin às 06h36
[   ] [ envie esta mensagem ]




PSOL ganha liminar na Justiça sustando pagamento de segunda parcela pela convocação

Do Globo de ontem.

 

O juiz Rubem de Paula, da 17ª Vara de Justiça Federal de Brasília, concedeu liminar em ação popular movida pelo PSOL sustando o pagamento da segunda parcela de ajuda de custo pela convocação extraordinária do Congresso durante o recesso deste ano. A Câmara só vai se pronunciar depois de ser comunicada da liminar.

A expectativa é que a liminar seja derrubada, uma vez que o decreto que fez a convocação é considerado um "ato jurídico perfeito" porque foi editado antes da nova lei que proibiu o pagamento de salário extra pelo trabalho durante o recesso.O PSOL argumentou que o decreto entrou em vigor em 17 de janeiro e, portanto, não haveria razão para o pagamento da segunda parcela. O PSOL já recorrera à Câmara, mas o entendimento da Presidência é de que a proibição do pagamento só vale para as futuras convocações. O partido alegou também que o pagamento extra é "um privilégio inaceitável e uma afronta à realidade social e econômica do país, principalmente diante da política do salário-mínimo atual".

 

Sem dúvida, uma bola dentro do PSOL.



Escrito por Cid Benjamin às 06h34
[   ] [ envie esta mensagem ]




Embaixador de Chávez diz que Veja lembra Goebbels

Aqui, a carta do embaixador da Venezuela, Julio García Montoea, à revista Veja

 

Senhor Civita,

 

Permita-me iniciar esta carta com o reconhecimento à tenacidade com que seus colunistas se dedicam à tarefa de impor a verdade da mídia. Nisto, tenho certeza, seriam a inveja do mesmo Joseph Goebbels. Não obstante, permita-me também lhe aconselhar que diminua o esforço para o bem da saúde mental de seus escreventes, uma vez que o mundo que lê Veja está convencido de sua ária pureza jornalística, de que vocês, dentro do mais tradicional esquema de jornalismo conservador - tanto na técnica como no conteúdo - se sentem donos da verdade. Já sabemos, senhor Civita, que dentro de Veja transita o dogma e a fortaleza própria do invulnerável, que qualquer coisa que esteja fora de sua linha ou do seu âmbito ideológico é errada, que vocês estão convencidos - e são capazes de morrer por isso - de que nada diferente do que escrevem pode existir fora de suas linhas.

É óbvio, senhor Civita, que VEJA é mais que uma simples revista. Veja é um templo sem sacerdotes, ali só há deuses, pois somente os deuses geram verdades inquestionáveis. Esta condição divina é notória, por exemplo, nas fotografias que acompanham as colunas. Veja o senhor, repare bem, na postura esnobe de Tales Alvarenga, ou no olhar onipotente de Diogo Mainardi. Coitado de quem entrar no âmbito de sua ira! ¡Será condenado para sempre ao inferno!

 

Leia a íntegra no Bafafá On Line: http://www.bafafa.com.br



Escrito por Cid Benjamin às 06h33
[   ] [ envie esta mensagem ]




Sócrates: "Quem não bebe não joga"

Entrevista do doutor Sócrates na Folha de ontem.


Cerveja tem tudo a ver com os protagonistas da Copa do Mundo, os atletas. A opinião é do ex-meia e médico Sócrates, 51, que jogou os Mundiais de 1982 (Espanha) e 1986 (México).

 

A Copa tem 20 times patrocinados por cervejas...
-
Vinte? Então vão servir cerveja no meio-de-campo. Quero jogar.

 

Esse patrocínio não pode influenciar os jovens?
-
O que estimula é o convívio com quem bebe.

 

Cerveja faz mal ao jogador de futebol?
-
Não interfere porcaria nenhuma no esporte coletivo, você tem com quem dividir. No individual, é problema, caso exagere.

 

O Antônio Roque Citadini, vice do Corinthians, diz que há muito alcoolismo no futebol. É verdade?
-
Nunca vi. Só se, para ele, tomar uma cerveja é alcoolismo. Tomar todo mundo toma. Tem uma máxima no futebol, que vem do meu tempo: quem não bebe não joga. Hoje tem gente que não bebe, mas cheira. E, se bebem muito, é porque ficam presos na concentração. Dirigente diz que vai à concentração para cuidar dos anjinhos, mas não é isso.

 

É para fazer o quê?
-
Vai fazer o que não pode fazer em casa: pegar mulher, beber...

 

E o que diziam quando você bebia no hotel?
-
Nunca tomei na concentração. Lutava contra o sistema, então não podia dar brecha. Tomava depois do treino. Aí é a minha vida, ninguém tem nada com isso.

 

Algumas das cervejas que estão na Copa são Brahma, Guinness, Mahou...
-
Conheço a Mahou, é espanhola. Tem também a Quilmes. Dessas aí, nenhuma é ruim. As melhores do mundo são as belgas, mas não são cervejas para a gente beber como aqui no Brasil, como refrigerante. São mais pesadas. Gosto da Guinness, mas só um copo. Prefiro as brasileiras, com pouco álcool e geladas.

 

O doutor sabe das coisas.



Escrito por Cid Benjamin às 06h31
[   ] [ envie esta mensagem ]




Banheiro de bar

Cartaz posto por uma agência de publicidade no banheiro masculino do bar Far Up, na Cobal de Humaitá, oferece espaços para anúncio com os dizeres: "Anuncie aqui. É mais fácil seduzir quem já está com a calça abaixada". 

Escrito por Cid Benjamin às 06h26
[   ] [ envie esta mensagem ]




Receba o conteúdo deste blog por e-mail

Caso você queira receber por e-mail, uma vez por dia, as notas e artigos postados neste blog, é só fazer um pedido no espaço dedicado aos comentários. Dentro de, no máximo, uma semana começarei a enviá-los aos interessados.

Escrito por Cid Benjamin às 17h53
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes de hoje

- JB: Fuga no corredor da morte

- Folha: Conselho contraria relator e inocenta ex-líder do PP

- Estadão: Mensalão de Furnas iria para PTB, PT e tucanos diz Jefferson

- Globo: Reitores: universidades não estão preparadas para cotas

- Correio: Moralização eleitoral dura apenas 24 horas



Escrito por Cid Benjamin às 06h52
[   ] [ envie esta mensagem ]




Lula e os evangélicos

Crescem as especulações no sentido de que, preocupado com a influência de Garotinho nos segmentos evangélicos (que são parte de seu público preferencial), Lula estreita as relações com a Igreja Universal e com o bispo-senador Marcelo Crivela.

Já se fala, inclusive, que, na impossibilidade de ter um vice do PMDB, como gostaria, a aproximação com a Igreja Universal faria com que Lula mantivesse José Alencar na sua chapa, como vice. Alencar não é evangélico, mas pertende ao recém-criado PMR, partido formado pela Igreja Universal.

Isso tudo pode ter conseqüências no Rio. Crivela é candidato ao governo do estado e Lula deve dar prioridade a sua campanha, em detrimento da de Vladimir Palmeira, do PT. Além do mais, Crivela tem cerca de 17% nas pesquisas, enquanto Vladimir está em torno de 1% ou 2%.  



Escrito por Cid Benjamin às 06h51
[   ] [ envie esta mensagem ]




cheiro de pizza no ar

Do Blog do Josias de Souza, na Folha On Line

 

O Conselho de Ética da Câmara tomou nesta quarta-feira uma decisão que flerta com a falta de ética. Graças a um acordo entre PFL, PP, PT e até PSDB, livrou-se do cadafalso o mensaleiro Pedro Henry (PP-PE). Pela primeira vez, o Conselho derrotou um relatório que recomendava a cassação de um deputado envolvido no escândalo do mensalão.

Mesmo absolvido no Conselho, Henry terá de passar pelo crivo do plenário da Câmara. Ali, só será cassado se 257 deputados votarem contra o arquivamento do processo. Algo visto como muito improvável.

Reforçando o cheiro de acordo que impregna os ares do Congresso, a união suprapartidária em favor de Henry foi vista como uma gentileza em troca do apoio do PP aos deputados Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP).

Escrito por Cid Benjamin às 06h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




Espelho da Mídia I

Abaixo, a coluna que assino, Espelho da Mídia, na edição desta semana do jornal Brasil de Fato, mantido por organizações populares, entre as quais o MST.

Circulação dos jornais cresce

O Instituto Verificador de Circulação (IVC) atestou que, em 2005, a venda dos jornais impressos (incluindo venda em bancas e por assinatura) aumentou 4% em relação ao ano anterior, depois de três anos de estagnação. Em grande medida, o crescimento foi impulsionado por jornais populares. O jornal que mais cresceu foi o Lance (+34%), diário esportivo editado em São Paulo e no Rio. A expectativa é que a circulação continue aumentando em 2006, puxada pela Copa do Mundo e pelas eleições.

 

O Globo erra sobre a venda da Folha

Num jornal há erros que, embora possam ter sido causados por distração, são incômodos. Foi o que aconteceu com O Globo, ao noticiar na semana passada a circulação dos jornais brasileiros. Ele afirmou que a circulação da Folha, seu maior concorrente, havia caído 1% em 2005. Foi obrigado a se corrigir dois dias depois.

 

JB sai dos dez mais

O Jornal do Brasil, que teve uma queda de 10% em sua circulação, pela primeira vez não figurou entre os dez diários mais vendidos no país. Os métodos de gestão de seu dono, Nelson Tanure, que não assina a carteira da maioria dos profissionais e utiliza abusivamente estagiários para fazer o trabalho de jornalistas, certamente contribuíram para a queda.

 

Processo arquivado

O juiz Juarez Costa de Andrade, do X Juizado Especial Criminal do Rio de Janeiro, arquivou a ação penal promovida por Nelson Tanure, dono do JB, contra os jornalistas Aziz Filho, Fred Guedini e Murilo Fiúza de Melo e o líder metalúrgico Luiz Chaves. O juiz viu na ação tentativa de constrangimento. O pretexto de Tanure ao entrar na Justiça foi um perfil seu publicado na revista Lide, do Sindicato dos Jornalistas do Rio. Ele processou o autor do perfil e pessoas que deram depoimentos desabonadores sobre seus métodos de trabalho.



Escrito por Cid Benjamin às 06h42
[   ] [ envie esta mensagem ]




Espelho da Mídia II

(continuação)

 

Direitos autorais I

Segundo a agência espanhola EFE, a Associação Mundial de Jornais (AMJ) criou um grupo de trabalho para estudar modalidades da cobrança de direitos autorais aos sites de busca da internet. A AMJ considera que os sites de busca "exploram o conteúdo" dos jornais "sem entregar uma compensação razoável aos proprietários dos direitos autorais". Esta briga ainda vai dar pano para mangas.

 

Direitos autorais II

Ainda que quesito direitos autorais, seria bom que os mesmos jornais que pensam em cobrar dos sites de busca respeitassem os direitos autorais de jornalistas que têm suas matérias publicadas em mais de um veículo ou, até, vendidas por agências vinculadas aos órgãos de imprensa em que trabalham, sem receberem um centavo por isso. É uma antiga reivindicação dos jornalistas.


Mortes de jornalistas I

A guerra do Iraque caminha para se tornar o conflito bélico em que morreram mais jornalistas em todos os tempos. Dados coletados pelo The Freedom Fórum e divulgados pelo site do instituto norte-americano Poynter mostram que já morreram em solo iraquiano 66 jornalistas - três a mais do que os 63 da Guerra do Vietnã e três a menos do que os 69 da II Guerra Mundial. Fica a dúvida se não haverá, por parte do exército norte-americano, a política deliberada de alvejar jornalistas que não estejam sob suas asas. 

 

Mortes de jornalistas II

Pelo menos 63 jornalistas foram mortos no mundo em 2005 - o índice mais alto na última década - revelou o grupo Repórteres sem Fronteiras (RSF). O Iraque lidera esta corrida macabra, com 24 mortos. No Brasil, o jornalista José Cândido Amorim Pinto, da Rádio Comunitária Alternativa, foi assassinado em julho de 2005 quando chegava ao trabalho, em Carpina (PE). Ele vinha recebendo ameaças por suas denúncias sobre corrupção.

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h42
[   ] [ envie esta mensagem ]




A última entrevista de Apolônio

Abaixo, uma entrevista feita pela revista Caros Amigos um mês antes de sua morte. Apolônio era uma bela figura. Vale a pena conferir o que ele disse.

 

Quando ele nasceu, o anjo torto, aquele mesmo do poeta Drummond, disse vai Apolônio ser um cidadão do mundo. Morto em 23 de setembro de 2005, aos 93 anos, Apolônio Pinto de Carvalho era corumbaense, e nasceu em 1912 no Estado de Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul. Socialista e figura legendária, sua trajetória de vida se confundiu com um roteiro de um romance épico. Nesta última entrevista concedida com exclusividade em seu apartamento no Leblon, no Rio de Janeiro, em agosto de 2005, poucos dias antes de morrer, ao lado de sua companheira Renée de Carvalho, Apolônio fala do governo Lula, de Luis Carlos Prestes, da decadência do comunismo no mundo, da guerra civil espanhola e do sentimento de ter matado seres humanos, e dá um depoimento inédito sobre a Guerra do Paraguai e de sua amizade com o poeta Manoel de Barros, entre outros assuntos. A entrevista foi concedida com exclusividade ao jornalista Bosco Martins, no apartamento de Apolônio no Leblon, no Rio de Janeiro, foi exibida em 23/12 pela TV Educativa Regional de Mato Grosso do Sul.

Apolônio, uma breve biografia. Quem é Apolônio de Carvalho?
Sou produto da minha época e tudo isso. Quando me perguntam: "Por que você foi se engajar na esquerda?...” A trajetória de meu pai era contra a ditadura e contra as violências da direita. A trajetória de meu irmão, tenentista, também rompeu com os arbítrios e as coisas negras da chamada República Velha, da primeira República, da Proclamação da República, até 1930. E também porque a minha geração não teve outro caminho, se não sentir os efeitos da Coluna Prestes! Em 1929 houve maior crise da história do capitalismo. Com terríveis efeitos sobre as vidas das populações. Então nós jovens, éramos a favor da justiça, da igualdade, do respeito humano. Isso faz com que nós entremos na luta armada. Depois na luta política. Então passamos pelos altos e baixos dos partidos. Faço questão de falar um pouco das coisas positivas do Partido Comunista, porque muita gente fala olhando, só unilateralmente, para o lado negativo que não foi só do nosso Partido Comunista Brasileiro, mas dos partidos comunistas de todo o mundo.

 

(Leia a íntegra em http://carosamigos.terra.com.br/)



Escrito por Cid Benjamin às 06h37
[   ] [ envie esta mensagem ]




Receba o conteúdo deste blog por e-mail

Caso você queira receber por e-mail, uma vez por dia, as notas e artigos postados neste blog, é só fazer um pedido no espaço dedicado aos comentários. Dentro de, no máximo, uma semana começarei a enviá-los aos interessados.

Escrito por Cid Benjamin às 07h05
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta quinta-feira

O Globo – Câmara apressa cotas raciais para universidades federais

Jornal do Brasil – Brasil veta carne Argentina

Folha – CPI decide ouvir suposto autor da lista de Furnas

Estadão – Brasil limita entrada de carne argentina



Escrito por Cid Benjamin às 07h03
[   ] [ envie esta mensagem ]




Dirceu, magoado, apóia Marta contra Mercadante

Da Folha de S.Paulo, hoje:

 

O deputado cassado e ex-ministro José Dirceu (PT-SP) anunciou ontem seu apoio à candidatura para o governo de São Paulo da ex-prefeita Marta Suplicy. Dirceu manifestou sua preferência por Marta em uma carta destinada à petista, que deve disputar com o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante, a vaga do partido na disputa pela sucessão do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

"A sua experiência política e administrativa frente à Prefeitura de São Paulo (...) e o seu mandato como deputada federal a qualificam junto à nossa militância na disputa com o tucanato que há 12 anos comanda o Estado", diz Dirceu no documento de apoio."

 

Dirceu é um pote até aqui de mágoa com Mercadante. Considera que o senador petista esteve por trás de notas desfavoráveis a ele, publicadas na imprensa.

Conversando comigo por ocasião do sepultamento do velho Apolônio de Carvalho, no segundo semestre do ano passado, Dirceu referiu-se a Mercadante, mais de uma vez, como “filho da puta”.

 



Escrito por Cid Benjamin às 07h02
[   ] [ envie esta mensagem ]




Jobim: Sou candidato a advogado

Da Folha de hoje.

 

O presidente do STF, Nelson Jobim, esclareceu, finalmente, as dúvidas que o assediam há meses. Disse nesta quarta-feira que não planeja candidatar-se a coisa nenhuma nas eleições deste ano. Confirmou que pretende pedir aposentadoria do STF em 19 de março. Mas assegurou que vai dedicar-se à ''vida privada.''

Jobim falou durante audiência pública promovida pela comissão especial que analisa no Congresso uma proposta de reforma constitucional . Abordado na saída, disse que é ''candidato a advogado.'' Deixou em aberto, porém, a hipótese de filiar-se a um partido político, decisão que só pretende revelar em março.

 

Este é um desmentido que se desmente. Se Jobim diz que vai se dedicar à advocacia e à vida privada, abandonando a política, por que admite a hipótese de filiar-se a um partido?



Escrito por Cid Benjamin às 07h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




Lula não bebe há 40 dias, diz Furlan

Da BBC, em Londres

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não bebe há 40 dias, disse nesta quarta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, em Argel, a capital da Argélia.
"Ele vem seguindo à risca o regime dele, inclusive está abstêmio há cerca de 40 dias", disse Furlan, que, ao lado de outros seis ministros, acompanha Lula em um giro por quatro países africanos.
"Ele só toma coca light e a gente tem que acompanhá-lo", disse ele, rindo

 

O ministro Furlan queria ajudar Lula ou sacanear o presidente com essa afirmação?



Escrito por Cid Benjamin às 06h58
[   ] [ envie esta mensagem ]




Raimundo, o rei do submundo, e os juvenis

Da Folha de hoje

 

JOSÉ ROBERTO TORERO

Cheguei ao Bar da Preta e fui direto para a mesa de bilhar, onde Raimundo, o rei do submundo, me esperava. Ele estava iluminado apenas pela fraca lâmpada da mesa. Com seu dente de ouro, mordia umas fatias de salame regadas com limão.
Raimundo, o rei do submundo, conhece como ninguém os porões do futebol. Nabi Abi Chedid o chama de "meu mestre" e Onaireves Moura tem uma foto sua na cabeceira da cama.
- Aceita um salaminho?, ele me perguntou, enquanto encaçapava mais uma bola.
- Obrigado, já almocei, disse eu, esquivando-me da iguaria.
- O que você quer saber hoje, meu rapaz?
- Sabe o que é?, é que um amigo meu disse que seu filho, um craque, não foi aceito nos juvenis de um clube do interior porque não assinou uma procuração. O senhor sabe como é isso?
- Ah, é coisa muito comum hoje em dia.
- Comum?
- Mais do que ingresso falso.
- E como é que funciona?
- Hoje em dia, o pessoal só faz alguma coisa por você em troca de uma procuração. E com essa história de procuração para cá, procuração para lá, os direitos dos jogadores acabam fatiados que nem este salame. Você não quer mesmo provar?
- Não, obrigado.
- E, por isso, é que tem jogador que pertence 50% a um clube, 20% a outro, 15% a um empresário, 10% a ele mesmo e 5 % ao açougueiro da esquina.
- Sei... E essa história de só jogar quem assinar a procuração?
- Os juvenis viraram um grande negócio, e muitos times do interior terceirizaram seus departamentos de futebol amador.
- Terceirizaram?
- Terceirizar é quando você, dizendo que quer ser o primeiro, mas com segundas intenções, passa um trabalho para terceiros e recebe um serviço de quinta.
- Ah...
- Bom, continuando, esses clubes passaram seu departamento amador para um empresário e esse empresário fica encarregado de tudo. Dá as chuteiras, as camisas e, às vezes, até fica como técnico.
- Sei...
- Aí, logo na primeira reunião o sujeito diz: "Vou ser bem transparente, quem quiser jogar neste time tem que assinar uma procuração para mim. Não sou nenhum idiota de treinar vocês para depois vir alguém, levar todo mundo e eu não ganhar nada".
- Foi exatamente o que disseram para o filho do meu amigo!
- Pois é. Aí, quem assina joga, e quem não assina vai lustrar o banco de reservas.
- Pensei que com o fim do passe essas coisas tinham acabado...
- Fim do passe?
- É, o passe acabou, não é?
Raimundo, o rei do submundo, sorriu. Seu dente de ouro brilhou e ele me fitou como se olhasse para uma criança que acredita em cegonha. Depois de tirar um pedaço de salame dos dentes com a comprida unha do seu mindinho, ele me disse: "Meu querido, não é porque uma coisa muda de nome que ela deixa de existir".



Escrito por Cid Benjamin às 06h57
[   ] [ envie esta mensagem ]




Mais uma pra coleção

Reuters
 

Sem comentários...



Escrito por Cid Benjamin às 19h37
[   ] [ envie esta mensagem ]




PT quer presidente em palanque de candidato da Igreja Universal no Rio

Da Folha de hoje.

RAPHAEL GOMIDE
DA SUCURSAL DO RIO

O PT negocia a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no palanque do senador Marcelo Crivella (PRB), ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, apesar de ter o ex-deputado Vladimir Palmeira como candidato.
Alas do PT do Rio, porém, consideram a atitude precipitada e vêem desprestígio a Palmeira, já sacrificado em 1998, quando o PT o fez abdicar da candidatura em favor de aliança com Anthony Garotinho, eleito então e hoje adversário do partido.
Crivella disse à Folha que conversou na quinta-feira passada com o ministro Jaques Wagner (Relações Institucionais), em Brasília, sobre o apoio mútuo em provável segundo turno no Rio.
"Se isso ocorrer será lamentável. Crivella não tem nenhuma afinidade com o partido", diz o deputado estadual Alessandro Molon.
Crivella diz querer costurar aliança com partidos de esquerda, se possível ainda no primeiro turno. "Não vou mais para eleições como fui em 2004, para prefeito [ficou em segundo lugar], sozinho, contra tudo e todos."
Lula está de olho nos votos fluminenses, em geral, e da Igreja Universal, em particular. Líder da Igreja Universal e sobrinho do fundador, Edir Macedo, Crivella tem aparecido com consistência em segundo lugar nas pesquisas.
Crivella diz que apóia Lula contra Serra e abre palanque para ele, mas respeita a "história" e a candidatura de Palmeira. O problema é com o PT do Rio -que tem restrições a Crivella e à Universal, vistos como conservadores.
Petistas ouvidos pela Folha contam que Palmeira só aceitou concorrer com a garantia de Lula e da direção nacional de que não seria abandonado, mas que ele não se opõe a Lula ter mais de um palanque no Rio. Procurado ontem, Palmeira não foi localizado.

Será que Vladimir será cristianizado? Cartas para a redação...



Escrito por Cid Benjamin às 15h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




Receba o conteúdo deste blog por e-mail

Caso você queira receber por e-mail, uma vez por dia, as notas e artigos postados neste blog, é só fazer um pedido no espaço dedicado aos comentários. Dentro de, no máximo, uma semana começarei a enviá-los.

Escrito por Cid Benjamin às 11h18
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: Pacote do governo pode estimular a favelização

- JB: Candidato Lula promete casa própria para todos

- Folha: Pacote reduz impostos para a construção civil

- Estadão: Indústria dá sinais de reação

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h17
[   ] [ envie esta mensagem ]




Em briga de comadres...

Esta nota foi publicada no blog de Josias de Souza.

 

A guerra pré-eleitoral proporcionou nesta terça-feira um edificante embate verbal entre governo e oposição no plenário do Senado. De um lado, o líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP). Do outro, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

Virgílio desferiu o primeiro golpe. Anunciou a apresentação de um requerimento de informações sobre irregularidades ao Ministério do Trabalho e Emprego, às voltas com a suspeita de corrupção.

Mercadante contra-golpeou com os índices da última pesquisa Datafolha, que atesta a recuperação dos índices de popularidade de Lula. Desfiou um rosário de indicadores econômicos e sociais da gestão petista. E provocou:

— Vamos comparar o que fez Fernando Henrique e o que fez Lula de concreto para a vida da população em todas as áreas.

Virgílio recusou o convite:

— Não se discute aqui saúde, educação e economia porque nunca se roubou tanto neste país.

No instante em que Mercadante disse que FHC tem hoje um terço das intenções de voto de Lula, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) interveio com um grito, disparado do meio do plenário:

— Serra (José Serra) derrotará Lula no primeiro e segundo turnos, disse ACM, traindo a preferência do PFL na disputa entre o prefeito paulistano e o governador Geraldo Alckmin.

Mercadante não se deu por achado:

— Um governo Alckmin ou um governo Serra, em qualquer política pública deste país, significa dizer que os oito anos de Fernando Henrique voltarão.

E Virgílio:

— A reeleição de Lula significaria a volta de José Dirceu, Delúbio Soares e Silvio “Land Rover” Pereira.

Quem assistiu a troca de ofensas ficou com a incômoda sensação de que, nas eleições deste ano, o eleitorado terá a dura tarefa de escolher entre o sujo e o mal lavado.

Triste, muito triste, tristíssimo.

 

O pior é que este tipo de bate-boca indiretamente fortalece a idéia do pensamento único, unindo PT e PSDB na conversa fiada de que não há outra política possível. Se isso ocorrer, será um desastre para o país. A eleição vai se transformar na escolha do gerente de uma política que está acima de qualquer questionamento.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




Avaliação de César Maia sobre o quadro eleitoral

Abaixo, uma avaliação do prefeito Cesar Maia sobre o quadro da eleição para a Presidência. Ainda que não concorde integralmente com ela, achei interessante postá-la no blog. O texto foi enviado às pessoas que se cadastraram quando o prefeito deixou de lado a administração da cidade e manteve um blog sobre política. 

 

Uma eleição com reeleição é na verdade um mandato de oito anos com recall aos quatro anos. O presidente é candidato compulsoriamente e a desistência é como uma renúncia no meio do mandato. Neste sentido é fundamental saber que candidato faz o contraponto com quem governa, que é visto como o outro caminho.
Se o eleitor não for buscar o outro caminho - se não for girar 180 graus, então a probabilidade de vitória de quem governa é muito grande. Quem governa incorpora certezas, pelo convívio de 4 anos. Se estas certezas não forem marcadamente negativas, então o eleitor prefere seguir com o governo e não correr risco. Desta forma a derrota de Lula se dará pelo seu contrário na percepção do eleitor.
Os cruzamentos da pesquisa Data-Folha ajudam muito. Tomemos o caso de Garotinho. Quando cruzamos sua intenção de voto -10%- com a avaliação de Lula - ele tem no cruzamento com  Otimo+Bom de Lula, 7%, com Regular 11% e com Ruim+Péssimo 12%. Ou seja a intenção de voto em Garotinho não muda tanto.  Vejamos o caso de Serra que teve 34% de intenção de voto. No cruzamento com O+B de Lula ele cai a metade com 16%. Com Regular, Serra tem 41% e com R+P, tem 52%. Lula, Serra e Garotinho são conhecidos por praticamente todo o eleitorado, (94%, 98% e 100%). Portanto é óbvio que Garotinho e Lula tem uma forte intercessão de eleitores. Paradoxalmente, para Lula é bom que Garotinho não seja o candidato do PMDB e por outro lado, Garotinho não tem chance alguma pois na medida que os eleitores se misturam, é melhor ficar com quem está governando -Lula- porque já se conhece.
Quando se fala em polarização entre PT e PSDB -num país em que não se vota em partidos - isso é uma clara bobagem. Mas se se falar em polarização entre Serra e Lula este é um fato incontestável – hoje - na percepção do eleitor. Quanto aos demais candidatos, nada se pode afirmar ainda, pois a taxa de conhecimento deles – hoje - só permite traçar cenários se as perguntas feitas na pesquisa permitissem cruzamentos que projetassem estes mesmos cenários, o que não foi o caso.

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h14
[   ] [ envie esta mensagem ]




Tucanos com rabo de fora

Valério pagou empresa por serviço a Azeredo

A área técnica da CPI dos Correios detectou que as empresas do publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza pagaram R$ 1,4 milhão para um empresário mineiro que prestou serviços na reta final da campanha de reeleição do senador Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais em 1998.
O empresário José Vicente Fonseca confirmou ter sido contratado em 1998 "pelo PSDB" por meio do então tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão. O objetivo do contrato seria "alocar mão-de-obra" para a campanha.
Os repasses ao empresário José Fonseca são a primeira evidência de um pagamento direto de Valério para a campanha do senador.

 

(da Folha de hoje) 



Escrito por Cid Benjamin às 11h10
[   ] [ envie esta mensagem ]




As charges de Maomé

Essa onda de violência que tomou conta de parte do mundo, depois de charges de Maomé consideradas ofensivas pelos muçulmanos, exige uma reflexão sobre dois pontos.

O primeiro deles é mais complicado, porque envolve questões de natureza subjetiva. Diz respeito até onde pode ir a liberdade de imprensa. Evidentemente ela não pode estar acima de qualquer outra coisa (ninguém defenderia, por exemplo, que se permitisse a defesa do racismo, por exemplo). Mas, a que ponto é razoável se fazer graça com temas ou personagens sagrados para tal ou qual religião? Não há uma linha demarcatória absolutamente clara. Esta é daquelas questões em que o bom senso tem que prevalecer.

Sobre as charges em si, não as achei engraçadas. Penso até que são de certo mau gosto. Seria o caso de o jornal proibi-las? Francamente, não sei.

A segunda questão é mais fácil. Ela se refere ao mal que causam à humanidade os fundamentalismos religiosos. Assim, mesmo que as charges fossem condenáveis, não se justificam os acontecimentos posteriores.

Só que a imprensa ocidental dá muito maior destaque aos fundamentalistas islâmicos. Os judeus ortodoxos que, em Israel, consideram os palestinos quase como uma espécie sub-humana são tratados com muito maior condescendência.

Da mesma forma, os fundamentalistas norte-americanos que querem retirar dos currículos escolares a teoria da evolução de Darwin, porque ela contradiz o que afirma a Bíblia, são poupados pela nossa mídia.

Ou mesmo da cúpula da Igreja Católica, que, ao se opor à camisinha, num mundo ameaçado pela Aids, presta um desserviço à Humanidade.

Que um determinado grupo religioso crie normas para seus adeptos, é perfeitamente legítimo. Que queira expandir essas normas, compulsoriamente, às demais pessoas, não se justifica.

Defendo intransigentemente o direito de quem quer que seja professar a religião que deseje. Combato, também intransigentemente, a intolerância a que qualquer fundamentalismo religioso conduz.



Escrito por Cid Benjamin às 11h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




Sinuca de bico para Jobim

Vejo nos jornais que o recurso do deputado Miro Teixeira ao STF para manter a verticalização tem como relator o presidente do Supremo, Nelson Jobim. Jobim tem sido apontado como aliado político de Lula, que quer derrubar a verticalização. Mas a quatro anos, ao julgar recurso semelhante, estabeleceu a obrigatoriedade da verticalização.

O que falará mais alto em Jobim: a coerência ou o alinhamento com Lula?



Escrito por Cid Benjamin às 15h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




Receba o conteúdo deste blog por e-mail

Caso você queira receber por e-mail, uma vez por dia, as notas e artigos postados neste blog, é só fazer um pedido no espaço dedicado aos comentários.   

Escrito por Cid Benjamin às 13h06
[   ] [ envie esta mensagem ]




As manchetes de hoje

- O Globo: Protestos contra Europa deixam sete mortos entre muçulmanos

- Jornal do Brasil: Candidato Lula vai à escola

- Folha: Congresso tem melhor avaliação após a crise

- Estadão: PT processa FHC. Tucanos mantêm ataque

 



Escrito por Cid Benjamin às 13h03
[   ] [ envie esta mensagem ]




PL, PP, PTB e PC do B ajudam Lula com

Do blog do Fernando Rodrigues


 

Está tudo em produção. Siglas aliadas do governo federal vão queimar seus ricos minutos de propaganda partidária neste semestre falando de seus feitos na Esplanada dos Ministérios. Ou seja, farão propaganda pró-governo. Essa é a expectativa do Palácio do Planalto.

Serão dezenas e dezenas de minutos gratuitos sobre as realizações de Lula, a custo zero para o PT e para o Palácio do Planalto. A rigor, tudo legal. Os partidos podem usar seus horários para divulgar o que fazem.

Pela lei, cada partido tem direito a uma propaganda partidária por semestre. No caso de partidos grandes, são 20 minutos em rede nacional no horário nobre e mais 40 minutos divididos em spots de 30 segundos ou 1 minuto cada (também em rede nacional). Esse tempo todo de TV e de rádio se repete em cada um dos 26 Estados e no Distrito Federal para o que é conhecido como propaganda partidária regional.

Para efeitos de tempo partidário, são consideradas grandes as siglas mensaleiras PL, PP e PTB. O PC do B tem um tempo menor.

Lula está de olho nos programas nacionais dos partidos aliados (os tempos estaduais ficariam para os caciques fazerem o seu usual proselitismo regional).

Cada sigla usará seu tempo nacional para falar sobre a pasta que ocupa na Esplanada. Por exemplo, o mensaleiro PL contará o que faz no Ministério dos Transportes (onde está Alfredo Nascimento). O PP vai falar sobre Cidades, pois essa pasta é ocupada pelo severinista Márcio Fortes. O PTB falaria sobre o Ministério do Turismo, de Walfrido Marres Guia. Finalmente, o PC do B fica com os Esportes, de Agnelo Queiroz.

PL, PP e PTB, dessa forma, doariam a Lula nada mais, nada menos, do que 180 minutos de propaganda em TV e mais 180 minutos de comerciais em rádio. O PC do B entra com módicos 30 minutos em rádio e mais 30 minutos em TV. Tudo somado, é um canhão publicitário.

Lula, o governo e o PT não estão a passeio na empreitada da reeleição.

 

É a repetição das alianças com os partidos do mensalão - o PL de Valdemar Costa Neto, o PP de Janene e o PTB de Roberto Jefferson. Esses caciques continuam dando as cartas em seus partidos. Com que argumentos (ou instrumentos, melhor dizendo) o PT garantirá a fidelidade deles, caso Lula seja reeleito?



Escrito por Cid Benjamin às 13h02
[   ] [ envie esta mensagem ]




Pesquisas em um combate imprevisível - artigo de Milton Temer

Vale a pena acrescentar uma pimenta nessa conjectura sobre o que já se chama de “recuperação eleitoral” do presidente Luis Inácio. Objetivamente, não há nada concreto que justifique tal otimismo, a serem considerados os índices da realidade objetiva. Na economia, à exceção de exportadores do agronegócio, banqueiros e especuladores do famigerado “mercado”, quem está se sentindo confortável na conjuntura atual? No comportamento ético do governo, não há exceção. A não ser para a base de bajulação parlamentar, e para os que estão se locupletando, a série de escândalos que não saem das manchetes há meses é prova de que o PT no governo é apenas mais do mesmo. Visto como os que sempre combateu

O que pode estar por trás da “recuperação” é algo que, feito com imenso estardalhaço, não está chamando a atenção para os atuais operadores: a discrição de Dulci, no lugar da arrogância de Gushiken, introduzindo, já de olho na campanha, um novo eixo de propaganda oficial.

Pelo menos no Rio de Janeiro, difícil caminhar sem esbarrar num outdoor com mensagens otimistas – quase sempre distorcidas, é claro – sobre emprego ou distribuição de renda. Tudo limitado a comparações com o mandarinato tucano-pefelista anterior, tentando transformar o que vai bem para os grandes negócios como algo transmissível ao conjunto da população. Operando, portanto, com falsas referências, tendo em vista a expectativa gerada pela suposta vitória da esperança sobre o medo, em 2002.

Essa propaganda é a novidade. Que, diante do desdobramento tedioso das CPIs em andamento, onde a desconfiança de acordos excusos não cessam de se fortalecer diante de seguidas evidências, impõe-se como o dado distinto da pesquisa anterior.

Ah, o bolsa-família incorporou uma base de eleitores que o candidato à reeleição nunca tinha conseguido influenciar de forma concreta em outras eleições. Pode até ser. Mas, em compensação, os formadores de opinião não cessam de reforçar o contingente dissidente, a partir da frustração com a guinada doutrinária introdutora do neolulismo como nova vertente das políticas conservadoras no Brasil.

São servidores das redes públicas de saúde e educação, profissionais autônomos, produtores de cultura e intelectuais, para além de entidades representativas da sociedade civil organizada, que compõem um segmento multiplicador de atos e palavras, dificilmente recuperável.

É verdade que o Planalto contra-ataca. Uma série de iniciativas tapa-buracos fora das estradas está no forno. Vêm aí planos de carreiras, gratificações especiais, correção redutora do imposto de renda, na busca do que se perdeu. Mas serão ações com consistência bastante para não serem vistas como iniciativas exclusivamente destinadas à campanha eleitoral?

  Quando o candidato Luis Inácio não puder mais usar verba pública de publicidade, sob pena de infringir a legislação eleitoral, e os demais candidatos tiverem espaço obrigatório, como ficará o cenário?

Porque, então, vai ser necessário explicar o não cumprimento da promessa de dobrar o valor real do salário-mínimo. Desmentir os acordos secretos no paralelo da Carta aos Brasileiros, garantindo aos banqueiros essa multiplicação escandalosa de recordes da taxa de lucros com a especulação financeira. Explicar a não concretização da promessa de reforma agrária, em função da absoluta prioridade destinada aos latifundiários do agronegócio.

Luis Inácio vai ver reativado o que hoje está ausente do noticiário, mas cujas seqüelas não podem ser apagadas – desmonte da seguridade social, no interesse dos exploradores da previdência complementar privada; lei de falências, favorecendo os bancos e prejudicando os trabalhadores e o Erário na prioridade do resgate de inadimplência. Vai ter que explicar a subalternidade aos predadores da bancada ruralista do Congresso, quando permitiu a escandalosa legalização dos transgênicos.

Mais ainda; o que prometerá para um eventual próximo mandato? A recente reunião da Executiva do PT mostrou que quem faz política no partido, mais do que antes, é o Planalto. O que resultou foi a vitória do novo campo majoritário, na defesa da manutenção da política de alianças geradora do “mensalão”.

A resistência de esquerda autêntica, democrática e nacionalista tem um grande espaço de manobra na próxima disputa. Candidata, já tem. Só depende de sua capacidade de aglutinar os dissidentes progressistas.

 

(publicado hoje no JB)



Escrito por Cid Benjamin às 12h58
[   ] [ envie esta mensagem ]




A história dos presidentes segundo os buracos

Esta é do Zé Simão, da Folha.

"Governar é abrir estradas", Washington Luís;

"Governar é ampliar estradas", Juscelino Kubitschek.

"Governar é privatizar estradas", FHC;

"Governar é tapar os buracos da estrada", Lula.



Escrito por Cid Benjamin às 12h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




Faixa Livre

Como já disse aqui neste blog, estou cobrindo as férias de Paulo Passarinho como âncora do programa Faixa Livre, das 9h às 10h30, de segunda a sexta, na Rádio Bandeirantes (AM 1360). O programa tem uma hora e meia e é dedicado a política (principalmente nacional), com entrevistas e comentários sobre os temas mais relevantes do dia. Vale a pena conferir.  



Escrito por Cid Benjamin às 12h48
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta segunda-feira

O Globo – Secretário da Defesa dos EUA ameaça Irã com ação militar

 

Jornal do Brasil – Gás natural leva riqueza ao sertão

 

Folha – Relator vai pedir cassação de João Paulo

 

Estadão – Ativistas atacam embaixada no Líbano



Escrito por Cid Benjamin às 12h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




A conversão do PT do Rio

Esta nota é do blog do Fernando Rodrigues.

Assim, o PT do Rio vai acabar. Abalado pela decisão autoritária da direção nacional que obrigou o PT fluminense a fazer aliança e pacto de não-agressão com Garotinho, há quatro anos, o partido agora se vê na iminência de apoiar o bispo Marcelo Crivella ainda no primeiro turno da eleição para governador.
Esta é a vontade do Palácio do Planalto, que não confia no candidato do PT do Rio, Vladimir Palmeira. Os petistas cariocas que se bandearam para o PSol estão rolando de rir. Mais engraçado ainda vai ser encontrar as bandeiras vermelhas diante do palanque do bispo.

 



Escrito por Cid Benjamin às 12h45
[   ] [ envie esta mensagem ]




Marco Aurélio Mello versus Nelson Jobim

Abaixo, trechos da entrevista do ministro do STF Marco Aurélio de Mello, publicada ontem no Estadão, criticando as articulações políticas do presidente do Supremo, Nelson Jobim.

Jobim tem sido criticado no Congresso por sua atuação política.
- Essa também é a leitura que a comunidade jurídica faz.

Como é ter um presidente do STF na condição de candidato?
- Se realmente temos esse ministro, é uma situação inusitada, singular na história do STF. Isso denigre a imagem do Judiciário. Devemos ter no Judiciário pessoas vocacionadas a atuarem nessa missão sublime que é julgar os semelhantes e conflitos entre semelhantes. Toda vez que alguém tem um plano, que pode ser político, evidentemente fica numa situação de incongruência.

O discurso feito por Jobim no STF foi de juiz ou de político?
- Fiquei perplexo. Ele bateu na tecla segundo a qual nós precisamos interpretar e aplicar a Constituição com os olhos voltados à governabilidade. Como se a governabilidade se sobrepusesse à lei fundamental. A lei fundamental está no ápice da pirâmide dos valores nacionais. Ela tem de prevalecer.

Não é papel do Supremo se preocupar com a governabilidade?
- A premissa é de que ele viabiliza a governabilidade tornando prevalecente a lei fundamental. Se para o êxito de uma política governamental tiver de fechar o livrinho (a Constituição), o STF não pode fazê-lo.

 

A crítica de Marco Aurélio procede. Ou bem se é jogador, ou bem se é juiz. Não dá para jogar e apitar o jogo. Tentar fazer isso é se pôr sob suspeição dos demais jogadores.



Escrito por Cid Benjamin às 12h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




Compadre de Lula transfere bens a filhas

Esta matéria saiu ontem na Folha.


Respondendo na Justiça por dívidas que superam R$ 650 mil, o advogado Roberto Teixeira --compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva-- lançou mão de artifícios para proteger seu patrimônio dos credores. Em 30 de novembro, cinco dias após aprovada sua convocação pela CPI dos Bingos, Teixeira registrou quatro propriedades rurais, num total de 51,4 mil metros quadrados, como "bem de família".

Graças à figura jurídica, o imóvel --batizado de "Recanto Valeska"-- fica isento "de execução de dívidas futuras, inclusive com cláusulas de inalienabilidade e impenhorabilidade". Com valor declarado de R$ 519.202,68, a propriedade, que abriga um rio, fica, assim, imune à penhora para pagamento de dívidas de Teixeira.



Escrito por Cid Benjamin às 12h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




Assessor de Lula critica o PT e o governo - I

Esta matéria saiu ontem na Folha.

 

FÁBIO VICTOR
DE LONDRES
Assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia é um dos raros intelectuais de expressão do PT a se manter com poder na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. E, a julgar por um depoimento dado a um dossiê lançado em janeiro por duas pesquisadoras britânicas, é um dos críticos mais mordazes do partido e do governo.
Está no estudo "No Olho do Furacão - militantes de esquerda discutem a crise política brasileira", patrocinado pelo Transnational Institute, um instituto de pesquisas sobre a esquerda com sede na Holanda: Garcia avalia que o PT "perdeu o caráter e a credibilidade", porque se distanciou dos movimentos sociais, diz que o partido tem "uma liderança de merda", julga que só a pressão social pode fazer baixar a taxa de juros e diminuir o aperto fiscal e bate forte na política econômica, conduzida por "pessoas com vínculos históricos com círculos financeiros, com o aparato econômico de governos anteriores".
Comenta o papel de colegas do primeiro escalão. "O primeiro ministro do Planejamento, Guido Mantega. Foi nomeado presidente do BNDES, um banco muito importante, com mais dinheiro que o Banco Mundial, mas não estava tomando as principais decisões macroeconômicas."
Conta que Lula "já esteve tentado a mudar a política econômica em várias ocasiões" e que só não o fez porque "este é o momento de sucumbir a tentações".
A entrevista com o professor Garcia (licenciado do Departamento de História da Unicamp), assim como todas as outras que integram o dossiê, pode ser lida na página do instituto na internet (www.tni.org), onde está a íntegra do documento, com versões em inglês e em espanhol.
Para entender como o partido que, para elas, representava a esperança de um modelo de democracia participativa foi engolido por um escândalo de corrupção do porte do do "mensalão", Hilary Wainwright e Sue Branford, duas pesquisadoras com obras já publicadas no Brasil sobre a esquerda do país, entrevistaram 16 personagens deste círculo.

 

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 12h38
[   ] [ envie esta mensagem ]




Assessor de Lula critica o PT e o governo - II

(continuação)

 

Os depoimentos foram colhidos em agosto passado, num momento agudo da crise, numa visita de Wainwright ao Brasil.
A maioria dos entrevistados já é conhecida por sua verve em relação ao PT e ao governo. Estão lá ex-petistas, como Chico de Oliveira e Plínio de Arruda Sampaio, representantes da esquerda do partido (Olívio Dutra e Raul Pont) e de movimentos sociais (Gilmar Mauro, do MST). A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) também é ouvida.
O assessor especial admite os estragos causados pelo "mensalão": "Decepcionamos profundamente as pessoas no nosso próprio partido, nos setores sociais que nos apóiam e na sociedade. Pela primeira vez demos à burguesia uma oportunidade de atacar frontalmente o governo Lula".
O ruído surge quando se sabe que, em público, Garcia tem uma visão menos realista. Em viagem de Lula a Roma em outubro, ele afirmou, num encontro com representantes da esquerda italiana, que as denúncias contra o governo eram infundadas e criadas pela "mídia" e pela "direita".
A Wainwright ele critica práticas petistas na chegada ao poder. "Era insano. Elaboramos um plano para informatizar o partido, e foram comprados 5.000 computadores, 5.000 impressoras, 5.000 scanners; todos os computadores com um vídeo que conectava o partido pelo país. É claro que aquilo era mais do que o PT precisava. E o custo equivalia a 50% do orçamento do Programa de Integração Social."
Ele afirma que, se o PT tivesse exercido "uma pressão organizada", a taxa de juros teria caído mais e que o governo Lula gastou com reforma agrária "quatro vezes mais do que se havia gastado" sob FHC "porque havia pressão do MST e outros movimentos".
No dossiê, ele ainda faz troça com ex-líderes do PT, tipo Silvio Pereira. "O secretário-geral do partido recebeu um Land Rover de presente. A imagem da Land Rover no Brasil foi aparentemente prejudicada pelo episódio."
Garcia foi coordenador do programa de governo de Lula nas campanhas derrotadas de 94 e 98. Está cotado para desempenhar de novo o papel neste ano.



Escrito por Cid Benjamin às 12h37
[   ] [ envie esta mensagem ]




Não existe um jornal carioca - I

Este interessante texto é de Mário Marona e foi publicado no seu blog.

Na semana passada, um leitor deste blog sugeriu que eu comentasse a situação dos jornais brasileiros. Embora os últimos dados do IVC registrem um aumento na circulação em 2005, este índice só se torna positivo, na média, porque é estimulado pelos jornais populares, os únicos que realmente cresceram em vendas. O melhor desempenho foi o do Lance, que além de popular é específico para quem gosta de esporte.
À pergunta sobre se existe espaço no Brasil para jornais sensacionalistas como os que fazem sucesso em Londres, minha primeira reação é responder que não. Felizmente. Mas na verdade há qualidades neste tipo de jornal que fazem falta à imprensa brasileira: bom-humor, agilidade, capacidade de investigação e coragem para tomar posição com clareza, sem malabarismos de texto que tentam simular isenção.
O fundamental é o humor e, se o objeto de análise for a imprensa do Rio, este atributo deveria ser ainda mais imprescindível. Recentemente, eu e dois amigos - Cristina Konder e Cid Benjamin - passamos algum tempo discutindo a imprensa do Rio. Nosso objetivo era, além de jogar conversa fora, criar uma proposta de jornal para a cidade. Na abertura do primeiro texto nascido dessas conversas, como um roteiro para novas discussões, eu propus algumas especulações, que repito aqui:

 

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 12h35
[   ] [ envie esta mensagem ]




(continuação)

 

Com uma ou outra exceção, todos os jornais registram queda de vendas nos últimos anos. Vivem, por causa disso, em estado de concorrência predatória, que os leva a:

·                     Tornar imprecisas as linhas editoriais e o público-alvo: O JB concorre com o Dia, o Dia tenta concorrer com O Globo e evita o Extra, o Dia quer ser o novo JB... Aliás, todos querem ser o novo JB, às vezes até mesmo O Globo.

·                     Promover distribuição de brindes e colecionáveis que, por serem adotadas simultaneamente por dois jornais e com produtos semelhantes, acabam se anulando e, paradoxalmente, se tornando indispensáveis.

·                     Atirar no próprio pé, como fez O Globo ao lançar o Extra e, só depois, verificar que muitos leitores se deram conta de que era possível ter mais ou menos a mesma informação do Globo num jornal mais barato. O Extra é uma ameaça ao Globo. Como a competição tornou os jornais muito parecidos – ainda que O Globo seja muito melhor e mais sofisticado em sua “semelhança” – abriram-se no Rio algumas lacunas de estilo, conteúdo e público que podem ser preenchidas por uma nova publicação:

·                     Não existe, desde a mudança de comando do JB, um jornal da Zona Sul (e Barra, Recreio, Centro etc).

·                     Não existe um jornal da classe média mais bem informada.

·                     Não existe um jornal de polêmica, ainda que a Tribuna – presa ao estilo de Hélio Fernandes – eventualmente se esforce, sem repercussão, para ocupar este espaço.

·                     Fora do território das colunas fixas, que representam um grande trunfo do Globo, não há espaço para opinião, análise e interpretação.

·                     Não existe jornal bem-humorado e, pode-se dizer mais: não existe um jornal tipicamente carioca, na tradução do senso de humor, da linguagem e do estilo de vida da cidade. O único reduto de linguagem e estilo cariocas na imprensa é Ancelmo Góis, no Globo. Mas é uma coluna e não um temperamento que se manifeste por todo o jornal.

·                     Jovem não lê jornal porque não existe um jornal que o entenda. O envelhecimento do público é um dos impasses da imprensa escrita no mundo inteiro. Grandes veículos estão lançando versões gratuitas e leves justamente para transformar em leitores habituais gente na faixa etária entre 18 e 26 anos.

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 12h34
[   ] [ envie esta mensagem ]




Roberto Jefferson: Dimas operou sob o PSDB e sob o PT

Roberto Jefferson está de volta. Depois de confirmar à Polícia Federal que, no governo FHC, recebeu R$ 75 mil do caixa dois de Furnas, concedeu uma entrevista a Maurício Dias, da Carta Capital. O deputado cassado disse, com todas as letras, que, sob FHC, Dimas Toledo era o homem do PSDB em Furnas. Sob Lula, passou a servir ao PT. Conta ter tentado indicar um substituto. José Dirceu, porém, se opôs à saída de Dimas da diretoria de Furnas. Segundo Jefferson, ele já "passava dinheiro para o Delúbio." Dimas só foi afastado depois que estourou o escândalo do mensalão. Leia abaixo trechos da entrevista retirados do Blog de Josias de Souza, na Folha On Line.

 

Por que o senhor foi depor na Polícia Federal?

- Fui lá falar do mensalão. O inquérito está correndo. Mas o delegado me mostrou a lista. Eu não conhecia.

 

Perguntou se era verdadeira?

- Eu disse que sobre os outros eu não poderia falar. No que tocava a meu respeito eu confirmei que recebi do doutor Dimas os R$ 75 mil que estão lançados na lista. Ele me perguntou se não era estranho não ter nenhum nome do PT. Eu disse que não era estranho. Em 2002, o doutor Dimas era o homem apenas do PSDB. Estava lá colocado e mantido por políticos do PSDB. Por isso, os nomes da lista são de pessoas de partidos que compunham a aliança de governo com o presidente Fernando Henrique. Tem políticos aí do PSDB, do PFL, do PTB, do PP, do PL (...). Nessa época, o PT não tinha nenhuma ingerência nessa diretoria de Furnas. (...)

 

E como foi que a coisa se passou com o senhor?

- O doutor Dimas esteve comigo na minha eleição, em 2002, e doou à minha campanha R$ 75 mil não contabilizados, caixa 2.

 

Como era a mecânica de funcionamento do caixa 2 de Furnas. Como o senhor soube do doutor Dimas e como ele o procurou?

- Foi através de um amigo comum. Não quero dar o nome. Vendo a minha dificuldade, me procurou e disse que ia me apresentar ao Dimas Toledo. Perguntou se eu receberia o dinheiro e eu disse que sim.

 

Não foi em virtude de um acordo partidário?

- Não, não. Foi pessoal. O doutor Dimas é um homem de tamanho prestígio, de tamanha força, que metade das pessoas incluídas na lista me ligou quando o presidente Lula pediu um nome para substituí-lo em Furnas.

 

O senhor já tinha falado desse caixa 2 em Furnas, não?

- Sim, numa entrevista para a Folha de S.Paulo. Falei de um encontro com o Zé Dirceu. Ele me explicou como funcionava e pediu para que o Dimas permanecesse fazendo o caixa do PT e do PTB. Mas o presidente Lula não queria a permanência do Dimas, que ele considerava extremamente tucano. Mas o Dirceu queria que ele permanecesse. Nessa época, o Dimas já transferia dinheiro para o PT. Entregava dinheiro ao Delúbio.

(Esta nota e a seguinte foram retiradas do blog de Josias de Souza. Leia outros trechos da entrevista no despacho abaixo.)



Escrito por Cid Benjamin às 18h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




Roberto Jefferson: "Quando eu vi a lista comecei a rir"

(continuação)

O PT está exposto. Mas agora surgiu o listão de Furnas que o senhor insinua ser verdadeira. Diz que tem uma lógica. Não se fazia caixa dois em Furnas?

- Essa posição de Furnas só não era maior do que a posição da Petrobras. É uma das mais poderosas posições políticas do Brasil. É disputada em luta de carnificina pelos partidos. Exatamente em razão do financiamento eleitoral.

 

Em 2002, era uma grande financiadora eleitoral do esquema tucano?

- Eu não tenho dúvida. Conversei isso abertamente. Mensalmente, em 2002, ela rendia R$ 4 milhões para partidos políticos. Só de manutenção. Fora a celebração de novos contratos em volumes vultosíssimos. O trato que eu fiz com o Zé Dirceu era de R$ 2 milhões para o PTB e R$ 2 milhões para o PT.

 

Até então o PTB estava fora?

- Sim. E quando tentou entrar sofreu esse revés. Eu quero deixar claro que o recurso não sai do caixa da empresa. Isso é da relação com as empresas que fornecem serviços à empresa. É assim em todas as estatais. Por isso os partidos se digladiam pelas nomeações. Sempre foi assim. (...)

 

Quando disse que metade da lista ligou para manter o doutor Dimas, o senhor dá mais uma evidência no sentido da veracidade dela.

- É uma coincidência grande (rindo). Uma grande coincidência... hahaha. Quando eu vi a lista, comecei a rir. O delegado achou que eu estava maluco. Quis saber a razão. Eu disse não é nada não. Eu ia lendo os nomes e rindo. Esse nome... hahaha. Foi a turma que me pediu pela manutenção do Dimas. (...)

 

Ao confirmar que tinha recebido mesmo os R$ 75 mil do listão de Furnas, o senhor deu um grau de veracidade ao documento que ele não tinha. Deixou de ser mentira para, pelo menos, ser provável. Qual a sua finalidade ao fazer isso?

- Não vou mentir mais. Eu podia ter mentido. Não quero mais hipocrisia. Cansei de fazer parte da vida política do País. E não vou proteger aqueles que mentem.

 

Por que, então, insinuar e não afirmar?

- Eu não tenho como acusar as pessoas que aí estão. Há lógica na lista? Há. Ela é crível? Claro que é crível. Ela se assemelha à verdade? Claro que se assemelha...

 

Ela é verdadeira?

- Isso eu não posso dizer. O doutor Dimas Toledo pode esclarecer isso bem.

 

E se o doutor Dimas disser que o senhor foi o único a receber dinheiro por fora?

- Eu vou ter de dizer: vai ter prestígio assim lá no inferno... (gargalhando) Hahaha.

 



Escrito por Cid Benjamin às 18h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




Gente como a gente

Esta, ótima, é do kibeloco.

 

Sandy não quer regalias na universidade

 

Estudando no primeiro ano de Letras na PUC em Campinas, a cantora Sandy avisou a secretaria da universidade que não quer tratamento diferenciado por ser "rica e famosa". Declarou ainda que, sim, quer ser considerada por todos uma aluna absolutamente comum.

 

O problema é que Sandy não disse tudo isso pessoalmente. Ela mandou um assessor.



Escrito por Cid Benjamin às 17h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ventiladores

Estas notas saíram hoje na coluna da Monica Bérgamo, na Folha.

VENTILADOR 1
Está em preparação uma biografia não-autorizada de Marcos Valério que deve deixar muita gente boa com insônia, do PT ao PSDB. Entre as revelações que o livro promete trazer:
* provas das ligações de Valério com o tucanato mineiro;
* que teria sido mesmo José Dirceu quem mandou a Abin investigar os Correios;
* o nome e o sobrenome do elo entre Marcos Valério e os bancos Rural e BMG (uma dica: tem asas e bico grande).

VENTILADOR 2
O título do livro é "O Operador". O subtítulo, "Como - E a Mando de Quem - Marcos Valério Irrigou os Cofres do PSDB e do PT". Quem assina é o jornalista Lucas Figueiredo, autor de "Ministério do Silêncio" (2005) e "Morcegos Negros" (2000).



Escrito por Cid Benjamin às 12h50
[   ] [ envie esta mensagem ]




Semelhanças

Esta é do Zé Simão, da Folha: na série JK, da Globo, o Zé Wilker tá mais parecido com o Curinga do Batman do que com o Juscelino!


Escrito por Cid Benjamin às 12h48
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta sexta-feira

- O Globo: EUA ampliam investigação sobre as contas de Duda

- Jornal do Brasil: Polícia convoca políticos

- Folha: Acordo adia ida de Duda e de ex-chefe de Furnas à CPI

- Estadão: Brasil apóia o envio do caso Irã para a ONU

- Correio Braziliense: Maquiagem no tapa-buracos



Escrito por Cid Benjamin às 12h31
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manda quem pode, obedece quem tem juízo

Lula deixou claro ao PT que ele, e só ele, decidirá a respeito das alianças do partido na eleição presidencial. Se o PT não aceitar esta condição, que procure outro candidato. Pela milésima vez, o grande líder vai chantagear o partido, que abaixará a cabeça.



Escrito por Cid Benjamin às 12h29
[   ] [ envie esta mensagem ]




No Rio, PT é pressionado para apoiar Crivella

A nota abaixo foi publicada hoje no blog do Fernando Rodrigues na Folha On Line. Ela fala da espada que paira sobre o pescoço da candidatura Vladimir Palmeira ao governo do Estado do Rio.

Seu último parágrafo contém uma inverdade. Diz que chegou a haver um namoro do PSol do Rio com a candidatura Vladimir. A informação foi publicada há poucas semanas no mesmo blog e fartamente desmentida por dirigentes do PSol. Pelo visto, Fernando Rodrigues continua achando que o namoro, de fato, ocorreu.

Nunca foi cogitada pelo PSol do Rio uma aliança eleitoral com o PT.

De qualquer forma, tudo me leva a crer que as informações principais da nota transcrita abaixo procedem.  

 

A aproximação de Lula com o bispo Marcelo Crivella, da Igreja Universal, está grande. Crivela é do PMR (Partido Municipalista Renovador), criado em agosto passado, mas que vai mudar de nome para algo como Partido Republicano do Brasil. Crivella é candidato ao governo fluminense e é visto como um político competitivo na disputa.

Para o Palácio do Planalto, o bispo Crivella, que é senador pelo Rio, pode ser o palanque alternativo que o presidente da República busca em terras fluminenses durante a eleição presidencial.

Pesquisas informais, não registradas na Justiça Eleitoral, acenderam a luz mais do que amarela para Lula. O candidato do PT ao governo fluminense, Vladimir Palmeira, está com um percentual bem pequeno, de um dígito. Já Crivella entra na corrida como possível candidato a passar ao segundo turno.

Por que não apoiar o bispo Crivella já no primeiro turno? Essa é a pergunta que Lula vem fazendo a alguns interlocutores. O presidente sabe que sua tarefa é quase impossível. Seria a decretação de morte do PT no Rio de Janeiro. Mas que é um pensamento recorrente no Palácio do Planalto, isso é.

Como se não bastasse, aliados tradicionais do PT no plano nacional, como o PC do B e o PSB, também cogitam de apoiar o bispo Crivella já no primeiro turno.

Do jeito que as coisas andam, Vladimir Palmeira terá dificuldade para encontrar algum aliado de peso. Poderá pedir mais uma vez apoio ao PSOL, mas essa sigla (depois de um namoro inicial) também acha que com o PT e Vladimir não tem jogo.

 

Se Lula atropelar mais uma vez Vladimir, pode vir apagar a luz do PT no Rio. O partido ficará inteiramente desmoralizado.



Escrito por Cid Benjamin às 12h28
[   ] [ envie esta mensagem ]




Espelho da Mídia I

Abaixo, a última coluna Espelho da Mídia, que assino no Brasil de Fato, semanário mantido pelos movimentos populares, entre os quais o MST. Ela vai, aqui, dividida em duas partes.

 

Desemprego cai ou desalento cresce?

A imprensa noticiou a queda do desemprego. De 9,6% em novembro de 2005, passou-se para 8,3% em dezembro. Foram criados 107 mil postos de trabalho. Mas - salvo engano meu - exceto o Jornal do Brasil nenhum dos jornalões destacou uma informação essencial: 291 mil trabalhadores desistiram de buscar emprego e, por isso, em dezembro saíram da estatística de desempregados, mesmo tendo sido contabilizados como tais em novembro. Como, na metodologia do IBGE, só é considerado desempregado quem procurou trabalho na semana anterior à pesquisa, o aumento do desalento ajuda a baixar os índices, mesmo que o desemprego cresça.

 

Falta um raio-x do Copom

Lula diz que não se mete na fixação dos juros, porque eles são problema do Conselho de Política Monetária (Copom). Declarações como essa fortalecem a idéia – tão cara aos bancos e ao FMI - de que a Fazenda e o Banco Central fazem trabalho eminentemente técnico e devem ficar imunes à política. Isso é absurdo. Mas já que tem sido assim, é hora de os jornais apresentarem ao país as pessoas que efetivamente o governam. Afinal, quem são os todo-poderosos integrantes do Copom?

 

Lavagem cerebral
Segundo o Ibope, em 2005 o brasileiro permaneceu em média mais de 5 horas diárias diante de uma televisão. A pesquisa mostrou, também, que a audiência de TV aumentou em todas as faixas etárias e em todas as camadas sociais. Considerando o péssimo nível da programação das TVs abertas, de longe as mais assistidas, não é exagero dizer-se que se está diante de uma autêntica lavagem cerebral.

 

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 12h24
[   ] [ envie esta mensagem ]




Espelho da Mídia II

(continuação)

 

Romário apoiado pela Globo?

Em seu blog, o jornalista Mário Marona faz observação interessante. Um dia depois de Romário anunciar que será candidato a deputado estadual no Rio pelo PP, em dobradinha com Eurico Miranda, as reportagens mais importantes do Bom Dia Brasil e de outros programas de esporte da TV Globo foram sobre o jogador, a pretexto de seu esforço para chegar aos mil gols. Deve ter sido coincidência, mas ficou parecendo que a Globo apóia o Baixinho.

 

Veja quanta calhordice

A revista Veja continua a cruzada contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Semana passada, “denunciou” que a PDVSA, estatal do petróleo da Venezuela, vai doar R$ 1 milhão para a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, do Rio. A informação não é nova. A doação é pública, já tinha sido divulgada na imprensa e se deve ao enredo da escola este ano: “Soy loco por ti América”, em homenagem à América Latina.

 

JB persegue

Prossegue a campanha covarde do Jornal do Brasil e de seu dono, Nelson Tanure, contra o repórter do Estado de S. Paulo Lourival Sant´Anna. O JB insiste em vinculá-lo, sem fundamento, ao assassinato da jornalista Sandra Gomide por Antonio Pimenta Neves. O único vínculo entre os dois é o fato de Sant’Anna foi ter sido chefiado por Gomide no Estadão. Como já dissemos, a razão da campanha é o fato de Sant’Anna ter escrito matérias contando quem era Tanure, quando este tentou comprar a Varig.

 

Fenaj lança manifesto contra Tanure

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) coleta assinaturas para manifesto de repúdio às atitudes de Nelson Tanure e em desagravo a Lourival Sant'Anna e Alberto Komatsu, do Estado de S. Paulo e aos presidentes dos sindicatos dos Jornalistas de São Paulo, Fred Ghedini, e do Rio, Aziz Filho, todos processados pelo dono do JB Quem quiser aderir encontra a íntegra do manifesto em http://www.fenaj.org.br.



Escrito por Cid Benjamin às 12h21
[   ] [ envie esta mensagem ]




O mistério da lista de Furnas

Há alguns meses circula em Brasília a tal "lista de Furnas". Ela é uma relação de políticos tucanos que teriam recebido “recursos não contabilizados" daquela estatal. A lista me chegou pela internet e, agora, é assunto de uma nota do blog do Fernando Rodrigues, da Folha. Entre suas muitas versões que circulam na internet, há uma que tem até o personagem infantil Tio Patinhas entre os beneficiários do dinheiro da estatal federal de energia.

O site que hospedava a tal lista – www.pontoflash.com.br - já a tirou do ar.

Uma curiosidade apontada por Fernando Rodrigues: ele estampa na sua primeira página dois anúncios do programa Fome Zero, o carro-chefe da área social do governo Lula.

Longe de mim pôr a mão no fogo pela honestidade dos tucanos. Não gostaria de vê-la virando churrasco. Provavelmente nunca se roubou tanto neste país como durante as privatizações do governo FHC. Mas que essa lista cheira a armação, isso cheira.



Escrito por Cid Benjamin às 12h15
[   ] [ envie esta mensagem ]




As manchetes desta quinta-feira

- JB: Dois poderes em guerra

- Folha: PF amplia apuração sobre lista de Furnas

- Estadão: Jobim critica 'patrulha' e é interpelado por juristas

- O Globo: Perto de deixar STF, Jobim dá nova liminar contra CPI



Escrito por Cid Benjamin às 11h45
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ou bem se joga, ou bem se apita o jogo

Esta nota é do blog de Fernando Rodrigues.

 

Nelson Jobim tem reunião agora com Lula, no Planalto. Na pauta, política e política.

Ficará acertado entre ambos que Jobim sai mesmo do STF, possivelmente nos últimos dez dias de março.

 

Cada vez entendo menos como funciona isso de independência dos poderes. O que Lula tem a ver com a saída de Jobim do STF? Ou terá sido uma conversa entre dois políticos aliados?

Mas que Jobim está se excedendo, não há dúvida. Ele não pode ser pré-candidato e presidente do STF, que, a todo momento, é chamado para julgar questões nas quais tem interesse político.

É, mais ou menos, como se alguém quisesse jogar futebol e apitar a partida.



Escrito por Cid Benjamin às 11h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




Queimando o filme alheio

César Maia tem razão numa coisa: com seu açodamento, Nelson Jobim queimou o filme dos políticos que sonham com a nomeação para o STF. Tão cedo isso não vai se repetir. Ou, se acontecer, vai enfrentar enorme reação da opinião pública.

Para tristeza de Tarso Genro e Luiz Eduardo Greenhalgh.



Escrito por Cid Benjamin às 11h41
[   ] [ envie esta mensagem ]




Direitos autorais

A agência espanhola EFE informa que a Associação Mundial de Jornais (AMJ) criou um grupo de trabalho para estudar as possíveis modalidades da cobrança de direitos autorais aos sites de busca da internet. A AMJ afirmou em comunicado que os sites de busca "exploram o conteúdo" dos jornais "sem entregar uma compensação razoável aos proprietários dos direitos autorais".

 

Esta briga ainda vai dar pano para mangas. 

Mas, já que estamos tratando de direitos autorais, seria bom que os mesmos jornais respeitassem os direitos autorais de jornalistas que têm seus artigos utilizados em mais de um veículo ou vendidos por meio de agências vinculadas aos órgãos em que trabalham, sem receberem um centavo por isso. 



Escrito por Cid Benjamin às 11h39
[   ] [ envie esta mensagem ]




Cresceu a circulação dos jornais em 2005

O Instituto Verificador de Circulação (IVC) atestou que, em 2005, a venda dos jornais impressos (incluindo venda em bancas e por assinatura) aumentou 4% em relação ao ano anterior, depois de três anos de estagnação. Em grande medida, o crescimento foi impulsionado por jornais populares.

O jornal que mais cresceu foi o Lance, diário esportivo editado no Rio e em São Paulo.

O Jornal do Brasil, que teve uma queda de 10% em sua circulação, pela primeira vez não figurou entre os dez diários mais vendidos no país. Os métodos de gestão de seu novo dono, Nelson Tanure, que não assina a carteira da maioria dos profissionais e utiliza abusivamente estagiários para fazer o trabalho de jornalistas, certamente contribuíram para essa queda.

A expectativa dos jornais é que a circulação continue aumentando em 2006, puxada por dois acontecimentos: a Copa do Mundo de futebol e as eleições presidenciais.

Na nota abaixo, veja a relação dos jornais mais vendidos



Escrito por Cid Benjamin às 11h32
[   ] [ envie esta mensagem ]




A circulação dos maiores jornais brasileiros

Conheça os números

Escrito por Cid Benjamin às 11h21
[   ] [ envie esta mensagem ]




Tanure perde mais uma

O empresário Nelson Tanure, dono do Jornal do Brasil, sofreu mais uma derota judicial ontem. O juiz Juarez Costa de Andrade, do X Juizado Especial Criminal do Rio, arquivou a ação penal promovida por ele contra os jornalistas Aziz Filho, Fred Guedini e Murilo Fiúza de Melo e o líder metalúrgico Luiz Chaves. Pela segunda vez consecutiva, Tanure faltou à audiência de instrução e julgamento, sob a elegação de que estava viajando e pediu seu adiamento. Na primeira, em 16 de novembro, mandou os advogados dizerem, na audiência, que estava em Paris. Ontem, mandou dizer que estava em São Paulo.

Na sentença, o juiz afirmou que Tanure está criando constrangimento para os processados.

“Como se sabe, a simples deflagração da jurisdição penal já impõe imenso constrangimento para aqueles que são processados. Tratando-se de ação penal privada, basta supor que o querelante (Tanure) poderia justificadamente requerer o adiamento de audiência submetendo os querelados ao julgo do processo em tormento infindável, o que, evidentemente, não pode ser permitido pelo Estado-Juiz”, sentenciou o magistrado, condenando o empresário ao pagamento das custas judiciais.

A tática de Tanure de intimidar jornalistas com processos ou com o uso de seus veículos (Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil) para atingir a imagem de seus críticos provocou uma reação da Fenaj e de vários sindicatos, que já juntaram mais de 600 assinaturas de protesto contra o empresário e de desagravo aos jornalistas perseguidos.



Escrito por Cid Benjamin às 11h17
[   ] [ envie esta mensagem ]




Espelho da Mídia I

Desde o início de dezembro estou escrevendo a coluna Espelho da Mídia, no jornal Brasil de Fato, semanário criado por movimentos populares, em especial pelo MST. Na coluna, analiso o comportamento da imprensa na semana anterior. A partir de agora, passarei a reproduzir a coluna neste blog. Abaixo vai a que foi publicada na edição do Brasil de Fato que está nas bancas.  

 

 

JN em crise

O Jornal Nacional está tendo uma enorme queda de audiência. Historicamente ela fica em torno dos 40% no Ibope. Agora, está patinando entre 25% e 30%, fustigado de perto pela audiência da novela da TV Record. A situação está abrindo uma crise na Globo, pois menos audiência significa menos publicidade e diminuição dos lucros. Na emissora, há quem explique a queda pelo excessivo número de matérias sobre a crise política, que já estaria cansando os telespectadores.

 

Tiro pela culatra

Na divulgação da última pesquisa do Ibope pela IstoÉ, foi estranho a revista não divulgar os resultados sobre o segundo turno. O procedimento foi uma tentativa idiota de tapar o sol com a peneira. Por lei, pesquisas eleitorais divulgadas são registradas na íntegra na Justiça Eleitoral. Assim, era inevitável que fossem conhecidos os números relativos ao segundo turno. A tentativa de escondê-los só fez com que acabassem tendo maior realce.

 

Jornalões escolhem seus tucanos preferidos

A pesquisa Ibope serviu para que O Globo e a Folha mostrassem com que pré-candidato tucano simpatizam. A informação mais relevante da pesquisa era que Lula tinha voltado a vencer Serra no primeiro turno. Mas a Folha preferiu destacar que José Serra está bem melhor do que Alckmin. E O Globo deu ênfase a um levantamento que mostrou a maior simpatia por Geraldo Alckmin na bancada tucana no Congresso. Dificilmente isso foi gratuito.

 

A guerra particular de Tanure

O Jornal do Brasil continua sua guerra particular contra o Estadão e contra o repórter Lourival Sant’Anna. No dia 23 dedicou dois terços de página para lembrar que Lourival cobriu a guerra do Iraque, há três anos, de um hotel na Jordânia, enquanto um repórter da Folha conseguiu chegar a Bagdá. Os ataques se devem ao fato de Lourival ter escrito recentemente matérias no Estadão mostrando quem é Nelson Tanure, o dono do JB, que tentou comprar a Varig. Em tempo: a cobertura da guerra do Iraque do JB não foi de Bagdá (como a da Folha), nem da Jordânia (como a do Estadão). Seus repórteres não saíram do Rio de Janeiro. Isto, a matéria não informa.

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 16h23
[   ] [ envie esta mensagem ]




Espelho da Mídia II

(continuação)

 

Botando a mãe no meio

Semana passada, a Folha publicou na primeira página, abaixo da foto da prisão do advogado Marcus Valérius (que, apesar da semelhança de nome, não é o publicitário carequinha amigo do Delúbio), a seguinte legenda: "O advogado Marcus Valérius é preso na CPI dos Correios por desacato, ao sugerir quebra do sigilo da sua mãe". Dito assim, o jornal acabou botando a mãe dos leitores na história. Certamente a Folha queria dizer: "O advogado Marcus Valério é preso ... ao sugerir quebra do sigilo da própria mãe".

 

Futurologia em destaque

Os jornais desta semana publicaram sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006. O público tomou, então, conhecimento de que o Ministério da Fazenda prevê um crescimento econômico de 5% do PIB, enquanto outros especialistas fazem aposta mais modesta, achando que a economia não crescerá além de 3%. Em praticamente todas as matérias faltou algo essencial: a comparação entre as previsões feitas um ano atrás e o crescimento real da economia. Se isso não é feito, vamos ficar no reino das cartomantes.

 

Internet, arma contra manipulação

Cresce nos EUA o número de pessoas que, ao serem entrevistados por jornais, rádios ou emissoras de TV, gravam suas próprias palavras e as transcrevem na íntegra em blogs pessoais. É a forma de se defender de edições que – às vezes, não por má-fé, mas por falta de espaço - distorcem as declarações. Ou edições que destacam o que mais interessa ao jornalista e não necessariamente o que é mais relevante jornalisticamente. O procedimento é uma salvaguarda contra manipulações e vai exigir maior cuidado dos jornalistas na seleção dos trechos que entram na matéria editada.

 

Parece trapaça

Ainda que o objetivo desta coluna seja comentar o conteúdo do que sai na imprensa, vale a pena mais um registro relacionado com a forma. A edição deste mês da revista Playboy, que está nas bancas, traz, logo na capa, a palavra trapaceiros escrita com cedilha. É dose.



Escrito por Cid Benjamin às 16h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta quarta-feira

- Globo: Potências se unem contra a ameaça nuclear do Irã

- JB: Câmara premia 453 faltosos

- Folha: Okamotto deve ter nova quebra de sigilo

- Estadão: CPI pede o indiciamento de 34, mas exclui Palocci

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h19
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem
Histórico
  16/12/2007 a 31/12/2007
  01/12/2007 a 15/12/2007
  16/11/2007 a 30/11/2007
  01/11/2007 a 15/11/2007
  16/10/2007 a 31/10/2007
  01/10/2007 a 15/10/2007
  16/09/2007 a 30/09/2007
  01/09/2007 a 15/09/2007
  01/08/2007 a 15/08/2007
  16/07/2007 a 31/07/2007
  01/07/2007 a 15/07/2007
  16/06/2007 a 30/06/2007
  01/06/2007 a 15/06/2007
  16/05/2007 a 31/05/2007
  01/05/2007 a 15/05/2007
  16/04/2007 a 30/04/2007
  01/04/2007 a 15/04/2007
  16/03/2007 a 31/03/2007
  16/12/2006 a 31/12/2006
  16/11/2006 a 30/11/2006
  01/11/2006 a 15/11/2006
  16/10/2006 a 31/10/2006
  01/10/2006 a 15/10/2006
  16/09/2006 a 30/09/2006
  01/09/2006 a 15/09/2006
  16/08/2006 a 31/08/2006
  01/08/2006 a 15/08/2006
  16/07/2006 a 31/07/2006
  01/07/2006 a 15/07/2006
  16/06/2006 a 30/06/2006
  01/06/2006 a 15/06/2006
  16/05/2006 a 31/05/2006
  01/05/2006 a 15/05/2006
  16/04/2006 a 30/04/2006
  01/04/2006 a 15/04/2006
  16/03/2006 a 31/03/2006
  01/03/2006 a 15/03/2006
  16/02/2006 a 28/02/2006
  01/02/2006 a 15/02/2006
  16/01/2006 a 31/01/2006
  01/01/2006 a 15/01/2006
  16/12/2005 a 31/12/2005
  01/12/2005 a 15/12/2005
  16/11/2005 a 30/11/2005


Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo



O que é isto?