Blog do Cid Benjamin


Ah, os ingleses...

 

Da Folha On Line:

                                                                                                  Michael Stephens/Reuters

 
   
  O premiê britânico, Tony Blair, faz teste de função dos pulmões durante visita a hospital em Finsbury Park, em Londres (09h36)


Escrito por Cid Benjamin às 18h22
[   ] [ envie esta mensagem ]




A direita tem vergonha de si mesma - artigo de Milton Temer

Episódio ocorrido durante o depoimento do ministro Palocci na CPI dos Bingos explicitou uma mancha constantemente ocultada na realidade política brasileira. Por que a direita parlamentar se recusa a ser tratada como tal, e até se ofende com a referência? Sentimento de culpa pelo uso desavergonhado do Estado, que tanto despreza, mas que considera útil e eficaz quando para proveito próprio? Consciência do papel predador e pouco digno das classes dominantes brasileiras, a quem representam no Congresso; classes historicamente incapazes de gerar um projeto de Nação independente e soberano?

A senadora Heloisa Helena, do P-Sol, chamava a atenção para o tratamento vip que boa parte da oposição de direita - por absoluta identidade programática - dedicava ao ministro, independente de não estar ele respondendo de forma objetiva a nenhuma das questões postas. Foi o bastante para o senador Antonio Carlos Magalhães, sem ser citado, iniciar sua intervenção com um protesto. Não aceitava que o apoio ao ministro fosse um indício de posição ideológica direitista. O ministro era bem tratado pela oposição tucano-pefelista porque sua política era boa para o Brasil. Mas, boa para quem, senador?

Se defender refinanciamentos para cacaueiros inadimplentes no contraponto do bom tratamento na CPI virou posição de centro, o que é ser de direita? Afinal, o partido do senador baiano, conhecido pela trajetória vinculada aos momentos mais dramaticamente conservadores e reacionários de nosso passado recente, participa das entidades internacionais que se afirmam de ''direita democrática'' no espectro político internacional.

O RPR francês, a CDU alemã, o PP espanhol e os tories ingleses se definem assim. Sem traumas. Só o PFL brasileiro, povoado pelos ACMs, Bornhausens e companhia, não seria de direita? Francamente...

O trágico, neste cenário. é a constatação de que a divergência da direita brasileira com o governo Lula não é programática. É isso que ficou evidente no roteiro destacado por Heloisa Helena. O que separa, tanto tucanos quanto pefelistas, dos neolulistas, é tão-somente a ambição pelo controle dos cargos e da chave do cofre da máquina do Estado.

Por isso, em camarote privilegiado, batendo palmas para os limites dessa confrontação, estão os grandes banqueiros, os especuladores do famigerado mercado, os grandes magnatas do agronegócio, com lucros garantidos pela anistia certa dos calotes nos financiamentos públicos. Não têm o que perder nessa falsa dicotomia entre os atuais ocupantes da Esplanada dos Ministérios e os que lhes disputam os tapetes, no mesmo campo ideológico. Sabem quem é de direita e quem é de esquerda na arena parlamentar, e têm clareza sobre quem são seus representantes. Sabem que nada muda de essencial numa sucessão garantida pela disputa limitada a Lula x Serra, ou Alckmin, com que tentam priorizar as manchetes dos grandes meios de comunicação. Sabem que, com qualquer desses nomes, não há hipótese, por exemplo, de o Imposto sobre Operações Financeiras superar os 2% do total ora recolhido pela Receita. Sabem que aí está a direita política que os protege e garante.

O que eles temem é a esquerda. Que é o antagônico social da direita. Que, no essencial, é ser do trabalho, contra o capital. E que, no conjuntural, é não aceitar a prevalência do modelo macroeconômico conduzido por Henrique Meirelles, com Palocci de porta-voz, que transformou o presidente da República num garoto-propaganda dos exportadores brasileiros. E achando que assim se afirma um estadista no plano internacional...

É a esquerda quem os molesta, quando repele a forma mentirosa com que se pretende vender melhoria de distribuição de renda e criação de empregos, nos termos em que, semana passada, os grandes meios de comunicação distorceram o noticiário sobre a última pesquisa do IBGE. Somente o JB teve a honestidade de mostrar que não houve redução do desemprego. O que caiu foi o número dos que procuram trabalho. Ou seja; se de dez desempregados, oito desistiram de procurar emprego, isto não quer dizer que o desemprego reduziu-se de 10 para 2%. Mas, sim, que o desencanto definitivo subiu de zero a oito. Quem é de esquerda, denuncia. Quem é de direita, festeja.

(Publicado no JB em 31/1/2006)



Escrito por Cid Benjamin às 11h01
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta terça-feira

O Globo – Jobim anula quebra de sigilo de amigo de Lula

JB – Proteção a Lula é ampliada

Folha – Brasil faz aperto recorde mas dívida chega a 1 trilhão

Estado – Superávit de 4,84% supera meta e é o maior em 11 anos

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h52
[   ] [ envie esta mensagem ]




Em festa

Duas notinhas do Painel da Folha de hoje:

Fim da quarentena
José Genoino saiu da toca. Animado, foi ao aniversário do presidente do PT paulista, Paulo Frateschi, no sábado. E anunciou que dará aulas sobre política e história contemporânea em sindicatos. O primeiro será o dos Metalúrgicos do ABC.

Segue o baile
Outro que circulava bem à vontade na festa de Frateschi, como se nunca houvesse saído do PT, era o ex-tesoureiro e, de acordo com as explicações gerais, culpado de todas as mazelas do partido, Delúbio Soares.



Escrito por Cid Benjamin às 06h51
[   ] [ envie esta mensagem ]




Fundos de pensão: no limite da irresponsabilidade

Em meio à apuração do sistema de corrupção montado no país pelos tucanos e aperfeiçoado pelo PT, os fundos de pensão vêm se destacando como o palco das maiores falcatruas. Mas também um espaço em que é mais difícil comprovar a roubalheira e a má-fé. Os responsáveis pelos fundos afirmam sempre que o que houve foi, simplesmente, má gestão. Abaixo, trecho de uma matéria da Folha de hoje, em que o dono de uma corretora afirma (talvez com razão) que não pode ser responsabilizado pelos maus negócios, porque recebia ordens dos gstores dos fundos para executá-los. 

 

Investigado por perdas causadas a fundos de pensão patrocinados por estatais, Cezar Sassoun, sócio da corretora Laeta, disse ontem à CPI dos Correios que a responsabilidade por essas operações financeiras é dos gestores dessas entidades de previdência.
Relatório preliminar da sub-relatoria de fundos de pensão da CPI apontou perda de R$ 55,3 milhões de 14 entidades de previdência, nos últimos cinco anos, em operações com a Laeta na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). Elas estariam concentradas sobretudo na Prece, entidade de previdência da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro), e no Sistel (empresas de telefonia).
"A responsabilidade é dos gestores dos fundos, a Laeta não dá ordens aos fundos. O senhor precisa perguntar aos gestores porque eles deram aquelas ordens naqueles dias. Mesmo que eu ache as ordens catastróficas, eu tenho que obedecer", disse Sassoun.



Escrito por Cid Benjamin às 06h49
[   ] [ envie esta mensagem ]




Opção custosa - Editorioal da Folha

O governo Lula continua batendo recordes no arrocho. É uma irracionalidade que só traz vantagens para um setor, o financeiro. Impossível não concordar com a crítica que o editorial da Folha, transcrito abaixo, faz à política econômica.

 

O setor público consolidado - governo federal, Estados, municípios e empresas estatais - realizou um superávit primário (receitas menos despesas, excluindo o pagamento de juros) de R$ 93,5 bilhões, ou 4,84% do PIB em 2005. O resultado superou a meta programada pelo governo de 4,25% do PIB (R$ 82,7 bilhões) e foi obtido por meio de um aumento na carga tributária e de controles sobre os gastos, sobretudo os desembolsos em investimentos de infra-estrutura e serviços.
Nem essa poupança recorde foi suficiente para pagar o total dos juros da dívida pública, que custaram ao erário R$ 157,1 bilhões (8% do PIB!). O aumento da taxa de juros básica, que passou de 16,25% ao ano em 2004, em média, para 19,05% em 2005, arrastou o montante de juros para além dos R$ 128,3 bilhões (7,3% do PIB) de 2004.
A opção pela escalada de juros fez a despesa financeira do governo saltar 22,5% de um ano para o outro. Os dispêndios com a remuneração da dívida foram maiores do que todo o desembolso realizado em 2005 pela Previdência (R$ 146 bilhões), que atende a 24 milhões de brasileiros.
Há algo profundamente errado com um sistema que promove tamanha transferência de riqueza financeira. E o faz arrancando do contribuinte os impostos que sustentam a maré montante da dívida pública, que já supera R$ 1 trilhão.
Os princípios da responsabilidade fiscal não podem valer apenas para prefeitos e governadores que torram dinheiro. Os artífices da política econômica devem justificativas aos cidadãos sobre os custos de suas escolhas. Precisam explicar por que gastaram em juros o equivalente a R$ 870 para cada brasileiro. Para trazer a inflação dos 7,6% de 2004 para 5,7% no ano seguinte, responderão.
A redução mais suave da inflação e a condução mais pragmática do regime dos juros teriam economizado alguns bilhões. E não teriam deprimido o crescimento do PIB, que caiu à metade para que o governismo pudesse comemorar o feito de ter atingido a sua meta inflacionária.



Escrito por Cid Benjamin às 06h45
[   ] [ envie esta mensagem ]




Jeanny Mary aceita convite - I

Esta nota e a seguinte são do blog do Noblat.

Pobre senadora Heloísa Helena (PSOL-AL). Imagine só que ela pretende pedir à CPI dos Bingos para que seja ouvida em sessão secreta a promotora das festas masculinas mais animadas da República, a célebre Jeanny Mary Córner.

Consultado a respeito, o senador Efraim de Moraes, presidente da CPI, aconselhou Heloísa a desistir do pedido. Alegou que Jeanny poderá se valer da CPI para chantagear antigos clientes e inventar histórias que jamais poderão ser comprovadas.

Ora, quantas mentiras não foram contadas até aqui por todos que depuseram nas CPIs dos Bingos e dos Correios? E quantas histórias jamais foram ou serão comprovadas? Haverá mentiras menos ou mais indecorosas?

De fato, é mais fácil qualquer CPI convocar Lula para falar sobre o mensalão e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para explicar a privatização de empresas estatais do que convidar Jeanny Mary para depor. O mundo viria abaixo.

Convidado, você pode se recusar a ir. Convocado, você é obrigado a ir. Jeanny Mary aceita o convite. E Heloísa está convencida de que ela ajudaria a descobrir o desvio de dinheiro público para atividades, digamos, nada inocentes.

Escrito por Cid Benjamin às 17h02
[   ] [ envie esta mensagem ]




Jeanny Mary aceita convite - II

Ainda do blog do Noblat:

Heloísa e Jeany Mary conversaram longamente há duas semanas. E na última, a convite de Heloísa, Jeanny Mary assistiu anônima a uma sessão do Senado. Sentou nas galerias. Estava interessada em tentar reconhecer algum dos senadores.

Reconheceu dois, segundo contou Heloísa a Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado. Os dois compareceram a pelo menos uma das festas que reuniram no hotel Gran Bittar, em Brasília, deputados e dirigentes do PT – entre eles, Sílvio “Land Rover” Pereira.

Diga-se a favor dos senadores que eles ficaram bebericando e jogando conversa fora no piso inferior da suíte reservada para a festa. Por ali, vez por outra, passavam as meninas de Jeanny Mary com destino ao piso superior. Era nesse que rolava tudo e um pouco mais.

Jeanny Mary não gostava do tratamento dado às meninas nessas ocasiões, revelou Heloísa a Arthur Virgílio. Havia bebida e comida de sobra, os clientes se fartavam, mas não deixavam que as meninas também o fizessem. Para que não perdessem a disposição.

Alguns obrigavam as meninas a engatinharem para recolher com a boca notas de 50 e de cem reais. E pelo menos um deputado do PT, que por sinal está na fila para ser cassado, era particularmente cruel com elas. 

Tudo isso e bem mais, Jeanny Mary está disposta a contar nas CPIs. Mas ninguém parece disposto a ouvi-la.



Escrito por Cid Benjamin às 17h00
[   ] [ envie esta mensagem ]




Isto é Lula

De Augusto Nunes, no JB.

Minutos antes do começo da gravação do Roda Viva no Planalto, o jornalista Paulo Markun combinou com Lula o detalhe derradeiro. Na hora do encerramento, exibiria o presente a ser entregue ao entrevistado: uma trilogia com os melhores momentos do programa exibido pela TV Cultura há 18 anos. Markun explicou que só o primeiro volume estava pronto. Os demais tinham a capa e páginas em branco. Lula folheou um desses com expressão feliz. ''Isso é que é livro bom'', alegrou-se. ''A gente nem precisa ler''. Ninguém se espantou. Ler é pior que fazer exercício em esteira, confessou há tempos o chefe de governo.



Escrito por Cid Benjamin às 10h30
[   ] [ envie esta mensagem ]




Berlusconi promete ficar sem sexo até a eleição de abril


Da Reuters

ROMA - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, prometeu não fazer sexo antes da eleição geral de 9 de abril, durante um comício no sábado. O empresário da mídia recebeu a bênção do líder religioso Massimiliano Pusceddu, que o agradeceu por ser contra o casamento gay e por defender valores tradicionais da família.

- Obrigado, padre Massimiliano, não vou lhe decepcionar e prometo dois meses e meio de abstinência sexual completa, até 9 de abril - disse Berlusconi, em comentários divulgados neste domingo pelo jornal "Il Giornale".

Esta não é a primeira vez que o primeiro-ministro faz promessas inusitadas. Berlusconi, que se casou duas vezes e tem 69 anos, tem orgulho de sua forma física e, depois de uma plástica no rosto e de um implante de cabelos, parece mais jovem do que quando chegou ao poder, em 2001. Ele costuma ser criticado por comentaristas e grupos feministas pelo uso de piadas sexistas.

Em junho, o premier provocou um incidente diplomático com a Finlândia ao dizer que usara "táticas de playboy" para convencer a presidente do país a desistir de tentar estabelecer a agência de alimentos da União Européia em Helsinque, em favor de Parma, na Itália.

Não sei não... Isso está me cheirando a coisa de gay enrustido.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h28
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta segunda-feira

- O Globo: CPI viaja aos EUA atrás de conta de Duda

- JB: PT ainda tira o sono de Lula

- Folha: Soldado brasileiro a serviço dos EUA morre no Iraque

- Estadão: Funai quer 13,5% do território para índios

 



Escrito por Cid Benjamin às 07h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




Cai o desemprego ou cresce o desalento?

As estatísticas são essenciais para se conhecer a realidade. Mas, dependendo de como são usadas, servem para mascarar as coisas. É conhecido o exemplo do cidadão que, com a cabeça no forno e os pés no congelador, apresentava uma temperatura média normal.

Recentemente o governo federal anunciou, com grande estardalhaço, a queda nos níveis de desemprego de dezembro. O IBGE registrou o índice de 8,3%, contra 9,6% registrados em novembro. Esse índice de dezembro, quando foram criados 107 mil postos de trabalho, foi o menor desde março de 2002.

Ocorre que o mesmo IBGE registrou - e isso não foi anunciado com o mesmo destaque - que 291 mil pessoas deixaram de ser computadas como desempregadas porque, provavelmente por desalento, desistiram de procurar emprego.

Assim, contribuíram involuntariamente para mascarar situação os índices de desemprego.

A situação então foi que, de um lado, 291 mil trabalhadores que continuam desempregados deixaram de ser computados como tal, de outro foram criados 107 mil postos de trabalho. E, pelas estatísticas, o desemprego diminuiu.

Isso é possível porque, para o IBGE, quem não procurou emprego na semana anterior à da pesquisa não é computado como desempregado. Da mesma forma, quem teve alguma atividade remunerada, mesmo que um simples biscate, na semana anterior à da pesquisa, também não entra nas estatíticas de desempregado.

É por essas e outras que são tão diferentes os índices de desemprego apresentados pelo IBGE e pelo Dieese. 



Escrito por Cid Benjamin às 07h10
[   ] [ envie esta mensagem ]




De volta, o PT da boquinha

A ex-governadora Benedita da Silva está morando em Atlanta, nos Estados Unidos. Mas foi nomeada semana passada para um cargo na secretaria de Ação Social de Paracambi, na Baixada Fluminense. Vai receber R$ 1.200 por mês e ficará no cargo apenas até abril, quando vai renunciar para ser candidata ao Senado.


O prefeito de Paracambi, André Ceciliano (PT), não esconde que a nomeação de Benedita é uma manobra para que ela não perca o vínculo empregatício que tem com o estado — é digitadora do Detran, onde entrou sem concurso em 1978, quando era cabo eleitoral de políticos chaguistas. Ela está licenciada do cargo no Detran desde 1983.

 

Ocorre que, desde que deixou o Ministério de Lula em janeiro de 2004, depois de ter usado recursos públicos para comparecer a uma cerimônia religiosa em Buenos Aires, Benedita responde a um inquérito administrativo no Detran por abandono de emprego e poderá perder a matrícula no estado.

 

O mais interessante nessa história é a justificativa apresentada por Salete Lisboa, assessora de impensa da ex-governadora: "Ninguém aceita é que ela (Benedita) é uma pessoa mundialmente conhecida. É convidada para palestras no Congresso americano, para tomar café da manhã com o presidente dos Estados Unidos. Ela viaja muito. Ela trabalha com o mundo."

 

Tudo bem. Mas se Bené não vai trabalhar em Paracambi, que deixe o cargo.

     



Escrito por Cid Benjamin às 06h55
[   ] [ envie esta mensagem ]




Lessa é pré-candidato

O ex-presidente do BNDES Carlos Lessa animou-se com a possibilidade de se candidatar ao governo do Estado do Rio. Sábado, num almoço com amigos em sua casa, deixou claro que vai disputar a vaga de candidato com o senador Sérgio Cabral Filho.

Como quem manda no PMDB fluminense é Garotinho, fica a pergunta: estará ele dando aval a Lessa nessa empreitada?
 



Escrito por Cid Benjamin às 06h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




Soberania nacional- artigo de Léo Lince

O artigo abaixo, de Léo Lince, assessor do deputado Chico Alencar e militante do PSol, foi publicado no Correio da Cidadania (www.correiodacidadania.com.br)

 

A Venezuela é um país soberano, tem um governo legalmente constituído e vive momento singular de sua história. Petróleo em alta, a economia experimenta o espetáculo do crescimento. Auto-estima em alta, o povo está mobilizado em torno de um processo de construção política original, em completo desacordo com o “prêt-à-porter” oferecido pela camisa de força da globalização. Para os padrões dominantes, um exemplo perigoso.

É neste quadro que o governo Chaves, com dinheiro em caixa, resolveu encomendar 36 aeronaves da Embraer. São aviões de treinamento militar e de defesa, negócio normal entre países independentes. Para o Brasil, por todos os títulos, seria um grande negócio: entra divisa, exporta produto de elevado valor agregado, gera empregos, estreita relações com o país vizinho, povos amigos, governantes amigos. Uma beleza. No entanto, para mal dos nossos pecados, o negócio está suspenso: pesa sobre ele o embargo dos Estados Unidos da América do Norte.

O chanceler Celso Amorim botou a boca no trombone. Em entrevista na Folha de S.Paulo, em 23/01, chamou a coisa pelo nome certo, e com tom adequado. Classificou a medida de “um absurdo sem justificativa aceitável e sem previsão em normas internacionais”. E disse mais: “pisaram no nosso calo”. Boas falas. Infelizmente, o governo não acompanhou o tom do seu ministro das Relações Exteriores. Como tem acontecido em outras áreas e ocasiões, rugiu fino como leão de coleira. Vão pedir por fineza que a Condoleezza, quando puder, reexamine o assunto. Ou seja, galho dentro.

A colunista da Folha, Eliane Cantanhêde, acertou na mosca. Segundo ela, neste episódio o único prejudicado é o governo brasileiro. Os EUA estão lá no seu papel habitual: mandar em quem lhes obedece. E a Venezuela, que tem dinheiro em caixa, vai comprar as aeronaves em outras freguesias. Na França, na Espanha, no concorrente da Embraer no Canadá, ou em qualquer outro país que não tenha a sua soberania limitada pelo tacão do Império. O Brasil, além de perder o negócio, vai ficar muito mal na foto.

A Venezuela precisa das aeronaves, pode e quer comprá-las. O Brasil produz as aeronaves, quer vendê-las e não pode. No vértice da equação impossível está o embargo americano. O chanceler chamou de “veto inaceitável”, mas o governo buscou conceito mais ameno para engolir a afronta e aceitar o inaceitável. Disse tratar-se de uma mera questão comercial. E ao governo cabe observar o estipulado no sacrossanto contrato, que nos coloca de joelhos e com as mãos atadas diante do ocorrido. Sem dúvida, o episódio embute múltiplas revelações. Por um lado, é preciosa amostragem de alguns dos tentáculos do empreendimento neocolonial: imperialismo é isso ai. Por ouro lado, o episódio deixa claro que falta nos faz, neste momento, o exercício pleno da soberania nacional.



Escrito por Cid Benjamin às 11h22
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta sexta-feira

- Globo: Extremistas palestinos tomam o poder

- JB: Conchavo perde por um voto

- Folha: Hamas vence eleições palestinas

- Estadão: Hamas surpreende e vence eleição palestina

- Correio Braziliense: Servidores terão reajuste de 16% a 45%



Escrito por Cid Benjamin às 11h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




Traições à vista

Com a aprovação do vale-tudo eleitoral nos estados, o PT que se prepare. Lula vai atropelar as seções regionais do partido na tentativa de montar seu palanque eleitoral.

No Rio, Vladimir Palmeira que ponha as barbas de molho. Crivela está aí mesmo. Já foi sintomático que estivesse todo pimpão ao lado do presidente no recente carnaval organizado pelo PT para comemorar a liberação de verbas para um hospital na Baixada Fluminense.

Vladimir não foi ao evento.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h15
[   ] [ envie esta mensagem ]




Caciques tucanos se inclinam para Serra

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, eleitor qualificado na disputa interna para escolher o candidato do PSDB, disse que caberá ao povo definir o nome do tucano que disputará a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva. “Se o povo quiser”, disse ele. “Serra será candidato.”

Foi a maneira delicada de dizer que, a julgar pelas pesquisas de opinião, o povo quer que o adversário de Lula seja Serra.

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), encerrou o debate em torno da disposição de Serra de concorrer à Presidência: “Claro que ele é candidato”. Para Tasso, não é necessário que Serra se apresente explicitamente como pré-candidato.



Escrito por Cid Benjamin às 11h12
[   ] [ envie esta mensagem ]




Palocci na CPI

Como sempre, o ministro da Fazenda foi poupado pela oposição e não perdeu a calma. Mesmo diante de situações difíceis, soube manter o tom de voz e passar a sensação de segurança. O que é difícil entender por que a oposição insiste em levar Palocci para depor na CPI e, na hora agá, o cobre de salamaleques.



Escrito por Cid Benjamin às 11h10
[   ] [ envie esta mensagem ]




Paloci na CPI – II

O ministro da Fazenda insistiu em dizer que não tem mais contato com seus ex-assessores na prefeitura de Ribeirão Preto, que hoje o acusam de corrupção. Tudo bem. Mas é uma situação tipo batom na cueca haver mais de duas mil ligações de seu secretário particular, Ademirson Ariovaldo, para Ralf Barquete e Vladimir Poleto. Num só dia, foram 21 ligações. Nem adolescente encantado com a primeira namorada telefona tanto para ela.



Escrito por Cid Benjamin às 11h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




Inimigo interno

Do Painel da Folha de hoje:

 

Arquiteto da ida de Antonio Palocci à CPI dos Bingos, Tião Viana irritou-se com a intervenção do também petista Aloizio Mercadante ao final do depoimento, acusando a oposição de oportunismo. "Costurei a semana toda e ele vem e faz isso?", lamentou-se para Heloisa Helena.

 

Mercadante continua o mesmo. Capaz, inteligente e, às vezes, brilhante. Mas vaidoso, imaturo e com pouca sensibilidade política.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h08
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta quinta-feira

- O Globo: Câmara libera vale-tudo para alianças eleitorais

- JB: Toda aliança está liberada

- Folha: Câmara aprova criação da Super-Receita

- Estadão: Câmara libera todas as alianças de partidos

 



Escrito por Cid Benjamin às 15h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




Andarilho nu mata morador

Esta é do kibeloco.

Um homem, conhecido como "Baixinho", que freqüentemente caminhava nu pela zona sul de São Paulo, matou na noite de ontem a facadas um morador e feriu outro de uma habitação coletiva da região durante uma discussão.
"Baixinho" está foragido.

***
A pergunta que não quer calar é: onde ele guardava a faca?



Escrito por Cid Benjamin às 15h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




MST coletará assinaturas para Dirceu?

Diante da notícia abaixo, do blog do Josias de Souza, na Folha, fiquei intrigado e perguntei ao meu irmão, César Benjamin, que tem fortes ligações com o MST, se ele sabia de algo. Sua resposta vai no pé da nota do Josias, que transcrevo.

 

Antes de viajar para a Venezuela, José Dirceu (PT-SP) reuniu-se com o grupo de advogados que o assessora numa iniciativa que considera “prioritária”: a articulação de um projeto de lei de anistia, para anular os efeitos da cassação do seu mandato. O ex-ministro, que teve o mandato podado pelo plenário da Câmara em dezembro, move-se em duas frentes, a jurídica e a política.

No front jurídico, pediu aos advogados que apressem os estudos sobre a viabilidade do projeto. Na frente política articula a coleta de pelo menos um milhão de assinaturas de apoio à proposta, que chegaria ao Congresso como uma proposição de iniciativa popular. O grosso das assinaturas será coletado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Dirceu revelou aos amigos que já conversou a respeito do assunto com o principal líder do MST, João Pedro Stédile. A julgar pelo que disse o ex-ministro, Stédile teria se comprometido a obter as assinaturas. O ex-deputado tem pressa.

Embora parlamentares petistas tenham aconselhado Dirceu a adiar a apresentação do projeto para 2007, depois da posse da nova legislatura, o ex-ministro avalia a hipótese de levá-lo ao Congresso ainda no primeiro semestre de 2006. Aguardaria apenas o término do trabalho das duas CPIs ainda inconclusas: a dos Correios e a dos Bingos.

Na opinião de Dirceu, os relatórios finais das CPIs podem até mencionar o seu nome, mas não trarão nada de novo que possa incriminá-lo. Avalia que ficará demonstrado que não teve envolvimento pessoal com os fatos que provocaram a derrocada moral do PT. E partiria para o contra-ataque.

O plano inicial de Dirceu era pedir a um parlamentar petista que encampasse o projeto de anistia. Desistiu. Acha que uma proposta “nascida da sociedade”, com mais de um milhão de assinaturas, teria mais peso político. A eventual aprovação antes de junho devolveria a Dirceu os direitos políticos, cassados até 2015. Seu sonho é o de concorrer a uma cadeira de deputado federal já nas próximas eleições.

Os advogados de Dirceu já identificaram no histórico do Congresso um precedente de anistia. Mas o exemplo não deixa o ex-ministro em boa companhia. Trata-se de um caso ocorrido em 1995. O beneficiário foi o então senador Humberto Lucena (PMDB-PB). Dirceu pediu o aprofundamento da pesquisa, para tentar identificar outros exemplos.

Lucena usara a Gráfica do Senado para imprimir material de campanha. Foi punido com a perda do mandato pela Justiça Eleitoral. Acusaram-no de "improbidade administrativa". O Congresso avaliou na ocasião que a pena fora desproporcional ao delito. E anulou a cassação, anistiando Lucena. O projeto de anistia foi sancionado pelo presidente de então, Fernando Henrique Cardoso.

 

Aqui, a resposta de César: 

O João Pedro (Stédile), sistematicamente, nega esse tipo de notícia. Nesse caso, parece-me mesmo um factóide do Dirceu. Não consigo imaginar o MST nesse tipo de mobilização.

César

 



Escrito por Cid Benjamin às 15h08
[   ] [ envie esta mensagem ]




Faixa Livre

Estou cobrindo as férias de Paulo Passarinho como âncora do programa Faixa Livre, das 9h às 10h30, de segunda a sexta, na Rádio Bandeirantes (AM 1360). O programa tem uma hora e meia dedicada a política (principalmente nacional), com entrevistas e comentários sobre os temas mais relevantes do dia. Vale a pena conferir.  

Escrito por Cid Benjamin às 15h01
[   ] [ envie esta mensagem ]




Uma noite no pescoção do Globo - I (de Cid Benjamin)

Este texto, de minha autoria, fará parte de uma coletânea de histórias passadas em redações de jornal, que está sendo preparada pelo meu grande amigo José Sérgio Rocha.

 

O pescoção é uma das coisas mais chatas no jornalismo. Ele nos obriga a uma segunda jornada de trabalho. E, no caso de jornais diários, essa segunda jornada começa na noite de sexta-feira, quando já se trabalhou a semana inteira.

Sim, aquele jornal de domingo que você compra nos sinais de trânsito no início das tardes de sábado foi fechado no pescoção. É o primeiro clichê da edição de domingo. Além de ser vendido em bancas e nas ruas na tarde de sábado, no domingo ele vai para outros estados e para o interior do estado. Uma pequena equipe de plantão, que trabalha no sábado, faz as atualizações para o segundo clichê - a edição que os assinantes vão receber em suas casas e as bancas do Rio vão oferecer no domingo de manhã.

No pescoção, todo mundo está cansado. E cada um reage à sua maneira. Há os que ficam com os nervos à flor da pele, prontos a explodir diante de qualquer problema. Há os que têm ataques de bobeira e, por nada, caem no riso. Há os relaxados, que sabem que já perderam a noite de sexta-feira, e não estão com a menor pressa para ir embora. E há, também, os que têm outro tipo de estresse, pois ainda fazem planos para pegar o fim de uma festa ou encontrar uma namorada compreensiva.

Certa vez no Globo, em meados dos anos 90, um colega que trabalhava comigo na editoria de política e era muito querido na redação chegou para trabalhar numa sexta-feira com a cabeça quase raspada. Não era máquina zero, mas devia ser coisa próxima. E, só aí se viu, sua cabeça tinha um formato estranho.

Durante o expediente normal, isso passou despercebido. Ninguém fez qualquer comentário.

Mas pescoção é pescoção. Nunca se sabe o que ele nos reserva.

Lá pelas tantas, depois da meia-noite, com todo mundo já caindo pelas tabelas, começaram a se ouvir gritos – “Zé do Ovo!” - vindos da editoria de esportes, que era separada da nossa apenas por uma estante com livros e revistas.

No início, ninguém entendeu, nem deu bola. Parecia alguma maluquice de pescoção. Só nos demos conta do que se passava quando nosso colega de editoria começou a responder: “Zé do Ovo é tua mãe!”.

Os provocadores da editoria de esportes sentiram que estavam atingindo o objetivo e aumentaram a pressão. Multiplicaram-se, então, os gritos: “Zé do Ovo”, “Zé do Ovo”. E cada vez numa entonação diferente: ora em voz de falsete, ora num vozeirão.

Houve até um momento em que os gritos cessaram. Todos achamos que o pessoal do esporte, tendo que fechar a edição de domingo (que sempre é maior do que a dos dias de semana), tinha se dado por satisfeito. Mas qual! Depois do silêncio de uns bons 15 minutos, quando já estávamos quase esquecidos dele, voltou o coro: “Zé do OOOOOvooooooo!”.

A essa altura, nosso colega já respondia com os palavrões mais cabeludos que conhecia.

Na editoria de política, por dentro todos ríamos da situação. Mas mantínhamos discrição. Primeiro, para demonstrar solidariedade com a vítima, nosso colega. Depois, porque temíamos ser, também, alvos de um passa-fora dele.

Foi quando a sub-chefe da editoria, uma jovem senhora não muito querida pela maioria de nós, deu um berro: “Olha essa matéria que chegou. Na ocupação de uma fazenda em Alagoas o líder dos sem-terra é o João do Ovo. Deve ser primo do Zé!”

(continua)



Escrito por Cid Benjamin às 07h19
[   ] [ envie esta mensagem ]




Uma noite do pescoção do Globo - II

Continuação

 

O tempo quase fechou. Nosso colega levantou-se, foi até o computador da moça e - bufando, vermelho e de dedo em riste - disse: “Ponha-se no seu lugar. Não se atreva a brincar comigo, porque não vou com a sua cara. Só pode me sacanear quem é meu amigo. E não é o seu caso”.

A jovem senhora tentava argumentar, dizendo que tudo não passava de uma simples brincadeira, o que só piorava a situação. Nosso amigo a interrompia, cada vez mais furioso: “Cala essa boca!” Isso tudo em altos brados.

Mesmo numa redação grande, como a do Globo, quase todo mundo ouvia o fuzuê.

A essa altura, o pessoal do esporte já não sabia se ria ou se fazia de morto. O resto da redação simplesmente olhava intrigado, sem entender muito bem o que se passava.

Como a coisa não se acalmava, cheguei a temer que meu amigo partisse para a violência física e acabasse dando uma porrada na desafeta. Tratei de separar os dois, ao mesmo tempo em que pedi a interferência do editor. Este último, uma doce figura e um apaziguador por natureza, até então não sabia se se metia na história ou se fingia que não estava vendo nem ouvindo nada.

Explica-se: como quase todo mundo na editoria, ele era amigo do “Zé do Ovo” e não gostava da editora-adjunta, posta no cargo por relações de amizade que tinha no aquário (para os não iniciados, aquário é a palavra que designa a chefia da redação).

Findo o barraco, nosso editor mandou os dois contendores para casa esfriar a cabeça.

Depois que saíram, todos rimos a não mais parar, rememorando cada lance do episódio. Um importante colunista do jornal, que trabalhava num terminal próximo aos da nossa editoria, ria tanto que chegava a chorar, repetindo “Zé do Ovo”, “Zé do Ovo”.

Mas a história acabou mal. Na segunda-feira, a jovem senhora chegou mais cedo ao jornal, foi queixar-se no aquário e sem ao menos conversar com o responsável pela editoria, pediu a cabeça do seu desafeto.

Quando chegamos todos – inclusive o editor e Zé do Ovo – este último já estava demitido.

Houve um enorme mal-estar, que certamente contribuiu para que a moça, que já não tinha um ambiente muito bom entre nós, saísse do jornal pouco tempo depois.

O fim triste da história não impede que, até hoje, quando encontro meu irmão Zé Sérgio Rocha, o saúde com o grito: “Zé do Ovo!”.

Não sei por ser meu grande amigo ou por já ter se acostumado com a sacanagem, ele recebe o chamamento sempre com uma risada gostosa.

Grande Zé do Ovo!

Escrito por Cid Benjamin às 07h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes de hoje, quarta-feira

O Globo – Lula não dobra mínimo mas dá maior aumento em 20 anos

 

JB – Lula morde e sopra – Mais salário e menos imposto

 

Folha – Mínimo sobe para R$ 350 em abril

 

Estado – Mínimo vai para R$ 350 em abril e IR terá correção de 8%



Escrito por Cid Benjamin às 06h59
[   ] [ envie esta mensagem ]




Lula acusa PT de atrapalhar sua candidatura

Do blog do Josias de Souza, na Folha.

 

Em diálogo que manteve com um de seus assessores na noite desta terça-feira, Lula revelou-se “decepcionado” com o seu partido. Mostrou-se irritado com a decisão da bancada do PT na Câmara de votar contra a queda do princípio da verticalização. Falou em timbre de desabafo. Disse que às vezes tem a impressão de que o PT não deseja que ele seja candidato à reeleição. Além de “não ajudar”, disse ele, o partido ainda “atrapalha”.

Lula insinuou que a ação do partido seria deliberada. Ante uma intervenção de dúvida de seu interlocutor, o presidente emendou: se não for de propósito, é por burrice, o que é pior. Partidos como PC do B, PSB, PL e PTB condicionam a formalização de uma aliança em torno da candidatura Lula ao fim da verticalização. Daí a irritação do presidente.

Lula prometera a líderes de legendas aliadas que se empenharia pessoalmente para reverter a tendência da bancada do PT, majoritariamente contrária à queda da verticalização. Ele manifestou sua posição ao presidente do PT, Ricardo Berzoini, e aos líderes do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). De nada adiantou.

Reunidos nesta terça-feira, os deputados petistas mantiveram a decisão de votar contra a emenda constitucional que prevê o fim da verticalização. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP) pretende submeter a proposta à deliberação do plenário nesta quarta-feira. O Planalto tenta adiar a votação.

O princípio da verticalização entrou em vigor nas eleições de 2002. Obriga os partidos a repetir nos Estados a mesma aliança feita no plano federal. A regra foi instituída com o objetivo de estimular a coerência partidária. A maioria dos partidos entende, porém, que a lei é prejudicial aos seus interesses eleitorais. Impede que sejam costurados nos Estados alianças mais convenientes à realidade local.

Legendas menores, como PSB, PC do B e PPS, enfrentam uma dificuldade adicional: a cláusula de barreira. Precisam obter pelo menos 5% dos votos do eleitorado. Sob pena de perder uma série de regalias no Congresso. Entre elas o direito de participar do conselho de líderes e de indicar membros para as comissões permanentes da Casa.

Vem daí o desejo desses partidos de derrubar a verticalização. Acham que não podem se dar ao luxo de limitar a formalização de alianças que lhes pareçam eleitoralmente favoráveis nos Estados. Entre as legendas maiores, além do PT, só o PSDB manifesta-se a favor da preservação da regra. PMDB e PFL vão a favor da emendas constitucional.

Na opinião de Lula, a intransigência do PT é “irracional”. O presidente acredita que, com ou sem verticalização, os partidos vão estabelecer nos Estados as alianças que bem entenderem. A manutenção da lei, argumenta o presidente, pode dar uma aparência de traição aos pactos firmados nos Estados, mas não irá impedir que eles aconteçam.

Reunido com líderes partidários nesta terça, Lula disse que, no que lhe diz respeito, só tem interesse por alianças "sinceras". Algo que, na sua opinião, não será assegurado por "nenhuma lei". Não deseja forçar ninguém a segui-lo. Acha que as alianças devem ser "voluntárias". Mas, uma vez decididas, devem não podem comportar a "bigamia".

 

Diferentemente da maioria, não acho favas contadas que Lula dispute a reeleição. Apesar de ter comportamento de candidato, não vai concorrer se achar que perde. Caso esteja mal nas pesquisas ou não consiga montar um arco de alianças amplo, vai desistir e culpar o PT.  

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h58
[   ] [ envie esta mensagem ]




Dirceu não vai mais "contar tudo"

Verdade que só se deve falar na Veja para espinafrá-la, mas esta nota, da coluna Radar da revista, tem tudo para ser verdadeira. Há mais ou menos um mês eu postei uma nota neste blog dizendo que duvidava que José Dirceu fosse "contar tudo" em seu livro de parceria com Fernando Moraes. Na ocasião, disse eu que se ele fizesse isso se tornaria réu confesso.  

"Subiu no telhado o livro de José Dirceu em parceria com Fernando Morais. Nele, Dirceu relataria seu período de trinta meses como chefe da Casa Civil. A ameaça implícita era a de "contar tudo". Agora, o plano da dupla é dizer que o livro será adiado – e sair de fininho do assunto até que ele morra. Dirceu, aliás, encontrou-se sigilosamente com Lula na quinta-feira passada. Não se viam havia vários meses."



Escrito por Cid Benjamin às 06h48
[   ] [ envie esta mensagem ]




O governo Lula fracassou na reforma agrária - artigo de José Juliano de Carvalho Filho

O artigo abaixo foi publicado no boletim do MST. Seu autor é professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (USP). Trabalhou na elaboração do Plano Nacional de Reforma Agrária e é dirigente da Associação Brasileira da Reforma Agrária (ABRA).

Controvérsia sobre números não é novidade quando se trata de reforma agrária. Quem acompanha a política agrária no Brasil deve se lembrar de várias situações em que este fato ocorreu. Chegou a vez do governo Lula.

No governo Figueiredo, final do período ditatorial, houve controvérsia sobre os números da reforma. Naquela época, final de 1984, foi oficialmente anunciada a emissão do milionésimo documento de titulação de terra. O governo de então apontava este fato como evidência de que estava em curso no país o maior programa de reforma agrária do mundo.

Leia a íntegra do artigo em http://www.mst.org.br/informativos/mstinforma/mst_informa107.htm

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




Os grandes lábios da prochaska

Esta deliciosa história, já clássica no jornalismo brasileiro, foi relembrada recentemente por Mário Marona em seu blog. Vale a pena conhecê-la.

 

Para quem não conhece a origem da expressão "fecha na prochaska":
A TV Bandeirantes cobria um baile de carnaval no início da década 80 e estava preocupada em não cometer excessos na exibição de imagens de mulheres nuas. Os repórteres da tevê eram Otávio Mesquita e a atriz Cristina Prochaska e, sempre que entravam com um flash ou entrevista — daquelas em que sempre se pergunta "e aí, muita alegria?" — acontecia o inevitável: mulheres próximas, em cima das mesas, se despiam e rebolavam para a câmera.
Num desses momentos, quanto Cristina entrevistava um folião mais ou menos célebre ("E aí, muita alegria?"), uma gostosona logo atrás tirou o sutiã e o câmera, excitadão, deu um close naquele enorme par de peitos. O diretor de TV, irritado e preocupado com a censura, gritou para o câmera, pelo ponto eletrônico, mas por uma falha técnica sua voz vazou para a transmissão:
— Fecha na Prochaska, fecha na Prochaska! — ordenou, pedindo que o cinegrafista voltasse a câmera para a repórter.
O infeliz, no entanto, interpretou livremente a expressão Prochaska, baixou a câmera abaixo da cintura da foliã exibicionista e tascou um close na, digamos, "prochaska" da moça, que a essa altura também estava com os grandes lábios de fora.
E desse dia em diante, "prochaska" passou a ser uma das centenas de designações para aquela parte do corpo feminino que a maioria dos homens - e cada vez mais muitas mulheres - adoram.

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h41
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta terça-feira

- Globo: Força-tarefa caça quadrilha do aeroporto que assalta turistas

- JB: Morte ronda as estradas

- Folha: Juro faz dívida interna crescer R$ 141 bi

- Estadão: Dívida pública cresce 21% em um ano

- Correio Braziliense: Empreiteira amiga fatura sem licitação

Escrito por Cid Benjamin às 13h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




Semana decisiva I

Esta semana será decisiva para que comecem a se desenhar as alianças na eleição presidencial. Amanhã entra finalmente em votação a emenda que põe fim à verticalização. Os que defendem e emenda garantem que, se houver 490 deputados em plenário, ganham.

Só depois de definidas as regras do jogo - e, dentre as que estão pendentes, esta é a mais importante - a costura das alinças vai começar para valer.

Defendem a verticalização PT e PSDB. Assim mesmo, Lula quer acabar com ela. Acha que, sem verticalização, tem aumentadas suas chances de compor uma frente mais ampla em apoio à sua candidatura.

Todos os demais partidos querem derrubar essa norma, para se comporem conforme seus conveniências nos estados.

A combinação desses dois fatores pode reservar uma surpresa desagradável para Vladimir Palmeira, candidato do PT ao governo do Rio. Na melhor das hipóteses, Lula terá dois palanques no estado. Na pior, negociará sua candidatura para obter mais apoio no plano nacional.  

Há mais um problema adicional: a Constituição determina que não se pode mudar as regras eleitorais a menos de um ano do pleito. Ou seja, se cair a verticalização, certamente haverá recurso ao Supremo.

 



Escrito por Cid Benjamin às 13h07
[   ] [ envie esta mensagem ]




Semana decisiva II

Esta semana será decisiva para que comecem a se desenhar as alianças na eleição presidencial. Hoje a executiva do PMDB decide se haverá ou não prévia para escolher o candidato do partido e se ela será em março ou em maio. Caso não haja prévia, a decisão virá somente em junho, na convenção do partido.

São dois os candidatos: o ex-governador e secretário estadual Anthony Garotinho e o governador gaúcho Germano Rigotto. A decisão de adiamento não modifica os planos de Rigotto, que pode se desincompatibilizar e ser à reeleição no Rio Grande do Sul, caso não seja escolhido candiato do PMDB a presidente. Mas para Garotinho é importante que a prévia seja em março, pois a governadora Rosinha terá que sair do governo se seu marido, não sendo candidato a presidente, resolver candidatar-se a deputado ou a senador.


 



Escrito por Cid Benjamin às 12h55
[   ] [ envie esta mensagem ]




Frossard, o III Reich e os deficientes físicos

A deputada federal Denise Frossard (PPS-RJ), candidata ao governo do Rio, como relatora de um projeto de lei que pune a discriminação de portadores de deficiência e doenças estigmatizantes, escreveu coisas dignas de um dirigente do III Reich. Vejam um exemplo:

"A deformidade fere o senso estético do ser humano. A exposição em público de chagas e aleijões produz asco no espírito dos outros, uma rejeição natural ao que é disforme e repugnante."

 

O trecho acima foi escrito e assinado pela deputada, no relatório em que manifesta sua posição contrária ao projeto que prevê punião aos que discriminarem deficientes. Posteriormente, ela se desculpou, mas esta é uma situação em que a autocrítica não apaga o que foi dito. Se Frossard for mesmo candidata ao governo, com certeza esssas suas considerações serão lembradas na campanha.



Escrito por Cid Benjamin às 12h49
[   ] [ envie esta mensagem ]




A mentira como gazua - artigo de Milton Temer

Atentem para este episódio registrado por Tarcisio Holanda no livro editado pela Câmara dos Deputados, “O Congresso em meio século”, com a transcrição das memórias do seu burocrata-mor, e assessor principal de uma série de presidentes da Casa, Paulo Affonso Martins de Oliveira.  Tratava-se da  votação da Emenda 9, pela qual Castelo Branco traía o compromisso firmado com o PSD, após o golpe de 64. E prorrogava seu mandato por um ano, suprimindo a eleição direta prevista para 65, para a qual já estavam postas as candidaturas de JK e Lacerda.

Paulo Affonso auxiliava na chamada nominal da votação, cujo quorum deixou de ser alcançado por um único voto, o que obrigaria o arquivamento da proposta, no conseqüente encerramento da sessão então conduzida por Auro de Moura Andrade. Que a encerrou.

Aí, abre-se o espaço para a torpeza. Daniel Kruger vai buscar um deputado inexpressivo que entra no plenário, clamando pela reabertura da sessão. Estaria no banheiro, onde tinha ido avisando antecipadamente Paulo Affonso. Auro pede confirmação. Paulo Affonso sabia tratar-se de mentira. Mas alega ter ouvido uma voz, com a sugestão marota: “confirma, ou o Congresso será fechado”. Confirmou o blefe, e deu cobertura à vilania de Auro na reabertura da sessão que “legalizou” a primeira escalada de um dos mais cruéis períodos autoritários de nossa história.

Recuperar este momento trágico vale para duas assertivas. A primeira: louvar Tarcisio Holanda, como repórter-entrevistador de alta qualidade. A segunda: dizer que mudamos quase nada do período autoritário aos dias atuais.

No governo institucionalmente democrático conduzido por um ex-líder sindical combativo, transformado lamentavelmente em homem de confiança do capital financeiro multinacional e de seus parceiros locais, o compromisso com a verdade continua não sendo o paradigma de comportamento.

Está aí o hóspede privilegiado do Planalto a desmentir, ostensiva e diariamente, sua falaciosa afirmação de incerteza quanto a candidatar-se à reeleição. Até esqueleto de obra  inacabada de hospital vale como mote para discurso em ambiente de claque favorável, como no ato eleitoreiro de sábado, na Baixada Fluminense.

Estão aí, se sobrepondo uns aos outros,  os indícios de evidente comprometimento do presidente da República em toda a lambança em que o seu governo e seu partido se viram mergulhados a partir do rompimento do pacto de aliança prioritária com Roberto Jefferson. E o que se ouve da parte do presidente da República, cuja relação histórica de comando rigoroso sobre os quadros dirigentes do partido é incontestável? Nunca soube de nada. Foi traído por desinformação. Sem tremer um músculo da face, como se qualquer porta da sede do partido não soubesse de seu absoluto controle sobre tudo o que se passava ali dentro.

Estão aí se sobrepondo os balanços econômicos, como evidências chocantes de quem são os atuais aliados de fé do governo Lula e do PT. Pode ser que setores do capital industrial, atolado nos juros mais altos do mundo, façam restrições. Mas perguntem que opinião têm os Setúbal e demais grandes banqueiros sobre o presidente com “cara de povo”? Perguntem quem eles preferem ver vitorioso em outubro; se Lula ou se Serra. E nem é necessário colocar a Senadora Heloisa Helena na comparação, porque aí vira provocação. É Lula, e o “neolulismo”,  que eles não cessam de festejar.

E não seria para menos. Basta fazer uma análise dos últimos dados da Receita. Dos R$ 364 bilhões da arrecadação-recorde de 2005, as fontes mais pródigas são o imposto de Renda e a Cofins (Financiamento da Seguridade Social). Mas é preciso recorrer a microscópio para conhecer a dimensão do Imposto sobre Operações Financeiras, tal a sua insignificância porcentual, comprovando que paga quem trabalha para que haja pródiga isenção aos que especulam, mas dão aval de “bom comportamento”. Aliás, no alto índice de recolhimento da Cofins, uma outra mentira fica exposta: a do “déficit” da Previdência. São R$ 87 bilhões, surrupiados aos aposentados, ao “povo pobre”, para serem acrescentados ao inaceitável superávit, com o qual, por conta de sua destinação exclusiva ao pagamento de juros da dívida, os banqueiros não cessam de encher as burras particulares.

Que a campanha eleitoral venha logo. É o tempo ideal para a denúncia das mentiras, e a apresentação das alternativas – todas, palavras femininas, repararam? – que o povo aguarda ansioso na próxima eleição presidencial.

Publicado no JB em 24-1-2006



Escrito por Cid Benjamin às 12h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




Serra em 2006 - artigo de Paulo Nogueira Batista Jr.

Quais são as chances de Serra em 2006? O caso é curioso. Ele talvez tenha mais dificuldade de sair candidato do que de vencer as eleições presidenciais.

Aparentemente, o prefeito de São Paulo suscita resistências expressivas no campo econômico-financeiro. É considerado independente demais. O "establishment" nacional e internacional tem dúvidas a seu respeito.

Os donos do poder cultivam certos hábitos e procedimentos, que estão razoavelmente consolidados. A sua preferência é por políticos anódinos, facilmente controláveis, que não tenham opinião formada ou conhecimento próprio sobre questões econômicas. Não basta ser tucano para inspirar confiança.

Comentário que circula no famigerado mercado: "Agora é o Serra quem tem de escrever uma "Carta ao Povo Brasileiro'". Não sei se o leitor lembra desse antecedente desprimoroso. Durante a campanha de 2002, como parte de um amplo esforço para se mostrar confiável e inofensivo, Lula assinou uma "Carta ao Povo Brasileiro". A tal carta recitava uma série de obviedades, mas foi interpretada politicamente como "sinal de maturidade" do candidato e como garantia de que a política macroeconômica não seria alterada. Passou a ser conhecida como "Carta aos Banqueiros".

No final do ano passado, antes de participar de um debate sobre política econômica, resolvi reler a "Carta aos Banqueiros". Não vale a pena. Mas quem quiser pode encontrá-la num site chamado "Bote Fé e Clique Lula" (sic). Detalhe cômico: o site também traz a versão em inglês: "Letter to the People of Brazil". Quando mencionei isso no debate, alguém da platéia gritou: "Essa é a original!".

Serra faria o mesmo papelão? Bem. Sou um brasileiro escaldadíssimo, como todos. Até prova em contrário, temos que desconfiar de qualquer político. Desde 1986, o brasileiro foi submetido ao que talvez seja a mais longa e variada lista de engodos eleitorais da história política mundial. Mas, como não há vida sem esperança, continuamos procurando uma saída.

Sabe-se que o prefeito de São Paulo não é adepto da sabedoria econômica convencional. Ao contrário, desde os tempos de Fernando Henrique Cardoso, Serra tem sido um adversário persistente, dentro e fora do governo federal, do que passa por ortodoxia econômica no Brasil. Nos últimos dias, voltou a repetir as suas críticas às políticas de juros e de câmbio do governo Lula, que são, como se sabe, essencialmente as mesmas do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Serra conseguiria mudar a política econômica? A capitulação do governo Lula nesse terreno espalhou desânimo. Muitos se convenceram de que não existem alternativas politicamente viáveis. Segundo essa interpretação, o esquema de poder financeiro vigente seria fortíssimo e não haveria como alterar a orientação da política econômica sem sofrer pesadas represálias do mercado. A Fazenda e o Banco Central estariam, para todos os efeitos práticos, fora do alcance do eleitorado. Existiria, em suma, uma espécie de ditadura financeira.

O argumento seduz muita gente, mas nunca me convenceu. Basta olhar para o resto do mundo. São poucos os países importantes tão enquadrados como o Brasil. A política monetária do Banco Central, por exemplo, é uma aberração sem paralelo. Não por acaso, o Brasil tem crescido bem menos do que a maioria das demais economias emergentes. Segundo estimativas da Cepal, entre todos os países latinoamericanos, só o Haiti cresceu menos do que o Brasil em 2005!

O grupo de políticos brasileiros que chegou ao poder em janeiro de 2003 se caracterizava por uma combinação impressionante de despreparo e oportunismo. Nem tentaram mudar a política econômica. Foi uma capitulação sem luta.

Com alguma competência e coragem, é perfeitamente possível reorientar a economia brasileira e recolocá-la na rota do desenvolvimento.

Publicado na Folha de S.Paulo em 19-1-2006



Escrito por Cid Benjamin às 12h41
[   ] [ envie esta mensagem ]




Mistura de Zico com Heleno de Freitas?

Nestor Curbelo é um grande amigo uruguaio que foi meu vizinho em Estocolmo, Suécia, onde vivi o período final dos meus dez anos de exílio. Sabendo que Néstor é um profundo conhecedor de futebol, pedi-lhe informações sobre a mais nova contratação do Flamengo, o também uruguaio Peralta. Como se poderá ver, de tédio, nós, flamenguistas, não morreremos.
 
Caro Cid:

Peralta tiene magia. Y la tiene en los dos pies. De pequeño, por una apuesta realizada a unos amigos, jugó durante un año con su pierna izquierda siendo que es diestro natural. Así, emplea los dos pies igual. Tiene una gran habilidad con la pelota, puede jugar por los dos lados del ataque, puede ser media punta, puede ser 10. Peralta es uno de los más grandes jugadores de fútbol del mundo, sin hipérbole. Pero tiene un problema. Lo que Dios le dio en los pies, se lo quitó de la cabeza. Tiene el cerebro de un mosquito. Carece de disciplina y, como a todos, le gustan las cosas hermosas de la vida: la noche, las copas, las mujeres, la música. Además, agrega a su personalidad otra inconveniencia: es un tipo violento. Ha sido expulsado de partidos que el equipo iba ganando cómodo y, faltando cinco minutos, con un 4 a 0 a favor, va y pega una patada en la cabeza de un rival. Llega tarde a los entrenamientos y es poco profesional, no entrena a la par de sus compañeros. Eso hace que en los grupos caiga mal. Todos esos factores lo llevaron a que lo echaran por la puerta de atrás en Nacional y de la selección uruguaya. Futbolísticamente es mas que Recoba, pero no tiene cabeza. Si se junta con Romario y salen de noche, van a tener que sacar al Ejército a la calle...

Técnicamente es impecable. Te decía que maneja los dos pies por igual. No es alto, pero tiene - o tenía - potencia. Es joven. Tiene panorama de cancha, pasa bien en largo y en corto, tiene velocidad física y mental, le pega muy bien a la pelota quieta o en movimiento y con los dos pies, repito. También driblea con los dos pies. Eso sí, no hace sacrificios, pierde la pelota y no corre al rival ni para molestarlo. No puede con el diablo. Pero es un gran jugador fracasado: jugó en Nacional, en España, en Italia y en Suiza. En ningún lado lo pudieron aguantar. Ojalá en Flamengo se le arregle la cabeza porque, en verdad, es un artista.

Bueno, eso. Prendan velas para que se enderece, pero lo dudo.

Un abrazo. Néstor

Acho que vou seguir o conselho de meu velho camarada Néstor e acender umas velinhas.



Escrito por Cid Benjamin às 12h39
[   ] [ envie esta mensagem ]




- O Globo: Evo Morales assume Bolívia e tranqüiliza estrangeiros

- JB: Distorções eleitorais contaminam a Câmara

- Folha: 'EUA pisam no nosso calo', diz Amorim

- Estadão: Governo mostra gasto em obra que nem existe

 



Escrito por Cid Benjamin às 07h09
[   ] [ envie esta mensagem ]




Coisas estranhas

Em relação a essa última pesquisa do Ibope, foi muito estranho que a IstoÉ não divulgasse os resultados do segundo turno, como se comentou fartamente.

Mas a pesquisa permitiu que se visse, também, as preferências do Globo e da Folha em relação aos pré-candidatos do PSDB. Numa pesquisa em que a notícia mais importante era que Lula tinha voltado a vencer Serra no primeiro turno, a Folha preferiu destacar que Serra está bem melhor do que Alckmin; e O Globo deu ênfase a um levantamento que fez e mostrou que a maioria da bancada tucana no Congresso acha Alckmin o melhor candidato.



Escrito por Cid Benjamin às 07h07
[   ] [ envie esta mensagem ]




Em defesa de Espinoza

Nota do Painel da Folha, dia 20:

Sombra de Lula
Governista procurou a oposição na CPI dos Bingos em busca de acordo para evitar devassa de mais amigos do presidente. Próximo alvo é José Carlos Espinoza, ex-segurança de Lula.

 

Conheço Espinoza. Embora ele seja amigo de Lula, para mim seria uma enorme surpresa vê-lo metido nas lambanças de Delúbio, Okamotto e cia. 



Escrito por Cid Benjamin às 06h59
[   ] [ envie esta mensagem ]




Botando a mãe no meio

Muitos leitores reclamam da falta de cuidado com que são feitos os jornais. Pois bem, semana passada, a Folha de S. Paulo publicou na primeira página a seguinte legenda, sob a foto que registrava a prisão do advogado Marcus Valérius (não confundir com o publicitário carequinha amigo do Delúbio): "O advogado Marcus Valério é preso na CPI dos Correios por desacato, ao sugerir quebra do sigilo da sua mãe".

Claro que o jornal não queria botar a minha mãe no meio, ao escrever "quebra de sigilo de sua mãe", mas dizer: "O advogado Marcus Valérius é preso ...ao sugerir quebra do sigilo da própria mãe".

 



Escrito por Cid Benjamin às 06h56
[   ] [ envie esta mensagem ]




Servidão voluntária - artigo de Léo Lince

O artigo abaixo é do sempre lúcido Léo Lince, integrante do PSol e assessor do deputado Chico Alencar.

 

Paulo Nogueira Batista, o economista diferente que aprecia Nelson Rodrigues, escreveu não faz muito um artigo que deve ser registrado como um aviso de incêndio. O seu tema foi a estranha decisão do governo brasileiro de antecipar o pagamento ao Fundo Monetário Internacional de uma dívida que só venceria mais adiante. Uma quantia bestial de dinheiro: 15,5 bilhões de dólares. Mudou de mão, de uma sacada só, quase um quarto das nossas reservas internacionais

Em primeiro lugar, ele estranhou não ter lido, na grande imprensa brasileira, nenhuma crítica ou ressalva a essa decisão. O coral dos contentes aplaudiu e a cidadania, em torpor, conservou aparente indiferença. Depois, arriscou números que mostram de maneira categórica a imprudência da decisão. Como a recomposição das reservas se faz pela colocação de títulos públicos no exterior e de títulos da dívida mobiliária federal dentro do país, nos dois casos com juros muito maiores, o que aconteceu na realidade foi uma roubada. Para gáudio do patronato financeiro, trocamos reservas baratas por reservas caras.

Leia a íntegra do artigo em http://www.chicoalencar.com.br/chico2004/artigos_do.php?codigo=289



Escrito por Cid Benjamin às 06h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




A namorada de Ronaldo e o número nove

Esta é da nova namorada do Ronaldo, a Raica. Quando perguntaram se ela tinha desfilado na São Paulo Fashion Week com a camisa número nove para homenagear o namorado, ela disse que nem sabia que ele jogava com esse número na camisa. Então por que o nove, Raica? E ela respondeu: "É porque o nove é um número conhecido internacionalmente!".



Escrito por Cid Benjamin às 06h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta quinta-feira

- O Globo: Pressão do eleitor força deputados a cortar férias

- JB: O pesadelo dos escândalos - CPI cerca amigo de Lula

- Folha: CPI quebra sigilos de amigo de Lula

- Estadão: Relator acusa 34 por corrupção na Caixa

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h53
[   ] [ envie esta mensagem ]




Missa lembrará quatro anos da morte de Celso Daniel

Recebi ontem e-mail de Bruno Daniel Filho, irmão de Celso Daniel, e de sua mulher Marilena Nakano, convidando para a missa que será realizada na sexta-feira, dia 20, na Igreja do Carmo, em Santo André, lembrando os quatro anos de sua morte.

Expliquei que não poderei estar presente, mas expressei toda a minha solidariedade à família de Celso.

Ter trabalhado profissionalmente, como jornalista do JB, na apuração deste caso foi fundamental para que eu perdesse toda e qualquer ilusão que ainda pudesse ter no PT.



Escrito por Cid Benjamin às 11h51
[   ] [ envie esta mensagem ]




Menor acusado de matar Celso Daniel desaparece

Da Folha de hoje.

LSN, que foi apontado pela polícia como o autor dos disparos, está desaparecido da Febem há cerca de seis meses. Em regime de semiliberdade, ele compareceu à unidade pela última vez em 29 de junho. À época do crime, com 16 anos, LSN assumiu ter atirado em Daniel.
Após várias contradições, LSN foi excluído da acusação pela Promotoria. Ele, por exemplo, não reconheceu o prefeito por meio de uma foto. E a reconstituição do crime feita por ele, segundo o médico-legista Carlos Delmonte Printes, morto em outubro, não é compatível com o laudo. "Ele pode ter atirado em outra pessoa, não no prefeito", afirmou Printes.

A história montada pela defesa de Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, e encampada pelo PT para explicar o seqüestro e o assassinato de Celso Daniel faz água por todos os cantos. Esse menor, que agora desapareceu, era o que na marginalidade se conhece como "robô" - aquele que assume a autoria de um crime para esconder os verdadeiros culpados. Vamos torcer para que ele não tenha sido assassinado, como queima de arquivo.

Depois da morte de Celso, já foram assassinados sete pessoas que, de uma forma ou de outra, tinham alguma ligação como crime.

Lembra a Máfia? Também acho. 

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




Promotoria quer Lei de Tortura para acusados da morte de Celso Daniel

Esta é da Folha de hoje.

Promotores criminais de Santo André (SP) querem aplicar a Lei de Tortura contra os acusados pelo assassinato do prefeito Celso Daniel (PT). Com isso, seriam acrescidos de dois a oito anos à pena mínima de 12 anos de prisão por homicídio.

A decisão baseia-se em parecer de médicos-legistas que, após análise do corpo, concluíram que o petista foi "efetivamente submetido à tortura". Os indícios foram os vários tiros no rosto, queimaduras nas costas e o espasmo cadavérico -contração muscular-, causado por tensão nervosa que precedeu a morte.

Hoje, sete homens da favela Pantanal estão presos sob a acusação de terem assassinado o prefeito. O empresário e ex-segurança de Daniel, Sérgio Gomes da Silva, apontado pela Promotoria como o suposto mandante do crime, responde em liberdade.

O advogado do ex-segurança, Roberto Podval, disse que a intenção dos promotores ao incluir um novo delito ao processo monstra que eles ainda não têm convicção do crime. "O que existiu não foi tortura, foi violência. Seqüestraram e mataram Daniel", disse Podval. "É uma injustiça brutal acusar Sérgio [Gomes da Silva]."

A tortura virou crime inafiançável pela lei 9.455/97.

Amanhã, a morte de Daniel completa quatro anos. O corpo do prefeito foi encontrado em uma estrada de terra dois dias depois de ele ter sido rendido pela quadrilha da favela Pantanal. No momento do seqüestro, o petista estava no carro conduzido pelo ex-segurança.



Escrito por Cid Benjamin às 11h35
[   ] [ envie esta mensagem ]




Os novos ricos fazem a festa

Do blog do Ronaldo Brasiliense.

 

Os partidos de oposição ao governo Lula estão à caça de um tesouro em ano eleitoral: querem meter a mão nas faturas dos cartões coorporativos distribuídos a rodo pelo governo, usados para pagamento de despesas de servidores públicos federais, principalmente de companheiros aquinhoados com cargos na Esplanada dos Ministérios e no Palácio do Planalto. O instrumento de movimentação bancária, que funciona na prática como um cartão de crédito, foi criado em 2001, no segundo reinado de Fernando Henrique Cardoso, mas ganhou força, mesmo, no império petista de Lula. Em agosto de 2005, os gastos com cartões coorporativos somaram R$ 2,1 milhões, beneficiando uma casta de 1.396 funcionários. Parlamentares do PSDB e do PFL acreditam que muita gente boa, com assento no Planalto, tem se utilizado do cartão coorporativo de forma irregular. A conferir.



Escrito por Cid Benjamin às 11h31
[   ] [ envie esta mensagem ]




Novos, mas não muitos, postos de trabalho

Da Folha On Line ontem, citada pelo blog do Marona:

O número de postos de trabalho com carteira assinada criados no Brasil atingiu 1,254 milhão em 2005, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho).
O número é 17,7% inferior ao desempenho de 2004, quando foram geradas 1,523 milhão de vagas formais.
Como o Lula pretende explicar este resultado oficial nos debates da eleição presidencial?

 

Vale lembrar que, a cada ano, entram novos 1,5 milhão de jovens no mercado de trabalho.



Escrito por Cid Benjamin às 11h29
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta quarta-feira

- O Globo: Rio enfrenta novo surto de dengue na região da Barra

- JB: Confusão armada - Vans ameaçam parar o centro

- Folha: Câmara aprova fim dos salários extras nas convocações

- Estadão: Emprego e renda caem na indústria; vendas crescem

- Correio Braziliense: Mordomia perto do fim



Escrito por Cid Benjamin às 09h44
[   ] [ envie esta mensagem ]




FHC opta por Serra na disputa com Alckmin

Matéria de hoje na Folha de São Paulo informa que FHC está explicitando seu apoio a Serra para candidato do PSDB à Presidência. Má notícia para Lula. Apesar de este último ter dito que Alckmin seria um adversário mais difícil, esta declaração de Lula é daquelas que deve ser compreendida ao contrário. A íntegra da matéria, de Kennedy Alencar, vai abaixo:

Na hora em que esquentou a disputa interna no PSDB entre José Serra e Geraldo Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem dito a caciques tucanos que considera o prefeito paulistano a melhor opção do partido para concorrer ao Planalto.

A tomada de posição de FHC é um revés para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que também postula a indicação.

Em conversas reservadas, sempre com muito jeito para não ofender Alckmin, FHC tem deixado claro para caciques tucanos que considera Serra o político mais preparado do PSDB para ser presidente. A Folha apurou que essa avaliação, antes feita apenas para interlocutores íntimos, já chegou a governadores, senadores e deputados federais do PSDB.

Procurada ontem pela Folha, a assessoria de FHC disse que ele viajou ao exterior para dar palestras. Em novembro passado, FHC contestou informação, publicada na coluna Mônica Bergamo, de que ele teria dito a interlocutores que Serra seria mais "competente" para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

FHC, que ocupou o Palácio do Planalto por dois mandatos (1995-1998 e 1999-2002), será um dos principais "eleitores" do colégio interno tucano que escolherá entre Alckmin e Serra.

Em suas análises, FHC considera que tanto Serra quanto Alckmin derrotam Lula se o petista tentar se reeleger. Acha, portanto, que têm pouca importância discussões sobre quem estará à frente nas pesquisas na hora da escolha tucana e quem teria maior capacidade de fazer alianças.

FHC diz que o PSDB fará, na virada de fevereiro para março, a escolha do virtual presidente. Daí dizer em conversas reservadas que o fundamental é refletir sobre qual dos dois, Alckmin ou Serra, seria "o melhor presidente".

Na opinião do ex-presidente, o Brasil teria esgotado um ciclo econômico no qual a grande prioridade era o combate à inflação. Chega a elogiar o governo Lula nesse aspecto, dizendo que o lado bom de o petista ter adotado uma política econômica mais ortodoxa do que a sua foi afastar o risco de retorno da inflação.

Agora, tem dito FHC, a prioridade é desarmar uma armadilha na qual ele e Lula caíram: crescimento econômico baixo e juros altos. Nesse contexto, avalia que Serra tem "mais bagagem" para mudar a política econômica.

Já Alckmin, pensa o ex-presidente, adotaria um receituário muito próximo ao atual, do qual FHC se tornou crítico apesar de tê-lo inaugurado no país.

FHC costuma perguntar a interlocutores quem teria mais condições de negociar com os EUA uma eventual retomada da Alca (Área de Livre Comércio das Américas). Ele mesmo responde que seria Serra.

Há ainda dois outros motivos, um pessoal e outro político, para o ex-presidente defender Serra. A razão pessoal: é amigo de Serra desde os anos 60.

Apesar de dizer que o prefeito teria um gênio muito difícil, FHC faz a ressalva de que Serra foi sempre um bom amigo quando ele, o ex-presidente, passou por dificuldades. FHC sente dever apoio a Serra também por lealdade pessoal.

O segundo motivo seria o que FHC chama de "fila na política". Crê que Serra perdeu uma eleição presidencial (2002) impossível de ser ganha e que, do ponto de vista histórico e administrativo, tem mais peso que Alckmin. Exemplos: lutou contra a ditadura militar de 1964, foi principal secretário do governo Montoro (1982-1986), ex-ministro do Planejamento e da Saúde e prefeito da maior cidade do país, além de sua carreira como economista.

 



Escrito por Cid Benjamin às 09h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




Os poderosos chefões

Do Painel da Folha, hoje.

 
Na casa de Luiz Eduardo Greenhalgh, caciques do PT discutiram como acabar com a CPI dos Correios em fevereiro. Apontaram "telhado de vidro" do presidente da comissão, Delcídio Amaral (PT-MS), para constrangê-lo a "ajudar" o governo.
A ameaça é do tempo em que Delcídio atuou como diretor da Petrobras. Na reunião, líderes petistas na Câmara, o presidente do partido, Ricardo Berzoini, e o ministro Jaques Wagner.

 

A ser verdadeira a informação, só resta lamentar a que ponto chegaram alguns petistas que costumavam ter um comportamento mais decente.



Escrito por Cid Benjamin às 09h39
[   ] [ envie esta mensagem ]




A volta do morto-vivo

Do Painel da Folha.

José Dirceu já contrata assessores e monta escritório para sua nova empreitada: reunir um milhão de assinaturas para apresentar projeto de lei de iniciativa popular propondo sua anistia.



Escrito por Cid Benjamin às 09h37
[   ] [ envie esta mensagem ]




Amigo de Lula fazia caixa 2 desde 1993, diz ex-petista

Da Folha de hoje.

 

Em depoimento à CPI, Paulo de Tarso Vasconcelos disse que Paulo Okamotto fazia arrecadação irregular desde 1993; ex-tesoureiro nega. 

Presidente do Sebrae e amigo que diz ter pago em 2004 uma dívida de Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Okamotto fazia caixa dois para o PT em prefeituras desde 1993, acusou ontem, na CPI dos Bingos, o ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, 62.

Ex-prefeita de São José dos Campos, a deputada Angela Guadagnin (PT-SP) confirmou que Okamotto a procurou atrás de listas de empresas fornecedoras da prefeitura. Ela disse que enviou o caso a Venceslau, então secretário de Fazenda da prefeitura.

"Okamotto não era um Marcos Valério, estava mais para Delúbio [Soares]. O que fica desse episódio é que se conhecia o esquema de arrecadação paralela há muito tempo, desde 1993", disse.

A dívida de R$ 29,4 mil de Lula paga por Okamotto era com o PT e foi registrada na prestação de contas do partido de 2003.

Venceslau foi expulso do PT em 1998 por ter dito que as prefeituras petistas favoreciam a empresa Cpem, cujo representante seria Roberto Teixeira, "compadre de Lula". Este nega ser dono da empresa ou ter participado do suposto esquema. A Cpem prestava consultoria para aumentar a arrecadação de impostos nas cidades.

À CPI, Venceslau disse que vetou contrato da Cpem com a Prefeitura de São José dos Campos em 1993, na gestão Angela Guadagnin, e por isso foi demitido.

Guadagnin disse que demitiu Venceslau em 1993 devido às dificuldades de relacionamento dele com secretários e vereadores. Ela disse que o contrato com a Cpem era do governo anterior ao seu e que, após auditoria que apontou fraude, a prefeitura rompeu relação com a empresa.

Questionada se era um procedimento normal a atitude de Okamotto de percorrer prefeituras, Guadagnin disse: "Não estou dizendo se era dinheiro ou caixa dois, mas que ele poderia se apresentar a um fornecedor, a qualquer empresa e solicitar doação".

As primeiras acusações de Venceslau surgiram em 1997. Em 1995, ele havia mandado carta a Lula, então presidente do PT, relatando supostas irregularidades. Houve apuração, mas o resultado foi a expulsão de Venceslau.

O hoje líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), segundo Venceslau, teria dito na época que havia "comentário" de uma arrecadação paralela. A reportagem não conseguiu falar com Chinaglia ontem.

 

Quem viveu o PT não desconhece Paulo Okamoto, nem o trabalho que realizava. Foi o precursor de Delúbio. 



Escrito por Cid Benjamin às 09h34
[   ] [ envie esta mensagem ]




Prisão para jornalistas?

Trechos do editorial de hoje da Folha.

 

O governo Lula se prepara para enviar ao Congresso projeto de lei que prevê pena de prisão para o jornalista que divulgar conteúdo de escutas telefônicas ou conversas gravadas sem o conhecimento de um dos interlocutores, ainda que realizados com autorização judicial.

A criminalização da atividade jornalística tem repercussões mais amplas. A pretexto de combater abusos, ela termina por restringir o uso de um instrumento crucial para a divulgação e a elucidação de casos recentes de assalto aos cofres públicos.

 

Qual será o gênio que aconselha de Lula no tema relação com a imprensa?



Escrito por Cid Benjamin às 09h32
[   ] [ envie esta mensagem ]




Que saudades de Tancredo... - artigo de Milton Temer

Para comprovar o estado pré-falimentar da democracia representativa brasileira, poucos exemplos poderiam ser mais eficazes. As propostas do senador Renan Calheiros e do deputado Aldo Rebelo, para as pautas da convocação extraordinária do Congresso, são verdadeiras confissões de culpa. A partir delas, fica comprovado o altíssimo grau de degradação da política institucional, se comparada, por exemplo, aos debates que marcaram a campanha das Diretas, ainda em pleno regime autoritário, ou aos que determinaram a derrubada do regime autoritário, na eleição de Tancredo Neves, lá nos primórdios dos 80.

Os que viveram o processo nunca esquecerão a primeira grande mobilização popular pelo voto cidadão, logo após à da Anistia, ambas sob a égide do famigerado AI-5.

Marcos Freire, liderança expressiva do MDB autêntico, não hesitava em pregar, no Comício da Candelária, o rompimento com o FMI, e a revisão dos acordos sobre pagamento da dívida externa brasileira, como marcos fundadores da redemocratização do país. Pouco mais de dois anos depois, Tancredo Neves, já eleito Presidente da República, em entrevista coletiva – no plenário do Congresso, para jornalistas brasileiros e correspondentes estrangeiros, é bom que se frise –, retomava a assertiva. Garantia não pagar a dívida externa “com o sangue do povo brasileiro”.

(Leia a íntegra do artigo em http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/opiniao/2006/01/16/joropi20060116001.html)

 



Escrito por Cid Benjamin às 09h20
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta terça-feira

- O Globo: Deputados retomam votações ameaçados de corte no salário

- JB: Revanche política - Aliado do Planalto, presidente da Câmara se volta contra FH

- Folha: CPI ainda desconhece destino de R$ 23,9 bi

- Estadão: Em visita a obras, Lula chama candidatos ao seu palanque

- Correio Braziliense: Juiz manda cortar ponto de gazeteiros



Escrito por Cid Benjamin às 12h19
[   ] [ envie esta mensagem ]




Besteirol de Lula

Do blog do Noblat, transcrevendo palavras de Lula.

 

“Quanto menos você fazer mais é melhor (sic) para ele e é ruim para você. Como somos governo, vamos fazer. Se alguém reclamar, eu peço desculpas mas não posso fazer nada. As que eu não fizer, eles vão mostrar. As que eu fizer eu vou mostrar porque esse é um direito essencial da democracia.” (Lula, a propósito de inauguração de obras)



Escrito por Cid Benjamin às 12h17
[   ] [ envie esta mensagem ]




Laudo reafirma que Celso Daniel sofreu tortura

Da Folha de hoje.

 

Em laudo complementar sobre as circunstâncias da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), o médico-legista Paulo Vasques sustentou que o petista foi brutalmente torturado antes de ser morto. O perito é o segundo a falar oficialmente em tortura. O primeiro foi o legista Carlos Delmonte Printes, morto em outubro. Ele fez a exumação do corpo de Celso Daniel ao lado de Vasques. Em depoimento à Promotoria, em agosto, Printes disse nunca ter visto um caso com "ritual de tortura, de crueldade e a desproporcionalidade que se verificou no exame do corpo do prefeito".

 

A comprovação da tortura joga por água abaixo a tese, sustentada pelo PT, de que o seqüestro de Celso Daniel foi crime comum. Mas muitas outras coisas já tinham jogado por terra a mesma tese. E o PT segue com ela. Não pode aceitar a verdade, pois muitos de seus dirigentes são reféns dos assassinos de Celso, com quem mantinham um esquema de corrupção na prefeitura.



Escrito por Cid Benjamin às 12h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




Sonho adiado

Esta nota foi publicada no blog do Noblat. Jobim era o nome do PMDB para vice de Lula, no caso de uma aliança dos dois partidos. Mas tudo indica que o PMDB terá, mesmo, candidato a presidente. 

De uma coisa, o ministro Nelson Jobim está certo: deixará o Supremo Tribunal Federal. Cansou. Quer voltar a ganhar dinheiro como advogado.

Ainda não decidiu se sairá até março ou até junho. Se resolver sair até março, poderá se filiar ao PMDB a tempo de ser candidato nas eleições de outubro.

Depois de março, até poderá se filiar - mas somente para disputar eleições de 2006 em diante.

Foi para o espaço o sonho dele de ser vice de Lula ou de enfrentar Lula como candidato do PMDB. Jobim sabe disso.



Escrito por Cid Benjamin às 12h11
[   ] [ envie esta mensagem ]




Briga de virgens e vestais

Esta interessante nota foi publicada por Mário Marona em seu blog.

 

O JB de hoje dedica a metade superior da página 6 a uma matéria escrita para atacar o jornalista Lourival Sant'Anna, do Estadão. Nesta época em que os repórteres assinam até nota de pé de página, o texto do JB não tem autor identificado. Acusa Lourival de ter escrito um livro sobre a guerra do Afeganistão sem ter cruzado a fronteira daquele país, como se lá estivesse. Numa coordenada, o acusa de ter falsificado um dossiê de críticas a organizações do Terceiro Setor.

Os leitores não são informados sobre o "gancho" da matéria, que não tem um contexto determinado, mas quem leu regularmente o Estadão em dezembro sabe que o mesmo Lourival Sant'Anna assinou reportagens em que denuncia alguns negócios nebulosos de Nelson Tanure, o dono do JB.

Os leitores, aliás, nunca são informados sobre nada que diga respeito aos jornais brasileiros. Não chega a ser surpreendente para uma mídia que tem como mais renomado analista de ética um professor de 60 anos que se declara virgem e se submete a duas horas por dia de auto-flagelação com uma tira de cílica presa à coxa. Trata-se do numerário da Opus Dei Carlos Alberto Di Franco, articulista do Globo e do Estadão, que em entrevista à Época desta semana revelou também que dá palestras ao governador Geraldo Alckmin.



Escrito por Cid Benjamin às 12h08
[   ] [ envie esta mensagem ]




Tapa-boca - artigo de Janio de Freitas

Este artigo, de Janio de Freitas, foi publicado hoje na Folha.

 

A programação presidencial armada pelos marqueteiros para ontem ofereceu a amostra do nível de honestidade que se pode esperar, neste ano, para a propaganda de Lula.
Desde 2004, se não antes, a Confederação Nacional dos Transportes manteve advertência diária para a intensa retenção de verbas orçamentárias do Ministério dos Transportes, determinada pela Fazenda, e o conseqüente e progressivo agravamento da deterioração das estradas federais. O governo continuou a retenção das verbas orçamentárias, não só as dos Transportes, para fazer o saldo de que tanto se vangloria, o tal superávit primário.
A situação das estradas explodiu. É o apagão de Fernando Henrique em versão Lula. Na parte administrativa, a providência foi a rápida contratação de empreiteiras para operação tapa-buraco. No Brasil do eterno vale-tudo, está valendo essa operação que é absoluta e desabridamente ilegal. Confrontada com a lei 8.666, a das licitações, a operação está incriminada. Dispensa concorrência pública a pretexto de um estado de emergência que não existe, nos termos de suas possíveis caracterizações legais.
Já com as esperáveis revelações de preços suspeitos e de contratadas sem condições legais de contratação pelo governo, ontem foi o dia da arrancada marqueteira para sobrepor, ao forçado tapa-buraco, o conveniente tapa-boca.
Começou cedo, no programa radiofônico de Lula. Eis o argumento em torno do qual Lula desenrolou sua explicação para enrolar os presumíveis ouvintes: "o governo não fez antes porque não tinha dinheiro", só agora disponível para fazer o que os governos anteriores não fizeram. Esse argumento é de um despudor capaz de envergonhar quem apenas o ouça. Então o governo não dispunha, neste ou nos dois anos anteriores, dos R$ 440 milhões que agora aplica na operação tapa-buraco?
É notória, e está nas próprias contas finais de cada ano, a retenção disseminada de verbas, em proporções que nem o anticrescimento do governo Fernando Henrique/Malan chegou a adotar. É notório o susto até do próprio governo com o absurdo excesso da sua retenção de verbas em 2005, o que o levou à atabalhoada destinação de recursos, em dezembro, para atenuar a brutalidade gritante contra o país e suas carências.
Como complemento da pobreza mal inventada, Lula cometeu uma contradição: no decorrer de 2005, disse ele, o governo aplicou tanto nos Transportes que chegou a acrescentar mais R$ 600 milhões aos R$ 5,4 bilhões que recebeu do imposto (R$ 0,28 por litro de gasolina) destinado à melhoria do sistema rodoviário. Mas nem o dever de investimento do Ministério dos Transportes restringe-se àquele imposto, que é só um adicional com fim especificado, nem os R$ 600 milhões negam a retenção de recursos orçamentários continuada por todo o ano. E documentada pelo próprio governo.
Na lengalenga de culpar os governos estaduais pelas ruins estradas federais "estadualizadas" (uma historinha de que Lula só conta o primeiro dos vários capítulos), falta-lhe dizer que essas estradas correspondem a cerca de um terço das que são indiscutivelmente federais -e não estão menos lastimáveis do que as piores das outras. Por falta de investimentos do governo federal, o de hoje como o de antes.
Em todo o restante do dia, o restante do tapa-boca. Se a questão era o abandono de estradas, os marqueteiros tiveram a idéia genial de exibir Lula na TV e nas primeiras páginas -fazendo o quê?- olhando obras em estradas. Três obras. Como, porém, a seriedade não é o forte no marquetismo presidencial nem na política rodoviária, foram montadas três cenas de "inspeção de estradas" em três alturas diferentes da mesma estrada. Programação para ocupar toda a segunda-feira do presidente. Em cuja agenda, pelo visto, não há trabalhos previstos, só há buracos para marquetismo.



Escrito por Cid Benjamin às 12h06
[   ] [ envie esta mensagem ]




Manchetes desta segunda-feira

- O Globo: Socialista é primeira mulher a governar Chile

- JB: Segurança pública - Haiti recebe mais que o Rio

- Folha: CPI fica sem receber 40% dos dados que solicitou

- Estadão: Cresce o calote no cartão de crédito

- Correio Braziliense: Novo mínimo vai injetar R$ 15 bilhões na economia

 



Escrito por Cid Benjamin às 08h45
[   ] [ envie esta mensagem ]




Pilares da demagogia

Do Painel da Folha, hoje.

 

A auto-suficiência e o rompimento amigável com o FMI serão os dois pilares de um forte discurso de conquista da soberania nacional na campanha de Lula. "São símbolos potentes", diz José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras.

 

É verdade que Lula ultimamente tenta sobreviver às custas de símbolos. Mas adotar estes dois como pilares é pura demagogia.

A antecipação dos pagamentos ao FMI está longe de representar qualquer demonstração de soberania (nunca se viu um devedor arrotar valentia por ter antecipado pagamentos a seu credor). Mais ainda quando, depois disso, o governo Lula voltou a captar dinheiro fora, a juros mais altos do que os que pagava ao FMI.

A autosuficiência no petróleo é o resultado de um processo de décadas, comandado pela Petrobras. Ela será atingida no governo Lula, assim como poderia chegar em qualquer outro governo. 



Escrito por Cid Benjamin às 08h43
[   ] [ envie esta mensagem ]




Marinho: uma vez pelego...

É no mínimo estranho que o ex-presidente da CUT Luís Marinho, alçado à condição de ministro do Trabalho, esteja sendo mais conservador do que seu colega Paulo Bernardo, do Planejamento, na discussão sobre o novo valor do salário-mínimo.

É verdade que a CUT, cooptada pelo governo Lula, virou uma central chapa-branca, mas o comportamento de Marinho soa como um exagero.   



Escrito por Cid Benjamin às 08h37
[   ] [ envie esta mensagem ]




Barbas de molho

Matéria publicada no Globo:

"Na noite da última quinta-feira, a empresária do ramo de entretenimento masculino Jeany Mary Corner foi recebida em audiência pela senadora Heloísa Helena (PSOL-AL). O encontro secreto durou cinco horas e sabe-se muito pouco sobre a conversa. Jeany chorou, contou que se sentia ameaçada e desabafou:

— Estou com medo.

A empresária relatou que foi advertida por pessoas próximas de que deveria ficar em silêncio. Jeany mostrou à senadora pelo menos uma de suas famosas agendas com telefones e nomes de clientes. Ela citou uma lista de políticos que foram seus clientes e também contou algumas histórias envolvendo autoridades do Executivo e do Legislativo.

Segundo ela, um assessor especial de um importante ministro chegou a tentar um acerto financeiro pelo seu silêncio. Na conversa com a senadora, ela disse que passa por dificuldades financeiras e que para se proteger fez um dossiê sobre seus clientes. E queixou-se do senador Demóstenes Torres (PFL-GO), que a colocou no olho do furacão na CPI dos Correios."

Deve ter muita gente com as barbas de molho...



Escrito por Cid Benjamin às 08h34
[   ] [ envie esta mensagem ]




Os latifundiários agradecem, presidente - artigo de João Pedro Stédile

João Pedro Stédile, o principal líder do MST, escreveu um duro artigo no jornal Brasil de Fato, criticando a municipalização do Imposto Territorial rural (ITR), proposto pelo governo Lula e aprovado pelo Congresso. Leia, abaixo, trechos do artigo:

 

(...) O governo Lula esqueceu-se dos conselhos do velho Zé Gomes. E fez o que nenhum outro governo teve coragem: municipalizou a cobrança e o destino do ITR. Foi enviado um projeto de lei ao Congresso, que foi aprovado em última instância pelo Senado e de forma quase unânime (estranho?) no dia 15 de dezembro passado. E, no último dia do ano de 2005, para já entrar em vigor no ano fiscal de 2006, o presidente Lula promulgou a nova lei do ITR, que deixa de ser um imposto para a reforma agrária. Agora passa a ser um imposto a ser cobrado, fiscalizado e recolhido pelas prefeituras, que poderão usar o dinheiro a seu bel-prazer e como quiserem.

 

O ITR foi morto e sepultado. A Receita Federal vai perder o controle do cadastro e da oportunidade de casar com as declarações do imposto de renda. Os latifundiários estão eufóricos, já pagavam pouco e, agora, basta enrolar seu amigo prefeito e pagarão menos ainda. O Incra perde a receita que lhe vinha sendo negada, mas estava na lei, e perde o poder de desapropriar pelo valor declarado.

 

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui http://www.brasildefato.com.br/debate/debate150%201.php



Escrito por Cid Benjamin às 08h31
[   ] [ envie esta mensagem ]




Gramática mensaleira

Esta é da Folha de ontem.

João Herrmann (PDT-SP), recém-revelado beneficário de repasses mensais feitos por empresa investigada pela CPI, apresentou um projeto de lei para acabar com a crase. "O acento não tem feito outra coisa a não ser humilhar muita gente", justifica o deputado no texto.



Escrito por Cid Benjamin às 08h22
[   ] [ envie esta mensagem ]




Batata quente

Despacho da agência Reuters informa que o juiz Rizgar Amin, que comanda o julgamento de Saddam Hussein, renunciou devido a pressões.

Não sei não, mas a essa altura Bush deve estar arrependido de não ter ordenado que Saddam fosse morto no momento da prisão.

Cada vez mais ele se torna uma batata quente na mão dos americanos.

 



Escrito por Cid Benjamin às 08h20
[   ] [ envie esta mensagem ]




Sacaneando os argentinos

O site Kibeloco (www.kibeloco.com.br) descobriu que o La Nacion, o maior jornal da Argentina, está promovendo uma enquete entre os leitores para escolher que seleção, na opinião dos argentinos,
vai vencer a Copa da Alemanha. A partir daí, os rapazes do Kibeloco passaram a estimular o voto no Brasil só para sacanear os argentinos. Como a intenet é internacional, logo a situação mudou. O Brasil passou para o primeiro lugar.

Não satisfeito, o Kibeloco começou a pedir o voto na Alemanha, que estava em terceiro lugar. Resultado: em poucos dias, os alemães assumiram a vice-liderança e a Argentina passou para terceiro.

Agora, o Kibeloco está mandando que se vote na Inglaterra, para deixar a Argentina em quarto lugar.

Se você quiser votar, vá no link:
http://comunidad.lanacion.com.ar/encuestas/encuestaPregunta.asp?encuesta_id=2134

 



Escrito por Cid Benjamin às 08h15
[   ] [ envie esta mensagem ]




O Garfo promove festival de sopas

Esta é do Zé Simão, da Folha.

 

Em Évora, Portugal, tem um restaurante chamado O Garfo que este mês está promovendo o Festival de Sopas.



Escrito por Cid Benjamin às 08h07
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem
Histórico
  16/12/2007 a 31/12/2007
  01/12/2007 a 15/12/2007
  16/11/2007 a 30/11/2007
  01/11/2007 a 15/11/2007
  16/10/2007 a 31/10/2007
  01/10/2007 a 15/10/2007
  16/09/2007 a 30/09/2007
  01/09/2007 a 15/09/2007
  01/08/2007 a 15/08/2007
  16/07/2007 a 31/07/2007
  01/07/2007 a 15/07/2007
  16/06/2007 a 30/06/2007
  01/06/2007 a 15/06/2007
  16/05/2007 a 31/05/2007
  01/05/2007 a 15/05/2007
  16/04/2007 a 30/04/2007
  01/04/2007 a 15/04/2007
  16/03/2007 a 31/03/2007
  16/12/2006 a 31/12/2006
  16/11/2006 a 30/11/2006
  01/11/2006 a 15/11/2006
  16/10/2006 a 31/10/2006
  01/10/2006 a 15/10/2006
  16/09/2006 a 30/09/2006
  01/09/2006 a 15/09/2006
  16/08/2006 a 31/08/2006
  01/08/2006 a 15/08/2006
  16/07/2006 a 31/07/2006
  01/07/2006 a 15/07/2006
  16/06/2006 a 30/06/2006
  01/06/2006 a 15/06/2006
  16/05/2006 a 31/05/2006
  01/05/2006 a 15/05/2006
  16/04/2006 a 30/04/2006
  01/04/2006 a 15/04/2006
  16/03/2006 a 31/03/2006
  01/03/2006 a 15/03/2006
  16/02/2006 a 28/02/2006
  01/02/2006 a 15/02/2006
  16/01/2006 a 31/01/2006
  01/01/2006 a 15/01/2006
  16/12/2005 a 31/12/2005
  01/12/2005 a 15/12/2005
  16/11/2005 a 30/11/2005


Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo



O que é isto?