Blog do Cid Benjamin


Salários de congressistas na internet

Do blog do Josias de Souza:

A mesa diretora do Congresso Nacional decidiu aprovar uma resolução para exibir na internet todas as verbas que os parlamentares recebem das arcas públicas, incluindo os salários. A partir de janeiro, qualquer cidadão terá acesso indiscriminado às cifras que chegam ao bolso dos congressistas. Animador, não? Só que o Congresso em questão não é o brasileiro. A novidade foi adotada na Espanha.



Escrito por Cid Benjamin às 14h02
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Da série "Mensagens de fim de ano mais que proféticas"

ARQUIVO MORTO





Escrito por Cid Benjamin às 13h47
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Manchetes desta quinta-feira, dia 29

O Globo – BC: Brasil cresce menos e inflação supera previsão

JB – BC contém previsões – Lula perde palanque

O Dia – Metade dos aposentados pode perder o benefício

Folha – BC aponta crescimento menor

Estadão – Brasil vai crescer 4% em 2006, estima BC

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h54
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Brasil só cresce mais do que Haiti na América Latina

O Brasil chega ao final de 2005 em posição constrangedora entre os países da América Latina e do Caribe. Levantamento da Cepal informa que o país amargará o segundo pior índice de crescimento econômico da região: 2,5% do PIB. O Brasil só não é o lanterninha porque conseguiu superar o Haiti (1,5%), o país mais pobre do continente.  

O desempenho da economia brasileira foi muito inferior ao da Venezuela (9%) e ao da Argentina (8,6%), os dois países que mais cresceram na região em 2005. Ficou abaixo também de nações como Chile, Panamá, Peru, República Dominicana e Uruguai, que cresceram entre 5,5% e 7%. Perdeu ainda para Bolívia, Colômbia, Honduras e Nicarágua, que registraram crescimento ao redor de 4%.

E ainda tem gente que diz que a economia vai bem...



Escrito por Cid Benjamin às 11h52
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Ajuda de custo marota

Janio de Freitas lembra na Folha que, ontem, os deputados receberam R$ 12.847 de "ajuda de custo". Na realidade, é o 15º salário. Isso mesmo, são 15 salários por ano. Uma "ajuda" em dezembro porque se encerra o ano legislativo, outra no começo do ano porque se inicia o ano legislativo, mais o 13º e os 12 salários mensais. Sem contar os salários dobrados pela convocação extraordinária, que está em curso neste mês de plenas férias e assim continuará até 16 de janeiro.

Não me somo aos que acham que deputados têm que ganhar pouco. Pela relevância de suas funções é razoável que recebam um bom salário. Mas essas tais ajudas de custo, os salários duplicados e os quase três meses de recesso são injustificáveis. 



Escrito por Cid Benjamin às 11h51
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O risco-empulação - Artigo de Clovis Rossi

Publicado na Folha de S. Paulo de hoje 

SÃO PAULO - José Paulo Kupfer, consultor editorial da revista "Foco", resgata, no último número de novembro, mais uma empulhação do cenário econômico -tratada, no entanto, como palavra divina. Refiro-me ao tal de risco-país.
Kupfer lembra que o recorde de baixa do "risco Brasil" se deu justamente no momento em que as previsões para o resultado de 2005 recuaram "para algo em torno de 2,5% -e não mais os 3% ou mesmo os 3,5% anteriores".
Uma economia que, no terceiro trimestre, andou para trás, está fragilizada por definição. Logo, o risco que ela representa deveria ser maior, no máximo igual, jamais menor, certo? Errado, porque o "risco-país é apenas uma medida de referência de solvência financeira, não pretendendo servir como indicador de confiança dos investidores numa dada economia, diferentemente do que querem fazer passar os ideólogos oficiais de plantão", ensina Kupfer.
Ou, posto de outra forma, o "risco-país" mede apenas o risco que os credores de um dado país acham que correm de tomar um calote. Não mede o risco que o próprio país corre com a adoção da política "x" ou "y".
No entanto o índice é freqüentemente esgrimido, quando cai, como sinal de que o mundo está satisfeito com a política do governo de turno. Chega-se até à contradição de o governo do PT citar freqüentemente como um de seus êxitos a redução do risco-país, que só subiu, em 2002, porque os mercados temiam a vitória do PT, vitória que, sempre segundo a marquetagem, representou a derrota do medo pela esperança.
Agora, vê-se que o medo foi de fato vencido, mas não pela esperança. Foi vencido pela certeza dos mercados de que o governo que tanto temiam é servil o bastante para continuar a transferir fabulosas quantias aos credores, ao insaciável mercado, aconteça o que acontecer com o desenvolvimento do país.
Serão R$ 160 bilhões neste ano - ou 8,2% de tudo o que o país produz.



Escrito por Cid Benjamin às 11h45
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No país de Lei de Gerson

Num país em que a regra é tratar de sempre levar vantagem, são muito expressivas as cartas abaixo. Elas tratam da retirada do convite a um professor que seria patrono de uma turma de formandos da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, porque outro homenageado se dispôs a pagar mais.

 

 

Excelentíssimo Dr. Professor Rubens Araújo de Oliveira

Nós da comissão de formatura 2005/2 dos cursos de Administração, Turismo, Jornalismo e GSI da faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, vimos por intermédio desta, comunicá-lo de uma situação que nos deixa muito constrangidos e de certo modo frustrados:

Há alguns meses, em visita pessoal entre os membros da comissão de formatura a Vossa Senhoria, solicitamos e fomos prontamente atendidos e correspondidos na solicitação do convite, que muito nos honraria, para homenageá-lo como Patrono das turmas acima mencionadas. Até então, também foi abordada a possibilidade de um auxílio para amenizar os custos referentes a formatura. Hoje pela manhã, fomos informados formalmente que o auxílio que poderia ser repassado aos formandos seria de R$ 1.000,00, que entendemos que esteja dentro das suas atuais possibilidades financeiras.

Ao repassar esta informação, a comissão e os demais formandos ficaram em uma situação delicada em face da dificuldade em completar o orçamento.  Os mesmos reagiram e sugeriram o auxílio de outra pessoa, que era também cogitado a ser homenageado, cujo valor disponibilizado amortizará o custo relativo ao local da colação de grau, pois contávamos com a disponibilidade do novo auditório da Estácio.

Então, diante desta situação extremamente complicada, nós da comissão acatamos o que a maioria dos formandos optou, que é de homenagear como Patrono a outra pessoa que fará uma contribuição mais elevada.

Gostaríamos de agradecer o aceite e o comprometimento, nos desculpar pela alteração e pelo não cumprimento do convite que fora gentilmente aceito pelo senhor, mas diante dos fatos, a maioria decidiu que seria mais justo homenagear a pessoa que se propôs a fazer a maior contribuição para com os formandos.

Ficamos no aguardo de um retorno do recebimento deste.

Atenciosamente;

Alex (ADM)/Sabrina (TUR)/Deise (JOR)/Rafael (ADM)/Juliana (TUR)/Mônica (GSI)

Comissão de formatura 2005/2


A resposta do professor


Prezados Acadêmicos da Comissão de Formatura dos Cursos de Administração,
Jornalismo e Turismo 2005-2.

 

Vocês não devem se sentir constrangidos. Frustrados sim. Constrangidos nunca! Quem sabe este constrangimento não se trata de vergonha! Ou falta de caráter! Ou ainda falta de ética! Entendo
que estou "desconvidado" para ser Patrono. Em minha vida de quase 30 anos como professor, devo ter sido patrono, paraninfo, nome de turma e homenageado - dezenas de vezes. Jamais imaginei que formandos convidassem e "desconvidassem" patronos por dinheiro!  Enfim, sempre há uma primeira vez para tudo.

Se eu utilizasse a mesma moeda (literalmente) é uma pena não ter sido comunicado antes... Neste caso, por idêntico critério não teria pago minha parte como "patrono" na última festinha de confraternização dos formandos.

Meus queridos ex-futuros afilhados:

Eu é que me sinto constrangido. Decepcionado. Surpreso. Triste mesmo!

Constrangido porque pensei que o convite realizado fosse uma homenagem ao Ex-Diretor Geral da Estácio pela sua capacidade de administrar e levar adiante um projeto que em cinco anos tornou-se a maior escola de administração de SC. Todos os cursos que ora estão se formando obtiveram a
nota máxima de avaliação do MEC. Patrono é isso: uma pessoa que os formandos entendam deva ser exemplo na área de atuação dos cursos.

Decepcionado porque pensei que nossos alunos honrassem o título de Bacharel após quatro anos muita de luta e sacrifício. Patrono é isso: uma pessoa que dignifica a profissão.

Surpreso porque jamais imaginei ter sido "comprado" como Patrono. Isto é, fui "eleito" pelos formandos somente porque iria dar dinheiro para a formatura. Patrono não é isso. Patrono não se vende.

Triste porque vejo que não consegui - após quatro anos de curso superior mudar os valores de alguns alunos da Estácio SC. Patrono é isso: uma pessoa que possui valores que prezam pela ética, moral, honra e palavra.

Sinto-me aliviado. Dormirei melhor... Não consegui comprá-los por R$ 1.000,00. Obviamente a honraria de ser patrono vale muito mais que isso.

Tivesse eu as qualidades de um patrono acima citadas - talvez me sentisse "enojado" com a situação. Como não as possuo, sinto-me aliviado em ter poupado um dinheirinho que seria gasto com pessoas das quais me envergonho ter sentido alguma consideração de relacionamento.

Assim sendo, e como não resta alternativa com muita alegria aceito o "desconvite".

Entendo que outros formandos não devem compartilhar da mesma opinião dessa Comissão. A estes desejo sucesso e sorte.

À Comissão de Formatura e aos outros que trocaram o patrono por dinheiro o meu desprezo. Seguramente a vida lhes ensinará o que a faculdade não conseguiu!

Por último, desejo a todos a felicidade da escolha de um Patrono bem rico! Que ele possa pagar todas as despesas e contas... Seguramente a maior qualidade do homenageado.

Que tenham uma excelente formatura. Estarei lá - presente na qualidade de professor da Estácio. Digam ao acadêmico orador - que em seu discurso não fale em qualidades dignas do ser humano. Muito menos em decência, honra, moral e ética. Se assim o fizer - irei aparteá-lo e chamá-lo de mentiroso!

Atenciosamente,
Prof. RUBENS OLIVEIRA, Dr
Ex-futuro Patrono dos Cursos de Adm, Jor e Tur da Estácio de SC



Escrito por Cid Benjamin às 11h43
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Fogo amigo?

Mas como é inflamável essa documentação sobre os devedores do poder público!

Escrito por Cid Benjamin às 08h23
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Manchetes desta quarta-feira, dia 28

O Globo – Incêndio destrói processos e provas de fraudes no INSS

 

JB – Incêndio no INSS destrói processos de sonegação

 

Folha – Governo reserva R$ 13 bi para gastar em 2006

 

Estadão – Emergência para estradas: obras sem licitação



Escrito por Cid Benjamin às 08h00
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Serraglio: Houve, sim, desvio de dinheiro público

O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), deu hoje uma boa entrevista para a jornalista Lillian Witte Fibe, no Uol News. Diante da pergunta sobre como entrou dinheiro público no valerioduto, Serraglio disse: "Existem vários mecanismos, mas vou pegar o mais linear e mais simples de ser entendido. O dinheiro da Visanet. O Banco do Brasil era sócio da Visanet - era porque extinguiram em novembro a Visanet. Era sócio de 1/3. Só que esta sociedade de 1/3 era formada assim: cada dono de 1/3 fazia o que queria com seu 1/3; não tinha nada a ver com os outros 2/3. Cada um comandava sua parte. Então o Banco do Brasil tinha 1/3 da Visanet.”

Só que, explica Serraglio, em 2003 o Banco do Brasil mudou as regras sob a direção de Henrique Pizzolato (petista diretor de Marketing do banco). "Colocaram lá que os pagamentos começaram a ser antecipados, sem definir para que ações, para que programas, que eventos. Então, em 2003 foram antecipados R$ 23 milhões de um cheque em branco (que significa sem dizer para que serviria) da Visanet para o grupo de Marcos Valério. Em 2004, foram R$ 35 milhões."

O relator da CPI afirmou que há documentos comprovando o caminho do dinheiro. "Em 2004, dos R$ 35 milhões, R$ 10 milhões foram imediatamente passados para o BMG. De lá, foram para uma empresa de Marcos Valério chamada Tolentino Associados e depois para o PT. Há começo, meio e fim. Saiu do Banco do Brasil, foi para a Visanet, o BMG, a Tolentino e de lá para o PT - isso foi confessado pelo Delúbio e pelo Valério."

Serraglio também falou sobre os R$ 23 milhões que saíram do banco estatal um ano antes. "Em 2003 houve uma operação assemelhada. Descobrimos que R$ 20 milhões que saíram da Visanet foram parar no valerioduto, que distribuiu para o PT e para partidos aliados. Este é o dinheiro público que dizemos que foi distribuído no sistema todo que está sendo investigado. Aliás, esta parte já está toda muito esclarecida."



 



Escrito por Cid Benjamin às 07h57
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O PT e o mensalão, segundo Serraglio

Para Osmar Serraglio, os governistas usam um raciocínio sofístico para negar a existência do mensalão. "Quando o governo diz não tem mensalão, que é só caixa 2, é uma forma de afastar a compreensão. Dos R$ 55 milhões que Valério diz que emprestou ao PT, uma parte foi sim para caixa 2 - Duda Mendonça pegou R$ 10 milhões e pôs no exterior e evidentemente não era mensaleiro. Só que dos R$ 55 milhões, existe uma parte que efetivamente foi para mensalão. É isso que comprovamos, através de vários métodos e das próprias confissões de Delúbio, Valério, dos presidentes e líderes de partidos que renunciaram e reconheceram que receberam."

Ele vai adiante: Os fatos se repetem em determinados períodos. Se você pega o PL, vê que toda semana sacava R$ 500 mil, isso durante um tempo enorme - depois eram R$ 300 mil, R$ 200 mil. É um padrão. Da mesma forma, se percebe uma migração partidária coincidindo com os saques. Quando se fala mensalão não quer dizer que foi tanto todo mês, quer dizer que partidos foram alimentados ao longo do tempo com valores que saíram do valerioduto. Tudo isso está absolutamente demonstrado."

Serraglio disse que não entende a resistência dos governistas no que se refere às denúncias. "Tenho insistido que é melhor deixar claro quem está comprometido do que querer defender aquilo que não tem lógica. Está tudo documentado."



Escrito por Cid Benjamin às 07h50
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A suposta dívida do PT com Valério – ainda Serraglio

Perguntado sobre os R$ 100 milhões que Marcos Valério está cobrando do PT, o relator da CPI dos Correios explicou. "Aqueles R$ 55 milhões que Valério diz ter emprestado ao PT, e que Delúbio confirmou, vem desde 2003 e hoje correspondem a R$ 100 milhões. Duda diz que tem R$ 14 milhões; a Coteminas diz que tem R$ 10 milhões para receber. São R$ 124 milhões de três credores do PT."

E concluiu: "Em 2004 o PT teve uma receita de R$ 40 e poucos milhões e uma despesa de mais de R$ 60 milhões. Um partido deficitário em R$ 20 milhões em 2004, devendo agora R$ 124 milhões... A pergunta é: quais eram os meios que o PT julgava de que se iria valer para pagar isso? Se a versão de empréstimo é verdadeira, se as dívidas são verdadeiras, como iam pagar? Qualquer devedor que tenha o mínimo de boa fé esclareceria."

 Mas, em relação aos empréstimos que o PT diz ter feito, ele pergunta: "Como imaginar que o empréstimo é verdadeiro se ninguém cobra? Empréstimo cujas garantias não existem? Num banco? Por que todos os empréstimos Marcos Valério pagava religiosamente nos mesmos bancos e esse não pagava? Por que as renovações não cobravam acréscimos - iam só somando? Por que não estavam registrados na contabilidade da empresa se eram empréstimos?"



Escrito por Cid Benjamin às 07h46
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Dinheiro do Fust vai para banqueiros

Uma excelente matéria de Elis Monteiro no Globo de ontem informa que um recente relatório do TCU conclui que o governo não aplica como devia a verba do Fust, fundo criado com o dinheiro do contribuinte - as contas telefônicas
sofreram um acréscimo de 1% desde agosto de 2000 – para financiar serviços de telecomunicações ( inclusive a internet) em universidades, escolas, hospitais e em projetos de inclusão digital para populações carentes.

 

Segundo admite o próprio governo, já foram arrecadados para o Fust R$ 4 bilhões.

 

Até agora, nem um centavo foi usado para as finalidades a que se destina o fundo. Foi tudo engordar o superávit primário, para pagar juros aos banqueiros.

 

Só não deu para entender por que matéria tão importante foi publicada no caderno especializado de Informática.

 

A íntegra da matéria está em http://oglobo.globo.com/jornal/suplementos/informaticaetc/189742588.asp

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 07h42
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Que novo nasce da traição? - Artigo de Milton Temer

(publicado hoje no Jornal do Brasil)

          O balanço do mandato presidencial petista, no final do seu terceiro ano, está trazendo surpresas desagradáveis a muita gente. Principalmente aos cientistas políticos que se aplicam na divulgação de textos denunciando supostas conspirações de direita contra o governo Lula.

Por declarações recentes de dois conhecedores das intimidades do Planalto, o adversário principal do grande capital, a ser barrado no baile do famigerado “mercado”, não seria Lula mas, sim, José Serra. Pode haver cenário mais agradável para os endereços blindados da Avenida Paulista do que Lula à direita de Serra, na falsa dicotomia entre PT e PSDB, de 2006?

Vamos ao grão, recuperando frases e personagens da melódia, para comprovar o que até bem pouco tempo seria inimaginável.

No seu último jantar com emergentes sociais do Rio de Janeiro, o deputado cassado José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-ministro todo poderoso, foi peremptório: “Vocês acham que o establishment, o sistema, a Fiesp, a Febraban e a elite vão deixar o Serra ser presidente? Já não deixaram da outra vez e não vão deixar agora”.

Até para os desatentos, fica evidente a ilação. Dirceu estaria insinuando que Lula teria sido o candidato dos abonados em 2002. Mas, atenção. Dirceu sempre foi apresentado como o arquiteto da “estratégia vitoriosa” de ampliação do leque de alianças que levou Lula ao Planalto em 2002. Ele já sabia disso naquele momento? Se sabia, por que não explicitou? Teria sido menos traumático constatar os resultados práticos da guinada ideológica em direção a companhias poucos recomendáveis, onde o mergulho na corrupção era conseqüência previsível – o desmonte da seguridade social pública, a lei de falências, a lei dos transgênicos, o descumprimento de metas da reforma agrária, algumas das prendas ofertadas ao sistema financeiro privado e a latifundiários do agronegócio.

Mas vamos adiante. Tão incisivo quanto Dirceu foi o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Filho. Não fez por menos, em declaração ao Estadão: “largos setores da comunidade empresarial acreditam que Serra é mais intervencionista. O mercado tem mais medo dele do que do ´novo Lula`que emergirá na campanha eleitoral”.

É bom atentar.  Trata-se de porta-voz do segmento industrial insatisfeito com a política de juros. Imaginem o que vai nas mentes mais discretas dos banqueiros, os principais favorecidos com o atual modelo macroeconômico.

Ou seja; confirma-se por intérpretes incontestáveis o que temos afirmado aqui no JB. O governo Luis Inácio Lula da Silva se consagra como mais eficaz na defesa dos interesses do grande capital do que o teria sido o mandarinato tucano-pefelista de FHC, seu antecessor. E não é difícil compreender o porquê. Só ele – por tudo o que simbolicamente significou antes de se empanturrar nas benesses dos palácios – poderia, simultaneamente, operar interesses das duas vertentes antagônicas de nossa estrutura social.

Numa ponta, multiplicando ainda mais os lucros pantagruélicos dos rentistas especuladores; dos atuais controladores das grandes estatais estratégicas privatizadas; e dos exportadores do agronegócio sem risco (porque tem seus débitos financeiros constantemente anistiados pelas instituições oficiais de crédito).

 Na outra ponta, neutralizando a combatividade dos movimentos sociais organizados com constantes acenos tranqüilizadores, avalizados pelo farto patrimônio político acumulado em duas décadas de lutas, hoje renegadas, quando não ridicularizadas.

Como é impossível corresponder, ao mesmo tempo, a tão contrastantes representações, alguém começa a se dar conta, em algum momento, de que está sendo traído. Não foram, como comprovado, os de cima. E se a corrompida cúpula da CUT continua imobilizada, na ilusão de que ninguém nota sua vilania, a liderança do MST já começa a perceber as armadilhas em que foi enfiada. A recente troca de notas agressivas entre o ministro Rosseto – quem diria... – e os sem-terra, tratados como “levianos”,  sinaliza uma possível ruptura explícita. Com a CNBB, sem dúvidas, do lado dos sem-terra.

Como isto vai repercutir nas eleições de 2006, difícil prever. Só resta fazer votos para que seja no sentido da retomada de mobilização dos que, pela decepção, entraram em pausa. Reagrupando a esquerda autêntica em torno de uma candidatura em sintonia com os anseios de esperança, apenas momentaneamente surrupiados.



Escrito por Cid Benjamin às 07h32
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O Davizinho avisou - Artigo de Léo Lince

Fim de ano, época de remexer papéis velhos. Alertado por amigos comuns, fui buscar na coleção da revista "Teoria e Debate", páginas amarelecidas pelo tempo, exemplar do século passado (junho-julho-agosto de 1995), um artigo do saudoso companheiro David Capistrano da Costa Filho.

Valeu a pena. Mais de uma década depois, o que ali está escrito adquire o sentido espantoso de um alerta que não foi ouvido. Senão vejamos. Ele começa por afirmar que "dissemina-se no PT uma prática que há bom tempo já vínhamos percebendo em alguns de seus 'notáveis' de São Paulo, e que não deixa de reproduzir uma tendência geral: a prática de um partido voltado exclusivamente para os embates eleitorais".

Vale relembrar que, quando escreveu o artigo, David era prefeito de Santos. Ele disputava eleições, não fugia das mediações concretas da política (foi secretário de Saúde em mais de um município, dirigiu projetos na sua área nos três níveis da administração pública, era um azougue), mas buscava sempre situar tais disputas no contexto maior da luta por mudanças estruturais. Combativo e criativo, ele não aceitava o "prêt-à-porter" das classes dominantes, como está dito no curioso título do artigo em pauta.

Formulador de vista larga, alertava para os malefícios da "americanização da vida partidária": partido político esvaziado de conteúdo programático, máquina eleitoral que apenas opera o tráfico de influência, especialmente dos grandes grupos econômicos. Essa tendência, segundo ele geral nas democracias ocidentais, não atrapalha os partidos conservadores: "sendo seu objetivo principal a defesa dos interesses do conjunto ou de frações das classes dominantes no aparato estatal, sua organização exclusiva em torno da lógica eleitoral apenas reitera o fato de que a dominação (econômica, cultural, ideológica) daquelas classes já é efetuada por outros meios...".

"O que não é o caso - supostamente - dos partidos de esquerda", afirma David. E acrescenta: "Se entre os seus objetivos está modificar a fundo o 'status quo', organizar-se apenas para a luta eleitoral conduz a terríveis dilemas". Se optar pelo facilitário eleitoral e, ainda assim, assumir o discurso de enfrentamento com os interesses das elites, "seguramente vai se ver privado dos meios - os tais fatores reais de poder (dinheiro, mídia etc.) - que lhe permitiriam atingir pelo caminho mais curto a vitória eleitoral". Se optar pela outra ponta - o roteiro da capitulação -, dará curso a um processo sutil, governado pela necessidade de atrair a simpatia dos "fatores reais de poder". Cessa a disputa da hegemonia na sociedade, não se forma mais militante para a luta cultural e ideológica. Passa a interessar apenas "a apropriação da máquina estatal e, por meio dela, mobilizar a seu favor os meios que as classes dominantes colocarem a seu dispor". Profético.

O auditório onde a direção nacional do PT faz suas reuniões traz o nome de David Capistrano. Ele foi homenageado, a placa está lá, mas não foi ouvido. Depois de cinco anos de sentida ausência, ele morreu em novembro de 2000, vale relembrar suas idéias e reafirmar que a nossa funda é a de David. E continuar a luta contra os artífices da capitulação, lembrando sempre: o Davizinho avisou.



Escrito por Cid Benjamin às 07h29
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Zagalo versus Rogério Ceni

Esta matéria de Marcelo Russio é do Uol News e dá uma pista sobre as razões de Rogério Ceni não ser convocado por Parreira para a seleção brasileira.

Ceni ou não Ceni?

Olá, amigos. Não sei se em algum lugar já foi colocada a verdade sobre a não-convocação de Rogério Ceni para a Seleção Brasileira. De qualquer maneira, segue a versão que me foi confirmada por cinco fontes da mais alta confiança (uma delas, inclusive, presente no momento do ocorrido).

Na Copa das Confederações de 1997, quando um grupo de jogadores, liderado por Romário, tosou os cabelos de todos os atletas que estavam na concentração, alguns não concordaram com a brincadeira e foram segurados a força para terem suas cabeças tosquiadas. Entre eles, Bebeto, Gonçalves e... Rogério Ceni.

Indignado com o que, em sua opinião, foi uma atitude violenta e sem sentido, o goleiro foi queixar-se ao então técnico, Zagallo. Diante da indignação de Rogério, Zagallo teria dito que não aprovava o que foi feito, mas que ele estaria exagerando e que aquilo mostrava que ele não tinha espírito de grupo.

Ceni, então, teria retrucado que, se era para ter o espírito de grupo que Zagallo tanto pregava, que ele deixasse que raspassem a sua cabeça também. Zagallo viu a resposta do goleiro como uma falta de respeito com ele e, a partir de então, sempre que o Velho Lobo esteve envolvido com a Seleção Brasileira, Ceni esteve fora.

As mesmas fontes que me confirmaram essa versão também afirmam que Parreira admira Rogério e que, se tivesse que escolher entre Marcos e Ceni, o goleiro do São Paulo iria à Copa, mas o treinador não quer se indispôr com Zagallo, seu grande amigo e conselheiro, e, verdade seja dita, tem medo que o ambiente da Seleção seja abalado por haver no grupo duas pessoas que não convivem em total harmonia. Parreira ainda entende que Marcos e Rogério têm o mesmo nível técnico e, portanto, o prejuízo pela não-convocação do goleiro do Tricolor paulista está dentro do aceitável.

 



Escrito por Cid Benjamin às 07h28
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As manchetes desta terca-feira, dia 27

O Globo – Valerioduto: CPI investiga 400 servidores da Câmara

 

JB – Temporada de desejos – Lula promete dinheiro mais barato

 

O Dia  Sucessor de Robinho impõe ditadura do pó

 

Folha – Câmara vive pior ano em uma década

 

Estadão – Lula promete “crescimento mais vigoroso” em 2006



Escrito por Cid Benjamin às 08h18
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Haja pizza!

Os jornais noticiam que a CPI dos Correios já tem provas de que 400 funcionários da Câmara fizeram movimentações financeiras com empresas ligadas ao valerioduto. Como são, no total, 513 deputados, não é impossível que o mensalão tenha irrigado contas não apenas dos 19 parlamentares já indiciados, mas de centenas deles.

Assim como, no passado, já houve quem quisesse esquecer o que tinha escrito, hoje tem gente que esqueceu o que disse. Mas eu me lembro ter ouvido uma história de que seriam mais 300 picaretas no Congresso...



Escrito por Cid Benjamin às 08h17
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De novo a cascata do "espetáculo do crescimento"

Fim de ano é momento em que videntes fazem suas previsões. Quase nunca elas são acompanhadas de um retrospecto das previsões feitas pelos mesmos charlatões no ano anterior. Com os políticos acontece o mesmo.

Ontem, em seu último programa de rádio do ano, Lula afirmou que “não promete”, e sim “garante um crescimento vigoroso em 2006”.

Por preguiça ou falta de imaginação, a imprensa não se deu ao trabalho de buscar as previsões do presidente no fim de 2003 e de 2004. Seriam muito parecidas.

E não se confirmaram.

Algumas dessas previsões estão numa nota postada neste blog há dois ou três dias. 



Escrito por Cid Benjamin às 08h13
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Aumenta a exclusão - Editorial da Folha

Abaixo, um dos editoriais da Folha de hoje. É forçoso reconhecer que ele tem razão.

À primeira vista, os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) sugerem um quadro de melhora na distribuição de renda no Brasil. Divulgados há cerca de um mês, os números indicam uma interrupção do declínio da renda média do trabalhador em 2004, que havia registrado queda expressiva no decênio anterior.
Mas um estudo elaborado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), divulgado no domingo pela Folha, mostra, com base nas estatísticas do IBGE, que o processo de exclusão se intensificou em anos recentes. Em que pese uma pequena melhora na desigualdade, comemorada com alarde pelo governo, o estudo revela que a situação dos mais pobres tem piorado.
Em nove anos, o rendimento médio dos 10% mais pobres caiu cerca de 40%, assim como aumentou de forma marcante a dependência desses setores em relação aos programas de renda-mínima. Em 1995, 89% dos ganhos dessa população vinham do trabalho. Já em 2004, essa porcentagem era de apenas 48%.
Os números indicam que as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho vêm se reduzindo de maneira drástica para esse segmento. Em muitos casos, as políticas compensatórias têm sido menos um complemento de renda do que a fonte principal do sustento familiar.
O exemplo do Bolsa-Família é o mais emblemático: não raro o benefício pode se tornar um inibidor da mobilidade social, uma vez que muitos podem preferir a segurança do rendimento à instabilidade de um emprego que possa acarretar perda da renda adicional.
É verdade que políticas compensatórias têm um papel a desempenhar no Brasil. Mas essas políticas, que representam custos elevados para o Estado, não podem nem devem substituir os efeitos de um crescimento econômico vigoroso, com oferta de emprego e distribuição de renda.



Escrito por Cid Benjamin às 08h10
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Com a palavra, Janio de Freitas

Observação pertinente de Janio de Freitas em sua coluna de hoje na Folha.

 

Dilma Rousseff e Aldo Rebelo foram além, em muitos sentidos, do que lhes caberia nas suas contestações ao relatório preliminar da CPI dos Correios. Como presidente da Câmara, Aldo Rebelo não pode desqualificar a priori uma CPI, na base do "eu não acredito". Se tem elementos objetivos e convincentes a expor, deve fazê-lo. Do contrário, não precisa contribuir para desmoralizar mais a Câmara que encontrou e mantém com imagem deplorável.
No caso de Dilma Rousseff, além de referir-se a "um julgamento" que não houve, inferiorizar o relatório a pretensos "princípios jurídicos" da ditadura é enveredar até por adulteração histórica. Então "a ditadura respeitou práticas de inquérito"? Com torturas? Com assassinatos?



Escrito por Cid Benjamin às 08h07
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Surrealismo

Já era de arrepiar os cabelos a notícia, divulgada na semana passada, de que a Polícia Rodoviária Federal impediu o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem de tapar buracos na BR-101 (rodovia Rio-Campos), que está em situação calamitosa, sob a alegação de que esta era uma atribuição federal.

Hoje lê-se que o estado conseguiu uma liminar que permite que ele faça o trabalho.

Mas lê-se também que o coordenador regional do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Rodrigo Costa, não desistiu de impedir os trabalhos de conservação da rodovia:

- Vamos recorrer da decisão da Justiça. Continuamos a achar que cabe exclusivamente ao Dnit realizar o trabalho.

Durma-se com um barulho desses.



Escrito por Cid Benjamin às 08h05
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As estranhas razões de César Maia

O prefeito do Rio, César Maia, resolveu antecipar para janeiro o reajuste das passagens de ônibus, que aconteceriam em abril. A justificativa: o prefeito resolveu atender a um pedido dos empresários do setor.

E eu que achava que os aumentos eram decididos com base numa planilha de custos...



Escrito por Cid Benjamin às 08h05
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As manchetes desta segunda-feira

O Globo – Pan terá R$ 384 milhões da União para segurança

JB – Previdência privada – Ainda há tempo para pagar menos imposto

Folha – PT perde 1/3 dos eleitores em um ano.

Estadão
– Estados mais ricos são os que menos investem



Escrito por Cid Benjamin às 12h40
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A suposta da abertura dos arquivos da ditadura

O blog de Fernando Rodrigues (http://uolpolitica.blog.uol.com.br/) publicou a nota abaixo, afirmando que a anunciada abertura de arquivos anunciada pelo governo Lula era uma farsa. Confiram.

 

Na quarta-feira (dia 21.dez.2005), a ministra Dilma Rousseff foi quase às lágrimas ao fazer o anúncio do envio para o Arquivo Nacional de documentos secretos que foram produzidos durante a ditadura militar (1964-1985). A emoção se devia, supostamente, ao fato de ela ter sido presa naquele período. Os papéis agora serão de domínio público. As consultas devem começar em janeiro.

Apesar da emoção da ministra, aos poucos fica claro que o governo Lula só fez uma operação cosmética de abertura dos arquivos. Há indicações de que a maioria dos principais documentos secretos ficou de fora –possivelmente agora para sempre, acobertados pela cerimônia marqueteira da semana passada capitaneada por Dilma Rousseff.

Quem demonstra tudo isso à perfeição é Carlos Fico, professor de história da UFRJ e coordenador do Grupo de Estudos sobre a Ditadura Militar dessa universidade. Para ler o que escreveu Fico, consulte o "post" abaixo.

Em resumo, o professor da UFRJ diz terem ficado de foram os documentos do CIE (Centro de Informações do Exército), Cenimar (Centro de Informações da Marinha) e Cisa (Centro de Informações da Aeronáutica) –"temíveis órgãos de segurança e informações da época". Há também, diz ele, "outros acervos, já organizados, prontos para serem recebidos pelo Arquivo Nacional, como o da DSI-MRE (Divisão de Segurança e Informações do Ministério das Relações Exteriores), a respeito do qual paira a discrição constrangida do Itamaraty".

Como Dilma Rousseff disse considerar que ali estavam "os" documentos secretos da ditadura, e que qualquer cidadão poderia apontar para onde mais o governo deveria buscar tais papéis, o professor Fico comentou: "A ministra, surpreendentemente, transferiu para a sociedade a responsabilidade pela localização dos acervos militares, devendo qualquer do povo informá-la tão logo encontre (pelas ruas?) um desses acervos!".

 



Escrito por Cid Benjamin às 12h38
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A via-crúcis do PT

Pesquisa da DataFolha divulgada hoje mostra que o PT perdeu aproximadamente um terço de seu eleitorado no país em apenas um ano: em dezembro de 2004, 24% dos eleitores apoiavam o partido de Lula. Desde então, esse percentual não pára de cair: 21% em junho (quando o ex-deputado Roberto Jefferson deflagrou a crise do "mensalão"), 19% em julho, 18% em agosto, 17% em outubro -- até chegar a 16% na pesquisa feita neste mês.

O mais preocupante para os petistas é que vem aí uma campanha eleitoral renhida, com tudo o que isso significa: a reiterada exposição das mazelas em horário nobre de rádio e TV.



Escrito por Cid Benjamin às 12h23
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Mais uma do JB

Esta nota foi retirada do Avenida Brasil (http:/avenidabrasil.blogspot.com/), blog mantido por uma garotada esperta do JB que se dedica a sacanear o jornal em que trabalha.

Ontem, só depois de amanhã

 O atentado que na sexta-feira feriu 16 pessoas em São Paulo foi destaque na capa de todos os jornais neste sábado. Quer dizer, quase todos.
No diário do Aviador, a bomba passou longe da primeira página - e também da segunda, da terceira, da quarta e por aí vai.
Além de circular pelo segundo ano seguido em edição de "24 e 25 de dezembro", o Centenário ignorou a principal notícia do dia 23.
Que ocorreu às quatro da tarde.



Escrito por Cid Benjamin às 12h15
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O sinal e o bocejo - Clovis Rossi

Para os ingênuos que ainda acreditam que o governo Lula possa adotar uma política econômica menos ortodoxa, resumo trecho de entrevista que o filósofo comunista Leandro Konder concedeu à revista trimestral "Democracia Viva", editada pelo Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, ou instituto do Betinho).
Konder conta que ele e Carlos Nelson Coutinho, outro dos grandes intelectuais de esquerda, tiveram um encontro com o "superministro"José Dirceu, no hotel Glória (RJ).
Coutinho comentou, a certa altura: "Você [Dirceu] disse aqui, com toda razão, que seria loucura propor qualquer traço de política econômica inspirado pelo socialismo. Claro que não é nossa proposta, não pode ser, temos senso de realidade".
Em seguida, Coutinho, baiano, relata que, quando anda pelo interior da Bahia, procura sempre orientar-se na direção de Salvador. "Enquanto não vejo uma placa informando que Salvador fica naquela direção, não sossego", disse a Dirceu.
Emendou com um comentário seguido da pergunta que Konder define como "fundamental": "Vocês não tomaram nenhuma medida nem disseram quando tomarão uma que indique essa direção, que é fundamental, porque é ela que vai dar credibilidade, confiança, lastro estratégico ao que vocês estão fazendo. Quando vocês colocarão essas plaquinhas?".
Fulminante resposta de Dirceu: "Nunca".
Note o leitor que não foi a "formiguinha" Antonio Palocci quem matou qualquer ilusão em Konder e Carlos Nelson Coutinho (Konder saiu do PT para o PSOL). Foi o "companheiro de armas", o suposto socialista, o revolucionário de gabinete José Dirceu.
Portanto, não tenha ilusões, se espera outra coisa, nem tenha medo, se teme outra coisa. A política econômica de Lula é essa que está aí, juros mais, juros menos, superávit fiscal maior ou menor. Nada que provoque mais que bocejos.

 

(Da Folha de ontem) 



Escrito por Cid Benjamin às 12h01
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Inclusão social ou assistencialismo?

O processo de exclusão do mercado de trabalho da população extremamente pobre no Brasil se intensificou de 1995 a 2004. Nesse período, o rendimento médio dos trabalhadores que se encontram entre os 10% mais pobres caiu 39,6% ao mesmo tempo em que aumentou a dependência dos programas sociais do governo.
Em 1995, 89% da renda dessa população vinha do trabalho. Em 2004, essa porcentagem caiu para 48%, ou seja, mais da metade da renda do trabalhador mais pobre no Brasil não vinha de sua atividade no mercado de trabalho.
Essas são conclusões de um estudo do sociólogo Álvaro Comin, do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), a partir da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, publicadas na Folha de S.Paulo ontem.

E ainda há quem diga que o Bolsa-Família é projeto de inclusão social...



Escrito por Cid Benjamin às 11h55
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Fiesp está à esquerda do governo Lula

A Folha de domingo publica entrevista com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que solta os cachorros contra a política monetária do Banco Central. Como representante do chamado "capital produtivo", tanto quanto vem fazendo o vice José Alencar, Skaf afirma que o país tem que defenestrar do poder o grupo que, há 20 anos, dita as regras da política econômica no país e que, segundo ele, está alojado no Banco Central e no Ministério da Fazenda. "Esse grupo que manda hoje na economia não pode continuar ditando as regras no Brasil", diz. "Está na hora de começarmos uma guerra contra esse grupo."
De acordo com Skaf, a mentalidade desse grupo, de privilegiar o combate à inflação, justificava-se quando o Brasil convivia com índices de 80% ao mês. Mas a inflação, a seu ver, já deixou de ser o principal problema do país. Para Skaf, a prioridade hoje deveria ser o crescimento. "O presidente da República precisa direcionar o Brasil para o crescimento", afirma. "É um erro dar tanto poder a esse grupo monetarista."
Skaf, que completa no início de 2006 seu primeiro ano à frente da Fiesp, refuta as acusações de que os defensores de uma mudança de rumo na política econômica querem de volta um pouco mais de inflação. "Quem fala isso ou não sabe o que está falando ou não está com boa-fé", afirma.

Lamentavelmente, devemos fechar este ano com um crescimento em torno de 2,3%. É a metade do que a gente cresceu o ano passado, é a metade do que o mundo, em média, vai crescer neste ano e é um terço do que os países emergentes, em média, vão crescer. Mais uma vez, um crescimento frustrante. O país só consegue resolver seus problemas, como de geração de emprego, distribuição de renda e necessidade de mais investimento, se der ênfase ao crescimento. Se o mundo tivesse crescido 1%, o crescimento de 2% seria bom, mas não foi o que aconteceu. O mundo cresce em média quase 5% e a gente cresce apenas 2,3%, e há quase 20 anos que isso se repete. Nas últimas duas décadas, o crescimento do Brasil tem sido abaixo da média.

 

Quem diria, Greta Garbo acabou no Irajá.

O PT, aliado aos bancos, é alvo da crítica dos industriais.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h46
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Lula, JK e a imprensa

Alberto Dines mostra em sugestivo artigo publicado no Observatório da Imprensa (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=360JDB001) que Lula se equivoca quando afirma que, tanto quanto JK, está sendo vítima de um massacre da imprensa.

Que Lula não é vítima de massacre algum, está mais do que provado. Praticamente todas as denúncias contra seu governo e o PT foram feitas por aliados e têm sido comprovadas. A exceção fica por conta da matéria de Veja - sempre ela! - sobre os dólares cubanos. O resto, lamentavelmente para os que já acreditaram (ou ainda acreditam) neste governo, tem se confirmado no essencial.

Mas JK tampouco sofreu massacre por parte da mídia. ao contrário. Dines lembra que, dos dez jornais mais importantes do Rio - então a capítal federal - fazia oposição a Juscelino apenas dois: a Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda, e o Diário de Notícias. Todos os demais - inclusive o conservador O Globo, que fora contra sua posse - apoiavam JK.

O mesmo ocorria com as duas principais revistas - Cruzeiro e Manchete - e com a única estação de TV, a recém-criada TV Tupi.     



Escrito por Cid Benjamin às 11h37
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Manchetes deste sábado

O Globo - Superávit é recorde, mas gasto com juros também

JB – Papai Noel existe

Folha – Auditoria conclui que pesquisa com clone foi fraudada

Estadão - Crescimento em 2006 ficará próximo de 5%, diz Palocci

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h17
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A atualidade de Nelson Rodrigues

Anteontem, o presidente da Câmara, Aldo Rabelo, negou a existência do mensalão. Ontem, foi a vez da ministra Dilma Roussef.

Pode ser que não tenha havido pagamento todo dia 5 do mês, registrado em contracheque. Mas que houve compra de deputados está mais do que provado. Figurões do PT e do governo Lula se arriscam a cair no ridículo ao tentar tapar o sol com a peneira.

Lembram Nelson Rodrigues, que, certa vez, deu um conselho a um marido flagrado em adultério: "Negue, mesmo que seja pego na cama com a amante".  



Escrito por Cid Benjamin às 10h56
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De superávits e juros

Em sua principal manchete de hoje, O Globo estampa: "Superávit é recorde, mas gasto com juros também".

É difícil entender que alguém bem-intencionado veja lógica nessa diábolica combinação de arrocho fiscal e com juros altos - pilar da política econômica do governo Lula. Por mais que se pague, os juros fazem a dívida aumentar sem parar, o que exige superávits primários gigantescos, obtidos às custas de cortes em investimentos sociais e na infra-estrutura.

No tempo em que FHC praticava essa política, o PT era um crítico implacável dela.   

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h55
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O espetáculo do crescimento

Sabe-se que a preguiça – se não for a mãe de todos os males, como dizia minha avó – é,  pelo menos, inimiga do bom jornalismo.

Quando se vê Palocci prometer que "a economia vai crescer muito (algo perto dos 5%)" e, 2006, o mínimo que se esperaria é que os jornais fizessem duas coisas:

1)    que comparassem esse índice com o crescimento que tiveram os demais países latino-americanos e do Caribe este ano.

2)    comparassem essa afirmação de Palocci com afirmações que próceres do governo fizeram no fim de 2004 e em 2003.

Isso não foi feito.

Pois bem, veriam que, neste ano, a maioria dos países latino-americanos e do Caribe cresceu a índices muitos superiores do que 5%. E veriam também que, em 2003, Lula prometeu para breve o tal “espetáculo do crescimento”, de que ninguém teve notícia.

E ainda que, em dezembro do ano passado, Palocci previu “um ano auspicioso” na economia, com crescimento de 5% a 6%. Não chegou a 3%.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h46
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Lula e as inaugurações

O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, é uma das melhores figuras deste governo. Preparado, discreto e correto na forma de proceder, não é à toa que está passando incólume nesse mar de denúncias contra o núcleo central do governo. Mas Dulci escorregou ao defender ontem a presença de Lula no maior número possível de inaugurações. "Feliz do governo que tem obras boas para inaugurar", disse.

Lula participou ontem da inauguração de uma cooperativa de catadores de papel em São Paulo. Nesse passo, daqui a pouco vai inaugurar carrocinha de picolé.  



Escrito por Cid Benjamin às 10h43
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Mais uma de Lula

Na inauguração, em mais um de seus já famosos improvisos, Lula afirmou que nada deixava um ex-marido mais frustrado ou enciumado do que ver a ex-mulher feliz com o novo marido. Saia justa para a ex-prefeita Marta e o senador Suplicy, presentes na cerimônia.



Escrito por Cid Benjamin às 10h42
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PF entra na política?

O anúncio feito pelo ministro Márcio Thomaz Bastos de que a Polícia Federal vai investigar os partidos nas eleições, fora do comando da Justiça Eleitoral, está deixando muita gente apreensiva. Afinal, até hoje não se sabe o que foi feito com investigações incômodas para o governo, como as sobre o caso Waldomiro Diniz, por exemplo.

- Sempre que a polícia é envolvida em matéria política podem esperar-se arbitrariedades. A autoridade é o Tribunal Superior Eleitoral, e não o ministro - lembrou o respeitado Claudio Weber Abramo, da Transparência Internacional.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h41
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Menos uma dor de cabeça para Lula

Os sete integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) encerraram a greve de fome iniciada na segunda-feira, em frente ao apartamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo. Quatro dias em jejum na porta do prédio de Lula conseguiram o que o esforço de meses não tinham conseguido: atenção para as reivindicações das 800 famílias sem-teto acampadas num terreno em Taboão da Serra.



Escrito por Cid Benjamin às 10h39
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A classe política perdeu a vergonha - Fritz Utzeri

O Congresso vazio, deputados e senadores recebendo dois lautos salários adicionais para continuar não trabalhando, após não terem trabalhado no horário do expediente. Sente-se nos corredores desertos o cheirinho de massa, mozarela de búfala, tomates e orégano: um acordo para pizzaiolo nenhum botar defeito. A classe política, definitivamente, perdeu a vergonha. Ela tem tanta certeza de nossa estupidez, que sequer se dá ao trabalho de disfarçar.

Zombam de nossas caras e a resposta qual é? Quércia em primeiro lugar nas intenções de voto para o governo de São Paulo! Ele mesmo, o Orestes, que parecia mortão, ó meu! Por que não ressuscitar logo o Maluf, fazer uma dobradinha e lançá-los à sucessão de Luiz Inácio? Pelo menos saberíamos exatamente o que estávamos comprando...

(Leia a íntegra do artigo no site do Bafafá: http://www.bafafa.com.br)



Escrito por Cid Benjamin às 10h37
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Nota do MST à sociedade

"Em relação aos dados anunciados nesta quinta-feira (22) pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra sente-se na obrigação de esclarecer a sociedade que:

"1. Assim como a política econômica do Governo Lula, a política de Reforma Agrária nada tem de original e repete os mesmos passos do Governo FHC: inflaciona os verdadeiros números de assentamentos utilizando a prática de contabilizar a reposição de lotes em assentamentos antigos como novos assentamentos; em deixar famílias vivendo em assentamentos precários no norte do país em terras públicas, que beneficiam principalmente grileiros. No intuito de provar que estaria fazendo a reforma agrária. Reforma agrária é desconcentrar a propriedade da terra e resolver os problemas dos pobres do campo.

Leia a íntegra da nota no site do MST: http://www.mst.org.br/informativos/minforma/ultimas1441.htm



Escrito por Cid Benjamin às 10h35
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Amigos do chefe

A Justiça barrou os planos de Nelson Tanure, dono do Jornal do Brasil, para entrar na área da aviação, comprando a Varig. Ainda bem. Já se temia que ele repetisse os métodos que usa para gerir o jornal, não assinando a carteira profissional dos empregados e escalando estagiários como pilotos.
Uma garotada que trabalha no JB e mantém o blog Avenida Brasil (http://avenidabrasil.blogspot.com/) marca em cima a bajulação dos colunistas da casa em relação ao patrão. Eles chegam a contar o número de citações por semana à família Tanure nas colunas do jornal. Agora, selecionaram duas notas sobre a nova empreitada de Nelson Tanure. Elas mostram bem o puxa-saquismo reinante no jornal. Confiram.


BAJULAÇÃO - "Belo pouso, comandante"
A Varig, que é um dos nossos símbolos no mundo, está agora em mãos seguras e pronta para voar em Céu de Brigadeiro. O empresário Nélson Tanure, diretor-presidente da Cia. Docas e da Editora JB, realizou o seu sonho: manter a Bandeira do Brasil voando pelo mundo, levada pelos aviões da Varig... Varig... Varig...
(Gilberto Amaral, JB Brasília, 14/12)

**

ASSINE A concorrência e ganhe cinco mil milhas na empresa do Tanure. Varig, Varig, Varig! É brincadeirinha, viu?... Com os parabéns da coluna à notável empresa aérea, que todos amamos, agora sob a gestão de um homem empreendedor, corajoso e capaz...
(Hildegard Angel, JB, 13/12)

É ou não é dose?


Escrito por Cid Benjamin às 11h06
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Lula sensível - Besteirol

"Estou vendo aqui companheiros portadores de deficiência física.
Estou vendo o Arnaldo Godoy sentado, tentando me olhar, mas ele não pode me
olhar porque ele é cego.Estou aqui à tua esquerda, viu, Arnaldo!
Agora, você está olhando pra mim... "

Fonte: Site da Radiobras, 27/06/2003

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h52
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História da carochinha

Esta é da Folha de hoje. Vejam se o Banco do Brasil não deveria se dar mais ao respeito. Os grifos são meus.

O Banco do Brasil informou ontem que não pode afirmar, por ora, que houve desvio de R$ 23,2 milhões destinados à publicidade dos cartões de bandeira Visa, embora a auditoria interna no banco não tenha achado notas fiscais que comprovassem os gastos dessa parcela dos recursos transferidos à DNA Propaganda. De acordo com a assessoria de imprensa, os serviços podem ter sido prestados apesar da falta de documentos que comprovem isso.



Escrito por Cid Benjamin às 10h50
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Papai Noel na CPI

Em sua coluna de hoje na Folha, o respeitado jornalista Janio de Freitas presta uma justa homenagem à dupla Delcídio Amaral e Osmar Serraglio pela condução dos trabalhos na CPI dos Correios. Os dois eram desconhecidos do grande público e estão fazendo na CPI um trabalho acima das expectativas. 

O relatório preliminar apresentado pelo deputado Osmar Serraglio, em nome da CPI dos Correios, é mais do que um trabalho competente e sério. Embora ainda distante de muitas das conclusões necessárias, aquelas que reúne arrasam, a um só tempo, o temor de ineficácia da CPI, fosse ou não por acordos mafiosos, e o que restava das versões de Delúbio, Valério, dos responsáveis pela publicidade oficial e da "defesa" petista.
É suficiente pescar no noticiário de hoje duas conclusões já estabelecidas no relatório preliminar. Uma, relativa ao montante do "valerioduto"; a outra, a suas fontes parciais de recursos. Não sobrevive dúvida alguma de uso de dinheiro dos setores governamentais para alimentar os condutos do "valerioduto", pelos quais passaram muito além dos tais R$ 55 milhões de pretensos empréstimos. A soma das liberações encontradas pela CPI vai a mais de R$ 100 milhões operados por Marcos Valério. Sem ao menos falsidades bancárias a explicá-los, mas bem acompanhados pela "antecipação" de verbas oficiais e pagamentos sem os respectivos serviços, além de outras fontes ainda sob investigação.
Entre os numerosos componentes da CPI, poucos preferiram, às suas exibições circenses, trabalhar efetivamente nas investigações. Será mais seguro citá-los ao final dos trabalhos.
Mas desde logo fica reconhecida a sorte que entregou a condução da CPI dos Correios ao senador Delcídio Amaral e ao deputado Osmar Serraglio, presidente e relator.
Isentos na orientação, democráticos nas relações com o plenário e elevados na conduta pessoal.
O relatório preliminar é um bom presente de Natal da CPI dos Correios à opinião pública.



Escrito por Cid Benjamin às 10h46
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Em causa própria

Esta é do Painel da Folha de hoje.

Petistas e tucanos próximos ao prefeito de São Paulo fizeram a mesma leitura do elogio de José Dirceu à "independência" de José Serra: o ex-deputado tenta se aproximar do PSDB de olho no projeto de sua anistia.



Escrito por Cid Benjamin às 10h43
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Para embolsar salários, PT ignora estatuto

Esta também é do blog de Josias de Souza, na Folha On Line.

 

Para receber os dois salários adicionais (R$ 25.694,40) pagos durante o período de autoconvocação extraordinária do Congresso, nada menos que 92 parlamentares do PT rasgaram o estatuto do partido. Ao todo, 12 senadores e 80 deputados petistas ignoram o próprio estatuto.

 

O código interno que rege o funcionamento do Partido dos Trabalhadores proíbe expressamente o recebimento de remunerações extras. Mais do que isso: prevê que os parlamentares petistas devem combater com vigor esse tipo de anomalia. A vedação consta do item número três do artigo 69 do estatuto. Diz o seguinte:

 

Art. 69: Desde o pedido de indicação como pré-candidato a cargo legislativo, o filiado comprometer-se-á rigorosamente a:

 

(...)

 

III- se eleito, combater rigorosamente qualquer privilégio ou regalia em termos de vencimentos normais e extraordinários, jetons, verbas especiais pessoais, subvenções sociais, concessão de bolsas de estudo e outros auxílios, convocações extraordinárias ou sessões extraordinárias injustificadas das Casas Legislativas e demais subterfúgios que possam gerar, mesmo involuntariamente, desvio de recursos públicos para proveito pessoal, próprio ou de terceiros, ou ações de caráter eleitoreiro ou clientelista.

 

 

Só dois deputados petistas informaram publicamente que abriram mão de receber os salários adicionais da convocação extraordinária: Dr. Rosinha (SP) e Vicentinho (PR). Os outros 92 – 11 senadores e 81 deputados - já receberam a primeira parcela (R$ 12.847,20), paga na semana passada. E devem embolsar a segunda parcela, de mesmo valor, prevista para fevereiro.

 

O deputado Dr. Rosinha decidiu enviar ao presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), ele próprio um transgressor do estatuto, um ofício exigindo a aplicação das normas internas da legenda. Provocado, o PT será obrigado a se posicionar.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h41
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Sobre politicagens e sabotagens

Do blog de Josias de Souza, na Folha On Line

 

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes disse nesta quarta que a pressão exercida sobre Lula para que ele assuma logo a candidatura à reeleição é coisa da oposição "politiqueira". A antecipação serviria só para "sabotar" o governo.

"A quem interessa essa coisa de tirar energia do governo da solução dos problemas do país é a uma oposição politiqueira. Há uma oposição honesta e respeitável e essa também sabe que não é a hora, tanto que está adiando a escolha de seus candidatos. Mas, infelizmente, há uma parcela da oposição que só quer sabotar", disse Ciro.

O diabo é que na noite passada um grupo de membros da Comissão Executiva Nacional do PT esteve na Granja do Torto e, em conversa com Lula, pressionou-o a anunciar já a candidatura às eleições de 2006. A prevalecer o raciocínio de Ciro, o naco dirigente PT aderiu à oposição “politiqueira”. Pior: sabota abertamente o governo Lula. É, pode ser.



Escrito por Cid Benjamin às 10h38
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As manchetes desta sexta-feira

- Globo: CPI: valerioduto financiou 'semanão' e troca de partidos

- JB: Mensalão bancou troca de partido

- Folha: CPI divulga relatório e diz ter provado o "mensalão"

- Estadão: Relatório da CPI mostra os 4 caminhos do mensalão

- Correio Braziliense: CPI liga mensalão a troca de partidos



Escrito por Cid Benjamin às 10h37
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Coluna do Uol come mosca

A piração abaixo foi publicada na coluna do Fernando Rodrigues, no Uol. Logo que a vi, telefonei para o Milton Temer, que é o presidente do PSol no Rio, para alertá-lo. Ele estava na rua e, portanto, impossibilitado de desmentir. Pediu que eu o fizesse em seu nome. Segundo Temer, a informação deve ter sido plantada por gente do PT. Seu desmentido está depois da nota do Fernando Rodrigues.


PSOL e PT, tudo a ver

Quem diria. O PSOL, sigla criada de uma costela perdida do PT, anda sugerindo no Rio de Janeiro que gostaria de fazer uma aliança com o... PT. Isso mesmo. Para garantir a eleição de seus deputados, o PSOL sugere que pode fazer uma aliança para os cargos proporcionais na eleição fluminense de 2006.
No Rio, o candidato petista é Vladimir Palmeira, da esquerda do partido e não faria vergonha aos radicais do PSOL. Mas o problema é outro. Se a regra da verticalização for mantida, o PSOL só poderá se aliar ao PT em alguns Estados se Heloísa Helena não for candidata ao Palácio do Planalto. Aí a coisa fica mais difícil...
Por enquanto, a novidade, é o pânico real dos partidos pequenos sobre a eleição de 2006. Quem não tiver 5% dos votos para deputado federal em todo o país ficará abaixo da chamada cláusula de barreira: a partir de 2007, amargará só 2 minutos por semestre na TV, quase nada de dinheiro do fundo partidário e sem direito a estrutura de liderança dentro do Congresso. A vida ficará difícil para essa turma.

O desmentido de Temer:
Fernando, que maluquice é essa? Como o Cid Benjamin já comunicou aí em cima, não há a menor procedência racional nessa notícia. Nos velhos tempos, você ainda se dava ao trabalho de confirmar os boatos que tentassem plantar em tuas colunas. Mudou de procedimento? Abraços do Milton Temer



Escrito por Cid Benjamin às 16h17
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Conselhos complementam salários de ministros

Sempre se cochichou nos círculos do poder que o governo federal complementa os salários de seus altos funcionários nomeando-os conselheiros de empresas nas quais têm participação. Isso resulta num acréscimo substancial de salários. Agora, o jornal Valor informa que o ministro Ciro Gomes vai ganhar em dobro ao trocar conselho da Acesita pelo de Itaipu.

A determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a Casa Civil reavaliasse a composição dos conselhos de estatais, bem como a participação e remuneração de integrantes do governo como conselheiros, parece ter caído no esquecimento.

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, foi nomeado ontem, conforme consta no Diário Oficial da União, conselheiro de Itaipu-Binacional com mandato até 17 de maio de 2008. A assessoria de imprensa do ministro informou que ele deixou no mês passado o cargo de conselheiro da Acesita, onde representava a Petros. O valor do "jetton" dos conselheiros em Itaipu chega a R$ 12,5 mil mês, e há estudo para elevá-lo a R$ 15 mil. O Conselho tem seis brasileiros e seis paraguaios.


Escrito por Cid Benjamin às 11h15
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Noblat sobre o que disse Dirceu

Abaixo, um trecho retirado do blog de Ricardo Noblat.

 

No último domingo, às 18:57, sob o título "Na lista de Dirceu", postei uma nota que terminava assim:
"O senador (Aloisio Mercadante) é o terceiro nome da lista de desafetos com quem Dirceu pretende acertar as contas um dia. O primeiro é Lula. O segundo, Tarso Genro."
Entre amigos, Dirceu fala mal de Lula sem a menor inibição. O mínimo que chama ele é de "frouxo". Mas de público ele ainda não falara. Chamou-o de "personagem difícil" em entrevista à revista Fórum - e foi só.
Pois no último fim de semana, no Rio, ele avançou. E foi ouvido pelos jornalistas Jorge Bastos Moreno, de O Globo, e Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. O que disse está publicado, hoje, nos respectivos jornais.
Vale mais pelo que esconde ou sugere. Examinemos:
* "Vocês acham que o "establishment", o sistema, a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo ), a Febraban (Federação Brasileira de Bancos ) e a elite vão deixar o Serra ser presidente? Já não deixaram da outra vez e não vão deixar agora. Serra é muito independente. Eles querem um pau-mandado, um presidente dócil às regras do capital internacional. Eles não querem o Serra presidente muito mais pelas suas virtudes do que pelos defeitos, que são muitos.
(Comentário meu: Dirceu fez um elogio escancarado a Serra. E indiretamente criticou Lula. Porque o "establishment" não apoiaria a eleição e o governo de um presidente que não fosse dócil às regras do capital internacional. Enfim, que não fosse um pau-mandado. E o "establishment" digeriu muito bem a eleição de Lula. E apóia seu governo. Está feliz com seus resultados.)
* Sobre a reeleição de Lula: "Eu só voto no Lula, e só faço campanha para o Lula, se ele disser o que vai fazer no segundo mandato. É o que eu defendo que ele faça. Votar no Lula só porque ele é o Lula? As pessoas já fizeram isso em 2002."
E o que ele espera que Lula faça? Que mande o ministro Antônio Palocci para casa e "mude a política econômica".
(Comentário meu: Quer dizer: as pessoas votaram em Lula só pelo que ele representava - ou por aquilo que imaginavam que ele representava, entende Dirceu. Ele não vota uma segunda vez - salvo se Lula mudar a política econômica de Palocci. Bem, mas se ele mudar a política terá contra si o "establishment" .
No momento, Dirceu está mais para Serra do que para Lula.)



Escrito por Cid Benjamin às 11h10
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Lucia Hippolito sobre o que disse Dirceu

(comentário de Lucia Hippolito na CBN)

Quando afirma que José Serra não seria o candidato aprovado pelo sistema, isto é, mercado financeiro e empresariado, porque é muito independente e esta gente prefere um pau mandado, José Dirceu está dizendo que Lula é o pau mandado do sistema, inteiramente domesticado antes mesmo da eleição? E só por isso pôde ser candidato, e só por isso recebeu ajuda financeira do grande capital para poder se eleger?

Parece que é isso mesmo que está dizendo o ex-deputado.
Ao afirmar que, no Brasil, o presidente da República “tem que ser um mero delegado do poder constituído no país” e que “não pode mandar, caso contrário enfrentará crises graves”, Dirceu está dizendo que a eleição de Lula foi uma farsa.

E que ele próprio, Dirceu, compactuou com a farsa, ao participar da elaboração da Carta aos Brasileiros e liderar a mudança de rumo que o governo Lula tomou depois de eleito. 



Escrito por Cid Benjamin às 11h08
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Empresariado prefere Lula a Serra, avisa CNI

(do Estado de S. Paulo)

O empresariado brasileiro é simpático ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e teme mais o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resumiu ontem o deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao explicar a visão dos industriais sobre os principais personagens da corrida presidencial de 2006.

A aversão a Serra, manifestada por uma parcela substancial do empresariado, deve-se à desconfiança de que, uma vez na presidência, ele tenderia a adotar uma política mais intervencionista na economia que seus potenciais concorrentes, explicou Monteiro Neto. "Largos setores da comunidade empresarial acreditam que Serra é mais intervencionista. O mercado tem mais medo dele do que do 'novo Lula' que emergirá na campanha eleitoral", afirmou ele durante almoço de confraternização em que a CNI revelou esperar um crescimento de 3,6% em 2006.

"Eu vejo o Serra de outra forma. Ele age com racionalidade na economia. Não o vejo desafiando essa racionalidade", ponderou.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h06
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Manchetes desta quarta-feira

- Globo: Manobra no Congresso garante liberação de verbas

- JB: De olho em 2006 - Lula acha pouco 4 anos de governo

- Folha: Valério vai à Justiça e cobra do PT R$ 100,6 mi

- Estadão: Lula diz que 4 anos de governo 'é pouco'

- Correio: "Quatro anos é muito pouco"



Escrito por Cid Benjamin às 11h03
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Lula compara seu governo com o de FHC

Leio nos jornais que, na reunião ministerial de ontem, Lula insistiu em que seu governo é muito melhor do que o de FHC. Domingo, em entrevista ao Globo, o assessor especial da Presidência. Marco Aurélio Garcia, em meio a críticas ao governo de que faz parte, afirmara o mesmo.

Sinceramente, não diria que o governo Lula é menos pior do que o de FHC. Os superávits primários gigantescos, os lucros recordes dos bancos e a desmobilização do movimento popular estão aí para me dar razão.

De qualquer forma, tudo bem, vamos admitir que, sim, o governo Lula é superior ao de FHC.

Mas não será isso muito pouco? Afinal, o PT classificava o governo FHC - com a consolidação da política neoliberal no país e as privatizações que entregaram a preço de banana o patrimônio nacional - como o mais nocivo dos últimos tempos.

Será que o que resta, agora, a Lula e ao PT é tentar mostrar que seu governo é superior ao de FHC?

É um triste fim.  



Escrito por Cid Benjamin às 12h01
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Reveillon sem Dirceu

Esta é do blog do marona (http://blogdomarona.blogspot.com/)

De Mônica Bérgamo, na Folha:

Chegou ao fim a vida carioca do ex-deputado José Dirceu: no sábado, 17, ele reuniu amigos da cidade para um almoço de despedida. Dirceu - que deve passar o Natal em Passa Quatro e depois viajar para a França, onde pretende passar o réveillon no santuário de Lourdes com os escritores Fernando Morais e Paulo Coelho - estava inspirado. O ex-ministro, que já declarou a uma revista que Lula é um "personagem difícil", subiu um pouco mais o tom das críticas ao amigo presidente.


"Eu só voto no Lula, e só faço campanha para o Lula, se ele disser o que vai fazer no segundo mandato. É o que eu defendo que ele faça", afirmou, numa roda de amigos. "Votar no Lula só porque ele é o Lula? As pessoas já fizeram isso em 2002." E o que ele espera que Lula faça? Que mande o ministro Antônio Palocci para casa e "mude a política econômica".

Pelo menos o Rio passará um réveillon sem José Dirceu, Fernando Morais e Paulo Coelho. Não é pouca coisa, acreditem. A ausência deles preencherá uma lacuna.



Escrito por Cid Benjamin às 11h40
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Pedra no sapato de Lula

Um grupo de sem-teto começou ontem, segunda-feira, uma greve de fome diante do prédio em que mora Lula, em São Bernardo do Campo. Os sem-teto reivindicam a desapropriação de um terreno em Taboão da Serra, que há 80 dias está ocupado por 800 famílias.



Escrito por Cid Benjamin às 11h38
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Isto é Suplicy

Do Painel da Folha de hoje.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) participava, em março do ano passado, de uma sessão da Assembléia Legislativa paulista em homenagem ao MST quando pediu a palavra para fazer uma proposta:
- Nós, parlamentares do PT, poderíamos passar o Dia do Trabalho como voluntários na construção da escola do MST. Tenho certeza de que o Simão Pedro vai topar - disse o senador, referindo-se ao deputado que presidia a sessão.
Diante de um auditório lotado, ele não teve como recusar.
- O Suplicy não vai se lembrar disso no 1º de Maio. Pode relaxar - aconselhou outro deputado.
Suplicy não se esqueceu. No dia 30 de abril, arrastou Simão Pedro para o canteiro de obras.
- Passei o dia carregando tijolos, e ainda perdemos um jogo de futebol de 4 a 0 para o MST - contou Simão Pedro.



Escrito por Cid Benjamin às 11h32
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Sinalizando à esquerda - artigo de Milton Temer

Cada um tem o direito de tirar as conclusões que quiser. Mas os índices de pesquisa de intenção de votos garantindo a Orestes Quércia a vitória na disputa do governo de São Paulo, quaisquer que fossem os outros nomes apresentados ao cidadão pesquisado, são um dado fundamental a se adicionar ao anunciado no resultado do plebiscito sobre o comércio de armas:  há uma absoluta imprevisibilidade sobre o comportamento do eleitor em 2006.

 

Ou alguém pretende apontar Quércia como a grande novidade no cenário político da Paulicéia? Ou alguém pretende apresentá-lo como o messias restaurador da ética e da transparência na vida pública, tão ansiado por um povo que já não agüenta mais a convivência com os valerioindultos, na precisa qualificação do deputado Chico Alencar, que assolam o país?

 

Leia a íntegra do artigo no JB On Line (http://jbonline.terra.com.br) 



Escrito por Cid Benjamin às 11h31
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EUA subornam veículos de comunicação

O jornal americano USA Today informou que o Pentágono vai usar US$ 300 milhões para subornar veículos de comunicação nos EUA e no exterior. O objetivo é fazer com que divulguem matérias supostamente jornalísticas, exaltando a invasão americana ao Iraque. Não houve qualquer reação da super-reacionária Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h29
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Preconceito contra Evo Morales

A imprensa brasileira não escondeu o preconceito contra o presidente eleito da Bolívia, Evo Morales. Sua origem cocalera foi apresentada de forma a produzir sutil identificação com o narcotráfico. Domingo a Folha publicou o editorial “Riscos bolivianos” prevendo “dias turbulentos” para a Bolívia, classificando Evo como “desastrado líder populista” e afirmando que seu partido “defende teses da esquerda à moda antiga”. Como se não bastasse, diz que sua eleição vai desagradar Washington – como se isso devesse ser levado em conta.



Escrito por Cid Benjamin às 11h03
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As manchetes desta terça-feira, dia 20

- Globo: Em reunião de ministros, Lula cobra de Palocci queda do PIB

- JB: Tensão pré-eleitoral - Lula libera R$ 7,9 bilhões e cobra ação dos ministros

- Folha: Furlan e Palocci divergem sobre fórmula para crescer

- Estadão: Lula à equipe: gastem e defendam o governo

- Correio: Governo declara guerra aos tucanos

 

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h01
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O espetáculo do crescimento

O Globo de sexta-feira passada, dia16 de dezembro, publica um quadro da Cepal com a previsão do crescimento econômico na América Latina e no Caribe em 2005. Entre 30 países, o Brasil ocupa o vexatório 26º lugar, com uma previsão de crescimento de 2,5% do PIB. Atrás de nós estão apenas El Salvador, Haiti, Jamaica e Guiana.

Na liderança, com os maiores índices de crescimento aparecem Venezuela e Granada, com 9%, seguidas da Argentina, com 8,6%.

Estranhei a ausência de informações sobre Cuba. Depois vi, em letras minúsculas, uma observação ao pé do quadro: “Cuba cresceria 11,8% em 2005, mas os dados estão sujeitos a revisão”.

Não entendi nada.



Escrito por Cid Benjamin às 11h07
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Egotrip de Dirceu

Reproduzo, abaixo, e-mail que recebi de um amigo sobre as andanças de José Dirceu no Rio. Omito seu nome porque foi uma correspondência privada. Mas endosso suas palavras.

 

Leio no Globo de hoje que o Dirceu está gravando depoimentos contando o seu êxito com as mulheres, pediu ao governo de Cuba que envie fotos suas fazendo treinamento de guerrilha, contratou uma empresa para organizar seus arquivos pessoais, está ditando um livro para o Fernando Morais e por aí afora. Acho que pirou. Quer esticar a todo custo os quinze minutos de fama. Alguém tem que lembrá-lo que ele nunca se arriscou em nenhuma ação armada, destruiu o maior partido da esquerda brasileira, montou um governo de merda e foi cassado por corrupção. O resto é viagem de um ego sem limites.



Escrito por Cid Benjamin às 11h01
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O patriotismo futebolístico

Quem assistiu pela Globo à vitória do São Paulo sobre o Liverpool, na decisão do Campeonato Mundial Interclubes, pôde constatar que o patriotismo futebolístico de Galvão Bueno está cada vez mais ridículo. Num jogo em que o time brasileiro só fez se defender a maior parte do tempo, Galvão não se cansava de buscar supostas virtudes do São Paulo. Galvão sempre foi chato. Com o tempo, além de mais chato, está ficando ridículo.



Escrito por Cid Benjamin às 10h59
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Aécio e a farra da publicidade

O governo de Minas Gerais ultrapassou em 520% do que estava previsto no Orçamento do Estado para gastos com publicidade. Os dados, divulgados neste domingo, mostram que o governador Aécio Neves (PSDB) em vez de gastar os R$ 10 milhões previstos, gastou R$ 61,8 milhões.

Na semana passada eu já tinha postado uma nota neste blog mostrando que, até o início de dezembro, as despesas totais da União tinham superado em R$ 27 milhões os investimentos em saúde (construção de hospitais e postos de saúde, compra de equipamentos etc) e em R$ 12 milhões os investimentos em educação (construção de escolas, instalções etc). 

Continuo me peguntando 
por que não proibir todo e qualquer gasto de governos com publicidade, salvo aquelas de claro interesse público (vacinação obrigatória, campanhas de prevenção contra a dengue etc.)



Escrito por Cid Benjamin às 10h58
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Lula e o “denuncismo da imprensa”

O presidente Lula tem reclamado do “denuncismo” da imprensa. Não tem razão. Na maioria das vezes, os jornais e as revistas apenas repercutiram denúncias feitas por aliados do PT e do governo. E, para dissabor dos que um dia acreditaram (e dos que ainda acreditam) no governo, a maior parte delas se confirmou. Houve, sim, compra de deputados. Houve, sim, desvio de recursos públicos.



Escrito por Cid Benjamin às 10h55
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Imprensa brasileira e imprensa venezuelana

Também erra Lula quando compara a imprensa brasileira à venezuelana. Os grandes veículos de comunicação no Brasil são reacionários? Sim (como é a grande burguesia). Em sua maioria são neoliberais? Sim (por isso, aliás, a blindagem a Palocci durante tanto tempo). São preconceituosos em relação à luta do povo? Sim (basta ver como tratam o MST). Mas é exagero dizer que são parte de um esquema golpista, como é a venezuelana.

 



Escrito por Cid Benjamin às 10h52
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As manchetes desta segunda-feira

- Globo: Mundo marca data para fim de subsídios agrícolas

- JB: Crescimento prometido por Lula traz risco de apagão

- Folha: OMC define suspensão de subsídios agrícolas

- Estadão: BB e tribunal do Rio renovam acordo para mais despesas

- Correio Braziliense: Reunião ministerial em ritmo de campanha

Escrito por Cid Benjamin às 10h50
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Barrado na festa

Esta saiu no Painel da Folha de hoje:

 

"A senadora Heloisa Helena (AL) e os deputados Luciana Genro (RS), João Fontes (SE) e Babá (PA), todos do PSOL, levaram anteontem um bolo ao Congresso Nacional para comemorar o segundo aniversário de suas expulsões do PT.

"Os quatro foram defenestrados do partido, em processo conduzido pelo chamado Campo Majoritário, por terem votado contra a reforma da Previdência de Lula em 2003.

"Enquanto o quarteto cantava parabéns e apagava as velinhas, o senador Tião Viana (PT-AC) se aproximou ao notar a presença da colega Heloísa Helena:

"-Meus parabéns! Não sabia que era seu aniversário.

"-Estou comemorando minha expulsão do PT!

"Viana, que era o líder da bancada no Senado em 2003 e foi um dos comandantes do processo de expulsão, sorriu amarelo e saiu de fininho."

 

É como dizia minha avó: há males que vêm para o bem.



Escrito por Cid Benjamin às 08h50
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Super Homem é superdotado!

Essa deu nos jornais. O estúdio que está filmando "A Volta do Super Homem" está com problemas: o ator Brandon Routh tem o membro avantajado, é superdotado, e a roupa do super-herói é muito colada.  

O site kibeloco já fez sua fofoca: o Robin vai abandonar o Batman e correr pra trabalhar com o Super-Homem.



Escrito por Cid Benjamin às 08h44
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Manchetes desta sexta-feira, dia 16/12

- Globo: Acordão entre partidos livrou deputado e pode ser repetido

- JB: Processos de cassação - Pizzas chegam à mesa da Câmara

- Folha: Quércia lidera corrida para governador de SP

- Estadão: Governo zera IPI de produtos e corre para gastar R$ 12 bi

- Correio: Mordomia antecipada



Escrito por Cid Benjamin às 08h39
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