Blog do Cid Benjamin


Frases

“O que realmente incomoda é a perspectiva de não haver outra política econômica possível a não ser essa de terceirizar juros, câmbio e política fiscal para o mercado, temperando-a com bolsas-esmola.”
CLOVIS ROSSI
, jornalista da Folha de São Paulo.

 

“O valor dos autos de infração de ICMS controlados pelo Estado [do Rio de Janeiro], sem considerar a mora, chega a R$ 22 bilhões. Passíveis de cobrança, são cerca de R$ 19 bilhões. É dinheiro que não acaba mais. Você sabe quantos técnicos de Informática atuam no sistema que controla não apenas esses autos, mas também os parcelamentos? Um. Para manter sistemas que controlam valores dezenas de vezes menores, qualquer empresinha tem cinco ou seis analistas.”
FRANCISCO GENU, economista, em entrevista no jornal da Associação dos Fiscais de Renda do Estado do Rio de Janeiro.

 

 

 

“É prematuro e leviano afirmar-se que a segurança do MASP é falha”.
DELEGADO MARCOS ANTONIO GOMES DE MOURA, encarregado do caso, no dia seguinte ao roubo dos quadros de Picasso e Portinari. O alarme estava desligado, as câmeras não têm dispositivos infra-vermelho para que no escuro as imagens sejam aproveitáveis, as portas das salas em que ficam os quadros não são fechadas, na troca de turno dos guardas as duas turmas saem de circulação e vão lanchar no subsolo. Resultado: com um pé-de-cabra e um macaco hidráulico, três ladrões arrombaram a porta principal e roubaram as duas telas, avaliadas em mais de R$ 100 milhões.

 

 

 

"Faço tudo o que o Lula mandar, mas tenho a minha preferência, e ela está nesta mesa".
DEPUTADO INOCÊNCIO DE OLIVEIRA, o mais novo governista de todas as horas, em audiência na Câmara com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, lançado pelo parlamentar pernambucano candidato a presidente.

 

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h26
[   ] [ envie esta mensagem ]




Há mais novos lulistas

Esta nota é do Painel da Folha.

Não foi só o governador Eduardo Campos (PSB) que ajudou o antigo Campo Majoritário a manter o controle do PT de Pernambuco. Em João Alfredo, Severino Cavalcanti (PP), ex-presidente da Câmara, fez de tudo pelo candidato do grupo.

Quais os limites para a decadência do PT?



Escrito por Cid Benjamin às 11h23
[   ] [ envie esta mensagem ]




Gastos indefensáveis

Sempre achei que deveriam ser permitidos gastos públicos com propaganda apenas no caso de esclarecimentos de interesse geral da população: campanha contra dengue, vacinação de crianças e idosos, educação no trânsito etc.
Assim, se algum governante quisesse propagandear suas realizações, teria que fazê-lo com recursos próprios ou do partido a que pertence.
Mas esta é daquelas propostas que ninguém ousa combater de público, mas nunca são aprovadas. Agora, Lula vai gastar R$ 150 milhões em propaganda de seu governo (sem falar no dinheiro ainda maior a ser gasto pelas estatais, muitas vezes de propaganda também do governo).



Escrito por Cid Benjamin às 11h23
[   ] [ envie esta mensagem ]




Como se esperava, governo e oposição de direita se uniram para aprovar a DRU

A notícia da aprovação da DRU (Desvinculação dos Recursos da União, mecanismo que permite que o governo federal desvie até 20% das receitas com outra destinação no Orçamento) com os votos dos governistas e dos partidos da velha direita não surpreendeu. Afinal, os lucros do sistema financeiro são intocáveis, não?
Mas, se o problema é garantir recursos para a Saúde – como afirmam governistas - por que não cortar pela metade a DRU. Vejam que falei só em cortar pela metade, porque o total desviado (sempre de rubricas da área social) equivale ao dobro dos R$ 40 bilhões perdidos com o fim da CPMF.
A rigor, o que deveria ser feito mesmo era acabar com a DRU e aprovar um orçamento para valer. Mas isso, nem pensar.
Tiraria o poder de compra de parlamentares e partidos pelo Executivo.



Escrito por Cid Benjamin às 11h22
[   ] [ envie esta mensagem ]




Pontos para uma reforma tributária

Proposta apresentada pelo líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar, sobre reforma tributária.

O PSOL vai lutar para que o governo e a oposição conservadora, após o fim da CPMF, deixem de lado a disputa retórica e algo cínica, pontuada por incoerências de ambos os lados, para considerar o que se segue:

1) a arrecadação de 2007, até outubro, já foi cerca de 2% superior à de 2006, sem contar a CPMF - nada de "terrorismo fiscal", portanto;
2) a CPMF existe há quase 14 anos - cinco sob a gestão Lula - e nesse período a Saúde Pública só piorou. Há, historicamente, algo de muito errado na gerência desses recursos e a única novidade foi o governo oferecer, na undécima hora, promessas de melhor aplicação futura;
3) uma Reforma Tributária para valer precisa restabelecer, entre outras medidas, o IOF sobre recursos externos aplicados na Bolsa, e aprovar a lei do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), parada no Congresso há anos, que só caminha se a base do governo quiser;
4) acenar com o congelamento da remuneração de servidores e não fazer respeitar o teto nacional nos Três Poderes nem estabelecer limites ao uso dos misteriosos cartões corporativos é inaceitável;
5) superávit primário superior até ao que o FMI recomenda não dá mais, nem pagar de juros e amortização da dívida R$ 152,2 bi (quase quatro CPMFs!), como está na proposta orçamentária para 2008;
6) urge mudar a maneira de negociar com o Legislativo, apresentando propostas concretas desde o início e respeitando sobretudo a Câmara, reduzida hoje à condição de instância homologatória do Executivo;
7) é preciso anunciar, desde já, que as emendas individuais ao Orçamento, cimento de "currais eleitorais", não serão priorizadas e, portanto, sua liberação não será mais objeto de barganha política;
8) é imperioso compreender que "governabilidade de amor remunerado" gera insegurança permanente, e só acaba com Reforma Política, que o governo descartou tanto no primeiro como no início do segundo mandato Lula.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h21
[   ] [ envie esta mensagem ]




Lulices



Escrito por Cid Benjamin às 11h20
[   ] [ envie esta mensagem ]




De novo, Marco Aurélio, do STF



Escrito por Cid Benjamin às 11h20
[   ] [ envie esta mensagem ]




Viva a diminuição do desemprego, mas...

Os jornais destacaram que o índice de desemprego diminuiu para 8,2% e é o menor nos últimos cinco anos, segundo o IBGE. Mas sempre que leio notícias sobre percentuais de desemprego sinto que falta algo: a explicação dos critérios do IBGE para definir quem está e quem não está empregado.
De acordo com esses critérios, se uma pessoa teve alguma atividade remunerada na semana anterior, mesmo que tenha sido um biscate, não é computada como desempregada. Assim, alguém que perca o emprego e ganhe uns trocados como flanelinha não é computado como desempregado.
Uma pessoa que não procurou ativamente emprego na semana anterior à da pesquisa, sai também da categoria de desempregado e é arrolada como desalentada.
Ora, num país como o Brasil, em que o salário-desemprego tem enormes limitações, boa parte dos desempregados acaba fazendo algum biscate para sobreviver. Ou, depois de bater perna semanas ou meses a fio, por vezes fica em casa por falta de perspectivas – até por falta de dinheiro. Nem por isso deixa de estar desempregada.
Por isso, tal metodologia – que pode ser vir para medir o desemprego am países do Primeiro Mundo – no Brasil serve para mascarar a realidade.
Quando morei na Suécia, durante meu período de exílio, tive a oportunidade de recorrer certa vez ao serviço social. Uma vez por semana ia lá receber uns caraminguás, enquanto o Estado sueco tratava de buscar uma ocupação para mim. No momento em que me oferecessem trabalho dentro da minha qualificação (que, no caso, era quase nenhuma, pois ainda não tinha aprendido o sueco e estava buscando um trabalho manual) e eu não aceitasse, perdia o direito à ajuda do serviço social.
Nessa situação, a metodologia do IBGE mostra o real índice de desemprego. Transportá-la para o Brasil leva apenas a que o desemprego seja mascarado.
Aliás, é a diferença de metodologia o que faz com que os índices do Dieese sejam aproximadamente o dobro dos do IBGE.
E muito mais próximos da realidade.



Escrito por Cid Benjamin às 11h19
[   ] [ envie esta mensagem ]




O Natal do PMDB



Escrito por Cid Benjamin às 11h18
[   ] [ envie esta mensagem ]




Frei Luís precisa viver – artigo de César Benjamin

Ainda que a greve de fome de dom Luís Cappio tenha se encerrado, há muito desconhecimento das razões que o levaram a um gesto tão extremo. Como pano de fundo da polêmica está, mais uma vez, a opção do governo Lula por defender os interesses do grande capital – como mostra César.

Procuro um livro na estante de casa. Na folha de rosto, a dedicatória: “Para o César, que também caminha nas mesmas margens do mesmo rio. Gentio do Ouro, outubro de 2001.” De dentro do livro cai um cartão que já estava esquecido: “César, grato por sua inesperada suavidade, por sua lúcida e firme presença. Grato por você existir. Te abraço. Adriano.” Não consigo conter a emoção.
Entre 1992 e 1993, durante um ano, Adriano e mais três pessoas realizaram uma caminhada de
2.700 quilômetros, das nascentes à foz do rio São Francisco. O livro que ganhei de presente quando os visitei no sertão – Da foz à nascente, o recado do rio, de Nancy Mangabeira Unger – narra poeticamente a empreitada desse grupo de heróis, cujas vidas se confundem com a luta pela vida do rio e das populações sertanejas que dele dependem.
O líder dos peregrinos era um frei franciscano, o mais franciscano de todos franciscanos que conheci, Luís Cappio. Não lembro em que localidade o encontrei – acho que foi em Pintada –, mas nunca o esqueci. É um homem raro. Vive visceralmente o cristianismo, a sua missão. Hoje, é bispo da Diocese da Barra. Continuou o mesmo simples peregrino, um irmão da humanidade, um pobre vivendo entre os pobres. Está em greve de fome há mais de vinte dias e pode morrer. Adriano continua ao seu lado.
Aboletado em Brasília, o presidente Lula acusa frei Luís e seus companheiros, contrários à transposição das águas do rio São Francisco, de não se importarem com a sede dos nordestinos. Para quem conhece os dois personagens, é patético. Um abismo moral os separa. Desse abismo nascem as suas diferentes propostas.
O Semi-Árido brasileiro é imenso: 912 mil km2. É populoso: 22 milhões de pessoas no meio rural. É o mais chuvoso do planeta: 750 mm/ano, em média, o que corresponde a 760 bilhões de metros cúbicos de chuvas por ano. Não é verdade, pois, que falte água ali. A natureza a fornece, mas ela é desperdiçada: as águas evaporam rapidamente, sob o Sol forte, ou vão logo embora, escorrendo ligeiras sobre o solo cristalino impermeável.
Há décadas o Estado investe em obras grandes e caras, que concentram água e, com ela, concentram poder. O presidente Lula quer fazer mais do mesmo. No mundo das promessas e do espetáculo, onde vive, a transposição matará a sede do sertanejo. No mundo real, apenas 4% da água transposta serão destinados ao consumo humano, em uma área equivalente a 6% da região semi-árida. “É a última grande obra da indústria da seca e a primeira grande obra do hidronegócio. Uma falsa solução para um falso problema”, diz Roberto Malvezzi, da Comissão Pastoral da Terra.
Graças a gente como Cappio, Adriano e Malvezzi, o Semi-Árido nordestino experimenta uma lenta revolução cultural. Centenas de organizações sociais, apoiadas pela Igreja Católica e por outras igrejas, adotaram o conceito de convivência com a natureza e desenvolveram in loco cerca de quarenta técnicas inteligentes, baratas e eficientes para armazenar a água da chuva. Ela é suficiente – corresponde a quase 800 vezes o volume d’água da transposição –, mas cai concentrada em um curto período do ano.
Eles lutam por duas metas principais: “um milhão de cisternas” e “uma terra e duas águas”. Combinados, os dois projetos visam a proporcionar a cada família do Semi-Árido uma área de terra suficiente para viver com dignidade, uma fonte permanente de água para abastecimento humano e uma segunda fonte para a produção agropecuária, conforme a vocação de cada microrregião. As experiências já realizadas deram resultados magníficos.
Para oferecer isso à população sertaneja, é preciso realizar a reforma agrária e construir uma malha de aproximadamente 6,6 milhões de pequenas obras: duas cisternas no pé das casas, para consumo humano, uma usual e outra de segurança; mais 2,2 milhões de recipientes para reter água de uso agropecuário. No conjunto, é uma obra gigantesca, mas desconcentrada. A captação de água realizada assim, no pé da casa e na roça, já é também a distribuição dessa mesma água, o que desmonta uma das bases mais importantes do poder das oligarquias locais. Armazenada em locais fechados, ela não evapora. Impulsionado por milhares de pessoas, este poderia ser um projeto mobilizador das energias da sociedade, emancipador das populações sertanejas, se tivesse um apoio decidido do governo federal.
A proposta tem respaldo técnico da Agência Nacional de Águas (ANA), que realizou um minucioso diagnóstico hídrico de 1.356 municípios nordestinos, um brilhante trabalho. O foco é a região semi-árida, mas o diagnóstico inclui grandes centros urbanos, como Salvador, Recife e Fortaleza, abrangendo um universo de 44 milhões de pessoas. As obras propostas pela ANA, as igrejas e as entidades da sociedade civil resolvem a questão da segurança hídrica das populações. Estão orçadas em R$ 3,6 bilhões, a metade do custo inicial da transposição do São Francisco.
Isso não interessa ao agronegócio, um devorador de grandes volumes de água em monoculturas irrigadas, produtoras de frutas para exportação e de cana para fabricar etanol. É para ele e para alguns grupos industriais – grandes financiadores de campanhas eleitorais – que a transposição se destina, pois esses precisam de água concentrada. Ao sertanejo, cada vez mais, restará a opção de migrar ou se tornar bóia-fria.
Para deter a marcha da insensatez, frei Luís entrega a vida, o único bem que possui. Não lhe restou outra opção, pois o governo se esquivou do debate que prometeu. Preferiu apostar na política do fato consumado. Agora, a farsa só poderá prosseguir sobre o cadáver do bispo. O presidente Lula deixou claro que considera essa alternativa aceitável. Porém, antes desse desenlace terrível, o presidente deve meditar sobre as palavras de Paulo Maldos, do Conselho Indigenista Missionário, seu tradicional aliado: “Ao redor do gesto radical do bispo está se formando uma corrente de solidariedade, de apoios, de alianças, de identificação ética, política, social, ideológica, cujos contornos são facilmente identificáveis: trata-se dos movimentos sociais, políticos, pelos direitos humanos, pastorais sociais, personalidades da Igreja Católica, da política, da cultura, que, desde os anos 80, constituíram Lula como liderança de massa em nosso país. (...) Se dom Cappio vier a falecer, será o final dessa história. Não será dom Cappio apenas que morrerá. Morrerá a referência política de Lula e do Partido dos Trabalhadores na história dos movimentos sociais do Brasil. (...) A história da liderança popular de Lula será a história de um fracasso. A morte física de dom Cappio sinalizará a morte política de Lula.”
Suplico que o presidente abra o diálogo com rapidez, por generosidade ou por cálculo: frei Luís precisa viver.

Leia a íntegra em http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=526



Escrito por Cid Benjamin às 11h17
[   ] [ envie esta mensagem ]




O legado de 2007 e o nosso futuro – artigo de Paulo Passarinho

O ano de 2007 vai se encerrando, em meio às incertezas, entre outras, quanto ao futuro e a vida de D. Luis Flávio Cappio, Bispo de Barra, na Bahia, em seu prolongado esforço de jejum e orações, pela defesa da vida do Rio São Francisco e de milhares de outras vidas de brasileiros, que deste rio dependem. Neste momento em que escrevo, D. Cáppio encontra-se em seu vigésimo terceiro dia sem alimentação e com os primeiros sinais de risco para a sua própria vida.
2007 é o quinto ano do governo que, eleito em 2002 sob o signo da esperança, a partir de 2003 deu continuidade – para a perplexidade de muitos e a frustração de outros – ao modelo de sociedade brasileira que acredita que a partir dos interesses dos grandes capitalistas, nacionais e principalmente estrangeiros, possamos construir um país desenvolvido, menos desigual, e com condições de vida dignas para a imensa maioria da população.
Em nome da defesa desse modelo, as privatizações realizadas no governo anterior – e até hoje questionadas na justiça – não foram objeto de nenhum tipo de ação que pudesse ser apontada como um risco para àqueles que delas se beneficiaram; o galopante processo de endividamento do Estado brasileiro não sofreu nenhum esforço de auditagem, apesar dos dispositivos constitucionais que exigem tal procedimento; e a política econômica não só não sofreu nenhuma alteração em seus fundamentos básicos, como sacrificou ainda mais o orçamento público, para a sagrada garantia do pagamento de juros aos credores e responsáveis pela própria existência e crescimento de uma lucrativa dívida financeira.
É lógico que os atuais governantes - boa parte oriunda da esquerda brasileira e portadores, até chegarem aos seus atuais postos, de um discurso crítico a esse mesmo modelo – não assumem que mudaram as suas convicções político-doutrinárias. Justificam as suas respectivas condutas, por uma peculiar visão de “governabilidade” e alegam que a correlação de forças da sociedade brasileira os obrigou a esse inusitado e bizarro comportamento.

Leia a íntegra em http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=527

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h17
[   ] [ envie esta mensagem ]




Natal de dom Cappio

Até Frei Betto, que sempre evita criticar abertamente seu amigo Lula, tem apimentado suas críticas ao governo que preferiu deixar - como se vê neste artigo.

Lá está o bispo, dom Luiz Flávio Cappio, no sertão da Bahia, decidido em sua greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco.
O rio, que corta o coração do Brasil, leva o nome do santo padroeiro da ecologia, devido ao seu amor à natureza, com a qual mantinha relação de alteridade e empatia: Irmão Sol, Irmã Lua.
O que poucos notam é que o mentor de dom Cappio era, no século XIII, um crítico radical dos primórdios do capitalismo. O feudalismo ruía por sua inércia e os burgos, as futuras cidades, despontavam sob as luzes da redescoberta de Aristóteles e os novos empreendimentos mercantis.
Bernardone, pai de Francisco, rico proprietário de manufatura de tecidos, importava da França as tinturas para colorir seu produto. Sua admiração pela metrópole levou-o a batizar o filho em homenagem à França - Francesco.
A miséria, até então, campeava na Europa em decorrência de guerras e da peste. O mercantilismo gerou, pela primeira vez, relações de trabalho promotoras de exclusão social. Francisco solidarizou-se com as vítimas da nascente manufatura. Ao despir-se na praça de Assis, todos entenderam o gesto para além de simples ato de despojamento. As roupas produzidas pelo pai estavam conspurcadas pela tecnologia que condenava artesãos à perda de seu ofício e, portanto, à miséria.
Hoje, o franciscano dom Cappio se posiciona ao lado das vítimas da transposição das águas do São Francisco. O PT, historicamente, era contrário ao projeto. E também contra a CPMF. Uma vez governo, mudou, como, aliás, mudou em tantas outras coisas. Mudou para não efetivar as mudanças prometidas, como a agrária. Mudou para se desfigurar como partido dos pobres e da ética. Mudou para ficar mais parecido com seus adversários políticos.

Leia a íntegra em http://www.chicoalencar.com.br:80/chico2004/artigos_do.php?codigo=525



Escrito por Cid Benjamin às 11h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




A provocação do Fantástico

Um quadro metido a engraçadinho no Fantástico é a mais nova provocação da TV Globo contra o presidente de Venezuela, Hugo Chávez. Dois “repórteres” fazem entrevistas na fronteira daquele país com o Brasil, ouvindo as pessoas sobre a possibilidade de uma invasão venezuelana ao território brasileiro. O título da “reportagem” é: O Brasil está preparado para uma guerra contra a Venezuela?”
A íntegra pode ser vista em http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM766516-7823-CENTRAL+DE+BOATOS+DEVEMOS+TEMER+A+VENEZUELA,00.html.



Escrito por Cid Benjamin às 11h16
[   ] [ envie esta mensagem ]




César Maia e o crime organizado

O prefeito César Maia de vez em quando posa de Mussolini tropical e sai por aí defendendo a política de “tolerância zero” – geralmente contra camelôs ou outros pequenos infratores. Mas sua “tolerância zero” não vale para o crime organizado. Defendeu, em artigos publicados, tolerância mil com as mal-chamadas “milícias”. Segundo o prefeito, elas seriam um mal menor, se comparadas aos traficantes de drogas. Esquece-se César Maia que as “milícias” praticam extorsão, cobrando “proteção” e impostos de moradores e pequenos comerciantes, expulsando de suas moradias – e, em alguns casos, matando – os que não aceitam submeter-se a suas ordens.
Agora, o prefeito acaba de prestar uma homenagem ao vereador Nadinho - de seu partido, o ex-pefelê – recém saído da prisão, para onde tinha ido como acusado de mandante do assassinato de um rival em Rio das Pedras. Nadinho é o chefe da “milícia” naquela localidade. A vítima, também ligada às “milícias”, pensava em se candidatar a vereador. Como ambos tinham a mesma base eleitoral, sua candidatura tiraria votos de Nadinho. Resultado: morreu alvejado por dezenas de tiros.
Agora, ao ter a prisão relaxada, Nadinho foi o convidado especial do prefeito para a última reunião do Secretariado municipal.
Inquirido a respeito, César Maia disse que a acusação a Nadinho era algo “na esfera privada”.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h15
[   ] [ envie esta mensagem ]




César Maia e a ordem urbana

A tolerância zero do prefeito tampouco vale para ações ilegais dos vereadores de sua base. Os bairros de Flamengo e Botafogo estão cheios de faixas da vereadora Leila do Flamengo. Mas se alguém mais pendurar qualquer faixa, ela será imediatamente retirada pela Comlurb.
Como se vê a tolerância zero é apenas para quem não é curriola do prefeito.

 



Escrito por Cid Benjamin às 11h15
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]


 
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem
Histórico
  16/12/2007 a 31/12/2007
  01/12/2007 a 15/12/2007
  16/11/2007 a 30/11/2007
  01/11/2007 a 15/11/2007
  16/10/2007 a 31/10/2007
  01/10/2007 a 15/10/2007
  16/09/2007 a 30/09/2007
  01/09/2007 a 15/09/2007
  01/08/2007 a 15/08/2007
  16/07/2007 a 31/07/2007
  01/07/2007 a 15/07/2007
  16/06/2007 a 30/06/2007
  01/06/2007 a 15/06/2007
  16/05/2007 a 31/05/2007
  01/05/2007 a 15/05/2007
  16/04/2007 a 30/04/2007
  01/04/2007 a 15/04/2007
  16/03/2007 a 31/03/2007
  16/12/2006 a 31/12/2006
  16/11/2006 a 30/11/2006
  01/11/2006 a 15/11/2006
  16/10/2006 a 31/10/2006
  01/10/2006 a 15/10/2006
  16/09/2006 a 30/09/2006
  01/09/2006 a 15/09/2006
  16/08/2006 a 31/08/2006
  01/08/2006 a 15/08/2006
  16/07/2006 a 31/07/2006
  01/07/2006 a 15/07/2006
  16/06/2006 a 30/06/2006
  01/06/2006 a 15/06/2006
  16/05/2006 a 31/05/2006
  01/05/2006 a 15/05/2006
  16/04/2006 a 30/04/2006
  01/04/2006 a 15/04/2006
  16/03/2006 a 31/03/2006
  01/03/2006 a 15/03/2006
  16/02/2006 a 28/02/2006
  01/02/2006 a 15/02/2006
  16/01/2006 a 31/01/2006
  01/01/2006 a 15/01/2006
  16/12/2005 a 31/12/2005
  01/12/2005 a 15/12/2005
  16/11/2005 a 30/11/2005


Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo



O que é isto?